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E-book grátis: Des-territorialização e identidade: a rede "gaúcha" no NordestePublicado em 1997, Des-territorialização e identidade: a rede 'gaúcha' no Nordeste, de Rogério Haesbaert, enfrentou o desafio de desvelar, sistematicamente, realidades emergentes, num período histórico particularmente confuso. Diante do processo da globalização e dos efeitos complexos das grandes migrações modernizadoras, como se definem as categorias entrelaçadas de identidade, territorialização e des-territorialização? No prefácio da obra, Milton Santos destaca que o livro descreve a saga de duas regiões que se encontram: "Trata-se de uma metáfora em busca de conceitos, tarefa a que o autor se dedicou com aplicação e talento. Durante séculos essa região baiana do Além-São Francisco foi acumulando lentamente modos de vida nos quais a presença localizada e discreta da modernidade não ameaçava a maioria das práticas tradicionais e até reforçava as hierarquias herdadas. Situada no coração do país, funcionava quase como uma ilha. De repente, ventos fortes vindos do Sul, mas impulsionados por correntes irresistíveis, nacionais e internacionais, espalharam no território outros homens e mulheres, outras roupas e falas, outros modos de ser e de fazer, outras técnicas e outros capitais, novas formas de produzir e de comunicar. Produz-se, desse modo, uma nova territorialidade, marcada pelo conflito de atributos históricos – entre os que chegavam e os que já estavam – e o conflito entre duas formas de operar, sentir e viver a mesma fração de espaço." Faça o download gratuito de “Des-territorialização e identidade: a rede 'gaúcha' no Nordeste” e outros e-books da Eduff no site www.eduff.uff.br.
Livro traz análise etnográfica do Quilombo do TamborEm “Tambor dos Pretos: processos sociais e diferenciação étnica no rio Jaú, Amazonas” (Eduff, 2017), o antropólogo João Siqueira traz uma reflexão sobre a formação de unidades sociopolíticas identificadas como quilombo do Tambor e sobre a formação da Associação Quilombola de São Raimundo do Pirativa, no Amapá. A obra chama atenção para as paisagens de territórios desocupados da fronteira amazônica pelos ribeirinhos dos rios Jaú e Paunini, afetados pela criação do Parque Nacional do Jaú (1980). Nessa perspectiva, o Siqueira demonstra que a expansão contínua pelo movimento de interiorização, ao invés de resultar em uma homogeneização social crecente, abriu espaço para variadas noções de “sujeitos históricos”, que eram considerados antes “marginais”. Em sua pesquisa, João Siqueira busca focalizar como os processos sociais resultaram na incorporação de especifidades socioculturais pelos moradores do Tambor, além da criação de esteriótipos.  Para o autor, a naturalização das ideias de “isolado social” e/ou “cultural” exclui, sob descrições etnográficas, processos históricos e sociais diversos que resultam na construção do que ele chama “isolamento consciente”, baseado na memória histórica e genealógica destes grupos. Saiba como comprar.