Categoria
Documentário sobre Grupo Música Antiga da UFF está disponível online até 20 de abrilComo parte da campanha institucional "A arte nos une", haverá uma temporada exclusiva e gratuita do documentário "A Música do Tempo - do Sonho do Império ao Império do Sonho", sobre o grupo Música Antiga da UFF.  O filme fica em cartaz online gratuitamente até o dia 20 de abril de 2020. Residente no Centro de Artes UFF, o conjunto Música Antiga da UFF, formado inteiramente por músicos servidores da UFF, se dedica há mais de 30 anos a pesquisa, arranjo musical e apresentações de repertório renascentista, medieval e antigo. Neste documentário, há um registro inédito da trajetória do grupo e de um de seus espetáculos, o concerto “Do Sonho do Império ao Império do Sonho”, inspirado no mito do 5º império português e o sebastianismo. A emoção, a memória da trajetória, e as novas perspectivas de futuro se misturam com as músicas do concerto. A trilha sonora cobre séculos e vai da corte de D. Manuel à religião do Tambor de Mina do Maranhão. INSTRUÇÕES DE COMO VER O FILME: ACESSE O LINK: bit.ly/amusicadotempo DIGITE A SENHA: aartenosune Clique em INSCREVA-SE   Ficha técnica: Direção e Montagem: João Velho Produção executiva: Leonardo Guelman Direção de Arte e Direção Cênica: Ronald Teixeira Direção Musical : Deivison Branco Edição e montagem: Daniel Planel Direção de produção: Laís Diel Direção de fotografia: Whelby Dias, Pablo Rossi e Artur Bravo Edição de Som e Mixagem do concerto: Alexandre Hang Edição de Som e Mixagem Final: BenHur Machado Colorista: Paulo M. de Andrade Formação do Música Antiga da UFF durante as gravações: Leandro Mendes – flauta, krumhorn, charamela Lenora Pinto Mendes – flauta, viola da gamba, krumhorn, rauschpfeife Mario Orlando – flauta, viola da gamba, percussão Márcio Paes Selles – flauta, viola da gamba, krumhorn Virgínia Van der Linden – flauta transversa, charamela, percussão e rauschpfeife  
II SIMPÓSIO DO LABORATÓRIO DE ESTUDOS CLÁSSICOS UFF (LEC/UFF)#ProexEmAção informa que o projeto de extensão Cineclube Matrizes Clássicas coordenado pela professora Renata Cazarini de Freitas, irá participar do II SIMPÓSIO DO LABORATÓRIO DE ESTUDOS CLÁSSICOS UFF (LEC/UFF) no dia 28 de novembro das 13h:00 às 17h:00 no Auditório Macunaíma Bloco B sala 405 Campus do Gragoatá.
Mariana Baltar lança "Realidade lacrimosa" pela EduffCaracterizado pelo caráter racional e analítico da realidade, o documentário pode também apresentar traços afetivos, íntimos e muitas vezes sentimentais de histórias cotidianas. Em “Realidade lacrimosa” (Eduff, 2019), Mariana Baltar aborda a tendência do documentário latino-americano contemporâneo de incorporar à construção da narrativa o melodrama e as histórias de vida de pessoas comuns. A análise se desenvolve a partir da análise de filmes brasileiros bem conhecidos do público: Ônibus 174, Um Passaporte Húngaro, Peões, A Pessoa é para o que nasce, Estamira e Edifício Master. O lançamento, com noite de autógrafos, será no dia 29 de outubro, às 19h, na Blooks Livraria, em Botafogo.   Mais do que histórias privadas, os documentários analisados trazem questões sintomáticas da contemporaneidade, como o debate do público e do privado. Por meio de conceitos-chave, como personagem, autoperformance, intimidade, memória e subjetividades midiáticas, o processo de autoexposição da intimidade é questionado. Como equilibrar o caráter documental e o excesso melodramático das performances?   Para isso, a autora buscou narrativas em que a apropriação do melodramático desestabiliza lugares tradicionais de legitimidade. Ela partiu da hipótese de que os filmes que mais chamam a atenção do público são aqueles que apresentam cenas de conversas e confissões de dramas íntimos que promovem a sensação de uma intimidade partilhada.   Nos seis documentários analisados, a narrativa está centrada em dramas íntimos compartilhados por meio de depoimentos dos personagens. Para a autora, quanto mais se consolida a sensação de intimidade, mais se acredita na realidade documentária do filme. Como no caso de Eduardo Coutinho, diretor de dois dos documentários analisados, que costuma pedir para que os personagens cantem para as câmeras. “Não é a beleza das performances musicais que está em jogo, mas a sua força enquanto símbolo e, principalmente, enquanto exposição de uma vulnerabilidade frente ao olhar público da câmera. Tal vulnerabilidade ativa o jogo de empatias próprio do melodrama, aproxima afetiva e passionalmente espectadores de personagens, sentimo-nos compartindo intimidades”, explica Baltar.   Ficou interessado? Leia as primeiras páginas do livro no perfil da Eduff no ISSUU. Saiba como comprar.  
Orquestra Sinfônica Nacional UFF tem uma sessão gratuita do OSN Cine com o filme Ganga Bruta O 4º Festival de Cinema do BRICS, que está sendo acontecendo de 23 de setembro a 9 de outubro, é uma realização da Universidade Federal Fluminense (UFF), com a cooperação da Prefeitura Municipal de Niterói, apoio institucional da Agência Nacional de Cinema (Ancine) e patrocínio da Secretaria Especial da Cultura, do Ministério da Cidadania. Dentro do Festival – que reúne produções e atividades voltadas para o campo do cinema realizado pelo membros do grupo BRICS - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – estão programadas três sessões do OSN Cine, projeto no qual será exibido o filme Ganga Bruta e, simultaneamente, a Orquestra Sinfônica Nacional UFF executará a trilha sonora ao vivo, composta por Radamés Gnattali (1906 - 1988), um dos grandes nomes da música de concerto brasileira. O regente das apresentações do OSN Cine é o maestro convidado Thiago Santos, que comandará a Orquestra nos dias 4 de outubro, às 19 horas; e 5 e 6 de outubro, às 10h30. No dia 4, sexta-feira, a sessão terá ENTRADA GRATUITA para todos, mediante retirada de senhas uma hora antes do espetáculo. As sessões dos dias 5 e 6 estão com preços populares: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).   Projeto OSN Cine - filme + Orquestra Ganga Bruta Brasil, 1933, 82', 14 anos De Humberto Mauro Com Déa Selva, Durval Bellini, Lu Marival e Décio Murilo Dias 4 a 6 de outubro de 2019 Sexta | 19h, sábado e domingo | 10h30 Local: Cine Arte UFF Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói Classificação etária: 14 anos Com a Orquestra Sinfônica Nacional UFF tocando a trilha sonora do filme ao vivo, dentro do Festival Internacional de Cinema do Brics Regência: Thiago Santos Outras informações sobre o projeto OSN Cine no site www.centrodeartes.uff.br . 
UFF organiza primeira edição do Festival de Cinema do BRICS no BrasilO projeto “Niterói: Cidade do Audiovisual”, parceria da Prefeitura de Niterói junto a Secretaria da Cultura do município e da Agência Nacional de Cinema (Ancine), representa um investimento promissor para a indústria cinematográfica da região, que tem como principal aliada a Universidade Federal Fluminense. O curso de Cinema da UFF foi o segundo da área a ser criado no Brasil, com mais de 50 anos de existência. O caráter histórico de pesquisa e preservação cinematográfica da instituição conquistou, para 2019, a realização do 4º Festival de Cinema do BRICS, que terá Niterói como cidade-sede em sua primeira edição brasileira, entre os dias 23 de setembro e 9 de outubro. O evento tem como objetivo reunir atividades de cinema dos integrantes do grupo BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul –, tendo edições intercaladas entre seus membros. A última edição foi realizada na África do Sul, consistindo na exibição de dois longas-metragens de cada país na categoria competitiva e três longas-metragens na categoria não competitiva. Douglas Resende, professor do Departamento de Cinema e Vídeo da UFF e um dos organizadores do festival, ressalta a importância de promover a visibilidade do setor de audiovisual dos países envolvidos: “esse vasto território que abrange cinco países e quatro continentes está conectado pela economia global e as macropolíticas dos Estados-nação. Um festival de cinema nesse contexto cria a possibilidade de estabelecermos outras conexões, a partir da pluralidade cultural, das singularidades, das micropolíticas – que, em geral, a globalização tende a apagar”. Os docentes envolvidos na organização garantem um aspecto pedagógico às atividades, voltadas principalmente para a formação dos estudantes. “A residência artística e a Mostra Filmes de Escola, coordenadas pelo professores Douglas Resende e Cezar Migliorin e pelas graduandas Mariana Siqueira e Rachel Aranha, são duas das frentes mais intensas no sentido de pensar o cinema enquanto experiência coletiva, produtora de encontros e novas subjetividades”, diz o pesquisador. A programação propõe uma intensa participação de universitários da UFF, e também de outras instituições de ensino espalhadas pelos países do BRICS, como a Universidade de Calcutá, a Universidade da Cidade do Cabo e a Academia Nacional de Artes Chinesas. Preservação da memória O Departamento de Cinema e Vídeo da UFF se destaca pela experiência no campo da preservação audiovisual, particularidade evidenciada na criação do Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual (LUPA), em 2017. Suas atividades são direcionadas também para a promoção do cinema amador fluminense, o que abriga tanto a produção de filmes do próprio curso quanto diversos tipos de filmes amadores realizados no Estado do Rio de Janeiro. O LUPA surgiu como ideia no departamento em 2014, quando o prédio novo do Instituto de Artes e Comunicação Social estava em obras e foi prevista a instalação de um laboratório de preservação audiovisual. Inaugurado em 2017, conquistou seu espaço físico apenas um ano depois, na sala 13D do campus. O trabalho desenvolvido nesse ambiente consiste na restauração de equipamentos antigos como o Super 8, formato cinematográfico configurado e lançado pela empresa Kodak nos anos 60. O laboratório possui equipamentos de edição e projeção para os processos de inspeção e limpeza dos materiais, além de uma mesa enroladeira para revisão de filmes em bitolas 16 e 35mm. Pensar a memória do audiovisual em articulação com a produção amadora é um dos trunfos do LUPA, o que explica as diversas solicitações para parcerias, projetos conjuntos e consultorias. “Em 2018, nosso primeiro grande projeto foi organizar, pela primeira vez no Brasil, o APEx - Audiovisual Preservation Exchange, um programa de intercâmbio do Mestrado em Preservação Audiovisual da Universidade de Nova York. Alunos e professores vieram dos Estados Unidos e passaram duas semanas em Niterói e no Rio de Janeiro trabalhando em conjunto com instituições locais e participando de oficinas, palestras e debates”, explica Rafael de Luna, professor da UFF e coordenador do laboratório. Diante do projeto “Niterói: Cidade do Audiovisual”, foi estabelecida uma parceria com a Secretaria de Cultura da cidade, que passa por um convênio para o desenvolvimento do projeto "Memória Audiovisual Fluminense", voltado para a preservação do cinema amador de Niterói. “Nossa intenção é que os futuros realizadores audiovisuais saídos da universidade não cometam os mesmos erros que muitos cineastas, produtores e gestores fizeram no passado, com consequências terríveis para a memória audiovisual brasileira”, Rafael de Luna. O laboratório ganhou destaque ao exibir uma parte de seu acervo, já digitalizado, de filmes amadores com imagens do Rio de Janeiro e Teresópolis nas décadas de 1930 e 1940, na I Jornada de Estudos em História do Cinema Brasileiro – realizada em 2017. Consequentemente, houve a participação em diversos eventos e a organização de exibições e palestras. “Destaco o ‘I Dia do Filme Caseiro na UFF’, em 2018, que consistiu em um convite a qualquer pessoa para levar filmes antigos que tivessem em casa a fim de serem avaliados e eventualmente projetados em nossos equipamentos”, relata Rafael. “O evento foi um sucesso e iremos repeti-lo esse ano, talvez com uma edição também em Maricá, já que a Secretaria de Cultura daquele município manifestou interesse”. A graduanda de cinema da UFF e parte da equipe do LUPA, Laura Batitucci, ressalta que o espaço é essencial para a comunidade externa à universidade, pelo serviço de guarda de filmes amadores e posterior exibição dos mesmos. “A coleção J. Nunes, que possui acervo sobre Carnaval do Rio de Janeiro, é um caso interessante de utilização dos nossos filmes. Após fazer a disciplina de Preservação, Memória e Políticas de Acervos, um dos alunos que trabalharam com esse material decidiu utilizar um de seus trechos ao ser chamado para criar um clipe musical para a banda Gragoatá”, explica. A experiência da aluna no projeto mudou sua percepção sobre a área de estudo oferecida pelo laboratório. Laura então se inscreveu na disciplina da área, e assim entrou em contato com o universo da preservação audiovisual, do filme em película, dos equipamentos históricos (câmeras, projetores, entre outros) e dos desafios relacionados a essas questões no Brasil e no mundo. Apesar do destaque obtido, o espaço de trabalho dos integrantes do LUPA apresenta demandas. “Nosso projeto mais ambicioso é a compra de um scanner para filmes, isto é, um equipamento para digitalização profissional de filmes de arquivo em bitolas estreitas, as mais comuns para filmes amadores”, ressalta Rafael. A ferramenta é especialmente desenvolvida para arquivos de filmes, pois destina-se àqueles já deteriorados ou danificados, que precisam de um tratamento diferenciado. “Será o primeiro do gênero numa universidade brasileira e nos dará a possibilidade de digitalizar - e consequentemente dar acesso - um vasto número de acervos hoje abrigados em diferentes instituições que não têm condições de arcar com um processo caro e complexo feito em laboratórios comerciais”, explica. A dedicação dos professores no campo de preservação audiovisual auxilia os graduandos de cinema da UFF a considerar essa área como uma opção profissional com possibilidades de trabalhos em redes de televisão, produtoras ou arquivos audiovisuais. Para Rafael, “uma lição fundamental é que preservar é sempre mais fácil e barato do que restaurar. Nossa intenção é que os futuros realizadores audiovisuais saídos da universidade não cometam os mesmos erros que muitos cineastas, produtores e gestores fizeram no passado, com consequências terríveis para a memória audiovisual brasileira”. O LUPA está envolvido diretamente em algumas atividades do 4º Festival de Cinema do BRICS, como o Encontro de Preservação Audiovisual do BRICS, tema que pela primeira vez será tratado no evento. “É um grande desafio para o Departamento de Cinema e Vídeo, responsável por sua organização, mas que certamente trará ótimos frutos”, explica o coordenador do laboratório. A estudante Laura também possui altas expectativas: “a exposição dos equipamentos do LUPA, projeto no qual estou diretamente envolvida, é uma das atividades que me desperta maior curiosidade. Os equipamentos estão sendo restaurados e com certeza vão chamar bastante atenção no festival”. A programação do evento inclui a residência estudantil, cursos de história do cinema russo e soviético, chinês, indiano e sul-africano; fóruns, exposições e encontros. Entre 3 e 9 de outubro, o Cine Arte UFF exibirá uma mostra de animação gratuita voltada a estudantes da rede básica de ensino municipal, utilizando equipamentos e objetos históricos relacionados ao audiovisual para contar a história do cinema. Além disso, haverá a Mostra de Clássicos, aberta ao público em geral e com sessões gratuitas. A abertura oficial das mostras e da exposição no Centro de Artes UFF ocorrerá na noite do dia 2 de outubro. As sessões de filmes dos cinco países estão programadas entre os dias 3 e 9 de outubro, no CineArte UFF e no Reserva Cultural. A Cerimônia de Encerramento e Premiação dos vencedores da Mostra Contemporânea está prevista no dia 9 de outubro, às 20h.
Antônio Moreno lança “Cinema, infância e religiosidade na Espanha franquista” pela EduffA partir da análise de filmes espanhóis, do período de 1950 a 1970, o professor cineasta Antônio Moreno analisa alguns dos principais temas da atualidade em “Cinema, infância e religiosidade na Espanha franquista”, que acaba de ser publicado pela Eduff. O lançamento, com sessão de autógrafos, será em 19 de setembro, na Livraria Icaraí, em Niterói. Na obra, a relação entre religiosidade e cinema é apresentada por meio da investigação de “El Pequeño Ruiseñor” e “Marcelino Pan y Vino”, dois dos filmes de uma filmografia que ficou conhecida, na Espanha, como “Cine com niños”. A partir dessas duas obras, Moreno demonstra como o discurso religioso pôde atuar, em paralelo no comportamento com a ideologia política, de forma contundente, exercendo influência nos caminhos da sociedade espanhola. Para isso, o autor expõe para o leitor o contexto político-sociocultural por meio do relato de fatos ocorridos no período de 1902 a 1975 que levaram o regime franquista ao poder. O livro chama atenção, ainda, para o papel desempenhado pela Igreja no desenrolar dos acontecimentos e sua participação no governo franquista.  Sobre o autor Antônio Moreno é cineasta, pesquisador e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF). Formado em Jornalismo e em Cinema pela UFF, dirigiu 15 curtas e é autor dos livros “A personagem homossexual no cinema brasileiro” (Funarte/Eduff, 2001), “Cinema brasileiro, história e relações com o estado” (Eduff/Cegraf, 1994), e “A experiência brasileira no cinema de animação” (Artenova/Embrafilme, 1978). Ficou interessado? Leia as primeiras páginas do livro no perfil da Eduff, no ISSUU. Saiba como comprar seu exemplar.    
4º Festival de Cinema do BRICSO Festival de Cinema do BRICS reúne produções e atividades voltadas para o cinema dos membros do grupo – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul –, com edições anuais intercaladas entre os cinco países. Desta vez, o Brasil será o organizador do 4º Festival de Cinema do BRICS, entre os dias 23 de setembro e 9 de outubro deste ano. O evento, com sede em Niterói, conta com a realização do Departamento de Cinema e Vídeo da Universidade Federal Fluminense (UFF), cooperação da Prefeitura Municipal de Niterói, apoio institucional da Ancine e patrocínio da Secretaria Especial de Cultura do Ministério da Cidadania. As atividades irão ocorrer no Instituto de Arte e Comunicação Social, no Centro de Artes UFF e no Reserva Cultural. Saiba mais em: https://bricsfilmfestival.com.br/ Instagram: www.instagram.com/4bricsfest/ Facebook: www.facebook.com/4bricsfilmfestival
Autor analisa infância e religiosidade no cinema na Espanha franquistaA partir da análise de filmes espanhóis, do período de 1950 a 1970, o cineasta Antônio Moreno analisa alguns dos principais temas da atualidade no livro “Cinema, infância e religiosidade na Espanha franquista”, que acaba de ser lançado pela Eduff. Na obra, a relação entre religiosidade e cinema é apresentada por meio da investigação de “El Pequeño Ruiseñor” e “Marcelino Pan y Vino”, dois dos filmes de uma filmografia que ficou conhecida, na Espanha, como “Cine com niños”. A partir dessas duas obras, Moreno demonstra como o discurso religioso pôde atuar, em paralelo no comportamento com a ideologia política, de forma contundente, exercendo influência nos caminhos da sociedade espanhola. Para isso, o autor expõe para o leitor o contexto político-sociocultural por meio do relato de fatos ocorridos no período de 1902 a 1975 que levaram o regime franquista ao poder. O livro chama atenção, ainda, para o papel desempenhado pela Igreja no desenrolar dos acontecimentos e sua participação no governo franquista. Saiba como comprar. 
Construção da intimidade no documentário é tema de livro da EduffEm “Realidade Lacrimosa”, a professora de Cinema e Audiovisual da UFF Mariana Baltar reflete sobre o melodrama no documentário brasileiro contemporâneo. Para além de uma série de análises, a obra recém-lançada pela Eduff contempla “uma forma de ver o mundo e de ver-se no mundo que é amplamente presente no contexto latinoamericano e brasileiro”. Mais do que histórias privadas, os documentários analisados trazem questões sintomáticas da contemporaneidade, como o debate do público e do privado. Por meio de conceitos-chave, como personagem, autoperformance, intimidade, memória e subjetividades midiáticas, o processo de autoexposição da intimidade é questionado. Como equilibrar o caráter documental e o excesso melodramático das performances? Para isso, a autora buscou “narrativas em que a apropriação do melodramático pelo documental se faz desestabilizando lugares tradicionais de legitimidade”. Ela partiu da hipótese de que os filmes que mais chamam a atenção do público são aqueles que apresentam cenas de conversas e confissões de dramas íntimos que promovem a sensação de uma intimidade partilhada. Saiba como comprar.
Reunião planeja preparativos para IV Festival de Cinema do BRICSEm 14 de março, a Universidade Federal Fluminense recebeu representantes do Ministério da Cidadania, Fundação Nacional das Artes (Funarte), Agência Nacional do Cinema (Ancine), Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e Prefeitura de Niterói para planejar detalhes do IV Festival de Cinema do BRICS. O evento internacional será organizado pela UFF em parceria com a Secretaria Especial da Cultura, com aporte de R$ 2 milhões de reais. A previsão é de que o festival ocorra entre 23 de setembro e 11 de outubro, em Niterói, no Centro de Artes da UFF, Teatro Municipal João Caetano e Reserva Cultural. Será a primeira vez que o Brasil sediará o Festival de Cinema do BRICS, bloco político-diplomático que reúne Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul. Os professores do curso de Cinema, Rafael de Luna e Índia Mara, apresentaram os detalhes da produção. O evento terá o propósito de refletir sobre o passado, presente e futuro do cinema desses países. A programação terá três mostras principais: Mostra Contemporânea, Cinema-Escola e a Mostra de Animação. Além disso, serão oferecidas atividades paralelas como minicurso da história do cinema, mostra de filmes clássicos do BRICS, exposição com acervo do Museu de Cinema e o Fórum de Preservação. De acordo com o reitor da UFF, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, o evento representa uma visão integrada sobre cultura, cinema e sociedade. “É muito mais que uma mostra de filmes, na medida em que tem uma universidade como organizadora, pois se apropria de nossa expertise histórica para refletir sobre o passado, o presente e o futuro do cinema no contexto internacional contemporâneo. Estamos muito empolgados com as perspectivas e pretendemos levar este evento a outro patamar, aliando a academia, o governo e empresas”, afirma. Segundo o secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires, o audiovisual é uma área promissora para a cooperação entre os países do bloco. Ele ressaltou que a UFF é uma referência fundamental para o cinema brasileiro e modelo programático para outros cursos de Cinema no país. “Estamos muito animados pela história e pela pujança de suas ações para o cinema. Temos um cenário muito interessante de alinhamento de projetos e ideias. Fiquei muito impressionado com a qualidade da organização demonstrada”, enfatizou Pires. A assessora especial para assuntos internacionais do Ministério da Cidadania, Min. Carla Barroso, discutiu os detalhes para a abertura do festival, com a presença de ministros e autoridades dos países que compõem o bloco. “Estamos alinhando a logística para prestigiar e dar a maior visibilidade possível ao evento”, afirmou. Cinema e BRICS em Niterói. O Festival de Cinema se tornou um dos principais eventos culturais do BRICS. Desde a primeira edição, organizada em 2016, em Nova Deli, na Índia, a mostra reúne produções dos cinco países, coproduções e projetos criados especialmente para os eventos. A cidade de Niterói foi selecionada para sediar o festival pelo então ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, considerando seu projeto de referência no audiovisual nacional. Hoje, Niterói é o município que possui mais salas de cinema por habitantes e investe em uma série de iniciativas na área, como o Museu do Cinema Brasileiro e o Polo Audiovisual. Niterói possui grande experiência nesses eventos. Estamos dedicados em transformar a cidade num polo nacional de audiovisual, com uma série de investimentos em parceria com a universidade. Tivemos um aumento de 60% de empresas audiovisuais no último ano, o que movimenta a economia e gera empregos”, destacou o secretário municipal de Cultura, Marcos Gomes. Além da exibição de filmes e da premiação para os participantes da mostra competitiva, o Festival também via estreitar as relações entre os países-membros do bloco e estimular acordos de coprodução internacional.
AMescla na Bahia - filme gratuito com debate no Cine Arte UFFAMESCLA NA BAHIA Cine Arte UFF Dia 7/2, quinta, 19h30 Entrada franca. Brasil, 2018, 57’, 12 anos De Bernardo Jardim Trinta dias de desafios, conquistas, descobertas e a imprevisibilidade na rotina de uma dupla de músicos em uma aventura cultural, pessoal e profissional. Esse é o mote do filme 'AMescla na Bahia'. Descubra como os músicos vivem, pensam, sentem, se comportam e “performam” nas ruas, praças e praias baianas. O filme acompanha a viagem dos músicos Rodrigo Lorio e Zinga Lucas pelo litoral da Bahia. Com cenários de tirar o fôlego e encontros inesperados, acompanhe a performance dos músicos em uma viagem que parte do Rio de Janeiro em direção à Caraíva, Trancoso, Arraial D’Ajuda, Itacaré, Barra Grande, Cruz das Almas, Cachoeira, Salvador e, por fim, Praia do Forte. No Cine Arte UFF, será realizado um debate sobre a produção, bastidores e também informações quanto a execução e prestação de contas do projeto via Lei Rouanet. Voltada, principalmente, para estudantes de cinema e apaixonados pela área, o bate-papo contará com a presença da roteirista Maria Clara Pessoa, do diretor cinematográfico Bernardo Jardim, do produtor executivo Pedro Emilio e dos protagonistas Rodrigo Lorio e Zinga (Lucas Costa).  
Documentário sobre vida de família na Rocinha será exibido no Cine Debate, no Cine Arte UFFAline Bonifácio Lançado em 29 de setembro de 2018, o documentário “Vai Cair Mais Terra”, dirigido por Sam Liebmann e Lee McKarkiel, será exibido no Cine Debate, no Cine Arte UFF, em 29 de novembro, às 15 horas. Filmado na Rocinha, o filme apresenta a história de uma família de baixa renda que luta por uma vida melhor em meio ao cotidiano de uma das comunidades mais violentas do Rio de Janeiro. O documentário foi pensado para dar voz aos moradores de uma comunidade negligenciada pelo poder público, neste momento crítico pelo qual passa o Brasil. Após a exibição, a psiquiatra da Infância e da Adolescência da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais, Luciana Carvalho e a doutora em Saúde Pública e professora do Instituto de Saúde Coletiva, da Universidade Federal Fluminense, Lilian Koifman comandarão um debate com a audiência.
UFF Debate Brasil no mês setembro discutirá o 'Cinema Brasileiro Hoje', com entrada franca, dia 25 de setembroPela importância de se comemorar os 50 anos do Cine Arte UFF, uma sala que acompanhou as mudanças mais significativas do nosso cinema, o UFF Debate Brasil do mês de setembro, que ocorrerá dia 25, às 15h, quer trazer ao público as questões que fazem do cinema brasileiro hoje um forte e pujante polo de produção, e também entender como os gargalos da distribuição se perpetuam. Com entrada gratuita, o evento contará como a diretora, roteirista e dramaturga Gabriela Amaral Almeida, o cineasta, crítico e curador Eduardo Valente e o ator de cinema Augusto Madeira. Na mediação do debate estará Reinaldo Cardenuto, professor adjunto do Departamento de Cinema e Vídeo da UFF Debatedores: • Gabriela Amaral Almeida É diretora, roteirista e dramaturga. Mestre em Literatura e Cinema de Horror pela UFBA e com especialização em Roteiro pela Escuela Internacional de Cine y TV (EICTV) de Cuba, escreveu para muitos diretores, como Walter Salles, Cao Hamburger, Sérgio Machado, Marco Dutra e Márcia Faria. Nos Estados Unidos, é agenciada pela WME (William Morris Endeavor). Como diretora realizou diversos curtas premiados e o longa O animal cordial, que deu a Murilo Benício o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cinema do Rio, em 2017. • Eduardo Valente Graduado em cinema pela UFF, seu trabalho de formatura, o curta Um sol alaranjado, recebeu em 2002 o primeiro prêmio da Cinéfondation, competição de filmes de escola do Festival de Cannes. Além de realizador, foi editor da revista de crítica de cinema online Cinética; curador e organizador de mostras e festivais de cinema; e ministrou oficinas de crítica, roteiro, direção e linguagem de cinema. Ocupou o cargo de assessor internacional da Ancine até junho de 2016, quando foi convidado pelo Festival de Berlim para atuar como consultor no Brasil. É curador de programação das mostras competitivas do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. • Augusto Madeira Ator de cinema, teatro e televisão. Deu início à sua carreira nos palcos e teve presença marcante no cinema de curta-metragem entre os anos 1990 e 2000, firmando frequentes parcerias com cineastas como Bruno Vianna e Eduardo Nunes. Foi premiado como Melhor Ator no Festival de Gramado de 2008, pelos curtas Blackout e Noite de domingo. Seu trabalho em longas-metragens abrange obras tanto de diretores consolidados quanto de estreantes, em filmes como Sudoeste, Nise: O coração da loucura, Quase memória e Bingo: O rei das manhãs. O ator acaba de receber o prêmio de Ator Coadjuvante por Bingo no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Mediação: • Reinaldo Cardenuto Professor Adjunto do Departamento de Cinema e Vídeo da Universidade Federal Fluminense (UFF), é graduado em jornalismo (PUC-SP) e em Ciências Sociais (FFLCH-USP). Doutor em Meios e Processos Audiovisuais pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, defendeu em 2014 a tese “O cinema político de Leon Hirszman (1976-1981): engajamento e resistência durante o regime militar brasileiro”. Suas pesquisas são voltadas principalmente para as áreas de História do Cinema e Dramaturgia. Foi professor da Fundação Armando Alvares Penteado, além de docente temporário na ECA-USP. Serviço: De 25 de setembro de 2018, terça, às 15h UFF Debate Brasil: Cinema Brasileiro Hoje Teatro da UFF - Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói - RJ 344 lugares Entrada Franca Recomendação Etária: Livre  
Com entrada franca, o UFF Debate Brasil no mês setembro discutirá o 'Cinema Brasileiro Hoje'Pela importância de se comemorar os 50 anos do Cine Arte UFF, uma sala que acompanhou as mudanças mais significativas do nosso cinema, o UFF Debate Brasil do mês de setembro, que ocorrerá dia 25, às 15h, quer trazer ao público as questões que fazem do cinema brasileiro hoje um forte e pujante polo de produção, e também entender como os gargalos da distribuição se perpetuam. Com entrada gratuita, o evento contará como a diretora, roteirista e dramaturga Gabriela Amaral Almeida, o cineasta, crítico e curador Eduardo Valente e o ator de cinema Augusto Madeira. Na mediação do debate estará Reinaldo Cardenuto, professor adjunto do Departamento de Cinema e Vídeo da UFF Debatedores: • Gabriela Amaral Almeida É diretora, roteirista e dramaturga. Mestre em Literatura e Cinema de Horror pela UFBA e com especialização em Roteiro pela Escuela Internacional de Cine y TV (EICTV) de Cuba, escreveu para muitos diretores, como Walter Salles, Cao Hamburger, Sérgio Machado, Marco Dutra e Márcia Faria. Nos Estados Unidos, é agenciada pela WME (William Morris Endeavor). Como diretora realizou diversos curtas premiados e o longa O animal Cordial, que deu a Murilo Benício o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cinema do Rio, em 2017. • Eduardo Valente Graduado em cinema pela UFF, seu trabalho de formatura, o curta Um sol alaranjado, recebeu em 2002 o primeiro prêmio da Cinéfondation, competição de filmes de escola do Festival de Cannes. Além de realizador, foi editor da revista de crítica de cinema online Cinética; curador e organizador de mostras e festivais de cinema; e ministrou oficinas de crítica, roteiro, direção e linguagem de cinema. Ocupou o cargo de assessor internacional da Ancine até junho de 2016, quando foi convidado pelo Festival de Berlim para atuar como consultor no Brasil. É curador de programação das mostras competitivas do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. • Augusto Madeira Ator de cinema, teatro e televisão. Deu início à sua carreira nos palcos e teve presença marcante no cinema de curta-metragem entre os anos 1990 e 2000, firmando frequentes parcerias com cineastas como Bruno Vianna e Eduardo Nunes. Foi premiado como Melhor Ator no Festival de Gramado de 2008, pelos curtas Blackout e Noite de domingo. Seu trabalho em longas-metragens abrange obras tanto de diretores consolidados quanto de estreantes, em filmes como Sudoeste, Nise: O coração da loucura, Quase memória e Bingo: O rei das manhãs. Mediação: • Reinaldo Cardenuto Professor Adjunto do Departamento de Cinema e Vídeo da Universidade Federal Fluminense (UFF), é graduado em jornalismo (PUC-SP) e em Ciências Sociais (FFLCH-USP). Doutor em Meios e Processos Audiovisuais pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, defendeu em 2014 a tese “O cinema político de Leon Hirszman (1976-1981): engajamento e resistência durante o regime militar brasileiro”. Suas pesquisas são voltadas principalmente para as áreas de História do Cinema e Dramaturgia. Foi professor da Fundação Armando Alvares Penteado, além de docente temporário na ECA-USP. De 25 de setembro de 2018, terça, às 15h UFF Debate Brasil: Cinema Brasileiro Hoje Teatro da UFF - Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói - RJ 344 lugares Entrada Franca Recomendação Etária: Livre
IACS, Cine Arte UFF e graduação em Cinema da UFF celebram 50 anos com um tributo a Nelson Pereira dos Santos50 Anos: Cine Arte UFF, Instituto de Arte e Comunicação Social e curso de Cinema da UFF Mostras, sessões de filmes restaurados, pré-estreias e vários eventos especiais. De 5 a 30 de setembro de 2018, em diversos horários Locais: Centro de Artes UFF - Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, Niterói - RJ Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS) - Rua Lara Vilela, 126, São Domingos, Niterói-RJ As comemorações do cinquentenário começam no dia 5 de setembro, quarta-feira, às 18 horas, no Cine Arte UFF, com uma cerimônia na qual serão homenageados artistas, cineastas, ex-alunos e professores que marcaram essas cinco décadas, a começar pelo próprio Nelson. Nesta data, a sala de cinema, localizada no prédio da Reitoria, passará a se chamar Cine Arte UFF Nelson Pereira dos Santos. O aniversário de 50 anos terá na programação quase 20 eventos até o dia 30 de setembro. Estão previstas no Instituto, entre outras atividades, a Semana de Diversidade do IACS e uma homenagem a funcionários, estudantes e professores; além de música, dança e poesia ao vivo. Na programação do Centro de Artes, mostras cinematográficas, uma exposição de cartazes históricos; uma sessão do UFF Debate Brasil discutindo cinema brasileiro hoje; o lançamento do filme “A Música do Tempo - do Sonho do Império ao Império do Sonho”, e a exibição de Metrópolis (filme mudo de 1927) projetado na fachada da Reitoria com acompanhamento da Orquestra Sinfônica Nacional UFF. Tudo com preços populares ou entrada gratuita. É o presente da UFF para sua comunidade e o público, marcando o cinquentenário desses espaços de resistência, criatividade e valorização da arte e da cultura, nas suas mais diferentes manifestações. A programação completa pode ser acessada pelos sites http://www.centrodeartes.uff.br e http://iacs.sites.uff.br. Histórico No ano de 1968, o então reitor da Universidade Federal Fluminense, Manoel Barreto Netto, promoveu uma grande reestruturação, criando diversas unidades de ensino, o que contribuiu de forma decisiva para tornar a UFF a universidade que é hoje. Ali, o cineasta e professor Nelson Pereira dos Santos, recém-chegado da Universidade de Brasília, encontrou suporte para suas ideias de criação de uma escola de cinema nos moldes daquela da capital federal. Em maio do mesmo ano, Nelson foi designado responsável pelo setor de arte cinematográfica da UFF e, junto com outros professores, recebeu a tarefa de estudar as diretrizes para o funcionamento do Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS). Fundado em 15 de março de 1968, o IACS imediatamente incorporou o curso de Biblioteconomia e Documentação, já existente. Graças à disponibilização de uma sala de exibição do antigo Cassino Icaraí, pertencente à universidade, um grupo de cineastas, críticos e amantes do cinema criou o Cine Arte UFF. Além do próprio Nelson Pereira dos Santos, Fabiano Canosa, Luiz Alberto Sanz, Roberto Duarte, Cosme Alves Neto e o então reitor Manoel Barretto Netto formaram esse grupo pioneiro e visionário. No momento da fundação do Cine Arte UFF, em 12 de setembro de 1968, Nelson anunciava, em seu discurso, o embrião da nova graduação da universidade. O curso fundado em 25 de setembro de 1968 e então denominado Comunicação Social, começou com a habilitação em Cinema e, em seguida, ganhou as habilitações em Jornalismo e Publicidade. Hoje, localizado no bairro de São Domingos, o IACS é uma das maiores unidades da UFF, contando com cinco departamentos, nove cursos de graduação e sete de pós-graduação, além de muitas histórias para contar. O pontapé inicial para a criação do novo curso se dá com a inauguração do Cine Arte UFF, cuja sessão de abertura foi a estreia brasileira de “Samson”, do cineasta polonês Andrzej Wajda. Assim, iniciam-se também suas atividades de extensão. Seminários, ciclos de debate, mostras e aulas abertas à comunidade externa, sobre estética, história de linguagem cinematográfica, entre outros, surgiram com o objetivo de oferecer ao público opções diferentes das exibidas comercialmente. Interrompida em função do acirramento da ditadura militar, essa linha de programação foi retomada em 1982, quando o professor João Luiz Vieira e alunos do curso de Cinema da UFF tomaram a frente do espaço. Pouco depois, o Cine Arte UFF se tornou parte do Departamento de Difusão Cultural (DDC), o complexo cultural que viria a ser o Centro de Artes UFF, com galeria e teatro. O cinema, localizado em frente à Praia de Icaraí, no prédio da Reitoria, em Niterói, continua privilegiando filmes com pouca visibilidade no circuito comercial e cuja temática estimule a reflexão e o pensamento crítico, por meio de sessões regulares, mostras temáticas, festivais, cine-debates e cineclubes, bem como parcerias interinstitucionais. Sobre Nelson Pereira dos Santos Nelson Pereira dos Santos, nascido em São Paulo em 22 de outubro de 1928 e falecido no Rio de Janeiro em 21 de abril de 2018, foi diretor de cinema, produtor, roteirista, montador, ator, professor e bacharel em Direito. Iniciou sua carreira na imprensa, em 1946, como redator e revisor, e no teatro, em 1947, integrando o grupo Os Artistas Amadores, do qual faziam parte atores como Paulo Autran (1922-2007). Realizou seu primeiro média-metragem, Juventude, em 1950, um documentário de 45 minutos sobre os jovens trabalhadores da cidade de São Paulo. Depois de exercer a função de assistente de direção em algumas produções, lança o inesquecível Rio, 40 Graus, seu primeiro longa-metragem, de 1955, com trilha de Zé Keti. Inédito em termos de conteúdo e forma de produção, Rio, 40 Graus transforma os representantes das camadas populares do Rio de Janeiro em protagonistas da narrativa, o que faz do filme um marco do cinema brasileiro moderno. Entre outras obras, é diretor de Vidas Secas (1963) e Memórias do Cárcere (1984), duas importantes adaptações de títulos do escritor Graciliano Ramos para o cinema. Seus últimos longas, A Música Segundo Tom Jobim (2012) e A Luz do Tom (2013), foram documentários dedicados ao grande compositor da MPB Antonio Carlos Jobim. Alguns dos sucessos de Nelson não ficam de fora do Cine Arte, e serão exibidos entre 7 e 11 de setembro.
Celebração 50 anos IACSNo ano de 1968, diversas ações institucionais culminaram na criação do Instituto de Arte e Comunicação Social, do curso de Cinema e do CineArte UFF. Em setembro daquele ano, Nelson Pereira dos Santos inaugurou o CineArte UFF e anunciou o embrião do que seria o atual curso de Cinema, então uma das habilitações do curso de Comunicação Social. Neste mês de setembro comemoramos nosso Jubileu, com eventos que retomam e entrelaçam os anos 1968-2018 e percorrem a memória destes 50 anos. Teremos exibição de vídeos, exposição fotográfica, peça teatral, oficinas e apresentações musicais. Você é nosso(a) convidado(a)! Acompanhe nossa programação pelo Facebook
50 anos IACSNo ano de 1968, diversas ações institucionais culminaram na criação do Instituto de Arte e Comunicação Social, do curso de Cinema e do CineArte UFF. Em setembro daquele ano, Nelson Pereira dos Santos inaugurou o CineArte UFF e anunciou o embrião do que seria o atual curso de Cinema, então uma das habilitações do curso de Comunicação Social. Neste mês de setembro comemoramos nosso Jubileu, com eventos que retomam e entrelaçam os anos 1968-2018 e percorrem a memória destes 50 anos. Teremos rodas de conversa, mesas, mostra de vídeos, oficina de danças e exposição fotográfica. Você é nosso(a) convidado(a)! Acompanhe nossa programação pelo Facebook
1ª Mostra UFF Cine Ciências com inscrições abertas!A “1ª Mostra UFF Cine Ciências: produção, integração e socialização de conhecimentos científicos por meio de filmes educativos” está com as inscrições abertas. A Mostra organizada pelo Labaciências com apoio da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi), ocorrerá no dia 4 de setembro de 2018, no Núcleo de Estudos em Biomassa e Gerenciamento de Águas (NAB/UFF), campus da Praia Vermelha. Estão abertas inscrições de filmes produzidos na Universidade Federal Fluminense que promovam conteúdo educativo e de divulgação científica, além de inscrições para uma oficina de cinema com vagas limitadas. Há também inscrições para o público em geral. Confira abaixo a programação e os links para as inscrições. Programação: 9h - Abertura (Vitor Ferreira/Proppi e Luiz Andrade/Labaciências); 9h10 -  Divulgação científica na era digital: da TV para o Youtube (Thaiane Moreira de Oliveira, Proppi, PPGCOM/UFF); 9h30 - O real científico e as narrativas imaginárias do cinema (Tunico Amâncio, PGCine/UFF); 9h50 - Ciência, Cinema, Ensino (Edson Pereira da Silva, PGBiomar/UFF); 10h10  às 10h20 - Intervalo; 10h20 - História oral, narrativas públicas e cinema (Juniele Rabêlo de Almeida, PGH/UFF); 10h40 - Formação em Cinema e Audiovisual (João Luiz Leocádio, Coordenador da Licenciatura em Cinema); 11h - Luz, Câmera, História (Rodrigo de Almeida Ferreira, Faculdade de Educação); 11h20 – Socialização de conhecimentos científicos e o filme educativo (Luiz Andrade, Coordenador do Laboratório de Audiovisual Científico, CMPDI/UFF);  11h40 – 12h30 - Conversa aberta sobre cinema; 12h30 – 13h50 - Intervalo para almoço; Sala 1 - 14h às 17h - Da ideia de Cinema à produção do filme educativo (oficina para 20 participantes indicados e selecionados, a ser ministrada pelos cinegrafistas Felipe Xavier Neto e Marcelo Paes de Carvalho); Auditório - 14h – 19h - Filmes produzidos na UFF, a serem selecionados; Sala 3 - Série Projeto Fauna Brasil – UFF (Sávio Freire Bruno, PGEB/UFF) e “Quem foi que disse” (Luiz Andrade, CMPDI/UFF). Inscrições: Inscrições abertas ao público: http://bit.ly/UFFCineCiencias Inscrições da Oficina de Cinema: http://bit.ly/CineCienciasOficina Inscrições de filmes (Até 20/08) http://bit.ly/UFFCineCienciasFilmes   Maiores informações: labandrade@gmail.com
Cine Arte UFF recebe o Festival Varilux de Cinema Francês 2018 no mês de junhoDe 7 a 27 de junho, em 69 sessões abertas ao público, o Festival Varilux de Cinema Francês traz o melhor do cinema francófono para a tela do Cine Arte UFF, em Icaraí. Em sua nona edição, estarão em cartaz vinte filmes longas-metragens inéditos e o clássico Z, de Costa-Gavras. No dia 7, quinta, às 16h20, o Cine Arte UFF terá a sessão especial do filme Primavera em Casablanca, seguida de debate com o diretor Nabil Ayouch e a atriz Maryam Touzani. Os ingressos custam R$ 14 e R$ 7 (meia). Entre as produções, destacam-se três filmes da nova geração francesa de cineastas, chamada várias vezes pela crítica de “nouvelle garde”: “Custódia” (Jusqu’ à la garde), de Xavier Legrand, que acompanha a disputa entre um casal pela guarda do filho. O longa foi vencedor do Prêmio de Melhor Direção e Melhor Primeiro Filme no Festival de Veneza. “A Excêntrica Família de Gaspard” (Gaspard va au mariage), de Antony Cordier, comédia melancólica sobre o adeus à infância, desejo e tempo. “O Poder de Diane” (Diane a les Épaules), de Fabien Gorgeart, em que uma mulher concorda em gerar o filho de um casal de amigos homossexuais, abordando com humor e ternura a temática dos novos modelos familiares. Haverá ainda duas sessões gratuitas para escolas públicas convidadas, no projeto Cine Escola. Seguindo a tradição de exibir um clássico do cinema francês, o Festival Varilux apresenta um marco do cinema político mundial: “Z”, de Costa-Gavras. O filme-denúncia completa 50 anos de sua filmagem e foi inspirado no assassinato do deputado pacifista grego Lambrakis, cuja investigação foi encoberta por uma rede de corrupção e ilegalidade. O Festival Varilux de Cinema Francês é a maior mostra de filme em língua francesa do mundo, alcançando a marca de 180 mil espectadores no ano passado. Ainda em 2017, quando o Cine Arte UFF foi a única sala de Niterói a exibir o festival, o espaço foi o segundo cinema mais procurado pelo público do festival em todo o Brasil. Mais informações e a programação completa em: http://www.centrodeartes.uff.br/noticias/festival-varilux-de-cinema-frances-2018/
O Festival Ópera na Tela apresenta A Favorita no Centro de Artes da UFF, dia 6 de maioA FAVORITA La favorite, Alemanha, 2016, 2h36, 12 anos Ópera em quatro atos de Gaetano Donizetti Libreto de Alphonse Ryoyer, Gustav Vaëz e Eugène Scribe Ópera do Estado da Bavaria | Cantada em italiano Maestro Karel Mark Chichon Direção: Amélie Niermeyer Com Elina Garanca, Matthew Polenzani Mariusz Kwiecien, Mika Kares, Joshua Owen Mills, Elsa Benoit Ingressos Inteira – R$ 14,00 | Meia – R$ 7,00   O Festival Ópera na Tela é uma mostra inédita, totalmente dedicada ao gênero da ópera, com exibição do melhor da temporada europeia recente, realizada em verdadeiros templos da ópera, tornando acessível a atualidade lírica mundial ao público brasileiro. Sobre a obra A Favorita de Donizetti não tinha mais sido apresentada em palco em Munique há cem anos. Essa ópera, que Donizetti tenta fazer como uma grande ópera à francesa, fez parte do repertório da Ópera de Paris desde sua criação em 1840 até 1918, depois desapareceu do palco até 1991. O libreto, composto por Alphonse Royer e Gustave Vaë, originalmente previsto para L’Ange de Nisida, uma ópera que nunca foi representada devido à falência da trupe que devia levá-la ao palco, foi modificado por Eugène Scribe. Há as características da grande ópera com a importância dada aos cenários e efeitos cênicos na representação de uma intriga baseada num evento histórico dramático. A jovem diretora Amélie Niermayer escolheu renunciar aos cenários históricos suntuosos e optar por cenários minimalistas e figurinos contemporâneos, que nos afastam da corte sevilhana do Rei Alfonso X. Niermeyer optou pelo abandono da referência histórica, para favorecer uma abordagem psicosociológica da figura de Léonor (Elīna Garanča), que visa destacar a condição feminina da cortesã e o machismo, tanto dos seus amantes quanto da sociedade. Nem Alphonse (Mariusz Kwiecien) nem Fernand (Matthew Polenzani) veem Léonor como uma pessoa de verdade. O Rei a trata como uma prostituta real, um pedaço de carne que ele reserva para si; Fernand se apaixona loucamente, mas não se comunica com ela e a transforma num objeto de paixão. Niermeyer vem do universo do teatro: a atuação, os sentimentos e as emoções, entre os diferentes personagens são intensos, poderosos e expressivos. Ela volta os projetores para a atuação dos atores e suas interações, solicitando aos cantores qualidades de interpretação teatral. Então, ficamos diante de um grupo de atores e, desse ponto de vista, a noite é um regalo, particularmente com a atuação de Elīna Garanča que faz uma Léonor cenicamente muito madura, que seduz com sua voz quente e sensual de mezzo e dispõe de uma bela extensão e belos graves, com um timbre suntuoso que combina maravilhosamente bem com as nuanças da melancolia. Matthew Polenzani é dotado de uma excelente dicção; ele trabalha com prazer cada frase e convence no papel de Fernand, mesmo que sua forma de terminar seus voos líricos, diminuindo o volume e cantando o agudo com uma voz leve e estridente lá onde se esperava bravura, surpreenda um pouco. A dicção do barítono Mariusz Kwiecien também é impecável e sua participação recebe aplausos francos, sobretudo pela composição do seu personagem. O Balthazar de Mika Kares também é muito apreciado: o cantor finlandês põe sua imponente estatura e seu baixo vibrante e sonoro a serviço do papel surpreendentemente protetor de um superior de convento que dá provas de muito menos rigor do que as ameaças de excomunhão vindas da sua hierarquia. Ouvimos com prazer a voz soprano com uma nitidez cristalina de Elsa Benoit, que agora está na trupe de Bayerische Staatsoper e faz aqui uma excelente Inès. O tenor de Joshua Owen Mills como Don Gaspard participa do mesmo frescor. Karel Mark Chichon rege a Bayerische Staatsorchester dando um tom italiano a uma música que se diz francesa e cuja linguagem orquestral ele destaca bem. Preocupado com uma boa coordenação com o palco, ele oferece uma visão equilibrada da obra, com passagens abruptas de uma música lenta e interiorizada a uma música grandiloquente e intensa. Um espetáculo muito bonito cuja dramatização progressiva resulta nos melhores efeitos nos dois últimos atos. Trailer: www.youtube.com/watch?v=Zwcjo5GG1M
Cine Arte UFF recebe sessão da Cineorquestra Soundpainting Rio, com trilha sonora e sonoplastia do filme "A General" no dia 3 de maioIMPORTANTE: DISTRIBUIÇÃO DE SENHAS 1H ANTES, COM CONTROLE DE FILA EUA, 1926, 89’, 12 ano De Buster Keaton e Clyde Bruckman Com Buster Keaton, Marion Mack, Glen Cavender Sinopse: Quando a Guerra Civil americana teve início, o maquinista Johnny Gray, apaixonado pelo seu trem A General, não foi aceito para lutar porque seria mais útil como engenheiro da ferrovia. Assim, sua amada Annabelle começou a pensar nele como covarde. Ao perseguir sozinho um bando de espiões unionistas, que roubaram o trem A General e dentro dele Annabelle Lee, Gray tem a chance de provar sua coragem, mas também sua loucura. Cine Arte UFF recebe sessão da Cineorquestra Soundpainting Rio, com trilha sonora e sonoplastia do filme "A General" No dia 03 de maio, às 20h, com entrada franca, o Cine Arte UFF, em Icaraí, recebe mais uma sessão da Cineorquestra Soundpainting Rio, que realiza ao vivo a trilha sonora e sonoplastia do filme "A General" (1926). O título não apresenta nenhum erro de concordância. 'A General' foi assim denominado pois se refere a uma locomotiva. Esta é a obra-prima de Buster Keaton (1895-1966), um dos maiores comediantes do cinema inventivo. Acrobata perfeito e ligeiramente modesto, apenas co-assinava seus filmes  – perfeitos em termos de posicionamento de câmera, no sentido de extrair um maior efeito humorístico. A história ocorre durante a Guerra da Secessão. Buster quer se engajar nas tropas sulistas, mas, ao invés de trajar um uniforme, continua a conduzir a locomotiva "General" em missões perigosas, logo depois de roubá-la do inimigo. Sempre tirando proveito de sua "cara de pau" (ele era conhecido como "o homem que nunca ri" devido à sua expressão imutável), Buster denuncia com humor o absurdo da guerra e do processo mecânico, enfrentando impassível todos os cataclismas. A trama foi inspirada num caso real de guerra, onde um mecânico sulista realizou um feito parecido. Com imagens esplêndidas, o filme atinge um clímax espetacular, jamais produzido para uma comédia. Sobre o soundpainting Desenvolvida na década de 1970 pelo compositor nova-iorquino Walter Thompson, a linguagem do soundpainting é uma técnica de sinais para comunicação de músicos e outros artistas. Hoje já existe uma comunidade de "falantes" ao redor do mundo utilizando-a para a criação de música, dança, teatro e performance. O Soundpainting Rio, que estará à frente deste concerto, é o primeiro grupo carioca a trabalhar especificamente com o soundpainting desde 2013, sendo coordenado pelo soundpainter Taiyo Omura. Uma orquestra performática, com trinta músicos e convidados especiais, que já realizou mais de 10 cine-concertos.
Nota de pesar pelo falecimento do professor e cineasta Nelson Pereira dos SantosMorreu neste sábado, 21 de abril, aos 89 anos, o cineasta Nelson Pereira dos Santos. Precursor do movimento do Cinema Novo no Brasil, destacou-se pelo seu pioneirismo, tendo criado, em 1968, o Curso de Cinema da UFF, que formou, ao longo de 50 anos, várias gerações de cineastas. Professor Emérito da Universidade, foi um dos responsáveis pelo surgimento do Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS), onde lecionou. Um dos mais importantes diretores do cinema brasileiro, realizou filmes memoráveis, entre os quais se destaca Vidas Secas, considerado uma obra-prima. Seu falecimento representa uma perda não só para a comunidade acadêmica, como sobretudo para a cultura nacional. Manifestamos nosso pesar, e apresentamos nossas condolências aos seus familiares. Sidney Luiz de Matos Mello Reitor Antonio Claudio Lucas da Nóbrega Vice-Reitor
Perdidos & Achados: ateliê de tradução e criaçãoO Núcleo de Tradução e Criação (NTC) do Instituto de Letras da UFF, campus Gragoatá, convida para o primeiro encontro do Ateliê Perdidos & Achados. Vai ser nesta sexta-feira (10/11), a partir das 14h30, na sala 414 do Bloco B. A ideia é conversar sobre tradução, criação e adaptação a partir das propostas apresentadas por docentes e pós-graduandos. Nesta sexta, a conversa a gente já sabe como começa, mas como acaba... Dois sóis, duas luas: estudos de adaptação "A invenção de Morel", romance do argentino Adolfo Bioy Casares (1914-1999), foi mote para o filme "O ano passado em Marienbad" (1961), de Alain Resnais. Em 2006, Jean-Pierre Mourey adaptou-o para HQ, apresentando em seu posfácio chaves de leitura que são de grande ajuda. Vamos tentar a construção coletiva de conhecimento a partir desse estudo de caso. (Profa. Renata Cazarini) Traduzindo e (sub)vertendo o pentâmetro iâmbico inglês: tentativas e lágrimas A ideia é apresentar tentativas jubilosas de tradução do pentâmetro iâmbico inglês de William Blake (1757-1827) e Robert Frost (1874-1963) para o decassílabo português. E ainda uma versão chorosa dos decassílabos de Luís Delfino (1834-1910) para o pentâmetro inglês. Muito prática, a apresentação tende a discutir as perdas e ganhos em termos de ritmo. (Prof. Beethoven Alvarez) Tradução da poesia de Emily Dickinson A partir da experiência de traduzir a poesia completa de Emily Dickinson (1830-1886),  vamos conversar sobre o processo de tradução e as diferentes traduções dessa poesia. (Prof. Adalberto Müller)
Literatura e cinema: estudos da adaptação com Thomas Leitch, University of DelawareO Instituto de Letras recebe nesta quinta-feira (9/11) o professor Thomas Leitch, do Departamento de Inglês da Universidade de Delaware (EUA), para uma conferência sobre os Estudos da Adaptação. Ele lançou este ano no mercado de língua inglesa o compêndio "The Oxford Handbook of Adaptation Studies", reunindo 40 ensaios de renomados pesquisadores dessa área de estudos. Tendo focado suas pesquisas na adaptação de literatura para o cinema, Leitch é coeditor de "A Companion to Hitchcock Studies" (2011) e autor de "Film Adaptation and its Discontents" (2007).  Na conferência "A Segunda Coisa Mais Importante a Saber sobre Adaptação", o professor promete falar mais sobre temas contemporâneos que sobre os princípios básicos dos estudos da adaptação. Como diz Leitch, a coisa mais importante a saber sobre adaptação é que as coisas mudam. Outra coisa importante a saber sobre adaptação textual, segundo Leitch, é que "ela acontece, ela importa e é complicada". O evento é gratuito e será fornecido certificado de ouvinte. Será disponibilizado texto da conferência em português. A organização é do Núcleo de Tradução e Criação (NTC), com apoio do programa de pós-graduação de Estudos de Linguagem e do Sedi. 
Elke: maravilha de mulher   Projeto “Elke: maravilha de mulher” presta homenagem a Elke Maravilha, no Centro de Artes UFF Produzido por alunos do curso de Produção Cultural da Universidade Federal Fluminense, o projeto “ELKE: MARAVILHA DE MULHER”, presta homenagens à atriz, cantora e ícone Elke Grunnup, mais conhecida no meio artístico como Elke Maravilha, que faleceu em 2016. O projeto abrange exposição de figurinos e bijuterias, desenhados especialmente para Elke, assim como exibição de documentários e filmes em que ela atuou, oficinas de maquiagem e de confecção de bijuterias, e roda de conversa sobre a icônica personagem popular, que contagiava todos com seu jeito expansivo e carismático. Toda a programação, especificada abaixo, acontecerá no Centro de Artes UFF, na cidade de Niterói, dia 20 de setembro de 2017, a partir das 10h, com entrada gratuita. Segundo os organizadores, serão “Doses sem moderação de extravagância e autenticidade que irão transportar o público presente para o universo criado e vivenciado por Elke, essa maravilha de mulher”! Programação detalhada EXPOSIÇÃO “ELKE: MARAVILHA DE MULHER” Esta exposição pretende contar e celebrar a vida de Elke Maravilha, personagem marcante e especial da cultura brasileira, através de fotos, mostra de figurinos e objetos do seu acervo pessoal, cedidos gentilmente, para a mostra, por sua família. Local: Varanda do Centro de Artes UFF (Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói- RJ) 10s às 21h Curadoria: Magali Bragado Entrada franca. Classificação - Livre   OFICINAS - Maquiagem e Produção de Bijuterias Serão duas oficinas, uma de maquiagem, às 14h, e outra de produção de bijuterias, às 15h. A ideia destas oficinas surgiu das técnicas utilizadas pela própria Elke, que pensava a maquiagem como forma de externar aquilo que você realmente é por dentro, em forma de arte no rosto. Já na de produção de bijuterias, ela idealizava e criava peças únicas com uma grande carga de sentimento, assim ela fazia com um de seus colares - que era seu maior amuleto. Inscrições no local, no dia, sujeitas à lotação. Entrada franca Classificação - Livre   RODA DE CONVERSA - A Questão de Gênero, pelos olhos de Elke A proposta para a roda de conversa é mostrar o olhar visionário de Elke Maravilha, em relação à questão de gênero. Ficou notória sua fala sobre não considerar as pessoas como homens ou mulheres, mas sim como “gente”, algo que, atualmente, tem sido colocado em pauta cada vez mais nos debates sobre igualdade de gêneros, identidade e pensamento não-binário. A roda receberá convidados íntimos de Elke, que poderão ilustrar mais os pensamentos da artista e relacioná-los ao tema. Convidados: - Marília, grande amiga e ex-freira - Marcos Ninke, amigo pessoal - Natasha Benzaquen, sobrinha de Elke, que fará a mediação Local : Teatro da UFF (Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói- RJ) 18h30 Entrada franca Classificação - Livre   FILMES E DOCUMENTÁRIOS Duas exibições audiovisuais, umas às 11 horas e outra às 16 horas. Foram escolhidos documentários como meio de apresentar Elke como Elke, não interpretando uma personagem: Sessão das 11h - A noiva da cidade Produção: Embrafilme, CATAVENTO PRODUÇÕES. Direção: Alex Viany. Sinopse: Cansada do modo de vida frenético e fútil das grandes cidades, uma famosa atriz de cinema retorna à pequena cidade de Cataventos, sua cidade natal, como uma maneira de reconectar-se com seu estilo de vida do passado. No entanto, assim que os políticos locais descobrem os planos da atriz de passar uma temporada na cidade, eles buscam capitalizar a presença da estrela na região o máximo possível, como maneira de utilizar a influência dela para defender as causas favoritas de cada um deles. Duração: 2h10min Sessão das 16h - Pixote in Memoriam Documentário lançado em 2007, com 1h20min de duração, sob a direção de Felipe Briso e Gilberto Topczewski, produzido por HB Filmes e Big Bonsai Produções. Este documentário promoveu um reencontro com os personagens de Pixote - A lei do mais fraco, filme dirigido por Hector Babenco e lançado em 1981, com depoimentos de atores, parte da equipe envolvida na produção do longa-metragem, personalidades impactadas pelo filme e familiares do protagonista Fernando Ramos da Silva, já falecido. Sessão das 19h30 - Elke Elke, de 2007, com 41 minutos de duração, sob direção de Julia Rezende e produção de Batoque Filmes. Documentário sobre a artista Elke Maravilha. O curta revela a mulher por trás da personagem a partir da reflexão sobre sua imagem, desconstruindo estereótipos e propiciando um novo olhar sobre Elke.    
Direito e Cinema Latino-AmericanoConvidamos toda a comunidade para assistir conosco ao filme mexicano 'A Ditadura Perfeita'. Esta edição do evento contará com a presença de especialistas da área de Cinema e de Direito, além de convidados de áreas afins. Nesta sessão falaremos sobre características de uma ditadura e sobre as condições socioculturais e econômicas do México e da América Latina na época ditatorial contextualizada no filme. Data: 30 de agosto de 2017 Horário: 18 horas Local: Auditório 2 da Faculdade de Direito da UFF. A Faculdade de Direito da UFF fica na Rua Presidente Pedreira, 62, Ingá, Niterói. A realização do Projeto de Extensão 'Direito e Cinema Latino-Americano' está a cargo da PROEX e do Prof. Dr. Eduardo Manuel Val.
Exibição gratuita dos indicados ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro O Cine Arte UFF apresenta GRATUITAMENTE os filmes finalistas nas categorias Longa-metragem de Ficção, Longa-metragem Documentário e Longa-metragem Estrangeiro, para que o público possa ver ou rever e participar da votação popular do Grande Prêmio de Cinema Brasileiro.   Horários das sessões:  Dia 18 – (sexta-feira) 16h40 MARIAS                                    18h30 ANIMAIS NOTURNOS Dia 19 – (sábado)      16h40 CÍCERO DIAS, O COMPADRE DE PICASSO                                    18h30 ELIS Dia 20 – (domingo)    16h40 MENINO 23: INFÂNCIAS PERDIDAS NO BRASIL                                    18h30 AQUARIUS Dia 21 – (segunda)    16h40 EU SOU CARLOS IMPERIAL                                    18h30 ANIMAIS NOTURNOS Dia 22 – (terça-feira)  16h40 QUANTO TEMPO O TEMPO TEM                                    18h30 BOI NEON Dia 23 – (quarta-feira) 16h40 CINEMA NOVO                                     18h30 A GAROTA DINAMARQUESA Dia 25 – (sexta-feira)  19h CURUMIM                                      21h NISE — O CORAÇÃO DA LOUCURA Dia 26 – (sábado)      19h MÃE SÓ HÁ UMA                                    21h AQUARIUS Dia 27 –( domingo)     19h BOI NEON                                     21h ELIS
Projeto de extensão "Direito e Cinema Latino-Americano" apresenta o filme chileno "Machuca"Na próxima quarta-feira, dia 05, o projeto de extensão "Direito e Cinema Latino-Americano" apresenta o filme chileno "Machuca", seguido de debate com especialistas da área.  No evento, serão discutidas as condições socioculturais e econômicas do Chile e da América Latina na época ditatorial, de acordo com o contexto do filme.  Sobre o projeto O projeto de extensão "Direito e Cinema Latino-Americano" é uma iniciativa da Faculdade de Direito e tem como objetivo aproximar e expandir o acesso das questões relacionadas ao direito à comunidade, com sessões mensais de cinema e debate.           
Cinema e educação: projeto da UFF aproxima Brasil e América LatinaPropor metodologias de ensino que vão além do tradicional é um desafio. Pensando nisso, pesquisadores do curso de cinema da Universidade Federal Fluminense criaram, em 2013, o projeto “Inventar com a diferença - cinema, educação e direitos humanos”. Reunido no espaço do Laboratório Kumã, o grupo propõe outras metodologias de ensino por meio de processos artísticos e direitos humanos que possam ser aplicadas pelos espaços educacionais sem que seja necessário o conhecimento das técnicas cinematográficas e da linguagem audiovisual. O foco central do projeto é na formação continuada de professores, buscando compartilhar saberes e práticas que unam o cinema à educação. Atualmente, o trabalho conta com, pelo menos, 16 integrantes, entre docentes, pós-graduandos, alunos bolsistas e ex-alunos e já foi aplicado em todos os estados brasileiros. Ao todo, mais de 4 mil alunos de escolas públicas já participaram das propostas do grupo. O coordenador do Laboratório Kumã e do Inventar com a Diferença, Cezar Migliorin, afirma que trabalhou por muitos anos em uma escola de cinema em Nova Iguaçu, a Escola Livre de Cinema e, em 2013, a Secretaria de Direitos Humanos do Ministério de Justiça e Cidadania entrou em contato com a equipe do projeto para propor uma parceria. Além disso, em 2016, um grupo de ex-alunos de licenciatura venceu um edital nacional e está montando uma escola de cinema no Colégio Universitário Geraldo Reis (Coluni-UFF). “Temos um engajamento com educação há muito tempo, bem antes da licenciatura, a relação com temas educacionais sempre foi muito forte”, declara. Cezar reforça que os professores não precisam ter uma formação profissional em cinema para trabalhar com essas metodologias. “Não trabalhamos com montagem, fotografia, roteiro e outras técnicas do cinema profissional, mas com jogos expositivos, com uma forma muito lúdica de lidar com o cinema na escola, pautado por uma experiência que parte do trabalho da pesquisa há muito tempo, que é ligado ao cinema documental. A metodologia que desenvolvemos envolve uma organização de trabalhos, possibilidades, dispositivos e formas de acompanhamento para que os professores possam trabalhar com cinema e direitos humanos”, descreve. De acordo com o pesquisador, o engajamento do curso de licenciatura em cinema com o Inventar com a Diferença proporcionou o contato com a secretaria de direitos humanos e foi proposto um projeto nacional de cinema e direitos humanos vinculado às escolas. “Em 2013 propusemos esse trabalho, que acontecia em pelo menos uma cidade de cada estado. Chegamos a ter 40 bolsistas da UFF e mais de 50 pessoas contratadas pelo projeto. Hoje em dia trabalhamos com o Inventar com a Diferença em 23 estados e 13 universidades”. O professor afirma que o objetivo do projeto atualmente é ensinar de maneira prática e partindo da experiência da imagem, diferente das oficinas mais tradicionais, em que os processos são feitos em etapas - primeiro é feito um roteiro, depois a escolha dos planos de filmagem, montagem e, por fim, a filmagem em si. “Desde o princípio queríamos que os professores e alunos pudessem ter uma experiência direta com a imagem, entrando em contato com pessoas, com comunidades e com o entorno das escolas”, justifica. Em 2014, o projeto Inventar com a Diferença ofereceu formação e acompanhamento a 459 educadores e 3859 estudantes de 257 escolas públicas do Brasil. Nesse contexto, foi produzido por uma equipe de quatro estudantes universitários de Cinema e Audiovisual o documentário “Pelas Janelas”, resultado do acompanhamento de parte dos processos e experiências em sete cidades ao longo de três meses. Oficina na Bolívia Em maio de 2017, Cezar Migliorin e o doutorando Isaac Pipano, também idealizador do Inventar com a Diferença, estiveram na Bolívia representando o projeto da UFF. Ambos ministraram um curso de cinema, educação e direitos humanos. A oficina foi oferecida em parceria com o Ministério da Educação da Bolívia, através da equipe de Formação Artística de Direção Geral de Educação Superior Técnica, Tecnológica, Linguística e Artística, em cooperação com a Embaixada Brasileira. Segundo Cezar, essa oportunidade surgiu quando alguns colegas bolivianos, chilenos e argentinos começaram a demonstrar interesse pela metodologia brasileira. A palestra foi direcionada a alunos e professores de ensino superior, já a oficina foi organizada nos moldes em que é feita no Brasil, de formação de docentes. “Na oficina da Bolívia, metade do público era de educadores da rede pública, de diversas áreas de ensino, e metade era de estudantes de licenciatura interessados na formação em cinema”, explica. O professor destaca a relevância de se produzir tecnologias e propor metodologias que unam cinema e educação em uma universidade brasileira. Ele avalia que para a UFF é muito interessante que outros países latino-americanos demonstrem interesse por uma iniciativa desse tipo realizada em um laboratório da instituição. “É um projeto que há alguns anos tem o apoio do Governo Federal, já ganhou editais da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), já trabalhou com dezenas de alunos da graduação e bolsistas. Precisamos romper barreiras, o que UFF faz deve ser levado a outros setores da sociedade”, esclarece. O próximo país da América Latina a receber o projeto é a Argentina, a partir de agosto.  Além disso, segundo Cezar, o projeto voltará à Bolívia pela terceira vez até o final do ano. “Já existe um grupo de educadores bolivianos aplicando de forma independente a metodologia do nosso projeto, pois conheceram o trabalho através de uma ação que fizemos no Acre e reconheceram seu valor”, acrescenta. O professor defende o papel fundamental do Brasil na América Latina, pois somos vistos como uma grande referência no campo dos estudos de cinema, por exemplo, e o curso da UFF tem grande responsabilidade nesse contexto. “Sou presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (Socine), que é formada por quase mil pesquisadores. A Bolívia é um país muito pequeno da América Latina, talvez seja um dos mais pobres, e lá não há nenhuma graduação em cinema. A Argentina é maior, mas, mesmo assim, ainda tem um campo pequeno se comparado ao Brasil”, argumenta. Migiorin afirma que historicamente o Brasil não se envolve tão diretamente nas questões da América Latina, diferente do olhar dos outros países latinos em relação ao nosso país. “Eles sabem exatamente o que está acontecendo aqui e sabem a importância que temos na área da educação e das artes. Não é à toa que se interessaram e nos convidaram a estreitar os laços, levando nosso projeto até eles”, defende. Direitos Humanos na Educação Para o pesquisador, no tema dos direitos humanitários, o princípio da igualdade é um dos principais pilares. “Nossa relação com os direitos humanos não é temática, segmentada e verticalizada. Nós não chegamos na escola definindo os tópicos sobre os quais vamos tratar, pois é fundamental reconhecer a importância dos saberes de alunos e professores igualmente”, esclarece. Migliorin acredita que, depois de um tempo nesse projeto, os educadores, escolas e estudantes que passam por ele saem mobilizados. A relação entre cinema, educação e direitos humanos promove o engajamento dos participantes com o entorno, com a comunidade. “Em agosto, estaremos encerrando as atividades em muitos estados e estamos dando grande ênfase ao trabalho em centros socioeducativos, em que os jovens estão privados de liberdade. Estamos trabalhando em seis unidades socioeducativas, em Recife, Belo Horizonte e Vitória, que vão até o final do ano”, observa. No trabalho com os centros socioeducativos de reabilitação de jovens, o cinema e o audiovisual permitem novas experiências na relação com o espaço, com os direitos e com a construção da identidade dessa população. O exercício do cinema permite uma reconfiguração dos sentidos, já que a violência é colocada como algo dado antes mesmo da experiência do mundo por esses adolescentes. No caso dos jovens privados de liberdade, há também uma restrição à reprodução de suas imagens, pois seus rostos não podem aparecer enquanto estiverem cumprindo sua penalidade. Desta forma, os exercícios proporcionam outra vivência da liberdade. Para ele, a centralidade da escrita e da matemática na escola carece de um terceiro pilar, que seria a ampliação da relação com o sensorial e estético através da imagem. “Eu diria que o projeto atingiu o sucesso no que ele se propõe. Porém, precisamos ir além, somente o engajamento de professores e alunos, com a aproximação da dimensão estética das imagens, pode transformar a educação mundial”, reconhece. Cezar avalia a experiência como incrível, apesar das dificuldades encontradas. O que os motiva a continuar são relatos de sucesso. “Hoje, a função da UFF é dar suporte às pessoas, grupos, ONGs, universidades e escolas que têm interesse em aplicar a metodologia. O que fazemos é dar um suporte, ajudando nas oficinas de formação de professores, mandando alunos para auxiliar em uma questão mais técnica. Fizemos uma publicação, o Cadernos de Inventar, que contém sugestões de atividades para as oficinas a serem ministradas nas escolas. Ela é distribuída gratuitamente em português e espanhol para todos os espaços que têm interesse”, finaliza.
Novo livro da Eduff analisa a Guerra do Iraque pelas lentes do cinemaO pesquisador Roberto Robalinho lança "Miragens e estilhaços da guerra: os filmes contemporâneos de ficção sobre a Guerra do Iraque" (Eduff, 2016). A partir da análise de "Guerra ao terror", "Zona verde" e "Guerra sem cortes", o autor propõe uma reflexão sobre de que maneira um grupo de filmes é capaz de traduzir uma guerra que tem origem no capitalismo contemporâneo pós-industrial.  Dirigidos por diretores americanos consagrados, os filmes selecionados tratam do período da guerra pós-invasão de Bagdá e tentam dar conta das múltiplas vozes que coexistem no conflito. Como já avisa na introdução, o autor se lança na dolorosa tarefa de inventar uma escrita sobre o presente. Para isso, percorre os destroços da Guerra do Iraque para mostrar o que já anuncia no título, os fragmentos e pedaços de um conflito do qual temos apenas visões, embora nem sempre definitivas. Sobre o autor Roberto Robalinho é doutorando em comunicação na Universidade Federal Fluminense (UFF), onde foi professor substituto do Departamento de Estudos Culturais e Mídia em 2013. Mestre em comunicação e formado em cinema pela UFF, também atua como realizador audiovisual, montador e roteirista, tendo realizado alguns curtas-metragens e documentários, premiados nos festivais de Brasília e Festival de Cinema Universitário.   --> Como comprar  
Lançamento de “Miragens e estilhaços da guerra”O professor Roberto Robalinho lança o livro “Miragens e estilhaços da guerra: os filmes contemporâneos de ficção sobre a guerra do Iraque” (Eduff, 2016)”, no dia 22 de junho, às 19h, na Livraria da Travessa de Botafogo. Na obra, o autor parte da análise das produções de “Guerra ao terror”, “Zona verde”  e “Guerra sem cortes” e propõe uma reflexão sobre como um grupo de filmes é capaz de traduzir uma guerra que tem origem no capitalismo contemporâneo pós-industrial.  Como já avisa na introdução, Robalinho se lança na dolorosa tarefa de inventar uma escrita sobre o presente do conflito. Para isso, percorre os destroços de uma guerra para mostrar os fragmentos e pedaços de uma guerra da qual se tem apenas visões nem sempre conclusivas.    
"Argentina-Brasil no Cinema: diálogos" Uma historiografia do cinema latino-americano, sob a ótica do volume, contrastes e semelhanças históricas e culturais entre Brasil e Argentina é o fio condutor dos artigos reunidos em "Argentina-Brasil no Cinema: diálogos". A observação é de que a consolidação do Mercosul, ainda, não contribuiu para romper barreiras econômicas e a insuficiência de políticas públicas com o foco na exibição - controlada por multinacionais. No elenco das singularidades e diferenças, enquanto a Argentina é o quarto país produtor mundial de conteúdos audiovisuais, o Brasil atravessou processos de estagnação e reformulações, ressurgindo e construindo novas formas de identidade e coexistência a partir dos anos 1990. O conteúdo é investigativo, resulta e compõe estudos acadêmicos, desenvolvidos pela Plataforma de reflexão sobre o audiovisual latino-americano (Prala), integrado por pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) e outras, em conferências, cursos regulares e orientações. Ficha técnica "Argentina-Brasil no Cinema: diálogos" Autor: Tunico Amancio (org.) ISBN: 978-85-228-1049-9 Editora: Eduff Ano de publicação: 2014 Edição: 1ª Idioma: Português Preço: R$ 35,00 Como comprar: Na nossa Livraria Icaraí, Reitoria, Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, Niterói, ou consulte-nos pelo formulário de e-mail em www.editora.uff.br/index.php?option=com_contact&view=contact&id=1&Itemid=24.  
"Um discreto olhar: seis cineastas baianos 1950/1980" A partir de extensas entrevistas, José Marinho traça o perfil dos realizadores e explora os relatos de suas trajetórias e filmes, montando um painel de ambições e dificuldades de produção de um cinema independente e ousado quanto à sua perspectiva de inserção social sempre comprometido com a tomada de consciência do homem brasileiro e revelador de facetas originais e inesperadas do Nordeste. "Um discreto olhar" é livro imprescindível para as revisões historiográficas que se fazem atualmente e que vêm trazendo à luz a riqueza dos diferentes modelos de composição cinematográfica, de encenação e de proposições artísticas que conviveram na história do cinema brasileiro. (João Luiz Vieira, professor titular do Departamento de Cinema & Vídeo da UFF) Ficha técnica "Um discreto olhar: seis cineastas baianos 1950/1980" Autor: José Marinho ISBN: 978-85-228-1120-5 Editora: Eduff Ano de publicação: 2015 Edição: 1ª Idioma: Português Preço: R$ 35,00 Como comprar: Na nossa Livraria Icaraí, Reitoria, Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, Niterói, ou consulte-nos pelo formulário de e-mail em www.editora.uff.br/index.php?option=com_contact&view=contact&id=1&Itemid=24.