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PROEX participa de Semana de DH, em Maricá#ProexEmAção divulga em parceria com o projeto de extensão Por que também temos que falar de violência? e com a Secretaria de Participação Popular, Direitos Humanos e Mulher, de Maricá - SPPDHM/RJ, por meio da Coordenadoria de Direitos Humanos, que ocorrerá entre os dias 9 e 13 de dezembro a Semana sobre Direitos Humanos, Diversidades e Políticas Públicas: diálogos sobre democracia, participação social e cultura, em Maricá (RJ).  Em 10 de dezembro, comemora-se o Dia Internacional dos Direitos humanos, data que finaliza os 21 Dias pelo Fim da Violência contra a Mulher. Nesse sentido, a Semana tem como objetivos principais: dialogar sobre temas fundamentais para a compreensão dos direitos humanos, desmistificando preconceitos e discriminações que afetam diversos grupos em situação de vulnerabilidade social; busca fortalecer a relação entre os munícipes e políticas públicas existentes em Maricá, promovendo  a reflexão crítica  baseada no trabalho colaborativo a partir dos interesses da sociedade; reconhecer e valorizar a diversidade cultural e as diferenças humanas conforme os princípios preconizados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. O projeto de extensão Por que também temos que falar de violência?  tem como objetivo principal desenvolver ações voltadas a discutir violências a partir de uma perspectiva de gênero. É uma ação ligada à Pró-Reitoria de Extensão da UFF (PROEX/UFF) e ao Instituto de Psicologia, coordenada pela Prof.ª Dr.ª Paula Land Curi.
Educação e Direitos Humanos no Brasil em DebateO evento tem por objetivo trazer o debate sobre a educação pública no Brasil, que vem há algum tempo sendo sucateada e ameaçada por projetos privatistas, num processo de contrarreforma neoliberal implementada pelo Estado brasileiro e que, mais recentemente, de forma contundente, vem propondo a subordinação da educação ao mercado. A Educação, como direito humano fundamental inscrito na Constituição Federal, será debatida por profissionais que em sua luta cotidiana, no seu universo de atuação, resistem e buscam estratégias - teóricas, políticas e coletivas - no enfrentamento destes tempos de retrocessos.
Projeto de Extensão de Saúde das Pessoas LGBTI+#ProexEmAção divulga o projeto de extensão "Saúde das pessoas LGBTI sob a ótica da saúde coletiva: Atenção integral à saúde no Sistema Único de Saúde - PROSAIN" coordenado pela professora Sandra Mara Silva Brignol. O panorama atual relacionado à saúde das pessoas LGBTI+, descrito na literatura acadêmica e em dados da Organização Mundial da Saúde e dos movimentos sociais, revela um histórico de estigmatização e violação dos Direitos Humanos (DH) destas pessoas. Assim ocorre um afastamento destas pessoas dos serviços básicos de saúde, inerentes aos DH. O preconceito e o desconhecimento acerca dos problemas de saúde das pessoas LGBTI+, por parte dos profissionais de saúde, colabora para um atendimento em descompasso com as prerrogativas constitucionais e do SUS, tendo um impacto negativo no acesso à saúde pública. Nota-se que é urgente promover espaços de discussão e formação dos profissionais de saúde acerca das inúmeras questões que permeiam a saúde da população LGBTI+. Existem especificidades que precisam ser conhecidas pelos profissionais e estudantes a fim de prover um atendimento de qualidade e equânime no SUS. A sensibilização e preparação técnica devem iniciar na formação dos profissionais de saúde, o que pode promover uma melhoria gradual na qualidade do atendimento. Assim, as atividades propostas neste projeto visam contribuir para a formação dos profissionais de saúde, bem como de formação continuada, garantindo espaços de discussão e atividades, pela ótica da Saúde Coletiva. Tais ações e espaços constituem seminários, cine-debates, rodas de conversas e cursos e oficinas de formação complementar, sensibilização para questões de saúde desta população, produção de material informativo, entre outras. Serão abordadas diretrizes, manejo, acolhimento e cuidado, bem como as principais questões de saúde da população, as dificuldades enfrentadas, avanços conquistados e demais problemáticas pertinentes.
Combate à Intolerância Religiosa - PROEX disponibiliza Cartilha e banco de dadosA Universidade Federal Fluminense (UFF), por intermédio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) e com o apoio da Fundação Cultural Palmares, se engajou a partir do ano de 2016 na promoção de ações de combate à intolerância religiosa nas quais atuam alunos, professores e técnicos administrativos em relação dialógica com segmentos da sociedade civil organizada. Como resultado dessas ações, foi produzida a Cartilha “Liberdade Religiosa e Direitos Humanos” e também o banco de dados com o mapeamento dos locais de culto religioso, que agora disponibilizamos para download no link abaixo: www.uff.br/?q=combate-intolerancia-religiosa
Nephu: núcleo da UFF é referência na luta pelo direito à moradiaO recente desabamento do Edifício Wilton Paes de Almeida, na região central da cidade de São Paulo, trouxe à tona o debate sobre os movimentos organizados de ocupação de locais abandonados, que há alguns anos tem crescido e se fortalecido, especialmente nas grandes cidades do Brasil. Na região metropolitana do estado do Rio não é diferente e, com olhos para essa realidade social, a UFF conta com o Núcleo de Estudos e Projetos Habitacionais e Urbanos (Nephu), um grupo de pesquisa que há 35 anos mantém um trabalho de extensão que assessora tecnicamente famílias da região Leste Fluminense em questões habitacionais. O núcleo conta com a participação de docentes e estudantes de mestrado e doutorado dos cursos Arquitetura, Serviço Social, Direito, Engenharia Civil e Comunicação Social, além de 12 bolsistas de graduação. O grupo não só oferece assessoramento técnico, como desenvolve pesquisas nas áreas de urbanismo e habitação e organiza eventos como reuniões e seminários populares. Desde sua fundação, o Nephu esteve envolvido em mais de 100 projetos. Segundo o professor do Departamento de Direito e atual coordenador do Nephu, Enzo Bello, os membros da equipe oriundos dos cursos de Arquitetura e Engenharia Civil atuam sobretudo no planejamento e reparos das construções. Os estudantes do Serviço Social trabalham com a conscientização e organização das comunidades; e os de Comunicação Social transformam o linguajar técnico em conhecimento de fácil absorção para a população. Já os alunos de Direito atuam não só na análise jurídica de políticas públicas e das ações acadêmicas realizadas pelo núcleo na sua relação com a sociedade civil, como também elaboram cursos de extensão para conscientização da população sobre direitos humanos e o papel do Estado na questão da moradia. Criado em 1983, o Nephu surgiu a partir da demanda social dos moradores da Favela do Gato em São Gonçalo. Eles se viram ameaçados de remoção devido às obras de construção da rodovia BR-101 e buscaram auxílio na luta pela permanência junto aos alunos da Escola de Arquitetura e Urbanismo da UFF, que na época faziam trabalhos de campo na comunidade. A professora da pós-graduação e fundadora do núcleo, Regina Bienestein, explica que desde então, em geral, quando as comunidades nessa situação entendem que têm o direito de continuar no local, procuram o Nephu para atestar tecnicamente que há essa possibilidade. Além disso, existem aqueles que primeiramente se dirigiram ao poder público e ao não terem sua situação resolvida, também  procuram o núcleo em busca da realização de projetos que possam comprovar seu direito de permanecer. Abaixo, a arquiteta explica um pouco mais sobre a relevância social das atividades desenvolvidas no Nephu. O Nephu iniciou suas atividades em 1983 com o caso da Favela do Gato. Gostaríamos que contasse um pouco mais sobre esse processo. Desde sua criação, em 1971, o curso de Arquitetura e Urbanismo da UFF tem um foco social que se consolida, por exemplo, através de duas disciplinas obrigatórias que tratam da questão da habitação: “Projeto de Habitação Popular” e “Teoria da Habitação”. Naquela época, os alunos podiam entrar nas comunidades, pois não havia os problemas de violência que existem hoje, e tinham contato direto com os moradores. Então, quando a Favela do Gato foi ameaçada de remoção, as famílias procuraram auxílio com nossos estudantes, que nos encaminharam as demandas. O trabalho durou até 1991, quando receberam a titulação oficial dos lotes e conseguiram evitar a remoção total. Só foram retiradas aquelas pessoas que realmente estavam na faixa da estrada. Mesmo assim, puderam optar por sair ou ficar no assentamento que foi instalado ao lado. Também haviam aqueles que não precisavam, mas optaram por sair, e aqueles que precisavam sair e não queriam, então permutaram. O núcleo fez todo o arranjo técnico para viabilizar o projeto. Não foi apenas uma vitória da universidade, pois a mobilização dos moradores foi fundamental. Nós disponibilizamos o suporte técnico, mas foram eles que fizeram grandes manifestações durante a construção da estrada. Além do caso da Favela do Gato, poderia exemplificar outros projetos desenvolvidos no núcleo? Enquanto trabalhava na Favela do Gato, o Nephu passou a receber outros pedidos, foi a partir desse projeto que outras comunidades começaram a saber que a UFF tinha esse trabalho. Ainda em 1986 nós começamos um outro projeto que envolvia 12 glebas em Niterói, com 5.000 famílias. Também fomos por muitos anos assessoria técnica da Federação das Associações de Moradores de Niterói (Famnit), depois começaram a chegar pedidos do Rio de Janeiro. Foi quando nós em parceria com o Laboratório Estado, Trabalho, Território e Natureza (Ettern-UFRJ) e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippur/UFRJ) demos apoio à Vila Autódromo, localizada na Barra da Tijuca, na luta contra a remoção para a construção do parque que sediaria os Jogos Olímpicos 2016. Atualmente estamos montando um curso de extensão popular em parceria com algumas associações de moradores de Niterói onde iremos trabalhar temas ligados a habitação como o estatuto da cidade, as questões ligadas ao risco e, no final, vamos fazer um plano popular numa das áreas que tiver trabalhando com a gente. Como ocorrem essas ocupações? As pessoas precisam morar. As favelas foram criadas pois nem o poder público, nem o mercado deram solução para habitação da parcela mais pobre da sociedade. Enquanto existiam terras vazias eles foram ocupando aos poucos, eram terras que não eram valorizadas pelo capital imobiliário. Vila Autódromo chegou quando a elite nem pensava em morar lá. Quando essa terra começa a ser atraente para o capital imobiliário, começam os processos de remoção. Então ocupa-se. A comunidade Mama África, tem mais de 20 anos. Lá tinham dois casarões desocupados, uma pessoa tomava conta e deixou uma primeira família entrar pagando um aluguel, depois de um tempo entrou uma segunda, e foi crescendo. Hoje são 26 famílias que moram no espaço de dois casarões. Também, já faz algum tempo, existem ocupações organizadas onde um grupo de famílias decidem ocupar uma área que eles sabem que está ociosa há muito tempo, nesse caso o objetivo é mostrar que existem famílias sem casa, e casas sem família. Durante a semana de calouros nós fizemos um evento de recuperação de fachada na comunidade, na Rua Passos da Pátria. O objetivo era chamar atenção do poder público para questão da moradia.Temos um projeto pronto para a Mama África, só falta os órgãos responsáveis implementarem. O que a lei fala sobre essas ocupações? A Constituição Federal de 1988 aborda um tema especialmente relevante para a questão da moradia, A Função Social da Propriedade, que além de estar presente na Constituição de 1988, foi reforçada no Estatuto da Cidade. Ela diz que uma propriedade não pode ficar sem uso durante décadas numa área que tem infraestrutura, pois infraestrutura gera gasto público. Quando alguém deixa uma área vazia por muito tempo temos um indicador de que o terreno está reservado, esperando um possível crescimento do mercado imobiliário, além de demonstrar que não precisa da área. E isso não é cassar o direito do proprietário. Existe o Plano Diretor, existe a Lei de Uso e Ocupação do Solo e antes de construir em qualquer ponto da cidade o proprietário tem que procurar saber o que se pode construir e se adequar ao que é pedido. O município pode, por exemplo, definir que uma determinada região é uma Zona Especial de Interesse Social (ZEIS), e que portanto, naquela região, devem ser construídas moradias populares. O que é o processo de gentrificação e como ele afeta essa questão? Gentrificação é um processo de transformação de centros urbanos através da mudança dos grupos sociais ali existentes, onde sai a comunidade de baixa renda e entram moradores das camadas mais ricas. É um termo recente para um problema antigo. Ele ocorre por conta da valorização fundiária, e do aumento de valor do custo de vida em determinada região. Quando, por exemplo, começam a construir prédios com um outro patamar social e econômico, os serviços vão começar a se voltar pra essa nova classe, vão se sofisticar e ficar mais caros, os aluguéis vão se elevar. Com isto quem é de baixa renda, quem tá no comércio popular, no prédio de apartamentos antigo de quatro pisos, etc não vai conseguir se manter. Quando muda a classe social da região e tudo começa a girar em torno dela, as pessoas de menor renda naturalmente vão ser expulsas e vão procurar habitação na periferia. Mas a periferia já está toda povoada. Então essa pessoas vão ocupar algum outro lugar, é lógico. Quando você passa pela calçada da defensoria pública no Rio de Janeiro de noite, você vê várias pessoas dormindo no chão. Todos eles são trabalhadores que ou não tem dinheiro pra voltar pra casa, ou moram muito longe para ir e voltar todos os dias, então durante a semana eles dormem na calçada da defensoria porque sabem que ali é um lugar menos perigoso para eles. Em seu modo de ver, isso está diretamente ligado ao Direito à Cidade? Na verdade, o direito à cidade, definido no Brasil pela Constituição Federal de 1988, regulamentado por lei posterior denominada “Estatuto da Cidade”, é uma garantia de que todo brasileiro tem de usufruir da estrutura e dos espaços públicos de sua cidade, com igualdade de utilização. E isso não significa só ter acesso aos serviços oferecidos na cidade. Também é ter direito de voz nas decisões sobre a cidade, porque se você tem uma verdadeira participação no processo decisório, a cidade pode seguir caminhos mais democráticos. O verdadeiro direito à cidade é poder tomar nas mãos os destinos da cidade. Existem movimentos que organizam ocupações. No caso do edifício em São Paulo, houve acusações de extorsão por parte desses movimentos. Como eles funcionam e o que seria essa questão da extorsão? Esses movimentos identificam áreas que estão vazias e organizam famílias para ocupar os terrenos. Ocupam como uma forma de chamar atenção para a questão da habitação. A ocupação do edifício na região central de São Paulo era feita por um desses movimentos e o que a gente viu na imprensa foi a criminalização da luta, acusações sobre cobranças de taxas e extorsão. Quando se entra num prédio você precisa administrar, os movimentos não cobram pela administração, mas têm que comprar material de limpeza, às vezes é necessário realizar consertos. A taxa que é recolhida serve para aplicar dentro da ocupação, é preciso criar condições adequadas de habitação. Quando as pessoas se organizam numa ocupação, elas têm consciência de que precisam dar conta daquele espaço. Existem ocupações desse tipo que tiveram êxito em suas demandas? A Ocupação Manoel Congo no Centro do Rio é um exemplo, eles terminaram recentemente de recuperar o prédio. A posse é coletiva, antes de entrar você sabe que não pode vender o seu espaço sem antes passar pelo coletivo, porque quem entrar tem que concordar com as regras pré-estabelecidas. O proprietário não pode alugar, pois é um local de moradia, não um local de geração de renda. Essas são as regras básicas. Depois eles dividem todas as tarefas coletivas, desde manter o prédio limpo, realizar pequenos consertos, pintar, arrumar. Para isso eles têm um nível de organização e senso de direito à moradia fantástico. Eles fizeram uma outra experiência, e conseguiram o direito à moradia sem entrar no circuito financeiro da mercadoria moradia. E qual a relevância dessa experiência prática para a formação profissional dos alunos que integram o Nephu? Quando o poder público lança programas como o Favela Bairro, ou o Morar Carioca, eles vêm buscar os nossos estudantes, porque eles têm o conhecimento não só teórico, como prático, de como entrar numa área, fazer um levantamento. É um saber bem específico. As universidades, no geral, não estão focadas em formar profissionais capacitados para trabalhar com a questão da moradia e dos territórios informais. No Nephu, os alunos devem desenvolver tarefas vinculadas ao projeto, participar de reuniões, cursos, além de desenvolver uma sistemática de leitura de textos que deem embasamento teórico ao trabalho.
PROEX lança cartilha sobre Liberdade Religiosa e Direitos HumanosNo dia 19 de junho, foi realizado o lançamento da Cartilha Liberdade Religiosa e Direitos Humanos, no Auditório Macunaíma (Faculdade de Letras). O material foi produzido pela Pró-reitoria de Extensão no âmbito do Projeto de Promoção e Defesa da Liberdade Religiosa. O evento teve a participação de Waldeck Carneiro, Professor da Faculdade de Educação da UFF; Babalawo Ivanir dos Santos, Doutor em História Comparada da UFRJ e do Reverendo Daniel Rangel Cabral Junior, Doutor em Sociologia e Reitor da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Diocese Anglicana do Rio de Janeiro.
Lançamento da Cartilha Liberdade Religiosa e Direitos HumanosLançamento da Cartilha Liberdade Religiosa e Direitos Humanos A Universidade Federal Fluminense, por intermédio da Pró-Reitoria de Extensão e com o apoio da Fundação Cultural Palmares, lançará a Cartilha Liberdade Religiosa e Direitos Humanos no próximo dia 19 de junho às 19 horas. A cartilha, publicada pela UFF, é fruto de ações desenvolvidas entre os anos de 2016 e 2017 pela equipe do projeto de extensão Promoção e Defesa da Liberdade Religiosa, em conjunto com o CEPLIR – Centro de Promoção da Liberdade Religiosa & Direitos Humanos. A publicação tem como objetivo esclarecer o que é Intolerância Religiosa por meio da uma contextualização histórica, sociológica e política da formação cultural e étnica brasileira. Na ocasião, haverá uma mesa de debates com as presenças do Prof. Dr. Waldeck Carneiro,  da Faculdade de Educação da UFF; Prof. Dr. Babalawo Ivanir dos Santos, de História Comparada da UFRJ; Reverendo Daniel Rangel Cabral Junior, Reitor da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Diocese Anglicana do Rio de Janeiro. Todos estão convidados a comparecer. Abaixo a Cartilha em pdf para download. Mais informações: Pró-Reitoria de Extensão da UFF Coordenação de Integração Acadêmica E-mail: ciaex@proex.uff.br Tel.: 21 2629-5197  
Nota de pesar sobre o assassinato da vereadora Marielle FrancoA Universidade Federal Fluminense recebeu com profunda tristeza e indignação a notícia do brutal assassinato da vereadora e ativista dos direitos humanos Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Pedro M. Gomes, ocorrido na noite desta quarta-feira (14/03), no Estácio, Centro do Rio. As motivações desta violenta ação contra a valente Marielle ainda são desconhecidas, mas esperamos que haja uma rápida apuração deste crime e que os responsáveis sejam punidos. Marielle Franco era socióloga e fez mestrado em Administração Pública aqui pela UFF.  A Reitoria da Universidade Federal Fluminense, em nome da sua comunidade acadêmica, manifesta solidariedade e apoio às famílias de Marielle Franco e de Anderson Pedro. Niterói, 14 de março de 2018. Por Sidney Mello, Reitor e Antonio Claudio, vice-reitor. 
PROEX realiza Seminário Direitos Humanos em Nova FriburgoNos dias 8 e 9 de dezembro, acontecerá o Seminário “Direitos Humanos, Diversidades, Cultura Afro-brasileira e Políticas Públicas”, no auditório da Oficina  Escola, em Nova Friburgo- RJ. Este evento é organizado pela Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal Fluminense (PROEX/UFF), por meio dos projetos de extensão "Laboratório de Psicanálise, Política, Cultura e Estudos de Gênero" e "Por que também temos que falar de violência?". O seminário está sendo realizado em conjunto com o Centro de Cidadania LGBT Serrana - Hanna Suzart, órgão público da Prefeitura Municipal de Nova Friburgo e do Programa Estadual Rio Sem Homofobia. O encontro tem como objetivos refletir sobre questões relevantes das minorias, potencializando o seu olhar com o conhecimento acadêmico e da militância sobre os temas direitos humanos, diversidades, gênero, cultura afro-brasileira e políticas públicas, além de contribuir na construção de uma sociedade com valores para uma convivência de respeito às diversidades e consciência de um ser humano plural. A programação conta com professores da UFF e UENF, colaboradores do Conselho Regional de Psicologia (CRP-RJ), além de militantes e representantes locais que promoverão um diálogo com o público participante sobre temáticas relevantes para diferentes segmentos da sociedade.
Realização do Curso sobre mulheres, idosos e pessoas com deficiência em SGA Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal Fluminense (PROEX/UFF), por meio do Programa UFF Mulher e a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para o Idoso, Mulher e Pessoa com Deficiência de São Gonçalo (SEMIMD-SG), está realizando o Curso de Extensão: atualizações sobre direitos humanos, mulheres, idosos e pessoas com deficiência em São Gonçalo (RJ), durante os meses de novembro e dezembro. O curso tem como propostas proporcionar um processo de educação permanente para profissionais que integrem a rede de atendimento, fomentar o diálogo sobre a construção de estratégias de intervenção, bem como contribuir para o conhecimento sobre os temas citados, aprimorando as habilidades no campo do estudo ou em suas atividades práticas. O curso acontece nos dias 01, 08, 22 e 29 de novembro, e 06 de dezembro de 2017, às quartas-feiras, de 9h às 13h, no auditório térreo do prédio do Ministério Publico de São Gonçalo. O curso reafirma a parceria entre o UFF Mulher e a SEMIMD, iniciada em 2015 com o I Curso de Extensão: atualização em gênero e violência contra as mulheres. As vagas para esta 3ª edição já foram preenchidas devido à grande demanda de profissionais da rede interessados em se atualizarem nos temas que serão abordados nas aulas. Receberão os certificados todas as pessoas que obtiverem o mínimo de 75% de presença. O curso é gratuito.  
III Seminário de Educação Inclusiva e Direitos HumanosAconteceu, nos dias 29 e 30 de agosto de 2017, o “III Seminário de Educação Inclusiva e Direitos Humanos”, uma ação integrada entre a Universidade Federal Fluminense, por meio da Pró-Reitoria de Extensão, e a Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia. Durante os dois dias do evento, foram debatidos, com profissionais de diversas áreas, entre elas educação, saúde e tecnologia, importantes temas relacionados ao fazer docente voltado para a efetiva inclusão da pessoa com deficiência. O evento contou com a participação dos professores Flávia Monteiro de Barros Araújo e José Henrique Antunes, representando a Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia, e do Prof. Antonio Fernando Lyra da Silva, representando a Pró-Reitoria de Extensão.  
UFF Volta Redonda: aluna de Direito realizará estágio na OEA A estudante do oitavo período do curso de Direito, Daniele Oliveira Reis Blachi, foi selecionada para estagiar na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), localizada na sede da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington DC, Estados Unidos da América. A experiência inédita entre os estudantes da UFF de Volta Redonda será realizada no período de 6 de setembro a 1º de dezembro deste ano. Criada em 1959, juntamente com a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CorteIDH), a CIDH foi instalada oficialmente 20 anos depois, em 1979, formando o Sistema Interamericano de Proteção dos Direitos Humanos (SIDH). Autônomo na estrutura organizacional da OEA, o órgão se encarrega de promover e proteger os direitos humanos no continente americano. Além disso, segundo Daniela, a corte está integrada a sete outros setores que desempenham funções estratégicas na defesa da cidadania. “Suas atribuições motivaram definitivamente a minha escolha, já que minha paixão sempre foi direito internacional e direitos humanos”, afirmou. Para a aluna, direitos humanos são fundamentais até que todas as pessoas possam ter oportunidades iguais e, consequentemente, uma vida digna.“No cenário atual valores como o cuidado com o próximo têm sido sobrepostos por outros desvalores. De forma que diferenças como a cor da pele, a origem territorial ou cultural, a religião, o gênero, dentre tantas outras, criam barreiras à percepção do próximo como igualmente merecedor de uma vida com dignidade”, ressaltou. Quanto à expectativa em relação ao estágio na OEA, Daniele disse que espera aprender na prática como funciona a organização, bem como realizar estudos de caso para futuros artigos que possa publicar e talvez até mesmo para o seu TCC, além de ter contato com estagiários de outros países e diversas culturas. A professora de Direito Internacional de Volta Redonda e orientadora de Daniele nesse período, Clarissa Brandão, destacou que a estudante já foi bolsista do Programa de Fomento à Pesquisa das Unidades do Interior ou Fora de Sede (Fopin). Além disso, monitorou disciplinas de Direito Internacional do curso e também estagiou na Defensoria Pública da União, seccional de Volta Redonda. A estudante participou também de vários congressos, inclusive no Chile, onde apresentou artigos e outros trabalhos científicos. Foi nesse congresso da Sociedade Latino-Americana de Direito Internacional que conheceu a estudante colombiana Viviana Palácio, que também teve a experiência de estagiar na OEA. “Foi ela quem me deu todas as dicas sobre essa oportunidade de estágio e me orientou sobre o que eu precisava fazer para conseguir o mesmo”, contou Daniele. Segundo o chefe do Departamento de Direito da UFF, professor Marcus Wagner de Seixas, a aluna já vinha desenvolvendo pesquisas na área internacional, focadas em Direitos Humanos, e essa oportunidade veio não só para coroar sua trajetória como certamente será um upgrade em seu currículo. Para a universidade, acrescentou, será sem dúvida um ganho enorme porque leva o nome da instituição para dentro de uma organização muito importante em nosso continente, abrindo portas para futuras parcerias.“Creio, então, que esse pode ser o primeiro de outros estágios na OEA. Devemos pensar em uma nova edição a partir dos contatos que Daniele vai fazer na CIDH. Lá existem vários outros setores, além da Corte, onde ela realizará o estágio, como a Unidade para Promoção da Democracia (UPD), valor tão caro para nossa sociedade”, exemplificou. Para Seixas, a experiência da estudante vai ao encontro da estratégia do curso de Direito de Volta Redonda, que tem procurado se internacionalizar. “Recentemente uma professora concluiu na Itália, o que chamamos comumente de “doutorado sanduíche” (programa de bolsa de estudo no qual o interessado tem a chance de fazer parte, por alguns meses ou até um ano, do seu curso de doutorado em outra instituição brasileira ou internacional). E a pouco tempo outros dois docentes estiveram se aperfeiçoando na França, assim como outros alunos também já foram selecionados para intercâmbio”, relembrou. De acordo com Daniele, o único obstáculo em relação ao estágio foi sobre o financiamento, uma vez que a atividade é voluntária, e não existe nenhuma ajuda de custo da CIDH. “Para conseguir algum auxílio financeiro, estou fazendo rifas e também uma vaquinha online”, esclarece. Já a professora Clarisse acrescentou, que a chefia do departamento está ajudando como pode, inclusive financeiramente com as passagens. Para ela, o mais importante é a valorização do esforço e mérito da aluna, que considera corajosa e muito determinada. A seleção O criterioso processo seletivo do estágio na CIDH abrangeu candidatos do mundo todo, dos quais somente 33 foram aprovados. Em sua primeira fase, além de preencher questionários, a estudante enviou currículo, histórico escolar, uma carta motivacional e duas cartas de recomendação de profissionais da área com quem já havia trabalhado. Já na segunda etapa da seleção, a estudante foi entrevistada em inglês por um representante da OEA, por  telefone. Na opinião de Daniele, vários fatores somaram para sua escolha, entre eles os lugares pelos quais passou e os profissionais que conheceu em sua vida acadêmica, assim como os artigos que escreveu e os projetos voluntários que participou.“Também tive a honra de obter as cartas de recomendação, uma das quais escrita pela professora Clarissa Brandão, professora adjunta da UFF, uma das mulheres mais influentes no Direito Internacional, além da colaboração inestimável da estudante colombiana Viviana”, assinalou. No link a seguir, outras informações sobre a seleção da candidata e as funções que ela vai desempenhar no estágio: http://www.oas.org/es/cidh/empleos/pasantias.asp. Para contribuir com os custos de moradia, alimentação, etc. da Daniele nos EUA durante o estágio, acesse o link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/danizinha-na-onu.
Intolerância Religiosa: Ações de Extensão e Perspectivas de AnáliseA Universidade Federal Fluminense, por meio da Pró-Reitoria de Extensão, realizará, no dia 05 de setembro de 2017, o Seminário “Intolerância Religiosa: Ações de Extensão e Perspectivas de Análise”.  O local do evento será o Auditório Moacyr de Carvalho Gama - Bloco F – Campus Gragoatá - São Domingos – Niterói/RJ, no horário das 14h às 20h. O Seminário, vinculado ao projeto de extensão “Promoção e Defesa da Liberdade Religiosa”, tem como objetivo aprofundar os debates em torno das questões sociais que se relacionam com o problema da intolerância religiosa. A ação, resultado de parceria com a Fundação Cultural Palmares, visa à divulgação desta temática no contexto da sociedade civil. Será emitido certificado de participação e as inscrições são gratuitas e poderão ser realizadas no dia e no local do Seminário.  
Seminário "A Lei 10.639 e o Combate à Intolerância Religiosa"A Universidade Federal Fluminense, por meio da Pró-Reitoria de Extensão, realizará o Seminário “A Lei 10.639 e o Combate à Intolerância Religiosa”, que visa discutir os desafios do ensino da história e das religiões afro-brasileiras e africanas na educação nacional. O evento é vinculado ao projeto de extensão “Promoção e Defesa da Liberdade Religiosa". A Mesa será composta pelos professores Sérgio Gonçalves de Lima (UERJ), Carlos Alberto Lima de Almeida (UNESA) e Waldeck Carneiro (UFF) e representantes do CEPLIR (CENTRO DE PROMOÇÃO DA LIBERDADE RELIGIOSA & DIREITOS HUMANOS). Data: 11 de julho de 2017, das 14h às 17 h. Local: Auditório Moacyr de Carvalho Gama Rua Alexandre Moura, 8 - Campus do Gragoatá, Bloco F – São Domingos – Niterói/RJ As inscrições poderão ser feitas no link abaixo e também no dia do evento: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdp1c2h_VFBY2PpxfkMO85oj4fc9hOs6wH9sZi_ZHqHcExnsg/viewform Universidade Federal Fluminense Pró-Reitoria de Extensão Coordenação de Integração Acadêmica CIAC/PROEX Telefone: 2629-5197/5198 E-mail: ciaex@proex.uff.br  
Acolhimento a refugiados é destaque em projeto da UFFO último relatório “Tendências Globais” do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) apresentado pela ONU registra que 65,6 milhões de pessoas saíram de seus territórios de origem por perseguições e guerras, sendo mais de 300 mil só no último ano. O documento enfatiza também que uma em cada 113 pessoas em todo o mundo foi forçada a se deslocar - número superior à população do Reino Unido. O Acnur aponta ainda que metade dos refugiados são crianças e que 75 mil delas solicitam refúgio. Na maioria das vezes, elas viajavam sozinhas ou separadas de seus pais. Segundo dados do Comitê Nacional para Refugiados (Conare), o Brasil possui atualmente 8.863 refugiados de 79 nacionalidades diferentes. Além destes, outras 25,2 mil pessoas aguardam julgamento do status de refugiado. Na comparação com dados de 2010, o aumento de refugiados reconhecidos é de 127%. Dentre esses, a nacionalidade com mais representantes é a Síria (2.298), seguida por angolanos (1.420), colombianos (1.100) e congoleses (968). Consciente dessa cruel realidade, no último dia 20 de junho, a Escola de Serviço Social (ESS UFF) celebrou o Dia Mundial do Refugiado. Segundo a coordenadora do Laboratório de Políticas Públicas, Migrações e Refúgio, professora Ângela Magalhães Vasconcelos, a iniciativa teve como objetivo dar visibilidade à coragem e à resiliência de pessoas refugiadas, que foram obrigadas a se deslocarem por diversos motivos: conflitos, guerras, perseguições e graves violações dos direitos humanos. O evento reafirmou a necessidade da elaboração de políticas públicas eficazes que priorizem o acolhimento, a proteção e atendam às múltiplas demandas destas pessoas, qualificando-as como cidadãos autônomos e portadores de direitos civis e políticos. Os refugiados, segundo  Ângela, deixam seus países de origem de várias maneiras que podem incluir, além do pagamento efetuado aos coiotes (pessoas que cobram para atravessar emigrantes irregulares), também a submissão às práticas violentas diversas impostas pelos traficantes humanos, já no novo país. A data também serviu para sensibilizar sobre uma temática real, que envolve pessoas, perdas e traumas, bem como chamar atenção sobre o crescimento dos fluxos migratórios de homens, mulheres e crianças, que apontam para uma endêmica pobreza apátrida, muitas vezes consequência também dos efeitos climáticos. Na entrevista a seguir, a professora Ângela Vasconcelos, fala sobre o laboratório e políticas públicas para os refugiados.   Quando surgiu e quais são os projetos desenvolvidos pelo Laboratório de Políticas Públicas, Migrações e Refúgio? O laboratório foi formalizado como grupo de pesquisa no CNPq em março de 2017, após três anos de estudos. A partir da realização de um evento na ESS, no início de 2014, com  participação de alunos de sociologia e de relações internacionais sobre o Haiti e o refúgio no Brasil. Aproveitei a estada do pesquisador haitiano, Franck Seguy, da Université d'État d'Haïti, para aprofundar estudos sobre as condições de vida de seu povo e a história do país. Daquele momento em diante passei a participar de grupos de estudos sobre migrações e refúgio, legislações específicas do direito internacional, dos refugiados e direitos humanos. De que forma o laboratório articulou seu trabalho? Por meio do projeto “Políticas Públicas, Migrações e Refúgio”, onde contamos com duas linhas de pesquisa: uma ligada à política de assistência social, migrações e refúgio, com pesquisa comparada, em territórios específicos onde se concentram pessoas refugiadas de quatro municípios do Estado (Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e Duque de Caxias) e a outra sobre as políticas públicas para mulheres refugiadas no Brasil e na América Latina. Parte dessas mulheres foge por conta da violência de gênero e ainda assim as enfrentam no caminho e na chegada, em outros países e territórios. Além disso, desenvolvemos ações de ensino, pesquisa e extensão no laboratório com o objetivo de problematizar a temática das migrações e refúgio, gerando processos e produtos que subsidiem, em curto e médio prazos, ações e políticas públicas descentralizadas, singulares e com qualidade, em especial à assistência social. Há programas assistenciais governamentais para refugiados? Existem programas específicos na rede pública. Entre 2012 e 2013 elaborei um projeto de pesquisa sobre os Programas de Transferência de Renda no Brasil, especificamente o Programa Bolsa Família (PBF). Na ocasião, verifiquei que não havia registro específico no CADÚnico (cadastramento de pessoas de baixa renda para serem beneficiadas por programas sociais) sobre os solicitantes de refúgio ou refugiados. Era um momento em que o mundo e o Brasil observavam um aumento nos fluxos migratórios. Essa realidade continua. Para se desenhar políticas são necessários números e apesar de termos dados sobre pessoas refugiadas da Polícia Federal, IBGE, Conare e aqueles repassados por instituições não governamentais, eles não estão refinados e são insuficientes, principalmente nos municípios e suas regiões. O estado do Rio de Janeiro está preparado para atender aos refugiados? Os refugiados vêm sendo atendidos nas redes públicas de saúde, educação, etc. Entretanto, como todos nós, enfrentam também a precarização dos serviços públicos. Isso tudo agravado pelos problemas na comunicação, pois muitos ainda não dominam a língua portuguesa. Há demandas peculiares que apresentam em virtude dos motivos que os trouxeram para cá e pelo fato de muitos funcionários públicos desconhecerem os direitos dessas pessoas. Existem raríssimas prefeituras investindo em processos de qualificação de gestores e servidores para atender aos refugiados. A questão da moradia também é um sério problema pelo alto custo. Muitas pessoas acabam dividindo o aluguel de espaços pequenos, forçando a migrarem cada vez mais para as periferias, onde os aluguéis são mais baratos. Além disso, eles acabam participando de movimentos por moradia. Isto aparece bem claro no filme “Era o Hotel Cambridge”, de Eliane Caffé. Enfim, a vulnerabilidade também gera integração. Como a UFF está lidando com as demandas dos refugiados? A UFF tem docentes de diferentes cursos desenvolvendo estudos e pesquisas com produções muito qualificadas sobre migração, refúgio e direitos humanos ou que incidem direta ou indiretamente sobre o tema. Acredito ser possível, num futuro próximo, a construção de uma política institucional voltada especificamente ao acesso de solicitantes de refúgio, refugiados, portadores de visto humanitário e apátridas. As dificuldades de ingresso de refugiados no ensino superior são enormes, pois eles não possuem recursos financeiros, documentos, passaram por situações traumáticas, mas têm direito à educação, qualificação e trabalho. Como a população vem acompanhando a chegada dos refugiados em solo brasileiro? De um lado se observa uma xenofobia aos muçulmanos, porque há uma ideia de que eles disseminam terrorismo. Também há o preconceito racial em relação aos negros. Não necessariamente à condição de refugiado. Isto demonstra o quanto o negro é rejeitado na sociedade brasileira. De outro, vejo e vivencio o acolhimento e o compromisso da integração com autonomia e respeito aos aspectos multiculturais. Ainda ouço e vivencio situações de (re)vitimização das pessoas em relação aos refugiados, mas eles têm direitos, compromissos e efetivamente são capazes, com acolhimento, proteção e acompanhamento, de seguir em frente e de construir novas histórias. O que pode ser feito efetivamente para mitigar as consequências desse quadro? Acredito na função social e política das universidades, com destaque para as Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), que devem desenvolver mecanismos de inclusão diferenciados considerando as condições singulares destas pessoas. Creio que na UFF podemos repensar o processo de revalidação de diplomas de graduação e pós-graduação, criar vagas suplementares nas graduações e nas pós-graduações e potencializar os estudos complementares. Podemos oferecer a esses imigrantes vulneráveis, por meio da extensão universitária, entre outros, o curso de português para estrangeiros, apoio psicológico e assessoria e acompanhamento de processos e demandas jurídicas. Através dos projetos e programas já existentes, como o Prolem (curso de línguas), o SPA (assistência psicológica) e o Cajuff (assistência jurídica), isso me parece viável.
Semana de combate à intolerância religiosa 2017 A Universidade Federal Fluminense, por meio da Pró-Reitoria de Extensão, promove ações de combate à intolerância religiosa nas quais atuam alunos, professores e técnicos. Esta ação é desenvolvida em conjunto com o Centro de Promoção da Liberdade Religiosa & Direitos Humanos (CEPLIR), órgão da Secretaria Estadual de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos.
Cinema e educação: projeto da UFF aproxima Brasil e América LatinaPropor metodologias de ensino que vão além do tradicional é um desafio. Pensando nisso, pesquisadores do curso de cinema da Universidade Federal Fluminense criaram, em 2013, o projeto “Inventar com a diferença - cinema, educação e direitos humanos”. Reunido no espaço do Laboratório Kumã, o grupo propõe outras metodologias de ensino por meio de processos artísticos e direitos humanos que possam ser aplicadas pelos espaços educacionais sem que seja necessário o conhecimento das técnicas cinematográficas e da linguagem audiovisual. O foco central do projeto é na formação continuada de professores, buscando compartilhar saberes e práticas que unam o cinema à educação. Atualmente, o trabalho conta com, pelo menos, 16 integrantes, entre docentes, pós-graduandos, alunos bolsistas e ex-alunos e já foi aplicado em todos os estados brasileiros. Ao todo, mais de 4 mil alunos de escolas públicas já participaram das propostas do grupo. O coordenador do Laboratório Kumã e do Inventar com a Diferença, Cezar Migliorin, afirma que trabalhou por muitos anos em uma escola de cinema em Nova Iguaçu, a Escola Livre de Cinema e, em 2013, a Secretaria de Direitos Humanos do Ministério de Justiça e Cidadania entrou em contato com a equipe do projeto para propor uma parceria. Além disso, em 2016, um grupo de ex-alunos de licenciatura venceu um edital nacional e está montando uma escola de cinema no Colégio Universitário Geraldo Reis (Coluni-UFF). “Temos um engajamento com educação há muito tempo, bem antes da licenciatura, a relação com temas educacionais sempre foi muito forte”, declara. Cezar reforça que os professores não precisam ter uma formação profissional em cinema para trabalhar com essas metodologias. “Não trabalhamos com montagem, fotografia, roteiro e outras técnicas do cinema profissional, mas com jogos expositivos, com uma forma muito lúdica de lidar com o cinema na escola, pautado por uma experiência que parte do trabalho da pesquisa há muito tempo, que é ligado ao cinema documental. A metodologia que desenvolvemos envolve uma organização de trabalhos, possibilidades, dispositivos e formas de acompanhamento para que os professores possam trabalhar com cinema e direitos humanos”, descreve. De acordo com o pesquisador, o engajamento do curso de licenciatura em cinema com o Inventar com a Diferença proporcionou o contato com a secretaria de direitos humanos e foi proposto um projeto nacional de cinema e direitos humanos vinculado às escolas. “Em 2013 propusemos esse trabalho, que acontecia em pelo menos uma cidade de cada estado. Chegamos a ter 40 bolsistas da UFF e mais de 50 pessoas contratadas pelo projeto. Hoje em dia trabalhamos com o Inventar com a Diferença em 23 estados e 13 universidades”. O professor afirma que o objetivo do projeto atualmente é ensinar de maneira prática e partindo da experiência da imagem, diferente das oficinas mais tradicionais, em que os processos são feitos em etapas - primeiro é feito um roteiro, depois a escolha dos planos de filmagem, montagem e, por fim, a filmagem em si. “Desde o princípio queríamos que os professores e alunos pudessem ter uma experiência direta com a imagem, entrando em contato com pessoas, com comunidades e com o entorno das escolas”, justifica. Em 2014, o projeto Inventar com a Diferença ofereceu formação e acompanhamento a 459 educadores e 3859 estudantes de 257 escolas públicas do Brasil. Nesse contexto, foi produzido por uma equipe de quatro estudantes universitários de Cinema e Audiovisual o documentário “Pelas Janelas”, resultado do acompanhamento de parte dos processos e experiências em sete cidades ao longo de três meses. Oficina na Bolívia Em maio de 2017, Cezar Migliorin e o doutorando Isaac Pipano, também idealizador do Inventar com a Diferença, estiveram na Bolívia representando o projeto da UFF. Ambos ministraram um curso de cinema, educação e direitos humanos. A oficina foi oferecida em parceria com o Ministério da Educação da Bolívia, através da equipe de Formação Artística de Direção Geral de Educação Superior Técnica, Tecnológica, Linguística e Artística, em cooperação com a Embaixada Brasileira. Segundo Cezar, essa oportunidade surgiu quando alguns colegas bolivianos, chilenos e argentinos começaram a demonstrar interesse pela metodologia brasileira. A palestra foi direcionada a alunos e professores de ensino superior, já a oficina foi organizada nos moldes em que é feita no Brasil, de formação de docentes. “Na oficina da Bolívia, metade do público era de educadores da rede pública, de diversas áreas de ensino, e metade era de estudantes de licenciatura interessados na formação em cinema”, explica. O professor destaca a relevância de se produzir tecnologias e propor metodologias que unam cinema e educação em uma universidade brasileira. Ele avalia que para a UFF é muito interessante que outros países latino-americanos demonstrem interesse por uma iniciativa desse tipo realizada em um laboratório da instituição. “É um projeto que há alguns anos tem o apoio do Governo Federal, já ganhou editais da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), já trabalhou com dezenas de alunos da graduação e bolsistas. Precisamos romper barreiras, o que UFF faz deve ser levado a outros setores da sociedade”, esclarece. O próximo país da América Latina a receber o projeto é a Argentina, a partir de agosto.  Além disso, segundo Cezar, o projeto voltará à Bolívia pela terceira vez até o final do ano. “Já existe um grupo de educadores bolivianos aplicando de forma independente a metodologia do nosso projeto, pois conheceram o trabalho através de uma ação que fizemos no Acre e reconheceram seu valor”, acrescenta. O professor defende o papel fundamental do Brasil na América Latina, pois somos vistos como uma grande referência no campo dos estudos de cinema, por exemplo, e o curso da UFF tem grande responsabilidade nesse contexto. “Sou presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (Socine), que é formada por quase mil pesquisadores. A Bolívia é um país muito pequeno da América Latina, talvez seja um dos mais pobres, e lá não há nenhuma graduação em cinema. A Argentina é maior, mas, mesmo assim, ainda tem um campo pequeno se comparado ao Brasil”, argumenta. Migiorin afirma que historicamente o Brasil não se envolve tão diretamente nas questões da América Latina, diferente do olhar dos outros países latinos em relação ao nosso país. “Eles sabem exatamente o que está acontecendo aqui e sabem a importância que temos na área da educação e das artes. Não é à toa que se interessaram e nos convidaram a estreitar os laços, levando nosso projeto até eles”, defende. Direitos Humanos na Educação Para o pesquisador, no tema dos direitos humanitários, o princípio da igualdade é um dos principais pilares. “Nossa relação com os direitos humanos não é temática, segmentada e verticalizada. Nós não chegamos na escola definindo os tópicos sobre os quais vamos tratar, pois é fundamental reconhecer a importância dos saberes de alunos e professores igualmente”, esclarece. Migliorin acredita que, depois de um tempo nesse projeto, os educadores, escolas e estudantes que passam por ele saem mobilizados. A relação entre cinema, educação e direitos humanos promove o engajamento dos participantes com o entorno, com a comunidade. “Em agosto, estaremos encerrando as atividades em muitos estados e estamos dando grande ênfase ao trabalho em centros socioeducativos, em que os jovens estão privados de liberdade. Estamos trabalhando em seis unidades socioeducativas, em Recife, Belo Horizonte e Vitória, que vão até o final do ano”, observa. No trabalho com os centros socioeducativos de reabilitação de jovens, o cinema e o audiovisual permitem novas experiências na relação com o espaço, com os direitos e com a construção da identidade dessa população. O exercício do cinema permite uma reconfiguração dos sentidos, já que a violência é colocada como algo dado antes mesmo da experiência do mundo por esses adolescentes. No caso dos jovens privados de liberdade, há também uma restrição à reprodução de suas imagens, pois seus rostos não podem aparecer enquanto estiverem cumprindo sua penalidade. Desta forma, os exercícios proporcionam outra vivência da liberdade. Para ele, a centralidade da escrita e da matemática na escola carece de um terceiro pilar, que seria a ampliação da relação com o sensorial e estético através da imagem. “Eu diria que o projeto atingiu o sucesso no que ele se propõe. Porém, precisamos ir além, somente o engajamento de professores e alunos, com a aproximação da dimensão estética das imagens, pode transformar a educação mundial”, reconhece. Cezar avalia a experiência como incrível, apesar das dificuldades encontradas. O que os motiva a continuar são relatos de sucesso. “Hoje, a função da UFF é dar suporte às pessoas, grupos, ONGs, universidades e escolas que têm interesse em aplicar a metodologia. O que fazemos é dar um suporte, ajudando nas oficinas de formação de professores, mandando alunos para auxiliar em uma questão mais técnica. Fizemos uma publicação, o Cadernos de Inventar, que contém sugestões de atividades para as oficinas a serem ministradas nas escolas. Ela é distribuída gratuitamente em português e espanhol para todos os espaços que têm interesse”, finaliza.
Concursos da UFF são exemplos de acessibilidade e inclusãoQuando o assunto é acessibilidade e inclusão, a UFF pode se orgulhar de atualmente contar com uma infraestrutura eficiente para atender a praticamente todas as necessidades dos candidatos que concorrem a vagas no quadro funcional da instituição. No último concurso, com provas aplicadas nos dias 2 e 9 de abril, uma equipe formada por nove intérpretes de Libras, seis ledores e três transcritores, foi disponibilizada para o atendimento dos 68 candidatos - 38 pessoas no primeiro dia e 30 no segundo - que se declararam deficientes e, portanto, receberam atendimento especial. O bloco B do campus do Gragoatá foi inteiramente liberado aos candidatos com deficiência, já que a maioria realizou as provas em salas separadas. Cada pessoa cega, por exemplo, ocupou uma sala individual, acompanhada apenas do pessoal de apoio, leitor ou transcritor, e do fiscal, assim como os portadores de dislexia, síndrome do pânico ou de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Os participantes surdos tiveram três intérpretes por sala. Já para os candidatos com baixa visão, foram disponibilizados a prova e o cartão de resposta ampliados, em papel A3 - um tamanho três vezes maior que o papel utilizado habitualmente -  e escrito em fonte 18, bem maior que a fonte 11 usada nas provas de ampla concorrência. UFF reafirma seu papel de vanguarda na defesa dos direitos humanos", ressalta o procurador-chefe, Marcelo Teixeira Bittencourt. Outro grupo que recebeu atendimento especial foi o das mulheres em fase de amamentação, totalizando 29 nos dois dias de avaliação - 18 no primeiro e 11 no segundo. Essas mães puderam levar os filhos com acompanhantes, os quais também tiveram acomodações reservadas e lugares apropriados. Segundo a coordenadora operacional de concursos, Ana Maria Mendonça Louzada, além da infraestrutura no bloco B, outras cinco pessoas, que participavam da ampla concorrência e estavam em outros prédios também solicitaram apoios de acessibilidade, entre elas Andréa Faria, candidata com nanismo ao cargo de Pedagoga . Além das demandas específicas solicitadas no ato da inscrição, ainda há os casos de pessoas com necessidade especial momentânea, como por exemplo, convalescentes de enfermidades, com fraturas ou doenças infectocontagiosas. Para atender a esses participantes, a coordenação do concurso também realiza um plantão na véspera da prova. “A coordenação reserva em todos os concursos pelo menos uma sala vazia para os casos não previstos. No último concurso, por exemplo, uma candidata se recuperava de uma cirurgia na coluna e precisou de um mobiliário específico, além de ter necessidade de se levantar algumas vezes durante a prova; outra participante estava em tratamento quimioterápico e, pela baixa imunidade, necessitava igualmente de uma sala isolada. Outro caso específico é o daquelas grávidas no final da gestação, que muitas vezes não conseguem se acomodar nas cadeiras universitárias”, explica Ana Maria. “O cuidado dispensado ao atendimento especial torna os concursos mais dispendiosos, porém, o oferecimento dessa infraestrutura é uma prioridade da Coordenação de Seleção Acadêmica (Coseac). Por essa razão, a UFF recebe cada vez mais convites para a realização de provas em diversos estados, prefeituras e órgãos federais, como Ministério do Desenvolvimento Agrário, Nuclep, Ancine ou Imbel”, afirma a coordenadora. No último concurso da Prefeitura de Niterói, uma candidata cega solicitou o exame em braile e não o ledor. Segundo Ana, a universidade ofereceu também a reglete para a marcação e o soroban para os cálculos. “Já no caso da prova de língua estrangeira, é fundamental que os ledores sejam fluentes no idioma”, acrescenta. O procurador-chefe da Procuradoria Federal junto à instituição, Marcelo Teixeira Bittencourt, que pela primeira vez acompanhou de perto a realização do concurso, reconheceu a excelência do trabalho realizado pela universidade. “Com esse auxílio diferenciado, a UFF reafirma seu papel de vanguarda na defesa dos direitos humanos desse contingente que agora tem 5% das vagas reservadas por lei em todos os concursos federais. A universidade vai além do que determina a lei, tem a preocupação com a inclusão efetiva. Com isso, está cumprindo a Constituição e o Direito Internacional”, conclui.
Homenagem ao mês da mulher: EJA e Idosos na DiversidadeO Núcleo de Educação e Cidadania (NUEC) da PROEX/UFF, em conformidade com sua história vocacional e de maneira articulada com a Coordenação de Políticas e Direitos das Mulheres (CODIM) e com o Memorial Roberto Silveira, ligado à Secretaria Municipal de Cultura de Niterói, realizará o Seminário “Homenagem ao mês da mulher: Educação de Jovens, Adultos e Idosos na Diversidade” com o apoio e participação do Centro de referência UFF Diversidades e Violências. A proposta é garantir condições institucionais para o debate e a promoção da diversidade étnico-racial e de gênero, com os movimentos sociais e a sociedade civil. O NUEC se propõe, nesse evento, não só marcar presença assertiva no mês das mulheres, mas  também, que signifique uma reação efetiva contra o desrespeito com que são tratadas as políticas públicas sobre a mulher e o decorrente desmonte de ações que as compõem. Durante o seminário será distribuído ao público o livro “Educação de Jovens, Adultos e Idosos na Diversidade: saberes, sujeitos e práticas”.
II Seminário Internacional sobre Direitos Humanos FundamentaisII Seminário Internacional sobre Direitos Humanos Fundamentais
Antropologia e Direitos Humanos: reflexões etnográficas e a retórica da "crise" Programação 14 de julho 9h30 - Mesa de Abertura 10h - Burocracias, "violência" e direitos humanos 14h - Direitos, ativismo e reconhecimento 16h30 - Identidades, expressões de diversidade e espaço público 15 de julho 10h - Cidades, direitos civis e cidadania 14h Classificações, disputas e controvérsias políticas 16h30 - Workshop Direito à Universidade     Palestrantes Lucía Eilbaum Roberto Kant de Lima Antônio Carlos de Souza Lima Carolina Grillo Flavia Medeiros Taniele Rui Deborah Bronz Adriana Viana Ronaldo Lobão Tonico Benites Soraya Silveira Simões Gisele Fonseca Chagas Paulo Gabriel Pinto Ronaldo Almeida Sonia Hamid Robson Cruz Letícia Luna Lenin Pires Mariana Cavalcanti Haydée Caruso Patrice Schuch Fernanda Bittencourt Ribeiro Frederico Policarpo Diogo Lyra Ana Paula Mendes de Miranda