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UFF leva pesquisa sobre supercondutores para congresso na China A supercondutividade é o futuro, cada vez mais próximo, da transmissão de energia. As pesquisas sobre essa propriedade física de certos materiais estão avançando. Ela caracteriza certos metais que, ao serem levados a temperaturas extremamente baixas, tendem a conduzir eletricidade sem resistência ou perdas. O professor do curso de Mecânica Estatística da pós-graduação do Instituto de Física da UFF, Evandro Vidor Lins de Mello, despertou o seu interesse pelo assunto quando ainda estava fazendo doutorado na Universidade de Washington, em Seattle. A UFF, assim como outras instituições brasileiras e do mundo, está debruçada sobre o assunto. Além do professor Evandro, no Instituto de Física, há um grupo de estudantes do curso de Engenharia Elétrica que também está mergulhado no tema. Sob o comandado do professor Guilherme Sotelo, a pesquisa de fios supercondutores e outras aplicações vem avançando nos últimos anos. Entidades de fomento, como a Federação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), estão patrocinando o trabalho, além do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que também está financiando a pesquisa. A força da nova geração Três alunos do Instituto de Física estão participando do trabalho. Segundo o professor Evandro Mello, o mestrando Matheus Peixoto, o graduando e bolsista da iniciação científica Henrique Souto Maior Resende, e o mestre e doutor David Mockli, que está atualmente fazendo um pós-doutorado na Universidade de Hebrew, em Jerusalém, vêm contribuindo para a pesquisa, principalmente com estudos que buscam viabilizar, num futuro próximo, a criação e produção em larga escala de supercondutores que possam funcionar em temperatura ambiente. “Essa é a nossa meta, um sonho a ser alcançado”, enfatizou o professo Para David Möckli, foi um privilégio fazer o mestrado e doutorado em Física, na UFF, sob orientação do professor Evandro Mello, onde aprendeu definitivamente a fazer pesquisa. David relembra que, durante o doutorado, teve a oportunidade de desenvolver colaborações internacionais na Suíça, e mais recentemente, em Israel, onde continua pesquisando. A supercondutividade, segundo ele, é um dos grandes temas e desafios da Física, pois oferece o potencial de aplicações em redes elétricas, levitação magnética, ciência de materiais e computadores quânticos. Atualmente, no pós-doutorado em Israel, David busca entender a supercondutividade em materiais que contém metais de transição como o nióbio, tântalo e tungstênio. “O Brasil possui uma abundância destes metais em comparação ao resto do mundo, e tem a capacidade de desempenhar um papel dominante num futuro otimista. O grupo de pesquisa do professor Evandro Mello na UFF tem contribuído para o entendimento da supercondutividade no Brasil. É um prazer ser parte disso”, ressaltou David. Na entrevista a seguir, o professor Evandro Mello fala de sua viagem à China e dos desdobramentos da pesquisa: Qual a importância de sua pesquisa para a UFF e para a sociedade? Podemos dividir a resposta em dois graus de importância. O primeiro é o conhecimento acadêmico que serve para desenvolver métodos de pesquisa através de teses, dissertações e trabalhos publicados e apresentados em congressos. O segundo é a utilização desse conhecimento para variadas aplicações. Muitos estudos começam por pura curiosidade e acabam tendo grandes aplicações. Assim é com todas as grandes descobertas: vacinas, transistores, rádio, Raios-X, etc. Por que a China foi o local escolhido para apresentar a pesquisa? Normalmente, em ciência, existe uma comunidade global trabalhando sobre um determinado tema. Podemos dizer que a supercondutividade é um tópico bem estudado e que deve ter, entre pesquisadores e estudantes graduados, cerca de sete mil pessoas trabalhando no assunto em todo mundo. Em geral, organizam-se eventos importantes a cada três anos. Nesse caso específico, uma grande conferência geral que roda o mundo todo, onde palestras menores sobre temas específicos são feitas. A última foi na Suíça em 2015. Este ano aconteceu em Pequim e, segundo os organizadores, foi a maior e mais ampla conferência na área, batizada de "Conferência Internacional sobre Materiais e Mecanismos da Supercondutividade".  E a próxima será em Vancouver, no Canadá, em 2021. Quais serão os desdobramentos do seu trabalho para dia a dia do brasileiro de forma geral? Estamos trabalhando na teoria de um material que ainda tem muitas propriedades que não entendemos muito bem. Ou seja, estamos na fase 1 da pesquisa. Uma vez dominado esse conhecimento, entraremos na fase 2 e poderemos ter uma aplicação. No caso dos supercondutores, a utilização de um material com essa propriedade e próximo da temperatura ambiente facilitará ainda mais sua aplicação. Quais as principais aplicações dos supercondutores? Eles podem transportar mais corrente elétrica que os fios normais e sem nenhuma perda de energia. Motores com supercondutores são mais leves e mais eficientes. Se conseguirmos obter fios supercondutores à temperatura ambiente, teremos uma economia de energia de quase 50%. Isto significa que não precisaremos abrir novas hidrelétricas ou queimar combustível em termelétricas por, pelo menos, mais 50 anos. Isso fez com que a Revista TIME estampasse em sua capa, em 1986, a possibilidade dessa revolução tecnológica quando os supercondutores a base de cobre foram descobertos nos anos 1980.
Instituto Serrapilheira abre chamada pública para projetos de pesquisaO Instituto Serrapilheira, instituição privada de apoio à ciência, promove sua primeira chamada pública para projetos de pesquisa nas áreas de ciências da computação, ciências da terra, ciências da vida, engenharias, física, matemática e química. O lançamento está marcado para as 13h do dia 19 de julho, durante a 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Belo Horizonte. O evento será realizado no CAD 2 - Sala C 207 – Campus Pampulha, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O edital estará disponível para consulta no site www.serrapilheira.org e as inscrições terão início na primeira quinzena de agosto. Num primeiro momento, serão selecionados 70 projetos com subvenção de até R$ 100 mil. Depois de um ano, de 10 a 20 projetos dentre os 70 iniciais serão contemplados com aportes de até R$ 1 milhão para três anos de pesquisa. Uma parte desse aporte será condicionada ao cumprimento de critérios de diversidade, cuja política será definida pelo instituto ao longo do primeiro ano. Segundo a instituição, o objetivo do edital é incentivar o treinamento de pesquisadores que façam parte de minorias por cientistas de excelência. O principal critério de seleção será a excelência da pesquisa; os critérios de elegibilidade serão idade científica do postulante (poderão se inscrever apenas aqueles que obtiveram o título de doutor a partir de 2007) e vínculo com instituições brasileiras. Um conselho científico formado por 12 cientistas que atuam no Brasil e no exterior avaliará os projetos encaminhados e divulgará os resultados até o final de 2017. Mais informações: www.serrapilheira.org Fonte: http://www.faperj.br/?id=3430.2.2
UFF inaugura laboratório pioneiro da América do Sul na técnica de datação com carbono 14Na próxima sexta-feira, 13 de maio, a partir das 14h, será  inaugurado, oficialmente, o Laboratório de Espectrometria de Massa com Aceleradores (em inglês AMS) da UFF,  no Instituto de Física da UFF – Avenida Gal. Milton Tavares de Souza, s/nº - Campus da Praia Vermelha, em Niterói.  A técnica, que utiliza o carbono 14, é a mais moderna e eficiente para datações entre centenas e dezenas de milhares de anos e no rastreamento de materiais. Confira a programação em eventos