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Prêmios de Excelência 2016: UFF homenageia professores e alunosA Universidade Federal Fluminense realiza nesta quinta-feira, 15 de dezembro, mais uma edição da Láurea Acadêmica dos Prêmios de Excelência. O prêmio é concedido anualmente aos docentes que se destacaram como líderes de pesquisa nas suas respectivas áreas de conhecimento. Em 2016, a novidade é que alunos também receberão a honraria. A cerimônia de premiação ocorrerá às 14h no Auditório do Núcleo de Estudos em Biomassa e Gerenciamento de Águas, NAB, no campus da Praia Vermelha. Criado em 2009 pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi), o prêmio tem como objetivo divulgar e reconhecer a qualidade das pesquisas que são realizadas na UFF. Naquela ocasião, apenas três docentes receberam a homenagem. Desde então, o evento aumentou suas proporções. Foram criadas categorias principais, as quais contemplam as áreas de Ciências Agrárias, Ciências Biológicas e Ciências da Saúde (Ciências da Vida); Ciências Exatas e da Terra e Engenharias; Ciências Humanas, Ciências Sociais, Ciências Sociais Aplicadas e Linguística, Letras e Artes. Para a professora do Departamento de Letras, Laura Cavalcante Padilha, o prêmio é um gesto de reconhecimento ao corpo docente por parte da Universidade. “A primeira coisa que me vem à cabeça é ‘reconhecimento’. A UFF sabe do trabalho de todos e escolhe representantes para agraciar. O que seria um professor sem sua docência? Ele não seria. Por isso é absolutamente importante conceder um prêmio desses”, enfatiza Padilha. A docente está entre os cinco agraciados com o Prêmio de Excelência Científica 2016. Os vencedores do prêmio são escolhidos a partir da indicação de representantes das categorias concorrentes, que determinam a nomeação de acordo com sua trajetória acadêmica durante o ano em questão. Uma das novidades desta edição, no entanto, funciona de outra maneira. Os prêmios de Tese e Dissertação serão concedidos aos melhores trabalhos de conclusão defendidos e aprovados em programas de mestrado  e doutorado da UFF no ano anterior à premiação. Neste caso, a indicação parte dos próprios alunos, que torcem para serem selecionados. As comissões julgadoras são indicadas pela Proppi e são compostas por um coordenador docente da instituição e especialistas da comunidade externa. Um dos ganhadores foi o aluno Érick Oliveira Rodrigues, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Computação. Sua dissertação foi apresentada como um dos requisitos para o mestrado em Ciências no campo da Computação Visual e ganhou o prêmio na categoria Ciências Exatas e da Terra e Engenharias. Para Rodrigues, a premiação serve de incentivo aos graduandos. “Isso nos estimula a manter o empenho ou a se debruçar ainda mais na questão a ser resolvida, tentando fazer um bom trabalho e não apenas um trabalho com a finalidade de se graduar”, afirma. Além disso, o pós-graduando entende que o prêmio deveria se estender ainda mais. “Acho que poderia ser expandido, de repente até em uma aliança com empresas e o mercado. Não adianta só pensar na teoria e não haver um resultado prático. Acho que o Brasil perde muito porque muitas questões não saem da parte teórica”, enfatiza. Prêmio UFF de Inovação O Prêmio de Inovação é mais uma novidade em 2016, pois a partir de agora será oferecido anualmente. Tanto professores como alunos puderam concorrer em categorias distintas: Inovação Mercadológica e Desenvolvimento Social. O objetivo desta premiação é reconhecer as iniciativas inovadoras que existem dentro da UFF. A Universidade também oferece um incentivo inicial aos envolvidos nos projetos com o programa de bolsas PIBITI/PIBINOVA, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq. “A UFF tem suas atividades de inovação para além desse programa de bolsas, mas a partir do momento que ele existe, nós começamos a reconhecê-las realmente”, destaca o Diretor da Agência de Inovação, Thiago Renault, um dos criadores do prêmio. São duas categorias: uma com foco no mercado de trabalho e outra com foco social, com um vencedor em cada uma delas. A banca julgadora foi formada por profissionais com bolsa de produtividade na área de inovação de outros estados do país. Para Renault, o fato dos participantes da banca não serem da UFF também ajuda em outra questão: “Nós pretendemos dar visibilidade aos trabalhos que existem na universidade. Quando o jurado lê sobre o projeto para fazer seu julgamento, ele fica sabendo do que está acontecendo aqui dentro da instituição”, aponta. O pró-reitor da Proppi, Roberto Kant, entende que a universidade é um lugar onde, do ponto de vista institucional, o mérito é o que estrutura a vida acadêmica. “Todo ano queremos promover aqueles que se destacaram nos seus trabalhos, tornar isso público e mostrar a sua relevância, pois está sendo julgado por profissionais que não pertencem à nossa comunidade universitária. Também estamos prestando conta à sociedade, que é quem nos sustenta”, conclui. Os premiados de 2016 foram: Prêmio UFF de Inovação Inovação Mercadológica Professor Eduardo Ariel Ponzio Departamento: Físico-Química Inovação Social Professor Pedro Heitor Barros Geraldo Departamento: Segurança Pública Prêmio UFF de Teses e Dissertações Ciências Agrárias, Ciências Biológicas e Ciências da Saúde - Ciências da Vida Dissertação Nicolly de Lima Petito Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas a Produtos para a Saúde Orientador: Kátia Gomes de Lima Araujo Tese Felipe Gomes F. Padilha Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária (Clínica e Reprodução) Orientador: Ana Maria Reis Ferreira Ciências Exatas e da Terra e Engenharias Dissertação Érick Oliveira Rodrigues (link is external) Programa de Pós-Graduação em Computação Orientador: Aura Conci Tese José Ricardo da Silva Junior (link is external) Programa de Pós-Graduação em Computação Orientador: Esteban Walter Gonzalez Clua e Leonardo Gresta Paulino Murta Ciências Humanas, Ciências Sociais, Ciências Sociais Aplicadas e Linguística, Letras e Artes Dissertação Talitha M. Amaral Rocha Programa de Pós-Graduação em Antropologia Orientador: Edilson Márcio Almeida da Silva Tese Thiago C. Pessoa Lourenço Programa de Pós-Graduação em História Orientador: Hebe Mattos Prêmio UFF de Excelência Científica Ciências Agrárias, Ciências Biológicas e Ciências da Saúde - Ciências da Vida Professor Renato Crespo Pereira Departamento: Biologia Marinha Unidade: GBM Ciências Exatas e da Terra e Engenharias Professora Andréa Latge Departamento: Física Unidade: Física Ciências Humanas, Ciências Sociais, Ciências Sociais Aplicadas e Linguística, Letras e Artes Professora Laura Cavalcanti Padilha Departamento: GLE/ SRI Unidade: Instituto de Letras
Laboratório de Geometria da UFF democratiza o ensino da MatemáticaCom a disponibilidade de tecnologias cada vez mais atrativas, fazer com que os alunos se concentrem no que está sendo ensinado é atualmente um dos maiores desafios para os professores em sala de aula. E se a disciplina em questão for a Matemática, complexa para grande parte dos alunos, esse desafio se torna ainda maior. Focado nessa questão, o Laboratório de Ensino de Geometria (LEG) da UFF propõe formas de dinamizar o ensino, através de situações motivadoras, como jogos e recreações. Segundo a coordenadora do laboratório, Ana Kaleff, “o educador matemático educa pela matemática, e não para ela”. A professora fez parte do grupo de docentes do Instituto de Matemática e Estatística (IME) que, em 1988, passou a desenvolver projetos de extensão junto a escolas públicas de Niterói. “Esse foi o primeiro passo para, anos depois, surgir o LEG, cujo objetivo sempre foi o de democratizar o conteúdo para que ele se torne mais acessível, levando em conta que o objetivo da escola não deve ser o de formar simples alunos, mas sim cidadãos”, ressalta. Os projetos realizados pelo laboratório são interdisciplinares e integram graduandos do curso de Matemática e professores que atuam em escolas da rede pública. Um dos programas pioneiros do LEG foi o Rede Regional, em que a equipe atuou em cidades do interior do Rio de Janeiro. Na década de 90, foram realizados diversos cursos de longa duração, em mais de 20 municípios, voltados para a capacitação e distribuição do material produzido pelo laboratório, como pesquisas e livros de geometria. Com a entrada na era digital, a equipe do LEG teve a oportunidade de fazer parte do Condigital, projeto criado pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Ministério de Ciência e Tecnologia. Na ocasião, 13 artigos voltados para a educação matemática foram publicados no Portal do Professor, site que tem como objetivo apoiar os processos de formação dos docentes brasileiros por meio de textos e outros conteúdos digitais. Um desses artigos pode ser encontrado aqui. Ainda no âmbito da internet, também está disponível para uso os Conteúdos Digitais para Ensino e Aprendizagem de Matemática e Estatística (CDME). O site, voltado aos alunos, aborda várias áreas da ciência, além de disponibilizar jogos e atividades que podem ser realizados em sala de aula. Por exemplo, após aprender sobre razões trigonométricas, nome dado a algumas das divisões possíveis entre os valores de dois lados de um triângulo retângulo, o estudante tem a oportunidade de testar seu conhecimento através de um jogo em que o internauta precisa calcular os ângulos pedidos. LEGI: o Museu Interativo Itinerante Tudo o que é produzido no LEG é apresentado a alunos de escolas públicas e ao público em geral, por meio de exposições do Museu Interativo Itinerante de Educação Matemática. Em 2006, iniciou-se o projeto Criando o LEGI, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão (Proex). O objetivo era melhorar e ampliar as condições para viabilizar os deslocamentos do museu itinerante. Além disso, houve investimento em novas ferramentas, como as que estão disponíveis no meio digital. Na UFF, as exposições acontecem anualmente na Semana da Matemática, evento do IME, cujo objetivo principal é criar um ambiente onde pesquisadores, professores, educadores e a comunidade discente possam interagir. Por meio de palestras e outras mostras, são divulgadas experiências, inovações e novas áreas de atuação na Matemática e em suas diversas manifestações. Por falta de espaço físico, o Museu não fica exposto de forma permanente. É possível encontrar uma pequena mostra na sala do Departamento de Matemática e também em parte do corredor no quinto andar do Bloco H, no campus do Gragoatá. Além disso, uma programação itinerante é realizada anualmente. Além deste compromisso fixo, há também as mostras itinerantes. Nesse caso, as escolas que desejam receber a equipe podem entrar em contato e agendar uma visita. Em 2011, por exemplo, a equipe foi para a cidade de Araras, no estado de São Paulo. A realização da exposição foi possível pela mediação com a Secretaria de Educação do município, como geralmente acontece. O museu também já foi recebido pela Universidade de Brasília (UnB). A edição de 2016 contou com a visita de mais de 2000 pessoas. Diversas escolas marcaram presença, como o Instituto Benjamin Constant e o Colégio Pedro II. Eles puderam interagir com materiais didáticos dinâmicos, como quebra cabeças planos especiais com as formas geométricas sendo bem destacadas. As peças são divididas em “ilhas” de acordo com o conteúdo que representam. No início de 2012, o museu já contava com mais de cem temas matemáticos. “Em uma de suas mostras, os visitantes encontram uma diversidade de artefatos modeladores de situações matemáticas para serem manipulados, os quais são separados por tema ou conteúdo. Como a democratização do conteúdo desenvolvido no laboratório é a prioridade, as peças são produzidas com materiais de baixo custo ou reciclados”, destaca Kaleff. Vendo com as Mãos: educação inclusiva Desde 2008, as atenções do LEG se voltaram à educação inclusiva, com o ensino da Geometria de maneira eficiente e dinâmica para alunos com deficiência visual. O projeto Vendo com as Mãos consiste na adaptação de todas as peças que são comumente expostas no Museu. A inclusão vai além do uso de braile, sistema de leitura inventado por Louis Braille. Texturas variadas e materiais apropriados para o estímulo da percepção tátil são encontrados em todas as peças expostas. Os artefatos já adaptados foram antes testados por alunos do Instituto Benjamin Constant, tradicional instituição de ensino para deficientes visuais do Rio de Janeiro. A partir da aprovação dos recursos didáticos por esses alunos, eles puderam ser aplicados em outras escolas, como no Colégio Pedro II. O público alvo, alunos que possuem algum tipo de deficiência, recebe não só atenção direta da equipe do projeto, mas de seus professores, que também recebem instruções para uma melhor realização das atividades, podendo aplicar em suas próprias salas de aula. Entre os materiais já produzidos pelo laboratório, incluem-se livros didáticos sobre educação inclusiva, totalmente disponíveis na internet. Além disso, no Museu do LEG existe uma biblioteca com volumes infantis impressos em braile e uma das seções é destinada exclusivamente a material didático para o ensino deste alfabeto. Para outras informações sobre o Laboratório de Ensino de Geometria, acesse o link: http://leguff.weebly.com
UFF de Petrópolis e Prefeitura juntas na prevenção aos desastres naturaisA Universidade Federal Fluminense tem como um dos seus principais objetivos a integração entre seus cursos e a realidade das comunidades nas quais eles se inserem. Essa é uma preocupação comum a todos os "campi" localizados fora de Niterói. No caso de Petrópolis, atualmente, a unidade está envolvida na solução de um problema grave que afeta a região: os desabamentos. O campus de Petrópolis foi inaugurado em novembro de 2015 com o curso de Engenharia de Produção. Logo na primeira semana de aulas, docentes e discentes foram convidados a participar do Simpósio Municipal de Redução de Desastres Naturais. O evento foi promovido pela Prefeitura e fez parte da 2ª Semana Municipal de Redução de Desastres Naturais. Ali, representantes das secretarias nacional, estadual e municipal de Defesa Civil discutiram e apresentaram soluções de prevenção a essas catástrofes. Durante o Simpósio, o coordenador do curso da UFF, Moacyr Figueiredo, apresentou aos participantes a Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP), uma abordagem na qual os estudantes lidam com questões interdisciplinares e são desafiados a tomarem decisões sozinhos e em equipe. O tema “Desastres Naturais em Regiões Serranas” foi o escolhido para o projeto piloto baseado na ABP e será executado em três fases: pesquisa bibliográfica, de campo e um projeto final de intervenção a ser apresentado pelos estudantes. A nossa proposta é que no futuro outras unidades da Universidade também se envolvam nas atividades", revela a diretora do campus, Marcelle de Sá Guimarães. Atualmente, os alunos do segundo período estão finalizando a segunda etapa do processo. A metodologia apresentada por Figueiredo despertou o interesse das autoridades locais, que viram uma oportunidade de parceria técnica com a UFF. Desde então, a Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Petrópolis vem apoiando efetivamente o projeto, o que facilita a discussão dos problemas pelos quais a cidade passa. Esse foi o primeiro passo para o início de outra parceria da UFF e da Prefeitura: o Centro de Inovação e Operações em Desastres em Regiões Serranas, CiopSerra, proposto pelo atual prefeito do município, Rubens Bomtempo. “Os resultados servirão não só à cidade imperial, mas também a toda a Região Serrana. Através de projetos de ensino, pesquisa e extensão, a finalidade principal do centro é estudar e propor soluções inovadoras”, afirma a diretora do Campus, Marcelle de Sá Guimarães. O Centro de Inovação e Operações em Desastres em Regiões Serranas também utiliza a ABP como metodologia. As ações e os problemas relacionados aos desastres na serra serão analisados por equipes que incluem profissionais da UFF, alunos e professores do Departamento de Engenharia de Produção, do governo e do segundo e terceiro setores, que farão a identificação, organização e priorização das questões que poderão virar projetos a serem desenvolvidos no centro.  Para cumprir seu objetivo principal, os estudos e aplicações do CiopSerra são guiados por três eixos de atuação: Gestão, Ferramentas de Suporte a Decisão e Tecnologias. Cada um tem suas funções, separadas por temas distintos, mas que se relacionam e se complementam. Essa estrutura permite, a partir dos problemas selecionados e orientados, que os projetos do Centro sejam desenvolvidos e executados, respeitando sua característica multidisciplinar e facilitando a participação dos setores envolvidos.   Gráfico mostra a integração dos diversos setores que atuam na prevenção de desastres   A Prefeitura de Petrópolis também firmou recentemente uma parceria com a Agência de Cooperação Internacional do Japão, Jica, especializada em mapeamento de risco, possibilitando que os técnicos envolvidos no projeto aprendessem, por exemplo, a metodologia usada pelos japoneses. Segundo Figueiredo, “foram instalados nas encostas cem prismas - equipamentos capazes de prever deslizamentos de terra e que poderão ser aproveitados pelo centro. A ideia é tornar a cidade uma referência no Brasil na questão da prevenção”, explica Figueiredo. A assinatura do documento que cria oficialmente o CiopSerra foi realizada na última segunda-feira, dia 5, na Escola de Engenharia da UFF de Petrópolis. Estavam presentes, além da diretora da unidade, o Procurador-Geral, Marcus Vinicius de São Thiago, representando o prefeito, o Secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, e o Reitor da Universidade, Sidney Mello. De acordo com a diretora Marcelle, o Centro de Inovação foi proposto através de um termo aditivo ao Convênio anteriormente firmado entre a UFF e a Prefeitura de Petrópolis em 2014, que garantia a implantação de um novo Campus, inaugurado no ano seguinte. “A nossa proposta é que no futuro outras unidades da Universidade também se envolvam nas atividades. É um tema muito amplo e envolve muitos conhecimentos”, conclui.
Alunos da UFF Volta Redonda ensinam a população como administrar orçamentoAlunos da UFF de Volta Redonda se uniram para criar o projeto Educação Financeira para a Sociedade. Com a coordenação do professor Júlio Meirelles, tem o objetivo de ensinar à população local sobre como organizar suas contas e ter tranquilidade orçamentária no final do mês. A atividade nasceu em 2010 durante as aulas de Contabilidade Gerencial, do curso de graduação em Ciências Contábeis. Tudo começou com um grupo de estudos e um núcleo de pesquisas sobre orçamento familiar. O projeto tem como público-alvo os moradores de Volta Redonda, que participam dos encontros realizados em escolas, igrejas, associações de bairros e empresas da região interessadas em atualizar seus funcionários. As palestras são proferidas por Júlio Meirelles e também pelos alunos participantes. O intuito é mostrar a importância de fazerem o dinheiro trabalhar para elas e não o contrário. “Este conceito mostra uma relação essencial que permite as manifestações sociais de compra e venda e que pode facilitar em muito a vida dos indivíduos. O ideal é aprender a viver com o dinheiro, estabelecendo limites. Além disso, poupar e utilizar os instrumentos bancários que permitem um futuro melhor para os cidadãos”, explica o professor. A motivação inicial para o desenvolvimento do projeto partiu de uma discussão em sala de aula, quando um dos graduandos abordou a questão do planejamento financeiro nas famílias. A partir de então, foram realizadas pesquisas com a comunidade local. Em uma delas, mais de 80% dos entrevistados não entendiam o conceito de orçamento familiar. Segundo Meirelles, a disseminação deste conhecimento é fundamental. “Se um cidadão colocar uma pequena quantia no banco mensalmente, em 20 anos ele terá um bom retorno financeiro”, exemplifica. Atualmente, a equipe conta com 30 membros do corpo discente, que trabalham de maneira voluntária. Eles são responsáveis por organizar os eventos, pelo apoio técnico e pesquisa, além de ministrarem palestras. Os alunos se envolvem totalmente. “Nos dividimos em grupos e, de acordo com o cronograma, desenvolvemos as atividades sob a orientação de Júlio Meirelles. Temos autonomia para realizar a programação e o professor nos dá um direcionamento”, destaca Alessandra Simão, já graduada em Ciências Contábeis pela PUVR e coordenadora das equipes de trabalho do Educação Financeira para a Sociedade. Levar o projeto para os outros campi da UFF é um dos planos que os membros do grupo almejam para 2017. Os alunos pretendem, também, criar um canal no YouTube, com vídeos educativos. A intenção da equipe é alcançar novos públicos, como estudantes dos ensinos fundamental e médio, idosos e produtores rurais da região. Para isso, pesquisam um novo formato de material a ser utilizado nas apresentações. A última palestra ocorreu nos dias 21 e 22 de junho, na Fundação Beatriz Gama, em Volta Redonda, abrigo que acolhe crianças e adolescentes em situação de risco e também promove diversos cursos profissionalizantes (http://www.portalvr.com/fbg/index.php/10-interno/37#). Ciências Contábeis recebe nota máxima O curso de Ciências Contábeis do Instituto de Ciências Humanas e Sociais de Volta Redonda, onde o projeto se insere, recebeu nota máxima (cinco) pela recente avaliação do MEC. De acordo com Meirelles, esta classificação é reflexo do empenho do corpo docente. “Os professores trabalham com os alunos de forma diferenciada, sempre tentando proporcionar subsídios para projetos e pesquisas. Além disso, a maioria deles veio da área técnica, empresarial e contábil, o que permite um ensino de qualidade permeado pela prática profissional”. Os alunos também se destacam no cenário acadêmico, reafirmando a qualidade do curso. Um exemplo disso é a graduanda do sétimo período, Natália Rangel de Souza Boechat. Ela recebeu um certificado de mérito pelo Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro, CRCRJ, por ter alcançado um dos sete maiores coeficientes de rendimento entre as instituições de Ensino Superior do Estado do Rio de Janeiro, no ano de 2014. O professor Júlio Meirelles também é responsável pelo Núcleo de Pesquisa em Ciências Contábeis e pelo grupo de pesquisa de Análise de Risco em Controladoria, que apresentam uma proposta pedagógica inovadora e desafiadora. Os dois projetos integram o currículo do curso, possibilitando a formação e capacitação dos estudantes na área de recursos humanos, com o objetivo de atender a demanda educacional e mercadológica. Para acompanhar as atividades do projeto Educação Financeira para a Sociedade, acesse a página no Facebook.
Projeto da Engenharia Agrícola ganha prêmio SebraeO estudante de Engenharia Agrícola da UFF, Michael Cimbra Santiago, participou da coordenação do projeto “Agricultura familiar contribuindo para a segurança alimentar”, implementado na cidade de Magé, Rio de Janeiro, conquistando com a iniciativa o 9º Prêmio Sebrae de Empreendedorismo. O trabalho concorreu, este ano, pela categoria Pequenos Negócios no Campo. O objetivo era promover uma nova filosofia, baseada no uso de novas tecnologias e práticas de produção orgânica, orientadas pela Federação Internacional dos Movimentos Agrícolas. Mudar a cultura convencional agrícola para um método de produção limpa (orgânica/agroecológica) proporcionaria mais qualidade de vida e uma agricultura sustentável. O projeto do estudante unido às ideias do então secretário de Agricultura do município, Aloísio Sturm, possibilitaram a realização do projeto.  Segundo Michael, uma das soluções propostas para a mudança do tipo de agricultura em Magé foi a implementação do Programa Municipal de Preparo de Solo, da Secretaria de Agricultura Sustentável (SMAS). Foram realizados 2.565 atendimentos no período de agosto de 2012 a dezembro de 2014. Com isso, mais de 20 quilômetros foram preparados adequadamente para o plantio limpo, produzindo 28 mil toneladas de alimentos. [...] os agricultores estavam sempre muito ávidos a aprender e melhorar a condição deles”, enfatiza a professora Débora Candeias. O grande diferencial do projeto “Agricultura familiar contribuindo para a segurança alimentar” foi a criação do Centro de Pesquisa e Treinamento em Agroecologia (CEPTA). Como o nome diz, é um local de demonstração das técnicas e tecnologias empregadas na agricultura, além de desenvolver pesquisas de interesse da comunidade. “O CEPTA se tornou um ponto de apoio para os agricultores da cidade.  Antigamente, eles usavam até material genético sem saber se funcionaria”, relata o aluno. A chegada do centro também ajudou no fortalecimento da economia local de forma sustentável e influenciou diretamente as principais culturas do município, como banana, aipim, inhame, maracujá, entre outras. Nasceu na cidade a Feira da Agricultura Familiar de Magé em busca do fortalecimento e visibilidade a fim de mostrar o valor desse tipo de agricultura no município. Os agricultores, num primeiro momento, estranharam o uso de uma nova tecnologia, mas logo se mostraram interessados em aprender mais. É o que conta a professora Débora Candeias, orientadora no projeto. “Tudo que é novo nem sempre é visto ou recebido de imediato. Mas, os agricultores estavam sempre muito ávidos a aprender e melhorar a condição deles”, conclui. O cuidado com a saúde dos produtores locais foi essencial para atraí-los para o projeto. Foram feitos exames clínicos laboratoriais em pelo menos 115 produtores rurais da região. Desse número, 75% dos trabalhadores apresentaram um alto índice de contaminação, sendo 10% já com o diagnóstico de câncer. A exposição aos agrotóxicos e pesticidas usados durante a cultura pode acarretar em graves doenças. Por esse motivo, eles puderam ver a importância de uma agricultura limpa. O aluno Michael Santiago usou o trabalho como período de estágio exigido para o término da faculdade e conta que pôde crescer muito profissionalmente. “A experiência foi maravilhosa. Eu tinha pouca prática em estruturação de projetos e muito conhecimento teórico. Tive que me dedicar e relembrar todos os conceitos aprendidos durante a faculdade – inclusive pedindo ajuda aos professores – para organizar o diagnóstico de elaboração do projeto que ganhou o prêmio Prefeito Empreendedor”. O prêmio Prefeito Empreendedor foi criado pelo Sebrae, em 2001, com o objetivo de reconhecer e contemplar a capacidade administrativa de gestores públicos e valorizar iniciativas bem-sucedidas de apoio a micro e pequenos negócios. Os projetos inscritos devem representar uma contribuição efetiva à modernização da gestão pública e ao desenvolvimento econômico e social dos municípios. A Agroecologia é a ciência que estuda os princípios que mais se adaptam à sustentabilidade dos modos de produção, sendo a agricultura orgânica um desses modos. Chamamos de convencional a agricultura que se utiliza de produtos químicos como agrotóxicos e fertilizantes químicos. Tanto a Agroecologia quanto a Orgânica são métodos limpos de produção, ou seja, não utilizam produtos químicos no plantio. 
Instituto de Computação ganha seu segundo prédioOs cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação da UFF terão brevemente à sua disposição um novo prédio. A inauguração oficial do Instituto de Computação (IC) está marcada para maio. Os dois cursos estão entre os melhores do país nessa área. No primeiro semestre de 2016, ambos receberam mais de 500 inscritos para as vagas oferecidas pelo Sisu.  Criado em 1998, o instituto vem, desde então, lutando pela ampliação de seu espaço, que se resumia na metade do andar de um prédio no Campus da Praia Vermelha. Até 2014, quando foi inaugurado o primeiro prédio da unidade, as atividades dos cursos eram alocadas em blocos também do Campus do Valonguinho. "Sem um lugar próprio, as disciplinas eram em conjunto com outros cursos da universidade”, conta o diretor José Henrique Carneiro. O layout de cada pavimento é adequado às necessidades do instituto”, conclui Marcia Bustamante, coordenadora de Arquitetura da Saen. A construção da unidade funcional de salas e laboratórios faz parte do Plano de Desenvolvimento Institucional, o PDI. Apresentado em 2010, busca aumentar o número de vagas e a qualidade na graduação e na pós-graduação. De acordo com Márcia Bustamante, coordenadora de Arquitetura da Superintendência de Arquitetura e Engenharia (Saen), foram adotadas “plantas livres para favorecer a flexibilidade da organização dos espaços internos. Desse modo, o layout de cada pavimento é adequado às necessidades do instituto”. O projeto foi financiado pelo Reuni, com administração de recursos feita pela Fundação Euclides da Cunha da UFF. No total são 5.130,51 metros quadrados de área construída. O edifício conta com salas individuais para os professores e alunos de pós-graduação, mais dois andares completos de salas de aula e um auditório. Também possui um grande salão de estudos climatizado, com espaço para trabalhos em grupo e que pode ser usado por todas as unidades do campus. O novo prédio atende às exigências da Lei Federal n° 10.098/2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a acessibilidade de pessoas deficientes ou com mobilidade reduzida. A iniciativa está, por exemplo, na inclusão de rampas localizadas na frente dos prédios ou, até mesmo, entre eles. A acessibilidade também se estende ao mais novo auditório do Campus da Praia Vermelha, com capacidade para 154 lugares. Possui, também, um elevador para cadeirantes terem acesso ao palco. Assim como o diretor José Henrique Carneiro, os alunos comemoram a inauguração. O diretório acadêmico também ganhou uma sala e mais ampla. “O ambiente de convívio agora nos permite ampliar a programação do Acolhimento Estudantil”, diz Carlos Alberto Teixeira, aluno de Ciência da Computação. Os calouros conheceram seus veteranos e puderam até jogar videogame com eles no local, antes mesmo da inauguração. Os estudantes também vão ser beneficiados com laboratórios de pesquisa e de ensino. São salas de aula práticas com cerca de 30 estações computadorizadas. Nos laboratórios de pesquisa os alunos de pós-graduação, mestrado e doutorado, poderão aperfeiçoar seus estudos. Os demais cursos da universidade também poderão utilizar os laboratórios da unidade. Atualmente, o Instituto de Computação conta com 65 professores, que atendem cerca de 500 alunos presenciais. Além disso, o prédio abriga as coordenações das graduações e salas de tutoria do curso à distância Tecnologia em Sistemas de Computação, que apoia 2.400 estudantes. O IC está localizado na Rua Professor Edmundo March, s/n, Campus da Praia Vermelha, São Domingos, Niterói.
Turismo social é oferecido a servidores e alunos da UFFCom o objetivo de estimular a integração e socialização da comunidade acadêmica fora do ambiente institucional, o professor Bernardo Lazary Cheibub, da Faculdade de Turismo e Hotelaria da UFF, lançou o projeto Turismo Social. A proposta é oferecer excursões gratuitas para servidores e alunos da universidade, que comprovem baixa renda, como forma de  proporcionar-lhes um dia inteiro de lazer e entretenimento na cidade de Niterói. A idealização do projeto teve início em 2014 quando a PROGEPE, Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas, solicitou ao professor dois bolsistas para a área de Atenção Integral a Saúde e Qualidade de Vida do Servidor. Foi então que, envolvidos nesse departamento, surgiu a possibilidade de realizar o Turismo Social. “Tivemos a ideia de montar um projeto que pudesse proporcionar qualidade de vida através da experiência turística”, conta Cheibub. Tivemos a ideia de montar um projeto que pudesse proporcionar qualidade de vida através da experiência turística”, conta Cheibub. Após a fase inicial de organização e planejamento, foi, no ano seguinte, em 2015, que o projeto se concretizou. O programa teve rápida aceitação pela PROAES, Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, que concedeu cinco bolsas para sua realização. Além disso, outros estudantes aderiram ao projeto de forma voluntária. Com o lema O melhor de uma cidade em um dia, o objetivo do turismo social é proporcionar experiências turísticas a alunos e servidores que, por falta de condições, não conhecem os atrativos da cidade. Niterói foi a cidade escolhida para iniciar o projeto porque além de ser o local onde a UFF tem sua sede, também concentra o maior número de servidores e estudantes. Embora muitos deles passem bastante tempo na cidade ainda não a conhecem. O professor Bernardo Cheibub explica que “o fato do passeio ser num único dia facilita para as pessoas, pois, elas não têm necessidade de terem outros gastos, o que encareceria o passeio. Dessa forma, o turismo fica mais acessível”, enfatiza. As vagas dependem da quantidade de lugares disponíveis no ônibus. De acordo com o professor, houve uma grande procura e a participação na primeira experiência preencheu o número total de assentos”. Como forma de facilitar a escolha, no caso de haver mais inscrições do que vagas, a equipe preparou um processo de seleção com pré-requisitos. A prioridade é dada às pessoas de baixa renda, com problemas de saúde causados no ambiente do trabalho - doenças psicossociais, pela função que exerce - ou pessoas com necessidades especiais. No caso de vagas disponíveis, abre-se espaço para acompanhantes (cônjuge e/ou filhos). Segundo Cheibub, “existem vários fatores que afastam as pessoas dessa experiência turística que as impedem de conhecer novos lugares. Elas até sabem da existência dos pontos turísticos da cidade, mas questões econômicas, sociais, políticas e até mesmo culturais não lhes permitem visitá-los. Proporcionar essa vivência é o que mais nos importa”. O projeto realizou seu primeiro passeio no sábado, dia 30 de janeiro. O roteiro incluiu os principais pontos turísticos de Niterói. Segundo Cheibub, para manter o baixo custo, o projeto conseguiu entradas gratuitas ou a preços reduzidos nos locais visitados e transporte utilizado foi o BusUff. Além disso, a NelTur, empresa de turismo da Prefeitura de Niterói, disponibilizou um guia para o grupo. Os participantes visitaram lugares como a Fortaleza de Santa Cruz, o Solar do Jambeiro e o Caminho Niemeyer. “A ideia é expandir a experiência para outras cidades próximas, como Teresópolis e Cabo Frio, e fazer dois passeios por semestre”, diz o coordenador. A próxima viagem está prevista para o mês de maio. Os interessados podem inscrever-se no site www.turismosocialuff.wix.com/turismosocialuff ou pelo Facebook do projeto.
Projeto da UFF incentiva o cicloturismo em NiteróiO aumento do uso de bicicletas tem gerado consequências em diversos setores da sociedade, entre eles, o turístico. O cicloturismo já é uma modalidade bem difundida entre os amantes do ciclismo. E, nos últimos anos, vem ganhando espaço um novo tipo: o urbano. Embarcando nessa vertente, a professora Fátima Priscila Morela Edra criou o PedalUFF-tur. O projeto começou em sala de aula pela disciplina Turismo e Transportes, lecionada pela professora. Seu objetivo na época era incentivar seus alunos a refletirem sobre transporte e seus efeitos no turismo, contemplando Niterói. “Desafiei os alunos a se dividirem em equipes e apresentarem uma proposta sobre a mobilidade de turistas e residentes para o lazer na cidade, usando para isso o plano da prefeitura”. Embora o projeto cicloturístico não esteja ligado diretamente a órgão público municipal, a Faculdade de Turismo e Hotelaria da UFF estabeleceu um termo de cooperação com o Programa de Mobilidade da Prefeitura através da Coordenação do Niterói de Bicicleta. O acordo foi solicitado por ambos os lados, e prevê que o município conceda a infraestrutura enquanto que o projeto indicará o que na cidade deverá ser aperfeiçoado e adaptado para o ciclista. Desde a criação do projeto de requalificação urbana (http://urbanismo.niteroi.rj.gov.br/oucareacentral/), em 2013, a prefeitura procura incentivar moradores a usar a bicicleta como meio de transporte urbano. Para isso, estão sendo construídas ciclovias, bicicletários e outras estruturas que também podem ser utilizados pelo cicloturista. Essa estrutura urbana implantada pela prefeitura foi o primeiro passo para realização do PedalUFF-Tur. O plano abrange rotas cicloviárias nas regiões central e sul da cidade, “exatamente onde estão os pontos turísticos de maior relevância”, enfatiza Edra.         A motivação foi levar a teoria para fora da sala de aula, dando liberdade aos alunos de colocarem em prática o que há de mais atual no cenário ciclístico”, segundo a professora Fátima. A motivação inicial para o projeto, segundo a professora, foi “levar a teoria para fora da sala de aula, dando liberdade aos alunos de colocarem em prática o que há de mais atual no cenário ciclístico”. Assim, Edra começou a fazer contato com representantes da Bike Anjo, Transporte Ativo, Neltur e Via Pedal, que se interessaram pela ideia do projeto e vieram até a UFF conversar com a turma. Os encontros resultaram no interesse dos alunos por artigos, matérias online, vídeos e outros materiais relacionados ao assunto. E, em 2014, na Mostra de Inovação de Metodologias da UFF, a professora apresentou a proposta sobre sua disciplina Turismo e Transportes e se surpreendeu com o retorno positivo do público. A aceitação ocasionou a transformação da matéria em um projeto de desenvolvimento acadêmico. De acordo com a coordenadora do projeto, as pesquisas identificaram um grande potencial cicloturístico em Niterói. Por aqui circula, diariamente, cerca de 1 mil ciclos (skates, bicicletas e triciclos), sendo 90% de bicicletas. Por meio desse transporte, os visitantes e moradores conseguem fazer seus passeios turísticos sem necessidade da presença de um guia. Ao constatarem que o maior número de visitantes vem do Rio de Janeiro - moradores da cidade e turistas - os participantes do projeto foram até lá para pesquisarem o perfil do seu público alvo. Durante a pesquisa, além de conhecerem  muitos ciclistas que já pedalaram por aqui, descobriram que muitos ainda não sabiam da gratuidade das barcas para eles. A etapa seguinte foi realizar a montagem dos roteiros e a verificação dos níveis de dificuldade – tipo de estrada, sinalização, estrutura para o ciclista estacionar, inclinações das vias e segurança. Quatro tipos de roteiros cicloturísticos foram traçados, incluindo o Centro Histórico (Espaço cultural dos Correios, Teatro Municipal e outros), o Caminho Niemeyer, a Orla Marítima e Museus (MAC, Janete Costa, Solar do Jabeiro e do Ingá).  Os roteiros estão disponíveis no site http://pedalufftur.blogspot.com.br/, onde também são encontrados o mapa da cidade e todos os pontos turísticos da cidade. Recentemente, o grupo responsável pelo projeto na UFF e a Empresa de Lazer e Turismo de Niterói (Neltur) se uniram numa parceria para criarem um roteiro cicloturístico, que deverá ser oferecido aos visitantes da cidade, durante as Olimpíadas de 2016. PedalUFF-Tur no Morro do Estado O projeto, que integra os editais de extensão da UFF, possui também uma proposta na área de tecnologia social.  A equipe realizará oficinas no Morro do Estado, em Niterói, com o objetivo de identificar moradores que não saibam andar de bicicleta ou que interromperam a prática por algum trauma e desejam recomeçar. Os interessados contarão ainda com aulas, com início já marcado para o final de janeiro, que abordarão o uso desse meio de transporte no mercado de trabalho. Para auxiliá-los nesta iniciativa, o grupo do PedalUFF-Tur contatou o Bike Anjo. A parceira, autoproclamada “comunidade de ciclistas voluntários”, criou a Escola Bike Anjo (EBA), na qual uma pessoa (o “anjo”) acompanha por algum tempo aqueles que possuem dificuldades na adaptação ao uso diário da bicicleta.  “Iremos ensinar os moradores do local utilizando a metodologia da EBA, ou seja, faremos com que percam o receio de andar de bicicleta, e informaremos sobre a importância e respeito às leis de trânsito.  Além disso, a oficina apresentará formas de empreendimentos com a bicicleta, por exemplo, o food-bike (utilização da bicicleta para comercialização de produtos alimentícios), uma bicicletaria (espaço para conserto e fabricação), ou prestando serviços a lojas”, concluiu a coordenadora.