Categoria
IV Simpósio "Alimentação, Nutrição e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)"A PROEX divulga o IV Simpósio da Faculdade de Nutrição Emília de Jesus Ferreiro, que apresenta como tema central “Alimentação, Nutrição e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)". O evento tem por finalidade promover um espaço de debates, atualizar profissionais, docentes e discentes, integrar e sensibilizar a sociedade em geral, prestadores de serviços, gestores e pesquisadores nas áreas de saúde, nutrição e áreas afins acerca de questões relacionadas, visando a saúde pública, sustentabilidade e qualidade de vida humana. A colaboração também é bem vinda, cada participante deve levar 1kg de alimento não perecível que será doado ao asilo de idosos Cristo Redentor em São Gonçalo. Para mais informações: www.nutrição.uff.br
Workshop Integralização Ensino-ExtensãoA PROEX registrou o Workshop Integralização Ensino-Extensão, organizado pela faculdade de Nutrição, que promoveu debates acerca à Extensão e como a universidade pode compartilhar conhecimentos com a sociedade na prática, mostrando, também, a importância da "indissociabilidade" (o que não se separa) entre a tríade acadêmica de Pesquisa, Ensino e Extensão. Os palestrantes foram a Professora e Pró-reitora de graduação, Alexandra Anastacio, o Professor e Consultor de extensão, Márcio Cataldi e o Coordenador de Intercâmbio e Convênios de Extensão Professor Leonardo Marco Muls, representando o Pró-reitor de extensão, Professor Cresus Vinicius Depes de Gouvêa.
Workshop Integralização Ensino-ExtensãoA PROEX registrou o Workshop Integralização Ensino-Extensão, organizado pela faculdade de Nutrição, que promoveu debates acerca de questões relacionadas à extensão e como a universidade pode compartilhar conhecimentos com a sociedade. Os palestrantes foram a Professora e Pró-reitora de graduação, Alexandra Anastácio, o Professor e Consultor de extensão, Márcio Cataldi e o Professor Leonardo Marco Muls, representando o Pró-reitor de extensão, Professor Cresus Vinicius Depes de Gouvêa.
Workshop Integralização Ensino-Extensão A PROEX em parceria com a Pró-Reitoria de Graduação - PROGRAD, divulga o Workshop Integralização Ensino - Extensão que ocorrerá no dia 05/09 a partir das 14h no Auditório da Faculdade de Nutrição EJF - 4º andar - Campus Valonguinho
Eduff lança guia voltado para profissionais e estudantes de NutriçãoOrganizado pela professora de Nutrição da UFF Gabrielle Rocha, “Guia para o atendimento nutricional de pacientes hospitalizados e ambulatoriais” (Eduff, 2018) é um manual de apoio voltado para estudantes e profissionais da área. Escrito por seis professores de Dietoterapia e de Avaliação Nutricional, a obra reúne as informações mais relevantes discutidas ao longo do curso de Nutrição. Em suas 180 páginas, o guia pretende sanar as principais dúvidas dos alunos sobre atividades práticas da área. Além disso, profissionais de saúde também poderão utilizá-lo como ferramenta de auxílio em seus atendimentos, seja ambulatorial, hospitalar ou domiciliar. Ao passar por diversas temáticas da Nutrição, o livro aborda as principais questões sobre antropometria, composição corporal, exames laboratoriais, semiologia nutricional e muito mais. Saiba como comprar.  
Promoção “Mente sã em corpo são” dá 50% de desconto em livros da EduffComeça nesta terça, 28 de agosto, e vai até 3 de setembro, a promoção “Mente sã em corpo são”, que dá 50% de desconto e frete grátis em 14 títulos de Psicologia e Nutrição da Eduff, comprados no site da editora. Confira a relação dos livros com desconto no site da Eduff.    
Horta Escolar: projeto da UFF integra nutrição e educação ambientalLevar o conhecimento científico ao ambiente escolar é uma marca presente em várias iniciativas da UFF no intuito de aproximar o universo acadêmico e a sociedade. Uma delas é o projeto Horta Escolar, aplicado na Escola Municipal Alberto Francisco Torres, em Niterói, com apoio da Faculdade de Nutrição. O ambiente, em fase de implantação, funcionará como laboratório vivo, permitindo o desenvolvimento de diversas atividades pedagógicas nas áreas de nutrição, biologia e educação ambiental. O projeto Horta Escolar foi idealizado em 2016 pela professora da Escola Municipal Alberto Francisco Torres, em Niterói, Maria José Ribeiro e pela graduanda em Pedagogia, Sandra Butschkau. A iniciativa conta hoje com a participação de estudantes e professores do curso de Nutrição, além de professores do colégio em que o projeto está sendo realizado, da Fundação Municipal de Educação de Niterói (FME) e da UFRJ. Segundo a integrante do projeto e professora do departamento de Nutrição Social, Patrícia Camacho Dias, o objetivo da horta escolar é despertar o interesse e proporcionar aos alunos uma alimentação saudável, livre de agrotóxicos, trabalhando, também, outros valores, como o senso de cooperação e trabalho coletivo nos alunos. “Buscamos aproximar estratégias da Promoção da Alimentação Adequada e Saudável (PAAS) junto a questões ambientais, produzindo novas sociabilidades e significados ao ato de plantar, cuidar e comer”, ressalta. O projeto se ampara no método de pesquisa-ação, possibilitando a construção de novos conhecimentos científicos na universidade a partir do contato com outras realidades sociais e ambientais", Patrícia Henriques. O PAAS é uma diretriz do Ministério da Saúde que tem como objetivo apoiar os estados e municípios brasileiros no desenvolvimento da promoção e proteção à saúde da população, possibilitando um pleno potencial de crescimento e desenvolvimento humano, com qualidade de vida e cidadania, questões fundamentais. Esse trabalho de formação integral no ambiente escolar contribui para a redução da prevalência do sobrepeso e obesidade e das doenças crônicas não transmissíveis entre os alunos. O projeto é planejado para contribuir não só com as expectativas escolares, como também com a construção do conhecimento universitário. “Na fase de preparação, questões como a relevância da estrutura da horta, escolha das mudas a serem plantadas e esboços do próprio espaço foram feitos para alcançar os resultados esperados”, explica a professora do departamento de Nutrição Social e integrante do projeto, Roseane Barbosa. Pelo ponto de vista acadêmico, a Horta Escolar está inserida em um contexto de pesquisa, integrando alimentação saudável com noções de meio ambiente e questões sociais. “O projeto se ampara no método de pesquisa-ação, possibilitando a construção de novos conhecimentos científicos na universidade a partir do contato com outras realidades sociais e ambientais”, enfatiza outra participante da iniciativa, a professora do departamento de Nutrição Social, Patrícia Henriques. Envolvendo alunos de diferentes gerações, do ensino fundamental - a partir dos seis anos de idade - ao Ensino de Jovens e Adultos (EJA) – até os 60 anos –, o trabalho permite que os estudantes assumam um papel ativo, ajudando e lidando diretamente com a horta. “A ideia é que os alunos sejam protagonistas nesse processo. A metodologia utilizada permite que, além de trabalharem na produção, eles também tenham acesso a novos conhecimentos e sejam despertados para hábitos saudáveis de alimentação”, destaca Patrícia Camacho.
Sessão de trabalhos apresentados no Congresso Internacional de Nutrição e no Congresso Brasileiro de EpidemiologiaO Laboratório de Avaliação Nutricional e Funcional da UFF (Lanuff) convida a todos os interessados para a sessão de trabalhos apresentados no Congresso Internacional de Nutrição e no Congresso Brasileiro de Epidemiologia, ocorridos em 2017. Títulos das apresentações: Antropometria e a identificação de diabetes em mulheres adultas do Programa Médico de Família, Niterói, RJ Gasto energético de atividades diárias selecionadas em adultos de Niterói, Rio de Janeiro, Brasil Sub-relato da ingestão energética em amostra probabilística da população adulta brasileira Predição do percentual de gordura corporal a partir de equação derivada com medidas antropométricas de indivíduos atendidos em unidades básicas de saúde de Niterói - Rio de Janeiro, Brasil Não é necessário fazer inscrição e todos são bem-vindos! Mais informações pelo telefone 2629-9846.
PROEX realiza novo curso de BiossegurançaA Faculdade de Nutrição da UFF realizou, no período de 27 a 29 de setembro, sob a coordenação das professoras Renata Frauches M. Coimbra e Maristela S. Lourenço, o “III Curso de Extensão Básico de Biossegurança com Ênfase em Nutrição”. As aulas foram ministradas pela Dr.ª Maria Eveline de Castro Pereira, da FIOCRUZ. O curso teve 25 participantes, dentre os quais destacam-se: alunos de graduação, alunos de pós-graduação, técnicos de laboratório e oficial médico veterinário do Exército. Esta ação de extensão é uma realização da parceria entre UFF e FIOCRUZ/IOC (Convênio de Cooperação Técnica nº 31/2017), bem como da parceria PROEX e PROPPI, visando o desenvolvimento do Programa de Extensão “Sensibilização e Capacitação em Biossegurança da UFF”.
Feira Orgânica da UFF une conhecimento científico e saber popularCriada em outubro de 2016, a Feira Orgânica e Agroecológica da Faculdade de Nutrição acontece toda terça-feira, das 8h às 16h, no campus do Valonguinho, e entrou para a programação não só dos alunos da UFF, mas também da população de Niterói. O que começou como um evento durante a Agenda Acadêmica realizada pela universidade, é hoje um ambiente para venda de produtos orgânicos e, principalmente, para troca de conhecimento entre estudantes e produtores. A definição mais comum de alimentos orgânicos é a que os descreve como aqueles produzidos sem agrotóxicos e defensivos, livres de qualquer substância química. Entretanto, a cultura orgânica vai além disso, ela valoriza questões sociais relacionadas ao meio ambiente, incentiva o trabalho humano - considerando as etapas da produção - e foca a saúde com o estímulo da boa alimentação. Segundo a estudante do 4º período de Nutrição e integrante do Grupo de Pesquisa em Nutrição Funcional (GPeNF), Thalita Vicente, é de suma importância para o nutricionista entender a relação harmônica da natureza com o alimento e a saúde do indivíduo. “Na feirinha orgânica podemos conhecer a origem do que comemos e do que iremos prescrever futuramente, sabendo que está livre de veneno e possibilitando que a agricultura familiar cresça cada vez mais”, explica. Para os produtores, a participação na feira também apresenta muitas vantagens, afinal, além de expor seus produtos, eles recebem orientações técnicas para a melhora dos alimentos oferecidos, como ressalta a Diretora da Faculdade de Nutrição, líder do Núcleo de Pesquisa em Alimentação e Consumo-NUPAC e coordenadora da feira, Alexandra Anastácio. “Nossos alunos os auxiliam, por exemplo, em termos de rotulagem para que eles entendam a importância da informação de nutrientes, orientam também em relação à forma de preparo, alertando para a prática da higiene correta e os riscos na manipulação”. Além do evento em si, realizado toda terça-feira, a parceria insere os expositores no ambiente universitário. Eles participam de diversas atividades e até mesmo aulas práticas junto aos alunos do curso de Nutrição, sobre a temática dos alimentos orgânicos e da agroecologia, sobre as propriedades dos alimentos com base no saber popular. “Nós realizamos juntos uma oficina de plantio orgânico no canteiro localizado atrás do Reserva Cultural. Os produtores trouxeram conhecimentos que não são comuns na área acadêmica e que fazem a diferença na formação dos alunos”, relata Alexandra. A interação dos produtores com a Nutrição, também se dá nos eventos anuais que a faculdade realiza. Tanto o Arraiá Saudável como o Natal Saudável contam com a presença da feirinha. “A participação deles nesses momentos é importante não só para difundir conhecimento acerca dos alimentos orgânicos, mas também em função do alcance permitido pela presença de estudantes de diversos cursos, que nem sempre têm contato com nosso projeto”, destaca Alexandra. Para os alunos, a realização desse trabalho no ambiente universitário é uma forma de aproximar a teoria da prática, conhecendo melhor os alimentos e suas propriedades, como ressalta a graduanda do 4º período de Nutrição, Gabriella Vidal. “Na feira, podemos ver o empenho e dedicação dos pequenos produtores para ofertar uma alimentação melhor e de qualidade, livre de agrotóxicos e isso nos incentiva a comer melhor e de forma saudável, e a buscar sempre alimentos que façam bem para o nosso organismo”, afirma. O impacto da feira agroecológica tem ido além dos muros da universidade. Além de incentivar a alimentação orgânica, o projeto tem assumido seu compromisso junto à população de Niterói. Localizada no campus do Valonguinho, no centro de Niterói, a iniciativa recebe como clientes os moradores do entorno e também abre espaço para escolas da região. “Nós temos visitas de alunos do ensino médio da cidade, que vêm conhecer o projeto e participar de exposições que explicam questões como a agroecologia, o consumo orgânico e a importância dos pequenos produtores”, esclarece a coordenadora. A influência da iniciativa pode ser percebida não só no consumo consciente, mas também na atitude dos estudantes, que têm assumido um papel de multiplicadores desses conhecimentos. Alexandra Anastácio ressalta: “o plantio dos próprios temperos em casa com hortas urbanas, o fomento à boa alimentação como promoção de saúde e até o aproveitamento integral dos alimentos, por exemplo, tem sido recorrente nas pesquisas desenvolvidas pelos alunos e também em suas rotinas pessoais”. Em um trabalho de análise sensorial realizado no térreo da Faculdade de Nutrição, a graduanda Thalita buscou demonstrar o benefício da prática de aproveitamento integral. “Quando jogamos a casca do alimento fora, estamos também deixando de consumir diversos nutrientes e nos privando de experimentar receitas maravilhosas. Podemos criar receitas sustentáveis e que ficam deliciosas, como um bolo de aproveitamento integral da banana, por exemplo, em que a massa é constituída também pela casca e foi totalmente aceito nesse evento”, relata. Em função do sucesso do projeto, em breve na Faculdade de Nutrição será inaugurado o Núcleo de Estudos em Agroecologia, que tem o objetivo de desenvolver novas pesquisas com alimentos orgânicos. O espaço será destinado aos estudantes e professores que realizam análises microbiológicas e de composição físico-químicas, por exemplo. Além disso, segundo a coordenadora, também está prevista a ampliação do laboratório de alimentos, contribuindo ainda mais para a expansão desse campo.
Pesquisa da UFF comprova a relação entre distúrbios mentais e alimentaçãoUma boa alimentação é essencial para nossa saúde, mas o que poucas pessoas sabem é que os alimentos que consumimos também podem se relacionar ao desenvolvimento de distúrbios mentais, principalmente nos primeiros anos de vida. Desde 2002, o Laboratório de Plasticidade Neural (LPN) da UFF, vinculado ao Programa de Pós-graduação em Neurociência, realiza pesquisas sobre o desenvolvimento do sistema nervoso central (SNC) e trabalha também com nutrição experimental, através de testes para avaliar os efeitos causados por dietas. Contando atualmente com professores da UFF, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e estudantes da pós-graduação e da iniciação científica, o LPN iniciou suas atividades em 1994. Desde então, o objetivo é construir conhecimento acerca da natureza das condições normais e patológicas do desenvolvimento neural dos indivíduos, inclusive durante a formação do feto na gravidez. Nesse sentido, os projetos em andamento abordam questões centrais para a boa evolução desde o ventre materno com o propósito de evitar distúrbios, deficiências mentais e doenças neurodegenerativas. A má nutrição pode produzir quadros de atraso do desenvolvimento que limitarão de forma permanente o desempenho da criança e do adolescente, diz Serfaty. O professor e chefe do laboratório, o neurocientista Claudio Alberto Serfaty, realiza pesquisas na área de desenvolvimento cerebral há mais de 30 anos. Segundo o docente, que pesquisa o cérebro humano desde a iniciação científica, o interesse em aliar suas pesquisas à área de nutrição surgiu depois do doutorado em biofísica, quando já era professor da UFF. O projeto de pesquisa sobre nutrição e desenvolvimento do sistema nervoso central tem como principal objetivo estabelecer os danos provocados pela má nutrição ao cérebro e de que forma é possível restabelecer o desenvolvimento normal com mudanças nos hábitos alimentares e estratégias de suplementação de nutrientes. Atraso na fala, apatia e baixa interação social são alguns dos exemplos do que a carência nutricional pode causar. Segundo Serfaty, a expectativa é que os resultados dos experimentos que estão sendo realizados atualmente no laboratório possam contribuir para a questão da saúde pública e para a conscientização da população acerca da importância de uma alimentação equilibrada para os mais diversos aspectos do desenvolvimento humano. A seguir, o professor Claudio Alberto Serfaty esclarece alguns tópicos importantes acerca das pesquisas do LPN: Como surgiu a ideia de aliar as pesquisas de neurociências à área da nutrição? A ideia surgiu porque certos nutrientes que dependem exclusivamente da dieta, tais como o triptofano e o ômega-3, têm grande importância para o cérebro. O triptofano é precursor metabólico do neurotransmissor serotonina - substância responsável por regular o humor, o sono, o apetite, entre outros - e o ômega-3 é um ácido graxo fundamental para o funcionamento cerebral. A deficiência nutricional na mulher gestante pode afetar o desenvolvimento cerebral do feto? Por quê? Sim, a gestante tem que ter muita atenção à alimentação. É importante ter um bom aporte de proteína de origem animal, ricas em triptofano, e também um equilíbrio na ingestão de gorduras. Quanto menos gorduras saturadas e mais fontes de ômega-3, como peixes e sementes como as castanhas, melhor. Lembrando que o óleo de coco é uma gordura saturada e prejudica o metabolismo dos ácidos graxos ômega-3. É importante ressaltar também que uma gestante ou lactante mal nutrida vai alimentar mal o feto ou o recém-nascido. Qual é, ou em que consiste, o período crítico em que o cérebro da criança é sensível ao status nutricional e ao padrão de estímulo ambiental? O período crítico de desenvolvimento é um período que vai do nascimento até os cinco a sete anos de vida, mas que pode se estender até o final da adolescência. Durante este período as sinapses amadurecem e são formados circuitos neuronais que são necessários ao pleno desenvolvimento das funções neurais. A estimulação ambiental é de fundamental importância para o amadurecimento do cérebro assim como uma nutrição correta e equilibrada. Quais são as formas de desnutrição mais preocupantes durante a infância e suas consequências? A forma mais preocupante é a desnutrição proteico-calórica, em que as crianças são de baixo peso e baixa estatura. Mas esta desnutrição é tão óbvia que é relativamente rara, ou o menos é rapidamente detectada. No entanto, existem formas de desnutrição onde a criança tem um bom aporte energético (e, portanto, não perde peso) que são tão preocupantes quanto a forma mais grave de desnutrição, ao menos para o desenvolvimento do cérebro. São elas a desnutrição proteica com restrição de triptofano, um aminoácido que só pode ser obtido pela dieta e que é necessário à síntese do neurotransmissor serotonina e má desnutrição derivada de deficiência do ácido graxo ômega-3. Quais são as gorduras saturadas e quais os efeitos graves elas podem causar no desenvolvimento do SNC? Gorduras saturadas são gorduras de origem animal ou vegetal que não possuem duplas ligações. Ao contrário, as gorduras poli-insaturadas, notadamente os ácidos graxos ômega-6 e ômega-3 tem diversos papéis fisiológicos e exercem funções no nosso organismo. Por exemplo, os ácidos graxos ômega-e e seu principal derivado, o DHA, é fundamental para a diferenciação de neurônios, manutenção de sua sobrevida, formação de sinapses e circuitos neurais sensoriais. O excesso de gorduras saturadas (de origem animal ou vegetal) impede a conversão de ácidos graxos ômega-3 em DHA prejudicando de forma muito importante o desenvolvimento do cérebro. Como a desnutrição por restrição de triptofano e ácidos graxos ômega-3 afeta o desenvolvimento do sistema nervoso central? Ambas a formas causam atrasos no desenvolvimento das conexões neuronais que podem ser reversíveis, desde que a pessoa retome uma dieta equilibrada dentro dos primeiros anos de vida. Estas alterações podem vir a ser permanentes se a criança não receber a complementação adequada até os cinco anos, que é o período crítico de desenvolvimento sensorial. A má nutrição por restrição de triptofano é comum em famílias de baixa renda, já que o triptofano tem como principais fontes as carnes, derivados lácteos e ovos, é uma forma de desnutrição característica da pobreza extrema. Já a desnutrição relacionada aos déficits de ácidos graxos ômega-3 pode ser observada em qualquer classe social. Basta que a gestante ou a criança tenha uma dieta baseada em alimentos industrializados, ricos em gorduras saturadas e gorduras trans, ou até mesmo consuma excessivamente óleos vegetais saturados, como o óleo de coco. Nestas condições, o organismo produz menos DHA - produto final da via metabólica do ômega-3. Além do que, as fontes naturais mais abundantes de ácidos graxos ômega-e são relativamente raras na nossa dieta: peixes oceânicos, castanhas e algumas sementes, como a linhaça. Por que os  ácidos graxos ômega-6 são mais prejudiciais? Os ácidos graxos ômega-6 também são importantes para o organismo. O problema é a alta concentração de ômega-6 em dietas modernas. O excesso de ômega-6, presente nos  óleos vegetais saturados, é prejudicial ao metabolismo dos ácidos graxos ômega-3 e à síntese de DHA. Essas formas de desnutrição têm relação com distúrbios neurológicos? A má nutrição pode produzir quadros de atraso do desenvolvimento que limitarão de forma permanente o desempenho da criança e do adolescente. Crianças mal estimuladas e/ou mal alimentadas podem apresentar alguns sintomas característicos do autismo como o atraso na fala, apatia e baixa interação social. Em ambas as condições, observa-se uma menor eliminação de sinapses transitórias, que são conexões neuronais inadequadas. Durante o desenvolvimento do cérebro, produzimos um grande número de sinapses imaturas. Algumas destas sinapses não amadurecem corretamente e devem ser eliminadas (sinapses inadequadas) deixando apenas sinapses funcionais (adequadas). Este é um processo normal do desenvolvimento que é fortemente influenciado pela desnutrição seletiva de nutrientes essenciais. Quais medidas poderiam ser tomadas para que a má nutrição não interfira no desenvolvimento do SNC? Sem dúvida os programas sociais de renda mínima e o combate à pobreza garantem que as famílias tenham acesso à cesta básica e a um melhor padrão nutricional. Isso ajuda, com certeza. Além disso, devemos estar sempre alertas à educação nutricional. Os pais devem ficar atentos às crianças que consomem alimentos industrializados em excesso e se recusam a se alimentarem adequadamente com fontes proteicas. Comida saudável é aquela que fazemos em casa.
Ambulatórios da Nutrição oferecem tratamentos para doenças crônicas a adultos e idosos Com o dia a dia mais corrido e a falta de tempo para se dedicar ao preparo de refeições mais saudáveis, houve, nos últimos anos, um aumento na incidência de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) em pessoas mais jovens. Uma preocupação que era predominantemente dos idosos, hoje atinge as pessoas cada vez mais cedo. As DCNT são algumas das principais causas de morte evitável no mundo, influenciadas por dietas ricas em gorduras, tabagismo e baixo nível de atividade física, o que vem aumentando juntamente com a expectativa de vida, e faz de doenças cardiovasculares o principal problema de saúde da população. Com o objetivo de realizar a avaliação nutricional e metabólica de adultos e idosos que apresentam doenças crônicas, como obesidade, hipertensão e dislipidemia, o projeto de extensão Avaliação e Intervenção Nutricional de Adultos e Idosos, oferecido como uma disciplina na Faculdade de Nutrição, fornece atendimento e tratamento aos pacientes que procuram por auxílio nutricional. Os idosos recebem o atendimento no ambulatório de nutrição do Centro de Referência e Atenção à Saúde do Idoso (CRASI), do Serviço de Geriatria da UFF, e os adultos são atendidos no ambulatório de nutrição da Faculdade de Nutrição. No atendimento são realizadas avaliações antropométrica, composição corporal, exames laboratoriais e aplicação de inquéritos alimentares, para que depois seja aplicada a intervenção necessária a cada caso. Como surgiu A ideia de montar o projeto surgiu em 2012, mas o funcionamento iniciou oficialmente em 2013. Anteriormente, os atendimentos com idosos aconteciam no Mequinho e era vinculado apenas à disciplina de Prática Integrada em Unidade Hospitalar, em que os alunos da graduação assistiam como era feito o atendimento ambulatorial. Os idealizadores e coordenadores do projeto de extensão, os professores e nutricionistas Gabrielle Souza, Sérgio Barroso e Sílvia Custódio, decidiram que seria interessante ampliar os atendimentos e o tempo de oferta deles, já que, anteriormente, funcionava apenas durante o período de duração da disciplina e, hoje, atende o ano inteiro. “Os atendimentos eram pequenos e com intervalos grandes entre eles, o que aumentava o número de faltas dos pacientes”, explica Gabrielle. No início de 2013, o ambulatório passou a receber alunos residentes, o que facilitou o entendimento durante todo o ano. “ Eu atendia e ficava com os alunos. Pedimos bolsistas, que davam suporte na organização, por exemplo, cuidando das fichas dos pacientes, da confirmação das consultas por telefone, lembrando das consultas pois, como são idosos, eles precisam desse apoio”, descreve. No ano seguinte, a equipe ficou com três atendimentos, professor e residentes, e recebendo ainda os alunos da prática integrada e os bolsistas. “Eu dou assistência às residentes, que estão em processo de aprendizagem, e alunos, orientando como é que eles deveriam fazer avaliação nutricional, como é que poderiam fazer orientação pros pacientes e também pros cuidadores, pois recebemos muitos pacientes que têm déficit cognitivo, alzheimer, então, é interessante que eles também sejam acompanhados. Alguns pacientes vão com os cuidadores, que também são orientados” ilustra Gabrielle. Os ambulatórios O projeto de extensão Avaliação e Intervenção Nutricional de Adultos e Idosos é composto por dois ambulatórios, o Ambulatório de Idosos, gerido pelas professoras Gabrielle Souza e Sílvia Custódio, e o Ambulatório de Nutrição e Obesidade, Hipertensão e Dislipidemia, que é voltado aos adultos e o responsável é o professor Sérgio Barroso. O objetivo principal de ambos é atender essa demanda de idosos e adultos obesos. Os idosos contam com o CRASI, coordenado pela geriatra  e professora Yolanda Boechat, que funciona em um pólo de geriatria no Mequinho. “Os alunos vão pra lá, assistem e participam dos atendimentos”, descreve Gabrielle. Para ela, o ambulatório tem crescido e atualmente é reconhecido. Os profissionais de nutrição conhecem o tipo de trabalho oferecido e o valorizam. Os pacientes também reconhecem a importância do ambulatório. A docente afirma que é fundamental manter o ambulatório funcionando para que os professores envolvidos consigam manter o atendimento à população. “A participação dos alunos é basicamente o pilar da nossa estrutura e do nosso trabalho como professor”, destaca. O ambulatório atende idosos entre 60 e 90 anos e recebe uma demanda de, aproximadamente, oito a dez atendimentos semanais.  A equipe é composta por, pelo menos, 11 pessoas, entre bolsistas, graduandos de trabalho de conclusão de curso, residentes, nutricionistas, psicólogo, geriatra e terapeuta ocupacional. Gabrielle Souza explica que, no início, era complicado manter a adesão e a assiduidade dos pacientes, mas, hoje, eles têm mais compromisso com o atendimento e com tratamento. “O retorno é bom, pois percebemos a efetividade do tratamento e das orientações que nós damos para os pacientes e como isso tem feito diferença na qualidade de vida deles”, ressalta. Já o ambulatório voltado aos adultos, atende pacientes com doenças que caracterizam a síndrome metabólica, como, por exemplo, obesidade, hipertensão, dislipidemia e diabetes mellitus tipo 2. O ambulatório atende, semanalmente, de três e quatro pessoas entre 18 e 60 anos. Sua equipe é formada por, pelo menos, dez alunos de graduação e pós-graduação, além de nutricionista. De acordo com Sérgio Barroso, o objetivo do ambulatório é atender essa necessidade dos pacientes e fazer com que os alunos participem desse tipo de atendimento ambulatorial, para exercitar a prática deles e aprimorar sua formação. “Temos muitos alunos interessados, alguns voluntários, inclusive. Às vezes, temos que recusar, pois não tem espaço para inserir mais gente no projeto”, afirma. Vivemos em uma cultura em que as pessoas precisam ser reeducadas a se alimentar direito, porque é tudo muito prático”, diz Gabrielle Rocha. O aumento de DCNT se deve ao  estilo de vida, nós vivemos em um ambiente obesogênico. “Somos programados para ganhar peso para que, no futuro improvável, a gente não passe fome. Neste sentido, não tivemos uma evolução. As DCNT matam depois da idade reprodutiva, normalmente, não há seleção natural para isso. Se formos comparar, nossos antepassados alternavam períodos de escassez com abundância, hoje não temos mais isso”, salienta Sérgio. “As pessoas são influenciadas o tempo inteiro a consumir mais, e não é consumo só de bens materiais, mas também de alimentos, principalmente os processados e industrializados. Por isso é interessante ter uma equipe multiprofissional para dar esse estímulo. Vivemos em uma cultura em que as pessoas precisam ser reeducadas a se alimentar direito, porque é tudo muito prático”, corrobora Gabrielle. A “dietoterapia”, ou reeducação alimentar, é o principal tratamento oferecido pelo programa, mas nem sempre seu foco é na perda de peso, e sim na melhora nos exames, tudo depende da necessidade de cada paciente. “Se eu receber um paciente diabético, o tratamento vai ser de controle glicêmico, se é hipertenso, a gente vai fazer um controle dessa hipertensão. A reeducação, a atividade física e a medicação devem ser feitas em conjunto, mas alguns pacientes não entendem isso, e é preciso desmistificar isso na cabeça do paciente. A orientação é bem específica e individual”, salienta Gabrielle. O programa realiza a avaliação nutricional dos pacientes, que envolve peso, estatura, circunferência abdominal, cálculo de índice de massa corporal (IMC)  e exame de sangue para que o paciente seja incentivado a retornar. “O paciente fala quando está bem, como se sente feliz porque emagreceu, porque está comendo melhor, porque está mais disposto, nós percebemos isso na consulta”, expõe Gabrielle. De acordo com os professores, os pacientes não recebem alta do tratamento, mas são direcionados para um grupo de terapia ocupacional. É preciso manter o vínculo com os pacientes de alguma forma, fazendo com que eles tenham sempre contato com a equipe. “Também estamos inseridos no grupo da terapia ocupacional. Levamos os alunos da disciplina de prática integrada para fazer essa exposição, falando sobre alimentação saudável, evitando uma dieta muito rica em gordura e tudo mais”, realça Gabrielle. O projeto de extensão A proposta do projeto de extensão é integrar os alunos à pesquisa e dar assistência à comunidade. O projeto, além do atendimento ao público interno e externo à UFF, também suporta programas de pesquisa menores, o que ajuda na formação do aluno. Para Gabrielle, os dois ambulatórios, dentro do programa, devem expandir e incorporar alunos de pós-graduação e manter o de graduação, sempre agregando e incorporando, não substituindo. Para ela, ensino, pesquisa e extensão devem estar juntos. “Pretendemos ampliar para receber mais alunos e mais pacientes. Temos os ambulatórios, mas não temos espaço físico. Com essa expansão, poderemos receber mais alunos para trabalhar e atender mais pacientes”, enfatiza. Além disso, Gabrielle conta que seria interessante a participação de pessoas da comunidade, como de alguma associação de moradores, para apresentar as reais demandas da sociedade. “Hoje fazemos muito por nossa conta, mas não sabemos a necessidade da população, seria legal ter esse tipo de contato para saber o quanto a gente precisa manter de atendimento, pois, assim, poderíamos otimizar o atendimento”, conclui. Para saber mais sobre dias e horários das consultas, acesse: Ambulatório de Idosos e Ambulatório de Adultos.
Doença renal crônica: mais de 500 pessoas atendidas em projeto da NutriçãoQuando se trata de problemas renais é comum pensar de imediato nos conhecidos cálculos e infecções, entretanto, disfunções relacionadas aos rins podem ser graves e gerar até falência do órgão, como é o caso da doença renal crônica (DRC). Caracterizada pela perda progressiva e irreversível das funções dos rins, a doença tem como principais causas no Brasil a hipertensão e a diabetes, seguidas de obesidade e glomerulopatia. Um dado agravante é que devido à demora em apresentar sintomas, cerca de 70% dos pacientes descobrem tardiamente o desenvolvimento da enfermidade, aumentando assim os casos com necessidade de diálise e transplantes. A incidência de casos é tão preocupante que a DRC é considerada hoje em dia uma questão de saúde pública, principalmente pela falta de conhecimento por parte da população. Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Nefrologia realiza anualmente uma campanha pelo Dia Mundial do Rim – comemorado em 2017 no dia 9 de março –, com o intuito de conscientizar a sociedade a respeito dos riscos e das formas de prevenção. Buscando oferecer tratamentos nutricionais a doentes renais crônicos e desenvolver pesquisas sobre a disfunção, a UFF conta com um ambulatório de nutrição renal coordenado pela professora Denise Mafra. Os pacientes encaminhados ao ambulatório passam por uma reeducação alimentar baseada em dietas hipoproteicas e são acompanhados para que a função renal se estabilize. O projeto conta com a participação de estudantes de Nutrição, da graduação ao pós-doutorado, o que permite resultados práticos, estudos aprofundados e, consequentemente, avanços no tratamento. Uma vida saudável com dieta equilibrada, prática de exercícios e tratamento adequado de doenças como hipertensão e diabetes, pode prevenir o desenvolvimento da doença renal crônica”, enfatiza Denise Mafra. De acordo com a coordenadora do projeto, informações a respeito da doença são um grande passo para a redução dos casos. Ainda que seja uma enfermidade silenciosa, existem formas de prevenir e acompanhar o funcionamento renal por meio dos exames de rotina. “Assim como o colesterol e a glicose são verificados, a creatinina é um marcador importante para a função dos rins, principalmente nos pacientes diabéticos e hipertensos, e deve ser acompanhada. Além disso, uma vida saudável com dieta equilibrada, prática de exercícios e tratamento adequado de doenças como hipertensão e diabetes, pode prevenir o desenvolvimento da disfunção renal crônica”, enfatiza a professora. A seguir, Denise Mafra, explica um pouco mais sobre o projeto: Como surgiu o ambulatório? O ambulatório surgiu em 2009, motivado pelas pessoas que perguntavam se eu atendia pacientes com doença renal crônica. Na época eu tinha uma aluna da iniciação científica e em 2010 iniciamos o projeto de extensão do Ambulatório de Nutrição Renal. Com o tempo, a proposta foi tomando uma grande proporção devido à divulgação nos postos de saúde, com os nefrologistas do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) e da rede básica de saúde, que passaram a encaminhar pacientes para cá. Hoje em dia nós temos mais de 350 pacientes sendo atendidos por mim e pelas mestrandas, doutorandas e pós-doutorandas que trabalham comigo. Como é feito o tratamento no ambulatório? Quando o paciente chega ao ambulatório, pedimos que ele já traga o exame bioquímico apresentando os níveis de creatinina, porque aqui é feito um cálculo através de um aplicativo que mede a função renal. O normal é que essa função esteja em média 100 ml/min., mas nos casos de doença renal crônica os níveis vão diminuindo e quando marcam 10 ml/min., esse paciente precisa ser encaminhado para a diálise. Dessa forma, quando ele chega com os exames, fazemos esse cálculo, seguido de uma avaliação antropométrica para verificar as medidas e um questionário alimentar para saber quais os hábitos do paciente. A partir daí o tratamento se inicia com base em uma dieta hipoproteica, ou seja, uma dieta com quantidades diminuídas de proteína. Para que essa dieta seja seguida corretamente e gere bons resultados, realizamos aqui uma educação nutricional com o paciente, orientando quanto ao sal e quanto às quantidades e os alimentos ingeridos, por exemplo. Quais pesquisas são desenvolvidas no ambulatório atualmente? Todas as pesquisas realizadas aqui contam com a participação dos pacientes. Nós aprovamos no comitê de ética e os que aceitam contribuir assinam um termo de consentimento. Dessa forma, nós temos duas pesquisas de doutorado, uma que avalia se essa dieta hipoproteica que é prescrita aqui diminui os níveis de inflamação e outra a respeito da modulação da microbiota intestinal por essa dieta, além de uma pesquisa de mestrado avaliando os efeitos da dieta hipoproteica em alguns marcadores cardiovasculares. Nesse sentido, já realizamos oficina de culinária com a participação dos pacientes de forma a apresentar a dieta e motivar uma maior adesão e publicamos artigos mostrando que essa microbiota intestinal se altera em pacientes com doença renal crônica, levantando a hipótese de que a ingestão de grande quantidade de proteína pode gerar toxinas urêmicas que não são adequadamente administradas pelo rim do paciente renal crônico. Os alunos do curso de Nutrição participam ativamente do projeto? Sim, o ambulatório é muito divulgado na minha disciplina. Além das mestrandas, doutorandas e pós-doutorandas já citadas, eu conto com alunos do curso de Nutrição atuando no estágio interno e no desenvolvimento acadêmico. Esses alunos de graduação acompanham os atendimentos e realizam a avaliação nutricional dos pacientes. Assim, o projeto passa pela pesquisa, pelo ensino e pela extensão, criando uma ligação interessante e necessária entre as mais diversas áreas da Nutrição. SERVIÇO: Telefone: 2629-9862 E-mail: nutricaorenal@gmail.com Endereço: Faculdade de Nutrição - UFF - Rua Mário Santos Braga, N°30, 4° andar, Valonguinho - Niterói RJ. Horários de atendimento: Terça das 8h às 12h e das 14h às 17h / Quinta das 14h às 17h / Sexta das 8h às 12h.
Seminário Selenium, selenoproteins and cancer risk – using genomics in nutrition research (Selênio, selenoproteínas e risco de câncer – usando a genômica na pesquisa em Nutrição)   A Faculdade de Nutrição Emília de Jesus Ferreiro convida a todos os interessados a participar do Seminário entitulado "Selenium, selenoproteins and cancer risk – using genomics in nutrition research" (Selênio, selenoproteínas e risco de câncer – usando a genômica na pesquisa em Nutrição), que será ministrado pelo professor John Hesketh, da Universidade de Newcastle - Reino Unido.    O evento será realizado no dia 30 de março de 2017, às 14h, no auditório da Faculdade da Nutrição (Campus Valonguinho, 4º andar).    Não há necessidade de inscrição prévia. Todos são bem-vindos, participe!    
Aula Inaugural do Curso de Graduação em NutriçãoA aula inaugural do curso de graduação em nutrição da Faculdade de Nutrição Emília de Jesus Ferreiro da UFF é oferecida todo início de semestre com a finalidade de dar boas vindas aos alunos do curso, principalmente aos alunos ingressantes. Através desse primeiro contato, são apresentados aos alunos os espaços da Faculdade de Nutrição, bem como as professoras que estão à frente da direção, chefias de departamentos e coordenação de curso; e alunos do diretorio acadêmico. Assim, espera-se haver uma maior e melhor integração entre docentes e discentes. Após o momento de boas vindas, os alunos são apresentados ao curso, sendo informados de atividades como avaliação institucional, frequência e avaliações das disciplinas, regulamentos e regimentos do curso e outras atividades afins. Para finalizar, um professor convidado realiza uma palestra considerando temas atuais e que esteja em evidência ou tenha sido solicitado pelos alunos.
Acolhendo boas ideias - Acolhimento estudantilA Faculdade de Nutrição convida a todos a participar da atividade de acolhimento estudantil que contará com a segunda edição da Feira Agroecológica da UFF. Os interessados poderão desfrutar da feira, que estará exposta no dia 20 de março, no estacionamento do Campus Valonguinho, em frente ao prédio 30 (prédio da Faculdade de Nutrição), das 8h às 16h. Participe!
Faculdade de Nutrição cria tecnologia inovadora para armazenar leite humanoO leite materno é um alimento essencial para os recém-nascidos. É importante tanto para a sua sobrevivência quanto para a qualidade de vida. Rico em nutrientes, ajuda na prevenção da enterocolite necrotizante, doença que causa lesões e inflamações na superfície interna do intestino, e de infecções em geral. Considerando isso, a Faculdade de Nutrição da UFF desenvolveu embalagens de polietileno para o armazenamento desse leite, visando ajudar os bebês que nascem com menos de oito meses de gestação e ainda não possuem a capacidade de sugar, deglutir e respirar coordenadamente. A adoção dessas embalagens, livre de plastificantes e Bisfenol-A (substância química que pode causar malefícios para a saúde, como mudanças de comportamento e alteração no crescimento infantil), traz uma nova tecnologia, que otimizará a rotina dos Bancos de Leite Humano - BLH. Antes, a única opção para o armazenamento era usar recipientes de vidro com tampas de plástico, cada vez mais difíceis de serem encontrados. Essa restrição limitava as doações e impossibilitava também seu empréstimo às nutrizes – mulheres doadoras de leite. A coordenadora do projeto e diretora da Faculdade de Nutrição da UFF, Alexandra Anastacio Monteiro, explica como a pesquisa teve início: “A proposta foi avaliar uma nova metodologia de armazenamento segura que não alterasse as características nutricionais do leite. Assim, iniciaram-se os testes para verificar a viabilidade do uso destas embalagens plásticas em bancos de leite humano”. A idealização dos novos frascos começou em 2012, com pesquisas no Hospital Maternidade Herculano Pinheiro, em Madureira, município do Rio de Janeiro. Lá foram coletadas 55 amostras de leite humano, no período de agosto de 2013 a dezembro de 2014, para teste das embalagens a partir das condições higiênico-sanitárias adequadas. Foram avaliados os níveis de acidez, valor energético, gordura, lactose e proteínas presente no leite que acabou de ser ordenhado e no pasteurizado – congelado por um período de 15 dias e descongelado para servir de alimento aos recém-nascidos. Estas atividades fazem parte de uma política nacional que tem como diretrizes proteger, promover e apoiar o aleitamento materno”, afirma Alexandra Anastacio. As pesquisas mostraram que os frascos, estéreis e transparentes, proporcionam vedação perfeita para que a integridade do leite seja mantida após o período de descongelamento. As embalagens seguem a norma da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº. 171 da Anvisa, que determina que elas devem ser constituídas de material inerte (que não sofra reação química quando em contato com outros materiais) e inócuo (que não cause danos nem benefícios a outras substâncias), em temperaturas na faixa de -25°C a 128°C, e com valor biológico preservado. O Banco de Leite Humano, além de receber e armazenar as doações de nutrizes saudáveis, também orienta e presta assistência às mulheres quanto ao aleitamento materno. No local, são realizadas as atividades de pasteurização, controle de qualidade e distribuição do leite doado para recém-nascidos internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatais. “Todas estas atividades fazem parte de uma política nacional de incentivo à amamentação que tem como diretrizes proteger, promover e apoiar o aleitamento materno”, afirma Alexandra. O abastecimento do Banco é feito a partir de doações internas e externas do BLH. As nutrizes doadoras são mulheres que apresentam produção e secreção lácteas superiores às demandas de seu filho e disponibilizam, por livre e espontânea vontade, o excedente. Também podem ser doadoras as mulheres impedidas de amamentar por motivos associados à saúde do recém-nascido e as mães cujos bebês estão internados em unidades hospitalares e que ordenham o próprio leite, para manter a produção ou para alimentar exclusivamente o próprio filho. As perspectivas do projeto para o futuro estão no desenvolvimento e na diversificação dos frascos, como explica à coordenadora. “Mayara Silmas, nossa doutoranda na FIOCRUZ, está elaborando o projeto de teste de outras embalagens plásticas, de modelos diferentes, para o armazenamento. O intuito é o aperfeiçoamento destes frascos, para que possam inclusive ser aquecidos, mantendo as características e nutrientes inicialmente presentes no leite humano”. Para contribuir, as interessadas na doação de leite devem acessar o site da Rede Brasileira de Bancos de Leite. Nele estão os endereços e telefones dos bancos presentes no país e as informações detalhadas de como fazer para acessá-los. “Ao chegar nos BLHs elas são entrevistadas e têm seus exames de saúde avaliados para verificar sua aptidão para a doação”, esclarece a coordenadora Alexandra Anastácio. Durante a pesquisa, as análises realizadas para se chegar ao produto final contaram com parcerias do Banco de Leite do Hospital Antônio Pedro (Huap), Instituto Nacional de Saúde da Mulher e da Criança Fernandes Figueira, Instituto Nacional de Saúde de Controle de Qualidade em Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde do RJ. O projeto tem a participação dos alunos de Nutrição da UFF Ana Paula de Souza Rocha, Samily Viégas e Bruna Rafaela Acioli Lins, da doutoranda da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) Mayara de Silmas Mesquita, além do pesquisador Antonio Eugenio Castro Cardoso de Almeida. O projeto de Inovação Tecnológica em Bancos de Leite Humano conta com o financiamento da universidade através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro - FAPERJ.
Aula Inaugural: Histórico e Evolução da NutriçãoA Faculdade de Nutrição convida a todos para a aula inaugural "Histórico e Evolução da Nutrição", que será ministrada pela professora doutora Nelzir Trindade Reis no dia dia 26/04, às 10h, no auditório da Faculdade de Nutrição Emília de Jesus Ferreiro - Valonguinho. A professora possui graduação em Nutrição pela UFRJ e em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas. Experiente na área de Nutrição, com ênfase em Nutrição Clínica. É livre-docente em Nutrição Clínica e Acadêmica Titular da Academia Brasileira de Administração Hospitalar.