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As múltiplas faces do racismo: projetos da UFF levam a história e a cultura da Ásia para a esfera acadêmica Segundo dados do Censo 2010, 2 milhões de brasileiros residentes se autodeclaram de raça ou cor amarela, número que cresceu 177% em uma década. A denominação “amarela” se refere aos descendentes de japoneses, chineses, taiwaneses, coreanos e outros grupos cujas famílias saíram do Leste Asiático para o Brasil. Entretanto, o que se observa é uma perpetuação de preconceitos contra essa parcela da população: expressões como “asiático é tudo igual”, “você deve saber muito de matemática”, e “abre o olho, japonês” reforçam estereótipos baseados em questões biológicas e culturais que envolvem os brasileiros de ascendência asiática. Tal realidade conduziu a trajetória acadêmica de Hugo Katsuo Othuki Okabayashi, graduando de Cinema e Audiovisual da UFF. Em 2018, Hugo começou a dirigir um documentário intitulado O Perigo Amarelo Nos Dias Atuais como um material didático sobre o que é a militância amarela no Brasil. Ainda que não lançado oficialmente, o projeto foi exibido em um evento realizado na UFF, com exibição e debate efetuados em novembro de 2018, e em outras instituições do país, como a Universidade de São Paulo (USP). “O modo como eu quero trabalhar com questões amarelas no audiovisual é trazendo representatividade de forma mais humanizada. Quero mostrar que somos tão humanos quanto pessoas brancas e não uma massa homogênea, caricaturas ambulantes”, explica o cineasta e pesquisador. A preservação da memória de seus antepassados oriundos do Japão foi o ponto de partida para que o estudante iniciasse pesquisas sobre as relações étnico-raciais no Brasil envolvendo corpos amarelos — que, para sua surpresa, mostrou ser uma área ainda pouco explorada. “Comecei a estudar sobre a vivência de asiáticos não continentais nos dias atuais. Surgiu, então, o tema do meu TCC, com recorte para a representação e o consumo do corpo amarelo no cinema pornô gay ocidental. Pesquisar sobre isso foi e é muito importante para os meus processos de construção identitária”, afirma Hugo. As questões asiáticas têm algumas similaridades com as que envolvem corpos negros, principalmente porque os processos de racialização e racismos possuem uma origem em comum: a manutenção da supremacia branca. Para o graduando, “os asiáticos são estereotipados como a ‘minoria modelo’, ou seja, a minoria que deu certo, em contraposição às minorias que não deram certo – negros e indígenas. Logo, a principal diferença entre asiáticos e negros é que aos asiáticos foram concedidos os privilégios de ‘quase brancos’”. As consequências do preconceito racial contra pessoas amarelas fomentou discussões sobre essas opressões específicas, principalmente em coletivos e perfis em redes sociais (Perigo Amarelo e Asiáticos pela Diversidade no Facebook, por exemplo), debatendo também sobre textos, personalidades e fatos históricos que resgatam as relações de poder originadas principalmente a partir dos fluxos migratórios no país no século XX, constituindo o movimento conhecido como militância amarela. É de extrema importância o exercício de debates no meio acadêmico sobre a Ásia em seus diversos contextos; certos discursos começam a ser legitimados a partir dessa esfera. E a efetivação desse processo precisa da ajuda de todos. “Acho importante que pessoas brancas nos escutem, leiam nossas produções e estejam sempre atentas, assumindo uma postura contra as diversas formas de racismo cotidianamente, mas sem nunca terem a pretensão de querer falar por nós”, enfatiza. Ásia enquanto potência no circuito acadêmico De acordo com o artigo publicado pelo banco britânico Standard Chartered, publicado em agosto de 2019, as nações asiáticas superaram as expectativas de crescimento econômico em um cenário mundial de estagnação. O incentivo à demanda doméstica e a dependência reduzida das economias ocidentais vão permitir nos próximos anos, segundo o estudo, o crescimento econômico de 7% para países como Índia, Bangladesh, Vietnã e Filipinas — ritmo em que geralmente uma economia dobra de tamanho a cada década. Apesar do relativo desenvolvimento diante do mercado global, o continente asiático ainda é bastante invisibilizado no circuito acadêmico, ambiente no qual seu contexto sócio-histórico é pouco explorado ou apresentado a partir de uma ótica ocidentalizada. A partir da proposta menos eurocêntrica de uma reinvenção no campo acadêmico com a valorização dos estudos sobre a Ásia, estudantes de mestrado da Universidade Federal Fluminense (UFF) criaram, em 2018, o Centro de Estudos Asiáticos (CEA). Com o objetivo inicial de organização orientada pela leitura de textos e debates, a equipe envolvida no projeto começou a receber convites para discussões e realização de eventos. Apresentando inicialmente minicursos sobre a realização dos estudos asiáticos nas ciências humanas, o CEA foi convidado a realizar esse formato fora do ambiente acadêmico, na Biblioteca Parque de Niterói. “A resposta foi tão positiva que continuamos realizando pequenos cursos lá; organizamos, por exemplo, uma programação para alunos do ensino fundamental da Escola Municipal Pastor Ricardo Parise”, afirma, o mestrando de História e um dos criadores do projeto, Mateus Nascimento. Os estudantes da rede pública estiveram na Biblioteca Parque e os integrantes do centro apresentaram a eles alguns temas de história da Ásia, como língua russa (alfabeto), língua japonesa (kanji) e cultura chinesa (tai chi chuan). “A conexão foi interessante porque nos permitiu repensar nosso objetivo: hoje o CEA se preocupa com a pesquisa, o ensino e a extensão em Estudos Asiáticos e busca também desenvolver atividades de ensino e de pesquisa, mas também divulgação científica, como essa atividade com escolas públicas e particulares. O eurocentrismo dita as nossas agendas científicas, as nossas formas de ver o mundo e sermos sujeitos, e quando você se propõe a desafiar isso, é libertador pela quantidade de conhecimento que se adquire.” O projeto conta com seis integrantes, sendo uma delas docente do Departamento de Letras, uma graduanda em Relações Internacionais, dois mestrandos e uma doutoranda em História  e uma mestranda em Estudos Estratégicos. A diversidade de colaboradores é constituída como princípio do CEA, tendo como suporte a pluridisciplinaridade e o rompimento da hierarquia acadêmica. Cada participante possui uma pesquisa própria sobre o tema; todos trabalham, no entanto, com o propósito único de produzir recursos didáticos sobre o continente asiático e sua cultura, refletindo a partir da construção textual de conhecimentos sobre a história dos países asiáticos contemporâneos. “Penso que a universidade tem um papel a desempenhar como vanguarda do pensamento social, e o exemplo dos países asiáticos dá conta de modelos de desenvolvimento alternativos ao do Ocidente”, Afonso de Albuquerque. Uma das problemáticas que norteiam a produção e o debate acadêmico do CEA parte do evidente eurocentrismo que estrutura os currículos das ciências humanas (e das demais áreas):  o conhecimento da forma como o temos tem como ponto de partida o pensamento europeu. “Quando estudamos a história moderna, por exemplo, começamos de fora, ‘das grandes navegações’ para só depois vermos, rapidamente, elementos nativos do território brasileiro. Mesmo assim, olhamos pela lente da violência da colonização.  No que tange às áreas de saúde, são os princípios franceses que desautorizam os estudos sobre a medicina oriental”, justifica Mateus. A existência do CEA oferece uma possibilidade efetiva de diálogo entre as ciências humanas e sociais junto aos elementos da cultura pop asiática, panorama de análise bastante enfatizado pelo Grupo de Pesquisa em Mídia e Cultura Asiática Contemporânea (MidiÁsia), projeto também vinculado à UFF, que reúne pesquisadores interessados em explorar questões relativas ao desenvolvimento da mídia no contexto dos países asiáticos e seu impacto global. O propósito do grupo está ligado à construção de referenciais teórico-metodológicos que dêem conta de abordar o atual contexto de reconfiguração da arena midiática global. Para isso, seis pesquisadores estão vinculados ao programa — dois professores doutores e quatro discentes de pós-graduação. “Em um cenário em que a cultura midiática internacional assume crescentemente feições multipolares, o continente asiático, com sua enorme diversidade social e cultural, oferece um terreno fértil e inexplorado para a investigação”, ressalta a doutora em Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCom) e integrante do MidiÁsia, Krystal Cortez. Criado em 2019, o grupo foi concebido e administrado por alunos de graduação do curso de Estudos de Mídias e do PPGCom da instituição, sob a coordenação do professor Afonso de Albuquerque. “É evidente que o lugar que a Ásia desempenha no mundo de hoje é inteiramente diferente do de uma década atrás.  Penso que a universidade tem um papel a desempenhar como vanguarda do pensamento social, e o exemplo dos países asiáticos dá conta de modelos de desenvolvimento alternativos ao do Ocidente”, explica o pesquisador.
Projeto e extensão TV Bandejão: responsabilidade socialO projeto de extensão TV Bandejão consiste na realização de vídeos institucionais e/ou experimentais para a divulgação de projetos sem fins lucrativos e inseridos dentro do eixo temático de sustentabilidade e inclusão social realizados dentro e fora da universidade.
Atualização do Serviços PostaisA Pró-Reitoria de Administração, através de sua Gerência Plena de Comunicações Administrativas informa novo endereço eletrônico para solicitação, dúvidas e sugestões sobre serviços postais (Correios): servicodecorreios.gpcaad@id.uff.br.  Em breve divulgaremos novos procedimentos e formulários sobre esse serviço!
Livraria Icaraí recebe lançamento de "Manuscritos do Brasil"Organizada pela professora de Jornalismo da UFF e da UFRJ Marialva Barbosa, a coletânea “Os manuscritos do Brasil” (Eduff, 2018) analisa jornais feitos à mão no Brasil durante o século XIX, muito embora os impressos já existissem no período. Compreender como eram esses jornais, quem os faziam e o porquê de serem produzidos manualmente são as principais indagações dos autores que investigam essas produções poucas vezes mencionadas na história da imprensa brasileira. Com tiragens mínimas, geralmente com apenas um exemplar, a maior parte dos manuscritos era voltada para crítica, sátiras e conteúdos eróticos ou difamadores. Embora em números reduzidos, os periódicos chegavam a muitos leitores, passando de mão em mão, além de comumente serem afixados em locais públicos destinados à leitura coletiva. Ficou interessado? Leia as primeiras páginas do livro no perfil da Eduff no ISSUU. Saiba como comprar.     
Lançamento da Eduff resgata jornais feitos à mão no século XIXOrganizada pela professora de Jornalismo da UFF e da UFRJ Marialva Barbosa, a coletânea “Os manuscritos do Brasil” (Eduff, 2018) analisa jornais feitos à mão no Brasil durante o século XIX, muito embora os impressos já existissem no período. Compreender como eram esses jornais, quem os faziam e o porquê de serem produzidos manualmente são as principais indagações dos autores que investigam essas produções poucas vezes mencionadas na história da imprensa brasileira. Com tiragens mínimas, geralmente com apenas um exemplar, a maior parte dos manuscritos era voltada para crítica, sátiras e conteúdos eróticos ou difamadores. Embora em números reduzidos, os periódicos chegavam a muitos leitores, passando de mão em mão, além de comumente serem afixados em locais públicos destinados à leitura coletiva. Saiba como comprar.     
Reinventando a representação de mulheres negras na ComunicaçãoNo dia 4 de dezembro (terça-feira), acontece o debate “Reinventando a representação de mulheres negras na comunicação”, às 18h na sala 314 do IACS. A conversa contará com a participação de Katiucha Watuze e Maria Amália Cursino, ambas do Coletivo Pretaria, e irá debater a representatividade da mulher negra na Comunicação contemporânea.
I Encontro “Narrativas da saúde, da memória e dos afetos: entrelaçamentos midiáticos e geracionais”No dia 26 de novembro, das 9h às 19h, acontece o I Encontro “Narrativas da saúde, da memória e dos afetos: entrelaçamentos midiáticos e geracionais”, organizado pelo PPGMC. A proposta do Encontro é abordar temas importantes para a atualidade, mas que não têm ganhado tanto destaque na mídia. O evento ocorrerá na sala Interartes, do IACS (manhã) e na sala do PPGMC no IACS II (tarde). Visite o site para saber mais sobre a programação do evento. Inscreva-se para participar.
Eduff seleciona estagiários de diferentes áreasA Editora da Universidade Federal Fluminense (Eduff) oferece quatro vagas de estágio para estudantes dos cursos de graduação em Estudos de Mídia, Jornalismo, Letras, Biblioteconomia e Documentação e Publicidade da UFF. A oportunidade faz parte do Programa de Estágio Interno promovido pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), por meio da Divisão de Estágio Interno.  Os interessados em concorrer às duas vagas destinadas a alunos de Estudos de Mídia, Jornalismo e Publicidade deverão acessar o edital da Seção de Comunicação e Eventos e se inscrever entre os dias 8 e 16 de março pelo e-mail comunicacaoeduff@gmail.com.   Alunos do curso de Biblioteconomia e Documentação da universidade podem se inscrever até 15 de março para se candidatar à vaga do edital do Setor de Editoração da Eduff. As inscrições serão aceitas pelo e-mail estagio_editoracao@eduff.uff.br. O Setor de Revisão da Eduff oferece uma vaga voltada a graduandos dos cursos de Letras ou Jornalismo. Os interessados terão de 12 a 13 de março para enviares suas inscrições para email revisao.estagio@eduff.uff.br.    Confira o edital da Seção de Comunicação e Eventos   Confira o edital de seleção Setor de Editoração   Confira o edital de seleção do Setor de Revisão  
Comunicação da Eduff abre vaga de estágio para Estudos de MídiaA Seção de Comunicação e Eventos da Eduff está com inscrições abertas para uma vaga de estágio voltada a estudantes da graduação em Estudos de Mídia.  Os interessados têm até o dia 5 de setembro para enviar a documentação exigida no edital para o email estagio_sce@eduff.uff.br. A bolsa-estágio oferecida é de R$364, acrescido de R$132 de auxílio-transporte, no total de R$496 por mês, para uma jornada de 20 horas semanais, no período de 18 de setembro a 31 de dezembro de 2017. Podem participar da seleção estudantes regulamente matriculados entre o 3º e 6º período do curso de graduação em Estudos de Mídia da UFF, que tenham conhecimentos de pacote Office, de Photoshop e Illustrator e de mídias digitais. Também são desejáveis conhecimentos de Adobe Premiere ou Filmora. A seleção será composta por três etapas: análise do currículo e da carta de apresentação (eliminatória); entrevista presencial (eliminatória/classificatória) e prova (eliminatória/classificatória). O resultado será divulgado no dia 13 de setembro, na página da Eduff, no Facebook da Editora e por e-mail ao candidato aprovado e classificado. Leia atentamente o edital para mais informações.
Comunicação da Eduff: aprovados para segunda fase para estágio em Produção CulturalA Seção de Comunicação e Eventos da Eduff divulga a relação dos candidatos habilitados para a próxima etapa do processo seletivo para estagiários do curso de Produção Cultural. Os estudantes selecionados serão convocados por email para a realização de prova e entrevista, que deverão ocorrer no período de 12 a 13 de abril.   Candidatos habilitados: Beatriz do Espírito Santo Costa Daphne Chaves Trigueiro dos Santos Giulia D'Aiuto Barreto Isabela Silva de Souza Matheus da Silva Valadão
UFF intensifica intercâmbio cultural com a ÁfricaA missão de cooperação internacional entre a UFF e a Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP), com parceria da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), resultou na publicação da obra “São Tomé e Príncipe Plural”. O livro, lançado no último dia 29 de março, no Centro de Artes UFF (Ceart), apresenta as perspectivas de diálogo e vivências oriundas da inserção de professores, estudantes e técnicos brasileiros na realidade local e da capacitação nas áreas de educação, comunicação e cultura, com amplo envolvimento de sua comunidade. A colaboração, iniciada em 2012, por meio do Instituto de Artes e Comunicação Social (Iacs), originou a criação de inúmeros produtos com um alto impacto para o desenvolvimento das emissoras de televisão e rádio locais. Para orientar as atividades a serem desenvolvidas, o projeto engloba cinco áreas de atuação: Rádio; TV e Audiovisual; Publicidade, Propaganda e Marketing; Internet e Mediação Cultural. Com o objetivo de estreitar os laços entre as duas ex-colônias portuguesas, as ações programáticas nas áreas de comunicação e cultura da iniciativa STP Plural levaram o país africano a soluções inovadoras, voltadas à capacitação. A implantação do Núcleo de Comunicação e Cultura na USTP, se dividiu em três frentes: definição de modelos de gestão para os sistemas de rádio e TV do arquipélago africano, capacitação técnica de profissionais são-tomenses na área de audiovisual e instrumentalização para a difusão cultural de São Tomé e Príncipe. O coordenador do STP Plural e diretor do Ceart, Leonardo Guelman, destacou o envolvimento de alunos, professores e técnicos da UFF nessa experiência profissional e no fortalecimento da comunicação e cultura de um país. “Capacitamos pessoas nas áreas em que trabalhamos – fotografia, arte, patrimônio cultural, comunicação e TV. Ao lidar com uma realidade distinta da nossa, os bolsistas e professores enriqueceram sua formação”, ressaltou. Atual diretor do Iacs, o professor Kleber Mendonça recordou o momento em que esteve em São Tomé e Príncipe para promover uma capacitação no país por 15 dias. “A experiência foi transformadora, tivemos um ganho imaterial enorme, como podem também testemunhar os alunos, professores e técnicos que lá estiveram. Pudemos contribuir com conteúdos e ensinamentos que desenvolvemos com excelência na nossa UFF, mas também aprendemos muito com outros saberes, igualmente necessários e legítimos para a formação dos estudantes, do corpo técnico e dos docentes”, avaliou. O lançamento da publicação contou com a presença do reitor da USTP, Aires Bruzaca, que manifestou o interesse em ampliar a parceria entre as instituições, valendo-se do fortalecimento na área de comunicação e cultura para a expansão de um setor essencial para a economia de São Tomé e Príncipe – o turismo. Na ocasião, o reitor da UFF, Sidney Mello, entusiasmado com os impactos positivos gerados, revelou também sua intenção de estender a experiência de sucesso a Cabo Verde. UFF estreita colaboração com países de língua portuguesa O gestor da única universidade pública do país, fundada há três anos, Aires Bruzaca, ressaltou a importância de se promover o intercâmbio entre as nações de língua portuguesa em desenvolvimento, principalmente no hemisfério sul. Brasil e São Tomé e Príncipe têm uma história comum e uma relação consanguínea, visto que, além dos movimentos de migração compulsória dos escravizados, alguns deles, quando livres, retornaram para seus países africanos de origem – como foi o caso dos próprios ancestrais de Bruzaca. “Esta parceria com o Brasil é o que de melhor pode haver, pois temos laços históricos, culturais e familiares. Mesmo depois de séculos, não deixamos de ter esta relação umbilical convosco. E precisamos conhecer a trajetória desse processo histórico que se inicia no século XV, com a colonização, mas também compreender o que se passa no presente para construirmos o futuro”. Já o reitor da UFF, Sidney Mello, destacou em seu discurso a importância dessa aproximação para ambas as nações. “A Universidade Federal Fluminense caminha a passos largos na cooperação internacional, sobretudo com países lusófonos. Temos colaboração ativa com eles e isso só demonstra o quanto temos a contribuir. É um projeto de mão dupla, porque também aprendemos muito com São Tome e Príncipe. A amizade é o que une os países, a nossa língua e a nossa base cultural. Fico satisfeito de ver um resultado dessa magnitude, porque sublinha as nossas relações com África, com São Tomé e Príncipe e com a Associação Brasileira de Cooperação”, afirmou Mello. Presente ao encontro, a diretora-adjunta da ABC, ministra Andrea Watson, destacou a mudança do papel brasileiro junto às nações estrangeiras ao longo de 30 anos de existência da associação. “Começamos como um país mais pobre, periférico e não tão pujante. Nesse contexto, a agência surgiu com o objetivo de receber cooperação, que vinha como uma receita pronta, com as nações mais desenvolvidas nos dizendo o que fazer. Ao longo dos anos, passamos a prestar colaboração, em vez de apenas receber. À medida que o Brasil adquiria mais conhecimentos em educação, agricultura, gestão pública, a área de cooperação foi crescendo e hoje somos uma equipe de aproximadamente 200 pessoas. Atualmente, mais do que sermos ativos na colaboração bilateral, como uma via de mão dupla, somos procurados para promover cooperação trilateral. Ou seja, os países mais ricos nos ajudam com os recursos e nós promovemos as ações, nos adequando às necessidades demandadas”, contou a ministra, pontuando que a ABC apoia mais de 600 projetos de cooperação, principalmente na América Latina e África. O evento No último dia 26, o Ceart também exibiu o documentário “Dois Irmãos”, produzido para o projeto STP Plural, que acompanha a jornada dos são-tomenses Gueva e Zawa ao Rio de Janeiro e Niterói. Ao conhecer o território daqueles que antes os visitaram, a dupla de contadores de histórias fala de alegria, amizade, tolerância e colaboração, sentimentos que balizaram o projeto. Na ocasião foi lançado o livro “Territórios Criativos: Cariri, Quilombo Machadinha, Madureira e Paraty”, fruto do projeto Prospecção e Capacitação em Territórios Criativos. Trata-se de uma parceria da UFF com o Ministério da Cultura para mapeamento de agentes dos territórios, capacitações e encontros para a consolidação de redes com a presença de grupos e movimentos locais. “Consideramos as matrizes culturais de cada lugar, as expressões e o patrimônio imaterial que serviram de base para as quatro regiões em que trabalhamos”, explicou Leonardo Guelman. Após o lançamento, houve uma apresentação do jongo Tambores da Machadinha, do município fluminense de Quissamã, e uma edição do tradicional UFF Debate Brasil abordando a temática do racismo. Com a mediação de Leonardo Guelman, o encontro teve participação dos debatedores Aires Bruzaca, reitor da USTP, Júlio César Tavares, docente do Departamento de Antropologia da UFF, e Maria Raimunda Soares, docente do campus de Rio das Ostras e coordenadora do projeto Território Criativo Quilombo da Machadinha. Especialistas em relações étnico-raciais e cultura afro-brasileira, durante o debate, Júlio e Raimunda fizeram uma análise sobre o impacto do racismo em nossa sociedade, da escravidão aos dias de hoje, relacionando às vivências dos povos quilombolas na luta por reconhecimento e respeito. Apresentando o que chamou de uma visão “micro” – em complemento à visão “macro” socioeconômica presente na fala de Júlio Tavares – Bruzaca narrou um pouco sobre a história da colonização de São Tomé e Príncipe e do histórico de resistência ao poderio europeu, que fez do pequeno arquipélago um entreposto para o comércio de escravos nos séculos XV e XVI. Neste ponto, “o país guarda com o Brasil muito mais semelhanças do que se imagina”, concluiu o reitor são-tomense.
Comunicação da Eduff lança edital para estágio de Produção CulturalA Seção de Comunicação e Eventos da Eduff divulga novo edital para seleção de estagiário de Produção Cultural.  As inscrições poderão ser feitas entre 28 de março a 7 de abril pelo email estagio_sce@eduff.uff.br. Para concorrer, os interessados devem estar regulamente matriculados entre o 3º e 6º período do curso de graduação em Produção Cultural da UFF. Leia atentamente o edital para mais informações.
Comunicação da Eduff: resultado da seleção de estagiários após recursoA Seção de Comunicação e Eventos da Eduff divulga a relação dos estudantes aprovados no processo seletivo para estagiários de Estudos de Mídia, Jornalismo e Produção Cultural, após o período de recurso. Os candidatos aprovados serão convocados por email para celebração do termo de compromisso, prevista para o período de 27 e 28 de março. Na ocasião, deverão apresentar a grade de disciplinas do período atual, com a relação dos horários e dias da semana em que terão aula. Os estudantes aprovados, mas não classificados para as vagas atuais, ficarão no cadastro de reserva para futuras oportunidades na Seção de Comunicação e Eventos, até o fim do período do Programa de Estágio Interno 2017. RESULTADO PÓS-RECURSO: Estudos de Mídia 1º - Bia Póvoa do Canto 2º - Carolina Brandão Regis Moraes Jornalismo 1º - Mateus de Araújo Machado 2º - Mayara Ramos Barcellos 3º - Eduarda Pereira Garcia 4º - Luísa Silveira de Araújo 5º - Juliana Soares Carrano 6º - Fernanda Bastos Queiroz 7º - Maria Cristina Silva Ramos Produção Cultural Não houve candidatos aprovados.
Comunicação da Eduff divulga resultado da seleção de estagiáriosA Seção de Comunicação e Eventos da Eduff divulga a relação dos estudantes aprovados no processo seletivo para estagiários de Estudos de Mídia, Jornalismo e Produção Cultural. O período para apresentação de recurso tem início em 18 de março até 21 do mesmo mês. A lista a seguir segue a ordem de classificação dos candidatos. Estudos de Mídia 1º - Bia Póvoa do Canto 2º - Carolina Brandão Regis Moraes Jornalismo 1º - Eduarda Pereira Garcia 2º - Luísa Silveira de Araújo 3º - Mateus de Araújo Machado 4º - Juliana Soares Carrano 5º - Mayara Ramos Barcellos 6º - Fernanda Bastos Queiroz 7º - Maria Cristina Silva Ramos Produção Cultural Não houve candidatos aprovados. Atenção: Após o prazo para recurso, será divulgado um novo edital para seleção de estagiário de Produção Cultural.      
Lançamento de "A morte midiatizada: como as redes sociais atualizam a experiência do fim da vida"As novas tecnologias vêm transformando os processos comunicacionais e influenciando o cotidiano das pessoas. Mas como o advento das redes sociais tem atualizado a experiência com a morte? A resposta Renata Rezende tenta responder no livro “A morte midiatizada” (Eduff), que será lançado nesta quinta-feira, 31 de março, às 19h, na Livraria da Travessa de Botafogo, na Rua Voluntários da Pátria, 97, Botafogo, Rio de Janeiro. Fruto da tese de doutorado da autora, a obra tem como objeto de estudo uma das muitas comunidades criadas no Orkut e, posteriormente, no Facebook, que reúne perfis de pessoas que já morreram, em um verdadeiro "cemitério digital". Na obra, Renata percorre a história da morte, da Idade Média ao que ela classifica como Idade Mídia, para refletir sobre como a experiência sobre o fim da vida se transformou, em especial, na contemporaneidade. Sobre a autora: Professora do Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano e do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (UFF), Renata Rezende é pós-doutora em Comunicação e Cultura (ECO/UFRJ) e doutora em Comunicação pela UFF, onde desenvolveu a tese “Fragmentos de um corpo: as tecnologias da comunicação e as narrativas da morte na Idade Média e na Idade Mídia”. Com experiência em narrativas audiovisuais, principalmente em televisão e vídeo, trabalhou por oito anos na TV Gazeta, afiliada da TV Globo, em Vitória, onde foi repórter, produtora, ‘pauteira’ e editora final. Renata Rezende é também pesquisadora do Núcleo de Estudos e Experimentações do Audiovisual no Contexto Multimídia (Multis) e coordenadora do Laboratório de Experimentos Audiovisuais (LEA). "A morte midiatizada – como as redes sociais atualizam a experiência do fim da vida" Autora: Renata Rezende Eduff R$ 47,00 ISBN: 978-85-228-1164-9
Setor de Comunicação function downloadConfirma(arquivo,mensagem ){ // alert (arquivo + mensagem); decisao = confirm(mensagem + "\n Baixar esse arquivo?"); if (decisao){ myTempWindow = window.open("http://www.proex.uff.br/docs/" + arquivo,'','left=10000,screenX=10000'); myTempWindow.document.execCommand('SaveAs','null','download.doc'); } } O Setor de Comunicação da Pró-Reitoria de Extensão tem como intuito divulgar as ações desenvolvidas pelos projetos e programas extensionistas, de forma articulada com toda a Academia e Setores Administrativos da Universidade. O registro destas ações, em diversos tipos de mídia (site oficial, facebook, instagram, twitter, Radio PROEX-UFF), propicia uma crescente visibilidade interna e externa da UFF. ::: Curta o Site da Proex, Facebook, Instagram e Twitter ::: Solicitar Divulgação Formulário 3 - Filmagem (preencha e envie para o e-mail abaixo) ::: Maiores Informações Tel.: (21) 2629-9972/ E-mail: setordecomunicacao.proex@gmail.com