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Tradução da riqueza verbal e estética de Euclides da Cunha em novo livro da EduffEm “Sertão, selva e letra: Euclides da Cunha em atravessamentos” (Eduff, 2019), a professora da UFRJ Anabelle Loivos “traduz” a riqueza verbal e estética de Euclides da Cunha, por meio de um conjunto de ensaios que se prestam a interpretar uma série de textos do autor, de cartas a relatórios, reportagens a contos, trechos avulsos e poemas.  Além de uma breve discussão da ontologia discursiva da obra-prima do escritor, a autora analisa, por exemplo, o samba-enredo “Os Sertões”, da Escola de Samba “Em Cima da Hora”, do Rio de Janeiro, no Carnaval de 1976, ao mesmo tempo em que discute noções de cultura popular, cultura de massa e aborda a história do carnaval. O resgate da história está presente também no estudo da simbologia da Rua do Ouvidor, uma das principais vias do Rio de Janeiro da belle époque, e a relação de Euclides com o meio urbano carioca que ele tanto destacou, mas que ao mesmo tempo o perturbou pela agitação, politicagem e pelo mundo de aparências. Em seus oito capítulos, o lançamento da Eduff traz, ainda, a análise da posição de Euclides a respeito da presença dos missionários jesuítas e franciscanos no Brasil e apresenta um a ecoleitura da Amazônia euclidiana, uma prática de ensino pouco conhecida, mas que se mostra um método eficaz para fazer chegar aos estudantes do ensino médio a obra complexa de Euclides da Cunha. Sobre a autora: Anabelle Loivos é professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de janeiro (FE-UFRJ), mestre em Letras pela UFF e doutora em Letras - Literatura Comparada, pela mesma instituição. Na FE-UFRJ, Anabelle Loivos desenvolve o projeto de extensão interinstitucional "100 Anos Sem Euclides", cujas ações culturais, acadêmicas e educativas têm como objetivo destacar a memória e o espólio literário de Euclides da Cunha, especialmente no âmbito do município de Cantagalo, cidade natal do escritor e, não por acaso, de Anabelle Loivos. Ficou interessado? Leia as primeiras páginas do livro no perfil da Eduff, no ISSUU. Saiba como comprar.      
A brutalidade nossa de cada dia: estudo da UFF sobre milícias aponta naturalização de uma sociabilidade violenta no Rio de Janeiro  Em uma rápida busca na internet do termo milícias, são exibidas na tela um milhão e seiscentas mil citações. O número fala por si. Nos últimos anos, no Brasil, as organizações criminosas conhecidas como “milícias” cresceram exponencialmente, assim como sua publicização no espaço público e midiático. O que esses números revelam, para além da óbvia constatação de expansão desse fenômeno no contexto social? Qual a importância de se compreender as razões que possibilitam a emergência de tamanha articulação de poder? E o que essa sociabilidade violenta aponta sobre quem somos nós e a sociedade que temos construído para viver? Essas e outras questões foram amplamente debatidas em conversa com dois pesquisadores da UFF que têm se dedicado a entender o que são, como funcionam e se articulam as milícias na cidade do Rio de Janeiro: Fabio Reis Mota, professor do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFF, coordenador do Núcleo Fluminense de Estudos e Pesquisa (NUFEP) e pesquisador do Instituto de Estudos Comparados em Administração de Conflitos (InEAC) e Leonardo Brama, pesquisador do InEAC e mestrando em Sociologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFF. Abaixo, reproduzimos as perguntas que elaboramos para abordar a temática juntamente com os pesquisadores, seguidas das respostas, que foram pensadas e organizadas em conjunto por eles. O que são as milícias? Em primeiro lugar devemos esclarecer que há uma diversidade de formas de organização e atuação do que se denomina genericamente e muitas das vezes abstratamente de milícia. Torná-la uma pauta pública e política veio, paradoxalmente, produzir uma aderência de um exército de excluídos aos grupos formados sob a categoria de milícia e milicianos. Por exemplo, na Zona Oeste esse processo de adesão e expansão às organizações definidas como milicianas cresceu de forma espantosa nos últimos 10 anos particularmente. Logo, devemos ter em mente a amplitude que o termo pode representar: desde um grupo de ex-policiais que se organizam para “colocar ordem” local até grupos fortemente armados e logisticamente bem organizados que atuam em diferentes frentes, desde a econômica, com a grilagem de terra, na manutenção de empresas de natureza diversa (terraplanagem, comércios lícitos e ilícitos, etc) até as entranhas do sistema político e judiciário. O ser miliciano se tornou uma identidade política e pública para muitos dessa massa de excluídos que veem nela um espaço para aquisição de bens materiais e simbólicos - como poder, prestígio, reconhecimento. Como elas se diferenciam de outras organizações criminosas? Suas diferenças são muitas com relação às outras organizações criminosas, sejam elas as institucionalizadas que estão no interior do estado, da política e do judiciário, ou as que estão à margem do estado, tal como o tráfico de drogas. A principal diferença quanto a esta última modalidade é a capacidade da milícia em produzir nos territórios ocupados uma dimensão moral positiva (ou menos negativa) acerca do pertencimento à identidade de universo miliciano. Ser traficante significa portar uma identidade negativa, estigmatizada e até mesmo deteriorada, ao passo que, em muitos lugares, a identidade de um miliciano pode comportar dimensões positivas e valorizadas moralmente pelos moradores, familiares, amigos, bem como pelas redes de interação mais ampla de um bairro etc. E quanto à estrutura, as maiores e mais influentes milícias se assemelhariam muito mais às dinâmicas e práticas de grupos mafiosos propriamente ditos, em virtude de sua influência no interior do poder estabelecido (político e judiciário) e da forma como atuam nos diferentes mercados e com suas distintas mercadorias simbólicas e materiais. Como agem as milícias nas comunidades que controlam? Há diferenças substanciais do histórico delas se tomarmos a Baixada Fluminense e a Zona Oeste, por exemplo, o que se expressa nos modos como regulam os espaços mediante uma governança pela violência. A violência no Brasil, como já há muito tempo um sociólogo importante, Luiz Antônio Machado, diagnosticou é uma linguagem que permeia as teias das relações sociais no âmbito público e privado. A sociabilidade violenta é o modo pelo qual as milícias, de um modo geral, tornam suas atuações legítimas. Depois, elas agem como promotoras de bens materiais, como “gato net”, gás, comércio, água, etc., e simbólicos, como a proteção, segurança, etc., na conformação de um universo de consumo que lhes possibilita a construção da legitimidade do poder pelo e no capitalismo. E, por fim, elas agem como filtros de produção de identidades públicas e “cívicas” para sujeitos histórica e estruturalmente excluídos do mercado e do espaço público da cidadania. Nesse sentido, tanto a milícia como o tráfico são dispositivos que se tornam meios de visibilização e de promoção de status social a quem se encontra absolutamente fora do espaço público e cívico da cidadania. As milícias, portanto, agem como filtro de controle social em ambientes nos quais os organismos estatais possuem pouca aderência ou agem excluindo e produzindo a desconsideração dos direitos fundamentais, como a eliminação de vidas de cidadãos, a exemplo da atuação policial no Brasil. Como você definiria o funcionamento da milícia no Rio de Janeiro, quais as forças que a compõe e como ela se articula em meio aos poderes? Não existe um funcionamento padronizado; isso depende muito dos grupos e do tipo de relações que tecem a rede de cada um deles, aliás, do capital político em jogo. Claramente, quanto mais essas relações se encontram imersas nas estruturas oficiais do Estado (parlamento, judiciário, dentre outros), maior a organização e o poder de mando e controle dos territórios. Não devemos deixar de mencionar que anos atrás políticos de grande envergadura e importância no meio manifestavam apreço às milícias e apontavam elas como formas legítimas de enfrentamento e substituição do poder do tráfico de drogas em muitas regiões do estado do Rio de Janeiro. Como já enfatizamos acima, as milícias, se comparadas ao tráfico, aportam uma identidade positivada em muitos dos meios nos quais atuam. Portanto, as formas de uso da violência em seus múltiplos aspectos (físico, verbal, moral, etc) e a promoção da (in)segurança e oferta de proteção (real ou ilusória) operam juntas, uma estimulando a outra, compondo um círculo vicioso de reciprocidade que alimenta o negócio. O poder das milícias vem aumentando significativamente no Rio de Janeiro, como atestam vários estudos sobre o tema, incluindo um levantamento feito pelo Ministério Público de que, em menos de 10 anos, dobrou a quantidade de comunidades controladas por milicianos. A quais fatores se deve esse cenário? Há muitos fatores em jogo. O primeiro é que as milícias foram vistas e tomadas como mecanismos de solução de problemas de controle e de ordem social em muitas regiões nas quais ganharam força, seja pelas próprias autoridades públicas, ou pelos moradores dessas localidades. Segundo, é que elas atuam como forma de promoção de visibilidade pública e de produção de “identidades cívicas” para uma massa de gente que tem seus direitos diuturnamente vilipendiados pelo próprio estado nas filas do hospital, pelo tratamento da polícia, pelo desrespeito nas escolas, dentre outros dispositivos de políticas públicas. Ela é, em grande medida, consequência da má conformação de nosso espaço público da cidadania, como apontam os antropólogos Luís Roberto Cardoso de Oliveira e Roberto Kant de Lima, e do mesmo modo resulta da naturalização em nosso universo de sociabilidade da violência como uma gramática política e moral muito entranhada em nossas cabeças e corações. Embora em muitos países a violência exista, no Brasil ela é uma linguagem apropriada institucionalmente pelo Estado contra os cidadãos e, por conseguinte, também  é um instrumento de bordo para os cidadãos navegarem nas teias das relações sociais, conformando um verdadeiro estado hobbesiano de natureza da luta de todos contra todos. Por fim, como uma atividade capitalista lucrativa, as milícias se tornam meio de inserção desses excluídos ao mercado e aos bens materiais e simbólicos do mesmo. Como fazer frente ao crescimento delas? Obviamente, sem medidas que partam de uma vontade concreta de resolver o problema das milícias por parte dos mais influentes nos poderes legislativo, executivo e judiciário, dificilmente se terá como fazer frente ao crescimento delas. Nos primeiros momentos em que o termo “milícia” se espalhou na mídia, vários representantes estatais defenderam publicamente as milícias, legitimando de fato o fenômeno. Atualmente isso não ocorre (ou, se ocorre, as declarações tendem a ser mais veladas), mas as prioridades da agenda da segurança pública não mudaram muito, pois na recente intervenção federal, não obstante o crescimento das “áreas dominadas pelas milícias”, o foco sempre foram as “áreas dominadas pelo tráfico”. Algumas das dezenas de medidas propostas para o enfrentamento das milícias (a tipificação do crime de milícia, a realização da GAECO, etc) podem até ter produzido mais prisões, mas pensar em resolver o problema com mais prisões é enxugar gelo. E continuaremos a “enxugar gelo” se não conferirmos definitivamente ao nosso espaço público e político critérios republicanos, afeitos às sociedades com tradição democrática sólida. Nos anos 80 e 90, combatíamos o tráfico; do ano 2000 em diante, as milícias, e assim sucessivamente. Dessa forma, estaremos a combater um “inimigo” que se retroalimenta das desigualdades flagrantes no universo jurídico, social e simbólico. Afinal, no lugar de combatermos a desigualdade, reafirmamos nossos viés anti-igualitário e nossa gramática da violência em prol de absolutamente nada. Vivemos, e talvez viveremos, num eterno “enxugar gelo” se tais questões não forem enfrentadas de frente e com muito vigor pela sociedade brasileira. Como você vê a atuação das milícias no cenário político brasileiro atual? De modo geral, a atuação das milícias sempre representou um recurso político-eleitoral muito importante, e isso acontece desde o século passado, com os grupos de extermínio da Baixada Fluminense. Como os estudos do sociólogo José Cláudio Souza Alves mostram, bem-sucedidas carreiras de matadores se traduziram em bem-sucedidas carreiras políticas; de modo análogo, isso acontecia na Zona Oeste e em outras áreas do estado. Em termos simbólicos, o tráfico continua sendo o bode expiatório do crime no Rio de Janeiro, e o traficante o ator social mais estigmatizado, se comparado com o miliciano. Mais violência se reflete em mais demanda de segurança, ao passo que uma maior oferta de proteção informal precisa de uma menor (ou pior) oferta de proteção formal ou estatal, e esse tipo de relações de dependência operam como uma máquina político-econômica, que funciona tanto melhor quanto mais profunda for a ligação dos grupos criminosos com os poderes estatais. Certamente, para boa parte da população, a indústria do medo estimula e incrementa soluções orientadas pela repressão estatal, pela demanda de “mão dura”, enxergando uma repressão sempre maior como única solução. Como já mencionamos, a violência no Brasil adquire um lugar privilegiado na linguagem e nas práticas sociais. Ela é uma gramática. Em termos ideológico-eleitorais, é comum tomar como solução para o problema da segurança pública mais violência, mais combate ao crime, mais repressão, mais morte, mais armas, mais oferta de proteção. Isso já é feito no Brasil há mais de um século e onde assistimos às mudanças? Como a universidade, na sua opinião, pode contribuir para essa discussão e transformação desse cenário? A universidade como espaço por excelência da produção de conhecimento tem como principal papel apontar e diagnosticar os problemas que são evidenciados pelas pesquisas empíricas e etnográficas. Todavia, tais diagnósticos não reverberam necessariamente em políticas públicas e também podem ser apropriados de forma absolutamente distinta da sua proposição inicial. O conhecimento da universidade é como o do dentista ou do médico que pode apontar para o paciente os caminhos a serem percorridos para prevenir uma doença ou coisa do gênero, mas o paciente pode em seguida desconsiderar tudo que lhe foi dito ao sair da consulta. No InEAC e NUFEP, por exemplo, esses conhecimentos têm sidos transferidos à sociedade por meio de cursos de especialização ou de mestrado e doutorado em áreas que tangenciam a justiça e a segurança pública, bem como também a partir de prestação de consultorias e assessorias às agências governamentais (no âmbito Federal, Estadual e Municipal). Hoje temos, por iniciativa de pesquisadores vinculados a esses dois núcleos de pesquisa de excelência, o curso de Bacharelado em Segurança Pública, cuja inserção é equivalente a qualquer outro curso de graduação da universidade. Encabeçada por um dos maiores estudiosos sobre o sistema de justiça criminal e segurança pública do país, o antropólogo Roberto Kant de Lima, o curso hoje possui professores e pesquisadores de alto gabarito e reconhecimento acadêmico nacional e internacional. No já consolidado Programa de Pós-Graduação em Antropologia, que completa 25 anos em 2019, há uma linha de pesquisa que abriga inúmeros antropólogos que se ocupam de tais questões, com publicações em revistas de impacto no Brasil e no mundo. Mas, entre conhecermos os problemas e a solução dos mesmos há um enorme abismo. Talvez se o conhecimento produzido na universidade fosse mais valorizado e apropriado às políticas públicas, o Brasil estaria num rumo melhor.
Talitha Rocha lança “Quem dirige em São Gonçalo, dirige em qualquer lugar”São Gonçalo, a segunda maior cidade do estado do Rio, é frequentemente associada ao trânsito caótico e desorganizado. Entretanto, por de trás disso, existem facetas que podem passar despercebidas na rotina do tráfego. Uma delas é a atuação da Guarda Civil na cidade, que tem como um de seus propósitos a administração de conflitos, como demonstra a antropóloga Talitha Rocha em “Quem dirige em São Gonçalo, dirige em qualquer lugar”, novo livro da Eduff. Resultado da dissertação de mestrado da autora, o livro é uma etnografia das práticas e representações da Guarda Civil na cidade, feita após uma imersão no local e no tema por um ano, aproximadamente. O trabalho é uma contribuição às reflexões sobre estereótipos repercutidos sobre a cidade, seus quase um milhão de moradores e, principalmente, seu trânsito. No estudo, a antropóloga analisa como esses agentes de leis se comportam, além de identificar formas de sociabilidade, modos de apropriação do espaço público e, principalmente, como a construção do “bom senso” – valores que não estão necessariamente na lei – pode orientar a atuação dos guardas. Saiba como comprar.  
Turismo Social UFF: passeio para o Rio de Janeiro O Projeto Turismo Social UFF está com as inscrições abertas para a experiência turística que acontecerá no dia 30/06, com destino à cidade do Rio de Janeiro (Região do Cais do Porto). O projeto Turismo Social UFF oferece excursões e atividades de lazer a baixo custo para a comunidade acadêmica. A ideia é estimular a integração e socialização da comunidade acadêmica fora do ambiente institucional e, assim, promover o bem-estar e a qualidade de vida durante e após a sua experiência turística. As inscrições estarão abertas até o dia 08/06. Para participar do processo seletivo, basta ter vínculo com a UFF e preencher o formulário disponível no link: https://goo.gl/1KHnwM Informamos que não serão aceitas inscrições realizadas após o período estabelecido, dia 08 de junho de 2018. Observações importantes: *A inscrição será automaticamente enviada para a nossa equipe. *É importante informar que o número de vagas para o passeio será de acordo com o número de assentos do ônibus. Se a quantidade de inscritos for maior que a quantidade de vagas disponíveis, será feito um processo seletivo. *Sendo assim, após o encerramento das inscrições, a equipe dará início ao processo seletivo. Dentro de alguns dias, os inscritos receberão um e-mail informando se foram contemplados. Em caso de dúvidas, acesse nosso site: http://turismosocialuff.wixsite.com/turismosocialuff ou envie um e-mail para turismosocialuff@gmail.com
Lançamento da Eduff trata dos cenários noturnos cariocasO livro “Paisagens luminosas e cenários noturnos: formas, práticas e significados da noite na cidade do Rio de Janeiro” (Eduff, 211 pp, R$42), de Marcos Paulo Ferreira de Góis, trata da expansão e diversificação das práticas sociais durante o período noturno na cidade carioca. A obra mostra que a conquista progressiva da cidade pela noite representou uma forma de reavivar lugares que estavam relegados ao silêncio. Nessa perspectiva, criaram-se mecanismos de regulação das práticas sociais; regulação das atividades e seus lugares na cidade, como o confinamento de bares e prostíbulos a áreas periféricas do centro urbano, determinação dos horários de funcionamento dos estabelecimentos e regulação tecnológica, como o uso da iluminação artificial. Essas regulações afetaram o cotidiano das cidades, a organização do comércio, a gestão e visibilidade das práticas. Marcos Ferreira demonstra que até hoje somos expostos a essas diferenciações na ambiência da vida noturna, seja por medidas de consumo, circulação ou até volume de atividades. O livro é um convite à análise dos comportamentos associados à vida noturna, na tentativa de reproduzir as ações dos usuários nos locais, a sociabilidade na noite do Rio de Janeiro e as formas de interação e de concentração de pessoas nos espaços públicos. Saiba como comprar.   
Lançamento da Eduff trata dos cenários noturnos cariocasO livro “Paisagens luminosas e cenários noturnos: formas, práticas e significados da noite na cidade do Rio de Janeiro” (Eduff, 211 pp, R$42), de Marcos Paulo Ferreira de Góis, trata da expansão e diversificação das práticas sociais durante o período noturno na cidade carioca. A obra mostra que a conquista progressiva da cidade pela noite representou uma forma de reavivar lugares que estavam relegados ao silêncio. Nessa perspectiva, criaram-se mecanismos de regulação das práticas sociais; regulação das atividades e seus lugares na cidade, como o confinamento de bares e prostíbulos a áreas periféricas do centro urbano, determinação dos horários de funcionamento dos estabelecimentos e regulação tecnológica, como o uso da iluminação artificial. Essas regulações afetaram o cotidiano das cidades, a organização do comércio, a gestão e visibilidade das práticas. Marcos Ferreira demonstra que até hoje somos expostos a essas diferenciações na ambiência da vida noturna, seja por medidas de consumo, circulação ou até volume de atividades. O livro é um convite à análise dos comportamentos associados à vida noturna, na tentativa de reproduzir as ações dos usuários nos locais, a sociabilidade na noite do Rio de Janeiro e as formas de interação e de concentração de pessoas nos espaços públicos. Saiba como comprar.     
Coletânea reúne escritos de Carlos Nelson Ferreira dos SantosO livro “Sementes Urbanas” (Eduff, 2017), das organizadoras Maria de Lourdes Pinto Machado Costa e Maria Laís Pereira da Silva, reúne textos, inclusive inéditos, do arquiteto e urbanista Carlos Nelson Ferreira dos Santos. A coletânea dividida em três volumes busca resgatar a memória de um personagem que marcou a história do Rio de Janeiro. Carlos Nelson concebeu sua obra em contextos de grandes transformações e políticas urbanas, em especial, concentradas nas grandes cidades. Cidades que experimentaram intenso processo de metropolização e de favelização pelo Estado e sofreram políticas de efeito segregacionista. O propósito da publicação, que abrange trabalhos desde os anos de 1970 até 1989, é revelar o autor como precursor de muitos pensamentos e práticas hoje realizadas. Carlos Nelson trabalhou no projeto de urbanização na favela de Brás de Pina - elaborando planos com os moradores -, que serviu de base para o atual programa Favela-Bairro da Prefeitura do Rio. O conjunto de textos visa divulgar e ampliar o conhecimento e o legado do professor e pesquisador Carlos Nelson Ferreira dos Santos, ao avançar na exposição e discussões sobre suas ideias. A leitura de “Sementes Urbanas” (Eduff, 2017) oportuniza a promoção de debates na sociedade e possibilita a compreensão da grandeza de Carlos Nelson e sua contribuição para a arquitetura e urbanismo como fenômenos socioculturais.   Saiba como comprar  
Universo das saunas de prostituição masculina é tema de lançamento da Eduff Baseado no estudo etnográfico minucioso que realizou em saunas de prostituição masculina na cidade do Rio de Janeiro, o antropólogo Victor Barreto lança o livro “Vamos fazer uma sacanagem gostosa?”, no dia 6 de outubro, na Livraria da Travessa de Botafogo. No livro, o autor relata não apenas os meandros do mundo dos negócios da prostituição no Rio de Janeiro, mas traz para o leitor uma percepção da forma como as sexualidades e os desejos estão articulados nas saunas cariocas. A obra, além de contribuir para os estudos sobre sexualidade e prostituição masculina, se apresenta como uma fonte de resistência em tempos de conservadorismo político e econômico. Saiba como comprar.  
Livro analisa o antilusitanismo da Primeira República Em “O Rio de Janeiro dos fados, minhotos e alfacinhas: o antilusitanismo na Primeira República” (Eduff, 2017), Gladys Sabina Ribeiro abre espaço para um tema pouco frequentado na historiografia brasileira: o estudo da imigração portuguesa e das relações entre Brasil e Portugal. A autora identifica dois momentos em que o antilusitanismo era mais presente: a primeira década da República e os nos 1920, tanto no cotidiano da rua e do trabalho, quanto na política. Ribeiro realiza, em um texto fluido e cativante, uma análise comparativa entre os dois períodos, suas semelhanças e diferenças e amplia a discussão do tema para além de um sentimento alimentado contra o ex-colonizador. O livro inova na área de fontes e métodos para a pesquisa, ao ser um dos pioneiros a utilizar, como documentação principal, processos-crimes em arquivos judiciários, complementada por pesquisa em jornais. A abordagem explica, ainda, como os portugueses julgavam ter direito à terra e, portanto, à nacionalidade brasileira. Sendo assim, o lusitano era visto como um explorador das oportunidades de trabalho e um concorrente na terra natal. Por outro lado, da perspectiva da valorização crescente do trabalho, a classe dominante via-no com bons olhos. “O Rio de Janeiro dos fados, minhotos e alfacinhas” apresenta o antilusitanismo como uma forma de protesto e resistência, ao compor um estudo contundente para a historiografia nacional. Saiba como comprar.   
"Quando a rua vira cara" ganha nova edição pela EduffClássico da área da Antropologia Urbana, o livro “Quando a rua vira casa” ganhou uma nova edição, revista e ampliada, pela Eduff (2016). Aliando conhecimentos de diferentes áreas, os autores Arno Vogel e Marco Antônio da Silva Mello analisam as maneiras pelas quais as pessoas se apropriam dos espaços coletivos. Os autores elegeram dois espaços para comparação: o bairro do Catumbi, com seu tradicional centro comercial, e a Selva de Pedra, no atual bairro carioca do Leblon. Considerado obsoleto, o Catumbi foi construído no século XIX e recebeu imigrantes portugueses, italianos e ciganos. Já a planejada localidade de Selva de Pedra, na Zona Sul do Rio, surgiu no começo da década de 1970 e ocupou o lugar de uma antiga favela da região. Os autores buscam explicar o caráter próprio e diferencial do uso desses espaços, quando voltados para o lazer. Por fim, são avaliadas as sugestões das políticas de inspiração racionalista, dentro dos planejamentos urbanos. A nova edição pela Eduff conta, ainda, com uma apresentação dos pesquisadores do Laboratório de Etnografia Metropolitana (LeMetro/IFCS-UFRJ) Felipe Berocan Veiga e Soraya Silveira Simões. Sobre os autores Arno Vogel é doutor em Antropologia na UFRJ e professor na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF). Antônio Marco Antônio é doutor em Antropologia na USP e professor de graduação e pós-graduação na UFF e na UFRJ. O ilustrador, Orlando Mollica, é doutor em Comunicação pela UFRJ, além de arquiteto e urbanista, artista plástico, cartunista e ilustrador.   --> Como comprar.    
Mobilização de moradores das favelas é tema de novo livro da EduffDiversos movimentos sociais, como a mobilização dos moradores da Vila Autódromo frente ao projeto olímpico instalado na cidade do Rio de Janeiro, vêm questionando o uso do espaço urbano. Aspectos desse tipo de mobilização, por parte dos chamados favelados, são retratados pelo historiador Marco Pestana em “A união dos trabalhadores favelados e a luta contra o controle negociado das favelas cariocas (1954-1964)”, (Eduff, 2016). No livro, o pesquisador traz à tona as diferentes formas de mobilização e agitação políticas nas favelas da cidade do Rio de Janeiro, no período que vai do fim da Era Vargas, em 1945, até o início da ditadura militar, em 1964. Conhecido como “República Populista”, o autor conta como diferentes forças políticas dominaram as favelas a partir de um “controle negociado” das comunidades e de seus habitantes. Com destaque para a profunda revisão bibliográfica e uma vasta pesquisa documental, Pestana se destaca na maneira pela qual relaciona os eventos do passado e do presente. Coloca, também, os favelados não apenas como vítimas, e sim como cidadãos ativos do processo. O autor ressalta ainda uma característica intrigante: as mobilizações, diferente do imaginado, visam à permanência dessas pessoas nos locais onde moram. Sobre o autor Marco Pestana é historiador e professor do Colégio de Aplicação do Instituto Nacional de Educação de Surdos. É doutorando em História Social pela Universidade Federal Fluminense e atua na área de história do Brasil contemporâneo, desenvolvendo pesquisas acerca de conflitos urbanos.     --> Como comprar    
Mobilização de moradores das favelas é tema de lançamento da EduffDiversos movimentos sociais, como a mobilização dos moradores da Vila Autódromo frente ao projeto olímpico instalado na cidade do Rio de Janeiro, vêm questionando o uso do espaço urbano. Aspectos desse tipo de mobilização, por parte dos chamados favelados, são retratados pelo historiador Marco Pestana em “A união dos trabalhadores favelados e a luta contra o controle negociado das favelas cariocas (1954-1964)”, (Eduff, 2016), que será lançado em 25 de abril, às 19h, na Livraria Blooks de Botafogo. O pesquisador traz à tona as diferentes formas de mobilização e agitação políticas nas favelas da cidade do Rio de Janeiro no período que vai do fim da Era Vargas, em 1945, até o início da ditadura militar, em 1964. Conhecido como “República Populista”, o autor conta como diferentes forças políticas dominaram as favelas a partir de um “controle negociado” das comunidades e de seus habitantes. Com destaque para a profunda revisão bibliográfica e uma vasta pesquisa documental, Pestana se destaca na maneira pela qual relaciona os eventos do passado e do presente. Coloca, também, os favelados não apenas como vítimas e sim como cidadãos ativos do processo, além de uma característica intrigante: as mobilizações, diferente do imaginado, se dão visando à permanência dessas pessoas em seus locais de moradia. Sobre o autor Marco Pestana é historiador e professor do Colégio de Aplicação do Instituto Nacional de Educação de Surdos. É doutorando em História Social pela Universidade Federal Fluminense e atua na área de história do Brasil contemporâneo, desenvolvendo pesquisas acerca de conflitos urbanos.  
Jorge da Silva lança nova edição de “Violência e racismo”Publicado pela primeira vez em 1998 e reeditado em 2003, o livro acaba de ganhar sua terceira edição pela Eduff, com lançamento no dia 29 de setembro, às 18h, na Livraria Icaraí (Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, Niterói). Passados mais de 20 anos, a obra do cientista político Jorge da Silva continua atual e evidencia que o Brasil ainda vive o mito da democracia racial, apontado pelo autor. Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, o autor se valeu da própria vivência para incorporar ao estudo da violência o componente da discriminação racial, constantemente ignorado pelos estudiosos na temática. “Violência e racismo” é uma contribuição não apenas para os estudos acadêmicos, mas, principalmente para aqueles que elaboram e conduzem políticas que têm como objetivo melhorar a qualidade de vida da população. Sobre o autor Jorge da Silva é professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e professor conteudista do Curso em EAD de Tecnólogo em Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF).  Jorge da Silva também já serviu à Polícia Militar, onde exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral e foi, ainda, secretário de Estado de Direitos Humanos do Rio de Janeiro. É autor dos livros “Guia de luta contra a intolerância religiosa e o racismo” (Ceap / Seppir, 2009), “120 anos de abolição” (Hama, 2008), “Criminologia crítica: segurança e polícia” (Forense, 2008), “Direitos civis e relações raciais no Brasil” (Luam, 1994) e “Controle da criminalidade e segurança pública” (Forense, 1990).   --> Como comprar
Clássico da Eduff, “Violência e racismo” ganha nova ediçãoPublicado pela primeira vez em 1998 e reeditado em 2003, o livro “Violência e racismo no Rio de Janeiro” acaba de ganhar sua terceira edição pela Eduff. Passados mais de 20 anos, a obra do cientista político Jorge da Silva continua atual e evidencia que o Brasil ainda vive o mito da democracia racial, apontado pelo autor. Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, Jorge da Silva se valeu da própria vivência para incorporar ao estudo da violência o componente da discriminação racial, constantemente ignorado pelos estudiosos na temática. “Violência e racismo” é uma contribuição não apenas para os estudos acadêmicos, mas principalmente para aqueles que elaboram e conduzem políticas que têm como objetivo melhorar a qualidade de vida da população. Sobre o autor Jorge da Silva é professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e professor conteudista do Curso em EAD de Tecnólogo em Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF).  Jorge da Silva também já serviu à Polícia Militar, onde exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral e foi, ainda, secretário de Estado de Direitos Humanos do Rio de Janeiro. É autor dos livros “Guia de luta contra a intolerância religiosa e o racismo” (Ceap / Seppir, 2009), “120 anos de abolição” (Hama, 2008), “Criminologia crítica: segurança e polícia” (Forense, 2008), “Direitos civis e relações raciais no Brasil” (Luam, 1994) e “Controle da criminalidade e segurança pública” (Forense, 1990).   --> Como comprar    
Vila Mimosa - Etnografia da cidade cenográfica da prostituição cariocaO livro é resultado da pesquisa feita durante dois anos pela antropóloga Soraya Simões na tradicional área de prostituição do Rio de Janeiro. De maneira lírica e ao mesmo tempo com rigor etnográfico, a autora descreve o cenário, as personagens e as sensações desse "mundo paralelo" ao turbulento Centro da cidade e compartilha histórias de um lugar onde a moralidade é um peso apenas fora de seus limites. Ao conhecer esse cenário de modo mais profundo, o leitor poderá refletir melhor sobre essa prática tão antiga e polêmica, que é a prostituição. "Vila Mimosa - Etnografia da cidade cenográfica da prostituição carioca" Autora: Soraya Silveira Simões Ano de publicação: 2010 Preço: R$ 27,00 Como comprar: Na nossa Livraria Icaraí, Reitoria, Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, Niterói, ou consulte-nos pelo formulário de e-mail em www.editora.uff.br/index.php?option=com_contact&view=contact&id=1&Itemid=24.