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UFF na REDE contra ZIKA
HUAP conta com ambulatório para atender crianças expostas ao vírus da zika durante a gestação
PROPPI convida professores pesquisadores para reunião de submissão de projeto à FINEPLeia mais
Finep disponibiliza R$ 390 milhões em dois editais para ICTs A Finep lançou na segunda-feira, 4/4/2016, dois editais: o primeiro, voltado para Centros Nacionais  Multiusuários; o segundo, voltado para ICTs (Institutos de Ciência e Tecnologia) do MCTI, totalizando R$ 390 milhões, pelo período de 5 anos. Também está aberta uma outra chamada pública MCTI/FINEP/FNDCT 01/2016 – Zika com um valor total de R$ 30 milhões.   Dentre os itens financiáveis nas duas primeiras chamadas, cuja liberação de recursos, segundo a FINEP, está prevista para o segundo semestre de 2016, será priorizada a compra de equipamentos MULTIUSUÁRIOS de médio e grande porte, sendo possível também a contratação de técnicos que possam ficar responsáveis por estes equipamentos (seja na modalidade CLT, seja na modalidade de Bolsa CNPq/DT. Por isso, é muito importante que os projetos das diversas áreas do conhecimento envolvam diferentes grupos e redes de pesquisa, demonstrando assim o caráter MULTIUSUÁRIO de clientes internos e externos. Para mais informações ver edital Chamada Pública MCTI/FINEP/FNDCT 02/2016 – Centros Nacionais Multiusuários, no endereço http://www.finep.gov.br/chamadas-publicas/chamadapublica/595 . O edital sobre o Zica vírus irá financiar despesas correntes, de capital, operacionais-administrativas e bolsas (ver detalhes http://www.finep.gov.br/images/chamadas-publicas/2016/MCTI-Finep-FNDCT_01-2016-ZIKA.pdf) Com objetivo de construirmos o calendário de elaboração dos projetos (Multiusuários e Zika), assim como, estipular os critérios de seleção dos subprojetos que serão apresentados no projeto institucional da UFF, convidamos a todos para uma reunião que será realizada na próxima quinta-feira dia 14/04/2016 as 14:00 hs no auditório da Geociências. Neste encontro pretendemos definir o cronograma e as etapas do processo interno de elaboração e formatação dos sub-projetos, que deverão ser coordenados por um pesquisador escolhido por seus pares, o qual ficará responsável pelos contatos com a PROPPI. Teremos que ser muito eficientes e rápidos na construção deste projeto para cumprirmos os cronogramas dos editais, bastante apertados: Cronograma da chamada pública MCTI/FINEP/FNDCT 02/2016 – Centros Nacionais Multiusuários. Data Ação 04/04/2016 Lançamento da chamada 14/04/2016 a 30/04/2016 Envio eletrônico das propostas via FAP 02/06/2016 Envio da documentação impressa 25/07/2016 Resultado Final   Cronograma da chamada pública MCTI/FINEP/FNDCT 02/2016 – Zika vírus. Lançamento da Chamada Pública 24/03/2016 Disponibilização do Formulário (FAP) 28/03/2016 Data final para envio eletrônico da proposta (*) 28/04/2016 Data final para a entrega na FINEP/postagem da cópia impressa 29/04/2016 Divulgação do Resultado Preliminar 30/05/2016 Divulgação do Resultado Final 20/06/2016 (*) O horário para envio da versão eletrônica na data limite para apresentação das propostas se encerra às 18h (horário de Brasília).   Dada a premência do tempo, sugerimos como data para a entrega dos subprojetos na PROPPI para a chamada dos Centros Nacionais Multiusuários o dia 25/04/16. Já para a chamada do ZIKA vírus a data de entrega na PROPPI será dia 20/04/16. Todos os subprojetos deverão ser entregues respeitando a formatação e os limites de caracteres definidos no manual do formulário FAP para cada campo. Cópias impressas do manual serão disponibilizadas na PROPPI para os coordenadores dos subprojetos. Durante a semana de 21 a 30 de abril, quando estaremos preenchendo os formulários FAP da UFF na PROPPI o coordenador do subprojeto ou um seu representante deverá estar disponível para dirimir dúvidas que poderão ocorrer durante o preenchimento do formulário. A PROPPI não se responsabilizará por cortes de textos e/ou itens orçamentários daqueles que não comparecerem quando solicitados para fornecer esclarecimentos. Contamos com a participação de todos Atenciosamente, Saulo Cabral Bourguignon Coordenação de Pesquisa da Proppi Roberto Kant de Lima Pró-Reitor de pesquisa Pós-graduação e Inovação
UFF Debate Brasil - O mundo em alerta: epidemia de Zika no BrasilApesar das inúmeras reportagens sobre o vírus Zika, nos meios de comunicação, e do crescimento desordenado de infectados, há ainda muitas dúvidas a serem desvendadas por especialistas, sanitaristas e doutores no assunto. A Universidade Federal Fluminense abraça essa causa e realiza o primeiro UFF Debate Brasil de 2016, com o título: O mundo em alerta: epidemia de Zika no Brasil, dia 16 de março, às 19 h, no teatro da UFF, sob a coordenação do Vice-Reitor da UFF, Antonio Cláudio da Nóbrega, e com a participação de três especialistas convidados da área de saúde: Ana Maria Bispo, doutora em ciências, área Virologia, da Fundação Oswaldo Cruz e líder da primeira pesquisa sobre a associação entre o vírus Zika e os casos de microcefalia; Osvaldo Nascimento, doutor em neurologia da UFF, coordenador do Núcleo da Unidade de Pesquisa Clínica do Hospital Antonio Pedro e Renato Santana de Aguiar, professor adjunto do departamento de genética da UFRJ, mestre em bioquímica e imunologia pela UFMG e pós-doutor em microbiologia e imunologia pela University of California. 16 de março de 2016 Terça-feira – 19h Teatro da UFF Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí – Niterói/RJ Entrada Franca Classificação etária: Livre
UFF é centro de referência nacional no tratamento de síndromes decorrentes do Zika vírusO Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap), por meio da Unidade de Neurologia, Neurociência e Pesquisa Clínica da Faculdade de Medicina da UFF e a Unidade de Neurologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em Ribeirão Preto, são os dois únicos locais no Brasil que se tornaram referência nacional no atendimento e tratamento de neuropatias periféricas graves e de Síndrome de Guillian-Barré.  De acordo com o neurologista e professor da UFF, Osvaldo Nascimento, esses danos interferem no sistema nervoso periférico, que são responsáveis por transmitir impulsos do sistema nervoso central para o resto do corpo. Os primeiros casos da doença surgiram no final do ano passado, junto com o aumento incomum de casos de bebês com microcefalia em regiões do Nordeste. Até o momento 12 pessoas com Síndrome de Guillian-Barré foram internadas e submetidas ao tratamento no Huap, apenas uma delas ainda permanece no CTI, afirma o especialista. Os dois centros – Niterói e Ribeirão Preto – formam uma rede de neurologistas e pesquisadores, que até o dia desta entrevista, já havia notificado e atendido mais de 40 pacientes de várias regiões do país. A rede é formada por 18 profissionais entre técnicos de imagem, neurologistas e pesquisadores que, segundo o professor Nascimento, vem buscando aprimorar o diagnóstico, orientados pela classificação internacional da Síndrome de Guillian-Barré,  com o principal objetivo de evitar possíveis erros. Hoje, são mais de 30 condições e sintomas semelhantes aos da síndrome. Os casos de microcefalia, no Rio e na cidade do Recife, em Pernambuco, chamam a atenção das autoridades, mas a quantidade de bebês com microcefalia nos Estados Unidos é muito maior", Osvaldo Nascimento Um exemplo disso é o caso de Leonardo Pizutti, químico, de 23 anos, que ficou internado por nove dias no Huap, sob os cuidados do médico Osvaldo Nascimento e sua equipe, formada pelas médicas Ana Carolina Andorinha, Pâmela Passos e outros residentes.  Depois do carnaval, ele procurou uma UPA quando começou a sentir os sintomas da Síndrome de Miller-Fisher, uma das variantes mais frequentes da Síndrome de Guillain-Barré. Na ocasião, ele apresentava tonteira, visão turva e dificuldade de locomoção. Na entrevista a seguir, o professor Osvaldo Nascimento dá mais detalhes sobre a infecção por Zika, Síndrome de Guillian-Barré e pede à população que evite as falsas notícias e o alarmismo. - De que forma a parceria entre a UFF e o poder público municipal podem orientar as gestantes durante o surto de Zika no Rio de Janeiro e o que elas devem fazer para se prevenir? Osvaldo Nascimento: É mais fácil a gente fazer ciência do que entender os políticos. A imprensa vem divulgando nosso trabalho diariamente, desde o surgimento dos primeiros casos da Síndrome de Guillian-Barré associados à “zikavirose”, mas, por incrível que pareça, nenhum secretário dos municípios da Região Metropolitana do Grande Rio me procurou para obter mais detalhes e outras informações sobre o tratamento dessas doenças, com exceção do secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, o médico sanitarista, professor e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, Daniel Soranz. - Quantas doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti a população está enfrentando? Osvaldo Nascimento: boa parte do território brasileiro é endêmica em febre amarela e dengue. E agora temos a febre Chikungunia e a Zika. Todos esses vírus são transmitidos pelo Aedes aegypti. Nos Estados Unidos, a Febre do Oeste do Nilo, que causa encefalite (inflamação do cérebro), afeta o sistema imunológico e acaba deflagrando sintomas associados à Síndrome de Guillain-Barré, que, por sua vez, afetam a nuca, o cérebro e a medula do paciente. Todas essas doenças tem o mesmo vetor em comum. No caso da Zika, pelo fato de originar uma reação muito grande do sistema imunológico, acaba afetando o sistema nervoso central. A saída é não ter o mosquito. O cientista Oswaldo Cruz mobilizou o Poder Público e a população e conseguiu eliminar o Aedes aegypti há 100 anos. Mas, ao longo desses anos, o homem desrespeitou a ecologia, sujou a natureza e agrediu o meio ambiente com pesticidas.   - A diminuição do diâmetro da cabeça e do cérebro do bebê (microcefalia) afeta diretamente o desenvolvimento da criança em quais aspectos? Osvaldo Nascimento: essas relações ainda não estão bem definidas. Os casos de microcefalia, no Rio e na cidade do Recife, em Pernambuco, chamam a atenção das autoridades, mas a quantidade de bebês com microcefalia nos Estados Unidos é muito maior.  Talvez, o nosso maior problema seja a subnotificação. Médicos mal treinados e a falta da obrigatoriedade da notificação podem subestimar o real número de casos, que podem estar sendo causados pelo vírus da Zika, mas ainda não se tem uma prova contundente que diga que a Síndrome de Guillain-Barré esteja associada ao vírus da Zika. - Qual o percentual de brasileiros contaminados com o Zika vírus atualmente? Osvaldo Nascimento: No Brasil, nos meses de janeiro e fevereiro, para cada grupo de 100 mil habitantes, quatro a cinco indivíduos, em fase produtiva, apresentavam sintomas de infecção por Zika vírus. Para os pesquisadores da UFF, o número era expressivo naquele momento. Mas, com a proximidade do fim do verão e o consequente declínio das temperaturas, provavelmente o número de casos notificados tenda a baixar. - A mãe ou o bebê, depois de recuperados da Zika, poderão desenvolver a síndrome de Guillain-Barré? Os estudos estão em curso, mas ainda não podemos comprovar que isso possa ocorrer. O que sabemos é que o cérebro não cresce. A microcefalia inibe o desenvolvimento natural do encéfalo durante a gestação. Há também um parasitismo das células nervosas, que não se desenvolvem. E o cérebro não crescendo vai interferir no raciocínio, movimentos, e assim por diante, gerando um ser que terá sérias limitações sociais. - Quais os sintomas da síndrome de Guillain-Barré e quais problemas neurológicos futuros que um paciente pode desenvolver depois de recuperado desta doença? Osvaldo Nascimento: a Síndrome de Guillian-Barré (SGB) foi descrita há 100 anos, por três médicos parisienses: Georges Guillain, Jean Alexandre Barré e André Strohl, que descobriram uma anormalidade no liquor dos pacientes que tinham a doença. Desde então, a enfermidade é caracterizada por uma fraqueza ascendente. Os sintomas começam pelos pés, sobem para as pernas, coxas, musculatura da face, e por fim paralisam a face e nos casos graves o sistema respiratório. No entanto, 80% dos pacientes reagem bem, 20% apresentam outras complicações, sendo que destes, 5% necessitam de maiores cuidados no estágio grave da doença. - O que está sendo feito para reverter este quadro? Osvaldo Nascimento: para reverter este quadro e estudar os mecanismos originários da SGB, mobilizamos neurologistas, biomédicos e pesquisadores da UFF, Fundação Oswaldo Cruz e UFRJ, para que possamos fazer um levantamento pormenorizado de cada paciente. Queremos saber quem tem o organismo predisposto a desenvolver a síndrome, após ter enfrentado a Zika. A boa notícia é que já isolamos o RNA Viral, que irá permitir desenvolver o antiviral e a vacina, evitando que novos casos aconteçam. - Que objetivos e benefícios a campanha de combate ao Aedes aegypti trará para a UFF e para a sociedade? Osvaldo Nascimento: Eu quero ação! A parceria entre o Poder Público e a UFF é de extrema importância, mas, como afirmei, os nossos profissionais não estão sendo procurados. Precisamos aumentar a oferta de leitos, promover concurso de novos profissionais, verba para comprar medicamentos e a imunoglobulina (substância utilizada no tratamento), além de melhorar o diagnóstico, e em curto prazo, produzir uma cartilha para orientação e capacitação da equipe médica e de todos os profissionais de saúde envolvidos nas ações de prevenção e tratamento. - Que mensagem o senhor deixa para a população: (assista no vídeo o esclarecimento do especialista a toda  a população) Osvaldo Nascimento: estamos em estado de atenção, não de alarme. A síndrome é rara, mas tem na maioria dos casos uma evolução favorável.  A sociedade e o Poder Público precisam se organizar para que tenhamos uma estrutura eficaz de atendimento, mas vale ressaltar: nem tudo é Zika, nem tudo é Síndrome de Guillain-Barré. 
Especialista em Saúde Pública da UFF chama atenção para ações conjuntas no combate ao Aedes A situação atual do país é muito grave em relação às viroses transmitidas por insetos (arboviroses). O alerta é do professor Flávio Moutinho, do departamento de Saúde Coletiva Veterinária e Saúde Pública da Faculdade de Veterinária da UFF. Com um vasto conhecimento dos problemas relacionados às zoonoses, o especialista utiliza a epidemiologia como ferramenta de investigação imprescindível ao controle da dengue, zika e da febre Chikungunya. Moutinho participa também das ações de controle do mosquito Aedes aegypti, na campanha que a universidade promove junto à Prefeitura de Niterói. A parceria visa orientar a comunidade acadêmica e transformá-la em multiplicadores das informações que chegarão naturalmente à população, em especial às gestantes, durante a epidemia de dengue e zika que aflige a região metropolitana do Grande Rio. Segundo o especialista, nesse contexto, as atividades multissetoriais são essenciais, pois somente uma ação conjunta e integrada proporcionará a cooperação necessária para o enfrentamento dessas enfermidades. Assim sendo, “a parceria da UFF com o poder público pode ser de grande valia na sensibilização da população em geral e, em especial, das gestantes”. A seguir o professor Flávio Moutinho esclarece algumas questões fundamentais sobre as ações de controle ao Aedes aegypti. Além do "Fumacê" e dos larvicidas, a educação e informação são armas eficazes no combate ao vetor, mas por que não vencemos de uma vez por todas a batalha contra o “Aedes aegypti”? Flávio Moutinho: A questão do combate ao “Aedes” é muito complexa, e todas as ferramentas devem ser utilizadas para o controle dos mosquitos, cada uma desenvolvendo sua função. Na minha visão, o principal item nesse controle não é o larvicida e nem o “Fumacê”. O principal objetivo deve ser sempre evitar o acúmulo de água que permita que as fêmeas do mosquito coloquem seus ovos e perpetuem o ciclo biológico do inseto. E para isso é fundamental a educação em saúde e a informação adequada. De que forma a educação da população pode contribuir no combate ao inseto? Flávio Moutinho: A simples transmissão da informação teórica para a população não resolve o problema. A população tem que, de posse daquela informação, perceber aquilo como prioritário e mudar seus hábitos no intuito de não facilitar a vida do mosquito. Ao mesmo tempo, não podemos culpar somente o paciente, jogando toda a responsabilidade do controle sobre a população. Qual o papel do Poder Público na guerra contra o mosquito? Flávio Moutinho: Há necessidade de ações contundentes de saneamento por parte do Poder Público em todas as suas esferas, envolvendo especialmente a questão do fornecimento de água e da coleta e destinação adequada dos resíduos sólidos (lixo). Ainda que boa parte dos focos seja encontrada no interior das residências, há a questão dos macrofocos, que são capazes de ininterruptamente fornecer condições para que o ciclo do mosquito se complete. O uso de larvicida deve se dar com parcimônia, quando há impossibilidade de eliminar aquele acúmulo de água. Se voltarmos o foco para a prevenção, a rede de saúde vai ser menos impactada e pressionada." - Flávio Moutinho  Qualquer pessoa pode usar o carro “Fumacê”? Flávio Moutinho: Não! O uso do "Fumacê" deve se dar somente com base estritamente técnica e com muita responsabilidade, pois além de atuar somente sobre a fase de vida alada do mosquito (adulto), ainda pode afetar muitas outras espécies de animais onde for utilizado, matando principalmente os predadores naturais do mosquito, como pequenos pássaros, outros insetos e causando danos significativos no meio-ambiente. As redes pública e privada de saúde estão realmente preparadas para atender essas diferentes doenças? Flávio Moutinho: Apesar de não ser profundo conhecedor das redes de saúde acredito que, sem dúvida, há deficiências, especialmente pela alta procura em relação à capacidade instalada em tempos de epidemia. Além disso, a zikavirose é um desafio maior e mais recente. Ainda precisamos de muitos estudos para conhecer melhor seus impactos sobre a saúde humana. Mas se voltarmos o foco para a prevenção, a rede de saúde vai ser menos impactada e pressionada, reduzindo esse problema. O objetivo primaz deve ser sempre evitar o adoecimento. Os alunos da Veterinária da UFF recebem orientações frequentes sobre essas doenças? Flávio Moutinho: Na Faculdade de Veterinária as arboviroses são abordadas direta ou indiretamente em, pelo menos, três disciplinas ao longo do curso. Além disso, os alunos têm à disposição como disciplina não obrigatória, uma que aborda a questão da educação em saúde e que pode ser muito útil na formação dos futuros veterinários que atuarão no controle dessas e de outras enfermidades. Que benefícios a campanha trará para a UFF e para a sociedade? Flávio Moutinho: A campanha poderá sensibilizar a população para a responsabilidade de todos no combate às arboviroses, especialmente municiando a sociedade com informação de qualidade. Deve-se atentar para a necessidade e a importância de divulgação de informações com base técnica, já que com o advento das redes sociais, apesar da facilitação do processo de comunicação entre as pessoas, estreitando tempo e espaço, muita informação de baixa qualidade ou equivocada vem sendo divulgada e compartilhada, o que, na minha visão, é um grande perigo para a saúde coletiva.
UFF mobiliza comunidade universitária para combate ao mosquito ‘Aedes aegypti’O mosquito “Aedes aegypti”, transmissor da febre amarela, dengue, febre chikungunya e zika, não podia imaginar que ao mexer com quem estava aparentemente quieto, acabaria por deflagrar uma grande campanha de combate à sua espécie. Resultado: desde o dia 12 de janeiro, a UFF, em parceria com a Fundação Municipal de Saúde de Niterói, por meio do Departamento de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses (Devic), vem desenvolvendo ações educativas junto à comunidade universitária no sentido de orientar servidores técnico-administrativos, alunos, professores e funcionários terceirizados, que somam 65 mil pessoas, quanto à identificação e eliminação de possíveis focos do vetor, em todas as unidades.  Por conhecer todos os espaços dos “campi” da UFF, o professor de Veterinária e ex-prefeito Universitário Mário Augusto Ronconi foi indicado pelo reitor Sidney Mello para liderar as ações de combate ao mosquito. A universidade, por sua vez, mobilizou seus funcionários terceirizados, responsáveis pela conservação das áreas verdes, para que identifiquem e retirem todos os utensílios encontrados nos “campi”, que possam acumular água, tornando-se ambientes propícios para a procriação do inseto. A parceria da UFF e Prefeitura de Niterói, segundo Ronconi, tem permitido realizar ações que incluem também aplicação de larvicidas em forma de pastilhas (que garantem efeito prolongado) e o combate ao mosquito adulto com inseticidas, por meio do carro “Fumacê”. O trabalho se estende também à eliminação de roedores, com a aplicação de raticidas em forma de tabletes (iscas), nas “ninheiras” encontradas nos “campi”. Educação e informação A estratégia de combate aos focos do mosquito reúne duas principais aliadas no trabalho de eliminação do “Aedes aegypti”: educação e informação. Para aproveitar o momento das ações, as equipes da UFF e do Devic distribuem aos servidores, alunos e professores panfletos com orientações a respeito do controle do inseto. Palestras educativas serão realizadas em todas as unidades, em data, horário e locais a serem definidos. No dia 29 de janeiro, foram realizadas ações no Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), que se estenderam às obras dos prédios das faculdades de Medicina e Direito, bem como no Instituto de Arte e Comunicação Social (Iacs). Nessa ocasião, houve a passagem do carro “Fumacê”, além da distribuição de folhetos, afixação de cartazes, aplicação de larvicidas, recolhimento de utensílios e retirada de lixo. A operação, que faz parte do Plano de Ação do Ministério de Educação, foi realizada por equipes da Prefeitura Universitária (Preuni), Superintendência de Arquitetura e Engenharia (Saen) e Devic. Comitê Temático As ações de combate ao “Aedes aegypti” serão desenvolvidas durante todo o ano de 2016, mantendo a comunidade universitária em alerta e mobilizada. Para isso, o reitor constituiu um Comitê Temático, que dará suporte aos trabalhos de prevenção e eliminação do vetor nos “campi” da UFF em Niterói, Angra dos Reis, Campos dos Goytacazes, Rio das Ostras, Macaé, Santo Antônio de Pádua, Nova Friburgo, Volta Redonda, Petrópolis, Cachoeira de Macacu e Iguaba. O comitê é formado por Mario Augusto Ronconi; engenheiro Oscar Manoel Erthal de Souza, representante da Prefeitura Universitária; Beatriz Maria Tiengo Forte, da Pró-Reitoria de Administração; médica da Coordenação de Atenção Integral à Saúde e Qualidade de Vida da UFF Fátima de Azevedo Loureiro; professor e superintendente de Comunicação Social, Afonso de Albuquerque; servidor Bruno Leonardo Brito Vicente, da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis; e professor Antonio de Souza Boechat, da Pró-Reitoria de Extensão.
UFF promove ação contra o Aedes AegyptiA Universidade Federal Fluminense (UFF), realizou, em parceria com a Prefeitura Municipal de Niterói (PMN), uma grande mobilização nesta sexta-feira (29), para combater o mosquito Aedes Aegipty. A ação faz parte do plano de combate ao mosquito da universidade, que vem sendo efetuado desde o dia 12 de janeiro (já tendo atendido aos campi Valonguinho, Gragoatá, Praia Vermelha, Faculdade de Veterniária e Faculdade de Farmácia), e fez parte da ação nacional promovida pelo Ministério da Educação. As ações dessa sexta foram realizadas no HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro, nas obras do prédio da Faculdade de Medicina, na Faculdade de Direito (que ocupa o antigo prédio da Faculdade de Economia) e no IACS (Instituto de Artes e Comunicação Social) e contaram com a passagem do carro do Fumace, panfletagem, identificação de possíveis focos do mosquito, aplicação de inseticidas e raticidas e com o recolhimento de todos os utensílios onde os mosquitos poderiam vir a se recuperar. Os trabalhos foram realizados pela PREUNI, SAEN e Departamento de Vigilância Sanitária e controle de Zoonoses da PMN. A parceria entre UFF e Prefeitura tem permitido, desde o começo do ano, a realização de ações que incluem além da eliminação dos possíveis focos de acúmulo de água parada, a aplicação de larvicidas em forma de pastilhas com efeito prolongado e a realização do combate dos mosquitos adultos através da aspersão de inseticidas (Fumace).  A Universidade reitera seu compromisso com o bem-estar e a saúde de toda a comunidade acadêmica e Niteroiense e, para tal, reafirma seu compromisso no combate ao Aedes Aegypti em todas as suas dependências, bem como manterá um trabalho permanente de conscientização da população sobre tão importante tema.  
UFF e Prefeitura de Niterói fazem mutirão contra a dengueA Universidade Federal Fluminense, em parceria com a Vigilância Sanitária de Niterói, promoverá uma ação contra o mosquito aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como a dengue, a zika, e a chikungunia nos campi do Gragoatá, Valonguinho e Praia Vermelha. A ação envolverá pesquisa sobre os focos de mosquito e a aplicação de inseticidas e fumacê, além da distribuição de panfletos informativos. No conjunto, cinquenta agentes de saúde estarão envolvidos na ação.