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I Fórum de Acessibilidade e Inclusão da UFFA Comissão UFF Acessível e o DCE UFF Fernando Santa Cruz, realizam em 3/12, o Fórum de Acessibilidade e Inclusão da UFF. A atividade acontece no Dia internacional das pessoas com deficiência e tem, entre outros objetivos, mobilizar a comunidade acadêmica para a questão da inclusão, acessibilidade e permanência do aluno com deficiência na UFF.  Além de disseminar informações nas diversas áreas, promovendo a reflexão e a troca de experiências a fim de transpor as barreiras atitudinais e pedagógicas, que, hoje, são fatores existentes na universidade, e desta forma, fomentar o trabalho e as ações para uma UFF mais inclusiva e acessível. O evento será no formato de painel: 10h -Painel 1: Possibilidades Pedagógicas • Mediação: Hellen Ferreira- Vice-coordenadora do Observatório Internacional de Inclusão, Interculturalidade e Inovação Pedagógica (OIIIIP); profa. da Faculdade de Educação (FEUFF) • Erika Leme- Coordenadora do Projeto de extensão “Formação cultural e Educação Inclusiva: ampliando horizontes e derrubando barreiras”; profa. da Faculdade de Educação (FEUFF) •Daniele Magon- Especialista em Libras pela UFRJ; Mestre em Diversidade e Inclusão (CMPDI) e profa. de Libras do Instituto de Letras da UFF •Raphaela Giffoni- Técnica em Assuntos Educacionais do Setor de Apoio Acadêmico (SAA), do Instituto de Ciências Humanas (ICHS), Campus da UFF no Aterrado, Volta Redonda •Márcia Moraes- Coordenadora do projeto de pesquisa “Corpo, subjetividade e cegueira”; profa. do Instituto de Psicologia da UFF   14h- Painel 2: Políticas Públicas. • Mediação: Sérgio Bahia – Membro da Comissão UFF Acessível; prof. do Departamento de Urbanismo e do Curso de Mestrado Profissional em Diversidade e Inclusão (CMPDI) • Jairo Werner – Coordenador do programa Nossos Médicos (saúde mental dos estudantes); Dr. em Saúde Mental; Prof. Titular da Faculdade de Medicina da UFF • Deborah Prates – Membro da Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB); membro da Comissão de Direitos Humanos IAB e Presidente da Comissão da Mulher IAB. • Vitoria Rosa – Diretora de Combate ao Racismo da União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ), aluna de Engenharia Mecânica UERJ????? • Camila Cidade- Membro do Coletivo de Mães da UFF (CMUFF) O evento é gratuito e será emitido certificado ao final do evento. Inscrição pelo link https://forms.gle/RG6Q8d9XK6KZGv5g8.
Representantes da Comissão UFF Acessível participam de evento em Volta Redonda A atividade aconteceu na última quarta-feira, 06/11, quando alunos, técnicos, professores e representantes da sociedade civil participaram da palestra sobre “Mobilidade Urbana e Calçadas”, no Campus do Aterrado. Organizado pelo professor Ilton Curty Leal Junior, do Grupo de Pesquisa em Tecnologia e Gestão (Geteg), o evento contou com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) e do Setor de Apoio Acadêmico (SAA), do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS). O encontro foi uma oportunidade importante para debater sobre o tema, integrando as necessidades da população com os conhecimentos que a universidade pode oferecer. Durante a visita ao ICHS, a Presidente da Comissão UFF Acessível, jornalista Lucília Machado, teve a oportunidade de estreitar os laços com aquela unidade do interior e conversar sobre novas parcerias para os campi da UFF no interior. Na oportunidade, também foi realizada uma visita ao Laboratório de Ambiente Virtual de Aprendizagem para Crianças Autistas (Adaca), coordenado pela professora Vera Caminha, que também faz parte do Curso de Mestrado Profissional em Diversidade e Inclusão (CMPDI). Saiba mais sobre o SAA Em novembro de 2015, na gestão do professor Ilton Curty Leal Junior, foi criado o Setor de Apoio Acadêmico (SAA) no ICHS com o objetivo de promover e zelar pela acessibilidade e inclusão. Desde então, o setor passou a atuar em parceria e relações permanentes e estreitas com o então Núcleo Sensibiliza, atual Secretaria de Acessibilidade e Inclusão (SAA), vinculada à Proaes. O setor, que é responsável pelo acolhimento e inclusão dos alunos com deficiência no ICHS, disponibiliza, entre outros recursos, computadores e notebooks adaptados, scanners óticos, bolsistas de apoio à inclusão e monitores de acessibilidade. Além disso, a equipe também conta com uma sala específica para estudos dirigidos dos alunos com deficiência. Contato: uff.ichs.saa@gmail.com Rua Des. Ellis Hermydio Figueira, 783 – Sala: 101B / UFF Aterrado – Volta Redonda – RJ Saiba mais sobre o Adaca Criado em 2010, o grupo de pesquisa e extensão Ambiente Digital de Aprendizagem para Criança Autista (Adaca), vinculado ao Instituto de Ciências Exatas (Icex) e o Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) da Universidade Federal Fluminense, campus Volta Redonda, tem como objetivo auxiliar na aprendizagem de crianças autistas. Através de atividades complementares no ensino de matemática, português e música, as ferramentas computacionais do projeto multidisciplinar contribuem também para a inclusão digital dessas crianças. Atualmente, o Adaca conta com quatro docentes, uma fonoaudióloga e 25 alunos (incluindo bolsistas e voluntários) dos cursos de Psicologia, Física Computacional, Matemática Computacional, Engenharia e Ciências da Computação. A equipe de profissionais e alunos investiga e desenvolve ferramentas digitais que podem colaborar para o aperfeiçoamento da comunicação da criança com o transtorno do espectro autista. http://adaca.com.br/ Rua Des. Ellis Hermydio Figueira, 783 - Bairro Aterrado - Sala: 102B - Volta Redonda – RJ
1° Seminário de Acessibilidade CulturalO Centro de Artes UFF realizará de 14 a 18 de agosto de 2019 o 1° Seminário de Acessibilidade Cultural, ocupando os espaços de artes visuais, Teatro da UFF, Cine Arte UFF, em Icaraí, e a Sala InterArtes (no IACS - Instituto de Arte e Comunicação Social), em São Domingos.  Diversidade, Políticas e Estratégias de Acessibilidade, Direitos Culturais, Gastronomia Acessível e Educação Inclusiva serão alguns dos temas debatidos. O evento marca o processo de implementação gradativa de recursos de acessibilidade cultural na programação do espaço e se soma ao esforço institucional de fazer da UFF uma universidade cada vez mais inclusiva. A inscrição nas mesas e rodas de conversas do seminário será gratuita e realizada pelo link https://forms.gle/AVTPrHsM8NtET8ar6 . O Seminário de Acessibilidade Cultural contará com mesas e rodas de conversa, cujas inscrições serão online ou presencial, dando direito a certificado mediante 75% de presença do participante. A inscrição é fundamental também que a produção do evento conheça melhor o perfil dos frequentadores e dos recursos assistivos necessários. Serão disponibilizados recursos assistivos como intérpretes de Libras; programa em Braille, com fonte ampliada e alto contraste; apoio de monitores voluntários para orientar ou conduzir os frequentadores ao longo do evento; além de QR Code (com audiotextos) para as exposições da Galeria de Arte UFF, "Desenho-Caminho" e “Agarrar-se a pedras afiadas” (com algumas peças táteis), e do Espaço UFF de Fotografia, “Cartografias: outros olhares”. O local do evento não dispõe de estacionamento, mas pessoas com mobilidade reduzida poderão ter acesso ao pátio da Reitoria da UFF para embarque e desembarque, mediante inscrição prévia mencionando essa condição. Mais sobre o Seminário de Acessibilidade Cultural O Seminário visa estimular reflexões e aproximações da temática a partir de experiências e relatos, pesquisas e projetos experimentais de e com pessoas com deficiência, e dar visibilidade a iniciativas individuais e institucionais em prol da cultura acessível - do direito à cidadania cultural plena da pessoa com deficiência. O evento ainda tem como objetivo fomentar intercâmbios dentro e fora da comunidade acadêmica da UFF, a fim de proporcionar a construção de parcerias e redes de acessibilidade, para futuras ações  conjuntas que venham a fortalecer o movimento em prol do direito à acessibilidade cultural a públicos diversos. Dentro da programação, Nathan Braga e Marisa Florido (respectivamente, artista e curadora da exposição “Agarrar-se a pedras afiadas”); Fernanda Andrade (artista da exposição “Desenho-Caminho”) e Jéssica Siqueira Luiz (coordenadora do Projeto Turismo, Hospitalidade e Inclusão - UFF) conversarão com o público sobre seus trabalhos em artes visuais no Encontro com Artistas. Um dos destaques da Sala Interartes é a Master-class com o realizador francês Jules Thenier, que desenvolve projetos audiovisuais como diretor e roteirista. A semana contará ainda com a exibição gratuita de filmes da Mostra de Cinema Sem Diferenças (Festival International du Film sur le Handicap, França), em sua primeira edição no Brasil, com acessibilidade (audiodescrição, LSE (Legendagem para Surdos e Ensurdecidos), janela LIBRAS). Também faz parte da programação, mediante cobrança de ingressos, o espetáculo teatral Ponto de Vista, comédia com o ator Jeffinho Farias, do programa A Praça é Nossa. Jeffinho, que é cego, apresenta ao público de maneira bem humorada algumas das situações que ele mesmo vivencia, além de causos baseados em histórias reais. Relacionamentos, tendências contemporâneas e moda são alguns dos ingredientes desse saboroso cardápio. A inscrição nas mesas e rodas de conversas será gratuita e realizada pelo link (com direito a certificação): https://forms.gle/AVTPrHsM8NtET8ar6 . Espetáculo “Ponto de Vista”, com cobrança de ingressos. Consulte valores pelo site http://www.centrodeartes.uff.br e pelas redes sociais: Facebook: https://www.facebook.com/centrodeartesuff Evento: https://www.facebook.com/events/653809068448346/ Instagram: http://www.instagram.com/centrodeartesuff Endereços: Sala InterArtes - IACS - Instituto de Arte e Comunicação Social - Rua Lara Vilela, 126, São Domingos - Niterói  Centro de Artes UFF - Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí - Niterói   Parcerias institucionais: Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis - PROAES Escola de Inclusão: Labs-STEAM
Parceria entre UFF e Prefeitura de Niterói ampliará acesso de deficientes auditivos às informações de saúdeCom foco na acessibilidade e inclusão, uma parceria entre a UFF e a Prefeitura Municipal de Niterói, através da Fundação Municipal de Saúde (FMS), possibilitará a inovação na criação e confecção dos produtos de divulgação do órgão. Desde 25 de julho, boa parte dos cartazes, folhetos, banners e cartilhas produzidos pelo setor de artes gráficas da FMS passaram a receber um QR Code, que ao ser carregado no smartphone de um usuário com deficiência auditiva, possibilitará a obtenção de outras informações sobre o assunto, além das inseridas no material gráfico. O projeto é coordenado pela professora de Libras do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da UFF, Gildete da Silva Amorim Mendes Francisco. Ela leciona a língua brasileira de sinais para 27 cursos da instituição, bem como para o Instituto de Saúde Coletiva, situado no Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), além da disciplina de Libras em Saúde para os estudantes da Faculdade de Medicina. Torço para que ações como essa possam se multiplicar e que de fato o deficiente auditivo tenha mais visibilidade dentro dos espaços públicos de saúde”, Gildete Francisco. De acordo com Gildete, a ideia surgiu após ouvir o depoimento de uma usuária com surdez, que reclamava de não obter outras informações na língua de sinais. “Eu fiquei com aquela fala na cabeça e questionei como poderia propiciar acessibilidade para ela e outros surdos de forma clara e objetiva”, comentou a professora, ressaltando que pensou muito em aliar a sua prática à questão tecnológica. “Eu passei a gravar vídeos utilizando a libras. Foi assim que nasceu a proposta”, informou. Hoje, de acordo com a especialista, a maioria dos deficientes auditivos usa celular e acessa os conteúdos impressos e visuais em português, ampliando as informações em libras recebidas por meio do aparelho. Com a utilização de um QR Code impresso no produto, o número de informações passadas à população com deficiência auditiva vem sendo ampliado. Sendo assim, a FMS está proporcionando aos usuários uma das diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), a da equidade, que garante a todas as pessoas atendimento e informações confiáveis. Ainda segundo Gildete, a iniciativa vai ao encontro do que está estabelecido pela Lei de Libras. “A iniciativa é inédita não só em Niterói como em todo o estado do Rio de Janeiro. Aliás, acredito que não exista no Brasil nenhum material deste porte. Torço para que ações como essa possam se multiplicar e que de fato o deficiente auditivo tenha mais visibilidade dentro dos espaços públicos de saúde”, afirma a professora. Além disso, o projeto vai ao encontro do que está estabelecido no Direito Linguístico, conforme o Decreto 5.626 de 2005, que a motivou na criação dos vídeos. Os deficientes auditivos, relembra Gildete, encontram-se entre os grupos vulneráveis e desfavorecidos, que sofrem com o que chamamos de “uma barreira linguística”, onde se sentem impedidos de ter uma comunicação ágil e eficaz que permita a eles acessarem os serviços básicos fornecidos pela sociedade. A professora acredita que o material beneficiará não apenas surdos, mas também os profissionais que atuam direta e indiretamente com eles, uma vez que o material é bilíngue, em português e libras. Desde 2017, acrescenta a professora, existe na UFF o projeto de extensão intitulado “Libras em Saúde: um estudo de sinonímia”, realizado por meio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), em parceria com um grupo de pesquisa do Núcleo de Estudos em Diversidade e Inclusão de Surdos (Nuedis). O objetivo é despertar o interesse dos profissionais da saúde para a melhoria no atendimento clínico e hospitalar das pessoas com deficiência auditiva e surdos usuários da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e seus familiares, possibilitando a inclusão social. “O desenvolvimento do projeto prevê também o oferecimento de palestras, cursos e oficinas com foco na acessibilidade dos surdos à saúde, assim como a promoção de campanhas de conscientização destinadas aos surdos no local de trabalho”, conclui.
Movimento das pessoas com deficiência no Brasil e Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF)Palestrante: Dra. Izabel de Loureiro Maior -ABMR O modelo social da deficiência instrui e informa as atuais políticas públicas no campo da deficiência. Nessa perspectiva, a deficiência não é alguma coisa que uma pessoa porta, mas sim, o resultado do encontro entre um corpo singular e um cenário social excludente, não acessível. Assim, a deficiência é uma questão social, política, coletiva e não um problema individual. Que movimentos sociais da deficiência existem no Brasil? Quais os seus efeitos nos desenhos das atuais políticas públicas nessa área? Como operar com o modelo social da deficiência na prática, na concessão de benefícios oriundos das políticas públicas? Evento organizado pelo Laboratório PesquisarCom da Uff com a participação da Divisão de Acessibilidade e Inclusão - Sensibiliza UFF Associação Fluminense de Reabilitação - AFR
Primavera da InclusãoVem aí a Primavera da Inclusão. Celebraremos o Dia da Luta da Pessoa com Deficiência com muita troca de experiência e conhecimento em busca de uma UFF cada vez mais acessível e inclusiva. Participe! Divulgue! Inscrições pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf_pxfHh6kojTMH2k7Xb_w7QkDu8OtYaXc7NMBtxIiaKsdzVA/closedform Programação em anexo.
Alunos da UFF desenvolvem próteses robóticas de baixo custoO Brasil registra anualmente cerca de 40 mil casos de amputação por motivos de acidente ou doença. O Sistema Único de Saúde (SUS), por sua vez, não consegue atender a demanda da população, pois a maioria das próteses robóticas são importadas e caras. Com foco nessa realidade, um grupo interdisciplinar formado por alunos dos cursos de Medicina, Computação, Engenharia e de Telecomunicações da UFF se reuniu e criou o Projeto da Rede Acadêmica de Cibernética e Humanidades (Reach), com a finalidade de desenvolver próteses de baixo custo. De acordo com o coordenador do Núcleo de Estudos de Tecnologias Avançadas (NETAv), Ricardo Campanha Carrano, a preocupação com a causa social, em especial com os pacientes amputados atendidos pelo SUS, mobilizou alunos e professores a participarem do trabalho. Para facilitar essa integração, foi criado um grupo no aplicativo WhatsApp chamado de “Reach - Nave Mãe”, com 63 participantes. São cinquenta alunos envolvidos, sendo dez de maneira mais ativa, dez professores de diversas unidades da UFF, além de pessoas que ajudam o projeto e que não têm vínculo com a universidade. “Todo o design de logomarcas e banners, por exemplo, foi elaborado voluntariamente pela jornalista Erika France, formada pela UFF. Ela cedeu seu tempo, por acreditar na causa”, destaca. Segundo ele, o Projeto Reach, que completará um ano em junho, é uma iniciativa exclusivamente de alunos. O grupo empreendedor bateu de porta em porta nos laboratórios e departamentos, angariando apoio. A iniciativa fez com que muitos professores se prontificassem a ajudar, orientando alunos, apresentando a outros parceiros, dentro e fora da UFF. “O professor da Engenharia de Telecomunicações, João Marcos Meirelles, e o pesquisador do Laboratório MidiaCom, Flávio Seixas, são exemplos de docentes que se dispuseram a ajudar e hoje são peças chave na iniciativa”, ressalta. Onde tudo começou Antes do Reach, o NETAv foi criado por meio de um acordo de cooperação acadêmica, técnica e científica, celebrado em 18 de março de 2011, entre a UFF e a Marinha do Brasil. O núcleo atende à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SecCTM), sendo um facilitador e mantenedor da relação entre a instituição e a força armada. Em 2016, sua área de atuação foi ampliada, visando o desenvolvimento de programas e projetos de ensino, pesquisa e extensão, em parceria com as demais forças armadas e outras instituições, públicas e privadas. Hoje, segundo Carrano, o núcleo é um órgão de integração de expertise e competências dentro da UFF com know-how suficiente para oferecer seus projetos a outras organizações e entidades externas. O Projeto Reach, por sua vez, surgiu por iniciativa do aluno do sexto período de medicina, Robinson Simões Júnior, que numa primeira etapa utilizou como protótipo uma mão de robô adaptada. Com isso, a equipe teve a oportunidade de aprender sobre os aspectos mecânicos e eletrônicos envolvidos no processo de criação e montagem de uma prótese, e principalmente como ocorre a captura do sinal mioelétrico - impulso nervoso que resulta de uma ação de controle do cérebro humano sobre os músculos do corpo. “Contamos também com a parceria da aluna da Medicina, Angela Tsuda, que por iniciativa própria já tinha começado a imprimir uma mão robótica, utilizando uma impressora 3D cedida pela professora Yolanda Boechat, do Departamento de Telecom. O Reach a localizou e ela se tornou uma importante colaboradora”, enfatiza o professor. Atualmente a equipe está trabalhando num segundo protótipo que será operado brevemente como uma verdadeira prótese, ou seja, acoplado a um paciente com amputação. As duas mãos robóticas em teste são controladas por movimentos humanos, por meio da plataforma Arduino, um software aberto. Ele captura os sinais musculares por meio de eletrodos afixados no paciente, transmite ao computador, que os reenvia em segundos à prótese, criando o movimento. A aluna Giulia dos Santos Dias, do curso de Engenharia Mecânica, acrescentou que o projeto teve também a participação de alunos de graduação e mestrado de cursos de engenharia elétrica, biomedicina e ciência da computação. Para ela, a multidisciplinaridade do Reach é o que o diferencia de outras iniciativas dentro da universidade, fazendo com que a equipe ganhe conhecimentos de diversas áreas e possa observar diferentes problemas, com pontos de vistas distintos, facilitando a resolução deles. “Os recursos que usamos para a compra de materiais e equipamentos necessários para o projeto vêm exclusivamente de doações dos próprios alunos e professores membros do Projeto Reach, uma vez que ainda não possuímos parcerias para o recebimento de fundos”, ressaltou Giulia. Parceria Os protótipos das mãos estão sendo montados no Laboratório de Telemetria e Telecontrole (LaTelCo), vinculado ao Departamento de Engenharia de Telecomunicações. Num segundo passo, a mão robótica será destinada a pacientes amputados do SUS. Nesse sentido, a equipe está buscando firmar uma parceria com a Associação Fluminense de Reabilitação (AFR). “Há um ciclo a ser vencido, até que tenhamos confiança na maturidade do produto. E claro que ser ofertado pelo SUS é o nosso grande objetivo”, afirma Robinson Júnior. Já de acordo com Carrano, a ideia é que a mão robótica seja patenteada, produzida em escala industrial e oferecida gratuitamente ao público. Para isso, as patentes do projeto eventualmente geradas serão da universidade, até como forma de proteger a propriedade intelectual e seu objetivo social. “Ainda não vivenciamos a fase de buscar empresas para a produção da mão. Estamos nas etapas iniciais do projeto, testando conceitos e técnicas”, esclarece. Contudo, os recursos dos projetos e inventos da UFF, segundo o professor, poderão retornar à universidade na forma de patentes que gerarão royalties, isso quando há interesse comercial pelo licenciamento da tecnologia desenvolvida. No entanto, o grande retorno para a universidade, que advêm do Reach, é a inserção dos alunos em projetos transdisciplinares que conciliam os objetivos primeiros e nobres de uma instituição pública: o ensino, a pesquisa e a extensão. “É a UFF cumprindo seu papel na sociedade, que é a grande beneficiária do projeto”, conclui. Na entrevista a seguir o aluno Robinson Simões Júnior fala sobre o Projeto Reach: Como se deu a iniciativa para criar o projeto Reach? Sou um grande entusiasta da integração do ser humano com as tecnologias. Ver um ramo em que eu poderia atuar nesse sentido e ao mesmo tempo lidar de forma tão impactante na Saúde Pública me inspirou muito a criar o Reach. E como foi o processo de reunir alunos de áreas tão distintas? Primeiramente, procurei ver se tinha algum projeto existente na UFF ao qual pudesse me associar. Como não encontrei, decidi primeiro formar um time inicial de professores que pudesse contribuir com a criação de algo que seria totalmente novo na universidade. Então, fui de porta em porta, de departamento em departamento, e recebendo vários “nãos”. Finalmente, consegui reunir docentes das áreas de Engenharia, Computação e Medicina. Depois disso, cada professor ficou responsável por recrutar alunos em suas respectivas disciplinas, que estivessem interessados em participar. Como se dá a divisão do trabalho? Após essa movimentação, resolvemos nos estruturar internamente em três frentes: Captação, lidando diretamente com o paciente em si e descobrindo de que forma poderíamos capturar os sinais mioelétricos; Processamento, analisando os dados e programando para ativar a prótese; e por fim, a Atuação, que lida com a confecção da prótese em si e todo o seu design. Cada frente atuando com focos diferentes, mas concomitantes e com um fim em comum.  E por tudo isso, agradeço a colaboração e o entusiasmo dos alunos Angela Tsuda, Giulia Dias, da Engenharia Mecânica, Yago Rezende e Rafael Vaz, da Engenharia de Telecomunicações; e a Marcela Tuler, do Mestrado em Telecomunicações. Há uma estratégia para captar futuros recursos que darão prosseguimento ao projeto? Atualmente estamos discutindo algumas possibilidades, como, por exemplo, a criação de uma emenda parlamentar, “crowdfunding” (financiamento coletivo), ou parcerias com outras instituições. Quais são os nomes das duas mãos robóticas batizadas pelo grupo? A Riri Williams, a primeira mão, é uma homenagem à sucessora de Tony Stark, o personagem Homem de Ferro da Marvel. Já a segunda se chama Hackberry, em alusão a Exiii Hackberry, empresa japonesa na qual nos baseamos para confeccionar a atual prótese. Quanto tempo você acredita que ainda levará para a mão robótica estar efetivamente no mercado? Tudo depende das parcerias que formarmos. Já evidenciamos alguns grandes obstáculos, como a produção em larga escala, a logística de confecção, distribuição, a reabilitação dos pacientes e o custo de tudo isso. Então, se obtivermos auxílio do Estado e de instituições que já atuam nesse sentido, como a AFR (Associação Fluminense de Reabilitação), creio que boa parte dessas questões serão solucionados rapidamente, tornando possível uma distribuição de próteses, numa quantidade razoável.
Grupo Dancing Down abre oficialmente a programação do Acolhimento Estudantil do primeiro semestre Como acontece tradicionalmente no início do período letivo, a Divisão de Acessibilidade e Inclusão Sensibiliza UFF vai participar do Acolhimento Estudantil da UFF 2018.1, nesta sexta-feira, dia 16 de março, na quadra do Instituto de Educação Física, no Campus do Gragoatá.  A abertura oficial do evento será às 9h com a apresentação do Dancing Down, grupo de dançarinas com Síndrome de Down. Durante todo o dia os calouros também vão ter a oportunidade de conhecer o trabalho do Sensibiliza UFF, através da distribuição de folders, com o objetivo de informar aos novos alunos sobre as ações de acessibilidade e inclusão que a universidade desenvolve, visando a integração e a permanência do aluno com deficiência na vida acadêmica. Para a ocasião foi preparada uma programação especial, acolhedora e inclusiva para sensibilizar a comunidade acadêmica sobre as questões enfrentadas pelas pessoas com deficiência no seu cotidiano. Confira as atrações: 9:00 – Abertura com a apresentação do Dancing Down, grupo de dançarinas com Síndrome de Down, um projeto artístico que desenvolve a arte através da dança promovendo a inclusão social, o bem-estar, a qualidade de vida e a autoestima dos artistas.  Formado em 2015, vem ganhando destaque em participações especiais em eventos artísticos e culturais na cidade do Rio de Janeiro.  A direção geral é do coreografo Alex Neves. 10:00 às 12:00 – Realização de vivências inclusivas como mesa e calçada sensoriais, Show da Inclusão com perguntas voltadas à deficiência e participação na gincana de integração. 14:00 às 16:00 – Oficina de cerâmica com a artesã deficiente visual Nilza Martins, do Centro de Apoio ao Deficiente Visual de São Gonçalo (Cadevisg) Procure nosso estande e seja muito bem-vindo Local: Instituto de Educação Física, Campus do Gragoatá – R. Alexandre Moura – São Domingos, Niterói – RJ, 24210-200
V Encontro em Diversidade e Inclusão da UFF: reunindo saberesTemos o prazer de anunciar que entre 23 de julho e 7 de agosto de 2018 o Curso de Mestrado em Diversidade e Inclusão (CMPDI) realizará na Faculdade de Economia, Bloco F do Campus do Gragoatá, o “V Encontro em Diversidade e Inclusão da UFF”. Esse encontro contará com o com apoio da Associação Brasileira de Diversidade e Inclusão (ABDIn) e reunirá seis eventos que versarão sobre diferentes temas. Dois desses eventos estão em sua terceira edição (Altas Habilidades ou Superdotação; Além do Olhar), um está na sua segunda edição (Deficiência Intelectual e Desenvolvimento Humano) e o evento sobre deficiência física está na sua primeira edição. O evento “Diversidade e Inclusão em Oficinas” está complementando o "V Encontro em Diversidade e Inclusão da UFF". As 24 oficinas serão realizadas em seis salas e em quatro horários diferentes: (1) 8h e 10h; (2) 10h e 12h; (3) 13h e 15h; (4) 15h e 17h As inscrições nas oficinas serão realizadas durante os eventos a partir do dia 23 de julho. Em breve iremos anunciar no site da UFF e no blogue da ABDIn (http://abdindiversidadeeinclusao.blogspot.com.br ) as oficinas selecionadas que irão participar do "V Encontro em Diversidade e Inclusão da UFF". No último dia (07/08/2018) iremos comemorar os 5 Anos do Curso de Mestrado em Diversidade e Inclusão (CMPDI) com nossos mestrandos e egressos. Assim, pretendemos reunir em um período de 16 dias toda a comunidade interessada em temas relacionados à Diversidade e Inclusão. O Auditório Moacir Carvalho Gama e as Salas onde ocorrerão os eventos localizam-se na Rua Professor Marcos Waldemar de Freitas Reis, s/n - Bloco F, Campus do Gragoatá – Térreo, São Domingos, Niterói – RJ, CEP, 24210-20. Telefones 2629-9692/ 2629-9699. Lembramos que a segunda edição do evento sobre Autismo (SAUFF) será realizada entre 19 e 21 de Setembro nesse mesmo Auditório. O III Simpósio de Altas Habilidades ou Superdotação da UFF ocorrerá entre 25 e 27 de julho de 2017. As datas de inscrições para esse evento serão divulgadas em breve no site da UFF e no blogue da ABDIn (http://abdindiversidadeeinclusao.blogspot.com.br ). O evento sobre Surdez (SINAIS EM FOCO) tem previsão para Outubro de 2018 em datas a serem divulgadas no site da UFF e no blogue da ABDIn.  Todos os eventos fornecerão certificados. Todos os eventos a exceção da "Diversidade e Inclusão em Oficinas" receberão resumos expandidos (5 laudas) em modelo a ser divulgado através do site da UFF. Os resumos das oficinas  (2 laudas em modelo próprio a ser divulgado através no site da UFF) serão avaliados e selecionados. Teremos vagas para 24 oficinas.   Para se inscrever favor acessar os  links abaixo.   Eventos & Datas:  23 e 24 de julho - II Simpósio de Deficiência Intelectual e Desenvolvimento Humano da UFF: vida além da escola https://simposiodeficienci.wixsite.com/simposiodi2018 30 de julho – Diversidade e Inclusão em Oficinas: aprender na prática - Inscrição presencial. 31 de julho -  - III Simpósio Além do Olhar: deficiência visual: evendo olhares transformando perspectivas https://alemdoolhar2018.wixsite.com/lllalemdoolharuff# 1 e 2 de agosto - I Simpósio de Deficiência Física: derrubando barreiras, construindo acessibilidade e atitudes. https://www.facebook.com/deficienciafisica/ 3 de agosto - Aula Inaugural - Turma 2018 7 de agosto – Comemoração dos 5 Anos do Curso de Mestrado em Diversidade e Inclusão (CMPDI) - Local: NAB - Praia Vermelha - Boa Viagem, 9h às 16h   RESUMOS  EXPANDIDOS - ATÉ 15 DE JULHO DE 2018 SEGUNDO MODELO EM ANEXO   Bom Encontro a todos!!!
Audiência Pública Política UFF-Acessível“Nada sobre nós sem nós!” Você é servidor técnico-administrativo ou docente ou aluno com deficiência? Faça parte da construção coletiva de nossa Política UFF-Acessível! Você não tem deficiência mas tem conhecimento técnico ou interesse pelo tema? Se alie a nós! Participe!!!     Leia o texto na íntegra na nossa página: uffacessivel.sites.uff.br     Compareça à nossa Audiência Pública na quinta-feira, 05/10/2017, às 14h00 no Campus do Gragoatá, Bloco C, Instituto de Letras, Sala 218 (Auditório Ismael Coutinho).     Contribua com sugestões e críticas! Colabore com uma UFF cada vez mais Acessível!
Inclusão: UFF garante investimento em obras de acessibilidadeCom a intenção de se tornar uma universidade cada vez mais inclusiva, após intensas negociações, a UFF receberá um investimento externo de R$ 619.289,00 destinado a obras de ampliação da acessibilidade em seus campi. A verba é proveniente de emenda parlamentar e vai ao encontro das ações de inclusão planejadas e desenvolvidas pela instituição através do Grupo de Trabalho Acessibilidade (GT). Formado por representantes de diversos setores, o objetivo do grupo é elaborar o programa UFF-Acessível, que fomenta a implantação e consolidação de políticas e ações voltadas para as pessoas com deficiência, garantindo-lhes todas as condições de permanência na universidade. Para dar continuidade às iniciativas do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (Nais), também conhecido como Sensibiliza UFF, o programa insere o tema deficiência/inclusão social em todos os espaços e processos desenvolvidos na instituição. Para o vice-reitor, Antonio Claudio da Nóbrega, a meta desse movimento institucional de articulação e sinergia é fazer da UFF um exemplo de universidade no estrito sentido da palavra, ou seja, um ambiente onde todo o universo de pessoas é acolhido,  circula e pode se desenvolver. “Precisamos quebrar todas as barreiras não somente arquitetônicas, mas também acadêmicas e atitudinais, para avançarmos ainda mais no sentido de sermos a UFF de todos”, ressalta. Segundo a terapeuta ocupacional da Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Progepe), Mariana Seabra da Silva, presidente do GT, no atual cenário, em que as universidades públicas enfrentam dificuldades financeiras ainda maiores, o GT se empenhou na busca de auxílio externo. Assim, através de negociações com a equipe do deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) - que se mostrou bastante sensível à causa - a UFF conseguiu a liberação de recursos para o programa da Progepe voltado ao acompanhamento do servidor com deficiência. “Quando foi sinalizada a aprovação da verba, nosso foco foi aplicá-la na melhoria da qualidade de vida do funcionário com deficiência, mediante todos os levantamentos que já havíamos feito ao longo de cinco anos de trabalho”, explica. Toda a comunidade será beneficiada com esse investimento, não apenas os servidores. Sem um olhar global, multiprofissional e multissetorial, explica Mariana, não há como atingir uma acessibilidade adequada. Nesse sentido, as obras serão realizadas no campus da Praia Vermelha, que possui alunos, técnicos administrativos e docentes cadeirantes e frequentemente recebe eventos abertos ao público externo. “Atualmente, são 35 servidores técnicos-administrativos, dois professores e em torno de 200 alunos que apresentam alguma deficiência e a tendência é que esse número aumente, com mais pessoas podem ser beneficiadas por essas ações”, acrescenta. A Progepe, por meio da Seção de Qualidade de Vida e Saúde do Servidor (SQVS), é parceira desde 2012, da Divisão de Acessibilidade e Inclusão, uma iniciativa bem sucedida da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes). Antes, porém, os setores atuavam isoladamente, a SQVS atendendo aos servidores e o Sensibiliza aos alunos com deficiência. Hoje, cada setor mantém sua especificidade, mas sempre que surgem ações que envolvam toda a comunidade acadêmica, ambos planejam atividades conjuntas. “Essa parceria significou um indiscutível salto de qualidade no trabalho de todos”, afirma Mariana. A coordenadora do Sensibiliza UFF, Lucília Machado atualmente está à frente de um setor que luta incessantemente por verbas para continuar deixando a universidade de portas abertas para a inclusão e mais acessível a todos, em especial às pessoas com deficiência. “Conheço a universidade desde 1978, quando ingressei no curso de Jornalismo. Me formei em 1982 e retornei em 1984 como funcionária. Em 1999, após sofrer um acidente de carro, fiquei tetraplégica e decidi que a solução seria dar a volta por cima e me engajar definitivamente nas questões que envolvem acessibilidade”, relata. Segundo a jornalista, “a chegada desses recursos é um socorro para a UFF. É a certeza da permanência do aluno com deficiência na instituição. Estamos hoje com cerca de 200 estudantes inscritos em cursos de graduação, pós-graduação e ensino à distância, e o orçamento da universidade não dava conta de atender às demandas de todos eles. Os cortes do Governo Federal foram severos e a vinda desse dinheiro ajuda a diminuir a evasão. Por exemplo, temos alunos cegos que precisam de audiolivros ou impressos em Braile, e para que essas e outras tecnologias assistivas sejam produzidas precisamos de verbas. O número de servidores se ampliou com a inclusão no último concurso de cotas para pessoas com deficiência, o que aumenta ainda mais a demanda”, ressalta. Com a criação do programa UFF-Acessível, a ideia é transformar o GT em Comitê Permanente de Acessibilidade e Inclusão (Comitê UFF-Acessível). Através do comitê, as ações transversais de acessibilidade serão discutidas e todos os setores envolvidos terão maior respaldo institucional para resolver questões específicas, fortalecendo os setores já existentes. “A UFF desenvolve muitos projetos de extensão, iniciação científica e de pós-graduação voltados para a acessibilidade, mas isolados em seus departamentos. O comitê promoverá o diálogo entre esses diferentes setores e aperfeiçoará as ações e projetos de acessibilidade. Juntos podemos captar mais recursos, criar soluções criativas e melhorar processos”, acrescenta Lucilia. Acompanhamento e utilização dos recursos Do total da verba obtida com a emenda, R$ 400.289,00 foram destinados à Seção de Qualidade de Vida e Saúde do Servidor (SQVS) e R$ 200 mil ao Instituto de Artes e Comunicação Social (Iacs), que, segundo o diretor Kleber Santos de Mendonça, serão investidos não apenas na reforma de banheiros e rampas de acesso, mas também na construção de uma nova sala multiuso para professores e alunos, com deficiência ou não, equipada com computadores de última geração. “Negociamos a divisão dos recursos com o deputado e com o vice-reitor, informando que a verba não seria usada integralmente em obras de acessibilidade, visto que o instituto tem essas e outras carências. Concluiremos as obras de acessibilidade com a nova emenda parlamentar que está em fase de negociação”, informou Mendonça. O acompanhamento do processo se deu por meio do GT-Acessibilidade. “Com o projeto pronto e com a chegada dos recursos, entra em cena a equipe da Superintendência de Arquitetura e Engenharia (Saen), que por sua vez, planeja, supervisiona, administra, projeta e executa as obras de que a universidade necessita”, acrescenta Mariana. Ainda de acordo com a terapeuta, todos os trâmites burocráticos foram realizados pela Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan), com a colaboração dos membros do GT e apoio irrestrito da reitoria, especialmente através do vice-reitor, Antonio Claudio da Nóbrega, que, em conjunto com outros professores e servidores, está em contato permanente com deputados da Frente Parlamentar do RJ, com o objetivo exclusivo de conseguir verbas para a UFF. “Temos encontrado uma excelente receptividade dos parlamentares com a questão da inclusão. Temos nos apresentado como uma universidade que propõe e não apenas pede o apoio através da emenda parlamentar. Apresentamos o compromisso de realizar e como fazemos do ponto de vista da gestão dos recursos, pois é uma postura necessária com o dinheiro público e com nossa responsabilidade social. Temos a expectativa de que, para o próximo ano, muitos parlamentares juntarão forças no apoio à UFF para acelerar nosso plano de acessibilidade global”, conclui o vice-reitor. Dia de luta A UFF participa das comemorações do Dia da Luta da Pessoa com Deficiência, nesse dia 21 de setembro. Em breve, será lançado o site UFF Acessível (http://uffacessivel.sites.uff.br/), que trará um histórico do trabalho de acessibilidade desenvolvido na universidade, bem como a política UFF-Acessível para consulta pública, links para setores da instituição que trabalham na área, notícias atualizadas sobre acessibilidade, entre outras informações. O objetivo é que o site seja um ponto de convergência das ações e informações de acessibilidade na universidade e que nossos servidores técnico-administrativos, professores, alunos e pessoas da comunidade em geral possam acessar tudo o que vem sendo realizado, contribuindo também com críticas e sugestões.
Projeto "Perceber sem ver" realiza oficinas para pessoas com deficiência visualO objetivo principal da atividade é promover a mobilização dos sentidos através de práticas de sensibilização e experimentação corporal para pessoas cegas e com baixa visão. A oficina será coordenada pela Prof.ª Marcia Moraes, do Departamento de Psicologia e acontecerá às terças-feiras, das 11 às 13 h, no Serviço de Psicologia Aplicada (SPA), no Campus do Gragoatá, bloco N, 5º andar, sala 510.  O início das atividades será no dia 26/09/2017. Os interessados devem enviar e-mail com nome completo e telefone de contato para: uff.percebersemver@gmail.com ou pelo WhatsApp: (21) 99631-9409.
UFF realiza seu primeiro espetáculo teatral com multiacessibilidadeCenário com piso tátil, intérpretes de Libras em todas as sessões e uma vivência de sensibilização do público antes do espetáculo. Essas são as ações planejadas para que a peça teatral Ponto de Vista, apresentada no Teatro da UFF, seja mais inclusiva. Trinta minutos antes da peça, é aberta a cada espectador a opção de participar de uma experiência sensorial: na varanda da Reitoria, de olhos vendados e com o uso de bengalas, o público faz um circuito com obstáculos e incluindo pequenas tarefas cotidianas. O objetivo é despertar a reflexão sobre a urgência de espaços inclusivos para todos, focando nas necessidades das pessoas com deficiências visuais. A iniciativa é promovida pelo Centro de Artes UFF com consultoria e apoio do GT-Acessibilidade, grupo de trabalho responsável por elaborar para a universidade um plano de acessibilidade, diversidade e inclusão. Em cartaz por três noites no Teatro da UFF, de 14 a 16 de julho, a peça tem direção de Alexandre Régis e traz o ator Jefferson Farias, que é cego, reunindo inúmeras histórias do cotidiano de um deficiente visual. Conhecido pela versatilidade e naturalidade com que trata a própria deficiência na visão, Jefferson Farias, o Jeffinho, encena a comédia no formato "stand up", sozinho no palco, por onde ele circula livremente. Ponto de Vista trata de temas relacionados ao dia a dia de um cego, mas também de moda, relacionamentos e tendências atuais, comuns a qualquer pessoa. É uma forma, mais leve, de se mostrar as dificuldade que os cegos enfrentam cotidianamente, mas que é o desejo de todos ser definitivamente tratados como iguais na sociedade contemporânea. Ponto de Vista 14 a 16 de julho de 2017 Sexta, sábado e domingo - 20h Sensibilização a partir das 19h30 Teatro da UFF Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí – Niterói/RJ Ingressos: R$ 30 | R$ 15 (meia) Classificação etária: 14 anos Informações: 3674-7512 | a partir de 14h
Roda de Conversa InclusivaRODA DE CONVERSA INCLUSIVA Acessibilidade e estrutura na UFF O Sensibiliza UFF, junto com o Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (Gestão Nenhum Direito a Menos), convida todos e todas à participarem de uma roda de conversa sobre acessibilidade e estrutura na UFF. Como sabemos, diversos e diversas estudantes com deficiência enfrentam diariamente obstáculos estruturais e atitudinais nos campus da UFF. No próximo semestre, 10% das vagas será destinado às pessoas com deficiência, o que representa um aumento considerável de estudantes que precisam contar com uma estrutura adequada e uma Universidade acolhedora. Venha participar da roda! Estarão presentes, além do CAEV e do Sensibiliza e convidados, professor(as) da Faculdade de Direito e membros do Núcleo de extensão e pesquisa em acessibilidade e inclusão - Nepai, da Universidade Estácio de Sá.
Concursos da UFF são exemplos de acessibilidade e inclusãoQuando o assunto é acessibilidade e inclusão, a UFF pode se orgulhar de atualmente contar com uma infraestrutura eficiente para atender a praticamente todas as necessidades dos candidatos que concorrem a vagas no quadro funcional da instituição. No último concurso, com provas aplicadas nos dias 2 e 9 de abril, uma equipe formada por nove intérpretes de Libras, seis ledores e três transcritores, foi disponibilizada para o atendimento dos 68 candidatos - 38 pessoas no primeiro dia e 30 no segundo - que se declararam deficientes e, portanto, receberam atendimento especial. O bloco B do campus do Gragoatá foi inteiramente liberado aos candidatos com deficiência, já que a maioria realizou as provas em salas separadas. Cada pessoa cega, por exemplo, ocupou uma sala individual, acompanhada apenas do pessoal de apoio, leitor ou transcritor, e do fiscal, assim como os portadores de dislexia, síndrome do pânico ou de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Os participantes surdos tiveram três intérpretes por sala. Já para os candidatos com baixa visão, foram disponibilizados a prova e o cartão de resposta ampliados, em papel A3 - um tamanho três vezes maior que o papel utilizado habitualmente -  e escrito em fonte 18, bem maior que a fonte 11 usada nas provas de ampla concorrência. UFF reafirma seu papel de vanguarda na defesa dos direitos humanos", ressalta o procurador-chefe, Marcelo Teixeira Bittencourt. Outro grupo que recebeu atendimento especial foi o das mulheres em fase de amamentação, totalizando 29 nos dois dias de avaliação - 18 no primeiro e 11 no segundo. Essas mães puderam levar os filhos com acompanhantes, os quais também tiveram acomodações reservadas e lugares apropriados. Segundo a coordenadora operacional de concursos, Ana Maria Mendonça Louzada, além da infraestrutura no bloco B, outras cinco pessoas, que participavam da ampla concorrência e estavam em outros prédios também solicitaram apoios de acessibilidade, entre elas Andréa Faria, candidata com nanismo ao cargo de Pedagoga . Além das demandas específicas solicitadas no ato da inscrição, ainda há os casos de pessoas com necessidade especial momentânea, como por exemplo, convalescentes de enfermidades, com fraturas ou doenças infectocontagiosas. Para atender a esses participantes, a coordenação do concurso também realiza um plantão na véspera da prova. “A coordenação reserva em todos os concursos pelo menos uma sala vazia para os casos não previstos. No último concurso, por exemplo, uma candidata se recuperava de uma cirurgia na coluna e precisou de um mobiliário específico, além de ter necessidade de se levantar algumas vezes durante a prova; outra participante estava em tratamento quimioterápico e, pela baixa imunidade, necessitava igualmente de uma sala isolada. Outro caso específico é o daquelas grávidas no final da gestação, que muitas vezes não conseguem se acomodar nas cadeiras universitárias”, explica Ana Maria. “O cuidado dispensado ao atendimento especial torna os concursos mais dispendiosos, porém, o oferecimento dessa infraestrutura é uma prioridade da Coordenação de Seleção Acadêmica (Coseac). Por essa razão, a UFF recebe cada vez mais convites para a realização de provas em diversos estados, prefeituras e órgãos federais, como Ministério do Desenvolvimento Agrário, Nuclep, Ancine ou Imbel”, afirma a coordenadora. No último concurso da Prefeitura de Niterói, uma candidata cega solicitou o exame em braile e não o ledor. Segundo Ana, a universidade ofereceu também a reglete para a marcação e o soroban para os cálculos. “Já no caso da prova de língua estrangeira, é fundamental que os ledores sejam fluentes no idioma”, acrescenta. O procurador-chefe da Procuradoria Federal junto à instituição, Marcelo Teixeira Bittencourt, que pela primeira vez acompanhou de perto a realização do concurso, reconheceu a excelência do trabalho realizado pela universidade. “Com esse auxílio diferenciado, a UFF reafirma seu papel de vanguarda na defesa dos direitos humanos desse contingente que agora tem 5% das vagas reservadas por lei em todos os concursos federais. A universidade vai além do que determina a lei, tem a preocupação com a inclusão efetiva. Com isso, está cumprindo a Constituição e o Direito Internacional”, conclui.
Nota sobre acessibilidade e estacionamento na reitoriaEm relação a uma reclamação postada esta semana no Facebook, a respeito de carros estacionados irregularmente em cima da calçada no jardim da Reitoria, a Universidade Fluminense esclarece que desde a última quinta-feira, dia 06/04, foram deliberadas novas instruções aos vigilantes de plantão, a fim de coibir a entrada e permanência de veículos em cima e nas laterais das calçadas no local. O respeito aos pedestres, aos idosos e às pessoas com deficiência, bem como a eliminação de barreiras arquitetônicas, comunicacionais, metodológicas, instrumentais, programáticas e atitudinais enfrentadas pela comunidade, são parte da política institucional da UFF de indução e consolidação de ações de inclusão e acessibilidade.
Sensibiliza UFF inaugura novo espaço no Campus do GragoatáA Divisão de Acessibilidade e Inclusão SENSIBILIZA UFF (DAI) inaugura nesta terça-feira, dia 30, às 14h, sua nova sala, no Espaço Proaes, no Campus do Gragoatá.   Setor responsável por fomentar, implantar e consolidar as políticas inclusivas na UFF, através da eliminação de barreiras arquitetônicas, comunicacionais, metodológicas, instrumentais, programáticas e atitudinais, enfrentadas pela comunidade com deficiência e/ou outras necessidades específicas, o Sensibiliza UFF tem como principal desafio tornar a Universidade uma instituição acessível, inclusiva e cidadã, através da inclusão da pessoa com deficiência na vida acadêmica, respeitando seus direitos, com iguais oportunidades, sem privilégios ou paternalismo. A DAI é vinculada à Coordenação de Apoio Social (CAS) da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis – Proaes e tem como foco de seus projetos garantir o ingresso e a permanência dos alunos com deficiência, proporcionando uma trajetória acadêmica produtiva e sem obstáculos, além de criar condições básicas de acesso à educação, de mobilidade e utilização de equipamentos e instalações da Universidade. Saiba mais sobre as ações do SENSIBILIZA 1 - Assessorar e monitorar os diversos setores da Universidade, incluindo pró-reitorias, superintendências, coordenações de cursos, diretores de unidades e chefes de departamentos para a importância da inserção dos temas acessibilidade, deficiência e inclusão em seus planos de trabalhos nas áreas de ensino, pesquisa ou extensão; 2 - Sensibilizar e capacitar docentes e funcionários técnico-administrativos para a atenção às necessidades de pessoas com deficiência, através de ações inclusivas; 3 - Orientar as coordenações de curso, que já possuem estudantes com deficiência e outros transtornos, quanto à melhor forma de atender às necessidades dos estudantes com necessidades educacionais específicas; 4 - Acompanhamento dos estudantes com deficiência e identificação de suas demandas; 5 - Aquisição e disponibilização de material didático adaptado e acessível, bem como de equipamentos e tecnologias assistivas para os alunos com necessidades educacionais diferenciadas; 6 - Informações e esclarecimentos em relação à legislação brasileira, no que se refere à promoção dos direitos das pessoas com deficiência e de políticas públicas voltadas para o segmento; Público-alvo Comunidade acadêmica, especialmente os alunos dos cursos de Graduação, com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação e surdez. Você sabia? - A pessoa com deficiência tem direito a educação superior como qualquer cidadão, tanto em universidades públicas quanto privadas. - Nenhuma instituição, pública ou particular, pode negar a matrícula de um aluno por causa de sua deficiência. - Existem leis que garantem a acessibilidade no ensino superior, sendo a mais recente a Lei Brasileira da Inclusão - LBI.  - A acessibilidade é um dever da universidade, que deve se adequar para incluir a todos. - Alunos com deficiência e/ou transtornos têm direito a um tempo adicional, de até uma (1) hora em relação aos demais, para a realização das provas. - Os instrumentos de avaliação de estudantes com deficiência e/ou transtornos devem ser adaptados às suas necessidades, sendo permitido o auxílio de um ledor, intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), transcritor, elaboração das questões em Braille ou em fonte ampliada. - Todas as Instituições de ensino superior precisam se adaptar ao cenário de inclusão social que estamos vivendo, através da capacitação de docentes e técnicos; eliminação de barreiras arquitetônicas; adequação do mobiliário acessível para pessoas com deficiência física. disponibilização de acervo; oferecimento de ajudas técnicas, entendidas como produtos, instrumentos, equipamentos ou tecnologia adaptados, capazes de favorecer a autonomia pessoal, total ou assistida, da pessoa com deficiência, por exemplo, materiais didáticos adaptados em Braille, escrita específica para pessoas cegas; tecnologias assistivas, tais como: computador com leitor de tela, vídeo ampliador portátil e scanner com voz para estudantes com deficiência visual. No caso de educação de surdos, deve ser garantido o acesso à Língua Brasileira de Sinais, através de tradutores e intérpretes, bem como professores de Libras. Onde estamos? O Sensibiliza UFF - Divisão de Acessibilidade e Inclusão fica no Espaço Proaes, no Térreo do Bloco A - Campus do Gragoatá, São Domingos, Niterói.  Cep.24210-130 Telefones: (21) 3674-7634//976032335//975657508 Horário de funcionamento: Segunda a Sexta-feira, das 10 às 16h www.sensibilizauff.com www.facebook.com/sensibilizauff Instagram: uffsensibiliza Twitter: @sensibilizaUFF  
UFF discute ações afirmativas na pós-graduaçãoEm maio de 2016, o então Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, assinou a portaria normativa que estabeleceu o prazo de 90 dias para que as instituições públicas de ensino superior apresentassem propostas de inclusão de negros, pardos, indígenas e pessoas com deficiência em seus programas de pós-graduação. Com o objetivo de trazer para a comunidade universitária o debate sobre a criação de cotas para o ingresso na pós-graduação, a UFF, através da Coordenação de Pós-Graduação da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi), realizou no mês de julho o Seminário “Política de Ações Afirmativas”. Devido à diversidade de opiniões sobre o tema, a Proppi buscou estabelecer um diálogo amplo envolvendo docentes, técnicos administrativos e estudantes para ouvir as demandas de todas as categorias da instituição. A partir daí, um grupo de trabalho será criado para definir a aplicação dessas ações afirmativas e quais as áreas prioritárias. “A nossa maior preocupação é o debate acadêmico nesse processo”, relata a professora do Departamento de Antropologia e coordenadora do seminário, Ana Paula Miranda. No programa do evento, os seguintes eixos de trabalho foram propostos: cotas étnico-raciais, acessibilidade para pessoas com deficiência e adaptação de alunos superdotados. Além desses temas, debateu-se o incentivo à igualdade de gênero, principalmente nas questões da licença maternidade e dos grupos LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais), já que na UFF a busca por uma maior inclusão das mulheres, homossexuais e transexuais nos programas de mestrado e doutorado é um diferencial. As cotas são uma conquista, pois trouxeram para dentro das estruturas da universidade a contradição da realidade brasileira”, afirma Sidney Mello, reitor da UFF. A UFF tem um programa de cotas na graduação desde 2007, ano em que o atual reitor era o pró-reitor de graduação. Segundo ele, a instituição inovou em relação às ações afirmativas, com o acesso de alunos de ensino médio egressos de escolas públicas. Desde então tais ações vêm sendo intensificadas como forma de inclusão acadêmica. “A universidade não só acolheu essa política como a partir dela gerou outras com o intuito de garantir a permanência do estudante no seu curso. Temos hoje um dos maiores programas de bolsas do país, entre elas, de transporte urbano, alimentação, tutoria e estágio. Nosso objetivo é a formação integral da nossa comunidade estudantil, até porque hoje somos a maior universidade federal do país em número de ingressantes”, ressalta Sidney. O coordenador de Apoio Acadêmico da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), Gabriel Vitorino, integrou uma das mesas do seminário. Seu setor é responsável pela avaliação socioeconômica dos alunos e lida diretamente com as demandas sociais dos cotistas, tais como concessão de bolsas e auxílio para alimentação, moradia, transporte e material didático. “O decreto que estabelece a reserva de vagas na pós-graduação nos deu um prazo para encontrar um modelo de aplicação para essa política. O decreto é do governo, mas o método é nosso, e para isso é fundamental debater com os estudantes para construir políticas públicas de ensino”, afirma Vitorino, que também é mestre em História e graduando em Antropologia na UFF. Vale destacar que, na UFF, o processo seletivo da pós-graduação varia de acordo com a área e cada curso tem a sua autonomia, o que não será alterado com a implementação das ações afirmativas. Representando os técnicos administrativos em uma das mesas do evento, Lucília Machado é mestranda da universidade na área de Diversidade e Inclusão e membro da Divisão de Acessibilidade e Inclusão – Sensibiliza UFF. O setor tem como objetivo fomentar a implantação e consolidação de políticas inclusivas de alunos com deficiência na instituição. Para ela, debater sobre ações afirmativas na pós-graduação é atender ao princípio da igualdade, estabelecendo condições para que todos alcancem o mesmo patamar e tenham as mesmas oportunidades. “Em relação às pessoas com deficiência, é bom lembrar que durante muito tempo elas foram excluídas do contexto social no Brasil. As políticas que garantem a inclusão no ensino superior são recentes, mas, apesar dos avanços, ainda temos muitos obstáculos que dificultam o ingresso e a permanência desses alunos, como o preconceito e a falta de acessibilidade arquitetônica, comunicacional, programática e metodológica”, relata. A importância da implementação das cotas De acordo com Ana Paula Miranda, a discussão sobre as ações afirmativas começou nos EUA e está ligada à discriminação racial feita pelo Estado. A partir disso, os movimentos sociais começaram um processo de reivindicação na tentativa de reparar as perdas sofridas pela comunidade negra norte-americana. Porém, a discriminação racial no Brasil não é explícita como a americana, o que dificultou a possibilidade de os movimentos sociais negros reivindicarem essa reparação. “Quando as cotas raciais foram implantadas aqui, a própria polêmica ajudou a explicitar a discriminação que era velada”, explica a professora. “As cotas são uma conquista, pois trouxeram para dentro das estruturas da universidade a contradição da realidade brasileira”, afirma o reitor. Para ele, filhos da classe trabalhadora, que raramente tinham a oportunidade de frequentar uma instituição de ensino superior, hoje têm essa oportunidade graças à luta dos movimentos sociais dentro e fora da universidade. Segundo Sidney Mello, “a formação qualificada de um maior número de jovens, levando ao crescimento de mão de obra no país e à inclusão socioeconômica é um ganho enorme para todos. É um indicativo da busca por uma sociedade mais justa”. Para o reitor, trazer esse tema para a Universidade Federal Fluminense é sempre positivo. “Somos vanguarda em temas de interesse da sociedade brasileira e uma instituição federal de ensino superior socialmente referenciada. Aprofundar as cotas para a pós-graduação poderá corrigir distorções de oportunidades no acesso ao sistema acadêmico de alto nível do país”, conclui.
Atenção: Comunicado Assistência EstudantilInformamos que a Coordenação de Apoio Social, a Divisão de Programas Sociais, a Divisão de Serviço Social e a Divisão de Acessibilidade e Inclusão da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) estão agora atendendo no Campus do Gragoatá - Bloco A – Térreo.
Estão abertas as inscrições para o Curso de Mestrado Profissional em Diversidade e Inclusão UFF – Turmas 2016O Curso de Mestrado Profissional em Diversidade e Inclusão da UFF destina-se a profissionais que atuem ou tenham interesse no tema Diversidade e Inclusão, em espaços formais e não formais de ensino. Totalmente gratuito e sem ofertas de bolsas, o objetivo principal do Curso é dar a cada discente a oportunidade de pesquisar e realizar na prática suas atividades, dando ênfase ao saber-fazer. O Edital para a seleção das Turmas 2016 encontra-se disponível no site http://www.cmpdi.uff.br/index.php/2016 e deve ser lido com bastante atenção. O número de vagas disponíveis é de 65 candidatos. O Curso dispõe de QUATRO linhas de concentração. São respectivamente: Linha 1 - Altas Habilidades e Notório Saber; Linha 2 - Necessidades Especiais, Síndromes e Transtornos; Linha 3 - Produção de Materiais e Novas Tecnologias e Linha 4 - Interdisciplinaridade e Questões de Ensino. O período de inscrições vai do dia 20 de maio de 2016 a 20 de junho de 2016. A documentação solicitada, previamente, no Edital deverá ser entregue, pessoalmente, no seguinte endereço: Secretaria do Curso de Mestrado Profissional em Diversidade e Inclusão UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – Campus do Valonguinho - Espaço Multidisciplinar do Instituto de Biologia (Antigo prédio da Física Velha) Outeiro São João Batista, s/nº, Centro, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil- CEP 24.020-141. Telefones: (21)2629-2375 e (21)2629-2376 E-mail: cmpdi@vm.uff.br ATENÇÃO CANDIDATOS SURDOS Edital em Libras da seleção para o curso de Mestrado Profissional em Diversidade e Inclusão - CMPDI - Turma 2016   https://youtu.be/2C5nEf87Mks    
Divisão de Acessibilidade e Inclusão SENSIBILIZA- UFF está atendendo provisoriamente no setor acessível na BCGEnquanto as obras da novas instalações no térreo do Bloco A, também no Gragoatá, não ficam prontas, a equipe do SENSIBILIZA vai fazer um plantão de atendimento na Biblioteca Central.   Em breve, será inaugurada a nova sala, num local mais acessível, com mais comodidade para atendeimento da comunidade acadêmica com deficiência.  Contamos com a compreensão de todos e agradecemos a parceria no movimento para tornar a UFF uma universidade inclusiva e cidadã. ATENÇÃO: "A Divisão de Acessibilidade e Inclusão – Sensibiliza UFF- possui em seus plantões na Biblioteca Central do Gragoatá (BCG), atendimento bilíngue (LIBRAS e Português) para os alunos surdos e demais membros da comunidade acadêmica que necessitem de informações e orientações pelo setor de inclusão da Universidade. O atendimento pode ser agendado por e-mail ou indo diretamente na Biblioteca nas quartas-feiras, das 09h às 13h."BCG Endereço: Rua Visconde do Rio Branco, s/n, São Domingos Contatos Lucília Machado e Paula Godois: 97603-2335 e 97565-7508  
UFF recebe visita do MEC para tratar de questões de acessibilidade e inclusãoA UFF recebeu nesta terça-feira a visita do MEC a fim de levantar dados sobre o avanço e as dificuldades de acessibilidade nos campi da universidade. A pauta reuniu integrantes da Proaes (Pró- Reitoria de Assuntos Estudantis), da equipe do Sensibiliza, parceiros das Superintendência de Documentação –SDC e Superintendência de Engenharia e Arquitetura e representantes do Ministério da Educação para discutir alguns assuntos de extrema importância para promover a inclusão na Federal Fluminense. Rosângela Morello, representante do MEC visitou alguns pontos da universidade, como a Biblioteca Central e o Caminho Acessível do Gragoatá. “A reunião foi muito importante porque tínhamos ali a presença, não só do pró-reitor de assuntos estudantis, mas a experiência dos responsáveis pela biblioteca, e o pessoal da arquitetura e das obras; então são fatores que indicam o quanto a questão está sendo debatida por vários setores da universidade”, contou Rosangela Morello. “Acho que essa reunião deu esperança, porque se uma outra parte do governo, um ministério do governo federal, está vindo aqui para conhecer de perto não só a universidade aqui em Niterói, mas todas as universidades, é porque está querendo fazer mudanças, veio para ver o que está dando certo, o que está dando errado, e isso é muito importante”, acrescentou a diretora da Divisão de Acessibilidade e Inclusão da UFF, Paula Liliane Godois. Na pauta: as conquistas realizadas para a consolidação da inclusão do aluno com deficiência no ensino superior; os desafios para a superação das barreiras arquitetônicas, atitudinais, pedagógicas, e comunicacionais ainda existentes e o servidor público com deficiência na universidade. “A gente falou também da importância da parceria para que todos os setores possam dar a sua contribuição. Até porque é uma forma da gente ficar mais forte e conseguir alcançar realmente a educação inclusiva”, contou Paula. A Divisão de Acessibilidade e Inclusão, Sensibiliza UFF, que esteve presente na reunião, aproveitou a ocasião para anunciar, em breve, a mudança para uma nova sala no campus Gragoatá, no térreo do bloco A, onde vai dividir o espaço com outros setores da Coordenação de Apoio Social (CAS/Proaes). “O fato da UFF ter constituído um grupo de trabalho, uma comissão, para fazer esse levantamento e estudo mostra o quanto a universidade está comprometida com essa política”, comentou Rosangela. A UFF, assim como várias outras universidades, está no caminho da institucionalização da política de acessibilidade e inclusão no meio acadêmico. Apesar dos avanços, que podem ser encontrados inclusive na nova Lei da Pessoa com Deficiência, lançada no início desse ano, pelo governo federal; há ainda muitos desafios a serem debatidos e superados. “Sobretudo do ponto de vista arquitetônico, porque a gente sabe que a UFF assim como outras universidades também tem prédios tombados, tem campi que estão nas cidades que tem uma topografia difícil. E uma coisa que todos na reunião lembraram que é importante, é com relação a barreira atitudinal. Que haja uma nova forma de compreender a deficiência, e isso por parte de todos, por parte dos outros alunos do curso, dos professores, dos gestores. Porque muitas vezes a deficiência é invisível, ou ela é invisibilizada, ou muitas vezes as pessoas desejam não ter que lidar com ela, e isso é uma grande barreira a ser vencida”, completou Rosangela. Reportagem de Rebeca Letieri, estudante de Jornalismo (Iacs/UFF) e bolsista do SENSIBILIZA UFF.
Bolsa de apoio aos estudantes com deficiência 2016 – Inscrições terminam nessa terçaPARA SE INSCREVER ACESSE O LINK: https://sistemas.uff.br/bolsas/editais/61 As inscrições para o Programa Bolsa de Apoio ao Estudante com Deficiência terminam nessa terça-feira, 20/01. O Programa concede apoio financeiro mensal aos estudantes que apresentem deficiência motora, sensorial ou múltipla, matriculados em cursos de graduação presencial. Para participar do processo de seleção para preenchimento de vagas no Programa Bolsa de Apoio aos Estudantes com Deficiência o solicitante deverá atender aos seguintes requisitos: a) Estar regularmente matriculado e inscrito em no mínimo 04 (quatro) disciplinas do curso de graduação; b) Apresentar deficiência de natureza motora, sensorial ou múltipla de acordo com as definições do Decreto no. 5.296, de 02 de dezembro de 2004, em seu artigo 5o, alíneas a, b, c, e: a) Deficiência física: alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções; b) Deficiência auditiva: perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz; c) Deficiência visual: cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; a baixa visão, que significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60o; ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores; d) Deficiência múltipla: associação de duas ou mais deficiências; Proaes: Rua Miguel de Frias, 09 – Prédio Anexo, Icaraí – Niterói. Telefone: (21) 2629-5305 E-mail: bolsadeficiencia@proaes.uff.br Confira o edital completo: http://www.uff.br/sites/default/files/informes/edital_2016.pdf
Evento "SENSIBILIZA ENGENHARIA" mobiliza comunidade acadêmica para as questões sobre acessibilidade e inclusão A Divisão de Acessibilidade e Inclusão SENSIBILIZA UFF e o Centro Integrado de Tecnologia e Inovação (CITI) promovem na próxima segunda-feira, dia 7, das 10h às 13h, no hall do primeiro andar da Escola de Engenharia (R. Passo da Pátria, 156, São Domingos, Niterói, RJ), o evento “Sensibiliza Engenharia”.  A atividade faz parte das comemorações do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, celebrado no dia 3/12.   A iniciativa tem o apoio do Curso de Mestrado Profissional em Diversidade e Inclusão (CMPDI) e do Centro de Apoio ao Deficiente Visual de São Gonçalo (Cadevisg). O projeto "Sensibiliza Engenharia" visa sensibilizar a comunidade daquela unidade para refletir sobre programas e conteúdos tecnológicos que tragam soluções inovadoras, tendo como foco pessoas com deficiência, idosos e todos aqueles que necessitam de um tratamento diferenciado, possibilitando acessibilidade e inclusão para todos. Mais informações: Tel. 3674-7616/ 97603-2335
Vivência de acessibilidade e inclusão acontece nesta quarta-feira na reitoria Na próxima quarta-feira, dia 21/10, será realizado um evento de conscientização UFF SEM BARREIRAS, a partir das 10h, no jardim da Reitoria.  A iniciativa é uma parceria da Divisão de Acessibilidade e Inclusão – Sensibiliza UFF (Proaes) e o Setor de Qualidade de vida do Servidor- SQVS (Progepe). O objetivo é chamar a atenção da comunidade acadêmica para a questão da inclusão e da acessibilidade, através da realização de uma série atividades de sensibilização. CONFIRA A PROGRAMAÇÃO – Vivência de acessibilidade e inclusão: As pessoas serão convidados a se locomoverem em cadeiras de rodas, colocar vendas e utilizar bengalas e tampões nos ouvidos para vivenciar as dificuldades dos deficientes no seu dia a dia. – Apresentação de Cartilhas e cartazes produzidas pelo projeto UFF SEM BARREIRAS -Mostra fotográfica  
Mapa de acessibilidade - Caminhos para pessoas com necessidades especiais
Programa de tutoria garante integração de alunos com deficiência na UFFDesde a criação do Núcleo Sensibiliza em 2009, a universidade vem desenvolvendo projetos que permitem uma maior integração de alunos, professores e funcionários com deficiência no ambiente acadêmico. Hoje, por meio dos esforços da atual Divisão de Acessibilidade e Inclusão Sensibiliza UFF (DAIS), criada em 2013 e vinculada à Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Proaes), a instituição oferece uma bolsa para estudantes que acompanhem a rotina acadêmica de colegas com algum tipo de deficiência, seja ela visual, motora ou auditiva. A Bolsa Tutoria do projeto PDI-UFF Acessível foi criada com o objetivo de ajudar estes alunos a superarem as dificuldades encontradas em sala de aula, no convívio com colegas e professores, nas barreiras atitudinais, metodológicas, comunicacionais e arquitetônicas enfrentadas no cotidiano acadêmico. O projeto disponibiliza aos estudantes com deficiência um monitor, que atua como tutor, facilitando o dia a dia na instituição. “O bolsista-tutor veio para garantir o ingresso e a permanência do aluno com deficiência. Ele não é um anjo da guarda, e sim um facilitador”, explica a subcoordenadora do Sensibiliza, Lucília Machado. Atualmente, o Sensibiliza concede 40 bolsas de apoio acadêmico para graduandos que auxiliam os alunos deficientes em salas de aula, bibliotecas, ou em laboratórios acessíveis. Eles também atuam na digitalização de textos, desenvolvimento de tecnologias assistivas, acompanhamento acadêmico e outras tarefas administrativas. Às vésperas de mudar sua sede para o térreo do Bloco A, no campus do Gragoatá, o Sensibiliza funciona desde 2014 na antiga Casa do Estudante Fluminense, no bairro de São Domingos. A divisão tem 130 alunos com deficiência cadastrados, mas nem todos necessitam do apoio dos bolsistas-tutores. A maior parte dos beneficiados possui deficiência visual (cegueira e baixa visão). Para adquirir o auxílio, é necessária a apresentação de uma documentação comprobatória. O bolsista normalmente é selecionado pelo próprio solicitante, ou pela coordenação do curso. Cada estudante pode ter um ou mais tutores, dependendo de suas necessidades. Normalmente, os bolsistas são do mesmo curso e do mesmo período que o aluno deficiente, mas isso não é um requisito para a bolsa. Você se torna um canal de toda aquela realidade que o aluno não percebe visualmente. Tentar passar isso para eles é uma responsabilidade muito grande." - Francielle Gonçalves Preconceito é um grande obstáculo No dia 10 de junho, o Sensibiliza UFF completou seis anos, e além do trabalho de promoção da acessibilidade na universidade, o programa de Bolsa Tutoria foi uma das maiores conquistas da divisão. Lucília conta que em 2005, um aluno com paralisia cerebral chamado Thiago Lacerda entrou na universidade. “Na época, os professores não acreditavam no sucesso dele, ele não conseguia escrever e falava com dificuldade. Hoje, esse estudante está no doutorado de Física. O Thiago precisou de um monitor para ajudá-lo em sua rotina estudantil. Ele foi o primeiro a receber o acompanhamento de um bolsista-tutor”. Além de essencial para os estudantes deficientes se manterem na universidade, a bolsa tutoria também é importante para os bolsistas. A aluna de Serviço Social, Francielle Gonçalves, falou da relevância da tarefa. “Você se torna um canal de toda aquela realidade que o aluno não percebe visualmente. Tentar passar isso para eles é uma responsabilidade muito grande”. Francielle e Gerlaine Pontes são tutoras de Paulo Roberto Silva, aluno cego, que como elas, também cursa Serviço Social. Os três são alunos do mesmo curso de graduação. Inicialmente, elas faziam a leitura e gravação dos textos bibliográficos das disciplinas, além de gravar o conteúdo das aulas. Hoje, Paulo utiliza o equipamento de leitor autônomo disponibilizado pela UFF, que digitaliza o texto permitindo que ele estude em casa. O equipamento é operado pelas bolsistas, que sistematizam as informações das aulas para o aluno. Para atender as necessidades dos estudantes surdos, o bolsista deve estar ainda mais preparado. Nesses casos, ele precisa ser intérprete de LIBRAS. Segundo Lucília, os surdos têm mais dificuldades para se adaptar, pois a primeira língua deles é a língua brasileira de sinais. “O surdo tem um mundo visual. Eles possuem toda uma cultura própria, aprendem primeiro LIBRAS e depois o português, o que prejudica o aprendizado deles na universidade”. O número de alunos com deficiência auditiva na UFF ainda é muito baixo, dois na graduação e cinco no mestrado. Este é só um dos muitos desafios ainda enfrentados pelo Sensibiliza para aumentar a inclusão e integração na universidade. “Nossa maior dificuldade é que muitos professores declaram de imediato um distanciamento, não querendo se envolver nessa questão. Eles desconsideram o direito do estudante e levam para o lado pessoal, como se fosse uma questão de favorecimento ou paternalismo”, esclarece a atual coordenadora do Sensibiliza, a psicóloga Paula Liliane dos Santos Godois. Esse mesmo discurso é reproduzido por alguns universitários, Francielle relata que muitos deles ficam surpresos quando ela revela que é bolsista. “Eles se perguntam o porquê de nós recebermos uma bolsa para algo que eles consideram um favor. Ou seja, essa é uma postura assumida não só por professores, mas também por alunos.” O aluno de Engenharia de Produção Lucas Rodrigues Loureiro recebe a assistência desde o primeiro período. Ele possui apenas 35% da visão de um dos olhos e não enxerga do outro. Para ele, ainda há um problema na falta de comunicação interna da universidade, impedindo que professores sejam notificados da entrada de calouros com deficiência nos cursos, o que atrapalha o aprendizado. No caso de Lucas, a bolsista que o acompanha, a estudante de Física Daniela Yoshimura, o ajuda a ler os textos. “Ela tem sido indispensável para que eu passe nas disciplinas”. Curso de Psicologia é exemplo de iniciativa de inclusão Porém, a atitude de outros professores também contribuiu para o acesso de alunos a conteúdos disciplinares antes inalcançáveis. A professora de Psicologia Marcia Moraes digitalizou e montou um banco de dados com os textos do curso, permitindo que novos alunos cegos tenham essa plataforma de acesso aos conteúdos das matérias. A ex-aluna do curso de graduação de Psicologia e atual mestranda Camila Alves serviu de referencial para o projeto, ela possui deficiência visual. Segundo Lucília, esse tipo de ação ainda não ocorreu em outros cursos. “Isso foi feito apenas em Psicologia, de maneira informal por meio dos esforços da professora Marcia e sua equipe”. Para que mais iniciativas como essa aconteçam, o Sensibiliza faz uma intermediação entre os alunos e as coordenações dos cursos. Lucília explica que o ideal é que as coordenações notifiquem a divisão logo na entrada do aluno na universidade, para que esse auxílio seja o mais efetivo possível. Paula ressalta que a sensibilização de professores e coordenadores é fundamental para que haja uma oportunidade igual a todos os estudantes, reconhecendo as limitações dos alunos deficientes. “Uma prova ampliada ou mais tempo para fazer uma avaliação não está tornando-a mais fácil. Só está igualando as condições entre alunos que têm deficiência e os que não têm”, explica a coordenadora da divisão. Equipamentos facilitam o acesso aos conteúdos Além do leitor autônomo, que digitaliza os textos, a universidade dispõe de outros aparelhos que permitem acesso às publicações acadêmicas, através de modernos equipamentos de tecnologia assistiva. As Bibliotecas do Gragoatá, do Valonguinho, de Campos dos Goytacazes e de Volta Redonda estão sendo equipadas com computadores dotados de softwares leitores de tela, scanners que transformam textos em arquivos digitais, ampliadores de tela para pessoas com baixa visão, dentre outras ferramentas. Na sede do Sensibiliza, a divisão mantém, entre outros equipamentos, uma lupa eletrônica, que aumenta consideravelmente o tamanho do texto para possibilitar a leitura feita por alunos com perda visual, cadeiras de rodas motorizadas e impressora Braille. No curso de Serviço Social, tanto no campus do Gragoatá, como no interior do estado, em Campos do Goytacazes, as escolas já estão equipadas com laboratórios acessíveis. Nas provas, a coordenação do curso disponibiliza um notebook com um software chamado Dosvox, que faz leitura em áudio de todo o conteúdo aplicado em formato eletrônico, permitindo que o aluno faça a avaliação com mais autonomia. Mas nem todos os cursos já aderiram a essa tecnologia assistiva. “Depende da ‘sensibilidade’ do coordenador”, conclui Lucília.
Projeto desenvolvido no Instituto de Computação da UFF pode tornar o ENEM mais inclusivo e acessível para deficientes visuaisApesar dos esforços aplicados na promoção de acessibilidade, alguns candidatos com deficiência, como os deficientes visuais, relatam experiências frustrantes durante a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). A falta de preparação dos ledores e o cansaço são algumas dificuldades citadas. Neste cenário, a utilização do computador como meio de efetuar o exame visa permitir que pessoas com deficiência visual possam fazer a prova de forma independente. Uma evolução do primeiro protótipo feito em 2011, o site ENEM INCLUSIVO é fruto do “Enem para deficientes visuais: a realização assistida pelo computador”, um projeto de dissertação de mestrado desenvolvido pelo professor Hedi Carlos Minin, atualmente aluno do curso de mestrado em computação do Instituto de Computação (IC) da UFF, sob a orientação dos professores Daniela Trevisan e José Viterbo. O site apresenta hoje um simulado com cerca de 80 questões objetivas nas diversas áreas temáticas da prova nacional além de uma proposta de redação. “As questões foram cuidadosamente escolhidas para abordar possíveis soluções assistidas por computador para enfrentar problemas relatados pelos deficientes visuais como leitura de formulas matemáticas, acesso a gráficos, além de fórmulas complexas de química e física”, explicou Daniela. Outra solução implementada no projeto solicitada pelos próprios alunos, ela acrescenta, “é a possibilidade de se ter uma área para rascunho digital”. Para atender deficientes visuais o MEC oferece provas adaptadas (em braile e ampliadas) e auxílio ledor. Dados disponibilizados pelo INEP mostram que a procura por estes recursos e serviços tem aumentado a cada edição do exame. Entre 2011 e 2014, por exemplo, houve um aumento de 235% no número de solicitações de auxílio ledor e de 132% no número de solicitações de prova ampliada. Com a reformulação do projeto o conteúdo torna-se escrito, totalmente acessível em formato web. Com a participação de colaboradores do Instituto Benjamin Constant e do aluno de graduação da UFF, do curso de ciência da computação, Lucas Tito, o projeto encontra-se hoje em fase de avaliação pelos alunos do Colegio Pedro II. “Hoje em dia, o deficiente visual depende dos ledores, por exemplo, já aconteceu comigo de na seção de química do ENEM, uma professora de Português ler, e eu me sentir prejudicado. Essa solução permitiria o menor acoplamento e dependência sob os ledores, aumentaria a individualidade do processo como um todo. Claro que se adotado, não creio ser de inteira responsabilidade, porque problemas podem acontecer, mas poder chamar um ledor para eventuais dúvidas, só quando necessário, seria uma solução excelente”, exclamou Tito. “Com a ajuda de todos podemos contribuir com o estado da arte e o estado da prática e buscar, mediante resultados satisfatórios, a aplicação do sistema no ENEM e posteriormente em outras provas como ENAD, prova Brasil e demais avaliações”, completou. os alunos da UFF com deficiência e demais membros da comunidade podem testar o projeto no link abaixo: http://www.eneminclusivo.com.br/
Sensibiliza atualiza cadastro de estudantes da UFF com deficiênciaO Sensibiliza UFF vem trabalhando para que cada vez mais a universidade promova acessibilidade para todos. Nosso horizonte está se expandindo. E a cada novo membro, conquistamos todos uma grande vitória à caminho da inclusão. Uma novidade da Divisão é o cadastro para levantamento de dados de alunos com Deficiência. Ajudem a divulgar e participem dessa nossa caminhada. A UFF foi feita pra você! Cadastro para levantamento de dados de alunos com Deficiências, Transtorno Global do Desenvolvimento, Altas Habilidades/Superdotação e/ou outras Necessidades Educacionais Específicas da Universidade Federal Fluminense por meio da Divisão de Acessibilidade e Inclusão – SENSIBILIZA – UFF, a fim de mapear os alunos que se encaixam no perfil acima.   https://docs.google.com/forms/d/1vNA9s5zmbY4BO8OYQYzCObJfCs0yrKXYKTDs8JttSig/viewform    
Acessibilidade e InclusãoO objetivo é fomentar a implantação e consolidação de políticas inclusivas para alunos, professores e funcionários técnico-administrativos com deficiência.