Reitoria propõe acordo para reposição dos dias não trabalhadosNo dia 14 de janeiro, o Gabinete do Reitor respondeu ofício do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal Fluminense (Sintuff) informando que, em cumprimento da decisão judicial liminar e da tese do Supremo Tribunal Federal (STF), executará a suspensão do pagamento dos dias em paralisação decorrentes da greve. Ratificamos naquela data a necessidade de manifestação do sindicato, até o dia 18 de janeiro, sobre o interesse da categoria em firmar acordo para reposição dos dias não trabalhados para que não haja desconto salarial. Aguardamos posicionamento oficial do Sintuff e apresentação de proposta do plano de reposição, caso assim decida, para regularizar o pagamento. Importante frisar que o corte de ponto somente ocorrerá caso o sindicato não se manifeste no prazo indicado ou não haja acordo para reposição dos dias não trabalhados
Suspensão de ponto dos trabalhadores em paralisaçãoConforme amplamente divulgado à comunidade universitária, a partir desta segunda-feira, dia 07 de janeiro, a administração da Universidade Federal Fluminense dá cumprimento à decisão liminar do Desembargador Federal da 8ª Turma do TRF 2ª Região, Dr. Marcelo Pereira da Silva, proferida no dia 19 de dezembro de 2018. Dessa forma, a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas encaminhará memorando por via eletrônica e física requisitando às chefias de cada unidade universitária e administrativa: 1) A lista nominal dos servidores em estado de greve. Ressaltamos, também, que a suspensão do vínculo funcional dos servidores públicos foi decidida pela interrupção dos serviços prestados como consequência da greve deflagrada e a determinação da UFF apenas cumpre a Lei, a decisão judicial liminar e respeita tese de repercussão geral do Supremo Tribunal Federal, de 27 de outubro de 2016: “A administração pública deve proceder ao desconto dos dias de paralisação decorrentes do exercício do direito de greve pelos servidores públicos, em virtude da suspensão do vínculo funcional que dela decorre, permitida a compensação em caso de acordo”. Observe que a decisão afirma que “A administração pública deve (grifo nosso) proceder ao desconto dos dias de paralisação”. Isso quer dizer que há suspensão temporária do vínculo funcional em função da greve, com o consequente desconto dos dias parados. Dessa forma, depois de finalizada a paralisação, pode-se chegar a um acordo entre a administração e os servidores que preveja um plano de reposição dos dias não trabalhados para que se restabeleça o pagamento correspondente. 2) Caso o setor preste algum dos serviços considerados essenciais pela UFF, a chefia deve, ainda, aferir e atestar se há funcionamento de, ao menos, 70% das atividades, como manda a decisão. O controle de frequência dos servidores é um dever das direções de unidade e das chefias administrativas, como estipula o Regimento Geral da UFF. São essenciais os serviços elencados a seguir: Restaurante Universitário Departamento de Administração de Pessoal (DAP) Bibliotecas Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP) Serviços que envolvam perícia médica, serviços médicos, insalubridade, progressões Pagamentos em geral, incluindo bolsas e auxílios Manutenção e infraestrutura Emissão de certificados e diplomas Biotérios 
Liminar determina corte de ponto e retomada de serviços essenciaisEm resultado de ação interposta pela Procuradoria Federal, decisão liminar deferida em 19 de dezembro pelo Desembargador Federal da 8ª Turma do TRF 2ª Região, Dr. Marcelo Pereira da Silva, determinou a manutenção de, no mínimo, 70% dos serviços considerados essenciais pela Universidade Federal Fluminense. Além disso, a liminar autorizou o corte de ponto dos servidores parados. Esse fato novo impõe a responsabilização, segundo manda a Constituição Federal e demais normativos associados, dos trabalhadores pela suspensão das atividades. Ressaltamos que a decisão liminar autoriza o corte de ponto e a suspensão dos pagamentos de todos os servidores pelos dias em paralisação, independentemente do cumprimento do percentual mínimo exigido nos serviços essenciais. São essenciais os serviços elencados a seguir: Restaurante Universitário Departarmento de Administração de Pessoal (DAP) Bibliotecas Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP) Serviços que envolvam perícia médica, serviços médicos, insalubridade, progressões Pagamentos em geral, incluindo bolsas e auxílios Manutenção e infraestrutura Emissão de certificados e diplomas Biotérios
Reitor recebe comando de greveNo dia primeiro de novembro, quinta-feira, o reitor em exercício, Professor Antonio Claudio da Nóbrega, recebeu representantes do Sintuff, retomando a Mesa de Negociação Permanente, para tratar de pontos de pauta dos servidores técnico-administrativos em greve. A reunião girou em torno, basicamente, da jornada de trabalho, tendo o Sintuff apresentado, mais uma vez, a reivindicação de 30 horas semanais para todos os servidores técnico-administrativos da UFF. O Professor Antonio Claudio reiterou o que já havia sido amplamente noticiado acerca dos desdobramentos recentes em relação ao tema, que podem ser resumidos como segue. Após a gestão não ter acatado a recomendação da CGU para revogar a Portaria nº 57.529/2016, construída durante a greve de 2016, e que reconhecia a jornada de 30 horas semanais para os servidores técnico-administrativos da UFF, o Tribunal de Contas da União notificou o reitor Sidney Mello, em 27 de agosto de 2018, considerando que o conceito contido na referida Portaria de reconhecer a jornada de 30 horas semanais constitui irregularidade de prática de ato de gestão ilegal, o que pode implicar rejeição da prestação de contas da Universidade, tendo recomendado sua revogação. Em razão desta notificação do TCU, o reitor Sidney Mello editou, em 03 de setembro de 2018, a Portaria nº 62.111, atualmente em vigência, para regulamentar a adoção das 30 horas nos termos da lei. A partir desta Portaria, uma nova comissão apurará quais casos se encaixam nos requisitos do artigo 3º do Decreto nº 1.590/1995, com a redação dada pelo Decreto nº 4.836/2003. Tal medida objetivou, de forma responsável, preservar as contas da Universidade e, dessa forma, garantir a continuidade dos repasses de recursos orçamentários. Desse modo, o Professor Antonio Claudio ponderou que a insistência em tentar manter a jornada de 30 horas para todos os servidores técnico-administrativos, contrariando diversos marcos legais e regulatórios, bem como a interpretação dos órgãos de controle, colocaria em risco o funcionamento da Universidade, em virtude da previsível suspensão dos repasses de recursos, afirmando que a gestão não cometeria tal irresponsabilidade. Por conseguinte, o claro e inequívoco posicionamento sobre este assunto por parte dos órgãos de controle, CGU e TCU, torna inexequível o atendimento desta reivindicação, nos termos apresentados pelo Sintuff. O Professor Antonio Claudio reiterou a necessidade de que sejam respondidos os dois Ofícios encaminhados pela gestão ao Sintuff nas datas de 11 de outubro e 22 de outubro de 2018, ainda sem resposta, acerca da garantia da continuidade na prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, em particular no que se refere ao Restaurante Universitário, que se trata inequivocamente de serviço indispensável, mormente considerando que atende a uma das necessidades básicas de toda a comunidade universitária, sobretudo dos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Por fim, o Professor Antonio Claudio afirmou que a gestão permanece disponível ao diálogo e à negociação, e solicitou que os representantes do Sintuff encaminhem, por escrito, as críticas apresentadas durante a reunião acerca da Portaria nº 62.111/2018. 
Ulisses Gomes lança “...remediado está” (Eduff) na Faculdade de Ciências Sociais e Filosofia da USPBacharel em Direito e mestre em Estudos de Linguagem pela UFF, Ulisses Gomes lança o livro "...remediado está: implicações do processo de significação da greve na relação Legislativo-Judiciário pós-1988" (Eduff, 2017), durante a IV Conferência Internacional – Greves e Conflitos Sociais, na Faculdade de Ciências Sociais e Filosofia da Universidade de São Paulo. Na obra, o autor trata da análise discursiva na relação entre o texto judiciário e o texto legislativo. Fruto da dissertação de mestrado do autor no Programa de Pós-Graduação da UFF, a obra é também uma reflexão singular e profunda sobre a liberdade democrática de participação do cidadão no exercício de seus direitos. Além de formular questões com perspicácia, Gomes presenteia o leitor com um corpus para análise composto por petições e acórdãos de mandados de injunção, ambos vinculados ao exercício do direito de greve do servidor público. O livro surpreende pela densidade ao abordar questões complexas e atuais, ao passo que percorre os sentidos no campo da ideologia e da psicanálise. Além disso, as discussões teóricas e analíticas que passam pela teorização do discurso jurídico em sua materialidade vinculam-se à historicidade, constituída pela memória discursiva e pela produção ideológica de efeitos de verdade e transparência de sentidos. Saiba como comprar. 
Autor trata da greve na relação Legislativo-JudiciárioEm "...remediado está: implicações do processo de significação da greve na relação Legislativo-Judiciário pós-1988" (Eduff, 157 pp, R$ 39), Ulisses Gomes trata da análise discursiva na relação entre o texto judiciário e o texto legislativo. Fruto da dissertação de mestrado do autor no Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem da UFF, a obra é também uma reflexão singular e profunda sobre a liberdade democrática de participação do cidadão no exercício de seus direitos. Além de formular questões com perspicácia, Gomes presenteia o leitor com um corpus para análise composto por petições e acórdãos de mandados de injunção, ambos vinculados ao exercício do direito de greve do servidor público. O livro surpreende pela densidade ao abordar questões complexas e atuais, ao passo que percorre os sentidos no campo da ideologia e da psicanálise. Além disso, as discussões teóricas e analíticas que passam pela teorização do discurso jurídico em sua materialidade vinculam-se à historicidade, constituída pela memória discursiva e pela produção ideológica de efeitos de verdade e transparência de sentidos. Saiba como comprar.
Livro da Eduff analisa a luta docente pela Educação SuperiorEm “Lutas por educação no Brasil recente” (Eduff, 2017), a professora Kênia Miranda analisa a trajetória do Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes-SN) em face das políticas educacionais e das lutas da classe trabalhadora no Brasil ao longo das três últimas décadas. Como resultado das políticas estatais para a educação, desde a década de 1980, houve um processo crescente de conversão da educação em mercadoria e de intensificação do trabalho do professor, que significou o avanço de uma forma específica de proletarização docente. Contudo, essa direção das políticas educacionais encontrou fortes resistências, em especial dos trabalhadores da educação. No livro, Miranda parte do materialismo histórico para analisar o processo de consolidação dos trabalhadores da educação como uma nova força social e demonstra sua organização e reorganização como classe na luta contra as políticas de transformação da educação em mercadoria. Sobre a autora Kênia Miranda é professora de Economia Política e Educação na Universidade Federal Fluminense (UFF), doutora em História Social e mestre em Educação pela UFF, pesquisadora do Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas sobre Marx e Marxismo e do Grupo de Pesquisas Mundos do Trabalho, na mesma universidade, e pesquisadora associada do Instituto de História da Universidade Nova de Lisboa. Saiba como comprar.    
Sem respeito não existe negociaçãoA ação de obstrução da entrada do prédio da reitoria, realizada por ativistas do Sintuff na manhã de ontem (16/09/2015), constitui um passo à frente na estratégia de radicalização do movimento grevista da universidade. A pretexto de realizar uma manifestação, os ativistas do Sintuff impediram o funcionamento da reitoria e, de maneira agressiva, cercearam o direito de ir e vir de docentes, técnico-administrativos e estudantes que dependem da reitoria para realizar suas atividades. A radicalização é o resultado óbvio de um movimento de greve predatório e sem objetivos sindicais, que não apresenta um compromisso efetivo com a UFF. A ação do Sintuff causou inúmeros danos à Universidade. É de se salientar, em particular, que ontem e hoje (16 e 17/09/2015) são os últimos dias para a homologação da folha de pagamento referente ao mês de setembro. Em decorrência desta paralisação das atividades, diversos servidores tiveram seus direitos atingidos. Dentre eles, destacam-se as inclusões no sistema referentes a: docentes promovidos à classe de professor titular, progressões de docentes e técnico-administrativos, servidores que tomaram posse no cargo, retorno de servidores que se encontravam afastados, incentivo à qualificação, retribuição por titulação, ajustes em função de trilhas de auditoria do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), substituição de chefias, aposentadorias e pensões. Os ativistas que ontem fecharam a reitoria afirmam que querem que a reitoria “negocie” com eles. Negociação é um gesto que resulta da boa vontade e do reconhecimento recíprocos entre aqueles que dela tomam parte, e na qual os partícipes estão dispostos a ceder para chegar a um resultado satisfatório. É importante frisar que esta administração sempre se colocou à disposição das entidades representativas dos três segmentos da Universidade, através do Comitê Gestor e da Mesa de Negociação Permanente, para atender a pontos específicos de interesse dos membros da comunidade, ainda que grande parte dos itens da pauta seja de responsabilidade do governo federal. O que os militantes do Sintuff fizeram ontem – e membros do Comando de Greve têm feito em diversas ocasiões – é outra coisa. Trata-se simplesmente de violação da lei. Equivocadamente, estes setores parecem presumir que a situação de greve significa uma espécie de retorno à barbárie, ao “vale tudo”, à qual não se aplicam as leis ordinárias. Não é assim. À administração da UFF cabe o dever de proteger a integridade física dos membros da comunidade acadêmica e o patrimônio material da Universidade, ambos recorrentemente ameaçados pelas ações de integrantes do movimento grevista. Ela não abdicará deste papel. Neste sentido, tem sido coletada vasta documentação – incluindo fotografias e vídeos – sobre atos ilegais, de dano ao patrimônio e de coerção ao pessoal da Universidade, com vistas à tomada de medidas administrativas e legais contra aqueles que os patrocinam. Em vista disso, continua mantida a suspensão das negociações com o Comando de Greve, uma vez que não é possível compactuar com a prática de atos ilegais, pois é dever da administração pública zelar pelo cumprimento da legislação.
Novos horários de atendimento das Bibliotecas em greveA Superintendência de Documentação informa que, com o prolongar da greve, algumas unidades precisaram ajustar seus horários para atender parcialmente os usuários. Confira o horário de funcionamento das unidades do Sistema de Bibliotecas da UFF durante o mês de Setembro de 2015. Lembramos que neste período nenhum usuário  será prejudicado em função da não devolução do material. Encaminhe sua dúvida para suportepergamum@ndc.uff.br    
COMUNICADO SOBRE CONTINUIDADE DAS NEGOCIAÇÕES NA UFFO Comitê Gestor em reunião no dia 14 do corrente mês, resolveu que dará continuidade às negociações através da Mesa de Negociação Permanente da UFF, com as entidades representativas dos diversos segmentos da Comunidade Universitária: DCE, ADUFF, SINTUFF. Para isto aguarda uma comunicação destas entidades para marcar a reunião de negociação. Não haverá negociações com o Comando Local de Greve, assim como não há reunião de negociação marcada para hoje, 15/9. Comitê Gestor da UFF
UFF rompe negociações com o movimento grevista após invasão da reitoriaOntem (03/09/15), às três horas da tarde, militantes da Aduff e do Sintuff invadiram o pátio em frente da reitoria. Sem autorização, instalaram banheiros químicos no espaço da universidade, um gerador na calçada, interromperam o trânsito e provocaram um acidente na rua que levou quatro pessoas ao hospital. Os manifestantes, incluindo pessoas estranhas à universidade (como o MTST), danificaram instalações e picharam um banheiro do prédio da reitoria. Tratou-se de um ato de desrespeito e violência, que inviabiliza a continuidade das negociações mantidas pela administração da UFF com estes setores. Tais ações demonstram de maneira cabal a imaturidade do movimento à frente das greves docente e de técnico-administrativos da UFF e o seu desinteresse em buscar soluções negociadas. Elas deixam claro os impasses de um movimento à frente de uma greve que muito embora pudesse ser justificada pelo corte no orçamento do governo para a educação, por outro lado se arrasta por mais de 90 dias sem uma pauta viável, paralisa a universidade, causando enormes prejuízos à formação dos alunos, em particular àqueles com condição socioeconômica mais vulnerável. E ainda pior, fornece argumentos privatistas àqueles que são contra a universidade pública e autônoma. A administração da UFF acredita que a verdadeira luta pela universidade pública se faz com as portas abertas, mostrando a sua relevância como agente de educação pública e formação de cidadãos, pesquisa, extensão, e prestação de serviços à sociedade. Rompida a possibilidade de diálogo, caberá à UFF recorrer à Justiça para resolver o impasse e responsabilizar os setores que causam danos ao patrimônio público. Sidney L. M. Mello - Reitor Antonio Claudio Lucas da Nóbrega - Vice-Reitor Universidade Federal Fluminense
A greve e o calendário escolarA Universidade Federal Fluminense informa que o calendário acadêmico relativo a 2015/1 foi mantido pelo Conselho de Ensino e Pesquisa (CEP), o que significa que as atividades acadêmicas realizadas neste período permanecem válidas e os prazos a serem cumpridos pelos professores que não aderiram à greve permanecem os mesmos. Os alunos poderão trancar matrícula ou cancelar disciplinas relativas a 2015/1 assim que a greve terminar, em período a ser definido pela PROGRAD. O início das atividades de 2015/2 e o período para a reposição das aulas de 2015/1 serão, oportunamente, redefinidos pelo CEP.  
Comitê Gestor se reúne com Comando Local de Greve neste 30 de junho de 2015Por iniciativa do Comitê Gestor da UFF, foi realizada reunião com o Comando Local de Greve, ontem, dia 30 de junho, às 14h, na reitoria, com o objetivo de retomar as discussões em torno da situação da Universidade, os movimentos em curso e a pauta de reivindicações. Os representantes da reitoria reafirmaram a intenção de retomada das negociações, tendo como pressuposto a concordância de todos os participantes quanto à inconveniência da prática de interdição dos campi, o que foi consenso na reunião. No entanto, a reunião não avançou para o estabelecimento de um cronograma de encontros para negociar a pauta de reivindicações, porque o Comando de Greve coloca como condição para tal, a suspensão do "interdito proibitório", dispositivo jurídico que impede que qualquer pessoa feche os campi da Universidade. Este dispositivo está suspenso, ou seja, não é utilizado visto que não há atualmente nenhuma iniciativa de interdição dos campi. No entanto, não será extinto porque se trata de uma ação judicial contra o fechamento dos campi, medida amplamente condenada pela comunidade. Foi informado também que o debate programado para esta quarta-feira, dia 1º de julho, às 16h, no Cine Arte UFF, não poderá ser realizado neste local, porque o mesmo se encontra em manutenção, fechado ao público por todo este mês e em julho. Sendo assim este debate deve ser transferido para outro local, o que teve a concordância dos representantes do Comando de Greve. A reunião se encerrou com a proposta do Comitê Gestor da UFF para retomada das discussões e negociações em relação aos temas pertinentes à Universidade e aos seus diversos segmentos. Se espera um aceno positivo do Comando de Greve para a retomada das negociações. Comitê Gestor Niterói, 30 de junho de 2015.
Nota de esclarecimento à Comunidade UniversitáriaA UFF é para toda Comunidade Universitária Desde o dia 28 de maio o movimento grevista faz obstrução do Campus Gragoatá da Universidade Federal Fluminense e hoje, dia 2 de junho, houve também interdição de outros dois campi, o Valonguinho e Biomédico. A interdição de campus além de significar uma clara subtração do direito constitucional de ir e vir, um constrangimento de caráter autoritário à mobilidade de estudantes, professores e pesquisadores e uma apropriação particularizada do espaço público, coloca em risco em alguns casos anos de dedicação em pesquisas de ponta. No Valonguinho, foram ameaçadas pesquisas que usam de cultura e biotério; no Gragoatá, o acesso à Coseac foi proibido, colocando em risco um concurso para técnico-administrativos com 14.000 candidatos, o vestibular do CEDERJ, que possibilita ingresso de milhares de estudantes ao ensino superior e a inscrição da UFF no Sisu-2015, ameaçando o ingresso de quase 5.000 novos alunos na Universidade, entre outros serviços. Muitos professores e técnicos que fazem a UFF acontecer, hoje como a 2ª. maior Universidade Federal do país, foram impedidos de realizar serviços essenciais, um direito que consta na própria Lei de Greve. Diante do rompimento por estudantes, do acordo que foi firmado em 29-05, a procuradoria federal que assiste à UFF não teve outra alternativa senão solicitar a desobstrução dos campi, para que os serviços essenciais fossem executados. Esta ação tem por objetivo recuperar o campus para sua apropriação coletiva, através de regras construídas por toda a toda a comunidade universitária, indistintamente, que é a sua finalidade principal. Niterói, 2 de junho de 2015 Assinado: Reitor e Comitê Gestor da UFF
Comunicado à Comunidade UniversitáriaConforme compromisso firmado na última sexta-feira dia 29, entre estudantes e a reitoria da UFF, publicado na página da UFF, foi realizada hoje, dia 1º de junho, a reunião do Conselho de Ensino e Pesquisa – CEP, da Universidade Federal Fluminense. Na ocasião, o Conselho de Ensino e Pesquisa, por voto majoritário, deliberou pela não suspensão do calendário acadêmico e, após a greve em curso, garantir a atividade acadêmica, de forma que não haja nenhum prejuízo aos estudantes, professores e técnico-administrativos. Diante da decisão do CEP, os estudantes resolveram ocupar novamente a reitoria, nesta data, descumprindo o acordo firmado anteriormente, provocando decisão da administração no sentido de fechar preventivamente o prédio para garantir a tranquilidade e segurança dos servidores, inclusive a integridade do patrimônio público. A decisão unilateral dos estudantes em ocupar mais uma vez a reitoria determina o fim do acordo firmado no dia 29 e, portanto, ficam temporariamente canceladas as reuniões programadas para os dias 2 e 3 de junho, também constantes do acordo. A persistir o quadro de ocupação de espaços públicos na UFF, com grave interdição do direito de ir e vir das pessoas, a reitoria será obrigada, para o restabelecimento da mobilidade de estudantes, professores e técnicos, a formalizar o pedido de reintegração de posse junto à justiça federal, para que sejam tomadas as medidas que se julgar cabíveis visando devolver os espaços da Universidade à comunidade universitária. Assinado: Reitor e Comitê Gestor da UFF
Nota à Comunidade Universitária1 -  Entre os dias 27 e 29 de maio a Reitoria foi ocupada por estudantes que apresentaram uma pauta que tinha como pontos prioritários a regularização do pagamento de bolsas de monitoria, a reabertura do bandejão da Praia Vermelha, uma reunião extraordinária do Conselho de Ensino e Pesquisa, a criação de uma mesa de negociação permanente de greve e regularização do pagamento de terceirizados; 2 – Em relação a estes pontos, esclarecemos que foi criada uma comissão de estudantes para acompanhar o processo de pagamento das bolsas de monitoria; a reunião do CEP, da mesa de negociação permanente de greve e uma reunião com os terceirizados foram convocadas para esta semana; e foi reafirmada a abertura do bandejão da Praia Vermelha, que já estava prevista; 3 - Nesse processo, a administração da UFF, reconhecendo a importância do diálogo com o movimento estudantil, empregou todos os esforços no sentido de construir compromissos com os estudantes; 4 - A Universidade Federal Fluminense converge com o movimento estudantil no sentido de garantir recursos para educação, visando a sustentabilidade e o pleno funcionamento da UFF. Entre esses recursos estão o pagamento de terceirizados, assistência estudantil, bolsas em geral, conclusão de obras, funcionamento pleno dos bandejões e da moradia estudantil e sua manutenção; 5 - A administração da UFF incorpora processos democráticos à vida universitária que exigem, acima de tudo, transparência, capacidade de diálogo e construção colegiada de decisões. Isto se refletiu no democrático processo de negociação frente à ocupação da reitoria; 6 - Sublinhamos que estamos lidando com jovens estudantes da UFF sob nossa responsabilidade. Por isso, justifica-se que todos os canais de negociação devam ser esgotados antes do emprego de medidas legais cabíveis; 7 - Reconhecemos, no entanto, a dificuldade que setores importantes da UFF enfrentam mediante a obstrução do acesso e a supressão do direito de ir e vir no âmbito da universidade. Por isso, garantimos que nosso foco de ação continuará dirigido para a desobstrução de todos os campi da UFF, num processo que assegure, em primeiro lugar, a autonomia universitária, considerando apenas outras formas drásticas de intervenção, também de nossa obrigação legal, somente em última instância. Assinado: Reitor e Comitê Gestor da UFF
Nota públicaEm face das ameaças de invasão por parte de setores vinculados ao movimento grevista, e tendo em vista atos de invasão realizados em outras universidades federais, a administração da Universidade Federal Fluminense informa o fechamento das atividades destinadas ao público no prédio da reitoria. A medida visa resguardar a realização de atividades essenciais que atendem à comunidade universitária, tais como o fechamento da folha de pagamento, o pagamento de bolsas aos alunos, bem como atendimento de serviços de saúde essenciais, além da preservação do patrimônio público da universidade. Como é de conhecimento público, a Universidade Federal Fluminense tem enfrentado problemas de ordem financeira, com prejuízos pontuais para algumas atividades. A despeito disto, a universidade tem sido capaz de manter as suas atividades essenciais no campo do ensino, pesquisa e extensão, bem como garantir o pagamento de bolsas e auxílios, tanto acadêmicos quanto os destinados à assistência estudantil. Este é seu compromisso, e a administração fará tudo o que estiver ao seu alcance para cumpri-lo. A Universidade Federal Fluminense reafirma o seu compromisso em manter tais atividades em funcionamento em meio às atuais dificuldades que ela, bem como outras universidades, têm enfrentado e reabrirá o atendimento público na reitoria tão logo isto se faça possível. Assina o Comitê Gestor da Universidade Federal Fluminense