Centro de Artes UFF inaugura duas exposições no mês de maioO  que é real e o que é virtual em uma fotografia No Espaço UFF de Fotografia, a mostra pretende expandir a noção do conceito de 'Topografias', dialogando com toda a subjetividade que ele nos propicia, como explica o curador Marco Antonio Portela. Dos três artistas, diz ele, uma propõe, simultaneamente, um olhar para a representação da paisagem e o rebatimento virtual da mesma, em uma sobreposição visual através de um retrovisor, o que nos deixa frente à discussão do que é real e virtual em uma fotografia, já que esses dois conceitos são abstrações técnicas e espaciais. Em outro trabalho, temos o corpo como paisagem, numa confusão visual que sugere a manipulação eletrônica da imagem, mas que nada mais é que o contato e o embaraçamento de pessoas, produzindo, pela lente do artista, uma paisagem inventada. Inventadas, também, são as imagens que remetem a um deleite sidéreo, onde situações quase infantis nos deslocam para uma ideia de vácuo e espacialidade, curiosamente brincando, até, com a ideia de feminino. O que esta mostra propõe, com as obras de Bella Scorzelli, Carlos Formiga e Milla, diz o curador, é um delírio poético e estético, expandindo um conceito aparentemente bem estruturado, que é a noção de paisagem. " Topografias nos convida, primeiramente, à apreciação das imagens pelo belo e, depois, a aprofundar uma reflexão sobre o que seria aquilo que estamos vendo, e se tal remete, ou não, a outro campo do conhecimento humano" Como habitar o Desenho reúne 14 artistas/pesquisadores ligados à Unicamp A exposição coletiva Como habitar o desenho é constituída por trabalhos do grupo de pesquisa Estratégias Expositivas do Desenho em Arte Contemporânea, vinculado ao Instituto de Artes da Unicamp (Campinas, SP). Os trabalhos do grupo de 14 artistas registram a diversidade de possibilidades e modalidades gráficas. O grupo investiga o Desenho contemporâneo a partir de algumas chaves de acesso, que podem passar pelo ato de escrever, ler, registrar, apagar, acumular, mapear, projetar, instalar ou compartilhar. O estudo abrange o processo de criação observado sob os pontos de vista do local expositivo e do material de gaveta, ou seja, da complexidade de estágios de criação, na relação entre o ateliê e a exposição. O grupo de pesquisa é liderado pela professora Lúcia Fonseca, em sua maioria orientados por ela em pesquisas de mestrado e doutorado, além de alguns membros convidados, da Unicamp ou de outras universidades. Nos trabalhos produzidos nesta mostra tem sido possível perceber as nuances poéticas, as intencionalidades, os usos e desusos de técnicas, referências artísticas e conceitos operados no fazer de cada um, diz a curadora Cláudia França, artista e docente da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). São também perceptíveis, diz ela, "as medidas móveis de aproximação e distanciamento do campo do Desenho, nas suas interfaces com outras linguagens da arte contemporânea, como a fotografia, os livros de artista ou performances, gravuras, objetos e instalações". Para a presente exposição, sob a curadoria da artista e professora Cláudia França, a ideia partiu do desejo de apresentar um percurso mais abrangente das pesquisas de cada um dos artistas. Para isso, a curadora adotou uma leitura geral desta categoria como nossa capacidade de reconhecer linhas, texturas e adensamentos das relações entre o preto e o branco ou situações de cores em contraste intenso, em quaisquer situações comuns do cotidiano, traduzindo-as para 'fatos poéticos'. O Desenho aqui é percebido como um espírito – termo usado não em seu sentido religioso, mas como energia de que é tomada nossa consciência – tal como adotado livremente pelo arquiteto Vilanova Artigas e pelo poeta Paul Valéry, ao referirem-se à intimidade do artista com o ato de criação, em uma incessante via de mão dupla entre a ideia e a matéria. Desta exposição fazem parte os artistas Adriana Dias, Daniela Avelar, Del Pilar Salum, Heloísa Angeli, Júnior Suci, Laís D’Oliveira, Lúcia Fonseca, Luciana Valio, Luise Weiss, Merien Rodrigues, Renato Almeida, Valéria Schornaienchi e Yuly Marty, além da própria curadora, Cláudia França. Ambas as exposições, Topografias e Como habitar o Desenho permanecem abertas à visitação até o dia 10 de junho, de domingo a sexta-feira, de 10h a 21h e, aos sábados, de 13h a 21h. Inauguração: 09 de maio de 2018, às 19h30 Visitação: de 10/05 a 10/06 Horários: domingo a sexta, de 10h a 21h e, aos sábados, de 13h a 21h Espaço UFF de Fotografia e Galeria de Arte UFF Entrada franca Rua Miguel de Frias, 09, Icaraí
Estudo revela violências e vulnerabilidades nos desenhos infantisParte do universo lúdico de toda criança, o ato de desenhar é também a forma pela qual os pequenos conseguem expressar seus sentimentos e retratar as experiências sobre o mundo à sua volta. Por isso mesmo, os rabiscos infantis são comumente utilizados para analise e diagnóstico por psicólogos e pediatras. São também o objeto de um estudo aprofundado disponível no livro "Violências e vulnerabilidades nos desenhos infantis", organizado por Simone de Assis e Joviana Avanci e publicado pela Eduff em coedição com a Editora Fiocruz. A obra é fruto de um trabalho que envolveu cerca de 500 crianças e adolescentes do ensino fundamental do município de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, e contou com a colaboração de profissionais da área de saúde pública especializados no tema da violência e em saúde mental. Os nove capítulos que compõe a coletânea trazem reflexões sobre a relação entre a expressão gráfica infantil e os contextos sociais e as condições de saúde mental das crianças que participaram do estudo. A partir de desenhos que retratam a família e o ambiente doméstico, os pesquisadores se propõem a conhecer as expressões gráficas que indiquem vulnerabilidades sociais.   Saiba como comprar.