Tradução da riqueza verbal e estética de Euclides da Cunha em novo livro da EduffEm “Sertão, selva e letra: Euclides da Cunha em atravessamentos” (Eduff, 2019), a professora da UFRJ Anabelle Loivos “traduz” a riqueza verbal e estética de Euclides da Cunha, por meio de um conjunto de ensaios que se prestam a interpretar uma série de textos do autor, de cartas a relatórios, reportagens a contos, trechos avulsos e poemas.  Além de uma breve discussão da ontologia discursiva da obra-prima do escritor, a autora analisa, por exemplo, o samba-enredo “Os Sertões”, da Escola de Samba “Em Cima da Hora”, do Rio de Janeiro, no Carnaval de 1976, ao mesmo tempo em que discute noções de cultura popular, cultura de massa e aborda a história do carnaval. O resgate da história está presente também no estudo da simbologia da Rua do Ouvidor, uma das principais vias do Rio de Janeiro da belle époque, e a relação de Euclides com o meio urbano carioca que ele tanto destacou, mas que ao mesmo tempo o perturbou pela agitação, politicagem e pelo mundo de aparências. Em seus oito capítulos, o lançamento da Eduff traz, ainda, a análise da posição de Euclides a respeito da presença dos missionários jesuítas e franciscanos no Brasil e apresenta um a ecoleitura da Amazônia euclidiana, uma prática de ensino pouco conhecida, mas que se mostra um método eficaz para fazer chegar aos estudantes do ensino médio a obra complexa de Euclides da Cunha. Sobre a autora: Anabelle Loivos é professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de janeiro (FE-UFRJ), mestre em Letras pela UFF e doutora em Letras - Literatura Comparada, pela mesma instituição. Na FE-UFRJ, Anabelle Loivos desenvolve o projeto de extensão interinstitucional "100 Anos Sem Euclides", cujas ações culturais, acadêmicas e educativas têm como objetivo destacar a memória e o espólio literário de Euclides da Cunha, especialmente no âmbito do município de Cantagalo, cidade natal do escritor e, não por acaso, de Anabelle Loivos. Ficou interessado? Leia as primeiras páginas do livro no perfil da Eduff, no ISSUU. Saiba como comprar.      
Livro da Eduff será lançado durante a Flip 2019Mais novo livro da Eduff, “Sertão, selva e letra: Euclides da Cunha em atravessamentos” será lançado durante a durante a 17ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), neste sábado, 13 de julho. O lançamento, com tarde de autógrafos, será logo após a mesa-redonda sobre a vida e a obra do autor de “Os sertões”, que conta com a participação da autora Anabelle Loivos e das professoras Anélia Pietrani e Luitgarde Cavalcanti.  Em “Sertão, selva e letra: Euclides da Cunha em atravessamentos”, Anabelle Loivos se dedica a “traduzir” a riqueza verbal e estética de Euclides da Cunha, por meio de um conjunto de ensaios que se prestam a interpretar uma série de textos do autor, de cartas a relatórios, reportagens a contos, trechos avulsos e poemas.  Ficou interessado? Leia as primeiras páginas do livro no perfil da Eduff, no ISSUU.
Edir Augusto Pereira lança "Ensaios de Amazônia" no ParáA partir da seleção dos ensaios do carioca Euclides da Cunha e dos paraenses José Veríssimo, Leandro Tocantins e Eidorfe Moreira, o professor e geógrafo Edir Augusto Dias Pereira aborda o papel do ensaio brasileiro na construção do espaço amazônico em "Ensaios de Amazônia", que será lançado no dia 10 de março, a partir das 19h, no Auditório Alberto Mocbel do Campus Universitário do Tocantins/Cametá da Universidade Federal do Pará (Travessa Padre Antônio Franco, 2417, Matinha, Cametá, PA). Na obra, o autor pinçou os estudos que considera mais representativos de cada autor sobre a região. De José Veríssimo, escolheu "Estudos Amazônicos", livro editado em 1970 e que reúne os ensaios publicados em jornais e revistas do Pará e do Rio de Janeiro, entre 1898 e 1915. De Euclides da Cunha, o livro "À margem da História", lançado após a morte do autor, em 1909. "O rio 23 comanda a vida", a obra mais conhecida de Leandro Tocantins, também está entre os ensaios analisados por Pereira, ao lado do livro "Amazônia: conceito e paisagem", de Eidorfe Moreira, publicado em 1960 pela Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA). Marcados pelo paradigma determinista e contemporâneos, os escritores José Veríssimo e Euclides da Cunha se enquadram no primeiro momento do ensaismo brasileiro de representação espacial da Amazônia, com obras que vão do fim do século XIX até os anos de 1930, período das grandes transformações promovidas pela economia da borracha. Juntos, os dois autores representam um dos grupos mais importantes para a cristalização da ideia de nação no Brasil e, por isso mesmo, suas são pautadas pela busca da brasilidade no "interior". Já num segundo momento estão Leandro Tocantins e Eidorfe Moreira, a partir da década de 1950. Com influência das ciências sociais, seus ensaios se desenham a partir do paradigma da ciência moderna em processo de institucionalização no Brasil e na Amazônia por meio das universidades. É o período em que o Estado começa a pensar nas primeiras políticas para a região e na sua primeira definição e delimitação oficial e é nesse momento que se apresenta um forte regionalismo definido a partir e dentro de discursos, práticas e políticas defendidas por intelectuais da região. Sobre o autor Doutor em Geografia, Edir Augusto Dias Pereira é diretor da Faculdade de Educação do Campus Universitário do Tocantins/Cametá, da Universidade Federal do Pará (UFPA). Natural de Tocantins, Edir Pereira desenvolve pesquisa na área de estudos da Amazônia, Cultura, Território, Territorialidade e Resistência, com ênfase em Comunidades Ribeirinhas da Amazônia. O autor também integra o Grupo de Pesquisa de Estudo, Pesquisa e Extensão da Região Tocantina (GEPECART) e o Núcleo de Estudos Territoriais, Ação Coletiva e Justiça (NETAJ - UFF), além de coordenar o Grupo de Estudo em Cultura, Território e Resistência da Amazônia Tocantina - SÍTIO.   --> Como comprar