Biodiversidade e Conservação – Parceria UFF e INEAA Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal Fluminense e o Instituto Estadual do Meio Ambiente promoveram, nesta última terça-feira, 22 de agosto, o seminário intitulado “Biodiversidade e Conservação: Ações Cooperativas na Parceria INEA – RJ / UFF”, no auditório do Instituto de Geociências, campus da Praia Vermelha.  Atendendo o Protocolo de Intenções, firmado em novembro de 2014, a UFF e o INEA vem desenvolvendo diversas ações conjuntas voltadas para a proteção, conservação e recuperação do patrimônio ambiental no Estado do Rio de Janeiro.  O evento, coordenado pelo Prof. Sávio Freire Bruno, da Faculdade de Veterinária, contou com ampla participação de representantes das duas instituições, e teve, entre seus principais objetivos, divulgar as ações e debater os novos desafios na busca do desenvolvimento sustentável. O seminário também contou com expressiva participação de alunos da UFF, tanto da graduação quanto da pós-graduação.
UFF Volta Redonda avança em estudos sobre sustentabilidadeCriado em abril de 2016, o Centro de Estudos para Sistemas Sustentáveis (Cess), da Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica do campus de Volta Redonda, tem como objetivo desenvolver projetos que fomentem a sustentabilidade dos serviços urbanos, industriais e logísticos, em âmbito nacional e internacional. Coordenado pelo professor do departamento de Engenharia de Produção Newton Narciso, o projeto possui quatro linhas de pesquisa principais, que são: Logística Humanitária, Portos Sustentáveis, Energia Renovável e um sistema de Gestão e Controle de água de lastro de navios, além de projetos na área de Logística e Transporte. Os temas abordados representam campos de estudo novos ou pouco difundidos para a sociedade brasileira. A reciclagem de navios, por exemplo, que é parte de um dos estudos do Cess, tem pouco destaque no Brasil, enquanto países como Índia, Paquistão e Bangladesh já adotaram a prática desde a década de 70, apesar de não ser de maneira sustentável. Já na Comunidade Europeia existem, inclusive, leis para o desmonte de navios que atendem a normas de sustentabilidade - iniciativa que o grupo de pesquisadores da UFF busca impulsionar na indústria nacional. Para o Cess, é fundamental ampliar os estudos a respeito dessa temática, visando promover o retorno econômico e garantir também que os recursos disponíveis hoje sejam acessíveis para as gerações futuras, afinal, o Brasil atualmente, rico em energia solar, eólica, das ondas e marés, é um dos países que menos utiliza esse seu potencial. “Baseado na pesquisa que estamos realizando sobre sustentabilidade portuária, a estimativa é que os portos brasileiros percam 500 megawatts por ano por não utilizar energia solar”, afirma o professor Newton. Segundo o coordenador do projeto, existem alguns entraves culturais e de conhecimento que dificultam a utilização de toda capacidade energética nacional. “Quando se trata de sustentabilidade e energias alternativas é comum o choque no primeiro momento, de olhar e falar ‘nossa, nós estamos desperdiçando tudo isso?’, mas depois já vem a pergunta ‘quanto custa?’, e o questionamento não deveria ser esse, mas sim ‘como podemos aplicar isso?’. O valor é bem relativo, afinal, hoje pode ser caro, mas se você fizer uma estimativa para daqui a 30 anos, haverá um retorno significativo sobre o investimento naquela tecnologia”, ressalta. Além do incentivo ao desenvolvimento sustentável, o Cess possui outra importante diretriz. Uma de suas linhas de pesquisa, a Logística Humanitária, tem como foco assistir populações vitimadas por desastres naturais. “Estamos estudando as consequências das últimas tragédias acontecidas nas cidades de Teresópolis, Petrópolis e Angra dos Reis - por conta das chuvas - na busca de criar soluções inovadoras que ajudem a identificar e mensurar os impactos socioeconômicos nesses locais”, relata Narciso. Devido à relevância das pesquisas, o centro de estudos firmou importantes parcerias internacionais. Desde agosto de 2016, os pesquisadores participam do Network for Business Sustainability, instituição canadense composta por especialistas acadêmicos mundiais e líderes empresariais que desenvolvem trabalhos na área de sustentabilidade. O grupo brasileiro se destaca frente às outras instituições participantes por atuar com questões sociais e logísticas. Como proposta acadêmica, o Cess busca criar na UFF um espaço de fomento ao pensamento sustentável, permitindo que os alunos conheçam e tenham contato mais estreito com a comunidade externa. Segundo o professor Newton, os questionamentos acerca do mundo que se deseja são valores transmitidos no laboratório. “Eu acredito que nós, da engenharia, precisamos tocar o lado humano, porque, nessa área, fazer conta todos nós sabemos. Mas que engenheiros nós formaremos? Afinal, são as pessoas que vão resolver os problemas da sociedade. Elas devem olhar para o próximo e não apenas se preocupar em ganhar dinheiro”. Para os alunos que fazem parte do projeto, são muitas as oportunidades de conhecimento e prática. “O Cess gera valor agregado em diferentes áreas relacionadas aos interesses profissionais e acadêmicos, com destaque para a sustentabilidade, que é considerada um dos pilares da pesquisa social e científica do próximo século”, enfatiza o mestrando da UFF, formado em Engenharia de Produção, Euler Sanchez. Já para o graduando em Engenharia Elétrica, Caio Mariano, conciliar tecnologia e sustentabilidade é um diferencial. “As pesquisas dão enfoque na modernização ou no melhor aproveitamento sem que isso agrida ou prejudique o meio em que vivemos”, acrescenta o estudante. Universidade Sustentável A principal iniciativa de fomento ao desenvolvimento de projetos na área da sustentabilidade na Universidade Federal Fluminense é o Plano de Logística Sustentável (PLS). O projeto, que se encontra em fase de elaboração, baseia-se em um processo de coordenação do fluxo de materiais, serviços e informações, do fornecimento ao desfazimento, que considera a proteção ambiental, a justiça social e o equilíbrio dos desenvolvimentos sustentável e econômico. Segundo a presidente da comissão de implantação, Deise Faria, o PLS deve promover interações entre cursos e unidades, fomentando assim, avanços em práticas sustentáveis na UFF. “O objetivo do plano é unificar as ações de sustentabilidade na instituição, divulgando o que está sendo realizado nos diferentes campi e permitindo também uma troca de experiências positivas entre todas as unidades da universidade”, explica Deise. A comissão gestora é composta por um membro de cada pró-reitoria e de cada superintendência da UFF e a expectativa é de que o Plano de Logística Sustentável entre em vigor no final de julho de 2017.
Audiência Pública sobre Sustentabilidade na UFFA UFF está elaborando seu Plano de Logística Sustentável - PLS-UFF. Este documento é uma ferramenta que nos auxiliará na gestão da universidade de forma a agredir menos o meio ambiente; garantir melhor qualidade de vida das pessoas, respeitar a comunidade ao entorno e garantir-lhes uma melhor integração com as atividades diárias nos campi; usar de forma racional os bens e recursos públicos; evitar o disperdício dos recursos naturais; promover eventos de capacitação e sensibilização relativos à sustentabilidade e gestão ambiental; gestão adequada dos resíduos gerados nas atividades da universidade. O objetivo do trabalho é consolidar as informações relativas as ações sustentáveis já desenvolvidas na Universidade e oferecer outros mecanismos que possam auxiliar toda comunidade a adotar hábitos mais sustentáveis. A finalidade desse evento é proporcionar um momento para que possamos trocar experiências e expor nossas ideias sobre as temáticas relativas à sustentabilidade. O evento será transmitido ao vivo pela Unitevê, e também disponibilizaremos para as Unidades Fora de Sede o sistema de videoconferência, via Skype, para que todos os que queiram expressar suas opiniões ou expôr suas experiências em Sustentabilidade possam participar, mesmo se impossibilitados de comparecerem pessoalmente ao evento. Os participantes que estiverem fora de sede e que queiram se pronunciar durante a Audiência via videoconferência deverão procurar a Direção dos seus Institutos para adquirir o endereço, já disponibilizado às Direções. Em caso de dificuldades durante a realização do evento, pedimos que enviem E-mail para comissao.pls.uff@gmail.com, detalhando a situação, e responderemos o mais rápido possível. A presença de toda comunidade é muito importante. Esperamos vocês!      
UFF define plano de práticas sustentáveisCom o intuito de consolidar diretrizes de sustentabilidade únicas para todos os campi da UFF, a universidade se prepara para o lançamento do seu primeiro Plano de Logística Sustentável (PLS). A criação deste plano, a partir da demanda do governo federal, alinha-se ao documento de Motivação Institucional da Universidade Federal Fluminense que aplicará conceitos de sustentabilidade na gestão administrativa e acadêmica da instituição. Para o vice-reitor da UFF, Antonio Claudio Nóbrega, além de constituir uma determinação legal, a existência de um PLS é uma etapa fundamental no processo de fortalecimento do nosso papel como uma instituição com responsabilidade ambiental e social. “Exercemos nossa missão de forma planejada, trabalhando a favor de contribuir para uma sociedade cada vez mais equilibrada e justa, elevando a qualidade de vida das gerações futuras”, enfatiza. O PLS é uma ferramenta de planejamento decretada pelo governo - Artigo 15 do Decreto nº 7.746, de 5 de junho de 2012 - que apresenta objetivos e responsabilidades definidas, além de metas, prazos de execução e mecanismos de monitoramento e avaliação. O plano permite o estabelecimento de práticas de sustentabilidade, racionalização de gastos e processos na administração pública. Sua produção ficará a cargo de gestores da universidade e passará por aprovação do Conselho Universitário (CUV) e também pela presidente da comissão gestora, a secretária executiva da UFF Deise Faria Nunes. A comissão é composta por um professor titular e um suplente de cada área, indicados pelos pró-reitores e superintendentes da universidade. Totalizando 24 pessoas, o grupo será responsável por monitorar, avaliar e revisar o documento. Durante sua produção, os participantes devem seguir as regras estabelecidas pela Instrução Normativa nº 10, a qual determina conteúdos a serem abordados e tratados pela instituição. Dentre eles, encontram-se a atualização do inventário de bens e materiais da universidade e identificação de similares de menor impacto ambiental para substituição; responsabilidades, metodologia de implementação e avaliação do plano; e ações de divulgação, conscientização e capacitação. Quanto aos temas mínimos obrigatórios, o artigo 8° determina que as práticas de sustentabilidade e racionalização do uso de materiais e serviços deverão abranger sete diferentes questões: material de consumo (papel, copos descartáveis e cartuchos); energia elétrica; água e esgoto; coleta seletiva; qualidade de vida no ambiente de trabalho; compras e contratações sustentáveis e deslocamento de pessoal (meios de transporte, com foco na redução de gastos e de emissões de substâncias poluentes). Para melhor organização do PLS, foi montado um programa de ação por etapas. Iniciado com a formação da comissão gestora em setembro de 2016, o planejamento encontra-se agora na segunda fase, o diagnóstico. Nesta etapa será executado o levantamento de todas as ações sustentáveis e os gastos realizados nos campi da UFF. Disponibilizadas pela Pró-Reitoria de Administração (Proad), as informações de gastos de papel, energia e água, por exemplo, servirão de base para formular esquemas de economia e objetivos do plano. Em fevereiro de 2017, está previsto um evento para divulgar e apresentar o escopo do PLS para toda a comunidade da UFF. Em seguida, o trabalho entrará em fase de elaboração para então ser submetido à aprovação do Conselho Universitário. O resultado final será divulgado oficialmente no site da universidade. Sua implantação terá início em Niterói em 2017 e depois será aplicado nos outros campi. Apesar de ser um plano com diretrizes únicas para todas as unidades da Universidade Federal Fluminense, ele não é fixo. A partir do surgimento de novas demandas no decorrer dos anos, poderá ser alterado para a adequação ao contexto no qual se encontra. “O importante é ressaltar que será um documento seguido por todos os campi da instituição visando sempre à logística da sustentabilidade”, conclui a presidente da comissão gestora, Deise Faria Nunes.
2° Encontro de Diálogos Uff em Ambientes, Culturas, Educação e CidadaniaO evento será realizado de 13 a 20 de dezembro em formato virtual e assíncrono (a qualquer momento a audiência poderá acessar o conteúdo de palestras e trabalhos inscritos), em que a participação da audiência será via comentários aos trabalhos e palestras a serem enviados por meio de formulário Google Form, contendo dados de identificação e o comentário sobre os conteúdos disponibilizados no evento. Acesse o blog do evento durante a sua realização no período de 13 a 20 de dezembro e, de lá, poderá participar como audiência do evento no link https://2dialogosuff.blogspot.com.br Os autores dos trabalhos, assim como palestrantes, terão um ambiente dedicado de comunicação pela Plataforma Moodle, mantida pela Coordenadoria de Educação à Distância da Pró-Reitoria de Graduação da Uff. Dúvidas e sugestões: acesse o formulário de contato em https://2dialogosuff.blogspot.com.br ou envie email para a equipe de gestão de conteúdos e comissão organizadora em 2dialogosuff@gmail.com Público-Alvo Busca-se a participação de docentes, discentes, servidores técnico-administrativos, coordenadores de cursos e gestores envolvidos na oferta de conteúdos curriculares na Graduação, com sua integração à pesquisa e extensão universitária, acerca da educação ambiental, educação ética, educação para a cidadania, educação para a responsabilidade social, educação para a sustentabilidade e educação para o desenvolvimento sustentável, dentro de uma perspectiva multidimensional para as questões ambientais, sustentabilidade e do desenvolvimento sustentável. Objetivo Geral Promover reflexões e diálogos de saberes em educação ambiental, educação ética, educação para a cidadania, educação para a responsabilidade social, educação para a sustentabilidade e educação para o desenvolvimento sustentável em cursos de Graduação na Universidade Federal Fluminense Objetivos Específicos 1.Conhecer, difundir e articular a oferta de conteúdos curriculares em educação ambiental, educação ética, educação para a cidadania, educação para a responsabilidade social, educação para a sustentabilidade e educação para o desenvolvimento sustentável na Uff; 2.Promover a articulação de corpo docente na Uff nos campos da educação ambiental, educação ética, educação para a cidadania, educação para a responsabilidade social, educação para a sustentabilidade e educação para o desenvolvimento sustentável; 3.Fomentar a formação docente em práticas pedagógicas e assessoria curricular oferecidas pelo Proiac; 4.Integrar ensino, pesquisa e extensão em educação ambiental, educação ética, educação para a cidadania, educação para a responsabilidade social, educação para a sustentabilidade e educação para o desenvolvimento sustentável.     Comissão Organizadora: Profa. Alejandra Filippo Gonzalez Neves dos Santos Faculdade de Veterinaria – Niterói, Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Agrossocioambiental Sustentável Profa. Ana Claudia Torres da Silva Estrella Faculdade de Administração e Ciências Contábeis, Niterói, Departamento de Contabilidade Profa. Dirlane de Fátima do Carmo Escola de Engenharia, Niterói, Departamento de Engenharia Agrícola e Meio Ambiente Profa. Francisca Marli Rodrigues de Andrade Instituto do Noroeste Fluminense de Educação Superior, Santo Antônio de Pádua, Departamento de Ciências Humanas Profa. Lívia Maria da Costa Silva Escola de Engenharia, Niterói, Departamento de Engenharia Agrícola e Meio Ambiente Prof. Marcos Alexandre Teixeira Escola de Engenharia – Niterói, Departamento de Engenharia Agrícola e Meio Ambiente Profa. Patricia Almeida Ashley Instituto de Geociências, Niterói, Departamento de Análise Geoambiental Profa. Renata Gonçalves Faísca Escola de Engenharia, Niterói, Departamento de Engenharia Civil Profa. Selma Alves Dios Faculdade de Administração e Ciências Contábeis, Niterói, Departamento de Contabilidade  
Núcleo Girassol: cidadania, políticas públicas e meio ambiente em focoInspirado no programa piloto Ecocidades, que foi desenvolvido em 2006 na Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ), o Núcleo Girassol - EConsCiencias e EcoPolíticas, vinculado ao Departamento de Análise Geoambiental do Instituto de Geociências da UFF, atua desde 2010 na área de ciência da informação. Ele trabalha com projetos de pesquisa e extensão que abordam os temas Educação em Cidadania, Responsabilidade Social e Desenvolvimento Sustentável (Linha EConsCiencias) e Governança e Políticas Públicas em Desenvolvimento Sustentável (Linha EcoPolíticas). O foco do Núcleo Girassol atualmente é na orientação e formação dos alunos de graduação. O objetivo é formar alunos no campo da educação e políticas para o desenvolvimento sustentável, de forma que eles compreendam a realidade brasileira, articulando ensino, pesquisa e extensão. “Temos a educação como meta e partimos da extensão e da pesquisa em seus diversos contextos para contribuir com a formação de estudantes num campo tão importante, mas que ainda carece de clareza”, explica a professora do Departamento de Análise Geoambiental e coordenadora do projeto, Patricia Ashley. Patricia destaca o papel da extensão para o núcleo, já que são as ações extensionistas que unem a universidade e a sociedade, ressaltando os objetos da pesquisa científica relevantes para a comunidade. “Se ficarmos apenas focados na pesquisa, esquecemos o impacto social. No entanto, a questão ambiental precisa do diálogo, da democracia e da participação de todos”, enfatiza. A coordenadora esclarece também que o Girassol não atende a interesses privados, mas a instâncias de participação social e do Estado, educadores independentes e instituições de educação, organizações da sociedade civil que defendem os direitos humanos, estudantes, famílias, coletivos e organizações comunitárias. “Nós agimos para a agenda pública, por meio da educação e de políticas para a participação e o controle sociais, a transparência e a formação dos agentes públicos”, observa. O acesso ao conhecimento de qualidade dá autonomia ao cidadão, por isso atua nas áreas da ciência da informação e da educação. Segundo a professora, para que o trabalho tenha repercussão, é necessário o uso de diversas linguagens, facilitando uma maior integração com o interesse do público. Patricia relata também que o Girassol atua na catalogação das práticas pedagógicas para auxiliar educadores formais, informais e instituições de educação, com o objetivo de que tenham exemplos de aplicações das questões ambientais e de desenvolvimento sustentável. As duas linhas de pesquisa O núcleo trabalha com duas linhas de pesquisa: EcoPolíticas e EConsCiencias. A Eprimeira se dedica ao estudo de documentos que expressam políticas para contribuir com a formação e implementação de agendas de desenvolvimento sustentável em várias escalas – municipal, estadual, nacional, latino-americana e global. “Estamos analisando documentos para avaliar a qualidade textual e os objetivos das agendas com que contribuem, além da incoerência ou coerência desses documentos”, conta a coordenadora. A equipe faz análise de processos de elaboração, para verificar se eles têm transparência, qualidade de governança, processo democrático, se trabalham a questão da participação ou não participação, além de analisar os conteúdos de políticas em diversas escalas que possam contribuir para o desenvolvimento sustentável. A linha EConsCiencias trabalha a Conscienciologia, conhecida como a ciência da consciência. O foco são as práticas político-pedagógicas, que abordam a formação de consciência e condições para que políticas de desenvolvimento sustentável ocorram. “A questão ambiental não se restringe apenas ao que vemos e ao mostrado pelo geoprocessamento, mas abrange o que pensamos, nossos valores, atitudes, arquitetura, etc.”, afirma. O núcleo já orientou pelo menos 33 pesquisas, incluindo projetos de extensão, iniciação científica, monitorias, estágios e trabalhos de conclusão de curso. “O interesse dos alunos tem sido nas políticas públicas, mas o interesse principal do núcleo é a educação”, revela a coordenadora. “O trabalho com a graduação é uma delícia, pois os jovens querem entrar em temas que, na minha geração, ninguém dava importância. É uma oportunidade fantástica quando eles nos procuram para trabalhar”, ressalta. Em suas práticas pedagógicas, a professora utiliza temas que estão em destaque e realiza experimentos sensoriais. “Toda literatura de gestão trabalha o ‘eu’, mas é um ‘eu’ fictício. Nós precisamos agir de forma coletiva. O ambiente de aprendizagem deve ser divertido, prazeroso, deve trabalhar os chacras do coração, mente e sensações”, aponta. “Quando você põe as cadeiras em fileiras, acaba apresentando uma lógica de subordinação, hierarquização e, assim, não conseguimos mudar nossa forma de pensar e agir. O aluno vê apenas as costas do outro aluno, por isso existe uma necessidade sensorial de provocação da mudança de consciência. Devemos trabalhar não só a visão, mas o tato, paladar, audição, o corpo, a autoconsciência, a respiração, a postura, entre outros”, complementa a professora. Entre as ações que fazem parte das agendas de desenvolvimento sustentável estão a Informação, que é voltada à produção de conteúdos em linguagens fáceis que as pessoas possam aplicar no seu cotidiano, relatórios, métodos, práticas pedagógicas, material didático, conteúdo curricular e publicações. A formação inclui cursos de extensão, eventos, cinedebates, políticas públicas e transparência, pois não basta ter uma agenda e não saber como aplicar. Além disso, há o assessoramento, que visa ao atendimento parlamentar, de fóruns, agentes políticos e professores. Aplicativo de busca de políticas públicas O assessoramento terá, em breve, a possibilidade de se aproximar da sociedade, graças ao trabalho da estudante de Ciência da Computação e estagiária de Ciência da Informação, Camille Braga. Ela está fazendo com que o modelo conceitual elaborado pelo núcleo, que analisa políticas e percebe como elas estão colaborando para a agenda de desenvolvimento sustentável, seja transformado num aplicativo para ser usado por todos. “O aplicativo serve para a busca de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável e terá vários filtros, em que os usuários poderão selecionar a lei de interesse e, também, poderão digitar palavras-chaves, pois, às vezes, não se sabe o nome exato do documento”, conta Camille. O aplicativo, que está sendo desenvolvido desde 2014 – mas operacionalmente em elaboração desde outubro do ano passado – será lançado em sua versão beta em dezembro de 2016. Ele terá opções de uso para desktop, notebooks e dispositivos móveis. Segundo Patricia, o software está sendo desenvolvido em termo de confidencialidade, para que ninguém se aproprie dele e faça uso comercial, pois o objetivo é que ele seja oferecido de forma gratuita. “Fizemos a parceria com a Superintendência de Tecnologia da Informação (STI), que ajudou na parte do desenvolvimento analítico e fornecerá o servidor”, revela. A bacharel em Ciência Ambiental e integrante do grupo de egressos do Núcleo Girassol, Daiany Ferreira, já catalogou mais de 500 leis municipais. “Nós fizemos uma análise crítica dessas leis, para observar a qualidade do texto e se ele contribui para o desenvolvimento sustentável”, relata Patricia Ashley. A coordenadora Patricia Ashley avalia todo o trabalho de maneira otimista. “Estamos na fase de brotamento do projeto Núcleo Girassol. Éramos sementes e, agora, estamos na fase de fazer nosso jardim florescer”, conclui. On Sustainability 2017 Em janeiro do ano que vem será realizado na UFF o evento Internacional On Sustainability 2017, que será a 13ª Conferência Internacional sobre Sustentabilidade Ambiental, Cultural, Econômica e Social. A professora Patricia, que faz parte da comissão organizadora do evento, explica que muitos alunos envolvidos nos projetos do Núcleo Girassol participarão como coautores de trabalhos. A Universidade receberá participantes de todo o mundo e isso dará visibilidade às ações e práticas desenvolvidas no núcleo.
Empresas e Territórios: Interações para o Bem Estar O Núcleo de Estudos em EcoPolíticas e EConsCiencias, como parte de suas atividades de integração entre ensino, pesquisa e extensão, especialmente para estudantes de Ciência Ambiental na turma 2015.2 de Crítica, Consciência e Cidadania Socioambiental II, convida para assistirem a Palestra "Empresas e Territórios: Interações para o Bem Estar - Condições para que grandes investimentos contribuam para o desenvolvimento de territórios anfitriões de suas operações e para seus próprios objetivos de negócio" por Priscila Grimberg. O tema foi objeto de estudos de larga experiência como consultora em projetos de desenvolvimento e de seus estudos em dissertação de Mestrado concluída recentemente pelo Programa de Pós-Graduação em Práticas de Desenvolvimento Sustentável (PPGPDS/UFRRJ) na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, sob orientação da Profa. Valéria Gonçalves da Vinha. Priscila Grimberg compreende, de forma sistêmica e crítica, os desafios das relações entre negócios e sociedade, diante do contexto da complexidade das questões ambientais e de desenvolvimento, especialmente no cotidiano da gestão empresarial e dos estudos sobre as questões afetas a projetos de desenvolvimento para fins de licenciamento ambiental. Priscilla Grimberg é Mestre em Desenvolvimento Sustentável e Bacharel em Design. Atuou como executiva de carreira na Souza Cruz S/A por 10 anos, ocupando posições no mercado de consumo de massa como Gerente de Trade Marketing, Gerente de Inteligência de Marketing e Gerente de Desenvolvimento de Competências. Desde 2006 atua na relação das empresas com a sociedade, tanto no segmento das indústrias extrativas como em grandes obras. Liderou o processo de licenciamento da CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico - 2006), participou do Plano de Engajamento da VERACEL (2007), geriu o Trabalho Social do PAC- Complexo do Alemão (2008 a 2011), incluindo os impactos da obra e a construção do Plano de Desenvolvimento Sustentável Local, além do fortalecimento da sociedade civil nos fóruns da Agenda 21 Comperj (2013 a 2016) . Também participou da formulação e implementação da metodologia de gestão da sustentabilidade em Projetos de Capital da VALE e coordenou a Comissão de Dragagem do SUPERPORTO SUDESTE (MMX -2011). A direção de institutos e articulação de parcerias institucionais se faz presente nas experiências com o Instituto Sea Oil, Via Brasil (CIEDS) e ONG Soluções Urbanas. É consultora para resíduos sólidos do SEBRAE e foi palestrante no mesmo tema durante a RIO +20.