UFF define plano de práticas sustentáveisCom o intuito de consolidar diretrizes de sustentabilidade únicas para todos os campi da UFF, a universidade se prepara para o lançamento do seu primeiro Plano de Logística Sustentável (PLS). A criação deste plano, a partir da demanda do governo federal, alinha-se ao documento de Motivação Institucional da Universidade Federal Fluminense que aplicará conceitos de sustentabilidade na gestão administrativa e acadêmica da instituição. Para o vice-reitor da UFF, Antonio Claudio Nóbrega, além de constituir uma determinação legal, a existência de um PLS é uma etapa fundamental no processo de fortalecimento do nosso papel como uma instituição com responsabilidade ambiental e social. “Exercemos nossa missão de forma planejada, trabalhando a favor de contribuir para uma sociedade cada vez mais equilibrada e justa, elevando a qualidade de vida das gerações futuras”, enfatiza. O PLS é uma ferramenta de planejamento decretada pelo governo - Artigo 15 do Decreto nº 7.746, de 5 de junho de 2012 - que apresenta objetivos e responsabilidades definidas, além de metas, prazos de execução e mecanismos de monitoramento e avaliação. O plano permite o estabelecimento de práticas de sustentabilidade, racionalização de gastos e processos na administração pública. Sua produção ficará a cargo de gestores da universidade e passará por aprovação do Conselho Universitário (CUV) e também pela presidente da comissão gestora, a secretária executiva da UFF Deise Faria Nunes. A comissão é composta por um professor titular e um suplente de cada área, indicados pelos pró-reitores e superintendentes da universidade. Totalizando 24 pessoas, o grupo será responsável por monitorar, avaliar e revisar o documento. Durante sua produção, os participantes devem seguir as regras estabelecidas pela Instrução Normativa nº 10, a qual determina conteúdos a serem abordados e tratados pela instituição. Dentre eles, encontram-se a atualização do inventário de bens e materiais da universidade e identificação de similares de menor impacto ambiental para substituição; responsabilidades, metodologia de implementação e avaliação do plano; e ações de divulgação, conscientização e capacitação. Quanto aos temas mínimos obrigatórios, o artigo 8° determina que as práticas de sustentabilidade e racionalização do uso de materiais e serviços deverão abranger sete diferentes questões: material de consumo (papel, copos descartáveis e cartuchos); energia elétrica; água e esgoto; coleta seletiva; qualidade de vida no ambiente de trabalho; compras e contratações sustentáveis e deslocamento de pessoal (meios de transporte, com foco na redução de gastos e de emissões de substâncias poluentes). Para melhor organização do PLS, foi montado um programa de ação por etapas. Iniciado com a formação da comissão gestora em setembro de 2016, o planejamento encontra-se agora na segunda fase, o diagnóstico. Nesta etapa será executado o levantamento de todas as ações sustentáveis e os gastos realizados nos campi da UFF. Disponibilizadas pela Pró-Reitoria de Administração (Proad), as informações de gastos de papel, energia e água, por exemplo, servirão de base para formular esquemas de economia e objetivos do plano. Em fevereiro de 2017, está previsto um evento para divulgar e apresentar o escopo do PLS para toda a comunidade da UFF. Em seguida, o trabalho entrará em fase de elaboração para então ser submetido à aprovação do Conselho Universitário. O resultado final será divulgado oficialmente no site da universidade. Sua implantação terá início em Niterói em 2017 e depois será aplicado nos outros campi. Apesar de ser um plano com diretrizes únicas para todas as unidades da Universidade Federal Fluminense, ele não é fixo. A partir do surgimento de novas demandas no decorrer dos anos, poderá ser alterado para a adequação ao contexto no qual se encontra. “O importante é ressaltar que será um documento seguido por todos os campi da instituição visando sempre à logística da sustentabilidade”, conclui a presidente da comissão gestora, Deise Faria Nunes.
Faculdade de Nutrição cria tecnologia inovadora para armazenar leite humanoO leite materno é um alimento essencial para os recém-nascidos. É importante tanto para a sua sobrevivência quanto para a qualidade de vida. Rico em nutrientes, ajuda na prevenção da enterocolite necrotizante, doença que causa lesões e inflamações na superfície interna do intestino, e de infecções em geral. Considerando isso, a Faculdade de Nutrição da UFF desenvolveu embalagens de polietileno para o armazenamento desse leite, visando ajudar os bebês que nascem com menos de oito meses de gestação e ainda não possuem a capacidade de sugar, deglutir e respirar coordenadamente. A adoção dessas embalagens, livre de plastificantes e Bisfenol-A (substância química que pode causar malefícios para a saúde, como mudanças de comportamento e alteração no crescimento infantil), traz uma nova tecnologia, que otimizará a rotina dos Bancos de Leite Humano - BLH. Antes, a única opção para o armazenamento era usar recipientes de vidro com tampas de plástico, cada vez mais difíceis de serem encontrados. Essa restrição limitava as doações e impossibilitava também seu empréstimo às nutrizes – mulheres doadoras de leite. A coordenadora do projeto e diretora da Faculdade de Nutrição da UFF, Alexandra Anastacio Monteiro, explica como a pesquisa teve início: “A proposta foi avaliar uma nova metodologia de armazenamento segura que não alterasse as características nutricionais do leite. Assim, iniciaram-se os testes para verificar a viabilidade do uso destas embalagens plásticas em bancos de leite humano”. A idealização dos novos frascos começou em 2012, com pesquisas no Hospital Maternidade Herculano Pinheiro, em Madureira, município do Rio de Janeiro. Lá foram coletadas 55 amostras de leite humano, no período de agosto de 2013 a dezembro de 2014, para teste das embalagens a partir das condições higiênico-sanitárias adequadas. Foram avaliados os níveis de acidez, valor energético, gordura, lactose e proteínas presente no leite que acabou de ser ordenhado e no pasteurizado – congelado por um período de 15 dias e descongelado para servir de alimento aos recém-nascidos. Estas atividades fazem parte de uma política nacional que tem como diretrizes proteger, promover e apoiar o aleitamento materno”, afirma Alexandra Anastacio. As pesquisas mostraram que os frascos, estéreis e transparentes, proporcionam vedação perfeita para que a integridade do leite seja mantida após o período de descongelamento. As embalagens seguem a norma da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº. 171 da Anvisa, que determina que elas devem ser constituídas de material inerte (que não sofra reação química quando em contato com outros materiais) e inócuo (que não cause danos nem benefícios a outras substâncias), em temperaturas na faixa de -25°C a 128°C, e com valor biológico preservado. O Banco de Leite Humano, além de receber e armazenar as doações de nutrizes saudáveis, também orienta e presta assistência às mulheres quanto ao aleitamento materno. No local, são realizadas as atividades de pasteurização, controle de qualidade e distribuição do leite doado para recém-nascidos internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatais. “Todas estas atividades fazem parte de uma política nacional de incentivo à amamentação que tem como diretrizes proteger, promover e apoiar o aleitamento materno”, afirma Alexandra. O abastecimento do Banco é feito a partir de doações internas e externas do BLH. As nutrizes doadoras são mulheres que apresentam produção e secreção lácteas superiores às demandas de seu filho e disponibilizam, por livre e espontânea vontade, o excedente. Também podem ser doadoras as mulheres impedidas de amamentar por motivos associados à saúde do recém-nascido e as mães cujos bebês estão internados em unidades hospitalares e que ordenham o próprio leite, para manter a produção ou para alimentar exclusivamente o próprio filho. As perspectivas do projeto para o futuro estão no desenvolvimento e na diversificação dos frascos, como explica à coordenadora. “Mayara Silmas, nossa doutoranda na FIOCRUZ, está elaborando o projeto de teste de outras embalagens plásticas, de modelos diferentes, para o armazenamento. O intuito é o aperfeiçoamento destes frascos, para que possam inclusive ser aquecidos, mantendo as características e nutrientes inicialmente presentes no leite humano”. Para contribuir, as interessadas na doação de leite devem acessar o site da Rede Brasileira de Bancos de Leite. Nele estão os endereços e telefones dos bancos presentes no país e as informações detalhadas de como fazer para acessá-los. “Ao chegar nos BLHs elas são entrevistadas e têm seus exames de saúde avaliados para verificar sua aptidão para a doação”, esclarece a coordenadora Alexandra Anastácio. Durante a pesquisa, as análises realizadas para se chegar ao produto final contaram com parcerias do Banco de Leite do Hospital Antônio Pedro (Huap), Instituto Nacional de Saúde da Mulher e da Criança Fernandes Figueira, Instituto Nacional de Saúde de Controle de Qualidade em Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde do RJ. O projeto tem a participação dos alunos de Nutrição da UFF Ana Paula de Souza Rocha, Samily Viégas e Bruna Rafaela Acioli Lins, da doutoranda da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) Mayara de Silmas Mesquita, além do pesquisador Antonio Eugenio Castro Cardoso de Almeida. O projeto de Inovação Tecnológica em Bancos de Leite Humano conta com o financiamento da universidade através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro - FAPERJ.
UFF quebra tabus e disponibiliza tratamento odontológico para gestantesCom o intuito de oferecer tratamento odontológico gratuito para gestantes e quebrar o tabu de que não é adequada sua realização na gravidez, surgiu, na Faculdade de Odontologia da UFF, o Projeto de Atendimento às Gestantes. O serviço visa a uma abordagem especial e atenciosa para que as pacientes se sintam à vontade, mesmo em uma situação comumente de desconforto. Dessa forma, os profissionais participantes, alunos e professores pretendem lidar não apenas com as gestantes, mas também com suas famílias. Além de reforçar a importância dos conceitos de prevenção, educação e do cuidado com a saúde bucal. Ao levar em conta o contexto do momento gestacional, no qual não só o físico da mulher está alterado, mas o emocional também, muitas acabam deixando de lado a saúde bucal. Dentre eles, a equipe do projeto pesquisou e listou que os mais comuns são a dificuldade de acesso ao profissional, problemas financeiros, medo de chegar ao dentista e não ser atendida, o famoso ‘vou deixar para depois’, a contraindicação da família e o temor de que a odontologia possa gerar algum problema na gravidez. Ainda é recorrente o mito de que uma extração dentária pode acarretar uma hemorragia que levará à perda do bebê. Assim, muitas grávidas optam por deixar de lado as consultas ao dentista. Entretanto, esse pensamento é equivocado, como expõe a coordenadora do projeto odontológico Tereza Cristina Almeida Graça: “O fato de uma gestante apresentar um problema bucal que pode até ser infeccioso é muito mais lesivo e traumático para essa gravidez do que o tratamento em si, que é controlado e feito a partir do uso de anestésicos e antibióticos recomendados por um profissional”. A partir das análises feitas, a equipe definiu como prioridade facilitar o atendimento odontológico às gestantes e torná-lo atrativo. A coordenadora do projeto explica a solução encontrada para possibilitar isso: “Procuramos acolher a gestante em todos os sentidos para conhecermos um pouco mais suas ansiedades e também levar esse conhecimento, essa reflexão, de que a saúde bucal tem que ser valorizada. Às vezes é como se as pessoas pensassem ‘a boca é uma coisa e o corpo é outra’ e esquecessem de que tudo é saúde e todo mundo quer saúde durante a gravidez”. Na área da saúde nenhuma profissão pode se centrar em si mesma. Tanto para benefício médico quanto do paciente deve haver interação entre as áreas”, destaca Tereza Cristina. Dessa forma, a equipe reconheceu a importância de lidar também com seus núcleos familiares, que muitas vezes não apoiam o tratamento pela crença equivocada no seu malefício. “É preciso levar esse conhecimento para as famílias, de forma respeitosa e com cuidado, para que eles apoiem a gestante e facilitem o tratamento contínuo”, ressalta Tereza Cristina. Além disso, mesmo que a paciente tenha a saúde bucal perfeita, ela também tem o direito de ir à clínica para ser cuidada e acompanhada por um profissional odontológico, prevenindo problemas futuros. Por ser afiliado à universidade, o projeto apresenta parcerias com outros cursos: Enfermagem, Farmácia, Psicologia, Nutrição e Medicina. O trabalho integrado proporciona às gestantes um atendimento auxiliar completo a qualquer problema de saúde que possa vir a ser apresentado. “Na área da saúde nenhuma profissão pode se centrar em si mesma. Tanto para benefício médico quanto do paciente deve haver interação entre as áreas”, afirma Tereza Cristina. Devido ao projeto estar no início, ainda não há financiamento externo. Apenas uma aluna participante recebe bolsa para ajudar no deslocamento. A equipe envolvendo alunos e professores, tanto da própria Odontologia quanto dos cursos parceiros, é formada por voluntários. O material básico de consumo - para restauração, resinas, obturação, etc. - e medicamentos são fornecidos pela UFF e o instrumental clínico pertence aos alunos, que já os utilizam também em aulas da graduação. O atendimento é feito em um espaço cedido pela instituição, na Clínica 4, localizada na Faculdade de Odontologia dentro do Campus do Valonguinho. O consultório foi recentemente reformado e apresenta uma aparelhagem moderna para que o atendimento seja realizado da forma mais confortável possível. O projeto atende unicamente às gestantes para que os profissionais envolvidos consigam lhes dar uma atenção especial. O foco também está em proporcionar o bem-estar das grávidas situando-as em um ambiente de fácil troca e reconhecimento entre elas mesmas. A coordenadora ressalta a importância dessa atmosfera para proporcionar um momento de tranquilidade às pacientes, ajudando muitas vezes a acalmar seus anseios, facilitando assim a cooperação no tratamento. Alerta às gestantes Durante o período gestacional, é muito comum o aumento hormonal ocasionar uma sensibilidade da gengiva, acarretando na doença periodontal, o que ocorre também porque muitas mulheres deixam de escovar os dentes por sentirem enjoo na gravidez. Às vezes elas enjoam da escova, da pasta e até mesmo motivos externos podem dificultar a higiene bucal. A falta de escovação acarreta um acúmulo de placa bacteriana que irrita a gengiva, facilitando o desenvolvimento do sangramento gengival, que é o primeiro sinal clínico de uma inflamação na gengiva. “Quando veem o sangue na boca, as pessoas logo pensam ‘ai meu deus, estou doente’ e param com a escovação. Na verdade, nesse momento é imprescindível fazer o contrário, pois a medida profissional que temos para fazer esse sangramento parar é escovando os dentes”, enfatiza Tereza Cristina. Segundo ela, entretanto, é necessário que tenhamos certa quantidade de placas na boca para impedir outras doenças de aparecerem. “O ideal para ter uma boa saúde bucal é escovar o dente com a regularidade de três vezes ao dia”, conclui. A coordenadora alerta também para a importância da escova de dente em prol da saúde da boca. A escolha inadequada favorece uma limpeza ruim. Ela afirma que, erroneamente, as pessoas compram as que apresentam cerdas duras e compridas porque associam força com a limpeza. No entanto, o que se recomenda são escovas pequenas e macias, que possibilitam uma higienização ideal. Tereza Cristina ainda completa: “A isso soma-se o sabor da pasta de dente, que proporciona uma falsa sensação de limpeza, fazendo as pessoas acharem que a saúde bucal está em dia quando, na verdade, pode não estar”.
Estudos de Mídia desenvolve primeira incubadora cultural do BrasilCom o objetivo de conectar organizações de redes culturais para gerar parcerias e novos negócios no setor musical, surgiu na UFF a primeira incubadora cultural do Brasil: Nós de Rede. Criado pelos alunos do projeto de extensão “Estação de Empreendedorismo Cultural” do curso de Estudos de Mídia, o projeto realiza encontros, ações de capacitação e rodadas de negócios que possibilitam aos participantes o contato com programadores de festivais, representantes de gravadoras, radialistas e outros gestores do mercado musical. Fruto da união entre a Ponte Plural, o Laboratório de Pesquisa em Cultura e Tecnologias da Comunicação (LabCult) e o P3 - Polo de Produção e Pesquisa Aplicada em Jogos Eletrônicos e Redes Colaborativas, a primeira ação do projeto de extensão foi o Mapa Musical RJ, lançado em 2015. Com o intuito de identificar cursos de música, lojas de instrumentos, estúdios de ensaio e de gravação, festivais, casas de show, festas populares, coletivos culturais, secretarias municipais de cultura e empresas de sonorização, foi criada uma plataforma de mapeamento colaborativo de empresas e eventos do setor musical de todo o estado do Rio de Janeiro. A partir desse mapeamento, notou-se a necessidade de promover a articulação entre os agentes do setor musical do estado. Surgiu daí a ideia do Nós de Rede para colaborar com a organização e conexão de redes culturais e estimular parcerias e novos negócios na área da cultura, ajudando a dinamizar as atividades desse âmbito. Com as transformações na indústria a partir do surgimento das novas mídias digitais, houve um crescimento do empreendedorismo de nicho de mercado, do direcionamento da indústria para um publico previamente definido. Diante dessa identificação, a Ponte Plural teve diversos encontros com consultoras que a direcionaram para funcionar como uma incubadora de redes culturais durante sua participação no projeto Rio Criativo - centro de inovação que estimula o fortalecimento e a sustentabilidade dos empreendimentos da economia criativa do estado do Rio de Janeiro e o seu desenvolvimento econômico e social através da cultura. As incubadoras funcionam como plataformas para impulsionar os novos negócios, fornecendo benefícios, tais como investimento financeiro, espaço para o desenvolvimento de atividades e capacitação técnica. Nesse sentido, o Nós de Rede busca desenvolver competências criativas e empreendedoras para artistas, produtores e agentes culturais incentivando a troca de experiências e a qualificação profissional, a fim de criar novos arranjos criativos locais conectados em redes. A ligação [da incubadora] com a Universidade possibilitou a abertura do espaço para atividades gratuitas (...), permitindo a conexão entre o meio acadêmico e o mercado musical, ampliando o campo de atuação e estimulando trocas”, explica a coordenadora do projeto, Luiza Bittencourt. Suas ações incluem a realização de encontros quinzenais, atividades de capacitação, como palestras, cursos e workshops, consultorias, e rodadas de negócios para possibilitar que os participantes entrem em contato com programadores de festivais, representantes de gravadoras, radialistas e outros gestores do mercado musical. ”A estimativa é abrir no próximo ano um edital de incubação para empreendimentos do setor com propostas idealizadas por alunos da graduação de Estudos de Mídia”, destaca a mestre e doutoranda em Comunicação Social pela UFF e coordenadora do projeto, Luiza Bittencourt. A metodologia de gestão cultural coletiva para tecer redes criativas aplicada no Nós de Rede foi criada pela Ponte Plural durante o workshop “Músico Plural”, realizado em dez cidades do interior do Rio de Janeiro, entre 2010 e 2014. A iniciativa contribuiu para a formação de mais de 400 empreendedores culturais que originaram casos bem sucedidos de atuação local. Através dessa dinâmica, foi possível identificar quais agentes culturais e negócios podem se entrelaçar e ficar mais fortes atuando juntos, formando um “nó de rede”. É o somatório desses “nós” e suas possibilidades de negócios em conjunto que fazem com que os participantes se tornem transformadores culturais de suas regiões e empreendedores em rede. Em abril de 2016, foi realizada a primeira reunião aberta do Nós de Rede com agentes do setor musical e, desde então, são realizados encontros semanais na Universidade Federal Fluminense. “A partir das demandas identificadas, foi realizado um planejamento colaborativo para definir os temas das atividades, que incluem eventos itinerantes, ações de capacitação, consultorias, rodadas de negócios e também uma metodologia própria para a conexão desses participantes, de modo a estimular novos negócios na área da cultura e dinamizar as atividades do setor na região”, explica Luiza. O projeto conta com a parceria da UFF e diversos patrocínios. O Mapa Musical RJ foi custeado pelo Governo do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura, Ministério da Cultura, CNPq, Faperj e pela empresa de telefonia Claro, além do apoio do Instituto Embratel Claro. Já o Nós de Rede é contemplado com os editais da Faperj de Apoio a projetos de Extensão e Pesquisa, à Produção e Divulgação das Artes no Estado do Rio de Janeiro e o de Eventos, para a realização de um encontro de incubadoras musicais, que ocorrerá no final de 2016. Segundo a coordenadora, “a ligação com a Universidade possibilitou a abertura do espaço para atividades gratuitas que abrangem alunos e a comunidade externa, permitindo a conexão entre o meio acadêmico e o mercado musical, ampliando o campo de atuação e estimulando trocas”. Luiza Bittencourt relata que a resposta das pessoas ao projeto tem sido muito positiva. “Já é possível ver o nascimento de parcerias entre os agentes participantes do Nós de Rede. Além disso, novos participantes começam a entrar em contato através das oficinas e dos encontros abertos”. O Mapa Musical RJ conta com bolsistas da graduação e da pós-graduação, com o patrocínio do CNPq e Ministério da Cultura. Para o Nós de Rede, será aberta uma seleção de voluntários no segundo semestre deste ano e de bolsistas a partir de 2017. Já a equipe atual conta com o mestre em Comunicação Social pela UFF e programador musical Rafael Lage, a assessora de imprensa e sócia da Ciranda Comunicação Suzana Ribeiro e os profissionais de marketing digital Marina Damin, mestranda em Memória Social pela UniRIO e Lucas Waltenberg, doutorando em Comunicação Social pela UFF, além da coordenadora Luiza Bittencourt. Em junho deste ano, o Nós de Rede participou de uma mesa de debate sobre a experiência de incubadoras musicais no Festival Primavera Sound, em Barcelona, com representantes da Incubadora DoSol de Natal (RN) e da Circula Incubadora de Brasília (DF). Já em agosto, ocorreu uma reunião aberta do Nós de Rede com as câmaras setoriais de música, audiovisual e equipamentos culturais do Conselho Municipal de Cultura de Niterói para sua divulgação à comunidade. Agenda Dia 01 (14h) - Oficina Synth Gênero Dia 05 (19h) - Reunião Aberta do Nós de Rede, com a presença de agentes do setor musical Dia 12 (19h) - Workshop da Rodada Plural e Oportunidades Dia 19 (18h) - Rodada Plural de Oportunidades O evento Ponte Plural de Oportunidades contará com uma mesa-redonda sobre negócios, incluindo programadores de festivais no Brasil e no exterior, que terão contato com músicos e produtores locais. O principal objetivo dessa atividade é colaborar na circulação e internacionalização da produção musical brasileira. Todas as atividades são gratuitas e ocorrem na UFF, na Sala 405, do Bloco A, Campus do Gragoatá, em São Domingos.
Torben Grael: um campeão da vela focado na inclusão socialCom cinco medalhas olímpicas em sua carreira como velejador, entre elas duas de ouro, Torben Grael está pronto para mais uma competição, os Jogos do Rio 2016, no período de 5 a 21 de agosto. Além do histórico vitorioso como atleta, Torben é um dos idealizadores e fundadores do Projeto Grael, que busca promover a inclusão de jovens estudantes de escolas públicas no esporte da vela e inseri-los no mercado de trabalho do setor náutico. O bicampeão olímpico na categoria Star se formou em Administração na UFF nos anos 80. Em entrevista realizada na sede do Projeto Grael, no Instituto Rumo Náutico, em Jurujuba, Niterói, o atleta falou da importância da formação acadêmica em sua carreira esportiva, do projeto que leva o seu sobrenome e da importância da UFF no desenvolvimento desportivo e nas competições olímpicas. Ele também manifestou suas preocupações quanto à realização dos Jogos e falou das consequências que espera a partir do evento internacional. Como surgiu a ideia do Projeto Grael? O instituto começou como uma escola de vela. A primeira coisa que foi identificada é que apesar de Niterói ser uma cidade litorânea cheia de praias, boa parte das crianças não sabe nadar adequadamente para ir velejar. A ideia do projeto veio de uma reunião em 1996 entre o Marcelo Ferreira (proeiro de Torben, integrante da dupla que conquistou as duas medalhas de ouro nos Jogos), o Lars (Grael, irmão de Torben, duas vezes medalhista de bronze nas Olimpíadas de Seul e Atlanta, também na vela, na classe Tornado) e eu. Começou a funcionar em 1998, na praia de Charitas, até 2004, quando viemos para essas instalações em Jurujuba. Já são 12 anos contínuos de obras de modernização aqui. O Axel (Grael, também irmão de Torben e vice-prefeito de Niterói) teve um papel muito importante na parte profissionalizante e ambiental. Existe alguma parceria do Projeto Grael com a UFF? A gente tem várias parcerias com a UFF, que vão mudando ao longo do tempo (segundo a gerente executiva adjunta do Projeto Grael, Joana Alves Dutra, existe um convênio com a UFF há mais de 10 anos, mas no momento não há nenhuma parceria ativa. O projeto recebe muitos alunos da universidade como estagiários, nas áreas de Biblioteconomia, Biologia e Assistência Social, por exemplo). Como você acha que a graduação em Administração na UFF influenciou na sua carreira de esportista? Bom, na época em que comecei, a gente fazia tudo. Gerenciávamos nossa própria carreira, o contato com patrocinadores, eventos, planejamento de campeonatos. Era diferente de hoje, que temos a confederação, que, junto aos patrocinadores, apoia os atletas, ajuda no planejamento e tudo o mais. Administração é uma formação como o Direito: são profissões muito úteis no dia a dia, mesmo que você não trabalhe numa grande empresa. Para a criação do Projeto Grael, sua formação acadêmica também teve importância? Sim. Eu também tive um estaleiro, construí barcos para competição durante bastante tempo. Foi até em um período em que eu ainda estava estudando. Depois, no Projeto Grael, a gente acabou usando bastante desse conhecimento da universidade, também. Na situação contrária, você acha que o esporte ajudou na sua formação acadêmica? Ajudou muito, porque o esporte tem muitos valores importantes como disciplina, determinação, assistência, planejamento. E todos eles têm algo em comum com a Administração. Então ajuda bastante sim. Além de você, sabemos que sua filha também fez um curso na UFF. Você poderia falar um pouco da ligação da família Grael com a universidade? Eu entrei na UFF em 1978. Minha esposa (Andrea Soffiatti Grael, velejadora e mestre em Veterinária) também é formada pela UFF. Ela entrou depois de mim, mas se formou antes (risos). Aí entrou o Marco, para fazer Administração, e depois a Martine, fazendo Engenharia Ambiental (Marco e Martine são filhos do casal). No momento os dois estão com matrícula trancada devido à campanha olímpica para os Jogos do Rio. Qual a sua expectativa para as competições de iatismo nas Olimpíadas? Essa é uma pergunta muito difícil e muito fácil ao mesmo tempo (risos). Acertar o resultado é difícil. É muito complicado de mensurar, depende de várias condições, da água, do vento... Mas a minha expectativa é de manter a tradição da vela olímpica no país e trazermos mais uma medalha para o Brasil. O que tem a dizer sobre todos esses problemas estruturais e de segurança que a cidade teve na preparação para os Jogos do Rio? Teve não, continua tendo, mas não foi só o Rio de Janeiro que enfrentou dificuldades. A Grécia teve problemas semelhantes aos nossos e mesmo assim a olimpíada realizada lá em 2004 foi bem bacana. A Grécia teve problemas também com poluição? Não, poluição não, mas houve muitos problemas com as instalações. Ficou muita coisa abandonada lá e teve uma crise grande no país depois dos Jogos Olímpicos. Aqui a gente já se adiantou e fez a crise logo antes (risos). Parte dos nossos políticos não se importa muito com essa questão ambiental. Então, obviamente, o problema foi relegado ao segundo plano. Não foi feito absolutamente nada em relação a essa questão. E sobre aqueles barcos que estão fazendo recolhimento do lixo na Baía de Guanabara? Na minha opinião, isso é uma ação pontual, que vai acontecer para os Jogos e depois vai ser interrompida. Até porque, atualmente, o governo do Estado do Rio não vem realizando o pagamento desses trabalhadores. Então, um finge que paga, o outro finge que trabalha e nada muda. Então, nos jogos vamos contar com a sorte? Para a Olimpíada, o problema da qualidade da água vai ser resolvido com o uso daquelas bactérias que consomem material orgânico. Aí, vai dar uma aparência de limpeza para a água. Só que esse processo custa muito caro e não é uma solução definitiva. Ninguém pode ficar jogando bactéria na Baía de Guanabara o tempo todo. Aquilo vai ser feito "para inglês ver", literalmente, e depois volta a ficar como sempre foi. O mesmo vai acontecer em relação ao lixo. Devem ser utilizadas aquelas barreiras de contenção para os detritos da superfície não chegarem à área das provas, mas isso também é temporário. Em sua opinião, qual é a solução? A solução definitiva é dar um destino correto ao lixo. São vários municípios no entorno da baía, além das cidades cujos rios deságuam nela, que não possuem coleta adequada. Esses dejetos são despejados principalmente em áreas ribeirinhas, na beira dos canais e dos rios, que também não têm coleta de esgoto. Isso tudo vai parar nessas águas e, quando chove, o lixo vem para onde? Para a Baía de Guanabara. A Companhia Águas de Niterói aumentou muito a rede de esgoto, mas utiliza o sistema de tratamento apenas no tempo seco. Então, fazer propaganda de que faz 100% do tratamento não é correto. Essa porcentagem é de quando não chove. Quero dizer, quando chove não tem tratamento de nada e 100% do esgoto vai para a água. Além disso, não é levado em consideração o lixo de toda a “cidade informal”, apenas da “cidade formal”. Não é muito diferente do que se fazia, hoje só não se vê o esgoto correndo na rua. Vai tudo para o mesmo lugar de antes, mas ninguém percebe porque sai num emissário debaixo d’água. O Projeto Grael procura despertar uma consciência ambiental nos estudantes? Desde que a gente veio para essa sede, o Axel implantou essa vertente ambiental no projeto, que é importante. Mas o simples fato de o aluno ir para a água já traz uma conscientização muito grande. Fora d’água ele não é afetado, mas quando está lá, vendo a imundície, o lixo agarrando no barco, ele já vai se conscientizando. Porém, temos aulas sobre meio ambiente e ações de limpeza de praia em grupo. Há várias iniciativas nesse sentido. Você podia falar um pouco mais do projeto? Ele propõe a preparação esportiva das crianças. Então, a primeira coisa que se ensina é a natação. Depois vem a iniciação à vela e outros cursos mais avançados. Paralelamente, temos uma área profissionalizante, voltada para despertar o interesse deles para profissões ligadas à área náutica: carpintaria, mecânica, trabalho com fibra de vidro, capotaria elétrica... Mais ou menos quantas crianças vocês atendem aqui? Atendemos em torno de 350 crianças por semestre, tanto na parte da vela, quanto nas outras áreas relacionadas. Trabalhamos em dois turnos, de manhã e de tarde, no período oposto ao da escola. O projeto tem algum foco especial na preparação de jovens carentes? Como a pessoa que tem recurso pode frequentar um clube, a gente tenta atingir quem não pode. E como normalmente quem tem recurso no nosso país frequenta escola privada, a maneira que a gente encontrou foi direcionar o projeto para a escola pública. Se não atingirmos o número de interessados, abrimos vagas para escolas privadas, mas nunca aconteceu. Quanto à questão financeira, a vela não é um esporte caro? Para a prática do esporte, não é preciso ser sócio de clube e nem dono do barco, só é necessária a oportunidade de aprender o bastante para chegar a um nível alto o suficiente para ser convidado a fazer parte de uma tripulação. Um barco de oceano médio tem de seis a dez tripulantes e normalmente só uma pessoa é dona da embarcação. Então, o problema é juntar uma ponta com a outra, o dono do barco com bons tripulantes, o que não é fácil conseguir. Hoje a vela é basicamente um esporte de classe média. São muitos clubes no Rio de Janeiro que têm esse tipo de modalidade? Só aqui na enseada são seis clubes. Têm mais dois no Rio, no bairro da Urca, e mais três clubes em outros locais da orla da baía. Então, tem bastante, sim. O papel dos clubes no Brasil é forte no esporte da vela. Acho que até um dos motivos do sucesso do esporte aqui é a boa infraestrutura de clubes. A diferença é que a gente não tem muito acesso público, de escolas públicas. O projeto começou até com o intuito de mostrar que o espaço ocupado pela vela pode ser imensamente maior do que é hoje. Não tem nada de errado com a estrutura de clubes, o que falta é a estrutura fora deles. A parte profissionalizante do projeto é toda voltada para a náutica? Sim. A náutica normalmente remunera muito bem, se você é um bom profissional. Se mantivermos esses jovens mais tempo ligados conosco, fica mais fácil de se fazer o link entre eles e os clubes. Daí eles podem ser encaixados em tripulações e trabalhos na área. Quando começamos como escola de vela, eles aprendiam a velejar. Mas se não tinha como continuar velejando profissionalmente, acabava virando uma frustração. Dessa maneira a gente acaba infiltrando muita gente no esporte, o que é muito bacana.
Projeto da UFF estuda tartarugas marinhas da Baía de GuanabaraCom o objetivo de monitorar a presença e a qualidade de vida das tartarugas marinhas existentes na Baía de Guanabara e adjacências, surgiu em 2009 o Projeto Aruanã. Sediado no Laboratório de Biologia do Nécton e Ecologia Pesqueira (Ecopesca), do Departamento de Biologia Marinha da UFF, em Niterói, procura não só trabalhar diretamente com as tartarugas, mas também conscientizar a população da cidade através da educação ambiental. Quando começou, em 2003 apenas como um trabalho e em 2009 como um projeto já formado, restringia o seu trabalho à região de Itaipu, em Niterói, RJ. Com o passar dos anos e constatada regularmente a ocorrência de tartarugas marinhas em outras regiões da Baía de Guanabara, percebeu-se a necessidade de ampliação da área de atuação. Dessa forma, em 2012, com a licença do Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBio), foi possível aumentar o alcance da operação e incluir todos os municípios da Baía, posteriormente abrangendo também o município de Maricá em 2014. Em decorrência dessa expansão no direcionamento da atividade, em janeiro de 2012, o que costumava ser conhecido como Projeto de Monitoramento de Tartarugas Marinhas do Ecopesca foi batizado de Aruanã. O termo é de origem tupi-guarani e é outro nome que se dá à tartaruga-verde, comumente encontrada na região. A equipe é formada por voluntários, biólogos e estudantes da área, e tem como metas principais realizar um levantamento da ocorrência de animais vivos e da sua mortalidade. Visa também conhecer melhor as interações deste animal com o meio ambiente marítimo, com a comunidade pesqueira local e sua atividade. A partir do Projeto Aruanã, obteve-se o levantamento dos primeiros dados sobre a captura de tartarugas marinhas através da pesca de arrasto de fundo industrial no Brasil. A análise e identificação de todas as espécies capturadas, dos locais de ocorrência e da quantidade de animais envolvidos, coloca em evidência a relação desse animal com o lixo presente na Baía de Guanabara e as doenças que o afetam.  “Estamos pesquisando a interação das tartarugas com o lixo através da investigação do conteúdo gastrointestinal de animais encontrados mortos. Recentemente, começamos a fazer análises de sangue para verificar o estado de saúde e análises genéticas para identificar a quais populações as tartarugas pertencem. Esses e outros estudos são realizados no Ecopesca e em parceria com outros laboratórios da UFF e ONGs”, relata a bióloga marinha e assessora de imprensa do projeto, Larissa Araújo. Através das exposições, ações e atividades em campo, transmitimos mensagens que despertam a necessidade de preservar o ambiente”, relata Larissa Araújo. Segundo a bióloga, através do monitoramento a partir de capturas intencionais, o projeto detectou a existência de poucas tartarugas em Itaipu. Foi observado que no local estão presentes sempre os mesmos exemplares da espécie que lá residem e poucos novos animais chegam à região. De acordo com Larissa, este estudo está inserido em uma tese de doutorado e brevemente apresentará mais resultados. A equipe do Aruanã é formada pelo coordenador geral e professor doutor Cassiano Monteiro-Neto, pela coordenadora técnica e científica e mestre em Biologia Marinha Suzana Machado Guimarães e pelas biólogas Msc Amanda Vidal (coordenadora de Educação Ambiental), Msc Alicia Bertoloto (gestora do banco de dados), Larissa Araújo (assessora de comunicação) e Anna Carolina Moraes (coordenadora de estágio). Sendo um projeto não remunerado e sem nenhum fim lucrativo, Larissa conta sobre o que a motiva a continuar. “Faço o que amo. Se não fosse pelo amor, não só meu, mas de todos do grupo, o trabalho não iria à frente. Encontramos muitas dificuldades no caminho, mas, mesmo assim, aprendemos sempre a seguir em frente e acreditar que uma hora conseguiremos atingir nossos objetivos”. Apesar de não ter alunos bolsistas, Aruanã aceita estagiários voluntários de faculdades públicas e particulares, escolhidos através de seleções semestrais anunciadas em sua página do Facebook. Utiliza também parcerias com diversas entidades, como relata a assessora de comunicação. “Temos parceiros como o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Niterói, a Secretaria de Meio Ambiente de Maricá, a Associação de Pescadores Tradicionais de Itaipu, a Itaipu Surf Hoe, a SGA Toyota, o Pro-oceano, a Comlurb, a Clin, alguns laboratórios que nos auxiliam e o Cras-Unesa, que recebe os animais que necessitam de reabilitação”. O seu financiamento é todo feito através da venda de produtos (camisetas, bolsas e adesivos) produzidos pelo grupo e de doações feitas pela população, pelos parceiros e pela própria equipe. A UFF auxilia com o vínculo institucional e o espaço para a sede no laboratório. Além disso, a partir do projeto são desenvolvidas monografias, dissertações e teses no Programa de Pós-Graduação em Biologia Marinha e Ambientes Costeiros. Outro propósito do Aruanã é a conscientização da população local. Larissa Araújo realça a importância do papel desempenhado pelos participantes. “Através das exposições, ações e atividades em campo que realizamos, as pessoas têm demonstrado interesse em nosso trabalho e, dessa forma, transmitimos mensagens que despertam a necessidade de preservar o ambiente”. O último evento realizado ocorreu no dia 16 de junho, no Campus do Valonguinho, na UFF, comemorando o Dia Internacional das Tartarugas Marinhas. A temporada de captura intencional das tartarugas marinhas na Praia de Itaipu foi encerrada recentemente no último mês de junho. Para outras informações e divulgação de datas de novos eventos, basta acessar a página do Projeto Aruanã no Facebook.
Pesquisa da UFF soluciona contaminação de represa O professor Julio Cesar de Faria Alvim Wasserman, do departamento de Análise Geoambiental da UFF, foi convidado, em 2008, pela Associação Mico Leão Dourado (http://www.micoleao.org.br/)  para fazer a medição da qualidade da água na represa Juturnaíba –  fonte de abastecimento para a Região dos Lagos no Estado do Rio de Janeiro.  A Associação, organização não governamental (ONG), que atua na preservação e recuperação das populações dessa espécie de primata, está localizada na bacia de drenagem da reserva biológica de Poço das Antas, margeada pelas águas dos afluentes da Juturnaíba. O convite ao pesquisador da UFF partiu da preocupação da entidade com a saúde de mais de mil micos leões dourados que fazem uso dessa fonte de recurso hídrico.  Após os primeiros estudos das amostras coletadas no local, detectou-se a presença de alumínio na água.  A situação alarmou o especialista principalmente porque esse elemento químico quando dissolvido em água pode provocar a doença de Alzheimer.  E a procedência dessa contaminação não era conhecida até aquele momento. A medição era realizada, semanalmente, nas concentrações de metais pesados e nutrientes da represa Juturnaíba. A pesquisa identificou a poluição pelo alumínio, o que levou a equipe, rapidamente, a tentar descobrir a origem dessa contaminação. “Nós aventamos a possibilidade de que houvesse uma lixiviação dos efluentes das estações de tratamento de água da região”, narra o professor. Por isso, as duas estações de tratamento, ETA Juturnaíba (http://www.grupoaguasdobrasil.com.br/aguas-juturnaiba/agua-e-esgoto/eta/) e Prolagos (http://www.prolagos.com.br/sistemas-de-tratamento-e-distribuicao-de-agua/), presentes na margem da represa, tiveram os seus processos de tratamento analisados. Embora em outros países o lançamento desse resíduo no próprio ambiente seja proibido, no Brasil é uma prática frequente”, ressalta Walsserman. Chegou-se a conclusão que o sulfato de alumínio como insumo principal poderia ser empregado para a purificação da água. E, no final do processo de tratamento, esse mesmo sulfato seria lançado juntamente com lodo e sujeira na margem da própria represa. De acordo com o pesquisador “é um processo até curioso, porque eles retiram os sedimentos da água da represa e jogam essa sujeira dentro da própria represa, funcionando como um ciclo. Porém esse ciclo não é sustentável e nem consistente: “Enquanto estão limpando a represa, também estão jogando resíduos dentro dela.  Chegará uma hora em que a represa ficará tão suja que não poderão retirar mais aquela água.” completa. Com a possibilidade da água contaminada chegar às residências,  a comunidade local foi alertada para o perigo do Alzheimer.  Uma pessoa que consumir a água com esse elemento químico durante 40, 50 anos tem mais chance a contrair a doença do que aqueles que a ingerem durante um curto período de tempo. Aliado a esses fatores, o indivíduo geneticamente propenso, provavelmente, com a exposição em longo prazo, manifestará precocemente a doença. “Nossa preocupação é porque a expectativa de vida está aumentando, é de 75 a 80 anos, então, por isso, a gente ouve falar do Mal de Alzheimer mais hoje do que há 30 anos quando a expectativa era de 60 a 65 anos. Se você vive mais tempo, o nível da exposição ao alumínio aumenta também.” Após esta constatação, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que chefia a reserva biológica de Poço das Antas, se juntou com o Ministério Público e com o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) para dimensionar a contaminação. Um documento foi emitido solicitando as empresas de água Prolagos e Águas de Juturnaíba que fizessem um estudo das pilhas de rejeitos lançadas na margem da represa.  Foi pedida a verificação dos resíduos passivos ambientais quanto a sua estabilidade, buscando o esclarecimento da química dos rejeitos. Segundo as estações de tratamento da água, o sulfato de alumínio é quimicamente estável à beira da Jaturnaíba.  Não se espalha para a coluna d’água. Entretanto, através da análise de medição da qualidade da água no local, foi detectado que, em determinadas condições, o sulfato de alumínio pode não ficar retido, espalhando-se por toda a represa. Os responsáveis pelas estações de tratamento procuraram, inicialmente, o professor Julio Wasserman para elaboração de um orçamento para uma solução – retirada ou contenção – da pilha de rejeitos. Orçado em 700 mil reais, as empresas consideraram alto o custo da operação e não efetivaram o projeto. “Embora em outros países o lançamento desse resíduo no próprio ambiente seja proibido, no Brasil é uma prática frequente”, ressalta o pesquisador.  As estações de tratamento lançaram durante 30 anos uma pilha de rejeitos criando uma espécie de alagado na margem da represa, próximo à estação, onde estava contaminado com alumínio. Com a identificação da quantidade de rejeitos contaminados e a possibilidade de sua disseminação para o restante da represa, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), o INEA e o Ministério Público proibiram, em 2009, o despejo de rejeitos feito pela represa de Juturnaíba. Projeto da análise de rejeitos Como o professor Júlio já havia preparado um projeto de análise da pilha de rejeitos, incluindo uma solução, este foi então submetido à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), que aprovou e financiou em grande parte através do programa Pensa Rio.  A partir do financiamento da FAPERJ, em 2011, a proposta se tornou um projeto de departamento. Criou-se um laboratório, estabeleceram parcerias e alunos bolsistas integraram o grupo para a análise da pilha de rejeitos. O coordenador Julio Wasserman  explica detalhadamente os procedimentos necessários para a análise : “As amostras, chamadas de testemunho, são levadas primeiramente para o laboratório no campo. São abertas com um aparelho chamado glove bag (sacola-luva), que fica hermeticamente fechado e preenchido com nitrogênio. Com luvas, manipulo o testemunho dentro do glove bag, vou abrindo e colocando as amostras dentro de frascos para evitar qualquer contato com o ar que possa modificar as características físico-químicas do sedimento. Depois disso, encaminho esse material ao laboratório. Faço a liofilização, secagem a temperaturas ultra baixas sem alterar a amostra, e analiso-as”, conclui. Para a realização da análise, o coordenador do projeto Julio Cesar Wasserman, conta com a parceria de outras três companhias, além da participação do professor Wilson Machado, do Instituto de Geoquímica da UFF: a Embrapa Solos, através do diretor Daniel Vidal Peres; Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), com a diretora Maria Angélica Vergara Wasserman, e com o Instituto Federal Fluminense de Quissamã (IFF), por meio do professor Renato Barcelos. A equipe não se deteve apenas nesse estudo.  O projeto também buscou coletar sedimentos ao longo de toda a represa. Coletaram sedimentos do seu entorno e da superfície, com um equipamento chamado Busca Fundo, do tipo van veen. Essa ação foi necessária para saber se os rejeitos estavam se espalhando para a represa. “As concentrações de rejeitos na pilha são muito altas, mas, felizmente, não se espalharam para o restante da represa”, ressalta Julio Wasserman. Além de alcançar o objetivo inicial do projeto, ou seja, reconhecer se o resíduo era quimicamente estável ou não, foi, também, proposta uma solução economicamente viável para o problema. Calculou-se, primeiramente, a necessidade de realizar 10 mil viagens de caminhão para a retirada completa dos rejeitos. Isto não só geraria um alto custo como também liberaria toxinas com a movimentação da lama, causando um impacto no ecossistema.  A construção de uma espécie de barragem com chapas metálicas foi a solução encontrada, como explica o coordenador: “ A pilha de rejeitos estava depositada em uma minienseada  da represa. Assim, optamos por colocar chapas no sedimento para isolar essa pilha. Com isso, não estarão mais em contato com a água da Juturnaíba. Finalmente, fizemos a sobreposição das chapas no solo para o plantio de uma vegetação simplificada, evitando, assim, que essa pilha de substratos ultrapassasse a barreira”. Segundo Julio Wasserman, o resultado final do projeto atendeu totalmente seu objetivo, isto é, identificar se o resíduo encontrado na represa era quimicamente estável ou não. Além disso, conseguimos reter a poluição daquele sistema de uma forma  economicamente viável, conclui o professor. No mês de maio, ele apresentará sua tese de doutorado sobre o tema, no departamento de Geoquímica do Instituto de Geociências da UFF.
UFF abre curso de Libras no ProlemCom a perspectiva de atender outras demandas da sociedade, o  Programa de Línguas Estrangeiras Modernas da UFF ( Prolem) amplia as possibilidades de comunicação com o recém-inaugurado curso de Língua Brasileira de Sinais. As aulas, ministradas pela professora Mariana da Cunha Teixeira, ocorrem às quintas-feiras, das 10h às 13h, na sala 316, Bloco B, Campus do Gragoatá. Voltado para proficiência em Libras e para a modalidade intérprete, o curso tem duração média de quatro anos, dividido em módulos de aproximadamente quatro meses. O primeiro módulo já possibilita um diálogo bem básico com uma pessoa com deficiência auditiva, e a partir do terceiro, o aluno consegue ter uma conversa mais aprofundada. Em 2012, o Módulo I,  Introdução a Libras, passou a integrar obrigatoriamente a grade dos cursos de licenciatura da UFF. “Essa aula, que já era importante para a inclusão social, pode também despertar o interesse dos alunos pelo aprofundamento na língua de sinais e fazer uma ponte com o curso de Libras que estamos oferecendo no Prolem”, ressalta a professora Mariana. O curso de Libras apresenta um diferencial dos demais oferecidos pelo programa de línguas da UFF: não tem necessidade de apresentar o conteúdo de forma sequencial.  Por ser assim, os interessados podem fazer as inscrições para a língua de sinais durante o ano todo, mesmo com as aulas tendo sido oficialmente iniciadas no dia 10 de março. “Nas aulas da Língua Brasileira de Sinais não se ensina por capítulos e o aluno já poderá falar desde a primeira aula o que aprendeu”, enfatiza o assistente de coordenação do Prolem e também estudante de Libras, Alexandre Arco e Flexa. A Libras é importante não só na área de comunicação em que atuo, mas também para qualquer ser humano.” Afirma  Alexandre Arco e Flexa A subcoordenadora do Sensibiliza - Divisão de Acessibilidade e Inclusão da UFF,  Lucília Maria Machado, opina sobre a iniciativa do Prolem de abrir um curso de Libras: “É uma atitude muito importante, pois a quantidade de alunos surdos na universidade está crescendo e com isso cresce também a necessidade de intérpretes e de pessoas com quem eles possam se comunicar”.  De acordo com os dados do Censo de 2014, a UFF não possuía estudantes surdos em seus cursos, mas no último Censo, de 2015, já indica o total de 15 pessoas com surdez estudando na universidade – duas na graduação e 13 na pós-graduação. Professora de Libras há seis anos, Mariana da Cunha, aponta para a diversidade do público que tem interesse no curso: professores de instituições de ensino público, que trabalham com comunicação e pessoas que gostam de línguas têm bastante interesse. Além disso, os próprios familiares do deficiente auditivo também se interessam em aprender o idioma para melhor interagir com ele.”    Mariana, que iniciou seu trabalho com a língua de sinais na Coordenação de Educação à Distância (Cead) da UFF, explica por que ainda não teve nenhum aluno surdo em suas turmas.  “Na UFF ainda não tive nenhum aluno deficiente auditivo, pois o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não prevê a língua portuguesa como a segunda língua dos surdos. O Enem reprova este candidato porque a estrutura da Língua Brasileira de Sinais é bem diferente da Língua Portuguesa. Por exemplo, não há flexões de verbos, preposições e conectivos. Por isso, o deficiente auditivo aprende a Língua Portuguesa só na modalidade escrita, num processo de decorar as palavras e os significados, gerando uma dificuldade de aprendizado muito grande”. Como aluno do curso, Alexandre Arco e Flexa conta sobre as suas motivações para aprender o idioma: “A Libras é importante não só na área de comunicação em que atuo, mas também para qualquer ser humano. Porque uma vez que você vem a se deparar com um surdo na rua, você pode até salvar uma vida”, afirma. Na opinião de Alexandre, um empecilho que pode surgir no aprendizado de Libras é a timidez do aluno: “Eu percebo que muitos se interessam pelo curso, mas têm vergonha. A língua requer um sistema de comunicação gestual, e nem todo mundo tem essa desinibição”. Assim, para o ensino de Libras, não basta apenas o professor ser qualificado, também o aluno deve estar aberto para receber e praticar as informações da Língua Brasileira de Sinais.” Libras é a primeira língua não oral oferecida pelo Prolem e integra o programa, que, atualmente, conta com outros seis cursos de idiomas: alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e russo. As atividades estão abertas para todos os interessados com idade acima de 16 anos e  Ensino Fundamental completo, independente de vínculo com a universidade. Por ser um curso de extensão autossustentável, como todos os demais oferecidos pelo  Prolem, é pago e possui o custo total de R$ 740, por módulo, dividido em cinco parcelas de R$ 148 mensais. As aulas são ministradas presencialmente e o material utilizado (textos e videosaulas) é fornecido pela universidade. Outras informações sobre o curso bem como dos demais oferecidos Prolem podem ser obtidas em atendimento_prolem@vm.uff.br e prolem.atendimento@gmail.com.
Turismo social é oferecido a servidores e alunos da UFFCom o objetivo de estimular a integração e socialização da comunidade acadêmica fora do ambiente institucional, o professor Bernardo Lazary Cheibub, da Faculdade de Turismo e Hotelaria da UFF, lançou o projeto Turismo Social. A proposta é oferecer excursões gratuitas para servidores e alunos da universidade, que comprovem baixa renda, como forma de  proporcionar-lhes um dia inteiro de lazer e entretenimento na cidade de Niterói. A idealização do projeto teve início em 2014 quando a PROGEPE, Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas, solicitou ao professor dois bolsistas para a área de Atenção Integral a Saúde e Qualidade de Vida do Servidor. Foi então que, envolvidos nesse departamento, surgiu a possibilidade de realizar o Turismo Social. “Tivemos a ideia de montar um projeto que pudesse proporcionar qualidade de vida através da experiência turística”, conta Cheibub. Tivemos a ideia de montar um projeto que pudesse proporcionar qualidade de vida através da experiência turística”, conta Cheibub. Após a fase inicial de organização e planejamento, foi, no ano seguinte, em 2015, que o projeto se concretizou. O programa teve rápida aceitação pela PROAES, Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, que concedeu cinco bolsas para sua realização. Além disso, outros estudantes aderiram ao projeto de forma voluntária. Com o lema O melhor de uma cidade em um dia, o objetivo do turismo social é proporcionar experiências turísticas a alunos e servidores que, por falta de condições, não conhecem os atrativos da cidade. Niterói foi a cidade escolhida para iniciar o projeto porque além de ser o local onde a UFF tem sua sede, também concentra o maior número de servidores e estudantes. Embora muitos deles passem bastante tempo na cidade ainda não a conhecem. O professor Bernardo Cheibub explica que “o fato do passeio ser num único dia facilita para as pessoas, pois, elas não têm necessidade de terem outros gastos, o que encareceria o passeio. Dessa forma, o turismo fica mais acessível”, enfatiza. As vagas dependem da quantidade de lugares disponíveis no ônibus. De acordo com o professor, houve uma grande procura e a participação na primeira experiência preencheu o número total de assentos”. Como forma de facilitar a escolha, no caso de haver mais inscrições do que vagas, a equipe preparou um processo de seleção com pré-requisitos. A prioridade é dada às pessoas de baixa renda, com problemas de saúde causados no ambiente do trabalho - doenças psicossociais, pela função que exerce - ou pessoas com necessidades especiais. No caso de vagas disponíveis, abre-se espaço para acompanhantes (cônjuge e/ou filhos). Segundo Cheibub, “existem vários fatores que afastam as pessoas dessa experiência turística que as impedem de conhecer novos lugares. Elas até sabem da existência dos pontos turísticos da cidade, mas questões econômicas, sociais, políticas e até mesmo culturais não lhes permitem visitá-los. Proporcionar essa vivência é o que mais nos importa”. O projeto realizou seu primeiro passeio no sábado, dia 30 de janeiro. O roteiro incluiu os principais pontos turísticos de Niterói. Segundo Cheibub, para manter o baixo custo, o projeto conseguiu entradas gratuitas ou a preços reduzidos nos locais visitados e transporte utilizado foi o BusUff. Além disso, a NelTur, empresa de turismo da Prefeitura de Niterói, disponibilizou um guia para o grupo. Os participantes visitaram lugares como a Fortaleza de Santa Cruz, o Solar do Jambeiro e o Caminho Niemeyer. “A ideia é expandir a experiência para outras cidades próximas, como Teresópolis e Cabo Frio, e fazer dois passeios por semestre”, diz o coordenador. A próxima viagem está prevista para o mês de maio. Os interessados podem inscrever-se no site www.turismosocialuff.wix.com/turismosocialuff ou pelo Facebook do projeto.
Projeto da UFF incentiva o cicloturismo em NiteróiO aumento do uso de bicicletas tem gerado consequências em diversos setores da sociedade, entre eles, o turístico. O cicloturismo já é uma modalidade bem difundida entre os amantes do ciclismo. E, nos últimos anos, vem ganhando espaço um novo tipo: o urbano. Embarcando nessa vertente, a professora Fátima Priscila Morela Edra criou o PedalUFF-tur. O projeto começou em sala de aula pela disciplina Turismo e Transportes, lecionada pela professora. Seu objetivo na época era incentivar seus alunos a refletirem sobre transporte e seus efeitos no turismo, contemplando Niterói. “Desafiei os alunos a se dividirem em equipes e apresentarem uma proposta sobre a mobilidade de turistas e residentes para o lazer na cidade, usando para isso o plano da prefeitura”. Embora o projeto cicloturístico não esteja ligado diretamente a órgão público municipal, a Faculdade de Turismo e Hotelaria da UFF estabeleceu um termo de cooperação com o Programa de Mobilidade da Prefeitura através da Coordenação do Niterói de Bicicleta. O acordo foi solicitado por ambos os lados, e prevê que o município conceda a infraestrutura enquanto que o projeto indicará o que na cidade deverá ser aperfeiçoado e adaptado para o ciclista. Desde a criação do projeto de requalificação urbana (http://urbanismo.niteroi.rj.gov.br/oucareacentral/), em 2013, a prefeitura procura incentivar moradores a usar a bicicleta como meio de transporte urbano. Para isso, estão sendo construídas ciclovias, bicicletários e outras estruturas que também podem ser utilizados pelo cicloturista. Essa estrutura urbana implantada pela prefeitura foi o primeiro passo para realização do PedalUFF-Tur. O plano abrange rotas cicloviárias nas regiões central e sul da cidade, “exatamente onde estão os pontos turísticos de maior relevância”, enfatiza Edra.         A motivação foi levar a teoria para fora da sala de aula, dando liberdade aos alunos de colocarem em prática o que há de mais atual no cenário ciclístico”, segundo a professora Fátima. A motivação inicial para o projeto, segundo a professora, foi “levar a teoria para fora da sala de aula, dando liberdade aos alunos de colocarem em prática o que há de mais atual no cenário ciclístico”. Assim, Edra começou a fazer contato com representantes da Bike Anjo, Transporte Ativo, Neltur e Via Pedal, que se interessaram pela ideia do projeto e vieram até a UFF conversar com a turma. Os encontros resultaram no interesse dos alunos por artigos, matérias online, vídeos e outros materiais relacionados ao assunto. E, em 2014, na Mostra de Inovação de Metodologias da UFF, a professora apresentou a proposta sobre sua disciplina Turismo e Transportes e se surpreendeu com o retorno positivo do público. A aceitação ocasionou a transformação da matéria em um projeto de desenvolvimento acadêmico. De acordo com a coordenadora do projeto, as pesquisas identificaram um grande potencial cicloturístico em Niterói. Por aqui circula, diariamente, cerca de 1 mil ciclos (skates, bicicletas e triciclos), sendo 90% de bicicletas. Por meio desse transporte, os visitantes e moradores conseguem fazer seus passeios turísticos sem necessidade da presença de um guia. Ao constatarem que o maior número de visitantes vem do Rio de Janeiro - moradores da cidade e turistas - os participantes do projeto foram até lá para pesquisarem o perfil do seu público alvo. Durante a pesquisa, além de conhecerem  muitos ciclistas que já pedalaram por aqui, descobriram que muitos ainda não sabiam da gratuidade das barcas para eles. A etapa seguinte foi realizar a montagem dos roteiros e a verificação dos níveis de dificuldade – tipo de estrada, sinalização, estrutura para o ciclista estacionar, inclinações das vias e segurança. Quatro tipos de roteiros cicloturísticos foram traçados, incluindo o Centro Histórico (Espaço cultural dos Correios, Teatro Municipal e outros), o Caminho Niemeyer, a Orla Marítima e Museus (MAC, Janete Costa, Solar do Jabeiro e do Ingá).  Os roteiros estão disponíveis no site http://pedalufftur.blogspot.com.br/, onde também são encontrados o mapa da cidade e todos os pontos turísticos da cidade. Recentemente, o grupo responsável pelo projeto na UFF e a Empresa de Lazer e Turismo de Niterói (Neltur) se uniram numa parceria para criarem um roteiro cicloturístico, que deverá ser oferecido aos visitantes da cidade, durante as Olimpíadas de 2016. PedalUFF-Tur no Morro do Estado O projeto, que integra os editais de extensão da UFF, possui também uma proposta na área de tecnologia social.  A equipe realizará oficinas no Morro do Estado, em Niterói, com o objetivo de identificar moradores que não saibam andar de bicicleta ou que interromperam a prática por algum trauma e desejam recomeçar. Os interessados contarão ainda com aulas, com início já marcado para o final de janeiro, que abordarão o uso desse meio de transporte no mercado de trabalho. Para auxiliá-los nesta iniciativa, o grupo do PedalUFF-Tur contatou o Bike Anjo. A parceira, autoproclamada “comunidade de ciclistas voluntários”, criou a Escola Bike Anjo (EBA), na qual uma pessoa (o “anjo”) acompanha por algum tempo aqueles que possuem dificuldades na adaptação ao uso diário da bicicleta.  “Iremos ensinar os moradores do local utilizando a metodologia da EBA, ou seja, faremos com que percam o receio de andar de bicicleta, e informaremos sobre a importância e respeito às leis de trânsito.  Além disso, a oficina apresentará formas de empreendimentos com a bicicleta, por exemplo, o food-bike (utilização da bicicleta para comercialização de produtos alimentícios), uma bicicletaria (espaço para conserto e fabricação), ou prestando serviços a lojas”, concluiu a coordenadora.
Em 2015, mais cursos aderem ao InterUFFCom o objetivo de unificar o esporte universitário, o InterUFF terá início no dia 29 de novembro, com as competições na pista de atletismo, do campus Gragoatá, São Domingos. O projeto vem crescendo e ganhando cada vez mais destaque na universidade desde o ano de sua primeira edição, quando ainda se chamava Olimpíadas da UFF e havia apenas oito vagas por modalidade. Neste ano, no qual os jogos fazem parte das comemorações dos 55 anos da instituição, 39 dos 128 cursos participarão dos oito esportes oferecidos: natação, tênis de mesa, atletismo, basquete, vôlei, handebol, futsal e futebol. Os jogos internos da Universidade Federal Fluminense (InterUFF), criados em 2009 pelo então estudante de Educação Física José Carlos Vieira Júnior, em 2015, conta com a expectativa da participação de quatro mil pessoas, dentre alunos, professores e técnico-administrativos. Organizado pelos universitários com apoio do projeto UFF Ativa, o InterUFF visa promover a prática de esportes na instituição por meio de disputas de diversas modalidades individuais e coletivas. As competições em Niterói serão realizadas no Colégio Salesianos, Liceu Nilo Peçanha, Campus do Gragoatá, Colégio Henrique Lage, Faculdade de Direito e Clube Canto do Rio e ocorrerão todos os fins de semana até fevereiro, mês previsto para seu término. Dois cursos de “campi” da UFF do interior também participarão do InterUFF: Engenharia de Produção, de Rio das Ostras, e Geografia, de Campos dos Goytacazes. Parte da iniciativa é financiada pelas inscrições dos cursos em cada esporte, com o valor entre R$ 10 e R$ 15 para as modalidades individuais e R$ 100 para as coletivas, exceto futebol cujo valor é de R$ 180. Outra parte do financiamento é feita pelo UFF Ativa, que custeia a arbitragem dos jogos. Mais recentemente, pequenos patrocinadores privados com interesse no esporte universitário também têm ajudado com uma pequena parte dos custos. Uma fração desse crescimento é devido ao desenvolvimento das atléticas, associações de estudantes organizados para praticar esportes na universidade. Neste ano, esses grupos formaram a Liga das Atléticas (LA). A entidade é a representante das atléticas de todos os cursos e detém quatro cadeiras na Comissão Única Organizadora, que, com o UFF Ativa, administra o InterUFF. É formada por sete membros, e os outros três postos da comissão são ocupados por atléticas que não fazem parte da LA.   De acordo com o coordenador do UFF Ativa, Fernando Araújo, o UFF Ativa é um projeto vinculado ao Gabinete da Reitoria e é uma evolução do UFF Esporte de 2008. A iniciativa tem o objetivo de aproximar e engajar alunos, professores e colaboradores com o esporte e a universidade. Outra meta é formar seleções da UFF para participar dos Jogos Universitários da Federação do Rio e da Confederação Brasileira de Esportes. “Assim, no ambiente estudantil das atléticas, haverá mais atletas treinando e aparecendo para os eventos esportivos da universidade, para que possam ser selecionados e nos representarem como seleção da UFF”, explicou. Corrida e Caminhada UFF Ativa Dessa vez, em comemoração aos 55 anos da universidade e ao lançamento do UFF Ativa, a atividade corrida e caminhada vai integrar a programação do InterUFF, com uma categoria especial para alunos participantes dos jogos internos. A largada será no Campus do Gragoatá, às 8h30, no dia 13 de dezembro, e percorrerá parte dos “campi” do Gragoatá e da Praia Vermelha, além da Cantareira e da orla da Boa Viagem, totalizando cinco quilômetros. Outras novidades serão as baterias e torcidas organizadas da UFF que animarão os 600 participantes já confirmados durante o percurso, e a entrega de medalhas personalizadas a todos que completarem a prova. Os cinco primeiros colocados de cada sexo receberão troféus exclusivos e brindes dos patrocinadores da Corrida e Caminhada UFF Ativa. O evento é aberto ao público e conta com uma taxa de R$ 50 na inscrição – exclusivamente on-line – mais um quilo de alimento não perecível. De cada participante inscrito, R$ 5 serão revertidos a uma entidade do Hospital Universitário Antônio Pedro. Poderão participar atletas de ambos os sexos, a partir de 15 anos de idade e regularmente inscritos na prova. Entretanto, os menores de 18 anos só poderão participar obrigatoriamente com autorização por escrito de um responsável legal. Todo atleta inscrito receberá um kit contendo uma camisa personalizada, uma numeração de peito obrigatória durante a competição e um chip de cronometragem descartável. O local e horário da entrega do kit será posteriormente informado pelos meios de divulgação oficiais do evento. Ao longo da prova haverá um posto de hidratação com água para os participantes, sanitários e guarda-volumes na largada e chegada, além de serviço de ambulância e segurança por todo o percurso para qualquer eventual emergência. Outras informações no regulamento aqui.
SRI ganha novo espaço no Campus do GragoatáA Superintendência de Relações Internacionais (SRI) da UFF acaba de passar por uma nova mudança. O setor, antes localizado no prédio da Reitoria, agora se encontra no Bloco A do Campus do Gragoatá. Conhecida como Diretoria de Relações Internacionais, a SRI recebeu seu nome atual em novembro de 2014. Essas modificações ocorreram devido ao aumento da importância do trabalho de internacionalização da universidade. Nos últimos anos, o país buscou uma maior projeção mundial, o que trouxe investimentos para os departamentos de RI das instituições públicas. Somado aos esforços da própria administração da universidade, esse crescimento permitiu que a SRI ganhasse a relevância atual. A Superintendência de Relações Internacionais da UFF, que em 2010 era apenas uma pequena assessoria, hoje está entre as dez maiores assessorias brasileiras que realizam esse tipo de cooperação entre o Brasil e estabelecimentos de ensino de outros países. Com o Reuni, a UFF dobrou de tamanho. Passou de cerca de 25 mil para mais de 50 mil alunos, motivando o crescimento de todas as pró-reitorias. Por causa desse aumento, o volume de alunos intercambistas e de professores que buscam informações sobre convênios acadêmicos no exterior ficou muito maior. Todos os atendimentos eram realizados em uma pequena sala no mesmo andar do Gabinete do Reitor. Com o avanço da universidade e a necessidade de ampliação do espaço, a transferência do local de trabalho da SRI acabou sendo um reflexo do desenvolvimento da instituição. Estamos em negociações para fechar um acordo com os chineses para trazer para a UFF o Instituto Confúcio", Livia Reis. Ter um local agradável e acolhedor para receber o aluno estrangeiro foi um dos principais fatores para a mudança. Segundo a diretora de Relações Internacionais, a professora Livia Maria de Freitas Reis, “a ‘casa’ deles, o ponto de apoio de grande parte desses alunos é a SRI”. O espaço é arejado, amplo, com flâmulas e mapas nas paredes que atraem os olhares dos visitantes. O financiamento para os móveis e as divisórias das novas instalações foi obtido por Livia, por meio de um edital institucional da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). A SRI atua em três áreas diferentes: convênios, projetos especiais e mobilidade. Os convênios são parcerias entre a UFF e instituições de ensino estrangeiras com as quais são feitos acordos de cooperação, viabilizando parcerias acadêmicas e facilitando o acesso às oportunidades de intercâmbio dos estudantes. A validade dos acordos é de cinco anos, com possibilidade de renovação. Livia Reis diz que, quando chegou à superintendência, na época ainda assessoria, havia cerca de 80 convênios com instituições do exterior. Atualmente, a UFF tem por volta de 200. Os convênios são propostos por professores que possuem alguma relação acadêmica com uma das instituições, ou são feitos por meio de feiras internacionais, quando há interesse de ambas as universidades se relacionarem. O objetivo principal destas feiras é firmar acordos de mobilidade de alunos. Tais acordos são divididos nas categorias “in” e “out”. Na mobilidade “in”, em que alunos estrangeiros vêm passar um semestre na UFF, a SRI realiza um programa de apadrinhamento que conta com o envolvimento de estudantes brasileiros. No programa, eles se voluntariam a acompanhar o aluno do exterior nos seus primeiros dias no país. Os padrinhos recebem uma declaração de extensão que pode valer como atividade complementar. Como parte da iniciativa, a superintendência elaborou uma semana de acolhimento em que é ministrada palestra para os padrinhos e apadrinhados, que acontece todo semestre. Já na mobilidade “out”, os alunos brasileiros interessados em estudar no exterior são selecionados por meio de editais. Eles são classificados conforme as especificidades de cada convênio, como número de vagas de acordo com determinado curso, ou outros métodos de abertura de vagas. “Tentamos realocar os alunos se eles não conseguirem vaga em sua primeira opção. Isso é definido por notas. Os melhores estudantes são os primeiros a serem atendidos”, explicou Livia. Jennifer Araújo, aluna do curso de Letras Português/Inglês, atualmente está estudando na Universidade de Bishop, no Canadá. Ela conta que apesar das suas aulas terem começado há pouco tempo, apenas um mês e meio, a mobilidade internacional é, sem dúvida, uma das experiências mais enriquecedoras da sua vida: ”O contato com hábitos, línguas e culturas diferentes tem trazido amplas reflexões e questionamentos, bem como um grande conhecimento pessoal e novos olhares sobre o mundo. Para mim, esta é uma experiência única e extremamente compensadora”. Dentre os vários tipos de mobilidade disponibilizados pela UFF, o Programa América Latina é um dos mais valorizados pela SRI. O projeto dá oportunidade para alunos brasileiros estudarem em diversos países da América do Sul e Central. Para receber a bolsa, o estudante deve ter um bom CR e comprovar condições de vulnerabilidade econômica. O programa é aberto exclusivamente para aqueles que já recebem algum tipo de auxílio da universidade. Os alunos que farão o intercâmbio por este ou outros programas são reunidos e recebem uma orientação pré-viagem. Além disso, são realizadas reuniões com professores dos países escolhidos e com estudantes que voltaram do intercâmbio. “No caso de Portugal, por exemplo, a reunião se realiza em um auditório com cerca de 150 alunos, quando aprendem sobre a história e cultura do país”, afirmou Livia. Na última reunião, há uma cerimônia que reúne os pais e estudantes prestes a viajar sozinhos, quase sempre pela primeira vez. “É muito emocionante. São seis meses nos quais o aluno, normalmente na casa dos 20 anos, vai ter uma experiência única.” Para o graduando de Economia Fernando da Silva, que passou um período letivo no Uruguai pelo Programa América Latina, a convivência com pessoas de culturas diferentes o fez repensar diversos aspectos de sua trajetória acadêmica. “Tive a honra de conviver com coreanas, japonesas, peruanos, americanos, alemães, além de uruguaios. Foi uma experiência extremamente enriquecedora.” Segundo ele, a SRI sempre esteve disponível, proporcionando sensação de segurança e proximidade. “Na maioria das vezes, as respostas vinham com clareza e agilidade, considerando a grande demanda de mensagens.” Projetos especiais Dentro da parte de projetos especiais, há o curso de Português para Estrangeiros no Instituto de Letras. “Há 50 anos, temos esse programa no qual damos a disciplina de Língua Portuguesa para alunos de países da África e da América Latina. Todo estudante do exterior ao chegar à universidade tem direito a este programa gratuito.” Livia Reis também explica que essas aulas são abertas duas semanas antes do começo do período e continuam durante todo o semestre letivo. A UFF foi uma das primeiras universidades brasileiras a ensinar o português como língua estrangeira para alunos de fora. Segundo Livia, para a UFF ter mais destaque no cenário externo era necessária uma acessibilidade maior aos cursos de idiomas. “Nossa menina dos olhos na questão da inclusão é o Programa de Universalização de Línguas Estrangeiras (Pule).” A SRI percebeu muito cedo que o maior desafio para quem pretende fazer intercâmbio era a falta de um programa de línguas mais abrangente. Para isso, desenvolveu o Pule. Durante três anos, aos sábados, estudantes da UFF, prioritariamente participantes de algum programa de assistência estudantil, têm aulas ministradas por professores bolsistas selecionados dentre os melhores dos últimos anos dos cursos de línguas estrangeiras. Sala 406 e outras novidades Na sala 406 do Bloco A do Campus do Gragoatá, foi criado um espaço de multimeios destinado à comunicação entre a SRI e universidades de outros países. Aparelhada com alto-falantes, projetor e microfone, a 406 foi financiada pela Faperj. A sala é aberta não só para o setor de Relações Internacionais, mas também para videoconferências, “workshops” e alunos apresentarem teses de defesa de doutorado. Com os objetivos principais de atrair estudantes de fora e proporcionar um treinamento para alunos brasileiros, outra novidade foi pensada pela SRI: o oferecimento de disciplinas na língua inglesa. Esse projeto, que deve ser iniciado no segundo período de 2016, conta com a participação de professores de vários institutos e entrará para o currículo escolar normalmente, como qualquer outra matéria apresentada em português. Instituto Confúcio e Ranqueamento QS Na busca por mais convênios, representantes da SRI irão viajar para a China para mostrar a posição do Brasil no projeto que envolve redes de universidades dos países do Brics. “Estamos em negociações para fechar um acordo com os chineses para trazer para a UFF o Instituto Confúcio, que tem unidades espalhadas pelo mundo ensinando língua, literatura e cultura chinesas”, explicou Livia, animada com o projeto. “No Brasil, apenas seis universidades têm unidades do Instituto Confúcio.” Outro ponto importante para o crescimento da visibilidade da UFF no exterior é a sua posição no ranqueamento das universidades. Uma dessas formas de classificação é feita pelo Quacquarelli Symonds (QS), órgão que cataloga os estabelecimentos de ensino realizando essa função dentro das instituições. O QS analisa os trabalhos acadêmicos e a relevância dos veículos em que são publicados, fazendo uma parceria com universidades e questionando-as sobre seus convênios. Dentro dessas questões abordadas, que contam para posições no ranking, estão quadras esportivas, piscinas, alojamentos e uma série de coisas nem sempre disponíveis em universidades brasileiras. Porém, para a diretora da SRI, as classificações também têm o seu lado positivo. “Por meio desses dados, conseguimos fazer uma avaliação interna do que precisa ser melhorado.”