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Muitas e inegáveis são as diferenças entre homens e mulheres, desde as anatômicas até as comportamentais. Mas uma diferença, em especial, chama a atenção, num momento em que no Brasil e no mundo se fortalece o movimento feminista e, com ele, as conquistas de direitos negados historicamente. Trata-se das desigualdades de renda entre homens e mulheres, que vêm deixando, cada vez mais, de serem percebidas como “naturais” e absolutas.

A importância do trabalho doméstico para o bem-estar da sociedade e a invisibilidade atribuída a esses afazeres levaram a professora da Faculdade de Economia da UFF, Hildete Pereira de Melo, a liderar em 2005 uma pesquisa que buscou mensurar o valor dessas atividades realizadas no interior dos lares e que ao longo da história se tornou uma responsabilidade majoritariamente feminina. Outro objetivo do trabalho foi aproximar homens e mulheres e fazê-los debater a dupla jornada feminina e o significado do trabalho caseiro não remunerado não só na vida das mulheres como de toda a sociedade.

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