UFF inaugura curso de idioma, história e cultura brasileiras para alunos estrangeiros

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Crédito da fotografia: 
Divulgação

A UFF, através da Superintendência de Relações Internacionais (SRI), reuniu, entre 29 de julho e 9 de agosto, alunos de sete países diferentes na primeira edição do Brazil: Life and Culture, curso de férias oferecido para seus estudantes estrangeiros e que tem como principal objetivo ensinar não só o ensino da língua brasileira como promover a cultura nacional, nos seus mais diferentes aspectos.

Ao longo das duas semanas os intercambistas, oriundos de sete países: Eslováquia,  República Tcheca, República Dominicana, Benin, Argentina (2), Marrocos e Alemanha,  participaram de um curso intensivo de Português para Estrangeiros, além de aulas sobre Economia, Cultura, Arquitetura, Música, Geografia, de aulas práticas de futebol, forró e culinária brasileira. Ao final de cada semana também foram realizados passeios guiados pelos pontos turísticos das cidades de Niterói e Rio de Janeiro.

“A importância dessa iniciativa é fortalecer as parcerias que já temos formalizadas com centenas de instituições acadêmicas ao redor do mundo. Receber alunos estrangeiros em nossa instituição faz parte de nosso plano de internacionalização, por isso a SRI pretende  oferecer esse curso anualmente”, ressalta Lívia Reis, superintendente de Relações Internacionais.

A mestranda em arquitetura e integrante do curso de férias, Juliana Del Castillo, desembarcou há quatro meses no Brasil, e mostrou-se muito interessada pela cultura do país. Nascida no norte da  Argentina, a intercambista destacou os conteúdos que mais lhe interessaram durante as aulas. “O curso me ajudou muito a entender a história do Brasil, a cultura em geral como a música e a literatura. Também gostei bastante da aula de dança, é muito diferente da que tive contato em meu país”, destaca.

Além disso, a grande diversidade de estudantes participando do curso de férias também surpreendeu Juliana. “Não estava acostumada a ter contato com pessoas de tantos países diferentes. Onde eu moro, de estrangeiros, só conheço gente da Bolívia ou das províncias ao redor da cidade, mas aqui pude conhecer alunos de muito longe, como a República tcheca e Marrocos.” Já para o outro integrante da turma e também mestrando em Arquitetura, Ray Fleury, “participar de aulas com alunos de outras nacionalidades não é muito diferente, é só uma questão de conhecer outras culturas”, garantiu. O intercambista acredita que o Brasil é muito semelhante ao seu país de origem, a República de Benin, no continente africano e por esse motivo teve um interesse especial pelo conteúdo apresentado na aula de história brasileira.

“Receber estrangeiros é internacionalizar-se em casa”, Livia Reis.

A professora de português do Instituto de Letras da UFF, Adriana Rebello, foi a responsável pelas aulas diárias de língua portuguesa oferecidas aos participantes. A docente, que tem 25 anos de experiência com alunos de outras nações, atentou-se para a importância do entendimento do idioma local para o convívio deles no país. “Quando o aluno estrangeiro vem pro Brasil, nós categorizamos isso como um estudo de línguas em imersão. Além de usar o idioma na comunidade acadêmica, ele precisa também interagir com a comunidade fora da universidade. Então, é fundamental o estudo da língua para conseguir fazer os trabalhos e também sobreviver na cidade”, explica.

Assim, com foco no acolhimento desses estudantes, o Brazil: Life and Culture oferece bem mais aos participantes do que noções da língua portuguesa. Para Adriana, os diversos ensinamentos acerca da história e cultura nacional ajudam os intercambistas a construir uma visão mais completa sobre o país. “É importante que eles entendam o país como um todo. Então, o fato deles se familiarizarem com a língua e tudo que a envolve é fundamental para que compreendam como as coisas funcionam aqui, a cabeça do brasileiro, além de ter uma visão mais global da nossa cultura”.

A superintendente Lívia Reis ressalta ainda que a intenção da UFF é tornar a internacionalização parte essencial de seu sistema educacional e para isso, fluxos de mobilidade são primordiais. “Alunos e professores que cumprem período de mobilidade em outros países se tornam mais conscientes da importância desse processo. As experiências adquiridas transbordam para seus colegas quando retornam à sua instituição de origem. Eles trazem consigo experiências, conhecimento, ideias, exemplos de melhores práticas, que enriquecem as salas de aula, os laboratórios, assim como os demais departamentos da universidade”. Assim sendo, ela conclui afirmando que “receber estrangeiros é internacionalizar-se em casa”.

 

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