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Programa de Altos Estudos da UFF é pioneiro no país

Desenvolver o potencial de estudantes com altas habilidades é a proposta do Programa de Altos Estudos, da UFF, primeira universidade a implementar a iniciativa no país. A partir de uma trajetória curricular avançada e integradora, alunos de graduação e pós-graduação “stricto sensu” podem abreviar seu tempo de conclusão no curso.

Criado em 2012, o programa é desenvolvido pelas pró-reitorias de Assuntos Estudantis (Proaes), Pesquisa e Inovação (Proppi) e  Graduação (Prograd), acompanhado por um Comitê Gestor. Atualmente, 17 cursos de graduação e 37 bolsistas fazem parte da iniciativa. A adesão é voluntária e a inscrição no programa é realizada pelos colegiados dos cursos, que definem as disciplinas que podem ser cursadas da pós-graduação e as dispensadas da graduação.

Os estudantes são selecionados através de critérios elaborados pelo Comitê Gestor Local (específico de cada curso) e aprovados pelo Comitê Gestor do Programa. Os cursos podem aderir ao programa por meio de seus colegiados.

“O programa contribui para a integração e acelera a formação de alto nível ao possibilitar ao aluno a experimentação do ambiente de pesquisa e pós-graduação”, afirma a coordenadora do Programa de Altos Estudos, Helena Rodrigues. Fundamentado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o projeto prevê a aceleração de estudos para estudantes com alto desempenho curricular.

Bruna Barreto e Raí Rocha, alunos do mestrado na área de Ciências do Cuidado em Saúde da Escola de Enfermagem da UFF, participam do programa. Ambos acreditam que a iniciativa direcionou o ingresso no mestrado, ainda na graduação, ao permitir o conhecimento prévio do ramo da pesquisa com maior embasamento. Para Raí Rocha, os benefícios acadêmicos englobam o contato com profissionais da área, a adaptação a realidade da pós-graduação, participação em projetos, trabalhos e elaboração de artigos científicos, além do amadurecimento pessoal.

“Na minha seleção no mestrado, Altos Estudos contou pontos, além de gerar um conceito de que você foi uma boa aluna na graduação. Conseguir entrar no programa não é para o aluno mediano, mas sim para aquele que se esforça e se dedica por completo na graduação”, ressalta Bruna Barreto.

Segundo Helena, a iniciativa tem como intuito fortalecer a graduação e a pós-graduação, através de políticas estudantis. Além disso, visa colaborar com o crescimento qualificado na formação de estudantes no país. Não há uma média geral na redução do tempo de conclusão, pois cada curso de graduação possui carga horária diferente. Porém, de acordo com Helena, a redução é sempre significativa, sendo no mínimo de  um semestre.

O programa contribui para a integração e acelera a formação de alto nível ao possibilitar ao aluno a experimentação do ambiente de pesquisa e pós-graduação, afirma Helena Rodrigues

Critério de seleção e bolsas
Os critérios de admissão no programa para estudantes que ingressaram na UFF por vestibular ou pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) são pela ordem de colocação no vestibular ou Enem, em comparação com outros candidatos do curso correspondente; ter obtido medalha em olimpíada nacional na área de conhecimento correlacionado, ou outros critérios estabelecidos pelo Comitê Gestor Local.

Os alunos incluídos no programa após concluírem o primeiro período letivo passam pelos seguintes critérios de seleção: coeficiente de rendimento; desempenho acadêmico em disciplinas obrigatórias; qualidade de trabalho de iniciação científica e outros critérios estabelecidos pelo Comitê Gestor Local.

Desde o ingresso no programa, o aluno recebe bolsa-auxílio. Para a graduação o valor é de R$600 e para mestrado de R$1.600. Em Niterói, os cursos participantes com bolsistas, em conjunto com diversos curso de pós-graduação são: Administração, Artes, Ciências Biológicas, Enfermagem, Engenharia Mecânica, Física e Matemática. Em Volta Redonda, os cursos de Engenharia de Produção, Engenharia de Agronegócios, Engenharia Metalúrgica, Matemática, Engenharia Mecânica e Química. Em Santo Antônio de Pádua, o curso de Matemática.

“A perspectiva para os próximos anos é a de que novos cursos façam parte do programa, e que possamos expandir o número de vagas, pois o sucesso tem sido cada vez maior, e já temos sete alunos no Mestrado”, ressalta Helena.

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