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Em parceria com a Itália, UFF garante verba para a criação de serviço de saúde pioneiro no Brasil

A unidade de cuidados intermediários melhorará as condições de cuidado dos pacientes do sistema público de saúde.

Crédito da fotografia: 
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A UFF sediou, nos dias 29 e 30 de novembro, o Seminário Internacional “Reformas Sanitárias Italiana e Brasileira: trajetórias e perspectivas”, no qual foi debatido o projeto de instalação de uma “unidade de cuidados intermediários” em Niterói, entre outras questões. A iniciativa se deu como parte de uma parceria entre a universidade, a Secretaria de Saúde da cidade e o Serviço Social Sanitário da região de Emilia Romagna, em Bolonha (Itália) e acarretará na captação de uma verba de oitenta mil euros derivada do acordo de cooperação entre os países.

Direcionado a pessoas em condições crônicas que agudizaram os sintomas e não têm possibilidade de serem assistidas em domicílio, a unidade oferecerá serviços de assistência para melhorar as condições de cuidado dos pacientes do sistema público de saúde, utilizando basicamente tecnologias leves, voltadas para a reabilitação, com baixo custo e alta eficácia.

Para o reitor Antônio Cláudio Nóbrega, “este projeto representa uma importante inovação na rede de saúde de Niterói. Acompanhando a tendência internacional, ele prepara os serviços de saúde para os tempos atuais e futuros, com o aumento significativo da população idosa em relação à população geral, com elevação significativa das condições crônicas. Ele propõe um cuidado mais eficaz na recuperação ao crônico sem a necessidade de internação hospitalar, melhorando a eficiência dos serviços, com a redução de custos nesta atividade”.

Dividido em duas frentes, o projeto, além de prestar esse atendimento, por meio de um programa piloto no Hospital Municipal Carlos Tortelly, inclui a capacitação de uma turma de profissionais para atuar nele. A previsão é de que o processo de formação tenha início nos próximos meses.

Identificamos uma proposta inovadora para a saúde, que potencialmente tem a possibilidade de evitar internações, reduzindo a utilização de leitos hospitalares e cuidando melhor da população”, Túlio Batista.

Segundo o coordenador do projeto e professor do Instituto de Saúde Coletiva, Túlio Batista, este é um processo de “transferência de tecnologia, em que Niterói será contemplada com os saberes e as práticas de uma experiência de cuidado similar na Itália. E em contrapartida, a UFF levará para eles o que nosso sistema de saúde pode oferecer em termos de aprendizado”.

Conhecendo os serviços da região de Emilia Romagna, explicou o coordenador, “identificamos uma proposta inovadora para a saúde, que potencialmente tem a possibilidade de evitar internações, reduzindo a utilização de leitos hospitalares e cuidando melhor da população”. Esse serviço de cuidado, mais conhecido como “cuidados intermediários”, seria um ponto de apoio às atividades desenvolvidas na Atenção Básica, na qual não se faz necessária a assistência hospitalar ou paliativa.

Para a diretora geral da Secretaria de Saúde da região de Emilia Romagna e uma das palestrantes do seminário sobre reforma sanitária, Kyriakoula Petropulacos, essa é uma parceria muito relevante, através da qual se estabelece uma conexão entre a universidade e o sistema de saúde: “temos uma população muito envelhecida e necessitamos tomar conta dela por meio de cuidados intermediários. Podemos compartilhar os resultados do nosso trabalho e, por outro lado, levar do Brasil todo esse trabalho desenvolvido no campo da educação”.

De acordo com Emília, apesar de o Brasil ser um país muito mais novo do que a Itália, ele está enfrentando os mesmos problemas: “Aqui, a população também está envelhecendo e desenvolvendo doenças de caráter crônico. Temos que encontrar opções eficazes de tratamento, fazendo uso da pesquisa para esse fim. Nesse cenário, a colaboração entre Brasil e Itália é importantíssima”.

Integrante do Conselho Científico do Centro Internacional de Saúde da Universidade de Bolonha, o professor Ardigò Martino explicou que a rede criada entre os países “facilita as pesquisas nos dois contextos, possibilitando a permanência mais prolongada dos profissionais nos diferentes lugares. Num primeiro momento, isso é um choque, entender as diferenças, se adaptar. Mas, com esse ‘incômodo’, facilita-se o entendimento, por parte dos envolvidos, dessas conexões globais que são determinantes de saúde nos diferentes contextos”.

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