Instituto Confúcio da UFF ministra curso gratuito de língua e cultura chinesa para o Ensino Médio

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O curso terá três anos de duração

Crédito da fotografia: 
pixabay.com

Uma turma do Ensino Médio do Colégio Universitário Geraldo Reis (Coluni) receberá curso gratuito de língua e cultura chinesa. Os adolescentes terão contato e poderão se aprofundar na fonética, gramática, utilização e leitura dos caracteres chineses, assim como conhecerão as festividades, comidas e tradições do país. O curso começou na última segunda-feira, 1º de abril, é optativo e possui três anos de duração. A disciplina é uma iniciativa da universidade, em parceria com o governo chinês pelo Instituto Confúcio. No estado do Rio de Janeiro, a UFF é a única federal a oferecer a língua gratuitamente para o ensino médio, através dessa parceria.

De acordo com o reitor da universidade, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, as aulas são uma expansão da colaboração internacional com o governo chinês e visam à inserção dos alunos em uma conjuntura internacional cosmopolita e contemporânea. “Esse é mais um marco para o Instituto Confúcio na UFF. Isso mostra a vanguarda da universidade nas relações internacionais e o retorno concreto para a sociedade por meio do ensino gratuito de línguas com qualidade credenciado pelo próprio governo chinês”, detalha.

Segundo a superintendente de Relações Internacionais, Lívia Reis, houve uma adaptação curricular para o Ensino Médio, bem como a preocupação com a didática e metodologias de ensino. “A instrutora é professora do Confúcio da UFF e ex-professora do colégio bilíngue Chinês/Português do Rio de Janeiro. Ela possui larga experiência em ensino para adolescentes”, destaca Lívia.

Coluni celebra a novidade

A expectativa entre pais e estudantes do Coluni é muito positiva. De acordo com o diretor geral do colégio, Charleston José de Sousa Assis, o estudo de qualquer idioma é benéfico porque desenvolve o raciocínio, amplia a capacidade de aprender. “Há muito interesse por aqui em conhecer a história e a cultura chinesas e, consequentemente, seu idioma. Os estudantes e suas famílias consideram essa oportunidade valiosa porque vai permitir a esses jovens o acesso ao curso de um idioma sobre o qual há muita procura e que certamente será um diferencial tanto na formação humana quanto na preparação para o mercado de trabalho”, complementa.

Lidar com um idioma que não é o natal é desafiador para quem ensina e para quem estuda. “No caso de quem estuda, talvez o maior dos desafios seja concentrar-se na sala de aula e fora dela realizar as tarefas para fixar os conteúdos que foram ministrados. Mas temos muita confiança que nossos estudantes vão dar conta desses desafios”, afirma Charleston.

As aulas acontecerão parte no Coluni e duas vezes por semana no Centro de Línguas da UFF.

Confucius Classroom

Em 2018, a UFF firmou parceria com a Universidade Normal de Hebei, da China, e o Hanban, órgão do Ministério de Educação chinês, voltado para o ensino e divulgação da cultura e língua chinesa no mundo.

O Confucius Classroom na Universidade Federal Fluminense, fruto dessa parceria, é o décimo criado no Brasil e segundo no Rio de Janeiro; o único com vínculo com universidade pública no Estado do Rio de Janeiro. No mundo, são mais de 600 unidades, todas ligadas ao Hanban. “A UFF faz parte do seleto grupo de universidades no Brasil que pode oferecer aulas de língua e cultura chinesa, além de atividades e eventos festivos e culturais em seus campi, o que carimba a qualidade do curso e promove um aprendizado diferenciado para o estudante”, explica Lívia Reis.
 

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