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Nota de esclarecimento à Comunidade Universitária

A UFF é para toda Comunidade Universitária

Desde o dia 28 de maio o movimento grevista faz obstrução do Campus Gragoatá da Universidade Federal Fluminense e hoje, dia 2 de junho, houve também interdição de outros dois campi, o Valonguinho e Biomédico.

A interdição de campus além de significar uma clara subtração do direito constitucional de ir e vir, um constrangimento de caráter autoritário à mobilidade de estudantes, professores e pesquisadores e uma apropriação particularizada do espaço público, coloca em risco em alguns casos anos de dedicação em pesquisas de ponta. No Valonguinho, foram ameaçadas pesquisas que usam de cultura e biotério; no Gragoatá, o acesso à Coseac foi proibido, colocando em risco um concurso para técnico-administrativos com 14.000 candidatos, o vestibular do CEDERJ, que possibilita ingresso de milhares de estudantes ao ensino superior e a inscrição da UFF no Sisu-2015, ameaçando o ingresso de quase 5.000 novos alunos na Universidade, entre outros serviços. Muitos professores e técnicos que fazem a UFF acontecer, hoje como a 2ª. maior Universidade Federal do país, foram impedidos de realizar serviços essenciais, um direito que consta na própria Lei de Greve.

Diante do rompimento por estudantes, do acordo que foi firmado em 29-05, a procuradoria federal que assiste à UFF não teve outra alternativa senão solicitar a desobstrução dos campi, para que os serviços essenciais fossem executados. Esta ação tem por objetivo recuperar o campus para sua apropriação coletiva, através de regras construídas por toda a toda a comunidade universitária, indistintamente, que é a sua finalidade principal.

Niterói, 2 de junho de 2015

Assinado: Reitor e Comitê Gestor da UFF

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