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Fernanda Nunes

Na próxima quinta-feira, 26 de novembro, às 16 horas, será realizada a cerimônia de Premiações Acadêmicas da UFF, evento que ocorre tradicionalmente ao final de cada ano e reúne diversas categorias de láureas; dentre elas, o Prêmio de Excelência em Docência. Nesta edição, a universidade premiará professores que se destacaram durante o ensino remoto emergencial em 2020, considerando o desempenho em atividades de disciplinas e de cursos de graduação durante o ano.

“A carne mais barata do mercado é a carne negra”. Essa frase cantada por Elza Soares na música “A carne” é, na verdade, uma metáfora para a real situação das relações raciais estabelecidas em nossa sociedade. No Brasil, a população negra é a que mais é presa e a mais assassinada. O informativo de Desigualdades Sociais por Cor ou Raça do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que em 2017 a chance de uma pessoa preta sofrer homicídio era 2,7 vezes maior do que uma pessoa branca. No sistema penal, a maioria das pessoas encarceradas tem cor definida.

Oito docentes da Universidade Federal Fluminense integram o ranking elaborado pela revista PLOS Biology que lista os pesquisadores mais influentes do mundo. No total, 600 pesquisadores brasileiros foram reconhecidos pela publicação científica. O levantamento foi conduzido por um grupo da Universidade de Stanford (EUA) e feito a partir de métricas de publicações com e sem autocitação e proporção de artigos citados.

Desde meados de 2020, o rico bioma do Pantanal vem agonizando com incêndios de proporções históricas. O número mensal de focos de incêndio é o mais alto desde 1998, quando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) deu início a esses registros. Os dados da instituição mostram que em setembro deste ano foram registrados 6.048 pontos de queimadas na região. O recorde mensal anterior era de agosto de 2005, quando ocorreram 5.993 focos de queimada.

O princípio da igualdade, garantido pela constituição brasileira, prevê a todos os cidadãos o direito ao tratamento isonômico perante a legislação, vedando diferenciações arbitrárias. Raça, gênero, credo religioso, orientação política, nenhum desses parâmetros deveria distinguir os indivíduos. Entretanto, na medida em que as relações construídas em sociedade definem que tipo de pessoa terá acesso a determinados direitos, os contrastes sociais se estabelecem.

A Universidade Federal Fluminense fechou parceria com o município de Maricá através da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (CODEMAR) para a implementação de uma série de projetos na área do saneamento básico. As iniciativas envolvem a instalação do Centro de Pesquisas em Saneamento e Estudos Oceanográficos (AEQUOR), a despoluição da Lagoa de Maricá (LAGOA VIVAS), o Programa de Cursos de Aperfeiçoamento dos Servidores Públicos (PATEC), a balneabilidade das praias internas do ecossistema lagunar e o controle da qualidade de água dos poços artesianos da cidade.

Segundo as diretrizes nacionais instituídas e regulamentadas pela Lei 11.445/07 e pelo Decreto 7.217/10, saneamento básico é um conceito relacionado ao controle e à distribuição de recursos fundamentais como abastecimento, tratamento e distribuição de água, esgoto sanitário, coleta e destino adequado do lixo e limpeza pública.

Durante o isolamento social imposto pela pandemia, é importante que as pessoas possam ficar em casa com segurança e tranquilidade. Entretanto, em algumas localidades, como em favelas e periferias, é comum haver inúmeros casos de moradias irregulares e não legalizadas por seus ocupantes, o que torna mais difícil manter o resguardo e a segurança dessas famílias.

O afastamento social que a população vem vivenciando em função da pandemia de COVID-19, além de modificar profundamente as rotinas familiares, tornou bem mais intensa a convivência diária entre seus membros. Para muitas pessoas, essa tem sido uma oportunidade de estreitar laços afetivos; porém, para as mulheres que vivem relações abusivas, a ocasião está sendo marcada pelo agravamento da violência doméstica, já que estão enfrentando um longo período de isolamento com os agressores dentro de suas próprias casas.

Ter um ente querido acometido pela forma mais severa do COVID-19 é motivo de angústia para inúmeras famílias. Com as medidas de restrição, não é possível estar nos hospitais presencialmente para dar suporte a quem precisa ser internado. Sensível a essa realidade, a Equipe de Saúde Mental do Hospital Universitário Antônio Pedro, formada pela Psiquiatra Thabata Luiz (autora do Projeto Visita Virtual) e a Equipe de Psicologia do PsiCOVIDa, estudou maneiras de proporcionar ao paciente hospitalizado um contato com familiares e amigos através da visitação à distância.

A COVID-19 pode afetar os brasileiros de diferentes maneiras, de acordo com determinados indicativos; por exemplo, a região onde vivem. O país estava despreparado para enfrentar uma pandemia e mais ainda para promover assistência às parcelas vulneráveis da população, considerando que são as que mais necessitam de serviços públicos de saúde e, por isso, as que correm maior risco.

A pandemia do COVID-19 surpreendeu todas as nações do planeta e está desencadeando a busca por mecanismos eficientes para conter a disseminação da doença. Além da crise humanitária, o surto também provoca múltiplos impactos no cenário global e as consequências seguem imprevisíveis.

O novo coronavírus trouxe ao cenário científico a urgência de se criarem pesquisas capazes de discutir algumas de suas características e consequências. Nesse contexto, pesquisadores de Laboratórios e Núcleos de pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) desenvolveram em cooperação uma pesquisa transdisciplinar sobre o comprometimento do sistema nervoso central frente à exposição ao SARS-CoV-2, o vírus causador da COVID-19.

Durante a atual pandemia, a população precisa cada vez mais de acesso fácil à informações de fontes confiáveis. Com foco nessa necessidade, professoras e alunas do Polo da UFF de Rio das Ostras (PURO) desenvolveram o ROBOVID-19, ferramenta digital inovadora criada para tirar dúvidas relacionadas ao coronavírus. O  projeto foi produzido pelo Grupo de Pesquisa Estudos sobre Vivência e Integralidade Dedicadas à Enfermagem, Criança, Infância, Adolescentes e Recém-nascidos (EVIDENCIAR), vinculado ao Departamento de Enfermagem (REN).

A COVID-19 ocasionou preocupações no mundo todo sobre como a quarentena afetaria o funcionamento dos setores econômicos. O setor de turismo tem na mobilidade das pessoas seu principal fundamento e, em função dessa natureza, é uma das áreas mais afetadas pelo cenário atual. A par dessa realidade, os grupos de pesquisa que fazem parte da Rede Brasileira de Observatórios de Turismo (RBOT) desenvolveram um estudo sobre os efeitos da pandemia no setor de Turismo no Brasil. Ao todo, foram onze observatórios do país colaborando na construção desse estudo.

Com o avanço da pandemia de COVID-19, a comunidade científica discute a eficácia e necessidade de métodos de proteção contra a transmissão do vírus, como o distanciamento social e o uso de máscara facial. Sobre o distanciamento social, a Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta que o afastamento ideal entre pessoas em locais públicos deve ser de, no mínimo, dois metros. Inicialmente, a OMS também aconselhava que apenas pessoas confirmadas com a infecção deveriam usar máscaras e que essa medida impediria a transmissão.

Considerando a gravidade da pandemia de COVID-19 e suas implicações sanitárias, sociais e econômicas, tornou-se essencial a produção de pesquisas para compreender o impacto das estratégias adotadas e minimizar a disseminação da infecção.

A ampliação diária dos casos confirmados de COVID-19 no Brasil e no mundo torna inevitável o aumento no número de atendimentos à população nas emergências do país. Considerando essa realidade, a Universidade Federal Fluminense firmou uma parceria com o Ministério da Saúde no intuito de melhorar e acelerar o atendimento em 50 Unidades de Pronto Atendimento 24h (UPAs) do Brasil, através da implementação da ferramenta de gestão ‘Lean Healthcare’.

A Universidade Federal Fluminense segue promovendo ações de combate ao novo coronavírus. Para isso, pesquisadores de todas as áreas buscam soluções cientificamente embasadas que possam ser úteis à sociedade nesse momento difícil. Com foco nessa realidade e visando levar dados de qualidade à comunidade, o projeto ‘Atlas Socioeconômico do Norte Fluminense’ publica mapeamentos diários sobre os casos do COVID-19 detectados em cidades das regiões norte e noroeste do Estado do Rio de Janeiro.

Neste momento, vivenciamos uma corrida pelo desenvolvimento da cura da COVID-19 no Brasil e no mundo. Em meio a esse cenário crítico para a sociedade, a ciência tem sido peça-chave para enfrentá-lo. A validação do conhecimento se mostra fundamental para criar soluções eficazes frente aos novos desafios que se apresentam, e com compromisso ético. Esses valores, próprios do pensamento científico, são muito importantes para conter o aparecimento de informações que coloquem em risco a saúde da população.

O coronavírus está alterando a dinâmica de vida no Brasil e no mundo. Todos os olhares se voltam para o controle da COVID-19. Neste momento, muitos pesquisadores do país se empenham na busca de soluções que possam ajudar na resolução do quadro. Com foco nessa realidade, a equipe do Departamento de Estatística da UFF está desenvolvendo o projeto GET-UF CONTRA COVID-19, que visa colaborar com a análise de dados estatísticos da epidemia.

Um grupo de professores da Escola de Engenharia da UFF, formado por Marcio Cataldi, Daniel Henrique Nogueira Dias, Ivanovich Lache e Ricardo Carrano e o professor da Faculdade de Medicina Jano Alves de Souza, juntamente com o mestrando do Programa de Engenharia e Biossistemas (PEGB-UFF), Lucas Getirana de Lima, está desenvolvendo máscaras de proteção de baixo custo do tipo ‘faceshield’ em impressoras 3D. O objetivo é que sejam distribuídas aos profissionais de saúde na linha de frente contra o COVID-19.

Em agosto de 2019, ocorreu o derramamento de petróleo cru que atingiu mais de dois mil quilômetros da costa das regiões Nordeste e Sudeste do Brasil. Considerado o maior episódio de vazamento de óleo no país em termos de extensão, as manchas provocaram uma tragédia ambiental que abrangeu foz de rios, pontos de captação de água e unidades de conservação. Até outubro passado, a contaminação havia chegado a mais de 200 localidades de vários municípios dos nove estados nordestinos.

Dia 10 de dezembro, terça-feira, a partir das 10h, será realizada no auditório do Núcleo de Estudos em Biomassa e Gerenciamento de Águas (NAB) mais uma solenidade de premiações voltadas para a comunidade acadêmica da UFF. Promovido anualmente pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (Proppi), o Prêmio de Excelência tem o intuito de valorizar pesquisadores, docentes e discentes que se destacaram por suas contribuições acadêmico-científicas. Nesta edição, o evento terá 26 agraciados, entre professores e alunos da instituição.

Na manhã do dia 25 de novembro, a Universidade Federal Fluminense recebeu a Mesa de Abertura do XX Encontro de Reitores do Grupo Tordesilhas. Na oportunidade, o vice-reitor da UFF, Fabio Passos, assinou o Convênio entre o Grupo Tordesilhas e a Fundação Carolina. Além disso, aconteceu a Conferência de Abertura: “A universidade e o desenvolvimento global”, ministrada por Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências; e a primeira mesa de debates: “Universidade, desenvolvimento e economia verde”, moderada por Leonardo Guelman, superintendente do Centro de Artes da UFF.

Investigar um crime é tarefa que vai além dos muros das delegacias. O trabalho de inteligência é fundamental para a resolução satisfatória dos casos policiais. Essa atividade demanda uma gama de materiais específicos e estudos em perícia. O reconhecimento de impressões digitais - com nome técnico de papiloscopia - é um dos procedimentos fundamentais nas investigações criminais, considerando que através desse método os indícios coletados e analisados por profissionais podem levar ao autor do delito.

Justiça, do latim justitia, quer dizer “direito, equidade, administração da lei”. E o que é a justiça se não um dos pilares da sociedade? Justamente por isso, o professor da UFF e defensor público Cleber Francisco Alves, desde suas pesquisas de doutorado, busca compreender como se dá o acesso à justiça, levando em consideração que sua experiência na Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro contribuiu para formar um panorama mais amplo sobre o assunto, especialmente no que se refere às pessoas dos estratos sociais inferiorizados na sociedade.

O território brasileiro é rico em biodiversidade e abrange biomas importantes como o cerrado, os pampas, a caatinga e a Amazônia, sendo essa uma das três grandes florestas tropicais do mundo. É de conhecimento geral a existência do desmatamento de áreas da região, que vêm sofrendo com queimadas e outros métodos de degradação das florestas. Com foco nessa realidade, ONGs nacionais e internacionais intervêm na luta da preservação ambiental através de discursos embasados na ideia de sustentabilidade e não agressão à natureza.

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