Fernanda Cupolillo

Fecharam escolas e universidades. Teatros, cinemas, casas de show. Praias, parques públicos e alguns dos acessos à cidade. As pessoas se recolheram para dentro de casas e quase já não se pode mais ouvir barulhos nas calçadas, antes movimentadas e apinhadas de gente. Ainda assim, de tempos em tempos, se escuta o rangido de alguma moto atravessando a avenida em alta velocidade. São eles: os entregadores de serviços por delivery. Passam pelos condomínios deixando refeições sem que ninguém os veja, pois assim é mais “seguro” – invisíveis, como o vírus que todos passaram a temer.

O Brasil é considerado internacionalmente como um dos países da América do Sul com os maiores índices de violência, possuindo a terceira maior população carcerária do mundo. Nas últimas décadas, esse fenômeno tem sido atravessado por um aumento crescente dos homicídios de jovens. Os últimos dados disponíveis do país revelam um recrudescimento do problema, observando-se uma evolução, entre 2005 e 2015, de 17,2% na taxa de homicídio de indivíduos entre 15 e 29 anos. Mais de 318 mil jovens foram assassinados neste período, de acordo com o Atlas da Violência de 2017.

Educação. Saúde. Trabalho. Moradia. Lazer. Segurança. Alimentação. Esses são alguns dos direitos sociais básicos garantidos pela nossa Constituição Federal de 1988. Ou, pelo menos, deveriam ser. No que diz respeito à alimentação, esse direito pressupõe o acesso regular e permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente para os cidadãos, por meio de práticas que respeitem a diversidade cultural e sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis.

Nesta quarta-feira, 18 de dezembro, a Universidade Federal Fluminense deu início às celebrações de suas seis décadas de existência. Com uma plateia lotada, e a presença de ex-reitores, autoridades políticas, acadêmicas, e o público em geral, a solenidade foi aberta com a fala do reitor Antonio Cláudio da Nóbrega, seguida do concerto gratuito da Orquestra Sinfônica Nacional UFF (OSN). Essa foi a primeira de uma série de atividades comemorativas que marcarão o ano de 2020 em todos os campi da instituição.

Após a chegada dos europeus às Américas, uma parcela considerável das populações originárias foi dizimada. Esse massacre pode ser descrito não apenas em termos da lastimável perda de vidas humanas, mas também do consequente desaparecimento de todo seu patrimônio cultural: seus saberes, práticas, produções artísticas e, também, de suas línguas nativas. De acordo com a Funai, em 1500, a população de índios no Brasil girava em torno de 3 milhões de pessoas.

No dia 02 de dezembro, a Universidade Federal Fluminense será palco de uma grande cerimônia para homenagear seus professores, estudantes e também egressos dos cursos de graduação com destaque em suas áreas.

 

Em 2015 mais de 2 mil casos de microcefalia em recém-nascidos foram identificados em diversas regiões do país, principalmente no Nordeste, após um pico epidêmico do Zika Vírus no início daquele ano. Em função dos impactos devastadores causados nas famílias e nas crianças, no entanto, assim como da proporção com que o fenômeno mobilizou a saúde pública nacional e internacionalmente, ele permanece ainda como um desafio presente. Passados quatro anos, o tema continua sendo investigado por muitas organizações de saúde e pesquisa científica do país e fora dele.

No ano de 2018, o Brasil registrou, segundo o Conselho Federal de Farmácia, 87.794 farmácias privadas e 11.251 drogarias públicas. O número cresce a cada ano e, com ele, o consumo de medicamentos. Mas a discussão sobre o descarte adequado dessas substâncias não parece acompanhar o ritmo da sua produção e distribuição. Pelo contrário.

Não é novidade a realidade que mulheres, mães e também profissionais, enfrentam no mundo contemporâneo com suas jornadas triplas de trabalho, alternando-se entre as atividades dentro de casa, com os filhos e no mercado de trabalho. Esse verdadeiro malabarismo que praticam para conciliar universos tão distintos e extenuantes é ainda mais difícil de ser equilibrado se essas mulheres são também estudantes.

Há muitas maneiras de acessar um tempo passado ou presente na história da humanidade, com suas formas de existir, de organizar a vida e se relacionar. Uma das chaves para conhecer cada um desses períodos é através dos modos de sofrimento que se produziram nele. A anorexia, depressão e cutting, por exemplo, são os nomes com que identificamos algumas das dores psíquicas que temos vivido atualmente. Ao contrário do que se pode imaginar, elas têm características em comum e colocam em evidência o modo adoecido como temos nos relacionado em sociedade. 

Num dos mais clássicos contos de fada da humanidade, chamado Cinderela, uma bela e maltrapilha jovem, que tinha a vida controlada pela madrasta, consegue escapar da prisão onde morava para ir ao encontro de um príncipe, em um baile, com a ajuda de sua fada madrinha. Não por acaso, esse é também o nome do projeto da Faculdade de Odontologia da UFF que acolhe mulheres com câncer para o tratamento de afecções bucais e resgate de sua autoestima.

Esperar por atendimento médico, em clínicas e hospitais, para muitas pessoas é uma experiência de tempo perdido, mas no Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência do ambulatório do Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap), esse momento é de tempo aprendido. Desde 2017 funciona no hospital um projeto de extensão de estímulo à leitura de livros literários infanto-juvenis, por meio da implantação de um ponto de leitura no ambulatório.

Muitas e inegáveis são as diferenças entre homens e mulheres, desde as anatômicas até as comportamentais. Mas uma diferença, em especial, chama a atenção, num momento em que no Brasil e no mundo se fortalece o movimento feminista e, com ele, as conquistas de direitos negados historicamente. Trata-se das desigualdades de renda entre homens e mulheres, que vêm deixando, cada vez mais, de serem percebidas como “naturais” e absolutas.

Há quem tenha olhos para ver o que quase ninguém vê. Para reconhecer a existência de pessoas mesmo quando, há muito, a sociedade lhes destituiu do direito de serem vistas. Assim é Margareth Martins, professora da UFF de Pedagogia Social, idealizadora do projeto de extensão “PIPAS”, que há 18 anos forma educadores de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social. Uma criança nessa circunstância, segundo ela, “é atravessada por várias necessidades, atingida por muitos vetores de exclusão. Então, falamos em vulnerabilidades: a financeira, a material, a afetiva etc”.

Já imaginou uma cidade inteiramente conectada, com seus sistemas de transporte, governança, educação, iluminação pública e energias renováveis operando de forma integrada com os cidadãos? Esse tipo de funcionamento urbano já existe e é chamado de cidade inteligente ou Smart City (SC).

Em evento realizado no dia 09 de janeiro de 2019, no auditório da Fundação Euclides da Cunha (FEC), foi apresentado à comunidade universitária o Sispro: um inovador sistema eletrônico para a gestão de projetos apoiados pela FEC, desenvolvido pela Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan) e a Superintendência de Tecnologia da Informação (STI) da UFF, que visa agilizar a tramitação de projetos da instituição.

Fisiologia, Patologia, Histologia, Oftalmologia... e Espiritualidade. Essas disciplinas, que podem parecer incompatíveis, à primeira vista, fazem parte de um mesmo currículo, na graduação de Medicina da UFF. Criada em 2017, como fruto de uma parceria entre o urologista e professor da UFF, Genilson Ribeiro, e seu colega médico, Sérgio Felipe, “Medicina e Espiritualidade” é parte de um esforço em incorporar na formação dos futuros médicos um olhar humanizado em relação ao paciente e à possibilidade de ressignificação da doença.

A UFF sediou, nos dias 29 e 30 de novembro, o Seminário Internacional “Reformas Sanitárias Italiana e Brasileira: trajetórias e perspectivas”, no qual foi debatido o projeto de instalação de uma “unidade de cuidados intermediários” em Niterói, entre outras questões. A iniciativa se deu como parte de uma parceria entre a universidade, a Secretaria de Saúde da cidade e o Serviço Social Sanitário da região de Emilia Romagna, em Bolonha (Itália) e acarretará na captação de uma verba de oitenta mil euros derivada do acordo de cooperação entre os países.

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