Música - Centro de Artes da UFF

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Atualizado: 3 horas 40 minutos atrás

OSN Popular Ary Barroso

qua, 03/04/2019 - 11:37
Homenagem a Ary Barroso

Rafael Barros Castro
(maestro, pianista, compositor e arranjador)
Iniciou os estudos musicais durante a infância, aos oito anos de idade no IMCP (Instituto dos Meninos Cantores “Canarinhos” de Petrópolis), onde recebeu as primeiras lições de teoria musical, canto, flauta doce e piano. Durante a juventude prosseguiu os estudos de teoria, harmonia e piano, dedicando-se integralmente a música. Na Pro-Arte (RJ), formou-se em técnica de regência com Carlos Alberto Figueiredo, e os estudos de aperfeiçoamento em piano ficaram sob a orientação da pianista Maria Teresa Madeira. Ingressou na UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), onde obteve o diploma de bacharel em regência orquestral na classe do Prof. Dr◦. Ricardo Tacuchian, e nesse mesmo período realizou estudos de piano e repertório de câmara com a Prof.Dra. Ruth Serrão. No ano de 2002 foi laureado com o prêmio Bianca Bianchi de música de câmara em Curitiba-PR, como pianista do Duo Dassié-Castro (violão e piano). Recebeu do maestro eslavo Anton Nanut primorosas lições sobre técnicas de regência e repertório orquestral, e com isso ampliou o seu repertório de obras sinfônicas que hoje compreende um grande número de sinfonias clássicas até os principais compositores do século XX.

Desde 2005 é maestro titular e diretor artístico da OSRJ – Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro, e foi responsável pela estreia de importantes obras, com destaque para: Camargo Guarnieri (Cantata Colóquio), Xavier Benguerel (As sete Fábulas de La Fontaine), montagem completa da obra “A História do Soldado” de IgorStravinsky, com narração, cena e dança (Teatro Municipal do Rio de Janeiro, 2007). Com a OSRJ vem realizando um trabalho sólido de difusão e acesso a música de concerto nacional e internacional, e também da música popular brasileira. Regeu como maestro convidado a OSN – Orquestra Sinfônica Nacional (UFF), a Orquestra Sinfônica da UNIRIO, Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRJ (ORSEM), e Orquestra do projeto Multiplicidade (Oi Futuro). Destaca-se também como compositor de obras clássicas e populares, com execução frequente no Brasil e no exterior. No cinema colaborou como arranjador no premiado curta metragem americano HYPERGLOT (2014). No ano de 2015 lançou o seu primeiro CD autoral intitulado Rafael Barros Castro, com participações de: Elba Ramalho, Danilo Caymmi, Wilson das Neves, Rody da Mangueira, Jaime Alem e OSRJ. Colaborou com a editora Irmãos Vitale como consultor técnico na edição do Manual Ilustrado dos Instrumentos Musicais, Ed. Irmãos Vitale, 2009.

17 e 18 de Abril de 2019
Quarta e Quinta | 19h30
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$ 14 | R$ 7 (meia)

Categorias: Centro de Artes

SIMUPE 2019

seg, 01/04/2019 - 15:30

III Simpósio de Música e Pesquisa da Orquestra Sinfônica Nacional UFF
A música brasileira – olhares e abordagens

A Universidade Federal Fluminense, por meio do Centro de Artes UFF, realiza a terceira edição do Simpósio de Música e Pesquisa da Orquestra Sinfônica Nacional. Um evento idealizado com o propósito de contribuir com a articulação entre performance musical e pesquisa em Artes, o SIMUPE busca integrar o corpo orquestral, suas ações de pesquisa no âmbito acadêmico e vivências que fomentam o pensamento reflexivo junto à comunidade.

Por ser um campo de diálogo aberto, o SIMUPE recebe, além dos pesquisadores, o público em geral. Assim, não se restringe apenas à comunidade acadêmica, proporcionando aos palestrantes o desafio de difundir seus trabalhos através de uma linguagem acessível, em um processo colaborativo com outros pesquisadores e de troca intensa com a comunidade.

Trata-se de um projeto que se renova a cada edição e que permite a proposição de novos processos de produção, sempre mantendo estruturalmente a formação de mesas de debates e incentivando a troca de experiências no campo da música.

A pluralidade de temas e metodologias de pesquisa permite ainda que se constitua um ambiente democrático, incentivado pela diversidade dos pesquisadores em música de diferentes estados do país.

Nesta terceira edição, o SIMUPE tem como temática a música brasileira nas suas diversas manifestações, não se restringindo apenas à música de concerto, mas construindo uma narrativa inclusiva e ampliada, intimamente relacionada com sua missão institucional.

Pesquisadores convidados de diferentes regiões do país abordarão perspectivas diversas sobre o fazer musical, desde elaborações sobre o mercado de trabalho e manutenção de acervos até a realização de performances e métodos de ensino-aprendizagem. Palestras e recitais-conferência também compõem a programação, contando com a participação de um público amplo, tendo a Orquestra Sinfônica Nacional e o Centro de Artes UFF como anfitriões de um cancioneiro brasileiro de pesquisas.

PROGRAMAÇÃO

Dia 24, QUA

9h

Mesa de Abertura
Palestra com membros da OSN e boas-vindas da coordenadora de música do Centro de Artes da Universidade Federal Fluminense, Juliana Amaral.

Recital Conferência –  Camerata de Esquina (UniRio/RJ)
Viver de Música Brasileira no Brasil sob a Perspectiva de Jovens Cameristas
O recital-conferência visa apresentar os desafios enfrentados por jovens cameristas universitários que optam por enfatizar o repertório brasileiro em seu programa artístico, levantando questões que fomentam profunda reflexão sobre a recepção da música brasileira nos diversos setores da sociedade. Com três anos de experiência em concertos nacionais e internacionais, a Camerata de Esquina expõe a sua      visão empírica acerca do espaço que a música do Brasil ocupa e os desdobramentos que essa posição acarreta.

Programa
Francisco Mignone – 2ª Seresta para quarteto duplo de cordas
Carlos Gomes – Sonata para cordas, 3° movimento

9h30

Mesa 1 – A música brasileira entre estilos e identidades
Dra.Regina Meirelles (UFRJ/RJ)
A Legitimidade Estética da Música Popular: Do Samba ao Hip-hop no Rio De Janeiro
No atual panorama cultural brasileiro, a produção musical é forçada a repensar seus parâmetros e até mesmo sua função social. É nesse contexto sócio-econômico de grandes mudanças sociais e crises identitárias que o século XXI desenha seu espaço para a produção cultural e para as novas formas de resistência política e cultural. Nesse espaço as expressões artísticas vindas da periferia das grandes cidades vêm surpreendendo com formas mais agressivas de comunicação, demonstrando o desejo de responder ao acirramento da intolerância racial, à exclusão social e às taxas de desemprego causadas por mecanismos econômicos e culturais globalizados, com formas muito mais contundentes. Sublinhar formas básicas e conceitos rítmicos de organização afro-brasileiros não significa expressar um ideal da tradição, pensada como material em estado bruto, ou como repertório musicológico do qual a cultura e seus sujeitos escolhem os elementos que traduziriam sua “identidade”. Significa salientar os processos estilísticos de (re) significação, transformações textuais e musicais, derivados de todos os cruzamentos possíveis de significados e significantes, em estados de transformação, inclusive estética, que passam pelo corpo e pelo comportamento. Esse artigo propõe uma reflexão sobre a produção musical da periferia, seja pelo aspecto do impacto de sua presença na mídia, ou como fator de inclusão social, sem deixar de lado a análise de seus aspectos estéticos, musicais e comunicacionais.

Dra. Ana Paula Lima Rodgers (UFRJ/RJ)
Orquestra das Flautas Sagradas: Simultaneidade  e Micro-diferença na Música Ritual dos Enawene Nawe
Os Enawene Nawe São Um Povo Indígena Falante de língua aruaque e habitante do sul da Amazônia Legal, ao noroeste do estado de Mato Grosso. Suas cerimônias rituais ostentam uma cultura musical excepcionalmente efervescente, a qual está instrinsicamente conectada com os ciclos ecológicos de provimento de alimentos e recursos materiais em geral. Toda essa intensidade levou o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) a registrar o principal rito enawene nawe (Iyaõkwa) como Patrimônio Cultural do Brasil em 2010. A situação contudo é dramática do ponto de vista do assédio que vêm sofrendo os povos indígena no Brasil e seus territórios, motivo por que em 2011 a UNESCO incluiu o bem imaterial numa Lista de Salvaguarda Urgente, reunindo registros de patrimônio cultural do mundo inteiro. Minha pesquisa de quase 20 anos participou ativamente desse e de outros processos importantes para os Enawene Nawe em sua história recente, tendo em vista seu foco sobre a música, tema infelizmente ainda incipiente dentre os estudos antropológicos sobre os povos nativos da América do Sul.

Para esta comunicação, apresentarei um rápido panorama do funcionamento do sistema ritual, que é definido em grande medida por determinados conjuntos de instrumentos musicais e classes de repertório a eles atinentes. No cerne desse sistema cerimonial e musical está uma dinâmica contínua de micro-diferenciação rítmico-melódica de grande sutileza e importância para este regime estético.

Dra. Mariana Salles (UniRio/RJ)
Sistema de Ferramentas para a construção do Interpretações Musicais.
Este palestra é um recorte da tese “Ciência na Arte- Arte na Ciência: aplicação de conceitos técnico-interpretativos e didáticos em obras para violino e piano de Marcos Raggio de Salles”. Tratamos aqui das questões relativas ao estudo da interpretação e sonoridade nos instrumentos de cordas, notadamente o violino, passíveis de manipulação consciente, expostos em forma de gráfico para permitir a visualização panorâmica da organização de seus vários elementos.

Performance artística / Programa
Cláudio Santoro – Sonata para violino solo
Prelúdio
Allegro con brio
Lentamente
Allegro gracioso

12h

Recital de abertura
Música Popular Brasileira Instrumental
Andrea Ernest Dias – flautas (RJ)
Pedro Fonseca – piano (RJ)
Miguel Dias – baixo elétrico (RJ)

Programa
Tom Jobim
Passarim
Suíte para Gabriela

Edu Lobo
Vento Bravo

Pixinguinha
Rosa

Moacir Santos
Maracatu Nação do Amor: Coisa n.2
Coisa n.4

Miguel Dias
Para Deda

Dorival Caymmi Suíte
É doce morrer no mar
Morena do Mar
Pescaria

Dia 25 , QUI

9h

Mesa 2 – A herança do fazer musical, uma abordagem educativa e inclusiva
Dra. Ermelinda Paz (UFRJ/RJ)
Pedagogia Musical Brasileira nos Séculos XX E XXI: Um Breve Panorama
A palestra abordará os primeiros passos da concepção e desenvolvimento da pesquisa sobre ‘As correntes pedagógico-musicais brasileiras’ entre 1983 e 1990 – com a inserção de propostas metodológicas  surgidas a partir da década de 30 do século XX  e publicada em 1992 pelo Cadernos Didáticos da UFRJ – , passando pela 1. ed. do livro Pedagogia Musical brasileira no século XX, datada do ano 2000  e a última edição de 2013, onde são aduzidas algumas outras relevantes propostas e metodologias  que eclodiram no limiar do século XXI e sua repercussão no cenário da Educação Musical da atualidade.

Alessandra Alexandroff Netto (Projeto Música nas Escolas/RJ)
PROGRAMA ORQUESTRA NAS ESCOLAS – MÚSICA INSTRUMENTAL NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
O Programa Orquestra nas Escolas é uma ação da Rede Pública da Secretaria de Educação da Cidade do Rio de Janeiro. Criada em 2017, atende alunos das escolas municipais do Rio de Janeiro no contraturno e pós-turno com aulas de música por intermédio do canto coral e de instrumentos como cordas friccionadas, sopros (madeira e metais), percussão, flauta doce e cordas dedilhadas. O aluno participa de aulas de semanais centralizadas na união da teoria com a prática musical, com aulas coletivas de seu instrumento e momentos de Prática em Conjunto, desenvolvendo e exercitando nestas ações, seu desenvolvimento musical, participação social e valores como solidariedade, responsabilidade, autonomia, cidadania e protagonismo. Desta forma, a Música é trabalhada como um processo pedagógico, potencializando as ações de ensino e aprendizagem, ampliando as possibilidades de desenvolvimento do ser humano, bem como criando possibilidades de uma possível integração do jovem, futuramente no mundo do trabalho.

10h

Mesa 3 – Falando a partir do som: Língua, linguagem e música
Lucas Ciavatta (PUC/RJ)
A ALFABETIZAÇÃO MUSICAL — REFLEXÕES E PROPOSTAS
Algumas pessoas consideram a alfabetização musical com algo extremamente desejável num processo de educação musical — alguns até arriscariam classificá-la como fundamental. No entanto, conhecemos, no Brasil e mundo afora, excelentes músicos realizando músicas de grande complexidade sem serem alfabetizados musicalmente. Somado a isso, todos nós conhecemos músicos extremamente dedicados à leitura que apresentam, em determinadas situações, ou mesmo regularmente, preocupantes fragilidades musicais. Partindo de algumas situações vividas em diferentes contextos musicais, envolvendo a presença ou ausência da alfabetização musical, pretendo expor algo da complexidade que vejo neste processo tão importante e por vezes tão pouco discutido.

Milena Arca Nunes da Matta (Colégio Pedro II/RJ)
ENSINO DE MÚSICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: UM PROCESSO DE FAVORECIMENTO ALFABÉTICO
O trabalho apresenta uma abordagem prática educacional de intervenção (SANNINO E SUTTER, 2011) do professor de música na educação básica, feita no Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) Presidente Samora Machel, durante o segundo semestre de 2017 e desenvolvida junto ao Programa de Residência Docente, vinculado à Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Cultura do Colégio Pedro II. Parto do seguinte questionamento: como um professor de música pode favorecer um processo de alfabetização? Utilizo o livro de jogos musicais escrito pelo músico Estevão Fernandes, o contador de história Chico Marques e o pedagogo Carlos Nadalin e as três estratégias alfabéticas de Frith (1985). O texto encerra-se com o breve relato de minhas práticas, bem como, os resultados obtidos no processo de favorecimento alfabético.”

11h

Mesa 4 –  Música brasileira e memória: as reminiscências do som
Charlene Neotti (UFRJ/RJ)
ACERVOS MUSICAIS E AS ESTRÉIAS DO REPERTÓRIO DE MÚSICA BRASILEIRA
Um conjunto sinfônico ou de câmara lança-se anualmente ao trabalho de programar seus concertos, escolhendo seu repertório e avaliando o material disponível. Enquanto o acesso a partituras é um fator determinante desse processo, por outro lado, temos um volume considerável de fontes musicais acumuladas em orquestras, bibliotecas, Secretarias de Cultura, museus e coleções privadas, aguardando o seu tratamento, editoração e disponibilização. O lugar “acervo” é portanto um vasto “campo de trabalho” da musicologia, que aliada a arquivística apresentam novas possibilidades para a performance e exigem novas habilidades aos músicos. Nessa comunicação, o tratamento das fontes musicais e documentais contidas no Acervo Renee Devrainne Frank, acondicionada na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, guiará um percurso através dos múltiplos fatores do trabalho de campo, apoiado nos conceitos de Bruno Nettl.

Fátima Gonçalves (TMRJ/RJ)
DOCUMENTAÇÃO E ACESSO, VIA INTERNET, DOS PROGRAMAS DE ESPETÁCULOS DO PRIMEIRO CINQUENTENÁRIO DO THEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO (1909 A 1959)
A notícia da divulgação da documentação relativa aos programas de espetáculos referentes aos primeiros cinquenta anos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (1909 a 1959) motivou diversas matérias na mídia impressa, radiofônica e televisiva do país. Afinal, uma das instituições culturais mais importantes do Brasil, no ano das comemorações dos seus 110 anos, agraciou seu grande público e, em particular, os pesquisadores, com mais de 8.000 documentos que registram a memória desse lugar majestoso de expressão das artes cênicas. Ao longo de quatro anos, a equipe do Centro de Documentação do Theatro Municipal se empenhou para tratar tecnicamente o acervo de programas, cuidando de sua organização, catalogação, higienização e digitalização e acondicionamento. As informações e as imagens foram catalogadas numa base de dados comum a diversas instituições de memória do Estado do Rio de Janeiro: o SISGAM – Sistema de Gerenciamento de Acervos Museológicos. Esta plataforma é ampla e administrada pela Coordenação de Acervos da Superintendência de Museus da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro. Como uma das instituições que integram o SISGAM, o Centro de Documentação do Theatro Municipal adequou a plataforma a suas necessidades e, através da área do setor existente no sítio eletrônico do teatro – www.theatromunicipal.rj.gov.br , os documentos foram disponibilizados para consulta em janeiro de 2019. O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, inaugurado em 14 de julho de 1909, se afirmou como um lugar estratégico para as apresentações das companhias líricas e teatrais europeias, já que as turnês costumavam trafegar pelas principais cidades da América do Sul. Grande parte das temporadas dessas companhias e seus respectivos repertórios, artistas, músicos e maestros estão agora disponíveis no site, assim como os programas de teatro, balé, ópera, os de recitais e de concertos. Merecem destaque as apresentações de Arthur Rubinstein, Magdalena Tagliaferro, as óperas e concertos com regência de Heitor Villa-Lobos, Francisco Mignone, além dos concertos da Sociedade de Concertos Sinfônicos regidos pelo grande compositor e maestro Francisco Braga e os da OSB, regidos por Eleazar de Carvalho.É verdadeiramente, uma viagem virtual pela história dos grandes espetáculos oferecidos

Dr. André Cardoso (UFRJ/RJ)
TRAZENDO À LUZ A OBRA DE JOSÉ SIQUEIRA A PARTIR DA ORGANIZAÇÃO DE SEU CATÁLOGO DE OBRAS
José Siqueira (1907-1985) foi um dos mais ativos músicos brasileiros do século XX. Sua importância pode ser avaliada não só por seu extenso catálogo de obras como também por sua atuação em instituições como a Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Orquestra Sinfônica Nacional, a União dos Músicos do Brasil e a Ordem dos Músicos do Brasil, dentre outras. Após seu falecimento em 1985, sua obra ficou praticamente inacessível, sendo mantida em repertório a partir de um pequeno conjunto de peças constantemente executadas, cujas partituras se encontravam com alguns intérpretes e orquestras. A presente comunicação relata o processo de transferência do acervo de José Siqueira para a Biblioteca Alberto Nepomuceno da Escola de Música da UFRJ por doação da família do compositor, de organização do material, que possibilitou o conhecimento do conjunto total de sua produção, e de digitalização dos manuscritos e organização de seu catálogo de obras em projeto desenvolvido em parceria com a Academia Brasileira de Música. Apresenta, por fim, um levantamento quantitativo sumário das obras de José Siqueira por meio de execução.

12h

RECITAL  CONFERÊNCIA – Quarteto Kalimera (RJ)

Programa
Quarteto de Cordas n 4 – “Trópico de Capricórnio”
Dedicado a Fátima Tacuchian
1.Moderato (Tristes Trópicos)
2. Moderato. Allegro Vivace (Trópicos Emergentes)

Trópico de Capricórnio é um círculo imaginário de latitude mais ao sul do globo terrestre, no qual o sol aparece verticalmente ao meio dia. Este fenômeno ocorre uma vez por ano (solstício de dezembro). O círculo cruza três oceanos, três continentes e dez países (Brasil, Paraguai, Argentina, Chile, Austrália, Madagascar, Moçambique, África do Sul, Botsuana e Namíbia). Alguns destes países, tradicionalmente colocados à margem da história, estão, agora, no século XXI, assumindo um novo papel no mundo globalizado. Em seu quarto Quarteto de cordas no 4, o compositor optou por uma linguagem musical mais eclética, evitando certo maneirismo folclórico que o título poderia sugerir. A obra apresenta apenas dois movimentos: o primeiro mais calmo e introspectivo (“tristes trópicos”) e o segundo mais movido (“trópicos emergentes”). Ambos os movimentos apresentam uma grande economia de material temático.

O Quarteto de cordas no 4 “Trópico de Capricórnio” foi encomendado pela Funarte para ser estreado na XIX Bienal de Música Brasileira Contemporânea, em 2011.

 

Dia 26, Sexta

9h

Palestra
Dr. Eric Campos Alvarenga (UFPA/PA)
Doutor em Psicologia e professor do curso de Psicologia da Universidade Federal do Pará, desenvolvendo atividades relacionadas à Psicologia do Trabalho, Saúde do Trabalhador e Saúde Coletiva.

A CORAGEM DE TRABALHAR COMO MÚSICO DE UMA ORQUESTRA SINFÔNICA
Esta pesquisa analisa o que músicos da Orquestra Sinfônica da Amazônia de uma cidade da região norte do Brasil dizem em relação ao seu trabalho, verificando possíveis aspectos produtores de prazer e sofrimento psíquico. Psicodinâmica do Trabalho é o aporte teórico central. Ela estuda a saúde psíquica no trabalho, dando prioridade para a inter-relação entre sofrimento psíquico e as estratégias de mediação mobilizadas pelos trabalhadores para suportar o sofrimento e transformar, quando possível, o trabalho em fonte de prazer. Aqui foi utilizada uma análise metodológica qualitativa, fazendo uso de entrevistas individuais e coletivas como método de acesso à subjetividade dos trabalhadores. Nove músicos fizeram parte desse estudo. As entrevistas foram feitas com base na técnica específica de pesquisa e intervenção da Psicodinâmica do Trabalho, por meio de um roteiro semiestruturado. Utilizou-se a técnica de Análise de Núcleo de Sentido para examinar o material registrado. Com base nos resultados, é possível afirmar que a organização do trabalho destes músicos segue uma tradição secular e rígida, onde há pouco espaço para autonomia. Como há raro espaço para adequar as normas da organização do trabalho a seus desejos e necessidades, os músicos vivenciam sofrimento. Diante deste sofrer, “ser humilde” e assim, abrir mão de seus modos de interpretar as obras, é uma das estratégias coletivas para lidar com o dia-a-dia do trabalho. Sua atividade artística tem um grande poder de sublimação, sendo este o seu maior aliado para transformar o sofrimento em prazer.

 

10h

Mesa 5:  A busca da possível brasilidade no diálogo entre as culturas plurais
Dr. Pedro Belchior (UFF/RJ)
“SOU O MAESTRO DO MUNDO”: HEITOR VILLA-LOBOS (1887-1959) E A DIPLOMACIA MUSICAL BRASILEIRA
A comunicação pretende discutir o papel do compositor Heitor Villa-Lobos (1887-1959) na diplomacia musical do Brasil entre as décadas de 1920 e 1950. O conceito de diplomacia musical busca definir as forças sociais – artísticas, intelectuais e políticas – envolvidas na estratégia de difusão da música brasileira no exterior, bem como os sucessos e as contradições dessa estratégia. Os objetivos de pesquisa articulam-se a um problema central: Villa-Lobos construiu para si a autoimagem de missionário, uma espécie de catequizador capaz de converter, por meio da música, uma massa inculta em um povo qualificado para uma nação civilizada e moderna. A linguagem musical serviria, nessa perspectiva, como instrumento para o progresso material e intelectual da nação. A instrumentalização da linguagem musical manifestou-se, na trajetória de Villa-Lobos, em duas vias: a pedagógica – por meio do programa de educação musical implementado ao longo do governo Vargas (1930-1945) – e a diplomática – especialmente a partir da década de 1930, quando Villa-Lobos atuou como missionário da música e emissário de Vargas em países da América e da Europa. Heitor Villa-Lobos ajudou a criar, no exterior, a imagem de um Brasil pujante, vigoroso, ao mesmo tempo primitivo e moderno. Trata-se, portanto, de uma dupla instrumentalização da música: educar a população no nível doméstico e construir no exterior a imagem de um Brasil novo. A comunicação discute o processo pelo qual Villa-Lobos se tornou o principal diplomata musical brasileiro e como essa atividade expressou interesses do Estado (em especial o Itamaraty) e dos músicos eruditos, além, é claro, dos interesses pessoais e profissionais do próprio compositor, cioso de conquistar novos mercados, para além do reduzido campo da música erudita no Brasil.

Spirito Santo (RJ)
ORGANOLOGIA AFRICANA E DECULTURAÇÃO MUSICOLÓGICA NO RIO DE JANEIRO
A progressiva perda do know how da produção de artefatos e utensílios diversos (inclusive instrumentos musicais) por parte de africanos na Corte e no interior da província do Rio de Janeiro, ocorrida, mais acentuadamente na virada do século 19 para o 20, pode ter sido um reflexo direto de um processo deliberado de deculturação, iniciado com o translado de milhões de africanos para o Sudeste do Brasil;

Este aspecto, apesar de ser dramático e muito relevante para a compreensão da cultura brasileira como um todo, já que formada também, em enorme medida por matrizes culturais africanas, tem sido pouco considerado pelos estudiosos em geral.

O fenômeno da proliferação inicial de uma inusitada e exuberante África sinfônica em plena Corte escravista, pode estar ligado, diretamente a alta rotatividade de escravos na Corte do Rio, ponto de concentração e baldeação – às vezes caótica – de escravos para as províncias vizinhas, situação que enseja a fixação de alguns desses escravos aqui mesmo, na Corte, utilizados em serviços típicos das grandes cidades da época, tarefas que permitiam algum lazer ou fruição artística para a prática de artesanatos e manufaturas, por parte de alguns artesãos ou músico-artesãos especialistas. 

A proposta da fala que proponho para o evento, ilustrada com alguns exemplos dessa organologia africana citada, é, portanto, expor, abordar esse tema de forma bem preliminar.

 

Dr. Pedro Mendonça (Colégio Pedro II e UFRJ/RJ) / Lucas Assis (UFRJ/RJ)
FUNK CARIOCA, RAP E SARAU: ATUAÇÕES ACÚSTICAS DA JUVENTUDE NEGRA URBANA
A proposta consiste em apresentar de maneira breve práticas sonoro-musicais contemporâneas protagonizadas pela juventude negra moradora de periferias das grandes cidades, em especial o Rio de Janeiro. Entendemos os bailes funk, as rodas de rima (Rap) e os Saraus negros como espaços de produção de saber, construídos sob bases de epistemológicas próprias e protagonizados por uma juventude, negra em sua maioria, cada vez mais ciente de seus direitos e das opressões que sofrem. Estas práticas possuem no nosso entender um lugar descolonizador, apresentando referências, práticas e teorias afroperspetivistas elaboradas em diáspora, e por isso são constantemente criminalizadas. Nossa ideia é abrir um debate sobre as potências performáticas, criativas, políticas e educacionais destes espaços.

Recital Conferência
Afrotelúricos
Afrotelúricos busca resgatar a essência de nossa Ancestralidade por meio do canto, da tradição oral, da dança e da percussão. Através de novos arranjos baseados em uma extensa pesquisa de obras musicais que fizeram parte da memória popular, o grupo leva ao palco um repertório alinhado às mais puras manifestações negras do país. Afro é tudo que nasce do ventre e da herança de África; Telúrico é o que vem da terra, somos filhos da terra. Por isso a necessidade de valorizar os saberes e fazenças dos nossos antepassados. Temos um repertório vasto que passeia pela cultura popular brasileira.
Nossas grandes referências são Clementina de Jesus, Djalma Correa, Os Afrosambas e o disco Canto dos Escravos. Percussão, violão e voz promovendo a tríade: canto, batuque e dança por meio da circularidade e das tradições orais. É o reencontro entre os Elementos da Natureza e das Esferas Místicas dos Orixás, do lúdico com os Brincantes e outros. Nossas pesquisas nascem do Canto dos Escravos universo lírico dos Vissungos, antigos mineradores africanos da região de Minas Gerais e se estende por toda cultura popular afro-brasileira.

FORMAÇÃO: Ana Rosa: Cantora, contadora de histórias e dançarina de ritmos da Cultura popular, Victor Hugo Rosa: Violonista, Nelci Pelé: Percussionista e Viny Fox: Percussionista, capoeirista e dançarino.
DIREÇÃO MUSICAL: Rodrigo Maré Souza  – PRODUÇÃO: Nathalia Grilo

Dia 27, Sábado

9h
PALESTRA: OSCAR GUANABARINO E AS POLÍTICAS CULTURAIS
Maria Aparecida dos Reis Valiatti Passamae (Orquestra Sinfônica do Espírito Santo-OSES/ES)
Oscar Guanabarino foi um ícone da crítica de arte, notadamente da crítica musical, desde as últimas décadas do séc. XIX até fins da Primeira República (1889 – 1930). Abordou diferentes assuntos ligados às artes em seus artigos críticos, inclusive as políticas culturais da sua época. Esta palestra propõe apresentar esses citados aspectos da produção crítica no contexto da obra Oscar Guanabarino e sua produção crítica de 1922. De sua perspectiva, a programação comemorativa do Centenário da Independência, em 1922, era o fato cultural mais relevante daquele ano. Nesse sentido, avaliou a infraestrutura montada para as comemorações do Centenário. O cenário artístico geral foi também objeto de análises de temas relacionados ora com a infraestrutura física da área artística ora com o desenvolvimento ou manutenção das estruturas dos recursos humanos para a produção da arte no mundo e no Brasil. Nessa linha, busca analisar também iniciativas de subvenção tanto estatais como privadas. Guanabarino observa que muitas óperas foram retiradas do repertório das temporadas por falta de cantores adequados. Quanto à infraestrutura, uma das principais questões, segundo o crítico, é de saúde pública: a febre amarela vitimou muitos artistas. Neste contexto, as dificuldades para a produção de eventos, como o do Centenário da Independência, eram enormes e tratava-se de avaliar a capacidade do Rio de Janeiro de manter uma estrutura autônoma para suas temporadas líricas. Nessa perspectiva, há, portanto, três linhas possíveis de reflexão: a primeira é uma análise da demanda; a segunda, a dos recursos humanos; e a terceira, a análise da infraestrutura física. Para implantar um programa autossuficiente, seria imprescindível adensar a demanda de tal forma que se obtivesse a massa crítica necessária para tornar o programa comercialmente rentável. Assim, apresenta um procedimento – ou modelo de gestão – que viabilizaria comercialmente o empreendimento. O contrato da prefeitura, contudo, era tão oneroso que precisaria de uma revisão sob pena de inviabilizar as temporadas musicais do Rio de Janeiro. Além disso, aborda a necessidade de uma orquestra profissional para a cidade. Tampouco se limitou ao Teatro Municipal. Analisa específica e oportunamente os locais dos grandes concertos no Rio de Janeiro numa avaliação geral da infraestrutura física dos equipamentos culturais da cidade. A formação de recursos humanos para a consolidação de um polo cultural permanente no Rio de Janeiro era questão fundamental. Guanabarino julgava absolutamente necessário o desenvolvimento técnico para o estabelecimento de, pelo menos, uma grande orquestra nacional no padrão das orquestras profissionais europeias. É nessa perspectiva que Guanabarino declara apoio à resolução da Câmara de Vereadores do Rio (o Conselho Municipal) que concede uma subvenção de 800 contos para a Sociedade de Concertos Sinfônicos. Seu apoio irrestrito à subvenção do governo municipal objetivava a profissionalização da Orquestra do Rio. Por fim, a infraestrutura física existente.

09h30

Mesa 6: A música e os aspectos sociais, abordagens, críticas  e o mercado de trabalho para a performance
Dra. Valéria Pilão (Uninter e UTP/PR)
A LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA E O PROCESSO DE ACUMULAÇÃO DO CAPITAL
Ao se debruçar sobre a produção artística no Brasil com o intuito de desvendar  o seu processo de fomento, necessariamente, o pesquisador se defrontará com as leis de incentivo à cultura que atualmente estão presente nos diferentes níveis do pacto federativo, ou seja, municipal, estadual e federal. Na presente apresentação destacar-se-á a lei de incentivo federal, a Lei nº 8.313/91, popularmente conhecida como Lei Rouanet. Esta lei ao ser executada medeia a relação entre as produções (produtores) artístico-culturais e as empresas. Estas últimas utilizam-se da renúncia fiscal oferecida pelo Estado para inicialmente promover sua marca. Mas se equivocam os que acreditam que o interesse na lei encerra-se na renúncia obtida. A pesquisa realizada sobre a Lei de incentivo durante os anos de 2003-2013 demonstrou que esta política pública de caráter neoliberal (crescentemente incrementada durante as gestões petistas) está alinhada ao momento de acumulação do capital com predominância financeira e que os setores com tendências à concentração de capital são os diretamente beneficiados com a intensificação da mercantilização da cultura. Reconhece-se, por meios dos dados analisados, que há um movimento de centralização na utilização da lei de incentivo em determinados setores da economia brasileira – 12 deles concentram 79,03% de todo o montante destinado pela lei ao fomento cultural – e nesses setores há novamente um movimento de centralização dos recursos em poucas empresas concorrentes. Assim, a lei de incentivo ao ser aplicada contribui de forma institucionalizada para os processos de produção e reprodução do capital tanto de setores nacionais como internacionais e especulativos.

Dra. Luciana Requião (IEAR/UFF e UNIRIO/ RJ)
“CANTANDO NO TORÓ”: UMA PERSPECTIVA CRÍTICA ACERCA DO PAPEL DA CULTURA NO CAPITALISMO TARDIO E A SUPEREXPLORAÇÃO DO TRABALHO NO MEIO MUSICAL
Nos últimos 15 anos venho buscando compreender as formas como a cultura – e o trabalho daqueles que atuam nesse setor – vem sendo apropriada por mecanismos de exploração próprios à atual fase do modo de produção capitalista. Como objeto específico de pesquisa, venho desenvolvendo estudos junto a músicos vinculados ao Sindicato dos Músicos do Estado do Rio de Janeiro (SindMusi) com o intuito de compreender a realidade em que vivem e trabalham. Através deste estudo busco subsídios para a compreensão da realidade do trabalho do músico – em geral informal e precarizado – frente aos números apresentados pelas estatísticas oficiais que apontam para “dados promissores” do setor para a economia brasileira.

Bernardo Fantini (Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro/RJ)
CAMINHOS DA PESQUISA ATUAL NA PERFOMANCE E ENSINO DE MÚSICA CONTEMPORÂNEA PARA VIOLA NO BRASIL: UMA PERSPECTIVA
A palestra a ser apresentada propõe-se a traçar um pequeno quadro da pesquisa em relação ao repertório contemporâneo para viola , ensino e aplicabilidade de literatura já existente abordando questões relativas a técnicas estendidas para o instrumento. Em relação à viola, apesar do escasso material apresentado em termos de escrita pós- tonal utilizado no Brasil, alguns pesquisadores já estão atentos às possibilidades que uma incipiente metodologia relacionada ao tema pode trazer em benefício para a técnica dos violistas brasileiros. É o caso do método Viola Spaces (2009), do compositor e violista Garth Knox (1956), objeto do artigo dos pesquisadores Martinêz Gelimberti Nunes e Carlos Aleixo dos Reis: “A performance de técnicas estendidas a partir dos estudos Viola Spaces de Garth Knox e sua aplicabilidade na Sequenza VI de Luciano Berio”. Pretendo apresentar minha contribuição para a pesquisa neste campo, aprofundando a formação dos intérpretes violistas ao longo da trajetória do curso de viola na UFRJ e a pesquisa sobre a introdução da escrita pós-tonal entre os músicos dedicados à viola hoje, em especial relativa ao método Viola Spaces de Knox como contribuição ao enriquecimento da performance em música contemporânea da viola.

11h

Mesa 7: Território, música e nacionalidade: uma articulação possível?
Raul D’oliveira (Orquestra Sinfônica Nacional UFF/RJ)
CATÁLOGO DE GRAVAÇÕES E PERIÓDICOS: A ORQUESTRA SINFÔNICA NACIONAL EM 1965
Defendida por este autor em 2013, a dissertação de mestrado intitulada A Orquestra Sinfônica Nacional e sua história: catálogo comentado das gravações realizadas pela Rádio MEC entre 1961 e 1963 é o ponto de partida para a presente palestra. Na primeira edição do SIMUPE apresentamos a sequência do catálogo de gravações da orquestra com foco em 1964. Desta vez a pesquisa avança para o ano de 1965, descrevendo as gravações realizadas, e revelando as ações institucionais desenvolvidas pela Rádio Ministério da Educação e Cultura – à qual a OSN era vinculada – no sentido da difusão da música brasileira de concerto. Os periódicos Correio da Manhã e Jornal do Brasil são as fontes primordiais da investigação, que também aponta um cenário de crise no campo da música sinfônica no então Estado da Guanabara.

Dra. Angelica Lovatto (UNESP – Marília/SP)
POLÍTICA E NACIONALISMO NA CULTURA BRASILEIRA: A EXPERIÊNCIA DOS CADERNOS DO POVO BRASILEIRO
O objetivo desta exposição é resgatar a importância que o nacionalismo teve para a cultura brasileira no auge dos anos 1960-64 e a necessidade de atualizar a discussão do nacional-popular hoje. Radicalmente interrompida com o golpe de 1964, uma Coleção muito importante foi esterilizada e suprimida da cultura brasileira nos anos que se seguiram à ditadura. Era um Brasil contado pelo Cadernistas do ISEB (Instituto Superior de Estudos Braisleiros), com conteúdo histórico-político que tratava de temas como as possibilidades e o programa da revolução brasileira e da riqueza econômica e cultural que isso geraria para as gerações vindouras. Tudo acabou com o golpe. Por que trazer de volta os Cadernos do Povo Brasileiro? Para reavivar nossa memória e nossa cultura e avançar numa direção superadora, que valorize a originalidade ainda pouco (re)conhecida em nosso país.

12h

Recital Conferência
Ana de Oliveira e Sérgio Ferraz (RJ)
MÚSICA INSTRUMENTAL BRASILEIRA E DO MUNDO PARA VIOLINOS, RABECAS, GUITARRAS E OUTROS SONS.
A violinista Ana de Oliveira e o compositor e multi-instrumentista Sérgio Ferraz se encontraram em 2018 durante o MIMO Festival em Olinda. A partir deste encontro casual, muitas ideias, experiências, anseios e histórias têm se transformado em música instrumental da melhor qualidade, unindo o violino contemporâneo da paulistana radicada no Rio de Janeiro Ana de Oliveira às múltiplas sonoridades do compositor, guitarrista e violinista pernambucano Sérgio Ferraz. O Duo aborda em sua estreia repertório de autores brasileiros com principal enfoque em obras pouco executadas de compositores que foram influências e são referências comuns aos dois artistas, como Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, Tom Jobim, Villa-Lobos, entre tantos outros.

24 a 27 de abril de 2019
9h às 13h
Cine Arte UFF
Rua Miguel de Frias,9 – Icaraí, Niterói – RJ
Inscrições gratuitas realizadas diariamente, no local do evento, a partir das 8h30
Os participantes receberão certificado de participação.

Categorias: Centro de Artes

Mona canta Dalva

seg, 25/03/2019 - 11:12

Depois de se apresentar, em 2018, nos teatros da UFF, Maison de France (RJ) e Municipal de Niterói, retorna ao Teatro da Universidade Federal Fluminense o musical Mona canta Dalva, onde a cantora Mona Vilardo presta sua homenagem à saudosa Dalva de Oliveira. O espetáculo ficará em cartaz por apenas dois finais de semana, dias 05, 06, 07, 13 e 14 de abril. E no sábado, 13 de abril, além da apresentação do espetáculo, Mona Vilardo mostra seu lado escritora, com o lançamento do livro infantil Dalva, minha vó e eu, que tem ilustrações de Mariana Erthal.

Nascida em 05 de maio de 1917, a cantora Dalva de Oliveira completou seus 100 anos de nascimento em 2017. Conhecida como “rouxinol brasileiro”, realizou mais de 400 gravações e sua voz está registrada em vários coros (backing vocals) dos discos de Carmem Miranda, Orlando Silva e Francisco Alves. Muito homenageada no teatro e na televisão, Dalva de Oliveira teve uma vida pessoal tumultuada, repleta de episódios tristes. Momentos esses que, muitas vezes, parecem ser cantados através de suas interpretações, tais como as de Folha morta, Ave Maria do Morro, Lencinho branco e As pastorinhas, entre outras. “Como não se lembrar, se emocionar e cantar junto essas canções interpretadas por Dalva?”, se pergunta a cantora Mona Vilardo.

O Trio de Ouro – Dalva de Oliveira começou sua carreira cantando no grupo Trio de Ouro, formado por Herivelto Martins e Raul Sampaio. Em “Mona canta Dalva”, o Trio de Ouro é, na verdade, um quarteto formado por Mona Vilardo (voz), Marco Lima (violão), Ayres D’Athayde (percussão) e Ricardo Nascimento (trompete).

Com as comemorações do centenário do seu nascimento, celebrado em 2017, a cantora e também atriz Mona Vilardo homenageia essa que foi uma das Rainhas do Rádio, com um repertório formado pelas principais canções que a elegeram como uma das maiores vozes do Brasil.

Mona Vilardo é cantora e atriz, formada em canto lírico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com larga experiência em teatro musical e canto coral, tendo excursionado pela Europa e Estados Unidos desde o início do seu aprimoramento vocal, aos 08 anos de idade.  Participou dos musicais Emilinha e Marlene – a Era do Rádio e Agnaldo Rayol – alma do Brasil. Enxerga, no repertório cantado por Dalva, a mistura técnica e vocal que está presente também no seu registro vocal e no seu repertório.

Supervisão Artística – Marcia do Valle

Marcia do Valle, em sua carreira de atriz, atuou sob a direção de Aderbal Freire Filho, Amir Haddad, André Paes Leme, Antonio Pedro Borges, Paulo Betti, entre outros. Também participou de novelas, minisséries, curta metragem e programas nas Tvs Globo e Record. Nos anos 90, atuou, escreveu, dirigiu e produziu espetáculos infanto-juvenis, alguns contemplados com o prêmio Coca-Cola e Mambembe e fez parte do grupo Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, dirigido por Aderbal Freire-Filho. Foi coordenadora do pioneiro Ciclo de Leituras Dramatizadas da Casa da Gávea, no RJ.

Em 2017, reestreiou seu solo teatral Um Ato! – peça poema com roteiro de seis autores-poetas e música de Pedro Gracindo. Atualmente, faz a supervisão artística do espetáculo Mona canta Dalva.

Categorias: Centro de Artes

Música Livre – Facção Caipira

sex, 22/03/2019 - 14:48
Facção Caipira Conhecida por unir as raízes do blues ao rock brasileiro,  a banda apresenta, ao vivo e em primeira mão, o álbum “Do Lugar Onde Estou já Fui Embora”, trabalho produzido via financiamento coletivo do público.  A Fação Caipira  ousa ao misturar o stoner rock com o brega, passeando pela mpb e blues com pitadas brasileiras de frevo, marchinhas  e outros atrevimentos.   A banda já circulou pelo RJ, MG, SP, ES, RO, PR; com destaque para apresentações no Circo Voador (RJ), Imperator (RJ), Festival Roça n’ Roll (MG) e lançamento internacional no Lago Ranco, no Chile. Participaram do reality show “Mais Vinicius, Por Favor”, do canal Multishow e foram selecionados para o Superstar, da rede Globo, onde apareceram ao vivo para todo o país.  Contaram ainda com uma participação no Estação Roquenrou, do Canal Brasil. A Facção Caipira é: Jan Santoro (guitarra e voz), , Renan Carriço (bateria) Vinícius Câmara (contrabaixo) e Gabriel Serrano (Sanfona/Teclado).   11 de abril de 2019
Quinta | 20h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$ 30 (inteira) | R$ 15 (meia)
Categorias: Centro de Artes

Orquestra de Cordas da Grota

qui, 21/03/2019 - 10:43

Orquestra de Cordas da Grota – Patrimônio Imaterial de Niterói

O Espaço Cultural da Grota (ECG) é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, localizado na comunidade da Grota do Surucucu, em São Francisco, Niterói. Desde a década de 80 são realizadas no ECG ações voltadas para promoção da cidadania através da cultura, música, arte e educação, contribuindo para o desenvolvimento pessoal de quem se encontra em situação de vulnerabilidade, através da identificação e potencialização de talentos e vocações.

Ao longo dos anos o projeto recebeu diversas premiações como Prêmio Cultura Nota10 (2004 e 2006), Semifinalista do Prêmio Itaú-UNICEF (2007), Utilidade Pública Municipal (2008), Ponto de Cultura (2009), Utilidade Pública Federal e Patrimônio Imaterial da Cidade de Niterói (2010), Prêmio RioSociocultural 2011 (como Empreendedor Social); Tecnologia Social reconhecida e certificada pela FBB (2013).

Hoje, o ECG possui cerca de tem 20 alunos formados e 40 cursando nível superior em diversas universidades. Mais recentemente a orquestra foi contemplada pelo edital da Lei de Incentivo a Cultural da cidade de Niterói.  O projeto se iniciou em setembro de 2018 e tem previsão de término em maio de 2019 com a realização de concertos em diversos locais da cidade com o intuito de transmitir cultura ao maior público possível. 

Programa

Tomaso Albinoni (1671-1715) – Sinfonia em Sol Maior

Antonio Vivaldi (1678-1741) – Concerto para fagote e orquestra  
Solista: Jeferson Cerqueira

Antonio Vivaldi (1678-1741)
Concerto Grosso para 2 violinos e Baixo Continuo OP.3 nº 11
Solistas: Priscila Vidal, Izabella Cardozo e Raquel Terra

Ernani Aguiar (1950) – 4 momentos

Sivuca (1930-2006) – Feira de Mangaio

Claude Debussy (1862-1918) – Le petit Nègre

Orquestra de Cordas da Grota

Violinos: Albert Duarte, Soraya Vieira, Prisicla Vidal, Kathleen Nascimento, Nick Continho, Isabella Cardoso, Luiz Ricardo Justino, Jorge Jerônimo, Daniella Anatalicio, Taynara Sales, Leandro Justino, Davi Ribeiro

Violas: Anderson Pereira da Silva, Camila Costa, Ricardo Alves e Welton César

Violoncelos: Luiz Carlos Justino, Rodrigo Soares e Raquel Terra

Contrabaixos: Carlos Silva e Roberto Henrique

Fagote: Jeferson Cerqueira

Percussão: Mylena Souza e Vagner Alves

Regência: Katunga Vidal

2 de abril de 2019
Terça | 18h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingresso: valor único R$5,00

Categorias: Centro de Artes

Música Antiga da UFF & convidados

sex, 15/03/2019 - 16:39

Cantos Indígenas da América

Na América espanhola, paralelamente à ação dos jesuítas que usavam a música como uma das ferramentas para a catequização dos povos ameríndios, a música se desenvolveu nas catedrais através de seus mestres de capela como o caso do português Gaspar Fernandes (1566-1629), organista e compositor que atuou nas Catedrais de Santiago de Guatemala e Puebla de los Angeles, no México.

A produção musical desse período deixa transparecer a síntese das culturas europeia, indígena e africana, trazida para a América pelos negros escravizados. Podemos observar o resultado dessa mistura nos Vilancicos índios e guineos, nos hinos religiosos em Nahuatl ou Quichua.

No Peru entre os anos 1782 e 1785, o Bispo de Trujillo, Baltasar Jaime Martinez Compaõn, empreendeu uma viagem pelo país que durou dois anos. Durante essa viagem elaborou um documento que recebeu o nome de Códice Martinez Compañon que, além de desenhos, nos deixou vinte melodias recolhidas e anotadas pelo bispo.

Chegando aqui no Brasil, percebemos que a influência indígena na obra de Heitor Villa-Lobos (1887-1959) apresenta-se ligada à sua própria vivência, de suas andanças pelo Norte, Nordeste e Amazônia. Villa-Lobos ambientou os temas indígenas e utilizou uma fusão única de ritmos, escalas e principalmente lendas pré e pós-colombianas.

O programa de hoje apresenta um pouco dessa produção única, resultado da mistura de culturas e etnias e demonstra como os modelos eruditos de composições europeias são reelaborados a partir da experiência multiétnica e multicultural vividas nos impérios português e espanhol nas Américas e no Brasil.

PROGRAMA

Dadme Albricias mano Anton Gaspar Fernandes séc. XVI

Dios itlazo Hernando Franco séc. XVI

Tleycantimo choquiliya Gaspar Fernandes séc. XVI

Xicochi xicochi Gaspar Fernandes séc. XVI

Turulu neglo Anônimo séc. XVI

Hanacpachap cussicuinin Anônimo séc. XVII

O Canto do Pagé Heitor Villa-Lobos 1933

Cantos de Çairé Amb. Por Villa-Lobos

Nozani-ná Roquete Pinto

Cachua de La Despedida Anônimo séc. XVIII

Cachua al nacimiento de Christo Anônimo séc. XVIII

Cachua Serranita Anônimo séc, XVIII

Música Antiga da UFF:  Leandro Mendes, Mario Orlando e Virgínia van der Linden

Convidados: Cecília Aprigliano, Kristina Augustin, Lenora Pinto Mendes, Márcio Paes Selles, Sônia Leal Wegenast e Coro da UFF.

28 de abril de 2019
Domingo | 10h30
Cine Arte UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: Valor único R$ 7

Categorias: Centro de Artes

Altri Canti

sex, 15/03/2019 - 16:17

Lamentos da Paixão

A Páscoa Cristã é uma das festividades mais importantes para o cristianismo pois recorda o processo de crucificação de Jesus Cristo, a sua morte e celebra a ressurreição do filho de Deus. Durante os 40 dias que precedem a Semana Santa os católicos se dedicam à penitência para lembrar o período que Jesus passou no deserto e os sofrimentos que ele suportou na cruz, assim como o sofrimento de sua mãe Maria. O Altri Canti reuniu portanto obras de compositores emblemáticos do barroco europeu que trabalharam com essa temática.

A primeira peça do programa remete a primeira das Leçon de ténèbres (Lição das Trevas) composta para a quarta-feira da semana santa, para voz solo e acompanhamento de contínuo. O hinoStabat mater dolorosa é um dos mais pungentes poemas que medita sobre o sofrimento da mãe de Jesus, durante a crucificação do sei filho. Já o compositor Joseph Hector-Fiocco aborda angústia e dor de Maria. O programa termina com uma cantata de Telemann para o quarto domingo depois do Dias de Reis que reafirma a validade da entrega e confiança em Jesus.

Altri Canti é um projeto de extensão da Escola de Música da UFRJ. Estão envolvidos professores e técnicos/músicos especializados na área, tanto da UFRJ como da UFF, e alunos que queiram se aprofundar nesse campo. O objetivo principal é a prática interpretativa do repertório anterior ao Romantismo musical de forma historicamente orientada, fazendo uso de instrumentos de época. O concerto contará com a participação de dois alunos da classe de canto.

Programa

François Couperin  (1683-1733)

Première  Leçon de ténèbres pour le Mercredi Saint (Paris 1713)

 

Giovanni Felice Sances (1600-1679)

Stabat Mater: Pianto della Madona

Joseph-Hector Fiocco (1703-1741)

Lamentazione seconda per il Giovedì Santo (1733)

Lamed – Larghetto – Andante – Ciciliana – Recitativo – Andante

Georg Philipp Telemann (1681-1767)

Cantata Hemmet den Eifer verbannet die Rache

Spiritoso – recitativo – dolce

Integrantes

ALBERTO PACHECO Tenor

Professor Adjunto da Escola de Música da UFRJ. É doutor é mestre em Música pela UNICAMP.

PATRICIA MICHELINI Flauta Doce

Professora Assistente de Flauta Doce da Escola de Música da UFRJ. É doutora em Música pela ECA-USP, mestre em Música pela UNICAMP e bacharel em Composição Musical pela ECA-USP

KRISTINA AUGUSTIN viola da gamba

Músico funcionário do Centro de Artes UFF. É doutora em Música pela Universidade de Aveiro e mestre pela UNICAMP.

EDUARDO ANTONELLO cravo

Músico funcionários, Cravista Acompanhador da Escola de Música da UFRJ. É mestre em Técnicas Interpretativas e bacharel em cravo pela Escola de Música da UFRJ.

HEBERT AUGUSTO CAMPOS contratenor

Aluno de graduação em canto da Escola de Música da UFRJ.

SOPHIA DORNELLAS soprano

Aluna de graduação em canto da Escola de Música da UFRJ

16 de abril de 2019
Terça | 18h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$15 (inteira) | R$7,50 (meia)

Categorias: Centro de Artes

Quinteto Lorenzo Fernandez

sex, 15/03/2019 - 13:45

Além da tradição

Fruto do encontro entre músicos talentosos atuantes no cenário da música de concerto da cidade do Rio de Janeiro, o grupo que nasceu como resultado do trabalho desenvolvido no Quinteto Experimental de Sopros da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob orientação do Prof. Aloysio Fagerlande, nos anos de 2009 e 2010 é o retrato da nova geração da música de concerto brasileira.

O quinteto já acumula prêmios importantes, como o Festival de Música Rádios MEC e Nacional (2016), como “Melhor Intérprete Música Instrumental”; Grupo Revelação Rádio MEC FM Sala de Concerto de Gala (2013); segundo lugar no II Concurso de Música de Câmara do V Furnas Geração Musical e 50° Festival Villa-Lobos, ambos em 2012, além de ser, entre 2014 e 2015, Grupo Residente da Academia Brasileira de Música. Vale citar o CD lançado em 2015 intitulado “Música Carioca de Concerto – Quintetos de Sopros”, que reúne obras de compositores do circuito erudito da cidade do Rio de Janeiro, como Ricardo Tacuchian, Thiago Sias, Rudi Garrido, Azael Neto, Rodrigo Marconi e Sergio Roberto de Oliveira que também assinou a produção do disco. além da participação nos mais importantes e diversos eventos do cenário da música erudita.

O programa apresenta um panorama das obras escritas para quinteto de sopros desde o século XIX, como a obra do compositor alemão August Klughardt, chegando ao Brasil com a Suíte de Lorenzo Fernandez (que segue o ideário nacionalista e inspira-se no nascimento de sua filha Marina) até a produção contemporânea nacional de Liduino Pitombeira, Maria di Cavalcanti e Antonio Rocha.

Transitando entre o repertório internacional, cantigas folclóricas e a música contemporânea, o quinteto reafirma seu compromisso em difundir a produção musical nacional.

por Rômulo Barbosa e Cesar Bonan

Programa

August Klughardt (1847- 1902) – Wind Quintet, Op. 79 (1898)

Allegro non troppo

Oscar Lorenzo Fernandez (1897- 1948) – Suíte para quinteto de sopros (1926)

Pastoral – Crepúsculo no Sertão

Fuga – Sacy-Pererê

Canção – Canção da Madrugada

Scherzo – Alegria da Manhã

Maria Do Cavalcanti (1962) – Jocosa (2004)

Antonio Rocha (1981) – Tranca-Rua

Antonio Rocha (1981) – Céu dos Flautistas

Antonio Rocha (1981) – Variações sobre o tema da Asa Branca

Antonio Rocha (1981) – Mestre Pixinga

Antonio Rocha (1981) – Suíte Hermética (2005)

Conversando com Itiberê

Incelença

São João em Arapiraca

Arrasta-pé

Integrantes

RÔMULO BARBOSA flauta
JULIANA BRAVIM oboé
CESAR BONAN clarineta
ALESSANDRO JEREMIAS trompa
JEFERSON SOUZA fagote
ANTONIO ROCHA flauta (participação especial)

14 de abril de 2019
Domingo | 10h30
Cine Arte UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia)

Categorias: Centro de Artes

T-BONES – Brasil Ensemble

sex, 15/03/2019 - 12:08

Clássicos da MPB

Idealizado e formado pelos músicos Sérgio de Jesus e André Câmara, em setembro de 2016, com intuito de fomentar a música instrumental Brasileira. Sua formação conta com dez músicos de extrema experiência que apresentam sua musicalidade através da sonoridade do Trombone de vara e a fusão dos instrumentos de base: Piano, Baixo Acústico e Bateria. 

Os arranjos, especialmente adaptados para essa formação, em sua grande maioria foram adaptados pelo maestro e trombonista Rafael Rocha com harmonias e influências de grandes trombonistas, como o Maestro e compositor, Vittor Santos, patrono da Orquestra. Seguindo este conceito de construção da identidade da música instrumental brasileira e da valorização de nossa música o repertório conta com clássicos da MPB essência de nossas raízes, que encantam a todos ao som dos trombones.

Programa

Antonio Carlos Jobim (1927-1994) e Vinicius de Moraes (1913- 1980) Arr. Paulo Malheiros

GAROTA DE IPANEMA

Guto Wirtti (1982) e Hamilton de Holanda (1976) Arr. Rafael Rocha

BALAIO

Antonio Carlos Jobim (1927-1994) e Vinicius de Moraes (1913- 1980) Arr. Rafael Rocha BRIGAS NUNCA MAIS

Milton Nascimento (1942) e Fernando Brant (1946-2015) Arr. Rafael Rocha

MILAGRE DOS PEIXES- DINDI

Antonio Carlos Jobim (1927-1994) e Vinicius de Moraes (1913- 1980) Arr. Rafael Rocha

AMOR EM PAZ

Moacir Santos (1926, 2006) – Arr. Rafael Rocha

COISA Nº2

Luiz Reis (1926 -1980) e Haroldo Barbosa (1915-1979) Arr. Rafael Rocha

DEVAGAR COM A LOUÇA

Antonio Carlos Jobim (1927-1994) e Vinicius de Moraes (1913- 1980) Arr. Rafael Rocha

CHEGA DE SAUDADE

Giovani Malini (1986) – Arr. Rafael Rocha – ROCHA DONATIANDO

INTEGRANTES

Trombone líder RAFAEL ROCHA
1º Trombone tenor WANDERSON CUNHA
2º Trombone tenor  EVERSON MORAES
3º Trombone tenor HEBERT GERMANO (BEBETO)
4º Trombone tenor SÉRGIO DE JESUS
5º Trombone tenor ANDRÉ CÂMARA
6º Trombone baixo LEANDRO DANTAS
Base:  Piano, Baixo acústico e Bateria JEFERSON
Produção executiva Djalma Marques
Direção executiva André Câmara e Sérgio de Jesus

http://www.tbonesbrasilensemble.com/

07 de abril de 2019
Domingo | 10h30
Cine Arte UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$20 (inteira) | R$10 (meia)

Categorias: Centro de Artes

Quarteto de Cordas da UFF

sex, 15/03/2019 - 11:35

O Quarteto de Cordas da Universidade Federal Fluminense apresenta nesse primeiro concerto, no Jardim da Reitoria, um programa eclético e curioso. O espetáculo começa com o Quarteto de Cordas no.5 do brasileiro Heitor Villa-Lobos; segue com a tradição de Joseph Haydn, compositor pioneiro na escrita de obras para esta formação.

Haydn deixou oitenta e três quartetos completos como legado. O Quarteto no. 41, op.50 no. 6 é conhecido também como “O sapo” em função da célula motívica do último movimento, por sua semelhança com o coaxar de um sapo, obra essa perfeita para um concerto no Jardim.

A apresentação encerra com obras conhecidas do grande público como Adiós Noniño do compositor argentino Ástor Piazzolla e a canção tão atual Bohemian Rapsody, do astro britânico Freddie Mercury, arranjadas e adaptadas para quarteto de cordas pelo compositor brasileiro Oswaldo Carvalho. Bom espetáculo!

Tomaz Soares

Programa

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – Quarteto de Cordas no. 5

Poco andantino

Vivo e enérgico

Andantino – tempo giusto e ben ritmado

Allegro

Joseph Haydn (1732-1809)

Quarteto de Cordas no. 41 em Ré Maior, op. 50 no. 6 (“O Sapo”)

Allegro

Poco adagio

Menuetto: Allegretto

Finale: Allegro con spirito

Ástor Piazzolla (1921-1992) – Adiós Noniño

versão para quarteto de cordas de Oswaldo Carvalho

Freddie Mercury (1946-1991) – Bohemian Rapsody

versão para quarteto de cordas de Oswaldo Carvalh

Quarteto de Cordas da UFF

TOMAZ SOARES 1º violino

UBIRATÃ RODRIGUES 2º violino

NAYRAN PESSANHA viola (músico licenciado)

JESSÉ MÁXIMO PEREIRA viola (músico convidado)

DAVID CHEW violoncelo

03 de abril de 2019
Quarta | 17h
Música no Jardim
Jardim da Reitoria UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Entrada Franca

Categorias: Centro de Artes

OSN – Alvorada II

qui, 14/03/2019 - 14:12

Regência: Thiago Santos
Solista: Daniel Silva – Violoncelo

 

THIAGO SANTOS

Maestro titular da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Paraíba, Thiago Santos aperfeiçoou-se em regência orquestral no Royal Northern College of Music, na Inglaterra, entre 2014 e 2016. Neste período, atuou como regente assistente da BBC Philharmonic e da Royal Liverpool Philharmonic.

No Brasil, regeu a Filarmônica de Minas Gerais, Sinfônica de Porto Alegre, Sinfônica de São José dos Campos, entre outras. Estreou recentemente no Theatro Municipal do Rio de Janeiro com a ópera Savitri, de Holst. No exterior, trabalhou com a Stockport Symphony, Nottingham Philharmonic, Manchester Camerata, Bohuslav Martinu Philhamonie, U Artist Festival Orchestra e regeu os masterclasses orquestrais da Mahler Chamber Orchestra para jovens músicos.

Vencedor do Concurso para Jovens Regentes da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Thiago estudou bacharelado e mestrado em regência na UFRJ com André Cardoso e colabora com a Academia Brasileira de Música com edições de obras de compositores brasileiros.

 

DANIEL SILVA

Natural de Niterói, RJ, Daniel Silva é violoncelista recitalista e camerista. Estudou violoncelo com Nerisa Aldrighi, Atelisa Salles, Marcelo Salles, Iura Ranevsky e Alceu Reis, dentre outros. Participou de Festivais como o Bayreuth Festival of Young Artists, Festival Internacional de Campos do Jordão, Femusc, Orquestra Sinfônica CAF latino-americana sob a regência do Maestro Gustavo Dudamel. Como solista foi Vencedor do Concurso Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem, participou da gravação do CD “O menestrel e o SertãoMundo”, do cantor e compositor Elomar Figueira de Melo na Orquestra Sinfônica Nacional e ainda frente a OSN, interpretou Piazzolla. E, em 2019, se apresentará novamente como solista interpretando o Concerto N.1 de D. Kabalevsky. . Daniel é violoncelista da Orquestra Sinfônica Nacional UFF, Bacharel em música pela UFRJ, pós-graduado pelo CBM, integrante fundador do Quarteto Kalimera com o qual foi premiado no Festival da Rádio MEC FM 99,3 e do Quarteto MetAcústico onde obteve o primeiro lugar no prêmio do 56O Festival Villa-Lobos.

 

PROGRAMA

Guerra-Peixe
Ponteado

Kabalevsky
Concerto para violoncelo no. 1

Elgar
Variações Enigma

31 de março de 2019
Domingo | 10h30
Cine Arte UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos R$ 14 (inteira) | R$ 7 (meia)
Classificação: Livre
Informações: 3674-7511 | 3674-7512

Categorias: Centro de Artes

Folia de 3 canta Márcio Borges

qui, 14/03/2019 - 14:04

O trio vocal Folia de 3, formado pelas cantoras Cacala Carvalho, Eliane Tassis e Marianna Leporace, faz show dedicado à obra de Márcio Borges, um dos principais letristas mineiros do Clube da Esquina.

O projeto “Folia de 3 Canta Márcio Borges” foi idealizado a partir do reconhecimento, pelas cantoras do trio, da importante contribuição do compositor Márcio Borges – um dos fundadores do movimento Clube da Esquina – para o enriquecimento da cultura musical brasileira. Com o movimento Clube da Esquina, iniciado em 1963, a música brasileira passou a apresentar um diferencial significativo, que marcou de forma indelével a era pós-bossa nova: a convivência do público com os criadores, interpretando sua própria obra, graças ao pioneirismo de Milton Nascimento, Marilton e Lô Borges (irmãos de Márcio) e Wagner Tiso. Márcio Borges, o compositor homenageado, acompanhou lado a lado toda essa trajetória, contribuindo de forma intensa e presente para este movimento.

A carreira do Folia de 3 teve início em novembro de 2005, com o lançamento do CD Pessoa Rara, em homenagem aos 60 anos do compositor Ivan Lins. Depois de um longo caminho percorrido com esse projeto, realizando shows em diversos teatros, participando de Festivais pelo Brasil afora e marcando presença em álbuns e shows de outros artistas, inclusive do próprio Ivan Lins (Canecão 2006), o trio partiu para o lançamento do segundo CD, imprimindo sua marca de pesquisa da música brasileira, dessa vez com foco na obra do letrista e escritor Márcio Borges.

O SHOW – A convite do conceituado Valadares Jazz Festival (Governador Valadares-MG), o trio fez um show de pré-lançamento do novo repertório, no dia 21 de julho de 2018, para um grande público atento, que se emocionou com as lindas canções em seus novos formatos com os arranjos vocais exclusivos do grupo. Com o objetivo de chamar a atenção para o lançamento digital do trabalho, o show seguiu em turnê no Rio de Janeiro e já passou pelo Teatro Fashion Mall (Projeto Quintas Musicais), Teatro Café Pequeno e no Centro da Música Carioca Arthur da Távola, chegando agora a Niterói.

O Folia de 3 canta acompanhado por um trio de violões formado por Alain Pierre, que também assina a direção musical, Fernando Caneca Neto e José Miguel Brasil.

SOBRE O FOLIA DE 3 – O trio começou sua carreira em 2005, com o lançamento do CD Pessoa Rara em homenagem ao compositor Ivan Lins. O autor presenteou o grupo com uma música inédita, em parceria com a escritora Lya Luft, chamada Canção, quase duas e participou do CD, cantando com trio a faixa Choro das águas.

Com esse trabalho, dirigido por Cláudio Lins, o trio realizou ao longo dos anos vários shows pelo Brasil, com destaque para a participação especial no show de lançamento do CD Acariocando, de Ivan Lins, no Canecão, em 2006, Tim Festival de Governador Valadares – MG (2006), Festival Internacional Cantapueblo (2008), Circuito SESI Música de São Paulo (2013), temporada no Museu de Arte Contemporânea de Niterói – RJ (2012), Fest Rio Vocal – Rio A’Cappella no CCBB (2012), mini temporada no Feitiço Mineiro de Brasília (2015), show no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura, comemorando os 70 anos do compositor Ivan Lins, com as participações dele e de Claudio Lins (2015), e o show em homenagem ao autor ao lado do grupo Vocal Brasileirão, com direção de Vicente Ribeiro, na Capela Santa Maria Espaço Cultural, em Curitiba (2017).

O Folia de 3 também participou em 2009 do lançamento nacional do CD Apenas Humano, do compositor Julio Dain e, em 2012, do lançamento do CD Sementes, do compositor e instrumentista Alain Pierre. Desde 2005, o Folia de 3 participa de inúmeros projetos em CDs produzidos pelo baterista e produtor Kazuo Yoshida, voltados para o mercado japonês.

Em 2017, o trio participou dos dois shows do coletivo Meu Caro Amigo Chico Buarque, realizados na Sala Municipal Baden Powell e da trilha da minissérie Vade Retro, da Rede Globo. Em 2018, o trio participou do clipe Censura nunca mais, produzido pela Zênitha Produções, ao lado de Claudio Jorge, Mariana Baltar, Délia Fischer, Jaime Alem e Nair Cândia, entre outros grandes nomes da cena carioca.

Folia de 3 canta Márcio Borges
Com Cacala Carvalho, Eliane Tassis e Marianna Leporace (Folia de 3) e Alain Pierre, Fernando Caneca Neto e José Miguel Brasil (violões)
Participação especial – Márcio Borges

04 de abril de 2019
Quinta-feira | 20h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$50,00 (inteira) e R$25,00 (meia)
Classificação etária: Livre

Categorias: Centro de Artes

Eduardo Dussek no Show das 4 – “Enquanto Houver Carnaval em Mim”

sex, 22/02/2019 - 21:22

O cantor e compositor Eduardo Dussek é mais um nome a participar da série “Show das 4”, no Teatro da UFF com o show “Enquanto houver Carnaval em Mim”. Além de brindar o público com alguns de seus grandes sucessos, apresenta novidades em uma apresentação solo. Com mais de 40 anos de carreira, Dussek encara esse desafio como um show para “sair da zona de conforto” – uma vez que quase sempre contou com uma banda, a “confortável tripulação”, como ele mesmo diz –, e agora se apresenta em um show pré-carnavalesco solo, mas com o mesmo entusiasmo. Sozinho no palco com seu piano, mantém o tom irreverente e debochado, tanto nas canções (incluindo as músicas românticas) quanto nos minitextos que as antecedem.

Em releituras atuais com muito humor e romantismo, o público revê um pouco do melhor dos carnavais guardados no artista, que convida quem for prestigiar “para cantar, dançar ou simplesmente sentir”.

“Eu nunca desisti da festa interna que borbulha dentro de mim. O Carnaval é uma representação das alegorias sociais. Tudo é profundamente teatral. Teatro puro, puro carnaval”, afirmou o artista, que também é ator e diretor teatral.

Sua trajetória artística começou em 1973 como pianista, na peça Desgraças de uma criança, sucesso da época, que alavancou sua carreira como músico. Porém, apenas nos anos 1980 que Eduardo Dussek alcançou sucesso nacional com a canção Nostradamus. Desde então, suas canções com temáticas irreverentes foram interpretadas e reinterpretadas por diversos nomes como Ney Matogrosso, Zizi Possi e as Frenéticas.

Neste novo espetáculo, tocando seu piano elétrico, Dussek passa pelo rock nacional e a MPB, canta sucessos como Nostradamus, Aventura e Barrados no baile, e ainda evocará o Carnaval de antigamente, com uma sequência de marchinhas, convidando o público a dançar e brincar, sem medo de ser feliz!

 

28 de fevereiro de 2019
Quinta | 16h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói – RJ
Ingressos: 60,00 (inteira) / 30,00 (meia entrada)
Classificação: Livre

Categorias: Centro de Artes

Música Livre – Ana Frango Elétrico + Barcamundi

sab, 16/02/2019 - 17:48

Ana Frango Elétrico – composições autorais saturadas, com um universo poético surrealista miúdo, permeado por gostos, texturas e cores. Com referências de Teletubbies à Nickelodeon anos 2000, a música como um desenho animado. Apresenta sua bossa-pop-rock decadente, com pinceladas punk. No repertório musicas de seu primeiro disco, recém lançado, “Mormaço Queima” e outras canções autorais que em breve estarão nos headphones mais próximo de você.

Barcamundi –  show de lançamento do CD Disco Adulto.

O grupo é uma banda autoral da cidade de Niterói criada em 2013, e seus integrantes são Gabriela Autran, Gil Navarro, João Barreira, Leon Navarro, Matheus Ribeiro e Pedro Chabudé.

A Barcamundi prepara seu terceiro trabalho em estúdio, sob produção de Hugo Noguchi (Posada e o Clã, SLVDR e Ventre), e representa um avanço em termos de identidade para a banda. Os arranjos flertam com o noisey do Rock Alternativo e, principalmente, da chamada Pós-MPB. Quando acústicos, os arranjos remetem à MPB do início dos anos 1970, e quando elétricos se aproximam do Britpop e Indie Rock dos anos 1990 a 2000. As composições e as harmonias e timbres vocais dão toque Folk e Pop ao trabalho do grupo. Com relação às composições, há influência do trabalho solo de Bruno Berle e Rodrigo Amarante na fluidez das melodias e na prosódia e de Damon Albarn e Jeff Tweddy na abordagem de temáticas urbanas. O conjunto da obra aborda, a partir de diferentes perspectivas, o tema central da “distância”.

28 de março de 2019
Quinta | 20h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói

Categorias: Centro de Artes

Abertura da Temporada 2019

sab, 16/02/2019 - 14:58

Iniciamos a Temporada 2019 da OSN UFF destacando o grande homenageado do ano, Claudio Santoro, cujo centenário será celebrado por todas as importantes instituições musicais do Brasil. No programa de hoje, Santoro está na companhia de dois grandes compositores do século XX, com os quais sua história pessoal e sua música experimentaram vários encontros.

Um dos mais polivalentes músicos brasileiros do século XX, Santoro foi intérprete virtuose, regente e professor, mas foi principalmente como compositor que se tornou uma das maiores referências da música brasileira. Com ampla atuação internacional, foi homenageado no Brasil e em países como Alemanha, França, Bulgária e Polônia.

Nascido em Manaus, logo surgiu como menino prodígio ao violino. Aos 16 anos de idade veio ao Rio de Janeiro para seguir com seus estudos musicais no então Conservatório de Música do Distrito Federal. Em 1940, iniciou sua formação em composição com Hans-Joachim Koellreutter, quando este era recém chegado ao Brasil como exilado em fuga do regime nazista. Na companhia de Guerra-Peixe e Edino Krieger – também frequentadores dos cursos de composição de Koellreutter – foi membro do grupo Música Viva, responsável pela divulgação da música de vanguarda européia na época. Indicado por Charles Munch, foi à França como bolsista do governo francês em 1947 e estudou composição com Nadia Boulanger. Transitou por várias estéticas, com influências de Paul Hindemith e do serialismo de Arnold Schoenberg, para mais tarde pesquisar a cultura popular brasileira e também encontrar sua própria expressão do nacionalismo musical na década de 1950, influenciado por fatores emocionais, filosóficos, estéticos e políticos.

Por afinidade com as ideias marxistas teve contato com artistas do bloco soviético e, no ano de 1954, passa uma temporada regendo orquestras nos países socialistas. Em 1956 rege a sua Quarta Sinfonia em Moscou, recebendo na plateia os aplausos entusiasmados de Aram Khachaturian. Em 1957 retorna para o II. Congresso de Compositores de Moscou, onde rege sua Quinta Sinfonia e assina contrato para a edição de suas obras na União Soviética.

Khachaturian, de origem armênia e nascido em Tbilisi, na Geórgia, foi jovem a Moscou após a anexação do Cáucaso pela União Soviética. Apesar de iniciar tardiamente seus estudos formais em música aos 19 anos, tornou-se um dos maiores compositores do período soviético e experimentou grande sucesso em vida. Seus balés Spartacus e Gayane rapidamente foram incorporados ao grande repertório do balé internacional. É considerado um tesouro cultural da Armênia e, assim como Santoro e Krieger, buscou também referências na tradição musical popular de sua origem cultural para compor suas obras. Exuberante no colorido da harmonia e na orquestração, sua música apresenta grande riqueza rítmica e um certo exotismo melódico aos ouvidos ocidentais. A Suíte Masquerade deriva da música incidental escrita para a peça homônima de Mikhail Lermontov.

A Passacalha para o Novo Milênio abre este programa em caráter de elisão. Simultaneamente inaugurando as homenagens a Santoro, o concerto finaliza o ciclo de homenagens feitas pela OSN a Edino Krieger por ocasião da comemoração seus 90 anos com o lançamento do CD gravado em 2018.

PROGRAMA

EDINO KRIEGER (1928)

Passacalha para o Novo Milênio (1999)

 

ARAM KACHATURIAM (1903 – 1978)

Suíte Masquerade (1941)

  1. Valsa
  2. Noturno

III. Mazurca

  1. Romanza
  2. Galop

 

CLAUDIO SANTORO (1919 – 1989)

Sinfonia no 5 (1955)

  1. Andante mosso – allegro moderato
  2. Allegro molto assai

III. Lento (tema com variações)

IV. Moderato – allegro vivo

 

TOBIAS VOLKMANN
Maestro

Vencedor dos principais prêmios concedidos no Concurso Internacional de Regência Jorma Panula 2012 na Finlândia e no Festival Musical Olympus de São Petersburgo em 2013,   Tobias Volkmann vem atraindo atenção para interpretações consistentes tanto no repertório sinfônico quanto no teatro de ópera e balé. Com versatilidade e sofisticação Volkmann mostra-se à vontade em uma variedade de estilos, que se estende da interpretação historicamente informada da música do século XVIII às mais desafiadoras obras da música contemporânea, incluindo naturalmente o grande repertório romântico e a música brasileira em suas diversas vertentes. Desde 2016   na posição de principal regente convidado da Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense, Tobias Volkmann foi maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro de 2016 a 2018.

Em 2015 estreou na célebre sala Gewandhaus de Leipzig como convidado da temporada oficial do Coro e Orquestra Sinfônica da Rádio MDR. Em poucos anos foi convidado a dirigir em concerto um grande número de orquestras europeias e sul-americanas, destacando-se entre elas a Orquestra Sinfônica Estatal de São Petersburgo, Orquestra Sinfônica Estatal do Museu Hermitage, Sinfônica de Brandemburgo, Orquestra Sinfônica do Porto Casa da Música, Orquestra Sinfônica do Chile, Orquestra Sinfônica do SODRE, Orquestra Sinfônica Brasileira, Filarmônica de Minas Gerais, Petrobras Sinfônica, Orquestra Sinfônica da UNCuyo – Mendoza, Orquestra Clássica da Universidade de Santiago, Orquestra Sinfônica do Paraná, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo. Compromissos futuros incluem a estreia com a Filarmônica de Pilsen, na República Tcheca.

No Theatro Municipal do Rio de Janeiro dedicou-se especialmente à ópera, às grandes obras coral-sinfônicas e ao balé, recebendo reconhecimento de público e crítica. Destaques recentes foram a ópera Un ballo in maschera e a Segunda Sinfonia de Mahler, escolhida pela imprensa carioca um dos melhores concertos de 2018.

Com a Orquestra Sinfônica Nacional trabalha principalmente a música dos séculos XX e XXI, em um enfoque particular na música brasileira, retomando assim a vocação inicial da orquestra para o registro fonográfico e a difusão do repertório sinfônico nacional. Sob sua direção musical a OSN gravou três CDs de música brasileira contemporânea. Sua discografia completa-se com Whisper, disco de música  brasileira gravado ao vivo na Alemanha com a harpista Cristina Braga e a Sinfônica    de Brandemburgo.

Dedica à música contemporânea uma atenção especial, tendo realizado mais de vinte estreias nos EUA, na Alemanha, na Rússia, na Argentina e no Brasil.

Tobias Volkmann realizou sua formação com Ronald Zollman na Universidade Carnegie Mellon de Pittsburgh, complementando-a com grandes nomes da regência em masterclasses internacionais ministradas por Kurt Masur, Jorma Panula, Isaac Karabtchevsky e Fabio Mechetti.

17 de março de 2019
Domingo | 10h30
Cine Arte UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos R$ 14 (inteira) | R$ 7 (meia)
Classificação: Livre
Informações: 3674-7511 | 3674-7512

Categorias: Centro de Artes

Quarteto de Cordas da UFF

ter, 12/02/2019 - 16:48

Bem-vindos à Temporada 2019 do Quarteto de Cordas da Universidade Federal Fluminense. Neste ano, o quarteto segue com a missão de pesquisar e difundir a música universal e brasileira de ontem e de hoje e de fomentar novos plateias. Através de uma proposta de repertório orientada pelo tripé: tradição-contemporaneidade-transmutação, o quarteto vislumbra uma maior inserção desta forma de arte no gosto musical e nas playlists dos amantes da música.

O programa inicia com a celebração dos 90 anos do teuto-brasileiro Ernst Mahle. Compositor radicado no Brasil desde 1952 que escreveu este quarteto quando estava sobre a tutela do também alemão Hans Joachim Koellreutter. É uma obra escrita em três movimentos que lembra a estética desenvolvida por Arnold Schoenberg, Anton Webern e Alban Berg. O Quarteto da UFF executou a primeira audição mundial em 2017 com a presença do compositor.

Seguimos com o antológico Heitor Villa-Lobos e seu quarteto de cordas no.2. Esta obra segue a forma cíclica, na qual o fragmento inicial introduzido pela viola se repete, às vezes com pequenas modificações, em todos os movimentos. Villa-lobos nos deixou há quase 60 anos com o legado de dezessete quartetos de cordas. O programa termina com Ludwig van Beethoven e seu quarteto de cordas no.2. Obra de caráter singelo, este quarteto foi escrito entre 1799 e 1800.

Desejamos a todos um agradável concerto!

Dia 24 de março de 2019
Domingo | 10h30
Cine Arte UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$14 (inteira) e R$ 7 (meia)

Categorias: Centro de Artes

Quarteto em Cy

ter, 12/02/2019 - 16:38

Em homenagem a todas as mulheres, o “Show das 4” do mês de março, no Teatro da UFF, terá como atração o lendário “Quarteto em Cy”, interpretando grandes sucessos da MPB.

Originalmente formado pelas irmãs Cyva, Cynara, Cylene e Cybele, o Quarteto em Cy foi assim batizado no ano de 1964 por Vinícius de Moraes e Carlos Lyra, padrinhos do grupo, e passou por diferentes formações, mas mantendo as mesmas integrantes por cerca de 30 anos. Com o falecimento de Cybele em 2014, o Quarteto em Cy ganhou uma nova integrante – Corina – que chegou, com muito talento e afinação, para assumir a responsabilidade de fazer parte, ao lado de Cyva, Cynara e Sonya, de um dos grupos mais importantes da história da música popular brasileira.

Em sua longeva carreira, o Quarteto teve em 2018 um dos mais produtivos anos da história recente desse grupo vocal feminino. Além de continuar fazendo shows de lançamento do CD Janelas Abertas, gravado em 2016 pelo selo Fina Flor, o Quarteto em Cy estreou show ao lado de Danilo Caymmi no Blue Note Rio, o Vinicius e Caymmi no Zum Zum, e também estreou, ao lado de Joyce Moreno, no Teatro Riachuelo Rio, o show Femininas. Além dos novos shows, o grupo relançou, pelo selo Discobertas, a caixa de CDs Anos 60 e 70, que traz registros inéditos de shows gravados em 1965, 1966 e 1975.

O show Querelas Brasileiras, referência à canção de Maurício Tapajós e Aldir Blanc, que é sucesso na voz do Quarteto em Cy, vem coroando a carreira desse grupo vocal, já tradicional e histórico no que concerne à difusão da MPB, ao longo de mais de cinco décadas. Com um repertório que inclui  Maria Maria (Milton Nascimento / Fernando Brant), Pela luz dos olhos teus (Vinícius de Moraes), Cartas da vida (Joyce Moreno), Samba do grande amor (Chico Buarque), Saudade da Bahia e Maricotinha (Dorival Caymmi), Rosa de Hiroshima (Gerson Conrad / Vinícius de Moraes),  Querelas do Brasil (Aldir Blanc / Maurício Tapajós), Alguém de avisou (Dona Ivone Lara) e vários outros grandes sucessos, este show celebra de forma primorosa os 55 anos de carreira do Quarteto em Cy.

As quatros cantoras são companhadas, no show pelos músicos Camilla Dias (piano), João Faria (baixo), Chico Faria (violão) e Leo Cortez (bateria).

Dia 13 de março de 2019
Quarta-feira | 16h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$60,00 (inteira) e R$30,00 (meia, para maiores de 60 anos, professores e servidores da UFF e estudantes)
Classificação etária: Livre

Categorias: Centro de Artes

Angela RoRo

ter, 12/02/2019 - 16:29

Angela Ro Ro – 40 anos de amor à música

Este show celebra uma trajetória de quatro décadas de shows e gravações, que faz de Angela uma compositora contundente, assim como de uma Instrumentista espontânea e dona de um canto raro e emocionante. RoRo caminha por esses 40 anos de profissão pisando em trilhas diversas que vão de bossa nova ao rock, com clássicos cultuados desde o início de sua carreira. O show faz desse repertório uma viagem do passado ao futuro que se estampa em seu otimismo e humor.

Angela RoRo está cheia de motivos para comemorar tanto amor à música e a seu público que é a razão para o seu trabalho e que, segundo ela, é também “uma celebração à música e à vida!

Angela Maria Diniz Gonsalves ou simplesmente Angela Ro Ro, como é conhecida, nasceu no Rio de Janeiro, em Copacabana, no dia 5 de dezembro de 1949, e foi criada em Ipanema e fecundada num carnaval em Vila Isabel. Menina moça de colégio de freiras, mulher fêmea hippie do Arpoador, pura criança que desde os cinco anos teve contato com a música. Percussão, acordeom, piano, gaita, flauta, violão e suas cordas vocais são seus instrumentos.

Seu canto espontâneo, feito mais com instinto que técnica, é doce e selvagem, grave rouco e dotado de afinação livre e potência poderosa. Como autora e compositora, desenvolveu uma obra de peso que se constitui de vários clássicos da MPB. Com uma personalidade bem humorada, inteligente, RoRo tem o tempo a seu favor e está sempre se reinventando, mas sem perder, nunca, sua espontaneidade nos shows, seu carisma e seu amor à música.

16 e 17 de março de 2019
Sábado, às 20h, e domingo, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$50 (inteira) e R$25 (meia)
Indicação etária – 14 anos

Categorias: Centro de Artes

Samba que elas querem – Música Livre

qui, 31/01/2019 - 11:57

Samba Que Elas Querem é uma roda organizada por mulheres musicistas que nasceu de um desejo de protagonizar o sexo feminino no cenário do samba carioca. Somos um movimento de motivação e representação feminina dentro da música e nossa roda pretende ser um espaço de respeito em que todos possam se sentir agregados. Lugar de mulher é onde ela quiser! E como Clementina já dizia, “sai de baixo, senão eu vou passar por cima”! Nós queremos SAMBA. Queremos cantar forte, quebrar tudo nos tambores, tamborins e pandeiros, chorar a viola e o cavaco pra saudar todas as tias Suricas, Ciatas, Ivones, Elzas, Claras, Beths, Lecis e Jovelinas.

Mulheres pioneiras na história do samba

A antropóloga conta que apenas depois da década de 30 o samba passou a ser aceito como cultura popular, reforçado por Getúlio Vargas “com o movimento de valorização do que era brasileiro, o que faz o Brasil o Brasil, e a tentativa de incorporar uma falsa democracia racial, de um país que supostamente aceita sua negritude e suas raízes”.

Um marco feminino dentro na história do samba, em meio toda essa imensa dificuldade, é a Madrinha Eunice, uma mulher cuja memória de luta é imensurável. “Ela foi a primeira mulher a presidir uma escola de samba, a Lavapés de São Paulo, que surgiu na verdade mais como um cordão carnavalesco”, contextualiza Kelly.

Porém, só mesmo depois da década de 60 que mulheres puderam ter alguma visibilidade dentro do espectro musical do samba e aí começam a surgir nomes vindos do Rio de Janeiro, como Clementina de Jesus e Dona Ivone Lara – a segunda que é, na opinião de Kelly, o principal símbolo desse contexto.

O papel das intérpretes para a difusão e popularização do samba, principalmente Clara Nunes com pele clara, mas ascendência negra –, Alcione, Leci Brandão e Beth Carvalho, que amadrinhou muitos sambistas, também foi essencial para a cultura musical brasileira.

Saravá às nossas bambas!

O SQEQ é:

Angélica Marino
Bárbara Fernandes
Cecília Cruz
Giselle Sorriso  
Júlia Ribeiro
Karina Neves
Mariana Solis
Silvia Duffrayer

21 de fevereiro de 2019
Quinta | 20h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí
Ingressos: R$ 30 (inteira) | R$ 15 (meia)

Categorias: Centro de Artes

Rio e seus Baluartes

ter, 22/01/2019 - 15:49

Já que o samba é a identidade do Rio, nada mais justo do que levar para o público um show que reúne alguns baluartes com os novos cantores que estão embalando as rodas de samba da cidade do Rio de Janeiro. Este é o projeto experimental chamado Rio e seus Baluartes –  Encontro de gerações (do Samba).

O público terá a oportunidade de conferir o encontro dos baluartes Zé Katimba e Zé Luiz do Império, acompanhados pelos jovens cantores e compositores André da Mata e Simone Costa, juntamente com a bateria da escola de samba Império Serrano.

Zé Katimba – participou da fundação da Imperatriz Leopoldinense, agremiação em que até hoje faz parte da ala de compositores. Nascido na Paraíba, filho de poeta de cordel, Katimba revolucionou a composição de samba-enredo, no início da década de 1970, ao propor letras mais curtas e de linguagem mais coloquial. Com 86 anos de idade, Zé Katimba é autor de mais de duas mil composições.

O baluarte Zé Luiz do Império, sambista renomado, nasceu em Santa Teresa, mas carrega em seu DNA os traços do subúrbio carioca. Com mais de 40 anos de carreira e de militância pela valorização do samba, Zé Luiz tem sua história marcada pela escola de samba Império Serrano, onde, desde 1997, integra a ala de compositores. Zé Luiz do Império é autor de Todo menino é um rei, sucesso na voz de Roberto Ribeiro, e Velhos malandros (composto em parceria com Nei Lopes), que Roberto Ribeiro também gravou.

Simone Costa, cantora e compositora, nasceu no subúrbio carioca, onde teve sua iniciação musical. Já participou do Tributo a Candeia na GRES Portela, foi atração juntamente com Reinaldo, “o Príncipe do Pagode”, no Samba, Choro e Cozido, Mistura Carioca, Cacique de Ramos, Clube do Cozido, Renascença Clube, ao lado de Moacyr Luz e Samba do Trabalhador, Casa Rosa, onde mensalmente se apresentava com o Grupo Mistura Samba, recebendo grandes convidados como Dudu Nobre, Pretinho da Serrinha, Marquinhos Diniz, Gabrielzinho do Irajá, Dorina, entre outros. Participa da Roda de Samba da Cabeça Branca,  na Zona Oeste, do Projeto Operárias do Samba e do Coletivo É Preta, que foi indicado ao Prêmio da Música Brasileira como Melhor Grupo de Samba em 2018, ano em que lançou seu primeiro EP, chamado Pra ela.

No repertório de Simone Costa, estão incluídos grandes nomes do nosso samba, como Cartola, Clara Nunes, Paulo César Pinheiro, João Nogueira, Nelson Cavaquinho, Geraldo Pereira, Chico Buarque de Holanda, Jovelina Pérola Negra, Luis Carlos da Vila, Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho e outros.

Direto de Mossoró/RN, o cantor e compositor André da Mata vem embalando suas composições nas rodas de samba do Rio de Janeiro. Com o sotaque forte, o nordestino traz na bagagem um repertorio autoral que mistura samba, baião e forró. Aos 16 anos de idade, criou o grupo Samba Nobre, com o qual fez várias apresentações em Mossoró (RN). Em 2008, gravou o DVD Tá ficando sério, com o grupo Samba Nobre, no Teatro Municipal de Mossoró, no qual incluiu músicas de sua autoria. Em 2013, foi finalista do Festival SP Exposamba, onde defendeu a música Favelado eu sou, de sua autoria em parceria com Kinho. Teve composições gravadas por Mumuzinho, Arruda, Beatriz Rabello, Gitana Pimentel, entre outros. Em 2015, lançou seu primeiro CD solo, André da Mata, com 13 composições autorais mais a faixa Comida de comer com a mão, de Nino Miau e Paquera. O disco contou com as participações de Marcelinho Moreira, em O samba da inveja (André da Mata), Mingo Silva, em Saudação aos tambores (André da Mata e Mingo Silva), Ronaldinho do Fundo de Quintal, em Alma gêmea (André da Mata, Kinho e Mingo Silva), Maria Menezes, em Nas mãos do tempo (André da Mata), e Moyseis Marques, em Ser sambista (André da Mata). O show de lançamento do disco foi realizado no Teatro Municipal de Niterói (RJ).

23 e 24 de fevereiro de 2019
Sábado | 20h – Domingo | 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói – RJ
Ingressos: R$60,00 (inteira) / R$30,00 (meia)
Classificação: Livre

Categorias: Centro de Artes

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