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Atualizado: 4 horas 24 minutos atrás

Era uma vez um tirano

sex, 27/09/2019 - 11:22

11ª Mostra de Teatro Infantil de Niterói

Nos dias 19 e 20 de outubro, o Teatro da UFF recebe os espetáculos infantis Memórias de um pequeno grande príncipe e Era uma vez um tirano, respectivamente. Os espetáculos fazem parte da 11ª Mostra de Teatro Infantil de Niterói, realizada pela Associação dos Trabalhadores em Artes Cênicas de Niterói – ATACEN, e foram selecionadas por meio de chamada pública.

Realizada no período de 12 a 27 de outubro de 2019, a Mostra é dividida em duas categorias: Mostra Palco e Mostra Alternativa, ocupando vários espaços da cidade de Niterói, incluindo o Teatro da UFF. Todas as apresentações são gratuitas.

Era uma vez um Tirano

Em 2017, a peça Era uma vez um Tirano, de Ana Maria Machado, completou 35 anos de publicação sem nunca ter sido adaptada para teatro no Brasil. O clássico da literatura infanto-juvenil brasileira narra a história de um lugar feliz e colorido, não se sabe se aqui pertinho ou muito longe, cujo povo perde sua liberdade a partir do momento em que um ditador toma o poder. Após um longo tempo cinzento, caracterizado por mandos e desmandos por parte do Tirano, três crianças se conhecem e, com um arco-íris no bolso, uma canção no corpo e uma chuvarada de estrelas, resolvem contagiar a população na tentativa de pôr fim àquele tempo de tristeza.

Com adaptação de Vinicius Baião, a Cia Cerne apresenta a primeira montagem de Era uma vez um Tirano, no Brasil e pretende, além de homenagear sua autora, fomentar a discussão sobre as possibilidades de um fazer teatral direcionado a crianças e adolescentes que toque, de maneira lúdica, em questões sociopolíticas.

De Ana Maria Machado
Adaptação e Direção – Vinicius Baião
Com Cesário Candhí, Gabriela Estolano, Higor Nery, Juliana França, Leandro Fazolla e Mariana Amaral

20 de outubro de 2019
Domingo | 16h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Entrada Franca
Classificação etária: Livre

Categorias: Centro de Artes UFF

Memórias de um pequeno grande príncipe

sex, 27/09/2019 - 11:10

11ª Mostra de Teatro Infantil de Niterói

Nos dias 19 e 20 de outubro, o Teatro da UFF recebe os espetáculos infantis Memórias de um pequeno grande príncipe e Era uma vez um tirano, respectivamente. Os espetáculos fazem parte da 11ª Mostra de Teatro Infantil de Niterói, realizada pela Associação dos Trabalhadores em Artes Cênicas de Niterói – ATACEN, e foram selecionadas por meio de chamada pública.

Realizada no período de 12 a 27 de outubro de 2019, a Mostra é dividida em duas categorias: Mostra Palco e Mostra Alternativa, ocupando vários espaços da cidade de Niterói, incluindo o Teatro da UFF. Todas as apresentações são gratuitas.

Memórias de um pequeno grande príncipe

A Artecorpo Teatro e Cia traz à cena uma livre adaptação do livro “O Pequeno Príncipe”, de Antoine Saint Exupèry. Nesta releitura, os atores pesquisaram as técnicas do teatro de animação para dar vida ao protagonista, um boneco articulado com 75 cm de altura. Ele surge a partir do instante em que um avião cai no deserto. O aviador é um homem sisudo, estressado, e era preciso um choque para organizar seus pensamentos. Com isso, sua memória traz à tona os personagens simbólicos de sua vida: a Rosa, simbolizando o amor e suas dificuldades de compreensão; a Serpente, a superioridade de um ser divino; a Raposa, a amizade, o cuidado, o carinho, que surge por meio de gestos, e não de palavras; o Guarda Chaves, o caos da população; e o próprio Pequeno Príncipe, o menino que havia dentro do aviador e que estava adormecido. Essa proposta torna a história uma análise psicológica da vida do aviador, passando por momentos amorosos, divinos, de compreensão de quem ele é, e para onde vai. Além desses personagens, o Pequeno Príncipe viaja “pelo universo”, na intenção de encontrar seu lugar. Esbarra, pelo caminho, com diversas criaturas que não lhe agradam. Estes personagens serão retratados através de três técnicas teatrais que se unificam para provocar surpresa, estranhamento e reflexão: a animação das malas, a sombra e as máscaras. 

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Fora deste mundo

seg, 23/09/2019 - 11:06

Lucas Toledo é ator formado em Artes Cênicas pela CAL (Casa de Artes de Laranjeiras) e é ilusionista profissional há 12 anos, já tendo se exibido em todo o Brasil e, pela primeira vez, se apresenta em um grande teatro na cidade de Niterói. Como ilusionista já se apresentou em teatros, casas de espetáculos, e em eventos em cidades do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Amapá, Santa Catarina, Espírito Santo, Pará, Rio de Janeiro e, também, em cidades da Argentina. Fez shows para empresas como Vivo, Natura, Globo, Sky, SESC e AMBEV, entre outras. Foi ainda o idealizador e professor do Curso de Mágica da CAL, no Rio de Janeiro. Como ator, participou dos espetáculos: Bailei na curva, com direção de Antonio de Bonis, Delicioso lugar, direção de Marcelo Morato, Don Juan, direção de Adriana Maia, e Marca Registrada, com direção de Menelick de Carvalho.

Em Fora deste mundo, ele une o ilusionismo e teatro, apresentando um show bem diferente de tudo o que o público está acostumado a ver em espetáculos de mágica, tanto na TV quanto em teatro.

Fora deste mundo é um espetáculo de mágicas para toda a família! O público irá participar de experiências inexplicáveis como aparições, desaparições, previsões impossíveis, leituras de pensamento, transformações e muito mais. Segundo ele, “o impossível acontecerá diante dos olhos de todos”! É ver para crer!

Ficha técnica

Elenco: Lucas Toledo
Direção: Lucas Toledo
Produção: Fernanda Guerreiro
Iluminação: Raphael Cesar Grampolla
Operador de Som: João Victor Pascale

12 e 13 de outubro de 2019
Sábado e domingo | 16h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)
Classificação etária: Livre

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Gentil Gentileza

seg, 23/09/2019 - 11:01

Glorinha e Renato interpretam dois personagens chamados Gentil e Gentileza, os quais levam, em suas narrativas, exatamente o que seus nomes significam.

O Gentil e a Gentileza, sempre bem vindos em todas as circunstâncias da vida, podem e devem ser exemplificadas para o público infantojuvenil e adulto por meio da música. O espetáculo apresenta canções muito queridas do público da dupla Glorinha e Renato, além de músicas inéditas que serão lançadas durante o show. Entre elas estão Pacha Mama, que promove uma dança circular no palco, Oxalá – O mantra, que fala sobre o namorar a vida para realizar os sonhos, de Glorinha, e Xote da bagunça, de Renato, com seu trava-língua dificílimo. Sucessos como Chocolocco e Golfinho, entre outros, também estarão presentes.

O perfil de todos os shows dessa dupla, sempre irreverente, é acolhedor e interativo, e a conversa entre músicos e plateia está sempre presente. O show acontece por meio da interação de todos, pois a plateia também faz parte do show.

Sobre Glorinha e Renato

Glorinha é carioca, instrumentista de violão e ukulele, cantora, compositora, produtora musical, atriz, escritora, com formação em Psicologia e Ciências Sociais. Seu parceiro, o niteroiense Renato, é pianista, cantor, compositor, ator, arranjador, escritor, produtor musical e com formação em Ciências Biológicas. Juntos, formam a dupla Glorinha e Renato em seu trabalho musical infantil.

Dias 26 e 27 de outubro de 2019
Sábado e domingo | 16h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)
Classificação etária: Livre

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Agnaldo Rayol – A alma do Brasil

seg, 23/09/2019 - 10:57

O premiado musical Agnaldo Rayol – A alma do Brasil apresenta grandes sucessos do cantor que dá nome ao espetáculo e canções que marcaram várias gerações como Fascinação, Se todos fossem iguais a você, A praia, Mia Gioconda, entre outros sucessos. O espetáculo revisita o cancioneiro popular de outras décadas, contando e cantando a trajetória de Agnaldo Rayol, nos palcos, na vida e ao redor do Brasil. Constitui assim um mosaico sonoro, visual e musical de uma época, que retrata, recria e rende homenagem ao personagem título do espetáculo.

Na interpretação do ator e cantor Marcelo Nogueira, acompanhado por um trio de baixo, bateria e piano, Agnaldo Rayol ganha vida, diante do público. O espetáculo, em formato de monólogo musical, mostra as origens, o apogeu e a sensibilidade desse ícone da música brasileira, cumprindo o importante papel de resgatar e imortalizar parte fundamental da formação cultural da história do nosso país. Até hoje, Agnaldo Rayol é uma referência da Cultura Popular Brasileira mundo afora, a síntese da voz nacional. E não só pelo seu grande talento, mas também pela extraordinária maneira de interpretar canções que influenciam gerações atuais.

O espetáculo vem tendo grande sucesso de público e crítica, permitindo a Marcelo Nogueira a indicação como Melhor Ator de Musical aos Prêmios: Bibi Ferreira 2018, Broadway World Brazil Awards 2018 e Prêmio CESGRANRIO 2015, além de mais 12 indicações a outras premiações. 

Marcelo Nogueira – É cantor, ator e músico carioca. Nascido em 02 de agosto de 1975. Começou a carreira aos 16 anos como pianista e vocal da Banda Foco Real, que misturava o estilo soul music com o samba-rock de Jorge Ben. De lá para cá, seguiu sua carreira produzindo e atuando no mercado musical brasileiro. Em 2014, estreou no papel-título do espetáculo Agnaldo Rayol – A alma do Brasil. No ano seguinte, gravou o DVD Agnaldo Rayol – Concerto de Natal, cantando com Agnaldo Rayol o dueto Creio em Ti, versão de I believe, que foi sucesso na voz de Elvis Presley, também ao lado de Daniel e Ronnie Von. Participou do show Você e Eu – 2 na bossa. Cantou no show Benção, Baden. Abrindo o festival Toda essa bossa, ao lado de Ithamara Koorax, entre outras excelentes cantoras. Protagonizou o compositor Chopin em Chopin e Sand – Romance sem palavras, de Walter Daguerre, recebendo dois prêmios por sua atuação neste espetáculo. Participou do musical Grande Circo Místico, de Chico Buarque e Edu Lobo, onde interpretou a célebre canção A bela e a fera, que foi sucesso, anteriormente, na voz de Tim Maia. O espetáculo teve a direção de João Fonseca e ganhou várias indicações e Prêmios. Marcelo também integrou o elenco do espetáculo Rock in Rio – O musical, de Rodrigo Nogueira, passando pelo Rio e São Paulo. Na sequência, produziu e atuou na opereta A noiva do condutor, de Noel Rosa, com o público lotando as sessões todos os dias. Agora, circula em turnê com os shows: Nunca pare de sonhar, celebrando o compositor Gonzaguinha. Recentemente, integrou o elenco da versão brasileira do aclamado musical da Broadway Billy Elliot – O musical, e realizou o espetáculo O Príncipe Poeira e a flor da cor do coração, no Centro Cultural Oi Futuro.

 

Críticas

“Marcelo Nogueira – a voz mais potente dos musicais cariocas”. (Marcelo Aouila – Aouila no Teatro)

“Divertido e encantador tributo […], Marcelo Nogueira exibe voz maravilhosa e convence plenamente nas passagens faladas, proferindo as palavras de forma irresistivelmente charmosa e encantadora”. (Lionel Fischer – Crítico e professor de teatro) 

 “Marcelo Nogueira merece aplausos pela construção de seu personagem. Agnaldo Rayol – A alma do Brasil faz um delicioso passeio pelas canções que marcaram a carreira do cantor”. (Backstage musical)

“O aplauso maior é merecidamente de Marcelo Nogueira, um tenor de primeira grandeza […]. Não só pela voz potente e firme, ou pela afinação perfeita, Nogueira enfrenta o desafio de construir o personagem e mantê-lo firme na proposta do texto e da direção”. (Rodrigo Monteiro)

“O coração cintilante do espetáculo é Marcelo Nogueira. O atento intérprete constrói seu personagem com filigranas detalhadas, sutilezas, piscadelas, impostações vocais, pequenos gestos e olhares delicados. Sua atuação como Agnaldo Rayol é uma amorosa reverência de um talentoso jovem ator a um grande ídolo da história das nossas artes”. (Fabiano Gonçalves – Movimento.Com)

Ficha técnica
Com: Marcelo Nogueira
Direção: Roberto Bomtempo
Texto: Fátima Valença
Iluminação: Brisa Lima
Dir. Musical, arranjos e piano: Roberto Bahal
Desenho de som: Marcelo MDM
Operação de luz: Thainá Dutra
Operação de som: Otto
Operação de vídeo: Pedro Waddington
Direção Produção: Sandro Rabello
Realização: Arte Mestra e Diga Sim Produções

04 a 13 de outubro de 2019
Sextas, sábados e domingos, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro
Ingressos – R$50 (inteira) e R$25 (meia)
Classificação indicativa – livre

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O Substituto

qua, 18/09/2019 - 11:05

Maria Maya, Alexandre Lino e Daniel Porto reeditam parceria de sucesso em nova incursão documental, que discute o cenário educacional do país, onde os alunos são a plateia.

Mudanças internas na direção de um colégio provocam a substituição de um professor de história do ensino médio. Humberto Arthur Emílio Ernesto Baptista assume o cargo e está diante de sua primeira e inesquecível aula inaugural. Esse é apenas o ponto de partida para uma série de questionamentos sociais e morais, apresentado pelo personagem título e que tem como pano de fundo o cenário atual da educação brasileira.

O substituto reúne, pela segunda vez, o trio Maria Maya, Alexandre Lino e Daniel Porto em uma nova investigação pelo teatro documental. Depois de apresentarem, com sucesso de crítica e de público, a polêmica peça sobre a travesti Lady Christiny, diretora, ator e autor se encontram oportunamente para falarem sobre temas atuais da sociedade, incluindo questões que dividem opiniões.

Sozinho no palco, Alexandre Lino conta com a participação do público como seus alunos durante a aula espetáculo.

“Quando idealizamos um projeto, estamos sempre idealizando conquistas e expectativas. Com essa peça foi diferente. Durante o processo, percebemos que eram assuntos tão emergenciais e muitas vezes apresentado de forma tão indigesta que se tornaram maior do que nós. Esse professor é tão real aos olhos de qualquer um que pode gerar empatia, ódio, risada, deboche ou qualquer outro sentimento”, diz o ator Alexandre Lino. 

Recebida com entusiasmo pelo público em sua pré-estreia na 7ª Mostra de Artes Cênicas Tiradentes em Cena, em maio deste ano, O substituto foi comparado ao celebrado espetáculo Apareceu a Margarida (1973) de Roberto Athayde, por abordar a questão da educação diante de um cenário político tão decisivo para os rumos da sociedade.

“Recentemente pensei em fazer uma feira brasileira de opinião, nos moldes da feira feita por Augusto Boal, Guarnieri e Plinio Marcos, e quando assisti a essa peça tive a certeza da função política que o teatro ainda exerce”, disse o diretor e ator Roberto Bomtempo, após a apresentação em Tiradentes.

Longe de uma narrativa maniqueísta, o texto de Daniel Porto não conduz o público a um julgamento sobre o que está se vendo e muito menos pretende influenciar em uma possível opinião. Ele apresenta um ponto de vista muito bem argumentado e que toca em questões comuns a qualquer pessoa.

“Durante o processo de construção deste espetáculo, nos alternamos muitas vezes como alunos, professores, e até mesmo diretores. A urgência dos questionamentos diante do atual cenário da nossa educação era enorme. Mas a necessidade de se fazer teatro diante do atual cenário da nossa cultura no país era tão grande quanto. Juntamos nossa coragem e afinidades intelectuais em busca deste pertencimento.  Hoje, tenho certeza que este encontro que começou em Lady Christiny e agora se estende em O substituto era mais que necessário. Pois só arte mesmo para tornar a nossa realidade tolerável”, diz Maria Maya.

SINOPSE

Humberto Arthur Emílio Ernesto Baptista é o professor substituto da escola.  O novo professor precisa chegar ao instituto para apresentar as novas diretrizes educacionais que a escola pede, através dos pais dos alunos e da nova secretaria de educação. A sua chegada a nova classe, indisciplinada, faz com que o seu discurso seja interpretado de diversas maneiras. Sem definir de qual lado esse novo professor está o espetáculo da Documental.Cia traz a proposta de “aula-espetáculo”. A partir da coleta de discursos reais, transformação da oralidade em documento, a peça propõe um jogo cênico para a plateia se relacionar como aluno numa sala de aula nos moldes do novo modelo de ensino.

FICHA TÉCNICA
Texto – Daniel Porto
Direção – Maria Maya
Com Alexandre Lino
Iluminação – Paulo Denizot
Cenário e Figurino – Karlla de Luca
Direção de Produção – Alexandre Lino
Programação Visual – Folha Verde Design
Fotografia Artistica – Janderson Pires
Assessoria de Imprensa – Minas de Ideias
Idealização e Realização – Documental Cia e Cineteatro Produções

17 de outubro de 2019
Quinta-feira | 19h – APRESENTAÇÃO ÚNICA
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)
Classificação etária: 14 anos

Categorias: Centro de Artes UFF

Paulo Freire, o andarilho da utopia

qua, 18/09/2019 - 10:37

“Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, ofendendo a vida, destruindo sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Este foi um dos últimos escritos do mestre Paulo Freire, antes de falecer em 02 de maio de 1997. Assustadoramente atual, em tempos em que a educação pública corre o risco de ser drasticamente reduzida, lutar pela dignidade humana é fundamental. Isso é Paulo Freire mais vivo do que nunca!

Foi a partir do legado que Paulo Freire deixou na mente e corações dos brasileiros, que o ator Richard Riguetti, o encenador Luiz Antônio Rocha e o dramaturgo Junio Santos decidiram levar a emocionante e inspiradora vida do educador para os palcos no espetáculo Paulo Freire, o andarilho da utopia, e lá também reproduzem a icônica entrevista de 1997.

Após passagens pelo Espírito Santo, Ceará, Amazonas, Santa Catariana, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, o espetáculo, que já foi assistido por mais de 10.000 pessoas em dezenas de apresentações, chega em Niterói, para curta temporada no Teatro da UFF.

A peça derrama no palco a trajetória e os causos de um dos mais notáveis pensadores da história da educação mundial. O espetáculo propõe uma reflexão, mostrando a sociedade e o planeta em constante mudança através da ótica Freiriana, misturando elementos das linguagens do teatro, do palhaço e do teatro de rua. Em todas as sessões, logo após a peça, acontece um círculo de conversa com o diretor e o ator do espetáculo, uma troca de ideias e ideais sobre o reconhecido mestre.

“Apresentamos o projeto da peça para Nita Freire, viúva do educador, e ela se encantou com a nossa proposta. Esse encontro nos alimentou durante todo o processo, para que a gente organizasse o nosso ato cenopoético no sentido da afetuosidade. Nita destacou, e podemos vivenciar, a amorosidade de Paulo Freire com relação ao mundo, às pessoas, aos seres vivos, e o profundo respeito ao diálogo, à compreensão, e a aceitação dos diferentes nos aspectos de um aprimoramento”, conta Richard Riguetti.

A encenação de Luiz Antônio Rocha (Frida Kahlo, a deusa tehuana; Brimas e Zilda Arns, a dona dos lírios), propõe uma estrutura narrativa que leva a um lugar de ideias e reflexão. É ele quem explica: “O brasileiro gosta de histórias. Gosta de pessoas que inventam, que abrem caminho, que enfrentam desafios, que são corajosas. O brasileiro está imerso em crenças fortes, em uma diversidade e cultura preciosas. Nossa brasilidade carrega paixão e acolhe arte antes mesmo de saber que é arte. Assim trazemos a presença iluminada de Paulo Freire através de uma dramaturgia que abarca formas brincantes como o circo e o teatro de rua. Essa brincadeira que propomos rompe barreiras de tempo e lugar. Nos leva à lua, um lugar de exílio e reflexão. Traz o encanto das palavras encharcadas de significados tão amorosas de Paulo Freire e de suas ideias. São ideias mais que nunca atuais, vivas e necessárias diante da realidade que neste momento nos envolve”.     

“Ler a vasta obra de Paulo Freire é necessário e prazeroso. Complicado é – entre tantas palavras e textos significativos – extrair o conteúdo da dramaturgia. Por isso, criamos roteiros cenopoéticos, temperados com cantigas, poemas, com cheiros de vida e cheiros de gente, para propagar a esperança que não cansa na voz, no corpo, na força que desejamos imprimir com o espetáculo”, explica Junio Santos.

O teatro é a arte do encontro. “Eu não posso ser se os outros não são”, dizia Paulo Freire. E o teatro e Paulo Freire se encontraram. Paulo Freire, Andarilho da Utopia traz um sopro de coragem em tempos de tantas desesperanças no Brasil. As palavras de Freire são ditas, vistas, ouvidas, repetidas, refletidas com uma sensibilidade que emociona e impulsiona.

“Impossível não se sentir tocado durante a apresentação. Uma conversa com um dos maiores educadores do mundo. Um homem que acreditou com profunda sabedoria na beleza da vida, do encontro, da natureza, da gente, dos animais. Um homem que sabia, como poucos, fazer com que todos se sentissem importantes para o mundo, participantes desse mundo. Um mundo de todos e para todos. Viva Paulo Freire. SEMPRE”, afirma Luiz Antonio Rocha.

Sinopse – Paulo Freire – O andarilho da utopia

No interior de Pernambuco, à sombra de uma mangueira, um menino com um graveto na mão inicia o seu processo de leitura do mundo. Com a crise de 1929, é submetido à fome, assim como grande parte da população brasileira. Com intuito de minimizá-la, percorreu quintais alheios – jaqueiras, mangueiras, cajueiros, pitangueiras. Na infância da juventude, uma outra fome ocupa o seu tempo: as palavras. E ele as devora como se elas fossem pedaços de comida. E essa foi a sua busca até a eternidade: as palavras. Através delas e com elas, percorre territórios disseminando a sua pedagogia de ensino e revoluciona a educação mundial. Movido pelo desejo de liberdade de si e dos outros, sonha com a justiça, com a equidade, com a superação dos obstáculos impostos por uma sociedade opressora e propaga nos homens e nas mulheres mais simples a vocação para o “ser mais”. Paulo Freire, o andarilho da utopia derrama no palco a trajetória de um dos maiores pensadores do mundo.

Ficha Técnica
Cenário e Figurino – Eduardo Albini
Direção de Movimento – Michel Robin
Preparação de ator – Beth Zalcman 
Preparadora corporal – Aline Bernardi
Direção de movimento – Michel Rubin
Projeto de Luz – Ricardo Lira Jr
Assessoria pedagógica – Josy Dantas
Assistente de direção – Marcia Rosa
Preparadora vocal – Jane Celeste
Letras de músicas – Ray lima e Junio Santos
Realização: Grupo Off-Sina e Espaço Cênico Produções Artísticas

18 a 27 de outubro de 2019
Sextas, sábados, às 20h, e domingos, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro
Ingressos – R$50 (inteira) e R$25 (meia)
Classificação etária – 12 anos

Categorias: Centro de Artes UFF

Rugas

qui, 29/08/2019 - 12:21

Por que as palavras velho, velha e velhice são usadas de maneira pejorativa? Por que os velhos sofrem preconceito e, muitas vezes, se veem desamparados e rejeitados? Como promover uma maior relação entre as gerações? Há três anos, as atrizes Vanja Freitas e Claudiana Cotrim estudam o tema e tentam responder essas perguntas – a dupla realizou dezenas de entrevistas com pessoas de 40 a 80 anos, leu livros que falavam sobre o assunto e se debruçou sobre trabalhos acadêmicos e artísticos. Esse material chegou às mãos do dramaturgo Herton Gustavo Gratto, que escreveu a comédia dramática Rugas, a partir da reflexão sobre essas questões (o autor foi indicado ao 6º Prêmio FITA de Teatro, na categoria Revelação por este texto). Com direção do premiado Amir Haddad, o espetáculo fica em cartaz de 07 a 29 de setembro, sempre aos sábados e domingos, às 19h.

“Este é um assunto importante, tocante e delicado. Mas também bastante perigoso. Qualquer resvalo para o melodrama poderá colocar atores, personagens e a plateia num beco sem saída. Não somo eternos. Seria insuportável se fôssemos. Por isso a vida, assim como o teatro, tem que ser vivida até o fim. Como se fôssemos eternos. Eternamente velhos, eternamente novos”, avalia o diretor Amir Hadadd.

Aos 65 anos, Vanja Freitas começou a vivenciar uma série de situações que a fez refletir sobre essa fase da vida. Ao lado de Claudiana Cotrim, de 48 anos, passou a observar como as pessoas mais velhas atravessavam a rua e como se relacionam com a cidade. Os livros A velhice 1 – a realidade incômoda e A velhice 2 – a relação com o mundo, de Simone de Beauvoir, e Como envelhecer, de Anne Karpf, também fizeram parte da pesquisa da dupla.

“Eu espero que o público se divirta e reflita sobre essa fase da vida que pode ser criativa e poderosa. Queremos passar uma mensagem amorosa e incentivar as pessoas a olharem mais para os velhos”, conta Vanja. “Uma amiga de 89 anos me disse uma coisa interessante: ninguém se prepara para envelhecer. E qual é a outra opção de não envelhecer?”, completa a atriz.

A história do espetáculo gira em torno de uma cientista gerontóloga (que estuda o envelhecimento) e deseja fazer o tempo parar. Para isso, vai estudar no exterior e quase não tem mais contato com sua mãe. Até que um dia, durante uma palestra, recebe um telefonema da cuidadora dizendo que a mãe está muito doente e precisa ver a filha. O que ela vai fazer? Na trilha sonora do espetáculo, estão músicas como Que sera, será, de Doris Day, um hino dos anos 1950, Jura, de Zeca Pagodinho, Meu mundo caiu, eternizada por Maysa, Fascinação, famosa na voz de Elis Regina, Bodas de Prata, de Maria Bethânia, entre outras.

“A partir da relação delas, a gente propõe ao espectador que pense sobre algumas questões: o que você vai ser quando envelhecer? ou quando você se sentiu velho pela primeira vez? O público mais velho vai se identificar profundamente e os jovens vão ter a oportunidade de mudar seu pensamento a respeito do próprio futuro”, completa a atriz Claudiana Cotrim.

Vanja Freitas (atriz e idealizadora) – Atriz formada pela Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia. Artista plástica formada pela Escola de Belas Artes – UFBA.  Atuações em teatro: “Álbum de Família” (direção: José Possi Neto, 1978), “América Dreams” (dir.: José Possi Neto, 1979), “Estórias de lenços e ventos” (dir.: Paulo Dourado, 1979), “Exercitando” (dir.: Sérgio Britto, 1987), DomQuixote (dir.: Ricardo Maurício, 1994), “Sarau do Machado” (dir.: Ric. Maurício, 1995), “Kafkamachine” (dir.: Marília Martins, 2005), “A vida como ela é” (dir.: Bruno Rodrigues, 2012), “Como nasce um cabra da peste” (dir.: Júlio Wenceslau, 2014-15), “Bonitinha mais ordinária” (dir.: Ana Zettel, 2015).  Atuações em TV: “Sítio do Pica Pau Amarelo” (TV-E, 1980), programa “TV Escola” (TV-E, 1996), e nas seguintes telenovelas ou minisséries da TV Globo: “Você decide” (1995), “Salsa e merengue” (1996), “Hilda Furacão” (1998), “Pecado capital” (remake, 1998), “Laços de família” (2000), “Velho Chico” (2016), Muito além do Paraíso (2018). Cinema: curtas “Fando e Liz” (texto de Arrabal, dir.: Antônio Alcântara, 1977), “L.X.O.” (dir.: Ronaldo Ghermann, 1980), “Uma história de borboletas (de Caio Fernando Abreu, dir.: Flávio Colker, 1994), longa-metragem “Araras” (dir.: Sabrina Mc Cormick, 2016), “21, mão na cabeça” (dir.: de Milton Alencar). Figurinista: curso de figurino com Colmar Diniz – Faculdade CAL (2016); peças “Bonitinha, mas ordinária” e “Andarilho” (2016). Diretora: “O Rinoceronte”, de Ionesco, e cena da peça “Vestido de noiva”, ambos no teatro Sesc da Tijuca.

Claudiana Cotrim (atriz e idealizadora) – Atriz formada pelo Centro de Artes Cênicas do Maranhão em 1997, graduada em Letras e pós-graduada em Psicopedagogia. Desenvolveu a pesquisa “A autonomia do ator em cena”. Ministra oficinas de teatro sobre o tema Ator-Autor-Autonomia. Como atriz, seu repertório de trabalhos inclui performances, espetáculos de teatro, contação de histórias, oficinas de teatro, de contadores de histórias e de oratória, telenovelas, filmes e preparação de atores. Atuou na novela “Chamas da Vida”, da Rede Record. Na Rede Globo, teve participação nas novelas “Da cor do pecado”, “Ti-Ti-Ti”, “Avenida Brasil”, “Salve Jorge”, “Em Família”. Ganhou o prêmio de melhor atriz em 2011 com o espetáculo solo “Medeia” (baseado na obra de Eurípides) no 18º Festival Nacional de Monólogos Ana Maria Rêgo. Integrou o elenco de “Hotel Medeia – da meia noite ao amanhecer”, no Oi Futuro (Flamengo), além de trabalhos na linguagem audiovisual: ‘Medeias precisam de auxílio’ curta metragem de Gleyser Azevedo (MA); “De corpo inteiro”, filme sobre Clarice Lispector, de Nicole Algranti; e “O próximo rosto” curta metragem de Stéphane Dosse (França, 2009). Criou o projeto Teatro na Corte, com apresentações cênicas em espaços extracotidianos. Atuou também como atriz em “Os Homens Também Amam” (direção de Rodrigo Scheer, Teatro Clara Nunes, Rio), “Detetive – a peça” (direção do Rodrigo Scheer, Teatro Cândido Mendes, Rio), “Intervalo’ (direção de Josué Soares Teatro Vannucci, Rio). Dirigiu os espetáculossolo “Andarilho”, com o ator Carlos Rosario, e “Mariazinha’s”, com a atriz Maria Ethel.

Amir Haddad (diretor) – Com José Celso Martinez Corrêa, Renato Borghi e outros criou, em 1958, o Teatro Oficina — ainda em atividade com o nome de Uzyna Uzona. Nesse grupo, Amir dirigiu Candida, de George Bernard Shaw; atuou em A Ponte, de Carlos Queiroz Telles, e em Vento Forte para Papagaio Subir, de José Celso Martinez Corrêa. Em 1959, dirigiu A Incubadeira e ganhou prêmio de melhor direção. Desligando-se do Teatro Oficina, segue em 1961 para Belém, no Pará, realizando uma série de trabalhos para a Escola de Teatro de Belém. Em 1965, o Teatro Universitário Carioca o convida para dirigir O Coronel de Macambira, de Joaquim Cardozo, e Amir acaba por permanecer no Rio de Janeiro. Aqui, é um dos fundadores do grupo A Comunidade, instalado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), que se projeta em 1969 com o espetáculo A Construção, de Altimar Pimentel, atribuindo a Amir o Prêmio Molière de melhor direção. Em 1970, realiza mais dois espetáculos com o grupo: Agamêmnon, de Ésquilo, e Depois do Corpo, de Almir Amorim. No mesmo ano, ganha o segundo Molière, com O Marido Vai à Caça, de Georges Feydeau. Em 1972, no Rio de Janeiro, ganha o prêmio Governador do Estado de melhor diretor, com a peça Tango, de Slawomir Mrozec. Com o Grupo de Niterói, faz SOMMA, no Teatro João Caetano, 1974. Em 1980, funda o Tá na Rua, fazendo apresentações de rua baseadas em cenas de criação coletiva. Realiza, também, trabalhos no teatro comercial, que lhe valem o Prêmio Shell por Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come, de Oduvaldo Vianna Filho e Ferreira Gullar em 1989; e o Prêmio Sharp, por O Mercador de Veneza, de William Shakespeare, em 1996. Dirige, ainda de Shakespeare, Noite de Reis, em 1997; e O Avarento, de Moliére, em 2000. A partir da década de 1990, Amir aprofunda suas pesquisas de teatro de rua, fazendo diversas encenações de Cortejos e Autos pelo país, movimentando milhares de pessoas nessas encenações, tendo quase sempre presente alguns dos integrantes do Tá na Rua.

Ficha técnica:

Texto: Hérton Gustavo Gratto
Direção: Amir Haddad
Elenco: Claudiana Cotrim e Vanja Freitas
Iluminação: Marcelo Camargo
Figurino e cenografia: Lorena Sender
Preparação corporal: Claudiana Cotrim
Preparação vocal: Vanja Freitas
Fotografia e vídeos de ensaio: Ana Clara Catanhede
Assessoria de Imprensa: Christovam Chevalier
Produção: Diga Sim Produções!

07 a 29 de setembro de 2019
Sábados e domingos | 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro
Classificação indicativa – 14 anos
Ingressos – R$50 (inteira) e R$25 (meia)

Categorias: Centro de Artes UFF

Fabulices

qua, 28/08/2019 - 13:38

Fabulices vem trazer à cena uma repaginada nas fábulas mais populares. As fábulas tratam de certas atitudes humanas, como a disputa entre fortes e fracos, a esperteza, a ganância, a gratidão, o ser bondoso, o não ser tolo. A partir da ideia de ‘harmonizar as diferenças’, tão cultuada hoje em dia, dois palhaços (Marcela Galvão/Giovanna Sassi e Junior Mello) mostram a garotada as lições que podemos aprender ao conhecermos o outro. Então, partindo da adaptação das histórias e da direção dinâmica, concebida por Marcello Caridade, juntando a trilha sonora original, composta divertidamente por Glorinha Lattinni e Renato Pfeil, é possível “brincar” de Teatro com essas histórias que vem de geração em geração.

São encenadas A Casa da Onça e do Bode, O Macaco e a Velha e Moça Baratinha com o grande charme desta encenação que é o Teatro dentro do Teatro. Com a tagarelice própria de gente de teatro, os atores – clowns em estilo – se transformam em seus personagens, enquanto levam pra cena as suas mesmices, tolices, rabugices do dia-a-dia. Todas as fábulas “contadas” – numa linguagem popular e atualizada – são construídas em cena, com a ajuda da gurizada da platéia, mostrando o processo do criar/construir. Toda linguagem do teatro é usada em Fabulices, desde o gramelô e o Teatro dos Gestos ao teatro de mamulengos.

Um cenário simples, composto de objetos cênicos capazes de transformar em tudo que estas Fabulices pedirem! O resto é luz e ator, o bom humor e o lúdico.

Fica como resultado deste espetáculo, a arte de educar socialmente, através da mensagem de harmonizar as diferenças, numa forma divertida onde nossa plateia poderá cantar e dar boas gargalhadas. 

20 Anos de teatro para infância e juventude

A Cia. de Repertório de Teatro Musical, a mesma realizadora dos musicais Tarzan e Capitães da Areia, está comemorando 20 anos em cena com um trabalho direcionado para a criança e toda a família. O objetivo maior de seu trabalho é a formação de plateia e o resgate da cultura popular, do universo lúdico da criança de hoje e de ontem. Com isso, ao longo desse período, foram diversas apresentações e longas temporadas nos teatros de São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói e cidades do interior com espetáculos como Peter Pan, João e Maria – Uma História Brasileira, Fabulices, Capitães da Areia, Tutti Frutti e outros.

Sob a batuta do ator/diretor Marcello Caridade (premiado com o musical UMA Professora muito Maluquinha, de Ziraldo, e ator do seriado Os SuburbanosMultishow/Rede Globo), a Cia. retomou seu trabalho este ano, comemorando esses vinte anos de resistência, colocando no circuito carioca de teatro os espetáculos Fabulices e Tarzan nos teatros Laura Alvin (Ipanema) e Sala Baden Powell (Copacabana)e Teatro Miguel Falabella  (Zona Norte), respectivamente. 

Glorinha e Renato

Glorinha&Renato como são conhecidos pelo público infanto-juvenil, é uma dupla de músicos, cantores, instrumentistas, compositores e produtores musicais com uma discografia autoral editada em 20 CDs, 2 DVDs e parcerias com escritores em trilha sonora e narração de dois livros infantis e um infanto-juvenil, de Renato. Semearam, ao longo de sua vida artística, valores fundamentais para a vida pacífica em sociedade, diante do meio ambiente, da família e do universo lúdico infantil. Sempre com muito bom humor, irreverência e liberdade para trocar opiniões e impressões quando estão ao vivo com o público.

Estiveram no Espaço Tom Jobim (RJ), Museu da República (RJ), Teatro Werneck (RJ), Teatro da UFF, Teatro Popular Oscar Niemeyer, MAC de Niterói e Teatro Municipal de Niterói onde se apresentaram  no  Playing for Change Day Kids em 2018. Participaram do Festival de Música da EBC-Rádio Nacional em 2017. Se apresentaram no Espírito Santo, Curitiba, São Paulo e múltiplas cidades do Estado do Rio de Janeiro. Dirigem as Oficinas de Música da Tribo em 2 Estúdios de Produção e Música no Rio e Niterói, como Mentores da Trupe da Tribo.

Ficha técnica
Elenco: Marcela Galvão/Giovanna Sassi (A Onça, A Velha e A Barata) e Junior Mello (O Bode, O Macaco e Outros Bichos)
Texto e Direção de Marcello Caridade
Assistência de Direção de Marcela Galvão
Músicas Originais de Glorinha Lattini e Renato Pfeill
Figurinos de Zezé Caridade
Concepção Cenográfica da Cia. de Repertório de Teatro Musical
Iluminação de Raphael Cesar Grampolla
Adereços e Cenotécnica da Cia. de Repertório de Teatro Musical
Bonecos de Andréa Ferrer
Programação Visual de Bia Freitas
Fotos de Michelle Iassanori
Gerência de Produção Marcello Caridade
Direção Geral de Marcello Caridade
Realização Cia. de Repertório de Teatro Musical

14 a 29 de setembro de 2019
Sábados e domingos | 16h
Ingressos – R$40 (inteira) e R$20 (meia)
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro
Classificação indicativa – livre

Categorias: Centro de Artes UFF

Romeo e Giulietta 1.1 – Desfocamento dos corpos

ter, 20/08/2019 - 10:51

Depois de 25 anos de atividade artística e intensa produtividade dos últimos anos, Roberto Zappalà dá início a um novo projeto intitulado Antologia. Este projeto visa a um resgate dos trabalhos mais interessantes que deixaram uma marca no tempo e na construção da linha coreográfica de Zappalà e de sua companhia. Antologia tem por objetivo não apenas “recuperar” e “revisitar”, mas também originar novas visões por meio de novos “contatos”; a própria mudança dos intérpretes pode constituir a causa primeira para uma diferente abordagem à criação por parte do coreógrafo. Tudo isso não só leva a uma reflexão sobre o passado mas, inevitavelmente, conduz a pensar no futuro.

“O desfocamento dos corpos” era o título do Romeo e Giulietta de 2006, que Roberto Zappalà decidiu retomar e levar novamente à cena como primeiro espetáculo de Antologia. Uma revisão que é também uma renovação. Um Romeo e Giulietta 1.1.

“O que nos leva a sentirmos fora do foco, quando é que nós percebemos essa sensação?”, se pergunta Zappalà, que informa:

“Tecnicamente (em ótica, fotografia, cinema), o ficar fora de foco é uma questão de distância. A distância entre o centro focal do objetivo e o objeto enquadrado; se essa distância é inferior ou superior a certa medida, o objeto fica fora do foco. Trazendo isso no contexto dos dois amantes de Verona, sentimos estar fora de foco quando percebemos que a distância entre nós e a pessoa amada não é a distância correta, quando a distância que nos separa da pessoa amada é condicionada pelo nosso estar no mundo. Quando estamos, percebemos, acreditamos estar perto ou longe demais. Somos todos Romeo e Giulietta”.

Na versão 1.1, o coreógrafo descentralizou a própria focagem, concentrando-a na dupla de namorados, na sua individualidade de seres que vivem um mal-estar, sobretudo, social. Nas vicissitudes shakespearianas se chega a um amor sublimado pela morte (e vice-versa). A versão 1.1 de Zappalà visa a refletir, ao mesmo tempo, a rebeldia dos jovens renascentistas e o tempo atual, onde a pulsão de morte é sublimada por si mesma. À pulsão de morte, pretende contrapor a paixão e o respeito pela vida. Uma nova versão de Romeo e Giulietta que não quer falar de amor, mas ser um ato de amor para a vida.
Ficha Técnica:

Coreografia e direção – Roberto Zappalà
Músicas – Pink Floyd, Elvis Presley, Luigi Tenco, José Altafini, Mirageman, John Cage, Sergei Prokofiev
Intérpretes – Gaetano Montecasino, Valeria Zampardi
Textos – Nello Calabrò
Iluminação e figurinos – Roberto Zappalà
Direção técnica – Sammy Torrisi
Produção – Scenario Pubblico/Compagnia Zappalà Danza – Centro di Produzione della Danza
Coprodução – Orizzonti Festival Fondazione (em colaboração com Le Mouvement Mons Festival – Bélgica)
Apoio – Ministero dei Beni e delle Attività Culturali Regione Siciliana Ass. to del Turismo, Sport e Spettacolo

04 e 05 de setembro de 2019
Quarta e quinta | 20h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro
Ingressos – R$10 (inteira) e R$5 (meia)
Classificação etária – Livre

Obs.: No dia 05 de setembro, haverá duas outras atividades com os bailarinos da Companhia Zappalà que são:
15h às 17h – Workshop de dança no palco do Teatro da UFF, com entrada franca.
21h – Após o espetáculo, os bailarinos participarão de um debate com o público.

Categorias: Centro de Artes UFF

Era só por uma noite

qui, 18/07/2019 - 15:40

Depois do grande sucesso, quando estreou no Teatro Fashion Mall, no Rio de Janeiro, em 2016, o espetáculo que tinha o título original Guerra doce, foi apresentado no Teatro da UFF, em Niterói, no mesmo ano e, depois, seguiu por vários teatros brasileiros. Agora, remontado e com novo título, Era só por uma noite, o espetáculo retorna ao Teatro da UFF, com as mesmas questões que continuam em evidência, quando se trata de preconceitos de gênero.

Baseado em uma história real, o espetáculo teatral Era só por uma noite, estreia do ator Edu Porto na criação de um texto teatral, trata da vida de três pessoas completamente diferentes, entre si. André (Edu Porto) estuda filosofia, pinta quadros e leva uma vida livre, sendo o protótipo do jovem descolado, que não se preocupa com nada efetivamente e quer viver a vida sem problemas. Gustavo (William Vita), um empresário bem sucedido e conservador, acaba de ser traído por sua esposa e, literalmente, despenca de seu mundo sóbrio e bem construído. Carol (Luiza Veloso) dança na noite para pagar a faculdade, é apaixonada por André e encara o mundo sempre com jovialidade e alegria. Mas um encontro inesperado em um bar, durante a final da Copa do Mundo de 1994, mudará o rumo da vida dos três, entrelaçando suas histórias de forma inesperada e intensa, apontando preconceitos e julgamentos sociais, tão comuns em nossa sociedade contemporânea. E a descoberta de uma doença terminal, em um deles, leva-os a repensar seus projetos de vida e o que desejam de verdade, para si mesmos.

William Vita atuou em mais de 20 novelas, entre elas: Avenida Brasil, A favorita, Flor do Caribe, Páginas da vida e Império, na TV Globo. Na Rede Record, atuou em Os dez mandamentos e Rei Davi. No cinema, destaca-se sua atuação em Tropa de elite 2. Atualmente, é um dos três artistas brasileiros com maior número de participações em montagem, atuação e direção, no cenário teatral,  contando com mais de 130 espetáculos em seu currículo.

Entre as premiações que conquistou, estão as de Melhor Diretor em 14 festivais diferentes de teatro, como o Festival do Centro Universitário Moacyr Bastos (1995), o do município do Rio de Janeiro (1990) e o de Itaguaí (1996). Ganhou também os prêmios de Melhor Espetáculo, Melhor Iluminação e Melhor Cenário no Festival de Teatro Cidade do Rio de Janeiro, no ano de 2006, com a peça O auto da compadecida, de Ariano Suassuna. Foi agraciado com o prêmio de Melhor Ator em nove festivais de teatro, entre eles o do município do Rio de Janeiro (1990 e 1994), o de Cachoeiras de Macacu (1996), o de Itaguaí (1996) e o de Belo Horizonte (1993).

Edu Porto estudou teatro e atuação para televisão e cinema, fazendo cursos com Daniel Herz, Sergio Pena, Antônio Amâncio, Cininha de Paula, Beto Silveira, William Vita, David Hermam, Fátima Toledo e Flávio Colatrello, entre outros.

Tendo iniciado sua carreira como ator de comerciais aos 19 anos, participou de campanhas publicitárias das marcas Gatorade, Coca Cola, Skol, Fiat e Vivo. Posteriormente, foi escalada para a novelas de televisão, atuando em A regra do jogo, Sangue bom, Amor e sexo, Cordel encantado, Malhação e Império (TV Globo), José do Egito, Viagem sem fim e Ribeirão do tempo (Rede Record), entre várias outras. Nos palcos, atuou em Robin Hood, Filhos das ruas, A vida é uma comédia, A bruxinha que era boa e O auto da compadecida. Atualmente, Edu Porto está em cartaz na novela Jezabel, da TV Record.

O espetáculo Era só por uma noite é sua primeira incursão como autor teatral.

Ficha técnica:

Texto: Edu Porto
Direção: William Vita
Elenco: Edu Porto, Luiza Veloso e William Vita
Sonoplastia: Gutemberg Rodrigues
Figurino: Drica Gomes
Cenário: Edu Porto e William Vita
Iluminação: Danilo Calegari

23 de agosto e 01 de setembro de 2019
Sextas e sábados, às 20h | domingos, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro
Ingressos – R$40 (inteira) e R$20 (meia)
Classificação etária – 12 anos

Categorias: Centro de Artes UFF

Ronco dos motores

qui, 18/07/2019 - 15:35

A Comrua Cia de Dança tem feito grande sucesso de crítica e público com o seu espetáculo Ronco dos Motores, dirigido e coreografado por Pâmela Oliveira e Rodrigo Pires. Preenchendo o palco, durante 50 minutos sem intervalo, as técnicas contemporânea e urbana, presentes na formação dos oito bailarinos, dialogam e dão suporte à pesquisa coreográfica. Ronco dos Motores transforma os bailarinos em uma massa anônima que se funde (e se confunde) com personagens do cotidiano. Tratam o comportamento humano de uma maneira bem específica, através de movimentos, por vezes sutis e delicados, ora de uma intensidade e velocidade quase impossíveis de se executar.

Ronco dos Motores é um espetáculo para todas as idades, para qualquer pessoa, em qualquer tempo, onde a dança e a música aparecem num casamento perfeito e só resta ao público sentar, assistir, ouvir e viver todas as emoções.

“A companhia Comrua, em 26 de Outubro de 2019, completará 21 anos. Nascida no Rio de Janeiro, em Niterói, criou um sotaque próprio, delicadamente inspirado nas diversas artes e suas antíteses. Nada linear. Nada analógico. Despontou por sua capacidade de discutir o próprio ser humano, fazendo dele sua principal fonte de inspiração. Por sua capacidade de comunicação com as mais variadas plateias ressoou em territórios distintos. Pincelou essa construção com pitadas de um humor sutil e quixotescamente ingênuo, que travou batalhas inimagináveis com o mundo da abstração e da poesia. Trata-se certamente de um corpo que se move homogêneo, ainda que impulsionado pelos desejos individuais de suas partes. Essas, sim, heterogêneas”, fala seu diretor artístico Rodrigo Pires.
Esta é a descrição de uma companhia que, desde sua fundação, reuniu almas inquietas, ansiosas por discutir suas relações com o mundo.


Ficha Técnica

Direção Geral: Pâmela Oliveira
Direção Artística: Rodrigo Pires
Coreografia: Carla Martins, Pâmela Oliveira e Rodrigo Pires
Assistentes de coreografia: Gabrielle Ferreira, Noemy Souza, David Medeiros, Elisa Azevedo e Alex Santos
Iluminação: Tadeu Freire
Técnico de Iluminação: Rodrigo Pires
Figurinos: André Bernardes
Fotografia: Camila Serpa
Direção de Palco: Pâmela Oliveira
Com: Alex Santos, David Medeiros, Elisa Azevedo, Igor Lai, Marcos Paulo, Pâmela Oliveira, Renan Lima e Thaiza Fonseca
Classificação indicativa: Livre
Duração: 50 min
Realização: Comrua Produções Artísticas LTDA

02 a 11 de agosto de 2019
Sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói – RJ
Ingressos – R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)
Recomendação etária – Livre

Categorias: Centro de Artes UFF

Ponto de vista

qui, 18/07/2019 - 15:31

Destaque no humorístico A Praça é Nossa, o ator Jefferson Farias fará três únicas apresentações da comédia Ponto de vista no Teatro da UFF.

Ponto de vista é uma comédia encenada por Jeffinho Farias, onde inúmeras histórias do cotidiano de um deficiente visual são colocadas através de uma narrativa bem humorada. Através da comédia teatral, o público passa a participar das vivências e observações relacionadas ao dia a dia de um cego, onde o jovem, que também é portador de deficiência visual, apresenta com versatilidade e muitas tiradas hilariantes temas relacionados a sua própria vida. Relacionamentos, tendências contemporâneas e moda são alguns dos ingredientes do cardápio sobre o qual o jovem artista lança o seu “olhar” particular.

Ponto de vista não só apresenta como faz uma análise crítica sobre as dificuldades ainda enfrentadas pelos deficientes, em nosso país. Jeffinho alerta para o enorme número de portadores de necessidades especiais e fala sobre o desejo de todos esses, incluindo ele, de serem definitivamente tratados como iguais dentro da sociedade em que vivem.

O cenário é composto por várias tiras de piso tátil, por onde o ator circula ao longo do espetáculo, sem o uso de bengala.

Jefferson Farias começou sua carreira participando de programas de TV. Iniciou em 2008 fazendo apresentações em ruas e praças públicas e, em pouco tempo, foi convidado a participar dos quadros “Humor na Caneca”, no Programa do Jô, e “Quem Chega Lá”, no Domingão do Faustão, além de participações no humorístico “Zorra Total”, todos da Rede Globo. Após ganhar destaque por suas participações, nascia o grupo de humor “Esse Cego É DuCarvalho”. E, há três anos, o ator ganhou um quadro fixo no humorístico “A Praça é nossa”.

Formou-se em Artes Cênicas pelo Centro Universitário da Cidade (UniverCidade/RJ) e também realiza trabalhos como cronista e roteirista para novos artistas, apresentando sua versatilidade artística e, principalmente, a perseverança que rompe os limites que a deficiência visual lhe impôs.

Sobre o diretor Alexandre Régis

Régis é uma lenda viva do humor brasileiro. Pode-se dizer que todo programa ou especial de humor, das últimas décadas, contou com sua participação (Os Trapalhões, Chico Total, Viva o Gordo, A Praça é Nossa e Zorra Total). No teatro, firmou-se como diretor e fundador do Teatro de Terror, do qual participaram os também convidados do Zenas Improvisadas Alexandra Richter e Charles Paraventi. Hoje em dia, além de atuar em Zorra Total, dirige a dupla de humoristas Marcius Melhem e Leandro Hassum no espetáculo Nós na Fita.

Ficha técnica

Texto e atuação: Jefferson Farias
Direção: Alexandre Régis
Iluminadores: Eduardo Nobre e Fernanda Mattos
Assistente de Produção: Aiana Queiroz
Direção de Produção: Fabrício Chianello

16 a 18 de agosto de 2019
Sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói – RJ
Ingressos: R$40 (inteira) e R$20 (meia)
Recomendação etária: 14 anos

Categorias: Centro de Artes UFF

Diários do Abismo

qua, 26/06/2019 - 15:47

Diários do abismo é uma adaptação de Pedro Brício para Hospício é Deus, primeiro livro da escritora e jornalista mineira Maura Lopes Cançado (1929-1993). Espetáculo que esteve em cartaz no CCBB (RJ), recentemente, e que ficará em cartaz por duas semana no Teatro da UFF, no mês de julho deste ano.

“Ganhei o livro de presente do Ney Latorraca, que disse: aqui tem uma grande personagem”, revela Maria Padilha, que completa 40 anos de carreira e estreia seu primeiro monólogo. O espetáculo dirigido por Sergio Módena é um relato autobiográfico que a escritora fez nos sanatórios e clínicas em que esteve internada, enquanto vivenciava o horror dos tratamentos psiquiátricos da época. “O que Maura escreve sobre a natureza humana, loucura, sanidade e religiosidade impressiona pela assustadora lucidez com que aborda os temas”, descreve Módena.

Prestes a completar 90 anos de nascimento, a escritora mineira de São Gonçalo do Abaeté, que faleceu há 25 anos, foi festejada na época pela nata da literatura brasileira.  Segundo o escritor Otto Lara Resende, “Maura é um testemunho de que a vida é muito forte, sobretudo quando se encarna em alguém da qualidade e do talento que ela tem. Maura é única e insubstituível”. Para o poeta Ferreira Gullar, “um dos mais contundentes depoimentos humanos já escritos no Brasil”.  Segundo Carlos Heitor Cony, Maura é maior que a autora de A hora da estrela. “Clarice, de certa forma, viveu em sua redoma: Maura, não. Maura não é peixe de aquário: é peixe de oceano, que vai fundo”.

Nascida em uma família rica e importante de Minas Gerais, Maura Cançado, aos sete anos de idade, já tinha o hábito de inventar personagens para si mesma. Foi nesta época que os ataques epiléticos começaram. Diagnosticada como psicótica, passou por diversos sanatórios e clínicas psiquiátricas. Em seu diário contava fatos determinantes de sua vida antes e durante sua internação, denunciando os terríveis métodos de tratamento praticados. Estreou em 1959 como escritora no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil. Em 1965, foi publicado Hospício é Deus. Em 1968, veio o segundo livro: O sofredor do ver. Os títulos foram reeditados pela editora Autêntica em 2015. Teve seu nome maculado na história da literatura ao matar por estrangulamento uma interna grávida. Após o episódio, Maura parou de escrever e foi esquecida por formadores de opinião e escritores. Solta em 1980, ainda passou por outras clínicas nos últimos anos de sua vida e faleceu no dia 19 de dezembro de 1993, devido a um infarto.

Sobre a peça – O cenário não realista de André Cortez propõe a visão de Maura em relação ao espaço cênico, como esta “mulher poeta” enxerga o quarto do hospício. Camas de hospital se transformam nas páginas do diário, janelas que são espaço de liberdade e prisão. Os elementos do hospício são componentes da narrativa. O figurino de Marcelo Pies segue a mesma estética. Um uniforme de hospiciado bem longo, que evoca também religiosidade. A trilha de Marcelo H é atemporal e cria atmosferas, ruídos e sonoridades, como se o som reverberasse da cabeça de Maura. O iluminador Paulo César Medeiros completa a ficha técnica.

12 a 21 de julho de 2019
Sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$60,00 (inteira) e R$30,00 (meia)
Classificação etária: 10 anos

Categorias: Centro de Artes UFF

Os três porquinhos

qua, 26/06/2019 - 12:08

Os três porquinhos – O conto popular que dá nome à peça tornou-se conhecido graças à versão recolhida na Inglaterra pelo folclorista Joseph Jacobs (1854-1916) e publicada na obra Contos de fadas ingleses. Esta primeira versão serviu de base para todas as versões posteriores, mundo afora.

No Brasil, há vários anos, a CIA Erthal de Teatro vem produzindo para crianças, jovens e adultos o universo lúdico do teatro infantil. E, dentro desse universo, também adaptou o conto Os três porquinhos. Nessa adaptação, o espetáculo conta a história dos três irmãos suínos, Prático, Cícero e Heitor, que tentam se defender dos ataques do Lobo Mau.

Prático, o irmão mais velho e o mais responsável, preocupado com o futuro, propõe aos irmãos construírem uma casa bem resistente, com pedras, tijolos e barro, mas Cícero e Heitor não estão nem aí para o irmão e só querem saber de brincar. Estudar e trabalhar, nem pensar! Acham melhor fazer uma casa mais simples e menos trabalhosa.

Heitor sugere uma casa de palha, Cícero uma casa de madeira e cipó. Prático, cansado de pensar e agir pelos irmãos, resolve dar um basta em tudo e decide que cada um construa sua própria casa, onde e do jeito que quiser.

A preguiça de Cícero e Heitor coloca em risco suas vidas, pois com um sopro o Lobo Mau bota abaixo as casas dos dois porquinhos, que fogem desesperadamente para a casa do irmão mais velho, pedindo socorro. Lá, a casa de tijolo, pedra e barro, é forte e resistente. O lobo fica roxo de tanto soprar, mas não consegue derrubar a casa. Prático, como sempre solidário e esperto, prepara uma armadilha para espantar o terrível Lobo Mau para bem longe e assim poder viver em paz.

Com muita comédia, o espetáculo vai se desenrolando ao longo de cinquenta minutos, dando atenção ao meio ambiente, aos bons modos sociais e à importância da coletividade com uma linguagem contemporânea onde todos se divertem até o final.

A CIA Erthal de Teatro – O teatro e a literatura infantil fazem parte da fantasia de toda criança. Pensando nisso, a companhia, dirigida por Aníbal Erthal, que também produz os espetáculos O Mágico de Oz e O Rei Leão, vem desenvolvendo, há vários anos, um sério trabalho junto a escolas, festas, teatros, shoppings e empresas, proporcionando alegria, cultura e entretenimento ao público que nos assiste. A fórmula é uma só: quando se trabalha com prazer, se pode fazer o que mais inspira.  Todo sacrifício vale a pena. Os aplausos que a companhia recebe e a satisfação do público é a sua maior recompensa.

FICHA TÉCNICA

Direção e adaptação: Anibal Erthal
Elenco: Brunno Vieira / Lucas Gonçalves (Lobo Mau); Marcelo de Andrade / Fernandinho Mattos (Cícero), Gabriel Vaz / Matheus Alegria (Heitor) e Sergio Di Paula / Douglas Estrela (Prático).
Produção Executiva: Manoela Lanzellotti
Figurinos: Graça Pereira
Cenários: Anibal Erthal
Sonoplastia: Lucas Gonçalves/Ygor Valaderes
Programação visual: Shamah Comunicação
Pintura Artística: VD Visual Design
Produção: CIA Erthal de Teatro

06 a 21 de julho de 2019
Sábados e domingos, às 16h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)
Classificação etária – Livre

Categorias: Centro de Artes UFF