Artes Cênicas - Centro de Artes da UFF

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Atualizado: 3 horas 3 minutos atrás

Visitando Camille Claudel

ter, 12/02/2019 - 16:43

A peça, livremente inspirada na vida e na obra da escultora francesa Camille Claudel, segue o fluxo de memória da artista, reinventando, de forma poética, as passagens marcantes de sua vida: a infância, o auge em Paris, sua paixão por Rodin, seus laços afetivos, a luta solitária para se estabelecer numa profissão estritamente masculina e a internação, durante 30 anos, num asilo de alienados. 

Depois de oito anos em turnê pelo Brasil e de uma pausa de quatro anos fora dos palcos, Visitando Camille Claudel retorna ao Teatro da UFF, em Niterói, para uma curta temporada de apenas dois finais de semana. Mais de 10.000 pessoas já assistiram a peça, que estreou em 2006 no Centro Cultural Justiça Federal, no Rio de Janeiro, com apoio do consulado francês. Depois, abriu a exposição Camille Claudel à sombra de Rodin, em Belém do Pará, participou  da mostra Solos em Cena – II Festival de Monólogos da UFF, em Niterói, e foi indicado a vários prêmios no I Festival Nacional de Teatro de Campos, passou por Cataguases e Muriaé, em Minas Gerais (2008),  fez o Circuito SESC, com apresentações em Nova Friburgo e Teresópolis (RJ) em 2009, além de muitas outras apresentações em várias cidades do país.

O autor e diretor paulista Ramon Botelho é também artista plástico e mora em Niterói há quase 30 anos. A atriz mineira Adriana Rabelo interpreta Camille Claudel.

Quem foi Camille Claudel?

Camille Claudel nasceu na França em 1864. Desde a infância, demonstrou talento para a escultura. Em Paris, estudou com o grande mestre Auguste Rodin, com quem viveu intensa e proibida paixão. Mulher transgressora, de forte personalidade e genial talento, encontrou resistência num mercado de arte limitador, parte de uma sociedade machista e opressora. Incompreendida, buscou isolamento em seu ateliê e criou peças de grande valor artístico. Desorientada, foi internada num manicômio onde passou os últimos 30 anos de sua vida, apesar dos boletins médicos atestarem sua sanidade. Poucos foram vê-la e a mãe nunca foi visitá-la durante aquele período, quando ela se recusava a esculpir, mas escreveu inúmeras cartas expondo sua amargura e toda a complexidade de sua existência. Faleceu em 1943 e, somente na segunda metade do século XX, sua história ganhou o mundo e sua obra pode ser reconhecida.

Camille Claudel foi uma mulher à frente de seu tempo. Ela questionou e transgrediu os limites impostos às mulheres, lutou bravamente para estabelecer-se como escultora, profissão considerada na época estritamente masculina, e enfrentou o preconceito dos críticos e mercadores de arte, que negavam a ela o merecido reconhecimento. Por não adequar-se às normas estabelecidas, pagou um alto preço. A história da artista é a história da interdição de uma mulher genial, que nunca se curvou às imposições de uma sociedade machista e patriarcal.

Ficha técnica:

Realização: Carangola Filmes e Rotunda e Bambolina Produções Artísticas Ltda

Texto e direção: Ramon Botelho

Atuação: Adriana Rabelo

Iluminação: Paulo Cesar Medeiros

Cenário: Iury Frigolleto e Marília Paiva

Figurino: Wagner Louza

Trilha sonora original: Rodrigo Lima

Assistente de direção: Zeca Amorim

Visagismo: Sidnei Oliveira

22 a 31 de março de 2019
Sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$40 (inteira) e R$20 (meia)
Indicação etária – 14 anos

Categorias: Centro de Artes

Amor não recomendado

ter, 12/02/2019 - 16:35

Amor não recomendado

O Centro de Artes UFF e o Laboratório de Criação e Investigação da Cena Contemporânea da UFF apresentam o espetáculo Amor não recomendado, com direção e dramaturgia de Martha Ribeiro.  Esta criação parte das inquietações contidas no livro Banquete, de Platão, para questionar sobre amor e desejo nos dias de hoje.

O espetáculo se forma a partir de quatro hipóteses sobre o amor, que confrontam o sujeito  contemporâneo com seus inconfessáveis desejos de destruição, tanto de si mesmo quanto do objeto amado. E também convoca personalidades marginais, artistas conturbados e personagens clássicos, como Antonin Artaud, Nijinsky e Fedra, para compor uma paisagem ótico-sonora que desafia o espectador a pensar o que fazemos em nome do amor. 

Dramaturgia e direção – Martha Ribeiro

Com Bruno Bernardini, Charlotte Cochrane, Claudia Wer, Lucas Rodrigues, Nicolle Longobardi, Raíza Cardoso, Thales Ferreira e o músico Gerbert Périssé.

19 a 27 de março de 2019
Terças e quartas | 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$30 (inteira) e R$15 (meia)
Indicação etária – 16 anos

Categorias: Centro de Artes

Tarzan

ter, 12/02/2019 - 16:23

Versão musical de Tarzan, assinada por Marcello Caridade, chega ao Teatro da UFF, no mês de março.

Inspirada na obra original de Edgar Rice Borroughs, esta adaptação musical do homem macaco Tarzan, assinada por Marcello Caridade, leva ao palco do Teatro da UFF uma empolgante aventura com muita ação, romance e humor. A narrativa, entretanto, segue a trama clássica: um bebê perde os pais na selva. Órfão e sozinho, ele é encontrado por uma gorila que o cria como se fosse seu próprio filho. Tarzan cresce acreditando ser um símio, agindo e vivendo como tal. Quando uma equipe de pesquisadores chega à floresta, o rapaz percebe que é igual a eles. Tarzan, então, encontra a jovem Jane correndo perigo e a salva, apaixonando-se por ela. O contato com a civilização o faz descobrir o que é um ser humano.

Com uma estética criada a partir do musical homônimo da Broadway americana, esta versão de Tarzan será encenada com coreografias aéreas, abusando do uso de acrobacias de solo e em tecidos.

A montagem realizada pela Cia. de Repertório de Teatro Musical – em comemoração aos 20 anos de trabalhos direcionados à infância e juventude – é um espetáculo voltado para toda a família onde se ressaltam valores essenciais como a aceitação dos diferentes e a preservação da natureza.

Ficha Técnica:

Adaptação e Direção: Marcello Caridade

(inspirado na obra de Edgar Rice Borroughs)

Músicas Originais: Bruno Marques e Elio Ricardo

Arranjos e Direção Musical: Bruno Marques

Direção de Movimento e Coreografias: Arabel Issa

Iluminação: Raphael Cesar Grampolla

Acrobacias Aéreas: Daniel Leuback

Figurinos: Marcello Caridade

Concepção Cenográfica: Marcello Caridade

Produção de Arte: Marcello Caridade e Erick Antoniazzi

Fotos: Bianca Oliveira

Assistentes de Direção: Giovanna Sassi e Erick Antoniazzi

Assistentes de Produção: Erick Antoniazzi

Realização: Cia. de Repertório de Teatro Musical

Elenco:

Erick Antoniazzi (Tarzan)

Carol Mesquita / Giovanna Sassi (Jane)

Anderson Calábria (Mr. Clayton)

Mariona Boldrini (Kala)

Mateus Chermont (Tchitah)

Luiza Lewicki (Tontar)

Marcel Mendes (Sr. Porter)

Thiago de França (Tarzan Pequeno/Chipanzé/Gorila)

Anderson Tardelli (Gorila/Chipanzé/Caçador)

Ruan Guimarães (Sabor/Gorila/Chipanzé)

Diego Reishoffer – Ator Convidado (Kerchak)

16 a 31 de março de 2019
Sábados e domingos | 16h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)
Classificação etária: Livre

Categorias: Centro de Artes

Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Guará

qui, 24/01/2019 - 16:49

Com texto original do escritor francês Charles Perrault, Chapeuzinho Vermelho é um dos contos mais pedidos pelas crianças, na hora de escolherem uma história para ouvir. 

A menina de capinha vermelha, que desobedece a mãe e acaba se deparando com o lobo mau, colocando em apuros a pobre vovozinha, já teve inúmeras versões. E foi pensando em tempos de ecologia e preservação de nossa fauna que Eduard Roessler resolveu dar um final mais ecológico ao vilão, que em sua versão é retratado como um Lobo Guará em extinção, que também precisa de um lugar ao sol, de salvação.

Sem deixar de lado a velha moral do conto original, essa versão ganha mais uma lição, a de que a floresta precisa de suas feras para se proteger dos intrusos e homens mal intencionados, e as crianças precisam sempre ouvir os mais velhos e aprender a respeitar a natureza.

Ficha Técnica:

Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Guará

Texto e adaptação: Eduard Roessler

Direção: Eduard Roessler

Elenco: Eduard Roessler, Thainá Lana, Rosângela Andrade, Willy Roessler, Mario Neto e Gisela Roessler

Iluminação: Leonardo Heringer

Operação de Som: Gustavo Maia

09 a 24 de fevereiro de 2019
Sábados e domingos | 16h 
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói – RJ
Ingressos: R$40,00 (inteira) / R$20,00 (meia entrada)
Classificação: Livre

 

OBS:

É expressamente proibido entrar com alimentos e bebidas no interior do teatro.

Categorias: Centro de Artes

Maria!

sex, 18/01/2019 - 11:17

O Teatro da UFF recebe, de 08 a 17 de fevereiro, sextas a sábados às 20h e domingos às 19h, o espetáculo Maria!, com dramaturgia e atuação de Claudio Mendes.

A peça é uma organização das crônicas e canções de Antônio Maria, costuradas de modo a constituírem um enredo. O tempo cronológico do espetáculo é o de um dia na vida de Maria, o dia de seu aniversário, mas suas lembranças é que dão o tom biográfico que cria o enredo da peça. Maria! resgata o poeta e o retrata em Copacabana, bairro no qual viveu a maior parte de sua vida. A direção é de Inez Viana.

“Falar do Antônio Maria hoje é, de certa forma, entrar em contato com um Rio menos ansioso e violento, onde o que reina na noite são os boêmios e os poetas”, comenta Inez Viana.

O espetáculo começa com o artista voltando para casa, um apartamento de quarto e sala em Copacabana, com o dia amanhecendo, vindo de mais uma noitada boêmia. Faz uma ode ao Rio de Janeiro, cidade que escolheu para viver e também critica seu abandono. Antes de dormir, fala sobre cansaço, velhice e sua vida irrequieta. Adormece, enfim, e ao acordar entre as várias tarefas que tem para cumprir, escrevendo crônicas para a rádio e para o jornal, conversa sobre feiura, velhice, solidão, amor, trabalho, dívidas, insatisfações. Sem conseguir escrever uma linha, nem sobre si mesmo, ele abre o seu diário e relembra o Carnaval de sua infância no Recife, sua chegada ao Rio de Janeiro, na Lapa dos anos 40, cheio de deslumbramentos. Ao anoitecer, ele sai de casa e segue para o Sacha’s, como sempre, e lá encontra seus amigos: Vinícius, Di Cavalcanti, Maysa e lamenta a perda de sua amiga querida, Dolores Duran, de quem se recorda com muita saudade. Dia amanhecendo, nosso cronista volta para casa pela orla, onde o “colar de pérolas” ainda aceso vai se apagando com a luz da manhã. Ele fala sobre Copacabana, bairro onde morou boa parte de sua vida e onde morreu. Chegando em casa ele só quer o merecido descanso, o sossego. É apenas mais uma noite de sono, mas podemos imaginar que possa ser a última. O Menino Grande deixa-nos um último samba, melancólico, mas cheio de humor, como era o próprio, Antônio Maria.      

A respeito de sua atuação, Claudio Mendes comenta que “não há uma tentativa de mimetizar o personagem Antônio Maria, reproduzindo sotaques, trejeitos e voz, porém o texto é todo dito em primeira pessoa. Então, é o Antônio Maria na voz do ator Claudio Mendes”. E citando seu envolvimento com este trabalho, Claudio diz que “minha alma colou na do Maria desde a primeira leitura. Nesse espetáculo quero tentar traduzir, para o teatro, toda beleza, poesia, humor, acidez, ironia e graça das palavras deste grande cronista, poeta e compositor. Quero emprestar a ele o meu melhor, como ele me deu o melhor que havia nele e fazê-lo chegar às pessoas. Acho o momento perfeito para se ouvir Antônio Maria”.

Sobre Antônio MariaNascido em 17 de março de 1921, no Recife, foi um dos maiores escritores de todos os tempos. Cronista admirável, com pleno domínio e intimidade com a língua portuguesa, falava e escrevia com exigência de estilo, beleza poética e técnica de mestre. Seu primeiro emprego, aos 17 anos, foi o de apresentador de programas musicais na Rádio Clube Pernambuco. Em 1940, se mudou para o Rio de Janeiro para ser locutor esportivo na Rádio Ipanema. Em 1947, se tornou diretor artístico da Rádio Tupi. Convocado por Assis Chateaubriand, foi o primeiro diretor de produção da TV Tupi, inaugurada em janeiro de 1951. Durante mais de 15 anos, escreveu crônicas diárias para O Jornal. Em 1952, Maria foi um dos primeiros contratados da Rádio Mayrink Veiga. Em 1957, com Ary Barroso, apresentou o programa “Rio, Eu Gosto de Você”, na TV Rio. No Jornal O Globo, em 1959, manteve a coluna Mesa de Pista, transferindo-se então para o jornal Última Hora.

Antônio Maria foi ainda um dos compositores mais notáveis da música popular brasileira, criando sambas, sambas-canção, valsas, frevos e alguns prenúncios da bossa nova, que fizeram muito sucesso no Brasil e no exterior. Maria era, além de poeta da alma humana, um documento vivo dos costumes de sua época, incorporando em suas crônicas a linguagem do povo, enriquecendo os dicionários do nosso idioma. A noite do Rio, os modismos dos anos dourados, os seus “personagens”, alegrias e dissabores de encontros amorosos e sua fascinação pelas mulheres, poesia, música, política, esporte, teatro, restaurantes, moda, vida social, humor, amor, está tudo em Antônio Maria, que é autor de obras-primas da música brasileira como Valsa de uma cidade e Manhã de Carnaval, uma das canções brasileiras mais conhecidas no exterior. Muito conhecido por suas canções dor-de-cotovelo como Ninguém me ama e Se eu morresse amanhã, Maria tem uma vasta obra que inclui ainda As suas mãos, Canção da volta e Frevo nº1 do Recife.

Antônio Maria, cardiopata desde a infância, faleceu fulminado por um enfarte do miocárdio na madrugada de 15 de outubro de 1964, em Copacabana, quando se dirigia para o Le Rond Point.

Sobre Claudio Mendes – É ator com mais de 30 anos de carreira e 70 espetáculos realizados com diretores como Amir Haddad e Aderbal Freire-Filho, seus parceiros mais frequentes e dos quais se considera um discípulo, tendo sido dirigido também por André Paes Leme, Moacir Chaves, Luis Artur Nunes, Bia Lessa e muitos outros. Claudio Mendes foi indicado como Melhor Ator Coadjuvante pelo Prêmio APTR por seu trabalho em Agosto. Está na série brasileira da NETFLIX, O mecanismo, direção de José Padilha, e no elenco de três filmes que lançados em 2018: Simonal, de Leonardo Domingues, protagonizado por Ísis Valverde e Fabrício Boliveira, Carlão e Carlinhos, de Pedro Amorim, com Luís Lobianco à frente do elenco, e Um animal amarelo, de Felipe Bragança.

Inez Viana, diretora – Tem mais de 30 anos de profissão. É atriz, cantora e diretora com várias indicações e prêmios conquistados. Seu talento como atriz é reconhecido entre colegas, público e crítica, a exemplo do sucesso A mulher que escreveu a Bíblia, espetáculo de 2007, com o qual fez várias temporadas e apresentações, festivais e turnês pelo Brasil. Artista importantíssima no cenário teatral carioca, Inez tem muitas contribuições ao teatro nacional como a participação no Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, grupo consagrado nos anos 90, dirigido por Aderbal Freire-Filho. É fundadora e diretora da Cia OmondÉ, com oito anos de trajetória e seis espetáculos em repertório.

Ficha Técnica

Autor: Antônio Maria

Dramaturgia: Claudio Mendes

Direção: Inez Viana

Elenco: Claudio Mendes

Assistente de Direção: Marta Paret

Direção Musical: Ricardo Góes

Iluminação: Paulo César Medeiros

Figurino: Flavio Souza

Produção: Barbara Montes Claros

Assessoria de Imprensa: Ney Motta

Programação Visual: Silvana Andrade

Realização: J.R. Mac Niven Produções Ltda.

08 a 17 de fevereiro de 2019
Sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói – RJ
Ingressos: 40,00 (inteira) / 20,00 (meia entrada)
Classificação: Livre

 

OBS:

É expressamente proibido entrar com alimentos e bebidas no interior do teatro.

Categorias: Centro de Artes

Ou Isto ou Aquilo

seg, 07/01/2019 - 14:09

Um grupo de crianças visita o Jardim Botânico com a Profª Juracy, que usa poesias como estímulo para a aprendizagem de seus alunos. No trajeto do passeio, eles constatam a degradação do meio-ambiente e, num lance mágico, com a ajuda de uma borboleta fantástica, projetam seus sonhos de transformação da realidade. As poesias transformadas em música pontuam todo o espetáculo, que é construído com projeções cenográficas.

Musical infantil com texto e direção de Leonardo Simões, inspirado nas poesias de Cecília Meireles.

Com músicas compostas por Rixa. Arranjos de Juan Paz.

Elenco: Fernanda Guerreiro, Juliana Carrano, Luiza Lewicki, Raquel Penner, Anderson Calábria e Matheus Lana.

29 de janeiro de 2019
Terça-feira – 16h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí – Niterói
Ingressos: 40,00 (inteira) / 20,00 (meia-entrada)
Classificação: Livre

 

OBS:

É expressamente proibido entrar com comida e bebida no teatro

Categorias: Centro de Artes

A pequena sereia – o musical

qua, 02/01/2019 - 12:27

Baseado no conto de Hans Christian Andersen, A pequena sereia – O musical conta a história clássica da jovem sereia Ariel, que sonha em conhecer os seres humanos.

A vida no fundo do mar já não é mais tão pacífica quanto o rei Tritão esperava. Sebastião até tenta deixar tudo organizado, mas a pequena Ariel e seu fiel amigo Linguado seguem outro caminho e acabam deixando até os corais do oceano agitados! Porque os sonhos de Ariel são muito grandes para se limitarem ao mar e parece que para o seu coração também. E a pequena sereia acaba se apaixonando por um humano e será capaz de qualquer coisa para poder conhecer melhor o mundo dos humanos!

Para isto, ela conta com a ajuda dos seus amigos e acaba aceitando a colaboração de alguém que quer, ao contrário, o seu mal. Como o maior encanto de Ariel é sua voz, a bruxa do mar lhe promete lindas pernas em troca desse seu dom. Mal sabe a pequena sereia que ela tem um plano muito maior por trás disso!

Dos mesmos criadores de Peter Pan – O Musical , que esteve em cartaz no Teatro da UFF em janeiro de 2018, A pequena seria – o musical é mais um espetáculo para divertir toda a família, com lindas canções, coreografias inéditas e um cenário virtual que conduzirá o público diretamente pelo reino dos sete mares!

Ficha Técnica

Texto e Direção: André Breda

Assistente de Direção: Carol Leipelt

Direção Musical: Cosme Motta

Elenco: Gabriella Levaskevicius, Caio Godard, Elis Loureiro, Carol Leipelt, Daniel de Mello, Magno Navarro, Beatriz Pedroso, Guilherme Quadrado, Igor Leão. .Coreografias: Arthur Rosas

Produção Executiva: Larissa Cunha

Assistente de Produção: Ana Clara Mello

Produção Geral: Fabrício Chianello

Técnico de Som e Projeção: Jorge Baptista

Realização: RPR Produções Artísticas e Smille Produções Artísticas

De 12 a 27 de janeiro de 2019
Sábados e domingos, às 16h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói – RJ
Ingressos: 40,00 (inteira) / 20,00 (meia entrada)
Classificação: Livre

Categorias: Centro de Artes

Com amor, Vinicius

qua, 02/01/2019 - 12:12

Musical mostra o lado mais humanista do poeta Vinicius de Moraes ao resgatar parte de seu legado artístico e emular o formato de show.

A partir dos anos de 1970, quando os shows de música migraram em definitivo das boates para os teatros, Vinicius de Moraes (1913-1980) adotou um formato de apresentação que seria sua marca até morrer. O grande poeta e compositor subia ao palco tendo a companhia de um exímio violonista e de uma cantora de timbre marcante. Pois esse formato de show é o ponto de partida de “Com amor, Vinicius Ou como sobreviver nesta selva oscura e desvairada”, novo musical de Hugo Sukman e Marcos França, que fecha a trilogia composta por “Deixa a dor por minha conta”, sobre Sidney Miller, e “Nara – A menina disse coisas”, sobre Nara Leão. No musical sobre Vinicius, o protagonista é vivido pelo próprio idealizador do projeto, Marcos França, que divide a cena com a cantora Luiza Borges, com o violonista Victor Ribeiro e com o percussionista e baterista Matias Zibecchi. O espetáculo tem direção de Ana Paula Abreu.

O modelo de apresentação consagrado por Vinícius não era algo engessado. Tinha um quê de informalidade. Ele cantava, recitava poemas e tinha com o público uma conversa franca sobre temas que julgava pertinentes. Enquanto o violão era dedilhado, por exemplo, por Dori Caymmi num primeiro momento, e por Toquinho (um dos seus parceiros musicais mais freqüentes), a cantoria ficava a cargo de nomes expressivos como Maria Bethânia, Maria Creusa, Clara Nunes, Marília Medalha, Joyce, Miúcha e até mesmo o Quarteto em Cy. Muitos desses encontros originaram LPs (o com Clara Nunes rendeu o histórico “O poeta, a moça e o violão”).

E é esse clima que autores, atores e direção de Com amor, Vinicius resgatam. O roteiro traz canções emblemáticas do poeta com seus muitos parceiros – Pixinguinha, Tom Jobim, Carlos Lyra, Baden Powell, Edu Lobo, Chico Buarque e o já citado Toquinho – misturadas a textos (poemas e trechos de cartas) e a algumas de suas falas, reproduzidas a partir de entrevistas dadas por ele. Estão lá, por exemplo, “Janelas abertas” (com Jobim), “Gente humilde” (com Chico Buarque sobre melodia de Garoto), “Maria Moita” e “Sabe você” (ambas com Lyra), “Mais um adeus” (com Toquinho) e “Berimbau” (com Baden), entremeadas a poemas como “Pátria minha”, “Poema de Natal”, “Operário em construção” e com “A carta que não foi mandada”, entre outros.

O musical não se atém somente a emular um formato de show. Também não se propõe a ser didático ou biográfico, seguindo a linha comum a muitos musicais de ir do início ao fim da vida artística de um personagem. O que o público irá conhecer são algumas das facetas que compuseram a persona de Vinicius de Moraes. Trata-se de um Vinicius terno (o poeta não era dado a rompantes e ataques, ao contrário de muitas celebridades de hoje), mas um Vinicius em total sintonia com questões sociais da vida, mais ligadas ao que conhecemos como direitos humanos, e também preocupado com o fim das liberdades, fossem elas a de expressão, artística, e mesmo a de ir e vir.

Para fazer deste retrato o mais fiel possível ao personagem, a dramaturgia tem como pilares três épocas diferentes. A montagem começa em 1969, com um esbaforido poeta chegando atrasado a um show devido aos protestos populares que ocorriam na cidade. Volta ao ano de 1964, quando o golpe militar instala-se derrubando assim o sistema democrático de governo, avançando em seguida até a década de 1970, onde a narrativa se estabelece. Nestes tempos em que muito se reivindica um “lugar de fala (ou da fala)”, o público poderá (re)conhecer um homem que, em nome do seu amor à vida e à liberdade, falou por todos nós, independentemente de etnia, credo e demais preferências. Com amor, sempre.

Ficha técnica:

Com amor, Vinicius

Com: Marcos França (Vinicius de Moraes), Luiza Borges (cantora),  Victor Ribeiro (violão) e Matias Zibecchi (bateria e percussão)

Roteiro e idealização: Hugo Sukman e Marcos França

Direção: Ana Paula Abreu

Direção musical: André Siqueira

Iluminação: Luiz Paulo Nenem

Cenografia: Pati Faedo

Figurinos: Marcela Poloni e Rafaela Rocha

Desenho de som: Branco Ferreira

Programação visual: Thiago Ristow

Fotos: Rafael Blasi

Assessoria de imprensa: Christovam de Chevalier

Operador de luz: Mário Júnior

Gestão de leis de incentivo: Natalia Simonete

Produção Executiva: Rayes Produções Artísticas

Direção de produção: Ana Paula Abreu e Renata Blasi

Produção: Diálogo da Arte Produções Culturais

Realização: Informal Produções Artísticas e Diálogo da Arte Produções  Culturais

De 18 a 27 de janeiro de 2019
Sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói – RJ
Ingressos: 50,00 (inteira) / 25,00 (meia entrada)
Classificação: Livre

Categorias: Centro de Artes