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Atualizado: 8 horas 58 minutos atrás

Aladdin, Príncipe das Arábias

seg, 10/06/2019 - 15:12

Aladdin, Príncipe das Arábias – O Musical é baseado no conto Aladdin e a Lâmpada Maravilhosa, integrante do livro As Mil e Uma Noites.

O mago Jafar está à procura da lâmpada mágica, mas fracassa na tentativa de obtê-la, pois junto com Iago (seu papagaio e serviçal) descobre que somente alguém de coração puro pode retirar o objeto de dentro da caverna das luzes. Sabendo disso, Jafar viaja para o vilarejo em busca daquele que será a chave para conseguir os poderes que a lâmpada pode lhe oferecer.

A história se passa em Lagrar. Num belo dia, um jovem rouba frutas do mercado volante. Jafar vê que as frutas foram para alimentar uma criança que estava há dias sem comida, porém finge não saber disso e manda prender o rapaz. A princesa Jasmine, cansada da vida no castelo, foge para a cidade e se disfarça entre os cidadãos. Diante de tal covardia, se revela e ordena que o jovem seja libertado. Jafar nega ter visto a boa intenção do menino e o leva preso, ele acaba de encontrar o que tanto procurava, a chave que irá trazer para suas mãos seu objeto de desejo: a lâmpada mágica.

Amor, suspense, ação, emoção e muitas aventuras é o que acontece em Aladdin, Príncipe das Arábias – O Musical.

Direção Geral, Coreografias e Adaptação – Arthur Rozas

É formado em Artes Cênicas pela Casa de Artes das Laranjeiras (CAL) e graduado em Educação Física pela Universidade Castelo Branco. Diretor, coreógrafo, ator, cantor e dançarino, tem vasta experiência no segmento de Teatro Musical. Como ator, esteve nos espetáculos A Borralheira (Fabianna de Mello e Souza), O Mágico de Oz (Charles Moeller e Cláudio Botelho), André Rebouças o Engenheiro Negro da Liberdade (André Camara), Estúpido Cupido (Gilberto Gawronski), Tropicalistas (Ciro Barcelos) e outros. Participou do núcleo de dança de novelas e programas na Rede Globo e Record. Atua no carnaval carioca e paulista, como diretor cênico e coreógrafo. Coreógrafo dos musicais da Escola Britânica – RJ, já coordenou o projeto artístico ARFAB (Bradesco Seguros), codirigiu e foi assistente de direção de grandes diretores como Paula Sandroni e Paulo Afonso de Lima. É responsável pela parte coreográfica dos espetáculos musicais: As festas da Tia Ciata e Corações de um Picadeiro, entre outros.

Direção Musical – Cosme Motta Jr.

Formado em canto e piano pela FAETEC / RJ, cantou como backing vocal de diversos grupos e artistas como Sandra de Sá e Pe. Fábio de Melo. Atuou em produções musicais, como Soul Roberto, Como eliminar seu chefe e Tropicalistas – O Musical. Cosme é diretor musical, compositor, ator e cantor. É também responsável pela direção musical dos espetáculos Peter Pan – O Musical, O Mundo Mágico de Oz, Cinderela, A dama e o vagabundo, entre outros.

Figurinos e Adereços – Fábio Gouveia

Paulista, formado em Artes Plásticas e Design pela Escola de Artes Panamericana, Fábio é figurinista e aderecista premiado em São Paulo. Assinou vários projetos de plástica de desfiles em escolas de samba em São Paulo, além de ter um trabalho voltado para a reutilização de materiais. É também diretor da produtora artística Mundo Azul.

15 a 30 de junho de 2019
Sábados e domingos | 16h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)
Classificação etária – Livre

Categorias: Centro de Artes UFF

Vermelha

seg, 27/05/2019 - 12:01

Inspirado no conto “Sapatos vermelhos”, de Hans Christian Andersen, o monólogo traz o ator Matheus Lima e fala sobre luta de classes

Vermelha é o terceiro espetáculo da Cia. de Teatro Manual, um solo com dramaturgia de Cecília Ripoll, direção de Marcela Andrade e atuação de Matheus Lima. Em cena, Matheus conta a história de um menino que trabalha exaustivamente em uma fábrica de sapatos, mas que contraditoriamente não tem condições de juntar dinheiro para comprar o seu próprio calçado. Um dia, ele descobre que as mercadorias que eles produzem na fábrica, situada no país de baixo, são vendidas a um preço bem menor se compradas no país de cima, para onde são exportadas. Começa então uma batalha entre a classe trabalhadora, que quer ter acesso aos sapatos, e o presidente daquele país que propõe a construção de um muro para impedir a entrada dos imigrantes descalços.

Vermelha pretende aprofundar a continuada pesquisa da Cia. acerca do gesto e do espaço cênico. Em 2014, com a peça Hominus Brasilis, o coletivo foi indicado ao Prêmio Shell RJ de Melhor Direção e ao Prêmio Cesgranrio, na Categoria Especial, pelo estudo do espaço cênico por intermédio da plataforma. Agora, o grupo se lança ao desafio de encenar uma saga repleta de acontecimentos, numerosos personagens e geografias distintas com um único ator no palco.

“Neste primeiro solo da companhia e meu também, o objeto plataforma não estará em cena, mas os princípios que norteiam o trabalho dela, sim: a gestualidade, o corpo expressivo, a pantomima, a comicidade física, o trabalho rítmico, a construção da atmosfera por meio das sonoridades, enfim, elementos que definem nosso trabalho”, destaca Matheus, que interpreta quatro personagens fixos: o menino, a mãe, o presidente do país de cima e o presidente do país de baixo.

O conto Sapatos vermelhos, de Hans Christian Andersen, foi o disparador do processo que resultou em uma nova dramaturgia textual que se descola da narrativa original. “No conto de Andersen existe um movimento muito forte entre desejo e repressão, repressão e desejo, além da cor vermelha que está relacionada a esses dois polos. Esses sentimentos foram os que mais me fisgaram no conto e que impulsionaram a minha criação”, afirma Cecília Ripoll. Dois clássicos de Charlie Chaplin também serviram de fonte: O grande ditador e Tempos modernos.

A encenação, uma mescla de densidade e comicidade, se estrutura em frases curtas e pontuais, pensadas enquanto enunciados da trama, espécie de “legendas orais”, oferecendo lacunas a serem preenchidas pela relação entre ator e espectador. Matheus joga com as frases-legenda como se fossem companheiras de cena e transita por todos os fatos e personagens, ora sendo, ora vendo, ora manipulando. Para Marcela Andrade, a direção desse trabalho é uma resposta à força e à inteligência da dramaturgia da Cecilia Ripoll em conjunto com a potência artística do ator – “Matheus Lima é um artista interessado em todas as frentes do processo criativo. Sua trajetória como ator é uma relação de vida em muitas camadas: familiares, sociais e ancestrais. Para mim, nesse momento histórico do país, Matheus, de maneira corajosa, segue experimentando o teatro, que é a nossa forma comum de seguir experimentando a vida, quero dizer, as vidas possíveis. Encontrar o público se torna oportunidade para experimentarmos ainda mais”, finaliza a diretora.

A Cia de Teatro Manual nasceu em 2011, após os atores Matheus Lima e Helena Marques conhecerem, em 2010, a técnica da linguagem da plataforma, em um curso de especialização na LISPA – Escola Internacional de Artes Cênicas de Londres. De volta ao Brasil, o casal se juntou a Dio Cavalcanti e Patrícia Ubeda e, durante três anos, se dedicaram ao estudo do formato e à pesquisa do espaço cênico e do corpo expressivo, até chegarem ao espetáculo de estreia Hominus Brasilis, em 2014, indicado aos Prêmios Shell de Melhor Direção e Cesgranrio na categoria Especial pelo Estudo sobre o Espaço Cênico através da Plataforma. Com Hominus Brasilis, a Cia representou o Brasil nos festivais internacionais Chicago Physical Festival (EUA – 2016), Festival Efímero de Teatro Independente (Argentina – 2017), Beijing Comedy Week (China – 2017), Festival Gargalhadas na Lua (Lisboa – 2019) e Festival Internacional de Teatro de Alentejo (FITA – 2019). Com o espetáculo infantojuvenil A Menina e a Árvore (2018), a Cia. foi indicada aos Prêmios Zilka Salaberry de Melhor Iluminação e ao Prêmio CBTIJ de Melhor Direção, Melhor Iluminação, Preparação Corporal, Coletivo de atores e atrizes, Fotografia de Cena, Visagismo e Arte Gráfica.

Ficha Técnica

Direção: Marcela Andrade
Dramaturgia: Cecilia Ripoll
Atuação: Matheus Lima
Colaboração artística: Dio Cavalcanti e Helena Marques
Trilha Sonora Original: Roberto Souza
Vozes: Matheus Lima, Helena Marques, Marcela Andrade e Roberto Souza
Cenografia: Elsa Romero
Cenotécnico: Roberto Rodrigues
Figurino: Camila Nhary
Adereço – prótese: Mona Magalhães e Derô Martín
Visagismo: Mona Magalhães
Iluminação: Ana Luzia de Simoni
Design gráfico: Jaqueline Sampin
Fotos: Renato Mangolin
Operação de luz: João Gioia
Operação de som: Luiz Rolim Fadul
Assistente de produção: Gabrielly Vianna
Produção: Bárbara Galvão, Carolina Bellardi e Fernanda Pascoal (Pagu Produções Culturais)
Idealização: Helena Marques
Coordenação de projeto: Cia de Teatro Manual

14 a 30 de junho de 2019
Sextas e sábados, às 20h | domingos, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)
Classificação etária – 12 anos

Categorias: Centro de Artes UFF

Não peça

seg, 27/05/2019 - 11:45

Espetáculo teatral com texto e atuação de Lucília de Assis e direção de Bianca Byington, Não peça nos apresenta Jandira, funcionária de um teatro no qual desempenha os papéis de faxineira, bilheteira e baleira. Ao tomar conhecimento que o elenco da peça em cartaz se encontra preso em um engarrafamento, ela recebe mais uma atribuição: segurar o público até a chegada dos atores. É assim que a funcionária, testemunha de inúmeros espetáculos e habituada a subir no palco apenas para passar uma vassoura, passa a ocupar a linha de frente para contar suas histórias.

Não peça pretende trabalhar a poética do espaço teatral como local de criação e de encontro entre personagem e plateia. Como diz Jandira para o público, “O teatro é isso, um lugar que você vai para ver o ser humano. Ele é o maior espetáculo. É um encontro entre pessoas que não se conhecem. É a chance de ouvir alguma coisa que faça a gente virar a esquina da mudança, a furar o nosso teto”. Nem toda vida daria um filme. Mas aqui, a vida da funcionária Jandira, com certeza, acaba dando em uma peça. Ou melhor, em uma não peça.

Jandira nasceu no Cantochão. Pedaço de terra localizado no estado de Calamidade, onde uma única fábrica de tijolo não só empregava todas as pessoas da pequena região, como tudo por lá era construído a base dele. Segundo Jandira, “No Cantochão não tinha gente nem preta nem branca. A cor de todo mundo lá era tijolo. Pele de barro seco rachado”. Por ali, a menina Jandira brincou, cresceu e sofreu na pobreza. A mãe, que padecia de pânico da morte, toda vez que achava que tinha chegado sua hora, colocava todos os filhos numa carroça e distribuía pela cidade. Em uma dessas tentativas, Jandira aos 12 anos, foi dada para uma vizinha cujo filho Verardo a desposou e a trouxe para a cidade grande. Verardo viera substituir um amigo que trabalhava como porteiro, de um antigo teatro. Nesse local, Jandira e Verardo viveram juntos, até ele fugir com outra menina bem mais nova que ela. Sem ter pra onde ir, Jandira faz do teatro sua verdadeira casa. Sua história difícil de vida, aliada à ficção e à realidade de tudo o que acontece nesse espaço teatral, passa a constituir o repertório existencial da mulher Jandira. Dessa vez, o elenco da peça em cartaz encontra-se preso em um engarrafamento de grandes proporções, na via Dutra, e solicita à funcionária que segure o público até a chegada deles. O momento adverso para a trupe passa a ser um aliado de Jandira que usa a brecha para representar suas histórias. Ao receber a notícia de que o elenco da peça em cartaz acaba de chegar, Jandira se apressa em admitir a possibilidade do público já ter assistido a um bom espetáculo e, então, abre as portas do teatro e libera a plateia. Não sem antes, receber seus primeiros e quem sabe, últimos aplausos.

Não peça é um espetáculo delicado e de simples execução, já que a concepção é trabalhar a poética do próprio espaço teatral.Um despojamento genuíno que nos remete ao teatro essencial, onde o que realmente importa é a presença do ator no palco dialogando com seu público. Ao teatralizar sua própria vida, Jandira humaniza o espaço teatral. Contracenando com palco e plateia esses também se tornam protagonistas.

Lucília de Assis, autora e atriz, e Bianca Byington, diretora e atriz, se conheceram na montagem da peça Capitães da Areia, dirigida por Carlos Wilson da Silveira – Damião – Agora elas resolveram compartilhar e discutir experiências obtidas ao longo de suas carreiras. NÃO PEÇA teve seu processo de criação aberto ao público na Mostra Sortida de Teatro Casa Quintal em outubro de 2017. Depois, cumpriu temporada no Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), de 22/02 a 11/03/2018. Uma terceira temporada aconteceu no Espaço Cultural Municipal Sergio Porto, de 06/08 a 20/08/2018. Todos os espaços, localizados no Rio de Janeiro.

Lucília de Assis é jornalista, atriz e roteirista. Participou de inúmeras peças teatrais, dentre elas Vivo muito bem disposto, com direção de Hamilton Vaz Pereira, Capitães da areia, direção de Carlos Wilson, De noite com uma luz, direção de Louise Cardoso, e Tequila – Uma estória mexicana, com direção de Claudia Valli. Na Rede Globo, fez O último desejo, sob a direção de Antonio Carlos Fontoura, e participações em novelas e seriados. Em 2000, escreveu, produziu e atuou em Conversa privada, primeiro espetáculo do grupo Grelo Falante. Roteirizou e atuou no filme Coisa de mulher, em 2005, e atuou no espetáculo Sons e Cores ao lado do Quinteto Villa-Lobos, sob direção de Tim Rescala. Em 2008, escreveu e dirigiu a peça Mau humor. Em 2009, gravou A Turma do Pererê, na Tv Brasil, e com o Grelo Falante apresentou durante 24h o simpósio de contadores de história no Sesc Copacabana. Em 2010, estreou o espetáculo Viva! Claymara Borges e Heurico Fidélis não morreram. Ministrou oficinas de teatro nos SESCs São Gonçalo, Barra Mansa e Teresópolis, em 2011 e 2012. Atuou no musical Avenida Reveillon, com texto e direção de Fátima Valença. De 2014 a 2015, escreveu, atuou e produziu a peça Antessala, com direção de Guida Vianna, espetáculo que fez temporada nos Teatros Café Pequeno e Casa da Gávea, além de viajar pelo SESI Cultural São Paulo. Em 2016, escreveu o espetáculo Herculano é o assassino, com atuação de Alexandre Barros e Carmen Frenzel, direção de Cythia Reis. Desde 2012, redige e apresenta o programa ao vivo, O grelo falante, na Rádio roquete Pinto, 94.1 FM.

Bianca Byington, como atriz, participou de várias peças, entre as quais A reunificação das duas Coréias, de Joel Pommerat e direção João Fonseca (2016), Infância, tiros e plumas, de Jô Bilac e  direção de Inês Vianna (2015), 1958 – A bossa do mundo é nossa, de Joaquim Ferreira dos santos e direção André Paes Leme, Os Saltimbancos, direção Cacá Mourthé (2010), e Farsa da boa preguiça, de Ariano Suassuna e direção João das Neves 2009 (Indicação prêmio Shell), entre várias outras, além de atuar em novelas e filmes para o cinema.

Equipe técnica

Texto e interpretação – Lucília de Assis
Direção – Bianca Byington
Figurino – Dora de Assis
Direção executiva – Nathália Azevedo

07 a 09 de junho de 2019
Sexta e sábado, às 20h | domingo, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)
Classificação etária – 12 anos

Categorias: Centro de Artes UFF

E se mudássemos de assunto?

qui, 02/05/2019 - 14:49

Montagem de texto da premiada Renata Mizrahi chega a Niterói e reabre o TEATRO DA UFF.

A peça tem direção de Marcos França e poderá ser assistida sextas e sábados, às 20h e domingo às 19h.

Um homem tenta falar com seu parceiro. A conversa não acontece porque o outro está entretido com os aplicativos de seu celular. Lives e check-ins são urgentes, e o diálogo é interrompido constantemente. Numa outra cena, um casal tem dificuldade de rememorar seu primeiro encontro. A tentativa de reavivar a memória resulta numa confusão de lugares, situações e nomes de personagens. Certamente você se identificou com uma dessas (ou ambas) as situações. Os exemplos são apenas dois dos temas sobre os quais a premiada autora Renata Mizrahi joga luz em “E se mudássemos de assunto?”. O texto reúne dez cenas curtas que, em comum, têm como mote a incomunicabilidade nas relações – seja pela falta de atenção, de escuta, de disponibilidade para o outro e, indo mais fundo, a total ausência de diálogo. A peça tem direção de Marcos França e, no elenco, cinco talentosos jovens atores egressos do Centro de Artes de Laranjeiras (CAL). A montagem lotou o Parque das Ruínas no início do ano e a Casa de Cultura Laura Alvim no Rio de Janeiro poderá ser assistida agora no Teatro da UFF onde estreia dia 10 de maio, às 20h, cumprindo temporada até 26 de maio, sempre de sexta a domingo.

A iniciativa da montagem partiu dos cinco atores do elenco, hoje ex-alunos de Marcos França na CAL. Formado o grupo, o passo seguinte foi convidar o diretor para a empreitada. Em comum, o anseio de levarem à cena temas afins à geração na qual estão inseridos. França pensou em Mizrahi, que lhe mostrou não uma peça inédita, mas o conjunto de oito peças curtas. Com as peças-cenas nas mãos, diretor e elenco viram que elas tinham algo em comum – e que esse algo era justamente o que buscavam. Mais do que isso até…

As cenas unem, na sua maioria, dois atores. E tratam do encontro entre personagens que, na realidade, não chegam a se encontrar de fato. Tais encontros requerem certa atenção, e as personagens não dispõem de tal requisito. Há desde o casal decidido a se separar, cujas partes estão aparentemente serenadas, mas que, no avançar da conversa, vêem suas dependências emocionais acirrarem-se, numa metalinguagem teatral. Ainda na seara amorosa, há a mulher que lista ao parceiro argumentos que fundamentam suas incompatibilidades de gênios e estilos. Ela é assertiva; ele, zen. Até que o jogo vira, e a conversa muda de tom.

As cenas todas têm desfechos surpreendentes – sejam eles inusitados, divertidos ou mesmo comoventes.  E, ao desenrolarem-se as histórias, algumas das personagens voltam a se esbarrar. Duas delas de forma constante. São eles Martinha e Daniel. Ela é uma vendedora de panos de prato, levemente desmemoriada, que tenta contar sua história  —  o que não acontece por ser rechaçada por seu interlocutor, que alega não dispor de tempo para ouvi-la. E assim seguem as personagens em seus caminhos, sujeitos a novos (des)encontros. A exemplo de como vivem muitas das pessoas  que nos cercam. E – por que não? —  nós mesmos.

Ficha técnica:
Texto: Renata Mizrahi
Direção: Marcos França
Elenco: Daniel de Mello, Giulia Bertolli, Lucas Figueiredo, Ricardo Cuba e Tercianne Melo
Ambientação: Isabella Manhães
Figurinos: Ricardo Cuba
Desenho de luz: João Elias
Trilha sonora: Marcos França
Programação visual: Arthur Röhrig
Assessoria de imprensa: Christovam de Chevalier
Produção executiva: Rafaela Oliveira

10 a 26 maio de 2019
Sextas e sábados, às 20h e domingos às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)
Classificação: 10 anos

Categorias: Centro de Artes UFF

PROJETO TRANSPARENTE

ter, 30/04/2019 - 11:21

O projeto tem por objetivo apresentar esquetes que abordam temas ligados ao cotidiano da vida de mulheres cis e LGBTQ’s; opressão, intransigência sexual e de gênero.
Opressão e intransigência são invisíveis, pois estão inseridas sorrateiramente na estrutura social, naturalizando alguns atos de opressão que acabam por estabelecer relações de poder. Ao término de cada apresentação faz-se necessário um debate com o público. Estas ações são importantes a partir do ponto de vista sociocultural, pois além de informar a sociedade, os textos e o debate, de formas acessíveis, esmiúçam o cotidiano e as dores dos oprimidos.

 

Primeira Esquete

O ANTICIO

Eneida acaba de fazer 18 anos, oprimida a vida toda pelo pai, ela quer ser livre sexualmente. O pai ao saber de seus atos libidinosos, a expulsa de casa.

Na rua, Eneida conhece o instigante Alceu e com ele desabafa as agruras de ser uma mulher negra, pobre e praticante do sexo livre!

Por viver em uma sociedade que pune o desejo da mulher, Eneida sentirá na pele até onde pode ir a opressão! 

Debate:
– Marginalização do prazer feminino
– Submissão feminina
– O tabu da Religião
– Desenvolvimento da Sexualidade Feminina

 

Segunda Esquete

4VIDAS

Misturando a linguagem de Cinema com a do teatro, o texto conta as angústias de quem vive a realidade da fluidez de gênero.

João por 18 anos, desde que se casou, sufoca a Maria que existe dentro de si; com o falecimento da esposa, Maria volta à tona trazendo de volta um passado que marcou dramaticamente sua vida.

Debate:
– Gênero, aparência e performatividade.
– Fetiche X Identidade de Gênero
– Fluidez de Gênero
– Auto repressão

29 de maio de 2019
Quarta | 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$10 | R$5 (meia)
Indicação etária: 16 anos

Categorias: Centro de Artes UFF

O menino detrás das nuvens

ter, 30/04/2019 - 10:57

Vencedor do prêmio Mambembe e Sharp fica em cartaz de 11 a 26 de maio, sábados e domingos, às 16h.

O espetáculo infantil “O menino detrás das nuvens”, escrito e dirigido por Carlos Augusto Nazareth, faz sua reestreia no dia 4 de maio, no Teatro da UFF, em Niterói. O espetáculo, vencedor de mais de 15 prêmios,  na sua primeira montagem, incluindo Prêmio Mambembe, Sharp e Festival Internacional de São José do Rio Preto, fica em cartaz em uma curta temporada, de 11 a 26 de maio, sábados e domingos, às 16h.

 A montagem de “O menino detrás das Nuvens” também traz de volta aos palcos o diretor, escritor, dramaturgo, crítico de teatro, especialista em literatura infantil pela UFF, mestre em literatura brasileira e professor de dramaturgia, Carlos Augusto Nazareth, que também é o fundador do Centro de Pesquisa e Estudo do Teatro Infantil (CEPETIN) e do Prêmio Zilka Sallaberry de Teatro Infantil.

A peça “O Menino detrás das Nuvens” é encenada pelos atores Daniel Leuback, Marcela Galvão e Mário Mendes, e pelos músicos Marco Aureh e Leonardo Pinheiro. Música ao vivo, circo, marionetes, dança, humor e lirismo, tudo na medida certa. Colocando em pauta o humano, – a mãe, a criança, a realidade, a fantasia, a arte – se mantém absolutamente contemporâneo, tanto que em todos estes anos teve cerca de 40 montagens em todo o Brasil, sendo montado por companhias do Estado do Amazonas até o Rio Grande do Sul.

O público vai conferir a história de Zezinho e sua mãe Sinhana, que vivem cercado de morros por todos os lados, que limitam seus horizontes. A mãe, conformada na limitação de seu universo, enquanto Zezinho quer saber o que tem do outro lado do morro. O Padrinho Malaquias é quem traz este universo que fica do outro lado do morro – alegria, descontração – que fascina Zezinho e que deseja ir em busca deste lugar levado pelo padrinho. No entanto o padrinho morre em um acidente, mas o desejo do menino é tão forte que o faz “voar” por cima dos morros. Lá descobre a magia, a fantasia, o encantamento, se descobre artista e retorna a sua terra para mostrar a mãe o jeito diferente que ele tem agora de ver o mundo, tentando que ela tenha, agora, olhos-de-ver, ouvidos-de-ouvir, já que até então só tinha tido mãos-que-trabalham. Zezinho cumpre sua função de artista, este olhar puro de menino que vê o mundo de um modo especial e que, como todo artista tem a função de mostrar aos outros este jeito especial de ver o mundo.

Montado pela primeira vez em 1997, “O Menino detrás das nuvens” foi adaptado do livro para o teatro após ter sido distribuído em inúmeras escolas de todo o país, somando mais de 100  mil exemplares. A obra recebeu as melhores críticas de O Globo e do Jornal do Brasil, e o texto recebeu o Prêmio Altamente Recomendável, da FNILIJ e foi indicado ao Prêmio Mambembe.

Texto, Concepção e Direção:
Carlos Augusto Nazareth

Escritor, dramaturgo, diretor, crítico de teatro do Jornal do Brasil, especialista em Literatura Infantil pela UFF e professor de dramaturgia. Autor de O menino detrás das nuvens e de O pássaro do limo verde (Ed.Memórias Futuras, 1995, EDC, 1998, Franco, 2003,), que se tornou um dos espetáculos mais premiados do país, recebendo os prêmios: Coca-Cola, Mambembe e Sharp. Além destes espetáculos montou inúmeros outros, como O misterioso rapto de Flor do Sereno, O viajante das estrelas e Petruska, tendo, com estes espetáculos, obtido cerca de cinquenta prêmios em teatro. Vários de seus textos receberam a chancela Altamente Recomendável da FNLIJ, tanto como autor como editor. Criador do Centro de Pesquisa e Estudo do Teatro Infantil (CEPETIN), e do Prêmio ZIlka Sallabrry de Teatro Infantil, continua desenvolvendo pesquisa sobre o teatro voltado para a criança:  a criança e a arte, arte e educação.

FICHA TÉCNICA

Concepção, texto e direção: Carlos Augusto Nazareth
Direção Musical e trilha original: Marco Aureh
Figurinos originais: Ney Madeira
Cenário e adereços: Carlos Augusto Nazareth
Visagismo: Cleber de Oliveira
Marionetes originais: Gabriel Bezerra
Restauração das marionetes: Tânia Arrabal
Assessoria de Clown e Circo: Fábio Freitas
Light Designer: Rogério Wiltgen
Corpo e Voz,  Assist. Direção: Mário Mendes
Projeto Gráfico: Studio Herrera (Thiago Herrera)
Assessoria de Comunicação e Produção: Camille Siston
Realização: CEPETIN Centro de Pesquisa e Estudo do Teatro Infantil

Elenco:
Zilka Sallaberry – em vídeo
Daniel Leuback – Zezinho
Marcela Galvão – Sinhana e Cigana
Mário Mendes – Padrinho e Contador                                  

MÚSICOS
Marco Aureh
Leonardo Pinheiro

Ensaio aberto: dia 4 de maio de 2019, sábado, 16h. Ingresso único promocional de R$20
Pré-estreia: dia 5 de maio de2019, domingo, 16h. Ingresso único promocional de R$20
Temporada: de 11 a 26 de maio de 2019
Sábados e domingos | 16h
Ingressos: R$40 | R$20 (meia)
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Classificação livre

Categorias: Centro de Artes UFF