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Atualizado: 3 horas 29 minutos atrás

Romeo e Giulietta 1.1 – Desfocamento dos corpos

7 horas 10 minutos atrás

Depois de 25 anos de atividade artística e intensa produtividade dos últimos anos, Roberto Zappalà dá início a um novo projeto intitulado Antologia. Este projeto visa a um resgate dos trabalhos mais interessantes que deixaram uma marca no tempo e na construção da linha coreográfica de Zappalà e de sua companhia. Antologia tem por objetivo não apenas “recuperar” e “revisitar”, mas também originar novas visões por meio de novos “contatos”; a própria mudança dos intérpretes pode constituir a causa primeira para uma diferente abordagem à criação por parte do coreógrafo. Tudo isso não só leva a uma reflexão sobre o passado mas, inevitavelmente, conduz a pensar no futuro.

“O desfocamento dos corpos” era o título do Romeo e Giulietta de 2006, que Roberto Zappalà decidiu retomar e levar novamente à cena como primeiro espetáculo de Antologia. Uma revisão que é também uma renovação. Um Romeo e Giulietta 1.1.

“O que nos leva a sentirmos fora do foco, quando é que nós percebemos essa sensação?”, se pergunta Zappalà, que informa:

“Tecnicamente (em ótica, fotografia, cinema), o ficar fora de foco é uma questão de distância. A distância entre o centro focal do objetivo e o objeto enquadrado; se essa distância é inferior ou superior a certa medida, o objeto fica fora do foco. Trazendo isso no contexto dos dois amantes de Verona, sentimos estar fora de foco quando percebemos que a distância entre nós e a pessoa amada não é a distância correta, quando a distância que nos separa da pessoa amada é condicionada pelo nosso estar no mundo. Quando estamos, percebemos, acreditamos estar perto ou longe demais. Somos todos Romeo e Giulietta”.

Na versão 1.1, o coreógrafo descentralizou a própria focagem, concentrando-a na dupla de namorados, na sua individualidade de seres que vivem um mal-estar, sobretudo, social. Nas vicissitudes shakespearianas se chega a um amor sublimado pela morte (e vice-versa). A versão 1.1 de Zappalà visa a refletir, ao mesmo tempo, a rebeldia dos jovens renascentistas e o tempo atual, onde a pulsão de morte é sublimada por si mesma. À pulsão de morte, pretende contrapor a paixão e o respeito pela vida. Uma nova versão de Romeo e Giulietta que não quer falar de amor, mas ser um ato de amor para a vida.
Ficha Técnica:

Coreografia e direção – Roberto Zappalà
Músicas – Pink Floyd, Elvis Presley, Luigi Tenco, José Altafini, Mirageman, John Cage, Sergei Prokofiev
Intérpretes – Gaetano Montecasino, Valeria Zampardi
Textos – Nello Calabrò
Iluminação e figurinos – Roberto Zappalà
Direção técnica – Sammy Torrisi
Produção – Scenario Pubblico/Compagnia Zappalà Danza – Centro di Produzione della Danza
Coprodução – Orizzonti Festival Fondazione (em colaboração com Le Mouvement Mons Festival – Bélgica)
Apoio – Ministero dei Beni e delle Attività Culturali Regione Siciliana Ass. to del Turismo, Sport e Spettacolo

04 e 05 de setembro de 2019
Quarta e quinta | 20h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro
Ingressos – R$10 (inteira) e R$5 (meia)
Classificação etária – Livre

Obs.: No dia 05 de setembro, haverá duas outras atividades com os bailarinos da Companhia Zappalà que são:
15h às 17h – Workshop de dança no palco do Teatro da UFF, com entrada franca.
21h – Após o espetáculo, os bailarinos participarão de um debate com o público.

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Era só por uma noite

qui, 18/07/2019 - 15:40

Depois do grande sucesso, quando estreou no Teatro Fashion Mall, no Rio de Janeiro, em 2016, o espetáculo que tinha o título original Guerra doce, foi apresentado no Teatro da UFF, em Niterói, no mesmo ano e, depois, seguiu por vários teatros brasileiros. Agora, remontado e com novo título, Era só por uma noite, o espetáculo retorna ao Teatro da UFF, com as mesmas questões que continuam em evidência, quando se trata de preconceitos de gênero.

Baseado em uma história real, o espetáculo teatral Era só por uma noite, estreia do ator Edu Porto na criação de um texto teatral, trata da vida de três pessoas completamente diferentes, entre si. André (Edu Porto) estuda filosofia, pinta quadros e leva uma vida livre, sendo o protótipo do jovem descolado, que não se preocupa com nada efetivamente e quer viver a vida sem problemas. Gustavo (William Vita), um empresário bem sucedido e conservador, acaba de ser traído por sua esposa e, literalmente, despenca de seu mundo sóbrio e bem construído. Carol (Luiza Veloso) dança na noite para pagar a faculdade, é apaixonada por André e encara o mundo sempre com jovialidade e alegria. Mas um encontro inesperado em um bar, durante a final da Copa do Mundo de 1994, mudará o rumo da vida dos três, entrelaçando suas histórias de forma inesperada e intensa, apontando preconceitos e julgamentos sociais, tão comuns em nossa sociedade contemporânea. E a descoberta de uma doença terminal, em um deles, leva-os a repensar seus projetos de vida e o que desejam de verdade, para si mesmos.

William Vita atuou em mais de 20 novelas, entre elas: Avenida Brasil, A favorita, Flor do Caribe, Páginas da vida e Império, na TV Globo. Na Rede Record, atuou em Os dez mandamentos e Rei Davi. No cinema, destaca-se sua atuação em Tropa de elite 2. Atualmente, é um dos três artistas brasileiros com maior número de participações em montagem, atuação e direção, no cenário teatral,  contando com mais de 130 espetáculos em seu currículo.

Entre as premiações que conquistou, estão as de Melhor Diretor em 14 festivais diferentes de teatro, como o Festival do Centro Universitário Moacyr Bastos (1995), o do município do Rio de Janeiro (1990) e o de Itaguaí (1996). Ganhou também os prêmios de Melhor Espetáculo, Melhor Iluminação e Melhor Cenário no Festival de Teatro Cidade do Rio de Janeiro, no ano de 2006, com a peça O auto da compadecida, de Ariano Suassuna. Foi agraciado com o prêmio de Melhor Ator em nove festivais de teatro, entre eles o do município do Rio de Janeiro (1990 e 1994), o de Cachoeiras de Macacu (1996), o de Itaguaí (1996) e o de Belo Horizonte (1993).

Edu Porto estudou teatro e atuação para televisão e cinema, fazendo cursos com Daniel Herz, Sergio Pena, Antônio Amâncio, Cininha de Paula, Beto Silveira, William Vita, David Hermam, Fátima Toledo e Flávio Colatrello, entre outros.

Tendo iniciado sua carreira como ator de comerciais aos 19 anos, participou de campanhas publicitárias das marcas Gatorade, Coca Cola, Skol, Fiat e Vivo. Posteriormente, foi escalada para a novelas de televisão, atuando em A regra do jogo, Sangue bom, Amor e sexo, Cordel encantado, Malhação e Império (TV Globo), José do Egito, Viagem sem fim e Ribeirão do tempo (Rede Record), entre várias outras. Nos palcos, atuou em Robin Hood, Filhos das ruas, A vida é uma comédia, A bruxinha que era boa e O auto da compadecida. Atualmente, Edu Porto está em cartaz na novela Jezabel, da TV Record.

O espetáculo Era só por uma noite é sua primeira incursão como autor teatral.

Ficha técnica:

Texto: Edu Porto
Direção: William Vita
Elenco: Edu Porto, Luiza Veloso e William Vita
Sonoplastia: Gutemberg Rodrigues
Figurino: Drica Gomes
Cenário: Edu Porto e William Vita
Iluminação: Danilo Calegari

23 de agosto e 01 de setembro de 2019
Sextas e sábados, às 20h | domingos, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro
Ingressos – R$40 (inteira) e R$20 (meia)
Classificação etária – 12 anos

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Ronco dos motores

qui, 18/07/2019 - 15:35

A Comrua Cia de Dança tem feito grande sucesso de crítica e público com o seu espetáculo Ronco dos Motores, dirigido e coreografado por Pâmela Oliveira e Rodrigo Pires. Preenchendo o palco, durante 50 minutos sem intervalo, as técnicas contemporânea e urbana, presentes na formação dos oito bailarinos, dialogam e dão suporte à pesquisa coreográfica. Ronco dos Motores transforma os bailarinos em uma massa anônima que se funde (e se confunde) com personagens do cotidiano. Tratam o comportamento humano de uma maneira bem específica, através de movimentos, por vezes sutis e delicados, ora de uma intensidade e velocidade quase impossíveis de se executar.

Ronco dos Motores é um espetáculo para todas as idades, para qualquer pessoa, em qualquer tempo, onde a dança e a música aparecem num casamento perfeito e só resta ao público sentar, assistir, ouvir e viver todas as emoções.

“A companhia Comrua, em 26 de Outubro de 2019, completará 21 anos. Nascida no Rio de Janeiro, em Niterói, criou um sotaque próprio, delicadamente inspirado nas diversas artes e suas antíteses. Nada linear. Nada analógico. Despontou por sua capacidade de discutir o próprio ser humano, fazendo dele sua principal fonte de inspiração. Por sua capacidade de comunicação com as mais variadas plateias ressoou em territórios distintos. Pincelou essa construção com pitadas de um humor sutil e quixotescamente ingênuo, que travou batalhas inimagináveis com o mundo da abstração e da poesia. Trata-se certamente de um corpo que se move homogêneo, ainda que impulsionado pelos desejos individuais de suas partes. Essas, sim, heterogêneas”, fala seu diretor artístico Rodrigo Pires.
Esta é a descrição de uma companhia que, desde sua fundação, reuniu almas inquietas, ansiosas por discutir suas relações com o mundo.


Ficha Técnica

Direção Geral: Pâmela Oliveira
Direção Artística: Rodrigo Pires
Coreografia: Carla Martins, Pâmela Oliveira e Rodrigo Pires
Assistentes de coreografia: Gabrielle Ferreira, Noemy Souza, David Medeiros, Elisa Azevedo e Alex Santos
Iluminação: Tadeu Freire
Técnico de Iluminação: Rodrigo Pires
Figurinos: André Bernardes
Fotografia: Camila Serpa
Direção de Palco: Pâmela Oliveira
Com: Alex Santos, David Medeiros, Elisa Azevedo, Igor Lai, Marcos Paulo, Pâmela Oliveira, Renan Lima e Thaiza Fonseca
Classificação indicativa: Livre
Duração: 50 min
Realização: Comrua Produções Artísticas LTDA

02 a 11 de agosto de 2019
Sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói – RJ
Ingressos – R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)
Recomendação etária – Livre

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Ponto de vista

qui, 18/07/2019 - 15:31

Destaque no humorístico A Praça é Nossa, o ator Jefferson Farias fará três únicas apresentações da comédia Ponto de vista no Teatro da UFF.

Ponto de vista é uma comédia encenada por Jeffinho Farias, onde inúmeras histórias do cotidiano de um deficiente visual são colocadas através de uma narrativa bem humorada. Através da comédia teatral, o público passa a participar das vivências e observações relacionadas ao dia a dia de um cego, onde o jovem, que também é portador de deficiência visual, apresenta com versatilidade e muitas tiradas hilariantes temas relacionados a sua própria vida. Relacionamentos, tendências contemporâneas e moda são alguns dos ingredientes do cardápio sobre o qual o jovem artista lança o seu “olhar” particular.

Ponto de vista não só apresenta como faz uma análise crítica sobre as dificuldades ainda enfrentadas pelos deficientes, em nosso país. Jeffinho alerta para o enorme número de portadores de necessidades especiais e fala sobre o desejo de todos esses, incluindo ele, de serem definitivamente tratados como iguais dentro da sociedade em que vivem.

O cenário é composto por várias tiras de piso tátil, por onde o ator circula ao longo do espetáculo, sem o uso de bengala.

Jefferson Farias começou sua carreira participando de programas de TV. Iniciou em 2008 fazendo apresentações em ruas e praças públicas e, em pouco tempo, foi convidado a participar dos quadros “Humor na Caneca”, no Programa do Jô, e “Quem Chega Lá”, no Domingão do Faustão, além de participações no humorístico “Zorra Total”, todos da Rede Globo. Após ganhar destaque por suas participações, nascia o grupo de humor “Esse Cego É DuCarvalho”. E, há três anos, o ator ganhou um quadro fixo no humorístico “A Praça é nossa”.

Formou-se em Artes Cênicas pelo Centro Universitário da Cidade (UniverCidade/RJ) e também realiza trabalhos como cronista e roteirista para novos artistas, apresentando sua versatilidade artística e, principalmente, a perseverança que rompe os limites que a deficiência visual lhe impôs.

Sobre o diretor Alexandre Régis

Régis é uma lenda viva do humor brasileiro. Pode-se dizer que todo programa ou especial de humor, das últimas décadas, contou com sua participação (Os Trapalhões, Chico Total, Viva o Gordo, A Praça é Nossa e Zorra Total). No teatro, firmou-se como diretor e fundador do Teatro de Terror, do qual participaram os também convidados do Zenas Improvisadas Alexandra Richter e Charles Paraventi. Hoje em dia, além de atuar em Zorra Total, dirige a dupla de humoristas Marcius Melhem e Leandro Hassum no espetáculo Nós na Fita.

Ficha técnica

Texto e atuação: Jefferson Farias
Direção: Alexandre Régis
Iluminadores: Eduardo Nobre e Fernanda Mattos
Assistente de Produção: Aiana Queiroz
Direção de Produção: Fabrício Chianello

16 a 18 de agosto de 2019
Sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói – RJ
Ingressos: R$40 (inteira) e R$20 (meia)
Recomendação etária: 14 anos

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Diários do Abismo

qua, 26/06/2019 - 15:47

Diários do abismo é uma adaptação de Pedro Brício para Hospício é Deus, primeiro livro da escritora e jornalista mineira Maura Lopes Cançado (1929-1993). Espetáculo que esteve em cartaz no CCBB (RJ), recentemente, e que ficará em cartaz por duas semana no Teatro da UFF, no mês de julho deste ano.

“Ganhei o livro de presente do Ney Latorraca, que disse: aqui tem uma grande personagem”, revela Maria Padilha, que completa 40 anos de carreira e estreia seu primeiro monólogo. O espetáculo dirigido por Sergio Módena é um relato autobiográfico que a escritora fez nos sanatórios e clínicas em que esteve internada, enquanto vivenciava o horror dos tratamentos psiquiátricos da época. “O que Maura escreve sobre a natureza humana, loucura, sanidade e religiosidade impressiona pela assustadora lucidez com que aborda os temas”, descreve Módena.

Prestes a completar 90 anos de nascimento, a escritora mineira de São Gonçalo do Abaeté, que faleceu há 25 anos, foi festejada na época pela nata da literatura brasileira.  Segundo o escritor Otto Lara Resende, “Maura é um testemunho de que a vida é muito forte, sobretudo quando se encarna em alguém da qualidade e do talento que ela tem. Maura é única e insubstituível”. Para o poeta Ferreira Gullar, “um dos mais contundentes depoimentos humanos já escritos no Brasil”.  Segundo Carlos Heitor Cony, Maura é maior que a autora de A hora da estrela. “Clarice, de certa forma, viveu em sua redoma: Maura, não. Maura não é peixe de aquário: é peixe de oceano, que vai fundo”.

Nascida em uma família rica e importante de Minas Gerais, Maura Cançado, aos sete anos de idade, já tinha o hábito de inventar personagens para si mesma. Foi nesta época que os ataques epiléticos começaram. Diagnosticada como psicótica, passou por diversos sanatórios e clínicas psiquiátricas. Em seu diário contava fatos determinantes de sua vida antes e durante sua internação, denunciando os terríveis métodos de tratamento praticados. Estreou em 1959 como escritora no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil. Em 1965, foi publicado Hospício é Deus. Em 1968, veio o segundo livro: O sofredor do ver. Os títulos foram reeditados pela editora Autêntica em 2015. Teve seu nome maculado na história da literatura ao matar por estrangulamento uma interna grávida. Após o episódio, Maura parou de escrever e foi esquecida por formadores de opinião e escritores. Solta em 1980, ainda passou por outras clínicas nos últimos anos de sua vida e faleceu no dia 19 de dezembro de 1993, devido a um infarto.

Sobre a peça – O cenário não realista de André Cortez propõe a visão de Maura em relação ao espaço cênico, como esta “mulher poeta” enxerga o quarto do hospício. Camas de hospital se transformam nas páginas do diário, janelas que são espaço de liberdade e prisão. Os elementos do hospício são componentes da narrativa. O figurino de Marcelo Pies segue a mesma estética. Um uniforme de hospiciado bem longo, que evoca também religiosidade. A trilha de Marcelo H é atemporal e cria atmosferas, ruídos e sonoridades, como se o som reverberasse da cabeça de Maura. O iluminador Paulo César Medeiros completa a ficha técnica.

12 a 21 de julho de 2019
Sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$60,00 (inteira) e R$30,00 (meia)
Classificação etária: 10 anos

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Os três porquinhos

qua, 26/06/2019 - 12:08

Os três porquinhos – O conto popular que dá nome à peça tornou-se conhecido graças à versão recolhida na Inglaterra pelo folclorista Joseph Jacobs (1854-1916) e publicada na obra Contos de fadas ingleses. Esta primeira versão serviu de base para todas as versões posteriores, mundo afora.

No Brasil, há vários anos, a CIA Erthal de Teatro vem produzindo para crianças, jovens e adultos o universo lúdico do teatro infantil. E, dentro desse universo, também adaptou o conto Os três porquinhos. Nessa adaptação, o espetáculo conta a história dos três irmãos suínos, Prático, Cícero e Heitor, que tentam se defender dos ataques do Lobo Mau.

Prático, o irmão mais velho e o mais responsável, preocupado com o futuro, propõe aos irmãos construírem uma casa bem resistente, com pedras, tijolos e barro, mas Cícero e Heitor não estão nem aí para o irmão e só querem saber de brincar. Estudar e trabalhar, nem pensar! Acham melhor fazer uma casa mais simples e menos trabalhosa.

Heitor sugere uma casa de palha, Cícero uma casa de madeira e cipó. Prático, cansado de pensar e agir pelos irmãos, resolve dar um basta em tudo e decide que cada um construa sua própria casa, onde e do jeito que quiser.

A preguiça de Cícero e Heitor coloca em risco suas vidas, pois com um sopro o Lobo Mau bota abaixo as casas dos dois porquinhos, que fogem desesperadamente para a casa do irmão mais velho, pedindo socorro. Lá, a casa de tijolo, pedra e barro, é forte e resistente. O lobo fica roxo de tanto soprar, mas não consegue derrubar a casa. Prático, como sempre solidário e esperto, prepara uma armadilha para espantar o terrível Lobo Mau para bem longe e assim poder viver em paz.

Com muita comédia, o espetáculo vai se desenrolando ao longo de cinquenta minutos, dando atenção ao meio ambiente, aos bons modos sociais e à importância da coletividade com uma linguagem contemporânea onde todos se divertem até o final.

A CIA Erthal de Teatro – O teatro e a literatura infantil fazem parte da fantasia de toda criança. Pensando nisso, a companhia, dirigida por Aníbal Erthal, que também produz os espetáculos O Mágico de Oz e O Rei Leão, vem desenvolvendo, há vários anos, um sério trabalho junto a escolas, festas, teatros, shoppings e empresas, proporcionando alegria, cultura e entretenimento ao público que nos assiste. A fórmula é uma só: quando se trabalha com prazer, se pode fazer o que mais inspira.  Todo sacrifício vale a pena. Os aplausos que a companhia recebe e a satisfação do público é a sua maior recompensa.

FICHA TÉCNICA

Direção e adaptação: Anibal Erthal
Elenco: Brunno Vieira / Lucas Gonçalves (Lobo Mau); Marcelo de Andrade / Fernandinho Mattos (Cícero), Gabriel Vaz / Matheus Alegria (Heitor) e Sergio Di Paula / Douglas Estrela (Prático).
Produção Executiva: Manoela Lanzellotti
Figurinos: Graça Pereira
Cenários: Anibal Erthal
Sonoplastia: Lucas Gonçalves/Ygor Valaderes
Programação visual: Shamah Comunicação
Pintura Artística: VD Visual Design
Produção: CIA Erthal de Teatro

06 a 21 de julho de 2019
Sábados e domingos, às 16h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)
Classificação etária – Livre

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Aladdin, Príncipe das Arábias

seg, 10/06/2019 - 15:12

Aladdin, Príncipe das Arábias – O Musical é baseado no conto Aladdin e a Lâmpada Maravilhosa, integrante do livro As Mil e Uma Noites.

O mago Jafar está à procura da lâmpada mágica, mas fracassa na tentativa de obtê-la, pois junto com Iago (seu papagaio e serviçal) descobre que somente alguém de coração puro pode retirar o objeto de dentro da caverna das luzes. Sabendo disso, Jafar viaja para o vilarejo em busca daquele que será a chave para conseguir os poderes que a lâmpada pode lhe oferecer.

A história se passa em Lagrar. Num belo dia, um jovem rouba frutas do mercado volante. Jafar vê que as frutas foram para alimentar uma criança que estava há dias sem comida, porém finge não saber disso e manda prender o rapaz. A princesa Jasmine, cansada da vida no castelo, foge para a cidade e se disfarça entre os cidadãos. Diante de tal covardia, se revela e ordena que o jovem seja libertado. Jafar nega ter visto a boa intenção do menino e o leva preso, ele acaba de encontrar o que tanto procurava, a chave que irá trazer para suas mãos seu objeto de desejo: a lâmpada mágica.

Amor, suspense, ação, emoção e muitas aventuras é o que acontece em Aladdin, Príncipe das Arábias – O Musical.

Direção Geral, Coreografias e Adaptação – Arthur Rozas

É formado em Artes Cênicas pela Casa de Artes das Laranjeiras (CAL) e graduado em Educação Física pela Universidade Castelo Branco. Diretor, coreógrafo, ator, cantor e dançarino, tem vasta experiência no segmento de Teatro Musical. Como ator, esteve nos espetáculos A Borralheira (Fabianna de Mello e Souza), O Mágico de Oz (Charles Moeller e Cláudio Botelho), André Rebouças o Engenheiro Negro da Liberdade (André Camara), Estúpido Cupido (Gilberto Gawronski), Tropicalistas (Ciro Barcelos) e outros. Participou do núcleo de dança de novelas e programas na Rede Globo e Record. Atua no carnaval carioca e paulista, como diretor cênico e coreógrafo. Coreógrafo dos musicais da Escola Britânica – RJ, já coordenou o projeto artístico ARFAB (Bradesco Seguros), codirigiu e foi assistente de direção de grandes diretores como Paula Sandroni e Paulo Afonso de Lima. É responsável pela parte coreográfica dos espetáculos musicais: As festas da Tia Ciata e Corações de um Picadeiro, entre outros.

Direção Musical – Cosme Motta Jr.

Formado em canto e piano pela FAETEC / RJ, cantou como backing vocal de diversos grupos e artistas como Sandra de Sá e Pe. Fábio de Melo. Atuou em produções musicais, como Soul Roberto, Como eliminar seu chefe e Tropicalistas – O Musical. Cosme é diretor musical, compositor, ator e cantor. É também responsável pela direção musical dos espetáculos Peter Pan – O Musical, O Mundo Mágico de Oz, Cinderela, A dama e o vagabundo, entre outros.

Figurinos e Adereços – Fábio Gouveia

Paulista, formado em Artes Plásticas e Design pela Escola de Artes Panamericana, Fábio é figurinista e aderecista premiado em São Paulo. Assinou vários projetos de plástica de desfiles em escolas de samba em São Paulo, além de ter um trabalho voltado para a reutilização de materiais. É também diretor da produtora artística Mundo Azul.

15 a 30 de junho de 2019
Sábados e domingos | 16h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)
Classificação etária – Livre

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Vermelha

seg, 27/05/2019 - 12:01

Inspirado no conto “Sapatos vermelhos”, de Hans Christian Andersen, o monólogo traz o ator Matheus Lima e fala sobre luta de classes

Vermelha é o terceiro espetáculo da Cia. de Teatro Manual, um solo com dramaturgia de Cecília Ripoll, direção de Marcela Andrade e atuação de Matheus Lima. Em cena, Matheus conta a história de um menino que trabalha exaustivamente em uma fábrica de sapatos, mas que contraditoriamente não tem condições de juntar dinheiro para comprar o seu próprio calçado. Um dia, ele descobre que as mercadorias que eles produzem na fábrica, situada no país de baixo, são vendidas a um preço bem menor se compradas no país de cima, para onde são exportadas. Começa então uma batalha entre a classe trabalhadora, que quer ter acesso aos sapatos, e o presidente daquele país que propõe a construção de um muro para impedir a entrada dos imigrantes descalços.

Vermelha pretende aprofundar a continuada pesquisa da Cia. acerca do gesto e do espaço cênico. Em 2014, com a peça Hominus Brasilis, o coletivo foi indicado ao Prêmio Shell RJ de Melhor Direção e ao Prêmio Cesgranrio, na Categoria Especial, pelo estudo do espaço cênico por intermédio da plataforma. Agora, o grupo se lança ao desafio de encenar uma saga repleta de acontecimentos, numerosos personagens e geografias distintas com um único ator no palco.

“Neste primeiro solo da companhia e meu também, o objeto plataforma não estará em cena, mas os princípios que norteiam o trabalho dela, sim: a gestualidade, o corpo expressivo, a pantomima, a comicidade física, o trabalho rítmico, a construção da atmosfera por meio das sonoridades, enfim, elementos que definem nosso trabalho”, destaca Matheus, que interpreta quatro personagens fixos: o menino, a mãe, o presidente do país de cima e o presidente do país de baixo.

O conto Sapatos vermelhos, de Hans Christian Andersen, foi o disparador do processo que resultou em uma nova dramaturgia textual que se descola da narrativa original. “No conto de Andersen existe um movimento muito forte entre desejo e repressão, repressão e desejo, além da cor vermelha que está relacionada a esses dois polos. Esses sentimentos foram os que mais me fisgaram no conto e que impulsionaram a minha criação”, afirma Cecília Ripoll. Dois clássicos de Charlie Chaplin também serviram de fonte: O grande ditador e Tempos modernos.

A encenação, uma mescla de densidade e comicidade, se estrutura em frases curtas e pontuais, pensadas enquanto enunciados da trama, espécie de “legendas orais”, oferecendo lacunas a serem preenchidas pela relação entre ator e espectador. Matheus joga com as frases-legenda como se fossem companheiras de cena e transita por todos os fatos e personagens, ora sendo, ora vendo, ora manipulando. Para Marcela Andrade, a direção desse trabalho é uma resposta à força e à inteligência da dramaturgia da Cecilia Ripoll em conjunto com a potência artística do ator – “Matheus Lima é um artista interessado em todas as frentes do processo criativo. Sua trajetória como ator é uma relação de vida em muitas camadas: familiares, sociais e ancestrais. Para mim, nesse momento histórico do país, Matheus, de maneira corajosa, segue experimentando o teatro, que é a nossa forma comum de seguir experimentando a vida, quero dizer, as vidas possíveis. Encontrar o público se torna oportunidade para experimentarmos ainda mais”, finaliza a diretora.

A Cia de Teatro Manual nasceu em 2011, após os atores Matheus Lima e Helena Marques conhecerem, em 2010, a técnica da linguagem da plataforma, em um curso de especialização na LISPA – Escola Internacional de Artes Cênicas de Londres. De volta ao Brasil, o casal se juntou a Dio Cavalcanti e Patrícia Ubeda e, durante três anos, se dedicaram ao estudo do formato e à pesquisa do espaço cênico e do corpo expressivo, até chegarem ao espetáculo de estreia Hominus Brasilis, em 2014, indicado aos Prêmios Shell de Melhor Direção e Cesgranrio na categoria Especial pelo Estudo sobre o Espaço Cênico através da Plataforma. Com Hominus Brasilis, a Cia representou o Brasil nos festivais internacionais Chicago Physical Festival (EUA – 2016), Festival Efímero de Teatro Independente (Argentina – 2017), Beijing Comedy Week (China – 2017), Festival Gargalhadas na Lua (Lisboa – 2019) e Festival Internacional de Teatro de Alentejo (FITA – 2019). Com o espetáculo infantojuvenil A Menina e a Árvore (2018), a Cia. foi indicada aos Prêmios Zilka Salaberry de Melhor Iluminação e ao Prêmio CBTIJ de Melhor Direção, Melhor Iluminação, Preparação Corporal, Coletivo de atores e atrizes, Fotografia de Cena, Visagismo e Arte Gráfica.

Ficha Técnica

Direção: Marcela Andrade
Dramaturgia: Cecilia Ripoll
Atuação: Matheus Lima
Colaboração artística: Dio Cavalcanti e Helena Marques
Trilha Sonora Original: Roberto Souza
Vozes: Matheus Lima, Helena Marques, Marcela Andrade e Roberto Souza
Cenografia: Elsa Romero
Cenotécnico: Roberto Rodrigues
Figurino: Camila Nhary
Adereço – prótese: Mona Magalhães e Derô Martín
Visagismo: Mona Magalhães
Iluminação: Ana Luzia de Simoni
Design gráfico: Jaqueline Sampin
Fotos: Renato Mangolin
Operação de luz: João Gioia
Operação de som: Luiz Rolim Fadul
Assistente de produção: Gabrielly Vianna
Produção: Bárbara Galvão, Carolina Bellardi e Fernanda Pascoal (Pagu Produções Culturais)
Idealização: Helena Marques
Coordenação de projeto: Cia de Teatro Manual

14 a 30 de junho de 2019
Sextas e sábados, às 20h | domingos, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)
Classificação etária – 12 anos

Categorias: Centro de Artes UFF

Não peça

seg, 27/05/2019 - 11:45

Espetáculo teatral com texto e atuação de Lucília de Assis e direção de Bianca Byington, Não peça nos apresenta Jandira, funcionária de um teatro no qual desempenha os papéis de faxineira, bilheteira e baleira. Ao tomar conhecimento que o elenco da peça em cartaz se encontra preso em um engarrafamento, ela recebe mais uma atribuição: segurar o público até a chegada dos atores. É assim que a funcionária, testemunha de inúmeros espetáculos e habituada a subir no palco apenas para passar uma vassoura, passa a ocupar a linha de frente para contar suas histórias.

Não peça pretende trabalhar a poética do espaço teatral como local de criação e de encontro entre personagem e plateia. Como diz Jandira para o público, “O teatro é isso, um lugar que você vai para ver o ser humano. Ele é o maior espetáculo. É um encontro entre pessoas que não se conhecem. É a chance de ouvir alguma coisa que faça a gente virar a esquina da mudança, a furar o nosso teto”. Nem toda vida daria um filme. Mas aqui, a vida da funcionária Jandira, com certeza, acaba dando em uma peça. Ou melhor, em uma não peça.

Jandira nasceu no Cantochão. Pedaço de terra localizado no estado de Calamidade, onde uma única fábrica de tijolo não só empregava todas as pessoas da pequena região, como tudo por lá era construído a base dele. Segundo Jandira, “No Cantochão não tinha gente nem preta nem branca. A cor de todo mundo lá era tijolo. Pele de barro seco rachado”. Por ali, a menina Jandira brincou, cresceu e sofreu na pobreza. A mãe, que padecia de pânico da morte, toda vez que achava que tinha chegado sua hora, colocava todos os filhos numa carroça e distribuía pela cidade. Em uma dessas tentativas, Jandira aos 12 anos, foi dada para uma vizinha cujo filho Verardo a desposou e a trouxe para a cidade grande. Verardo viera substituir um amigo que trabalhava como porteiro, de um antigo teatro. Nesse local, Jandira e Verardo viveram juntos, até ele fugir com outra menina bem mais nova que ela. Sem ter pra onde ir, Jandira faz do teatro sua verdadeira casa. Sua história difícil de vida, aliada à ficção e à realidade de tudo o que acontece nesse espaço teatral, passa a constituir o repertório existencial da mulher Jandira. Dessa vez, o elenco da peça em cartaz encontra-se preso em um engarrafamento de grandes proporções, na via Dutra, e solicita à funcionária que segure o público até a chegada deles. O momento adverso para a trupe passa a ser um aliado de Jandira que usa a brecha para representar suas histórias. Ao receber a notícia de que o elenco da peça em cartaz acaba de chegar, Jandira se apressa em admitir a possibilidade do público já ter assistido a um bom espetáculo e, então, abre as portas do teatro e libera a plateia. Não sem antes, receber seus primeiros e quem sabe, últimos aplausos.

Não peça é um espetáculo delicado e de simples execução, já que a concepção é trabalhar a poética do próprio espaço teatral.Um despojamento genuíno que nos remete ao teatro essencial, onde o que realmente importa é a presença do ator no palco dialogando com seu público. Ao teatralizar sua própria vida, Jandira humaniza o espaço teatral. Contracenando com palco e plateia esses também se tornam protagonistas.

Lucília de Assis, autora e atriz, e Bianca Byington, diretora e atriz, se conheceram na montagem da peça Capitães da Areia, dirigida por Carlos Wilson da Silveira – Damião – Agora elas resolveram compartilhar e discutir experiências obtidas ao longo de suas carreiras. NÃO PEÇA teve seu processo de criação aberto ao público na Mostra Sortida de Teatro Casa Quintal em outubro de 2017. Depois, cumpriu temporada no Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), de 22/02 a 11/03/2018. Uma terceira temporada aconteceu no Espaço Cultural Municipal Sergio Porto, de 06/08 a 20/08/2018. Todos os espaços, localizados no Rio de Janeiro.

Lucília de Assis é jornalista, atriz e roteirista. Participou de inúmeras peças teatrais, dentre elas Vivo muito bem disposto, com direção de Hamilton Vaz Pereira, Capitães da areia, direção de Carlos Wilson, De noite com uma luz, direção de Louise Cardoso, e Tequila – Uma estória mexicana, com direção de Claudia Valli. Na Rede Globo, fez O último desejo, sob a direção de Antonio Carlos Fontoura, e participações em novelas e seriados. Em 2000, escreveu, produziu e atuou em Conversa privada, primeiro espetáculo do grupo Grelo Falante. Roteirizou e atuou no filme Coisa de mulher, em 2005, e atuou no espetáculo Sons e Cores ao lado do Quinteto Villa-Lobos, sob direção de Tim Rescala. Em 2008, escreveu e dirigiu a peça Mau humor. Em 2009, gravou A Turma do Pererê, na Tv Brasil, e com o Grelo Falante apresentou durante 24h o simpósio de contadores de história no Sesc Copacabana. Em 2010, estreou o espetáculo Viva! Claymara Borges e Heurico Fidélis não morreram. Ministrou oficinas de teatro nos SESCs São Gonçalo, Barra Mansa e Teresópolis, em 2011 e 2012. Atuou no musical Avenida Reveillon, com texto e direção de Fátima Valença. De 2014 a 2015, escreveu, atuou e produziu a peça Antessala, com direção de Guida Vianna, espetáculo que fez temporada nos Teatros Café Pequeno e Casa da Gávea, além de viajar pelo SESI Cultural São Paulo. Em 2016, escreveu o espetáculo Herculano é o assassino, com atuação de Alexandre Barros e Carmen Frenzel, direção de Cythia Reis. Desde 2012, redige e apresenta o programa ao vivo, O grelo falante, na Rádio roquete Pinto, 94.1 FM.

Bianca Byington, como atriz, participou de várias peças, entre as quais A reunificação das duas Coréias, de Joel Pommerat e direção João Fonseca (2016), Infância, tiros e plumas, de Jô Bilac e  direção de Inês Vianna (2015), 1958 – A bossa do mundo é nossa, de Joaquim Ferreira dos santos e direção André Paes Leme, Os Saltimbancos, direção Cacá Mourthé (2010), e Farsa da boa preguiça, de Ariano Suassuna e direção João das Neves 2009 (Indicação prêmio Shell), entre várias outras, além de atuar em novelas e filmes para o cinema.

Equipe técnica

Texto e interpretação – Lucília de Assis
Direção – Bianca Byington
Figurino – Dora de Assis
Direção executiva – Nathália Azevedo

07 a 09 de junho de 2019
Sexta e sábado, às 20h | domingo, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói
Ingressos – R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)
Classificação etária – 12 anos

Categorias: Centro de Artes UFF

E se mudássemos de assunto?

qui, 02/05/2019 - 14:49

Montagem de texto da premiada Renata Mizrahi chega a Niterói e reabre o TEATRO DA UFF.

A peça tem direção de Marcos França e poderá ser assistida sextas e sábados, às 20h e domingo às 19h.

Um homem tenta falar com seu parceiro. A conversa não acontece porque o outro está entretido com os aplicativos de seu celular. Lives e check-ins são urgentes, e o diálogo é interrompido constantemente. Numa outra cena, um casal tem dificuldade de rememorar seu primeiro encontro. A tentativa de reavivar a memória resulta numa confusão de lugares, situações e nomes de personagens. Certamente você se identificou com uma dessas (ou ambas) as situações. Os exemplos são apenas dois dos temas sobre os quais a premiada autora Renata Mizrahi joga luz em “E se mudássemos de assunto?”. O texto reúne dez cenas curtas que, em comum, têm como mote a incomunicabilidade nas relações – seja pela falta de atenção, de escuta, de disponibilidade para o outro e, indo mais fundo, a total ausência de diálogo. A peça tem direção de Marcos França e, no elenco, cinco talentosos jovens atores egressos do Centro de Artes de Laranjeiras (CAL). A montagem lotou o Parque das Ruínas no início do ano e a Casa de Cultura Laura Alvim no Rio de Janeiro poderá ser assistida agora no Teatro da UFF onde estreia dia 10 de maio, às 20h, cumprindo temporada até 26 de maio, sempre de sexta a domingo.

A iniciativa da montagem partiu dos cinco atores do elenco, hoje ex-alunos de Marcos França na CAL. Formado o grupo, o passo seguinte foi convidar o diretor para a empreitada. Em comum, o anseio de levarem à cena temas afins à geração na qual estão inseridos. França pensou em Mizrahi, que lhe mostrou não uma peça inédita, mas o conjunto de oito peças curtas. Com as peças-cenas nas mãos, diretor e elenco viram que elas tinham algo em comum – e que esse algo era justamente o que buscavam. Mais do que isso até…

As cenas unem, na sua maioria, dois atores. E tratam do encontro entre personagens que, na realidade, não chegam a se encontrar de fato. Tais encontros requerem certa atenção, e as personagens não dispõem de tal requisito. Há desde o casal decidido a se separar, cujas partes estão aparentemente serenadas, mas que, no avançar da conversa, vêem suas dependências emocionais acirrarem-se, numa metalinguagem teatral. Ainda na seara amorosa, há a mulher que lista ao parceiro argumentos que fundamentam suas incompatibilidades de gênios e estilos. Ela é assertiva; ele, zen. Até que o jogo vira, e a conversa muda de tom.

As cenas todas têm desfechos surpreendentes – sejam eles inusitados, divertidos ou mesmo comoventes.  E, ao desenrolarem-se as histórias, algumas das personagens voltam a se esbarrar. Duas delas de forma constante. São eles Martinha e Daniel. Ela é uma vendedora de panos de prato, levemente desmemoriada, que tenta contar sua história  —  o que não acontece por ser rechaçada por seu interlocutor, que alega não dispor de tempo para ouvi-la. E assim seguem as personagens em seus caminhos, sujeitos a novos (des)encontros. A exemplo de como vivem muitas das pessoas  que nos cercam. E – por que não? —  nós mesmos.

Ficha técnica:
Texto: Renata Mizrahi
Direção: Marcos França
Elenco: Daniel de Mello, Giulia Bertolli, Lucas Figueiredo, Ricardo Cuba e Tercianne Melo
Ambientação: Isabella Manhães
Figurinos: Ricardo Cuba
Desenho de luz: João Elias
Trilha sonora: Marcos França
Programação visual: Arthur Röhrig
Assessoria de imprensa: Christovam de Chevalier
Produção executiva: Rafaela Oliveira

10 a 26 maio de 2019
Sextas e sábados, às 20h e domingos às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)
Classificação: 10 anos

Categorias: Centro de Artes UFF