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Atualizado: 5 horas 26 minutos atrás

O trenzinho da caipira

seg, 02/03/2020 - 12:18

Espetáculo musical infantil, O trenzinho da caipira presta uma homenagem ao compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos e conta a história de duas crianças que decidem ajudar uma estrelinha, que caiu do céu, na sua trajetória até o mar, proporcionando várias aventuras, encontros com outros amigos e, também, com um vilão. A trama, voltada para crianças bem pequenas, na faixa etária entre zero e seis anos, ressalta valores importantes como amizade, necessidade de diálogo e coragem para enfrentar situações conflituosas.

O texto e as músicas originais de O trenzinho da caipira resultaram no livro e CD homônimos, que registram a história e a trilha sonora do espetáculo. O título do espetáculo é uma referência à composição O trenzinho do caipira, uma criação de Heitor Villa-lobos que, posteriormente, recebeu letra escrita pelo poeta Ferreira Gullar.

O Lekolé é um grupo de teatro infantil, sendo seus fundadores os niteroienses Letícia Poppe (atriz e bailarina) e Kuko Moura (pianista, compositor, arranjador e diretor musical). Em sua trajetória, o Lekolé fez apresentações no Morro da Urca, no Aquário do Rio de Janeiro, no Teatro da UFF, no Teatro Municipal de Niterói e no Reserva Cultural de Niterói, sempre com excelente aceitação dos públicos presentes.

28 e 29 de março de 2020
Sábado e Domingo | 16h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói – RJ
Ingressos R$40 (inteira) | R$20 (meia)
Classificação Livre

Categorias: Centro de Artes UFF

A arte é mulher

sex, 28/02/2020 - 11:00

Idealizado pela multi-instrumentista Lan Lahn, o espetáculo “A arte é mulher” integra a programação especial do Mês da Mulher, no Teatro da UFF, em março

Feminina desde o vocábulo, a arte fomentada e produzida por mulheres é a atividade central de “A Arte é Mulher”.  Idealizado e dirigido pela multi-instrumentista Lan Lanh, o projeto, em formato de encontro multiartístico, oferece apresentações que mesclam música, performance e palavra. Conduzido e entremeado por relatos de artistas e pesquisadoras mulheres compartilhando suas vivências do universo feminino das artes, o roteiro gera, assim, uma explosão artística feminista onde a mulher é a origem, o meio e a finalidade.

“Este evento nasceu do meu desejo de promover um encontro de artes criadas por mulheres de várias gerações, assim como as mulheres inventadas pela arte em suas diferentes manifestações do feminino. Para isso, propus uma convocação ritmada de música e palavras para gerar uma onda feminista e, assim, espalhar as alegrias, dividir as tristezas e compartilhar com a plateia a arte de ser mulher”, explica Lan Lanh que, formou um trio musical fixo e inédito com as cantoras Numa Ciro e Jussara Silveira. Lan Lanh ainda é a responsável pela direção musical, percussão e arranjos da original Banda Arte, composta ainda por Maíra Freitas (teclados, programações e arranjos), Irene Egler (violão e arranjos) e Lui Rabello (violão).

Com direção cênica de Cristina Moura e projeção do acervo fotográfico de Cláudia Ferreira, um dos principais do país sobre feminismo, cada encontro recebe convidadas diferentes, mulheres que, em seu histórico de atuações, sempre representaram no meio artístico as suas vivências enquanto mulheres da área. “As músicas que compõem os shows exemplificarão os relatos, revezando com as falas das artistas. Criamos um espetáculo em torno das questões que envolvem a mulher: suas múltiplas versões do feminino e as diferentes manifestações políticas do feminismo”, analisa Numa, que assina com Lan Lanh o roteiro e a curadoria. No Teatro da UFF, a convidada será a cantora congolesa Sagrace Menga.

Dinâmicas, as apresentações contam ainda com interferências visuais e trocas com a plateia, tendo no comando da palavra Heloísa Buarque de Hollanda focando no que seria esse novo campo cultural pautado pelo feminismo na música e nas artes. “Este é um encontro que dá voz à diversidade de mulheres que existem na mulher”, reflete a ensaísta, editora, crítica literária, pesquisadora brasileira e escritora, que lançou em 2018 o festejado livro Explosão Feminista.

Enaltecendo o momento cultural do país no qual as mulheres têm protagonizado uma série de ações artísticas culturais, destaca-se uma luta constante contra as desigualdades da sociedade patriarcal, continuada na pós-modernidade. “Nunca é demais falar da mulher ou em defesa da mulher, ainda mais em tempos tão tenebrosos. Em 1913, meu bisavô, o médico Crescêncio Silveira, disse em sua tese sobre a mulher: ‘A mulher não é fraca, fracos são os direitos que a garantem’. Mais de um século depois a frase certeira serve ao propósito”, encerra Jussara.

Com Lan Lanh (multi-instrumentista), Jussara Silveira (cantora) e Numa Ciro (cantora)
Direção – Cristina Moura
Músicos – Maíra Freitas (teclados, programações e arranjos), Irene Egler (violão e arranjos) e Lui Rabello (violão)

14 e 15 de março de 2020
Sábado, 20h | Domingo, 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói – RJ
Ingressos R$ 50 (inteira) / R$ 25 (meia)
Classificação Indicativa 16 anos

 

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Frida Kahlo – A deusa Tehuana

sex, 28/02/2020 - 11:00

FRIDA KAHLO, A DEUSA TEHUANA, um monólogo não biográfico livremente inspirado no diário e na obra da pintora Mexicana, pela primeira vez em Niterói, fará uma curtíssima temporada de apenas seis apresentações no Teatro da UFF, de 20 a 29 de março de 2020, sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h.

Alguns artistas ultrapassaram a popularidade adquirida com seu trabalho e tornaram-se sua melhor arte. Frida Kahlo pintou seu próprio rosto dezenas de vezes no corpo de uma obra intensamente auto referenciada. Teatralizou a sua própria existência. Foi a expressão maior de luta e superação, mesmo trazendo consigo as maiores dores físicas e existenciais. E, no lugar do luto, vestiu-se de intensas cores.

Com direção de Luiz Antonio Rocha e atuação de Rose Germano, a peça obteve sucesso de público e crítica em três temporadas no Rio de Janeiro e reconhecimento internacional com destaque no principal jornal mexicano El Universal e na TV Mexicana. Luiz Antonio Rocha, diretor de extrema sensibilidade, coleciona sucessos como os das peças Uma loira na lua, Eu te darei o céu, Brimas e Paulo Freire, o andarilho da utopia, entre outras. Exerce no mercado também a função de produtor de elenco, onde tem um enorme currículo na TV e no Cinema, como Velho Chico, novela da Rede Globo e, no cinema, Vidas partidas. Ganhador de dois prêmios Mambembes e indicação ao prêmio Shell, em Frida Kahlo – a deusa tehuana, ele desconstrói o mito para falar da mulher, da importância de reinventar eternamente o espaço que ocupa no mundo, da necessidade de refletir sobre o amor, a arte e as escolhas que são feitas ao longo da vida.

Rose Germano, atriz com formação em teatro e em cinema, sempre procurou aprofundar a sua arte e conduzi-la para um teatro de referências. Mergulhou no universo de Shakespeare, Brecht, Plauto etc., mas foi em Frida que ela encontrou o seu grande desafio. No cinema estreou em Anjos do Sol, em 2006 (premiado no Festival de Gramado). O seu mais recente trabalho na TV, foi na novela Velho Chico e, no teatro, na peça Nordestinos.

FRIDA KAHLO – A DEUSA TEHUANA
Com Rose Germano
Direção – Luiz Antonio Rocha
Dramaturgia – Luiz Antonio Rocha e Rose Germano
Músico – Eduardo Torres
Iluminação – Aurélio de Simoni
Cenário, figurino e direção de arte – Eduardo Albini
Trilha sonora – Márcio Tinoco

20 a 29 de março de 2020
Sextas, sábados, às 20h, e domingos, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro
Ingressos – R$50 (inteira) e R$25 (meia)
Classificação etária – 16 anos

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Foi-se: histórias que a morte conta

seg, 06/01/2020 - 13:40

Em 2020, o Centro de Artes UFF dá início à série “A Literatura no Teatro”, com espetáculos teatrais, baseados e/ou adaptados de textos não teatrais, a serem apresentados no Teatro da UFF, ao longo do novo ano. Muitos escritores se consagraram escrevendo textos no formato de peças, apropriados para serem montados. Em sua elaboração, muitos desses textos já contêm, inclusive, as indicações cênicas ou didascálias, indicações de iluminação e de cenografia, o que, de certa forma, facilita a vida de encenadores e atores na hora em que escolhem determinados textos para interpretarem.

Com a série “A Literatura no Teatro”, o que se deseja é mostrar (e discutir) adaptações teatrais de textos e narrativas escritos quase que exclusivamente para o prazer da leitura, sem terem sido pensados para o palco. Alguns encenadores e diretores, às vezes, escolhem adaptar romances, novelas e contos, impondo-se o desafio de transpor a Literatura para o campo das Artes Cênicas, o que, na maioria das vezes, mostra ser um “recorte” ou um “olhar” materializador sobre aquilo que a leitura individual proporciona quando ativa a imaginação do leitor. O que transforma-se em um jogo bastante desafiador, tanto para o encenador/diretor quanto para o público/leitor.

Para cada espetáculo escolhido para compor esta série, haverá uma ou mais sessões com rodas de conversas ao final, unindo atores, encenadores e um professor/especialista no tema ou no autor da peça selecionada.

Abrindo a série “A Literatura no Teatro”, o espetáculo Foi-se: Histórias que a morte conta, baseado em contos de Carlos Drummond de Andrade, Walt Whitman e Rosa Amanda Strausz, fará seis apresentações no mês de fevereiro de 2019, no Teatro da UFF, sábados e domingos, às 19h. A data da sessão com debate será anunciada no final de janeiro.

Depois, em março ou abril, será a vez da peça Missa para Clarice, que reúne textos da escritora Clarice Lispector, selecionados e adaptados pelo diretor, dramaturgo e ator Eduardo Wotizk.

Foi-se: histórias que a morte conta – Contos de terror no Teatro da UFF

A peça, com foco principal no público adolescente, tem direção de Maria Coelho e Gabriel Mendes, com dramaturgia a partir de contos de Carlos Drummond de Andrade, Walt Whitman e Rosa Amanda Strausz, que mostram olhares diferentes do imaginário humano sobre a morte, apresentando ao público uma nova maneira de conhecer e se relacionar com as histórias de terror.

Há quem pense que as histórias de terror são criações contemporâneas do cinema que, com todo seu aparato tecnológico, são as únicas capazes de materializar o medo no público. De fato, os filmes de terror multiplicaram seus títulos nos últimos anos, com bilheterias milionárias e obras aclamadas. Mas a literatura de terror é um dos gêneros mais consagrados na história e apresentou nomes como Edgar Allan Por, H.P. Lovecraft, Mary Shelley, Ann Radcliffe, Guy de Maupassant e Stephen King.

Foi-se: histórias que a morte conta é um espetáculo criado a partir de uma longa pesquisa de dez anos sobre os contos de horror e terror. Pensado inicialmente para o público adolescente, carente de produções de arte específicas e que investe horas em maratonas de séries em streaming, o projeto ampliou seu foco e se debruça sobre outro tema, visto como sombrio, triste e sobrenatural – a morte.

“A morte é um assunto que causa sempre um incomodo entre as pessoas. Quando surge no meio de crianças e adolescentes então, não sabemos o que falar e como falar. Mas ela está aí, sendo noticiada diariamente. Por outro lado, as crianças e adolescentes também veem na morte um universo de fascínio sobrenatural. E é a partir desta mistura – do real e do imaginário – que criamos o espetáculo”, revela André Valim, um dos idealizadores.

É claro que a própria figura da Morte não poderia ficar de fora. No espetáculo, são elas – as personificações da Morte – as condutoras e narradoras de todas as histórias, pois são as únicas que presenciam todos os acontecimentos. Neste encontro íntimo, há espaço para o sombrio, para o misterioso, mas também para o cômico, para o riso, estabelecendo uma relação complexa tal qual é nossa própria forma de lidar com a morte.

SINOPSE
Se a Morte pudesse contar suas histórias, como seriam? De suspense, de horror, de terror? Cômicas, nonsense, cotidianas? Ou tudo isto? Foi-se: histórias que a Morte conta abre as portas da sala, oferece um lugar ao sofá e permite que o público ‘reviva’ momentos peculiares que foram acompanhados de perto por essas três senhoras. Ou três senhores…

Com textos de Carlos Drummond de Andrade, Walt Whitman e Rosa Amanda Strausz, o espetáculo apresenta histórias que brincam com o imaginário humano em torno da morte – real e sobrenatural.

FICHA TÉCNICA
Textos: “Flor, Telefone, Moça”, de Carlos Drummond de Andrade | “A morte na sala de aula”, de Walt Whitman | “Crianças à venda. Tratar aqui”, de Rosa Amanda Strausz
Tradução – “Death in the School-Room”: Ísis Azevedo
Direção: Maria Coelho e Gabriel Mendes
Elenco: Anderson Lopes e André Valim
Luz: Tadeu Aguiar
Figurino: Valério Bandeira
Músicas: Marcello Sader
Cenografia: André Valim e Day Bertolossi
Supervisão de Cenografia: Daniele Geammal
Assistência de Produção: Juliana Valin
Designer Gráfico: Vitor Gonçalves
Fotos: Fernando Carvalho
Realização: Onírico Cia de Teatro

01 a 16 de fevereiro de 2020
Sábados e domingos, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro
Ingressos – R$30 (inteira) e R$15 (meia)
Classificação indicativa – 10 anos

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