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Atualizado: 3 horas 44 minutos atrás

A VIDA INVISÍVEL

seg, 06/01/2020 - 17:21

Brasil, 2019, 139’, 16 anos
De Karim Aïnouz
Com Carol Duarte, Julia Stockler, Gregório Duvivier, Bárbara Santos, Fernanda Montenegro

Rio de Janeiro, década de 1940. Eurídice é uma jovem talentosa, mas bastante introvertida. Guida é sua irmã mais velha e o oposto de seu temperamento em relação ao convívio social. Ambas vivem em um rígido regime patriarcal, o que faz com que trilhem caminhos distintos: Guida decide fugir de casa com o namorado, enquanto Eurídice se esforça para se tornar uma musicista, ao mesmo tempo em que precisa lidar com as responsabilidades da vida adulta e um casamento sem amor com Antenor. Prêmio de Melhor Filme da mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes, Melhor Atriz (Carol Duarte e Julia Stockler) pela APCA-SP e Melhor Fotografia, Direção de Arte e Prêmio da Crítica Internacional no Festival de Havana.

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PARASITA

seg, 06/01/2020 - 17:18

Gisaengchung, Coreia do Sul, 2019, 132’, 16 anos
De Joon-ho Bong
Com Kang-Ho Song, Woo-sik Choi, Park So-Dam

Toda a família de Ki-taek está desempregada, vivendo num porão sujo e apertado. Uma obra do acaso faz com que o filho adolescente de Ki-taek comece a dar aulas de inglês a uma garota de uma família rica. A partir do momento em que a trajetória das duas famílias se cruza, vamos nos surpreendendo com uma trama de golpes, segredos e conflitos de classes. Palma de Ouro no Festival de Cannes 2019, Melhor Filme no Festival de Sidney 2019, Prêmio do Público na Mostra de São Paulo 2019, diversos prêmios da crítica americana, Globo de Ouro de Filme Estrangeiro e indicado a Melhor Elenco no SAG Awards. Parasita é o grande favorito ao Oscar 2020 de Filme Internacional.

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UMA MULHER ALTA

seg, 06/01/2020 - 17:12

Dylda, Rússia, 2019, 137’, 16 anos
De Kantemir Balagov
Com Vasilisa Perelygina, Konstantin Balakirev, Ksenia

Na Leningrado de 1945, Iya e Masha são duas jovens mulheres em busca de esperança e significado em meios aos destroços deixados na Rússia após a Segunda Guerra Mundial. O cerco de Leningrado, um dos mais brutais da história, chegou ao fim, mas reconstruir suas vidas não será tarefa simples. Melhor Direção e Prêmio da Crítica na mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes 2019, Melhor Filme no Festival de Montreal 2019 e um dos dez semifinalistas entre os indicados a Filme Internacional no Oscar.

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O FAROL

seg, 06/01/2020 - 17:05

The lighthouse, EUA/Canadá, 2019, 109’, 16 anos
De Robert Eggers
Com Willem Dafoe e Robert Pattinson

Início do século XX. Thomas Wake, responsável pelo farol de uma ilha isolada, contrata o jovem Ephraim Winslow para substituir o ajudante anterior e colaborar nas tarefas diárias. No entanto, o acesso ao farol é mantido fechado ao novato, que se torna cada vez mais curioso com este espaço privado. Enquanto os dois homens se conhecem e se provocam, Ephraim fica obcecado em descobrir o que acontece naquele espaço fechado, ao mesmo tempo em que fenômenos estranhos começam a acontecer ao seu redor. Prêmio da Crítica Internacional na Quinzena dos Realizadores – Festival de Cannes 2019.

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UM DIA DE CHUVA EM NOVA YORK

seg, 06/01/2020 - 16:58

A rainy day in New York, EUA, 2019, 93’, 14 anos
De Woody Allen
Com Timothée Chalamet, Elle Fanning, Selena Gomez, Jude Law, Diego Luna

Ashleigh é uma estudante que consegue uma entrevista com o famoso diretor de cinema Roland Pollard. Ela e seu namorado Gatsby planejam transformar a oportunidade em uma viagem romântica a Nova York, cidade natal do rapaz. No entanto, quando chegam lá, os planos mudam: Ashleigh se vê em meio a uma série de incidentes e Gatsby acaba encontrando a irmã de uma antiga namorada, enquanto tenta fugir de um compromisso em família.

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Foi-se: histórias que a morte conta

seg, 06/01/2020 - 13:40

Em 2020, o Centro de Artes UFF dá início à série “A Literatura no Teatro”, com espetáculos teatrais, baseados e/ou adaptados de textos não teatrais, a serem apresentados no Teatro da UFF, ao longo do novo ano. Muitos escritores se consagraram escrevendo textos no formato de peças, apropriados para serem montados. Em sua elaboração, muitos desses textos já contêm, inclusive, as indicações cênicas ou didascálias, indicações de iluminação e de cenografia, o que, de certa forma, facilita a vida de encenadores e atores na hora em que escolhem determinados textos para interpretarem.

Com a série “A Literatura no Teatro”, o que se deseja é mostrar (e discutir) adaptações teatrais de textos e narrativas escritos quase que exclusivamente para o prazer da leitura, sem terem sido pensados para o palco. Alguns encenadores e diretores, às vezes, escolhem adaptar romances, novelas e contos, impondo-se o desafio de transpor a Literatura para o campo das Artes Cênicas, o que, na maioria das vezes, mostra ser um “recorte” ou um “olhar” materializador sobre aquilo que a leitura individual proporciona quando ativa a imaginação do leitor. O que transforma-se em um jogo bastante desafiador, tanto para o encenador/diretor quanto para o público/leitor.

Para cada espetáculo escolhido para compor esta série, haverá uma ou mais sessões com rodas de conversas ao final, unindo atores, encenadores e um professor/especialista no tema ou no autor da peça selecionada.

Abrindo a série “A Literatura no Teatro”, o espetáculo Foi-se: Histórias que a morte conta, baseado em contos de Carlos Drummond de Andrade, Walt Whitman e Rosa Amanda Strausz, fará seis apresentações no mês de fevereiro de 2019, no Teatro da UFF, sábados e domingos, às 19h. A data da sessão com debate será anunciada no final de janeiro.

Depois, em março ou abril, será a vez da peça Missa para Clarice, que reúne textos da escritora Clarice Lispector, selecionados e adaptados pelo diretor, dramaturgo e ator Eduardo Wotizk.

Foi-se: histórias que a morte conta – Contos de terror no Teatro da UFF

A peça, com foco principal no público adolescente, tem direção de Maria Coelho e Gabriel Mendes, com dramaturgia a partir de contos de Carlos Drummond de Andrade, Walt Whitman e Rosa Amanda Strausz, que mostram olhares diferentes do imaginário humano sobre a morte, apresentando ao público uma nova maneira de conhecer e se relacionar com as histórias de terror.

Há quem pense que as histórias de terror são criações contemporâneas do cinema que, com todo seu aparato tecnológico, são as únicas capazes de materializar o medo no público. De fato, os filmes de terror multiplicaram seus títulos nos últimos anos, com bilheterias milionárias e obras aclamadas. Mas a literatura de terror é um dos gêneros mais consagrados na história e apresentou nomes como Edgar Allan Por, H.P. Lovecraft, Mary Shelley, Ann Radcliffe, Guy de Maupassant e Stephen King.

Foi-se: histórias que a morte conta é um espetáculo criado a partir de uma longa pesquisa de dez anos sobre os contos de horror e terror. Pensado inicialmente para o público adolescente, carente de produções de arte específicas e que investe horas em maratonas de séries em streaming, o projeto ampliou seu foco e se debruça sobre outro tema, visto como sombrio, triste e sobrenatural – a morte.

“A morte é um assunto que causa sempre um incomodo entre as pessoas. Quando surge no meio de crianças e adolescentes então, não sabemos o que falar e como falar. Mas ela está aí, sendo noticiada diariamente. Por outro lado, as crianças e adolescentes também veem na morte um universo de fascínio sobrenatural. E é a partir desta mistura – do real e do imaginário – que criamos o espetáculo”, revela André Valim, um dos idealizadores.

É claro que a própria figura da Morte não poderia ficar de fora. No espetáculo, são elas – as personificações da Morte – as condutoras e narradoras de todas as histórias, pois são as únicas que presenciam todos os acontecimentos. Neste encontro íntimo, há espaço para o sombrio, para o misterioso, mas também para o cômico, para o riso, estabelecendo uma relação complexa tal qual é nossa própria forma de lidar com a morte.

SINOPSE
Se a Morte pudesse contar suas histórias, como seriam? De suspense, de horror, de terror? Cômicas, nonsense, cotidianas? Ou tudo isto? Foi-se: histórias que a Morte conta abre as portas da sala, oferece um lugar ao sofá e permite que o público ‘reviva’ momentos peculiares que foram acompanhados de perto por essas três senhoras. Ou três senhores…

Com textos de Carlos Drummond de Andrade, Walt Whitman e Rosa Amanda Strausz, o espetáculo apresenta histórias que brincam com o imaginário humano em torno da morte – real e sobrenatural.

FICHA TÉCNICA
Textos: “Flor, Telefone, Moça”, de Carlos Drummond de Andrade | “A morte na sala de aula”, de Walt Whitman | “Crianças à venda. Tratar aqui”, de Rosa Amanda Strausz
Tradução – “Death in the School-Room”: Ísis Azevedo
Direção: Maria Coelho e Gabriel Mendes
Elenco: Anderson Lopes e André Valim
Luz: Tadeu Aguiar
Figurino: Valério Bandeira
Músicas: Marcello Sader
Cenografia: André Valim e Day Bertolossi
Supervisão de Cenografia: Daniele Geammal
Assistência de Produção: Juliana Valin
Designer Gráfico: Vitor Gonçalves
Fotos: Fernando Carvalho
Realização: Onírico Cia de Teatro

01 a 16 de fevereiro de 2020
Sábados e domingos, às 19h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro
Ingressos – R$30 (inteira) e R$15 (meia)
Classificação indicativa – 10 anos

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O FAROL

seg, 16/12/2019 - 17:50

The lighthouse, EUA/Canadá, 2019, 109’, 16 anos
De Robert Eggers
Com Willem Dafoe e Robert Pattinson

Início do século XX. Thomas Wake, responsável pelo farol de uma ilha isolada, contrata o jovem Ephraim Winslow para substituir o ajudante anterior e colaborar nas tarefas diárias. No entanto, o acesso ao farol é mantido fechado ao novato, que se torna cada vez mais curioso com este espaço privado. Enquanto os dois homens se conhecem e se provocam, Ephraim fica obcecado em descobrir o que acontece naquele espaço fechado, ao mesmo tempo em que fenômenos estranhos começam a acontecer ao seu redor. Prêmio da Crítica Internacional na Quinzena dos Realizadores – Festival de Cannes 2019.

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UM DIA DE CHUVA EM NOVA YORK

seg, 16/12/2019 - 17:36

A rainy day in New York, EUA, 2019, 93’, 14 anos
De Woody Allen
Com Timothée Chalamet, Elle Fanning, Selena Gomez, Jude Law, Diego Luna

Os jovens Ashleigh e Gatsby formam um casal que planeja uma viagem romântica a Nova York. No entanto, quando chegam na cidade, os planos mudam: Ashleigh descobre a possibilidade de fazer uma entrevista com o famoso diretor de cinema Roland Pollard e Gatsby acaba encontrando a irmã de uma antiga namorada. Ao longo do passeio, Ashleigh e Gatsby descobrem novas paixões e oportunidades únicas.

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FERNANDO

seg, 16/12/2019 - 17:20

Brasil, 2017, 71’, 12 anos
De Julia Ariani, Paula Vilela e Igor Angelkorte
Com Fernando Bohrer e Rubens Barbot

Fernando é um ator e professor de teatro que, aos 74 anos, é impelido a ser protagonista de si mesmo em uma experiência que borra as fronteiras entre o documental e o ficcional. Diante de um delicado problema no coração, ele segue uma vida repleta de amor pela arte, onde a educação surge como potente elemento transformador da realidade. O filme tem cenas em Niterói, local em que Fernando reside.

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A ROSA AZUL DE NOVALIS

seg, 16/12/2019 - 16:34

Brasil, 2019, 70’, 18 anos
De Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro

Marcelo é um dândi na faixa dos seus 40 anos que possui uma memória fora do comum. Ele é capaz de reviver memórias familiares distantes com perfeição e diz recordar de suas vidas passadas detalhadamente: em uma delas, ele foi Novalis, um poeta alemão que perseguia uma rosa azul incessantemente. No entanto, Marcelo ainda não descobriu o que persegue em sua existência atual. Melhor Filme no XV Panorama Internacional Coisa de Cinema e Prêmio Especial do Júri da APCA-SP.

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A VIDA INVISÍVEL

seg, 16/12/2019 - 16:12

Brasil, 2019, 139’, 16 anos
De Karim Aïnouz
Com Carol Duarte, Julia Stockler, Gregório Duvivier, Bárbara Santos, Fernanda Montenegro

Rio de Janeiro, década de 1940. Eurídice é uma jovem talentosa, mas bastante introvertida. Guida é sua irmã mais velha e o oposto de seu temperamento em relação ao convívio social. Ambas vivem em um rígido regime patriarcal, o que faz com que trilhem caminhos distintos: Guida decide fugir de casa com o namorado, enquanto Eurídice se esforça para se tornar uma musicista, ao mesmo tempo em que precisa lidar com as responsabilidades da vida adulta e um casamento sem amor com Antenor. Prêmio de Melhor Filme da mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes, Melhor Atriz (Carol Duarte e Julia Stockler) pela APCA-SP e filme indicado pelo Brasil a uma vaga ao Oscar de Filme Internacional.

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Orquestra Petrobras Sinfônica – Tributo a Cartola

seg, 16/12/2019 - 11:38

Cartola, um dos maiores sambistas da história da música brasileira foi o primeiro homenageado da série Tributos, projeto da Orquestra Petrobras Sinfônica. Os sucessos de Cartola ganharam arranjos sinfônicos de Marcelo Caldi em 2018, celebrando os 110 anos do nascimento do cantor e compositor. O álbum está disponível nas plataformas digitais.

O repertório será apresentado por um octeto de sopros, mais percussão, e terá clássicos como As rosas não falam, O mundo é um moinho, O sol nascerá e Alvorada, além de Minha, Peito vazio, Preciso me encontrar, Que sejas bem feliz, Disfarça e chora, Tive sim e Ensaboa.

Orquestra Petrobras Sinfônica

Octeto de sopros
Sammy Fuks, flauta
Francisco Gonçalves, oboé
Igor Carvalho, clarineta
Elione Medeiros, fagote
Josué Silva, trompa
Vinícius Lugon, trompete
João Luiz Areias, trombone
Eliezer Rodrigues, tuba

Percussão
Pedro Moita, percussão

26 de janeiro de 2020
Domingo | 18h
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro
Entrada franca, com distribuição de senhas uma hora antes do espetáculo.
Classificação indicativa – livre

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Músico, pesquisador e escritor, Milton Guapo lança o livro “No Limiar”

seg, 16/12/2019 - 11:22

No dia 17 de dezembro, às 17 horas, na varanda do Centro de Artes UFF, em Icaraí, o artista mato-grossense Milton Guapo realiza o lançamento de seu mais novo livro “No Limiar”. Durante o evento, que tem entrada franca, Guapo fará um pocket show com seu grupo “América Latente em tempo de incerteza”. A apresentação resgata a musicalidade pantaneira e cuiabana, fruto de suas pesquisas sobre a sonoridade local.

Lançado pela Editora Carlini & Caniato, ‘No Limiar’ é uma novela pós-moderna envolvendo a realidade de indígenas que estão prestes a ter a vida transformada pelas novas tendências do futuro e por conflitos com o agronegócio. Também narra uma nova forma de se relacionar sob um pacto de prazer e de convívio, erótica e socialmente.

 

Título da obra: No Limiar
Autor: Milton Guapo
Sobre a obra

No limiar é uma novela pós-moderna e futurista. A história fundamenta seu território no interior do Brasil, precisamente na região do Araguaia e do Xingu, envolvendo etnias indígenas em conflito com o agronegócio, espreitada pelos mistérios da serra do Roncador. Vislumbra como essa realidade vai ser transformada pela ferrovia transoceânica, pelos drones tripulados que virão num futuro próximo alterando as novas tendências agroecológicas e antropológicas na região, bem como distintos modos de vida que aparecerão até o ano de 2028.

Os personagens principais são os índios Obajara e Kunhahendy, agentes federais de inteligência infiltrados que entram em confronto com o crime organizado que migrou para a região no começo do século XXI. Também mostram uma nova maneira de se relacionar, eroticamente e socialmente, propondo um novo pacto de prazer e de convívio, rompendo com o ranço da monogamia tradicional.

A obra também questiona os absurdos da existência pré-moldada no colonialismo eurocentrista antrópico, bem como a moral religiosa ultrapassada a partir de um ponto de vista filosófico-metafísico-científico-futurista, que se resume em dois bordões paradoxais que ecoam como um cânone – “o mistério insistente do querer estar vivo” e “os inimigos da vida aqui na Terra” – que o fenômeno humano carrega como destino opcional e que permeia, desde o começo da história, uma alternância vital inexorável, uma alusão bifurcada ao Destino de Sísifo, de Albert Camus. Na mitologia grega, Sísifo era um rei condenado pelos deuses a rolar uma pedra até o topo de uma montanha, de onde a rocha rolava novamente até o ponto de partida por meio de uma força irresistível, e isso se prolongava pela eternidade.

“Uma obra incrível. O autor, um grande visionário, antevê o tempo em que somente a genuína união de todas as raças garantirá a existência dos seres humanos na Terra. O livro é uma porrada.”

Willian Gama
Curador de arte

 

Sobre o autor

Milton Guapo é escritor, pesquisador, cantor, compositor, produtor, diretor musical e consultor técnico cultural. Nascido em Cáceres-MT, descende da velha estirpe pantaneira formadora do Estado. Herdou do seu pai, físico/matemático, e da sua mãe, lavadeira e contadora de histórias, a curiosidade empírica e analítica, o que o faz prolífico e meticuloso com sua arte.

Atua como músico há mais de 30 anos; cantou, compôs e gravou, além de CDs, trilhas para cinema, peças de teatro e temas nativistas para a Orquestra do Estado de Mato Grosso. Publicou, em 2010, o seu primeiro livro intitulado “Remedeia co que tem” – um mapeamento histórico sobre a formação básica da musicalidade mato-grossense, que hoje é referência maior para o conhecimento antropológico da sonoridade local.

Em 2017, foi reconhecido pelo Ministério da Cultura, através do Prêmio Leandro Gomes de Barros, Mestre da Cultura Popular.

Em 2018, publicou “Um pé de verso… outro de cantiga”, seu segundo livro contendo memórias e crônicas baseadas em ditos pantaneiro; tal obra, foi escrita no linguajar vernacular autóctone do Pantanal e Baixada Cuiabana.

Contato com o autor: guapo_pantmt@hotmail.com

Texto de orelha

“A vida é segmento, não é começo e nem fim de uma auréola pulsante; seu combustível é ‘o mistério insistente em querer estar vivo’ de alguma coisa, de algum ser” (p. 367). E é este combustível que Milton Guapo utiliza para construir No Limiar, uma obra envolta pela atmosfera mística, que leva o leitor a refletir a respeito do aspecto transcendental da vida. Vai do ancestral ao pós-moderno para narrar uma história intrigante, permeada por ideias futuristas e repleta de mistério e erotismo.

Através da trajetória das personagens Kunhahendy, Obajara, Marx, Sônia Otahime e Kamy, entre outros, Milton Guapo apresenta os conflitos que envolvem a questão de terra indígena na região do Xingu, destacando a sincronicidade presente na natureza, ao mesmo tempo em que dá voz a várias etnias, passeando pelas tradições indígenas, com suas lendas, suas crenças e sua tradição oral, dando destaque também às tradições e à ancestralidade japonesa.

Guapo instiga o leitor a refletir a respeito de seu posicionamento diante dos desafios mundanos, pois “vivemos um entorpecimento emocional causado por um lúgubre sossego feroz” (p. 211).

Enfim, Guapo nos presenteia com essa emocionante obra que, indo da ficção à realidade, nos mostra que “não existe nenhum caminho definido, / somos a poeira que canta e fala neste mundo” (p. 360).

Guilherme Relvas
Ex-Diretor do Departamento
do Livro do Minc

 

Ficha técnica do livro
Edição: 1ª  •  Ano de publicação: 2019  •  Tamanho: 13,8 x 20,8 cm.  ISBN:  978-85-8009-283-7 • Número de páginas: 368Gênero: Literatura / Romance •  Preço de capa:  R$ 50,00 

Lançamento no Centro de Artes UFF – Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, Niterói – RJ: Dia 17 de dezembro de 2019, às 17 horas. Entrada Franca.

 

 

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Encerramento do curso “Suzuki: uma estratégia para o aprendizado do violoncelo”

qui, 12/12/2019 - 14:10
O curso “Suzuki: uma estratégia para o aprendizado do violoncelo” é uma ação do Programa de Extensão da Pró-Reitoria de Extensão e do Centro de Artes da UFF que oferece aulas gratuitas de violoncelo à comunidade. O curso é ministrado pelo violoncelista da Orquestra Sinfônica Nacional UFF Ronildo Candido Alves, que utiliza a abordagem do Tao do Cello, que através da respiração e do trabalho corporal se dedica à resolução das tensões geradas pelo esforço físico ou nervosismo que impedem que os alunos toquem seus instrumentos de forma confortável e com excelente resultado de performance.    É importante ressaltar que na metodologia Suzuki os pais desempenham um papel ativo no processo de aprendizagem dos filhos através do apoio rotineiro, participativo, o que fortalece o laço que os une. As aulas começaram em junho e no dia 7 de dezembro, às 11 horas, foi realizado o concerto de encerramento da turma de 2019 no Teatro da UFF. Participaram doze alunos de distintas faixas etárias que se dividiram durante o semestre em três turmas: infantil, intermediário e avançado.   Além dos alunos, familiares e convidados participaram da apresentação também convidados muito especiais: O quarteto Cellos-Uni, formado por Davi Pereira, Luanda Maia, Lurian Moura e Willian Baptista, (bacharelandos de Música e ex-alunos de Ronildo), que nos brindou com uma linda apresentação, e Daniel Silva, o Spalla dos Cellos da Orquestra Sinfônica Nacional UFF, que deu um show à parte, encantando todos os presentes, principalmente os jovens músicos que não “piscaram” durante a sua apresentação.   WordPress Video Gallery Plugin
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MOMENTO CORRENTE

ter, 10/12/2019 - 12:51

Deixando descansar a fatigada poética que utiliza como exemplo máximo de passagem a metamorfose da lagarta ao deixar seu casulo, aderimos à exúvia do animal – que não apenas deixa para o mundo a casca que lhe formou mas nela mesmo sua própria forma final. Assim, exposta, não como o próprio bicho que já migrou, mas como o resquício da produção de si. Aqui estão visíveis os esqueletos deixados tanto pelas variações do nosso tempo quanto pelos próprios artistas que as notaram, deixando ao mundo de volta sua formulação outra. Seja pela corrente temporal, pela corrente que censura – da qual o corpo se esforça para mostrar-se sob -, pelo cordel que prende o ritmo do verbo com a finura da linha e não da prisão, pela natureza que condenada devolve seu corpo em forma de toxidade corrente em variadas correntes aquáticas: o momento é esse, de formas nítidas e graves. Não mais nos servimos da metáfora do casulo que esconde, mas de pontas agudas que expõem o percurso do instante.

Abertura 13 de dezembro de 2019
Sexta – 17h
Visitação até 19 de janeiro de 2020
Galeria de Arte UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí
Entrada Franca

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BIXA TRAVESTY

seg, 09/12/2019 - 17:54

Brasil, 2019, 75’, 14 anos
De Kiko Goifman e Claudia Priscilla

O corpo político de Linn da Quebrada, cantora transexual negra, é a força motriz desse documentário que captura a sua esfera pública e privada, ambas marcadas não só por sua presença de palco inusitada, mas também por sua incessante luta pela desconstrução de estereótipos de gênero, classe e raça. Melhor Documentário no Festival de Cinema de Madrid 2018, no Festival Internacional de Cinema Lésbico e Gay de Milão 2018 e no Festival de Merlinka, Prêmio do Júri no Festival de cinema Inside Out Toronto LGBT 2018 e Índia Catalina de Ouro de Melhor Diretor de Documentário no Festival de Cinema de Cartagena 2018.

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A VIDA INVISÍVEL

seg, 09/12/2019 - 17:50

Brasil, 2019, 139’, 16 anos
De Karim Aïnouz
Com Carol Duarte, Julia Stockler, Gregório Duvivier, Bárbara Santos, Fernanda Montenegro

Rio de Janeiro, década de 1940. Eurídice é uma jovem talentosa, mas bastante introvertida. Guida é sua irmã mais velha e o oposto de seu temperamento em relação ao convívio social. Ambas vivem em um rígido regime patriarcal, o que faz com que trilhem caminhos distintos: Guida decide fugir de casa com o namorado, enquanto Eurídice se esforça para se tornar uma musicista, ao mesmo tempo em que precisa lidar com as responsabilidades da vida adulta e um casamento sem amor com Antenor. Prêmio de Melhor Filme da mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes e filme indicado pelo Brasil a uma vaga ao Oscar de Filme Internacional.

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O MUNDO PERDIDO

seg, 09/12/2019 - 17:31

The lost world, EUA, 1925, 105’, Livre
De Harry O. Hoyt
Com Wallace Beery, Bessie Love, Lloyd Hughes

O Professor Challenger lidera um grupo de exploradores britânicos rumo à América do Sul para provar ao mundo civilizado que existe uma terra onde habitam criaturas pré-históricas. O que os exploradores encontram é justamente isso: um planalto amazônico habitado por todos os tipos de dinossauros.

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OSN UFF – Celebrações dos 60 anos da UFF

seg, 09/12/2019 - 12:59

Em 2020, a Universidade Federal Fluminense (UFF) vai completar seis décadas de fundação. No dia 18 de dezembro, às 19h30, no Cine Arte UFF, como lançamento das comemorações destes 60 anos, a Orquestra Sinfônica Nacional UFF fará um concerto com árias de óperas célebres de dois grandes compositores do gênero: o italiano Giuseppe Verdi (1813-1901), de Rigoletto, Nabuco e La Traviatta, e o brasileiro Carlos Gomes (1836-1896), de O Guarani, Condor e Lo Schiavo. O concerto oferece o encontro musical da tradição da ópera italiana figurada na obra de Giuseppe Verdi com o nascimento de identidade nacional brasileira, no qual a expressiva música de Carlos Gomes tem papel fundamental.

A apresentação terá a participação da soprano Ludmilla Bauerfeldt, como solista, e a regência do maestro Tobias Volkmann. A sessão reunirá convidados, autoridades, a comunidade acadêmica e o público em geral, e o concerto da OSN UFF terá entrada gratuita, com distribuição de senhas uma hora antes da apresentação. Este será também o concerto de encerramento da Temporada 2019 da OSN e marcará a despedida de Tobias como maestro convidado regular da orquestra, junto da qual ele atua de forma contínua desde 2016.

PROGRAMA:

Carlos GOMES
O Guarani
Abertura 9′
Gentile di cuore – ária de Ceci 4′

Giuseppe VERDI
Rigoletto
Prelúdio 2’40
Caro nome – ária de Gilda 8′

Carlos GOMES
Condor
Noturno 4′

Carlos GOMES
Lo Schiavo
Inno della libertà – Condessa de Boissy 4′
Alvorada 8′

Giuseppe VERDI
Nabucco
Abertura 8′

Giuseppe VERDI
La traviata
Prelúdio do Ato 1
È strano! È strano…Follie! Delirio vano è questo…Sempre libera – grande ária de Violetta 9’30

Sobre o regente:
Principal regente convidado da Orquestra Sinfônica Nacional UFF, Tobias Volkmann é um dos grandes destaques recentes da cena musical brasileira e vem também construindo uma sólida carreira internacional. Como maestro titular no Theatro Municipal do Rio de Janeiro entre 2016 a 2018, dedicou-se especialmente ao repertório operístico, coral-sinfônico e de ballet, recebendo reconhecimento de público e crítica, com destaques recentes para a Segunda Sinfonia de Mahler e a ópera Un ballo in maschera de Verdi. Na OSN UFF dedicou especial atenção à música brasileira, com estreias regulares de obras sinfônicas contemporâneas. Sob sua direção musical, a orquestra vem retomando a vocação inicial para o registro fonográfico, tendo gravado três CDs desde 2016.

Sobre a solista:
Nascida no Rio de Janeiro, formada em atriz pela Escola Técnica de Teatro Martins Pena, Ludmilla Bauerfeldt começou a estudar Técnica Vocal em 2005 no Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro, sob a orientação do professor Sergio Lavor. Em 2008, foi admitida no curso de Bacharelado em Canto pela Unirio na classe da professora Carol McDavit. No projeto “Ópera na Unirio”, apresentou-se em “La Canterina” de Haydn e “The Telephone”, de Menotti. Entre 2011 e 2014 apresentou-se em vários teatros da Europa e EUA e integrou a Academia de Aperfeiçoamento para Cantores Líricos do Teatro Alla Scala em Milão, Itália. É vencedora de prêmios como “Vozes do Brasil” do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (2010), e “Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão” (2011), Prêmio Etta Limiti – Opera, em Milão, Itália, e Concurso Internacional de Canto Maria Callas, em Atenas, Grécia (2014); Concurso Internacional de Canto Hariclea Darclèe na Romênia, e Concurso Internacional de Belcanto Vincenzo Bellini em Vendôme, na França (2017). Em 2018 participou do “Stars and Rising Stars” Festival em Munique, Alemanha, ao lado do tenor Daniel Behle e do pianista Semion Skigin apresentado árias e duos de Mozart.

18 de dezembro de 2019
Quarta-feira | 19h30
Cine Arte UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói-RJ
Entrada Franca – distribuição de senhas uma hora antes da apresentação
Classificação etária: Livre

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