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Atualizado: 7 minutos 59 segundos atrás

Nota oficial sobre possível paralisação – Centro de Artes UFF

ter, 16/04/2019 - 17:12
COMUNICADO

Diante do que vem sendo divulgado pelos veículos de comunicação sobre uma possível paralisação do Centro de Artes UFF a partir de maio próximo, e tendo em vista os constantes cortes de verba feitos pelo governo federal desde a aprovação da emenda constitucional do teto dos gastos em 2016, esclarecemos que a Universidade Federal Fluminense está empenhada em encontrar uma solução no mais breve tempo possível, para solucionar a questão dos prestadores de serviço/terceirizados.

Informamos também que está mantida a programação a seguir: o evento “Brasil: a margem 2019 – Teko Porã – Cosmovisão e expressividades indígenas”, a ser realizado entre os dias 24 e 30 de abril, com mini-cursos, rodas de conversa, exposição, exibição de filme, palestras, feira e shows nos espaços do Centro de Artes. Estão mantidos ainda o “Simpósio de Música e Pesquisa da Orquestra Sinfônica Nacional UFF”, de 24 a 27 de abril, o lançamento do filme “Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos” (dia 18) e as apresentações musicais, no Teatro da UFF, do grupo Altri Canti, hoje (16), e da Orquestra Sinfônica Nacional UFF, na quarta (17) e quinta (18), com um repertório dedicado ao compositor Ary Barroso.

Centro de Artes UFF

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Chama Pública – Feira Indígena

seg, 15/04/2019 - 19:40

Está aberta a chamada pública para seleção de expositores para a Feira Indígena do projeto Brasil: a margem – Teko Porã.

A feira acontecerá nos dias 27 e 28 de abril de 2019, de 10h às 17h.

As inscrições vão de 15 a 19 de abril, e pode ser feita através do formulário abaixo.

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CHUVA É CANTORIA NA ALDEIA DOS MORTOS

seg, 15/04/2019 - 17:39

Brasil, 2018, 114’, 12 anos
De João Salaviza e Renée Nader Messora
Com Henrique Ihjãc Krahô, Kôtô Krahô

Ihjãc é um jovem do povo Krahô, aldeia indígena localizada em Pedra Branca, no interior do Brasil. Depois de ser surpreendido pela visita do espírito de seu falecido pai, ele se sente na obrigação de organizar uma festa de fim de luto, comemoração tradicional da comunidade. Prêmio do Júri na mostra Um certo olhar, no Festival de Cannes 2018.

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Brasil: a margem – Teko Porã

qui, 11/04/2019 - 10:47
24 de abril – quarta-feira  

17h – Teatro da UFF
Entrada Franca – Distribuição de senhas na bilheteria com 1h de antecedência.

Conferência de abertura
Ancestralidades indígenas e dilemas contemporâneos

com Daniel Munduruku
Mediação: Denilson Baniwa
Daniel Munduruku é um dos mais importantes e conhecidos escritores indígenas. Ganhador de vários prêmios e honrarias, seu trabalho de difusão da cultura indígena na literatura infantil e adulta são marcantes no enfrentamento ao preconceito e desconhecimento sobre esse universo.

 

19h – Galeria de Arte UFF | Espaço UFF de Fotografia | Jardim da Reitoria

Abertura das exposições

Antropófagos
O que pode a arte quando a sociedade é levada ao limite? Quais as potências nas formas expressivas dos povos ameríndios que vem sendo invisibilizadas e colocadas à margem tanto social, quanto esteticamente? Artistas indígenas a partir de seu referencial ancestral e do seu contexto de luta, antropofagizam a arte contemporânea ocidental, a arte digital e a arte de rua colocando em questão as linguagens artísticas clássicas e o próprio conceito de contemporâneo historicamente determinado por critérios da sociedade não indígena.
Coletiva de artistas contemporâneos indígenas brasileiros como: Jaider Esbell, Daiara Tukano, Sueli Maxakali, Nei Xakiabá, Jaider Esbell, Coletivo Mahku Huni Kuin, Renata Machado, Mavi Morais e, Naná Kaigang .
Curadoria: Denilson Baniwa e Pedro Gradella

Tka dahêmba / corpo terra
de Edgar Kanaykõ Xakriabá
Edgar Kanaykõ Xakriabá pertence ao povo indígena Xakriabá Estado de Minas Gerais. É mestrando em Antropologia pela UFMG. Tem atuação livre na área de Etnofotografia: “um meio de registrar aspecto da cultura – a vida de um povo”. Nas lentes dele, a fotografia torna-se uma nova “ferramenta” de luta, possibilitando ao “outro” ver com outro olhar aquilo que um povo indígena é.

Série “Facões”
de Sallisa Rosa

Projeção do Coletivo LabLUXZ
com obras de Denilson Baniwa e Jaider Esbell, com sonorização da Rádio Yandê, DJ Aratikira.

25 de abril – quinta-feira  

10h – Teatro da UFF
Entrada Franca, com inscrição prévia e certificação.

Seminário Línguas Indígenas I
Línguas indígenas: cosmologias e culturas
com Prof. José Ribamar Bessa Freire.

Professor da Pós-Graduação em Memória Social da UFRJ (UNI-Rio) onde orienta pesquisas de doutorado e mestrado. Professor da Faculdade de Educação da UERJ, onde coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas. Publica semanalmente crônicas no site Taquiprati.

 

15h – Teatro da UFF
Entrada Franca, com inscrição prévia e certificação.

Minicurso
Etnoestéticas indígenas: as tentativas de abordagens “não- indígenas” sobre a produção plástica ameríndia no Brasil
com Prof. Wallace de Deus Barbosa

O minicurso propõe um breve percurso panorâmico sobre tentativas de categorização de algumas das mais representativas expressões materiais de povos indígenas no Brasil, com base nos parâmetros da pesquisa etnológica e da crítica de arte especializada.

Wallace de Deus: Doutor em Antropologia pelo Museu Nacional (PPGAS-UFRJ). Professor e pesquisador do Departamento de Arte do Instituto de Artes e Comunicação Social (IACS/UFF). Integra o quadro docente do bacharelado em Produção Cultural e do Programa de Pós-Graduação CULTURA e TERRITORIALIDADES (PPCULT/ IACS/UFF).

  18h – Varanda
Entrada Franca

Roda de conversa com Katú Mirim
O cotidiano de uma indígena urbana, lésbica e mãe, vivendo na periferia de São Paulo.

 

19h – Jardim da Reitoria
Entrada Franca

Show Dub For Galdino (DubDem) + Katú Mirim + Werá MC

Dub for Galdino (Dubdem)
Desde 1996, Dubdem colabora com a rede mundial de cultura radical, o Indigenous Resistance. Em 2003 foi lançado o selo IR pelo TFTT que aborda os temas da resistência e realidade indígenas. Questões e fatos relacionados com estes temas, que normalmente não recebem a devida atenção, são o objeto de nossos trabalhos. O selo I.R. é parte integrante do Projeto TFTT Freedub e oferece vinis, livros e pôsteres grátis. Sendo uma iniciativa independente, os lançamentos do I.R. são produzidos com o mínimo de recursos, o máximo de colaboração e empenho de todos os envolvidos, uma família de companheiros voluntários que acreditam no espírito e na efetividade da resistência. 

Katú Mirim
Katú é indígena urbana, nascida no interior paulista. Por parte paternal descende dos Bororós, porém foi batizada e reconhecida como indígena pelos Guarani Mbya, quando recebeu de Nhanderu (divindade) o nome de Katú Mirim. Em 2017, Katú lançou seu primeiro single – Aguyjevete – que em guarani quer dizer gratidão. Na música ela fala da força e resistência do povo indígena e negro.

26 de abril – sexta-feira  

10h – Teatro da UFF
Entrada Franca, com inscrição prévia e certificação.

Seminário Línguas Indígenas II
Roda de conversa com pesquisadores indígenas do Mestrado Profissional Linguística e Línguas Indígenas (Museu Nacional/UFRJ), com relatos acerca de suas pesquisas e particularidades de suas línguas nativas.
Participantes: Maria do Rosario Piloto Martins (Kupenai), de São Gabriel da Cachoeira, AM, etnia Baniwa; Maria Ângela Matos Moura (Yuphakó), de São Gabriel da Cachoeira, AM, etnia Tukano; Eronildes de Souza Fermin (Kwema), de Santa Terezinha, AM, etnia Omagua; Joseney Bastos e Erudes Felipe Castro (Yipatücü), de Feijoal, AM, etnia Tikuna; José Xiborá, de Iapetonha, RO, etnia Paiter/Surui; Jonas Polino Sansão, de Governador (MA), etnia Gavião; Antonio da Silva Santos (Vera Tupã) e Algemiro Karai Mirim, de Angra- Bracuí (RJ), etnia Guarani Mbya.

 

14h – Cine Arte UFF
Entrada Franca, com inscrição prévia e certificação.

Minicurso
ASCURI – Ñandereko e cinema indígena de direção coletiva

Sessão de curtas de cineastas indígenas.
Os realizadores de cinema da Ascuri falarão da relação do modo de ser indígena e o modo de realizarem e ensinarem o audiovisual em aldeias com ênfase na importância da direção coletiva.
Ministrantes: Coletivo ASCURI – etnias Guarani Kaiowá e Terena

 

17h – Cine Arte UFF
Entrada Franca, com inscrição prévia e certificação.

Minicurso
Narrativa Visual Cinematográfica: a visão guarani
com Alberto Álvares

Professor, realizador de documentários e fotógrafo da etnia Guarani Ñandeva. O cineasta abordará a narrativa sob a perspectiva guarani, a partir de sua experiência, da arte cinematográfica.

 

19h – Teatro da UFF
Ingressos R$ 30 | R$ 15 (meia)

Show Brisa de La Cordillera Flow
Com lançamento do disco Selvagem como o vento
Brisa de La Cordillera Flow é uma cantora chilena/brasileira que mistura sua levada latina com rap, eletrônico e neo/soul. Seu show tem repertório baseado em seu disco de estreia “Newen” e seu novo trabalho “De La Cordillera Lives”, que apresenta suas músicas com performances misturando instrumentos analógicos e eletrônicos.

Em agosto de 2017 lançou a música “Raia o Sol”; um trap que aborda o amor bissexual, e em novembro de 2017 o single + videoclipe “Dias e Noites de Amor e Guerra” inspirado no livro de Galeano com o mesmo título e na luta das mulheres mães solos periféricas.

A artista, mais conhecida como Brisa Flow, justifica o vulgo por ter uma musicalidade livre que flui com suas composições que sonorizam temas relacionados à vivência das mulheres e a desigualdade social presente na América Latina.

27 de abril – sábado  

10h às 17h – Jardim da Reitoria
Entrada Franca

Feira Artesanal Indígena

 

10h – Varanda
Entrada Franca

Sarau de Literatura Indigena SEPE Niterói

 

16h – Teatro da UFF
Entrada Franca – Retirada de senhas na bilheteria à partir das 14h

Espetáculo Infantil
Arandu: Lendas Amazônicas

Do dialeto tupi-guarani, Arandu significa um misto de sabedoria e conhecimento. A ideia desta contação de histórias é transpor o público, por meio de um passeio poético entre as lendas amazônicas – Açaí, Dia e Noite, Vitória-régia e Carambola, a um Brasil ancestral que traz na narrativa oral o veículo de perpetuação da cultura.
Encenada pela atriz Lucia Morais, com direção de Adilson Dias, a peça apresenta histórias e canções dos povos indígenas.

28 de abril – domingo  

10h às 17h – Jardim da Reitoria
Entrada Franca

Feira Artesanal Indígena

 

10h30 – Cine Arte UFF
Ingresso valor único de R$ 7

Música Antiga da UFF & Convidados
Cantos indígenas da América

 

14h – Jardim da Reitoria
Entrada Franca

Oficina de artesanato Guarani Mbya
com artesãs da Aldeia Ara Hovy

29 de abril – segunda-feira  

10h – Cine Arte UFF
Entrada Franca – com inscrição prévia e certificação

Cine Escola
Exibições de animações infantis + Oficina de Animação
com Daniele Rodrigues

Daniele Rodrigues, educadora, abordará em sua fala o trabalho no desenvolvimento de animações sobre a cultura indígena realizadas com seus alunos e, da importância deste como instrumento pedagógico. Apresentará também os fundamentos da animação em uma atividade interativa.

 

17h – Teatro da UFF
Entrada Franca – Distribuição de senhas na bilheteria com 1h de antecedência

UFF Debate Brasil
Mulheres originárias : resistência, poesia e identidade

com Eliane Potiguara, Taily Terena e Renata Machado

Eliane Potiguara é escritora, poeta, professora, ativista e importante liderança indígena com participação fundamental na elaboração da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas/ONU.

Taily Terena, antropóloga e participante do Conselho Nacional de Mulheres Indígenas e do Comitê Intertribal, Memória e Ciência Indígena. Têm interesse pelas questões indígenas, principalmente terra /território, direito indígena internacional, mudanças climáticas, preservação e manutenção da cultura tradicional, mulheres indígenas e saúde indígena.

Renata Machado, jornalista e co-criadora da Rádio Yandê, fundada em 2013 no Rio de Janeiro, com objetivo de conceber um espaço coletivo para que indígenas de vários cantos do Brasil pudessem ser protagonistas da própria história.

30 de abril – terça-feira  

17h – Teatro da UFF
Entrada Franca – com inscrição prévia e certificação

Minicurso
Do grafismo à arte indígena contemporânea

com Denilson Baniwa

O artista e curador apresenta um panorama da arte indígena desde o grafismo até a arte contemporânea, apontando a importância dessas expressões na resistência indígena.

Denilson Baniwa, articulador de cultura digital, ilustrador, diretor de arte, comunicador, web ativista, artista gráfico e ativista dos direitos indígenas. Ao lado de Anápuáka Tupinambá e Renata Tupinambá, é também um dos coordenadores da Rádio Yandê, fundada em 2013, com a missão de propagação da cultura indígena fora das aldeias, difundindo a cultura indígena com a ajuda da velocidade e o alcance da tecnologia e da internet.

 

17h – Teatro da UFF
Entrada Franca – Distribuição de senhas na bilheteria com 1h de antecedência

Conferência de encerramento
Ipa theã oni: flecha para tocar o coração da sociedade não indígena

com Davi Kopenawa.
Moderadora: Renata Machado

Davi Kopenawa, liderança dos Yanomami, líder espiritual e uma das principais vozes do mundo em defesa dos povos da floresta e da vida.

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ATIVIDADES SUSPENSAS – 9 DE ABRIL

ter, 09/04/2019 - 12:12

Devido as fortes chuvas de hoje, dia 9 de abril de 2019, todas as atividades do Centro de Artes UFF foram suspensas.

Agradecemos a compreensão de todos.

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Inscrições para Minicursos e Seminário – Teko Porã

seg, 08/04/2019 - 17:37

Estão abertas as inscrições para os minicursos e seminário do projeto Brasil a margem: 2019 – Teko Porã – Cosmovisão e expressividades indígenas.

24 de abril
Teatro da UFF: 14h às 17h – Entrada Franca
Minicurso: Etnoestéticas indígenas: as tentativas de abordagens ‘não- indígenas’ sobre a produção plástica ameríndia no Brasil, com o Prof. Wallace de Deus (UFF)

25 de abril
Teatro da UFF: 10h às 12h – Entrada Franca
Seminário de Línguas Indígenas: Aula com Prof. José Bessa Freire (UERJ/UNIRIO) 

26 de abril
Teatro da UFF: 10h às 12h – Entrada Franca
Seminário de Línguas Indígenas: Roda de conversa com os pesquisadores indígenas (Mestrado Profissional Linguística e Linguas Indígenas – Museu Nacional/UFRJ)

26 de abril
Cine Arte da UFF: 14h às 17h – Entrada Franca
Minicurso: Ñandereko e Cinema Indígena de Direção coletiva, com ASCURI (Assossiação de Realizadores Indígenas -MS).
Os realizadores de cinema da Ascuri falam da relação do modo de ser indígena e o modo de realizarem e ensinarem o audiovisual em aldeias, com ênfase na importância da direção coletiva.

26 de abril
Cine Arte da UFF: 17h às 18h30 – Entrada Franca
Minicurso: Narrativa Visual Cinematográfica – A visão Guarani, com Alberto Alvares.
O cineasta contará a partir de sua experiência a perspectiva guarani de e no cinema

30 de abril
Teatro da UFF: 14h às 17h – Entrada Franca
Minicurso: Caminhos de resistência – Do grafismo a arte indígena contemporânea, com Denilson Baniwa.
O artista e curador apresenta um panorama da arte indígena desde o grafismo até os arte contemporânea apontando a importância dessas expressões na resistência indigenas.

 

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BORDER

seg, 08/04/2019 - 17:14

Gräns, Suécia, 2018, 110’, 16 anos
De Ali Abbasi
Com Eva Melander, Eero Milonoff, Jörgen Thorsson

Tina é uma policial que trabalha no aeroporto fiscalizando bagagens e passageiros. Depois de ser atingida por um raio na infância, ela desenvolveu uma espécie de sexto sentido, fazendo com que seja capaz de “ler as pessoas” pelo olhar e pelo odor. Isso sempre representou uma vantagem na sua profissão, mas tudo muda quando ela identifica um criminoso em potencial e não consegue achar provas para justificar sua intuição. Após o episódio, ela passa a questionar seu dom, ao mesmo tempo em que fica obcecada em descobrir qual o verdadeiro segredo de Vore, seu único suspeito não legitimado. Vencedor da mostra Um Certo Olhar / Cannes 2018 e do Festival de Los Angeles 2018, Efeitos Especiais no Prêmio do Cinema Europeu e indicado ao Oscar de Maquiagem.

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LOS SILENCIOS

seg, 08/04/2019 - 17:12

LOS SILENCIOS

Brasil/Fra/Col, 2018, 89’, 12 anos
De Beatriz Seigner, com Enrique Diaz, Marleyda Soto, Adolfo Savinvino

Amparo é mãe de dois filhos pequenos e está fugindo dos conflitos armados da Colômbia. Na tríplice fronteira do país com o Peru e o Brasil, ela e os meninos se abrigam em uma pequena ilha com casas de palafita no Rio Amazonas. No local, eles encontram o pai, que supostamente estava morto. Melhor Direção e Prêmio da Crítica no Festival de Brasília 2018 e Melhor Contribuição Artística no Festival de Havana 2018.

KAIRO (somente dia 12)

Brasil, 2018, 15’, 12 anos
De Fábio Rodrigo
Com Vaneza Oliveira, Pedro Guilherme, Samuel de Assis

Numa escola na periferia de São de Paulo, a assistente social Sônia precisa retirar o garoto Kairo, de nove anos, da sala de aula,  para ter uma conversa difícil.

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AYKA

seg, 08/04/2019 - 16:58

Ayka, Rus/Pol/Ale/Cas/Chi, 2018, 100’, 14 anos
De Sergey Dvortsevoy
Com Samal Yeslyamova, Zhipara Abdilaeva, Sergey Mazur

Ayka acabou de dar à luz. Ela foge do hospital e abandona a criança. Imigrante do Quirguistão que vive ilegalmente em Moscou, Ayka tem um subemprego em um abatedouro de frangos, agiotas a perseguem para pagar uma antiga dívida e ela divide um quarto em uma pensão lotada. A câmera acompanha Ayka pelas ruas geladas de Moscou em busca do filho, de conseguir dinheiro e de se manter viva após as complicações do pós-parto. Melhor Atriz em Cannes 2018.

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ACONTECEU NA QUARTA-FEIRA

seg, 08/04/2019 - 16:54

Brasil, 2018, 70’, classificação indicativa a definir
De Domingos Oliveira
Com Priscilla Rozenbaum, André Mattos, Ricardo Kosovski

Em uma realidade alternativa, o mundo como conhecemos é preenchido por dois tipos de pessoas: as normais e as suas cópias exatas. Para cada ser humano habitante na Terra, existe um outro que seja idêntico. Dentre os desafios que a situação envolve, o mais difícil de todos é justamente definir quem é a pessoa original e quem é a reprodução.

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BR 716

seg, 08/04/2019 - 16:50

Brasil, 2016, 89’, 14 anos
De Domingos Oliveira
Com Caio Blat, Sophie Charlotte, Maria Ribeiro

Na intensa boemia carioca nos anos 1960, o engenheiro e aspirante a escritor Felipe leva uma vida regada aos prazeres do álcool, em festas alucinantes realizadas num apartamento dado por seu pai, na famosa rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Lá, ele e seus amigos desfrutam de tudo que a liberdade pode oferecer, mesmo em meio a um momento político nefasto – às vésperas do golpe de 64. Melhor Filme, Diretor, Atriz Coadjuvante (Glauce Guima) e Trilha Sonora no Festival de Gramado 2016.

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OSN Popular Ary Barroso

qua, 03/04/2019 - 11:37
Homenagem a Ary Barroso

Rafael Barros Castro
(maestro, pianista, compositor e arranjador)
Iniciou os estudos musicais durante a infância, aos oito anos de idade no IMCP (Instituto dos Meninos Cantores “Canarinhos” de Petrópolis), onde recebeu as primeiras lições de teoria musical, canto, flauta doce e piano. Durante a juventude prosseguiu os estudos de teoria, harmonia e piano, dedicando-se integralmente a música. Na Pro-Arte (RJ), formou-se em técnica de regência com Carlos Alberto Figueiredo, e os estudos de aperfeiçoamento em piano ficaram sob a orientação da pianista Maria Teresa Madeira. Ingressou na UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), onde obteve o diploma de bacharel em regência orquestral na classe do Prof. Dr◦. Ricardo Tacuchian, e nesse mesmo período realizou estudos de piano e repertório de câmara com a Prof.Dra. Ruth Serrão. No ano de 2002 foi laureado com o prêmio Bianca Bianchi de música de câmara em Curitiba-PR, como pianista do Duo Dassié-Castro (violão e piano). Recebeu do maestro eslavo Anton Nanut primorosas lições sobre técnicas de regência e repertório orquestral, e com isso ampliou o seu repertório de obras sinfônicas que hoje compreende um grande número de sinfonias clássicas até os principais compositores do século XX.

Desde 2005 é maestro titular e diretor artístico da OSRJ – Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro, e foi responsável pela estreia de importantes obras, com destaque para: Camargo Guarnieri (Cantata Colóquio), Xavier Benguerel (As sete Fábulas de La Fontaine), montagem completa da obra “A História do Soldado” de IgorStravinsky, com narração, cena e dança (Teatro Municipal do Rio de Janeiro, 2007). Com a OSRJ vem realizando um trabalho sólido de difusão e acesso a música de concerto nacional e internacional, e também da música popular brasileira. Regeu como maestro convidado a OSN – Orquestra Sinfônica Nacional (UFF), a Orquestra Sinfônica da UNIRIO, Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRJ (ORSEM), e Orquestra do projeto Multiplicidade (Oi Futuro). Destaca-se também como compositor de obras clássicas e populares, com execução frequente no Brasil e no exterior. No cinema colaborou como arranjador no premiado curta metragem americano HYPERGLOT (2014). No ano de 2015 lançou o seu primeiro CD autoral intitulado Rafael Barros Castro, com participações de: Elba Ramalho, Danilo Caymmi, Wilson das Neves, Rody da Mangueira, Jaime Alem e OSRJ. Colaborou com a editora Irmãos Vitale como consultor técnico na edição do Manual Ilustrado dos Instrumentos Musicais, Ed. Irmãos Vitale, 2009.

17 e 18 de Abril de 2019
Quarta e Quinta | 19h30
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$ 14 | R$ 7 (meia)

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AS FILHAS DO FOGO

seg, 01/04/2019 - 18:10

as hijas del fuego, Argentina, 2018, 111’, 18 anos
De Albertina Carri
Com Cristina Banegas, Sofía Gala, Erica Rivas, Mijal Katzowicz, Carla Morales Ríos

Insatisfeitas com suas próprias vidas, três mulheres independentes de meia-idade se encontram por acaso, bem longe de suas casas, e começam a se relacionar de maneira poliamorosa. Quando percebem que estão livres daquilo que acreditam ser regras sociais possessivas, elas decidem formar um grupo cujo propósito é libertar outras mulheres que estejam passando pelos mesmos problemas. Prêmio de Melhor Filme Argentino no BAFICI 2018.

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TUBARÃO

seg, 01/04/2019 - 18:06

Jaws, EUA, 1975, 124’, 14 anos
De Steven Spielberg
Com Roy Scheider, Robert Shaw, Richard Dreyfuss

Quando um tubarão assassino promove o caos em uma praia da pequena cidade de Amity, o xerife local pede ajuda a um ictiologista e a um pescador veterano para caçar o animal. Mas a missão vai ser mais complicada do que eles imaginavam. Oscar de Trilha Sonora Original, Montagem e Som.

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A MULA

seg, 01/04/2019 - 18:04

The mule, EUA, 2018, 116’, 16 anos
De Clint Eastwood
Com Clint Eastwood, Bradley Cooper, Laurence Fishburne

Earl Stone é um homem de 80 anos que está falido, sozinho e enfrentando o fim de seus negócios. Nesse momento delicado, lhe oferecem um emprego cuja única responsabilidade é dirigir. Sem perceber, e pensando ser um trabalho fácil, Earl acaba se tornando uma “mula” responsável pelo transporte de drogas para um cartel mexicano.

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SIMUPE 2019

seg, 01/04/2019 - 15:30

III Simpósio de Música e Pesquisa da Orquestra Sinfônica Nacional UFF
A música brasileira – olhares e abordagens

A Universidade Federal Fluminense, por meio do Centro de Artes UFF, realiza a terceira edição do Simpósio de Música e Pesquisa da Orquestra Sinfônica Nacional. Um evento idealizado com o propósito de contribuir com a articulação entre performance musical e pesquisa em Artes, o SIMUPE busca integrar o corpo orquestral, suas ações de pesquisa no âmbito acadêmico e vivências que fomentam o pensamento reflexivo junto à comunidade.

Por ser um campo de diálogo aberto, o SIMUPE recebe, além dos pesquisadores, o público em geral. Assim, não se restringe apenas à comunidade acadêmica, proporcionando aos palestrantes o desafio de difundir seus trabalhos através de uma linguagem acessível, em um processo colaborativo com outros pesquisadores e de troca intensa com a comunidade.

Trata-se de um projeto que se renova a cada edição e que permite a proposição de novos processos de produção, sempre mantendo estruturalmente a formação de mesas de debates e incentivando a troca de experiências no campo da música.

A pluralidade de temas e metodologias de pesquisa permite ainda que se constitua um ambiente democrático, incentivado pela diversidade dos pesquisadores em música de diferentes estados do país.

Nesta terceira edição, o SIMUPE tem como temática a música brasileira nas suas diversas manifestações, não se restringindo apenas à música de concerto, mas construindo uma narrativa inclusiva e ampliada, intimamente relacionada com sua missão institucional.

Pesquisadores convidados de diferentes regiões do país abordarão perspectivas diversas sobre o fazer musical, desde elaborações sobre o mercado de trabalho e manutenção de acervos até a realização de performances e métodos de ensino-aprendizagem. Palestras e recitais-conferência também compõem a programação, contando com a participação de um público amplo, tendo a Orquestra Sinfônica Nacional e o Centro de Artes UFF como anfitriões de um cancioneiro brasileiro de pesquisas.

PROGRAMAÇÃO

Dia 24, QUA

9h

Mesa de Abertura
Palestra com membros da OSN e boas-vindas da coordenadora de música do Centro de Artes da Universidade Federal Fluminense, Juliana Amaral.

Recital Conferência –  Camerata de Esquina (UniRio/RJ)
Viver de Música Brasileira no Brasil sob a Perspectiva de Jovens Cameristas
O recital-conferência visa apresentar os desafios enfrentados por jovens cameristas universitários que optam por enfatizar o repertório brasileiro em seu programa artístico, levantando questões que fomentam profunda reflexão sobre a recepção da música brasileira nos diversos setores da sociedade. Com três anos de experiência em concertos nacionais e internacionais, a Camerata de Esquina expõe a sua      visão empírica acerca do espaço que a música do Brasil ocupa e os desdobramentos que essa posição acarreta.

Programa
Francisco Mignone – 2ª Seresta para quarteto duplo de cordas
Carlos Gomes – Sonata para cordas, 3° movimento

9h30

Mesa 1 – A música brasileira entre estilos e identidades
Dra.Regina Meirelles (UFRJ/RJ)
A Legitimidade Estética da Música Popular: Do Samba ao Hip-hop no Rio De Janeiro
No atual panorama cultural brasileiro, a produção musical é forçada a repensar seus parâmetros e até mesmo sua função social. É nesse contexto sócio-econômico de grandes mudanças sociais e crises identitárias que o século XXI desenha seu espaço para a produção cultural e para as novas formas de resistência política e cultural. Nesse espaço as expressões artísticas vindas da periferia das grandes cidades vêm surpreendendo com formas mais agressivas de comunicação, demonstrando o desejo de responder ao acirramento da intolerância racial, à exclusão social e às taxas de desemprego causadas por mecanismos econômicos e culturais globalizados, com formas muito mais contundentes. Sublinhar formas básicas e conceitos rítmicos de organização afro-brasileiros não significa expressar um ideal da tradição, pensada como material em estado bruto, ou como repertório musicológico do qual a cultura e seus sujeitos escolhem os elementos que traduziriam sua “identidade”. Significa salientar os processos estilísticos de (re) significação, transformações textuais e musicais, derivados de todos os cruzamentos possíveis de significados e significantes, em estados de transformação, inclusive estética, que passam pelo corpo e pelo comportamento. Esse artigo propõe uma reflexão sobre a produção musical da periferia, seja pelo aspecto do impacto de sua presença na mídia, ou como fator de inclusão social, sem deixar de lado a análise de seus aspectos estéticos, musicais e comunicacionais.

Dra. Ana Paula Lima Rodgers (UFRJ/RJ)
Orquestra das Flautas Sagradas: Simultaneidade  e Micro-diferença na Música Ritual dos Enawene Nawe
Os Enawene Nawe São Um Povo Indígena Falante de língua aruaque e habitante do sul da Amazônia Legal, ao noroeste do estado de Mato Grosso. Suas cerimônias rituais ostentam uma cultura musical excepcionalmente efervescente, a qual está instrinsicamente conectada com os ciclos ecológicos de provimento de alimentos e recursos materiais em geral. Toda essa intensidade levou o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) a registrar o principal rito enawene nawe (Iyaõkwa) como Patrimônio Cultural do Brasil em 2010. A situação contudo é dramática do ponto de vista do assédio que vêm sofrendo os povos indígena no Brasil e seus territórios, motivo por que em 2011 a UNESCO incluiu o bem imaterial numa Lista de Salvaguarda Urgente, reunindo registros de patrimônio cultural do mundo inteiro. Minha pesquisa de quase 20 anos participou ativamente desse e de outros processos importantes para os Enawene Nawe em sua história recente, tendo em vista seu foco sobre a música, tema infelizmente ainda incipiente dentre os estudos antropológicos sobre os povos nativos da América do Sul.

Para esta comunicação, apresentarei um rápido panorama do funcionamento do sistema ritual, que é definido em grande medida por determinados conjuntos de instrumentos musicais e classes de repertório a eles atinentes. No cerne desse sistema cerimonial e musical está uma dinâmica contínua de micro-diferenciação rítmico-melódica de grande sutileza e importância para este regime estético.

Dra. Mariana Salles (UniRio/RJ)
Sistema de Ferramentas para a construção do Interpretações Musicais.
Este palestra é um recorte da tese “Ciência na Arte- Arte na Ciência: aplicação de conceitos técnico-interpretativos e didáticos em obras para violino e piano de Marcos Raggio de Salles”. Tratamos aqui das questões relativas ao estudo da interpretação e sonoridade nos instrumentos de cordas, notadamente o violino, passíveis de manipulação consciente, expostos em forma de gráfico para permitir a visualização panorâmica da organização de seus vários elementos.

Performance artística / Programa
Cláudio Santoro – Sonata para violino solo
Prelúdio
Allegro con brio
Lentamente
Allegro gracioso

12h

Recital de abertura
Música Popular Brasileira Instrumental
Andrea Ernest Dias – flautas (RJ)
Pedro Fonseca – piano (RJ)
Miguel Dias – baixo elétrico (RJ)

Programa
Tom Jobim
Passarim
Suíte para Gabriela

Edu Lobo
Vento Bravo

Pixinguinha
Rosa

Moacir Santos
Maracatu Nação do Amor: Coisa n.2
Coisa n.4

Miguel Dias
Para Deda

Dorival Caymmi Suíte
É doce morrer no mar
Morena do Mar
Pescaria

Dia 25 , QUI

9h

Mesa 2 – A herança do fazer musical, uma abordagem educativa e inclusiva
Dra. Ermelinda Paz (UFRJ/RJ)
Pedagogia Musical Brasileira nos Séculos XX E XXI: Um Breve Panorama
A palestra abordará os primeiros passos da concepção e desenvolvimento da pesquisa sobre ‘As correntes pedagógico-musicais brasileiras’ entre 1983 e 1990 – com a inserção de propostas metodológicas  surgidas a partir da década de 30 do século XX  e publicada em 1992 pelo Cadernos Didáticos da UFRJ – , passando pela 1. ed. do livro Pedagogia Musical brasileira no século XX, datada do ano 2000  e a última edição de 2013, onde são aduzidas algumas outras relevantes propostas e metodologias  que eclodiram no limiar do século XXI e sua repercussão no cenário da Educação Musical da atualidade.

Alessandra Alexandroff Netto (Projeto Música nas Escolas/RJ)
PROGRAMA ORQUESTRA NAS ESCOLAS – MÚSICA INSTRUMENTAL NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
O Programa Orquestra nas Escolas é uma ação da Rede Pública da Secretaria de Educação da Cidade do Rio de Janeiro. Criada em 2017, atende alunos das escolas municipais do Rio de Janeiro no contraturno e pós-turno com aulas de música por intermédio do canto coral e de instrumentos como cordas friccionadas, sopros (madeira e metais), percussão, flauta doce e cordas dedilhadas. O aluno participa de aulas de semanais centralizadas na união da teoria com a prática musical, com aulas coletivas de seu instrumento e momentos de Prática em Conjunto, desenvolvendo e exercitando nestas ações, seu desenvolvimento musical, participação social e valores como solidariedade, responsabilidade, autonomia, cidadania e protagonismo. Desta forma, a Música é trabalhada como um processo pedagógico, potencializando as ações de ensino e aprendizagem, ampliando as possibilidades de desenvolvimento do ser humano, bem como criando possibilidades de uma possível integração do jovem, futuramente no mundo do trabalho.

10h

Mesa 3 – Falando a partir do som: Língua, linguagem e música
Lucas Ciavatta (PUC/RJ)
A ALFABETIZAÇÃO MUSICAL — REFLEXÕES E PROPOSTAS
Algumas pessoas consideram a alfabetização musical com algo extremamente desejável num processo de educação musical — alguns até arriscariam classificá-la como fundamental. No entanto, conhecemos, no Brasil e mundo afora, excelentes músicos realizando músicas de grande complexidade sem serem alfabetizados musicalmente. Somado a isso, todos nós conhecemos músicos extremamente dedicados à leitura que apresentam, em determinadas situações, ou mesmo regularmente, preocupantes fragilidades musicais. Partindo de algumas situações vividas em diferentes contextos musicais, envolvendo a presença ou ausência da alfabetização musical, pretendo expor algo da complexidade que vejo neste processo tão importante e por vezes tão pouco discutido.

Milena Arca Nunes da Matta (Colégio Pedro II/RJ)
ENSINO DE MÚSICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: UM PROCESSO DE FAVORECIMENTO ALFABÉTICO
O trabalho apresenta uma abordagem prática educacional de intervenção (SANNINO E SUTTER, 2011) do professor de música na educação básica, feita no Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) Presidente Samora Machel, durante o segundo semestre de 2017 e desenvolvida junto ao Programa de Residência Docente, vinculado à Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Cultura do Colégio Pedro II. Parto do seguinte questionamento: como um professor de música pode favorecer um processo de alfabetização? Utilizo o livro de jogos musicais escrito pelo músico Estevão Fernandes, o contador de história Chico Marques e o pedagogo Carlos Nadalin e as três estratégias alfabéticas de Frith (1985). O texto encerra-se com o breve relato de minhas práticas, bem como, os resultados obtidos no processo de favorecimento alfabético.”

11h

Mesa 4 –  Música brasileira e memória: as reminiscências do som
Charlene Neotti (UFRJ/RJ)
ACERVOS MUSICAIS E AS ESTRÉIAS DO REPERTÓRIO DE MÚSICA BRASILEIRA
Um conjunto sinfônico ou de câmara lança-se anualmente ao trabalho de programar seus concertos, escolhendo seu repertório e avaliando o material disponível. Enquanto o acesso a partituras é um fator determinante desse processo, por outro lado, temos um volume considerável de fontes musicais acumuladas em orquestras, bibliotecas, Secretarias de Cultura, museus e coleções privadas, aguardando o seu tratamento, editoração e disponibilização. O lugar “acervo” é portanto um vasto “campo de trabalho” da musicologia, que aliada a arquivística apresentam novas possibilidades para a performance e exigem novas habilidades aos músicos. Nessa comunicação, o tratamento das fontes musicais e documentais contidas no Acervo Renee Devrainne Frank, acondicionada na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, guiará um percurso através dos múltiplos fatores do trabalho de campo, apoiado nos conceitos de Bruno Nettl.

Fátima Gonçalves (TMRJ/RJ)
DOCUMENTAÇÃO E ACESSO, VIA INTERNET, DOS PROGRAMAS DE ESPETÁCULOS DO PRIMEIRO CINQUENTENÁRIO DO THEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO (1909 A 1959)
A notícia da divulgação da documentação relativa aos programas de espetáculos referentes aos primeiros cinquenta anos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (1909 a 1959) motivou diversas matérias na mídia impressa, radiofônica e televisiva do país. Afinal, uma das instituições culturais mais importantes do Brasil, no ano das comemorações dos seus 110 anos, agraciou seu grande público e, em particular, os pesquisadores, com mais de 8.000 documentos que registram a memória desse lugar majestoso de expressão das artes cênicas. Ao longo de quatro anos, a equipe do Centro de Documentação do Theatro Municipal se empenhou para tratar tecnicamente o acervo de programas, cuidando de sua organização, catalogação, higienização e digitalização e acondicionamento. As informações e as imagens foram catalogadas numa base de dados comum a diversas instituições de memória do Estado do Rio de Janeiro: o SISGAM – Sistema de Gerenciamento de Acervos Museológicos. Esta plataforma é ampla e administrada pela Coordenação de Acervos da Superintendência de Museus da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro. Como uma das instituições que integram o SISGAM, o Centro de Documentação do Theatro Municipal adequou a plataforma a suas necessidades e, através da área do setor existente no sítio eletrônico do teatro – www.theatromunicipal.rj.gov.br , os documentos foram disponibilizados para consulta em janeiro de 2019. O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, inaugurado em 14 de julho de 1909, se afirmou como um lugar estratégico para as apresentações das companhias líricas e teatrais europeias, já que as turnês costumavam trafegar pelas principais cidades da América do Sul. Grande parte das temporadas dessas companhias e seus respectivos repertórios, artistas, músicos e maestros estão agora disponíveis no site, assim como os programas de teatro, balé, ópera, os de recitais e de concertos. Merecem destaque as apresentações de Arthur Rubinstein, Magdalena Tagliaferro, as óperas e concertos com regência de Heitor Villa-Lobos, Francisco Mignone, além dos concertos da Sociedade de Concertos Sinfônicos regidos pelo grande compositor e maestro Francisco Braga e os da OSB, regidos por Eleazar de Carvalho.É verdadeiramente, uma viagem virtual pela história dos grandes espetáculos oferecidos

Dr. André Cardoso (UFRJ/RJ)
TRAZENDO À LUZ A OBRA DE JOSÉ SIQUEIRA A PARTIR DA ORGANIZAÇÃO DE SEU CATÁLOGO DE OBRAS
José Siqueira (1907-1985) foi um dos mais ativos músicos brasileiros do século XX. Sua importância pode ser avaliada não só por seu extenso catálogo de obras como também por sua atuação em instituições como a Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Orquestra Sinfônica Nacional, a União dos Músicos do Brasil e a Ordem dos Músicos do Brasil, dentre outras. Após seu falecimento em 1985, sua obra ficou praticamente inacessível, sendo mantida em repertório a partir de um pequeno conjunto de peças constantemente executadas, cujas partituras se encontravam com alguns intérpretes e orquestras. A presente comunicação relata o processo de transferência do acervo de José Siqueira para a Biblioteca Alberto Nepomuceno da Escola de Música da UFRJ por doação da família do compositor, de organização do material, que possibilitou o conhecimento do conjunto total de sua produção, e de digitalização dos manuscritos e organização de seu catálogo de obras em projeto desenvolvido em parceria com a Academia Brasileira de Música. Apresenta, por fim, um levantamento quantitativo sumário das obras de José Siqueira por meio de execução.

12h

RECITAL  CONFERÊNCIA – Quarteto Kalimera (RJ)

Programa
Quarteto de Cordas n 4 – “Trópico de Capricórnio”
Dedicado a Fátima Tacuchian
1.Moderato (Tristes Trópicos)
2. Moderato. Allegro Vivace (Trópicos Emergentes)

Trópico de Capricórnio é um círculo imaginário de latitude mais ao sul do globo terrestre, no qual o sol aparece verticalmente ao meio dia. Este fenômeno ocorre uma vez por ano (solstício de dezembro). O círculo cruza três oceanos, três continentes e dez países (Brasil, Paraguai, Argentina, Chile, Austrália, Madagascar, Moçambique, África do Sul, Botsuana e Namíbia). Alguns destes países, tradicionalmente colocados à margem da história, estão, agora, no século XXI, assumindo um novo papel no mundo globalizado. Em seu quarto Quarteto de cordas no 4, o compositor optou por uma linguagem musical mais eclética, evitando certo maneirismo folclórico que o título poderia sugerir. A obra apresenta apenas dois movimentos: o primeiro mais calmo e introspectivo (“tristes trópicos”) e o segundo mais movido (“trópicos emergentes”). Ambos os movimentos apresentam uma grande economia de material temático.

O Quarteto de cordas no 4 “Trópico de Capricórnio” foi encomendado pela Funarte para ser estreado na XIX Bienal de Música Brasileira Contemporânea, em 2011.

 

Dia 26, Sexta

9h

Palestra
Dr. Eric Campos Alvarenga (UFPA/PA)
Doutor em Psicologia e professor do curso de Psicologia da Universidade Federal do Pará, desenvolvendo atividades relacionadas à Psicologia do Trabalho, Saúde do Trabalhador e Saúde Coletiva.

A CORAGEM DE TRABALHAR COMO MÚSICO DE UMA ORQUESTRA SINFÔNICA
Esta pesquisa analisa o que músicos da Orquestra Sinfônica da Amazônia de uma cidade da região norte do Brasil dizem em relação ao seu trabalho, verificando possíveis aspectos produtores de prazer e sofrimento psíquico. Psicodinâmica do Trabalho é o aporte teórico central. Ela estuda a saúde psíquica no trabalho, dando prioridade para a inter-relação entre sofrimento psíquico e as estratégias de mediação mobilizadas pelos trabalhadores para suportar o sofrimento e transformar, quando possível, o trabalho em fonte de prazer. Aqui foi utilizada uma análise metodológica qualitativa, fazendo uso de entrevistas individuais e coletivas como método de acesso à subjetividade dos trabalhadores. Nove músicos fizeram parte desse estudo. As entrevistas foram feitas com base na técnica específica de pesquisa e intervenção da Psicodinâmica do Trabalho, por meio de um roteiro semiestruturado. Utilizou-se a técnica de Análise de Núcleo de Sentido para examinar o material registrado. Com base nos resultados, é possível afirmar que a organização do trabalho destes músicos segue uma tradição secular e rígida, onde há pouco espaço para autonomia. Como há raro espaço para adequar as normas da organização do trabalho a seus desejos e necessidades, os músicos vivenciam sofrimento. Diante deste sofrer, “ser humilde” e assim, abrir mão de seus modos de interpretar as obras, é uma das estratégias coletivas para lidar com o dia-a-dia do trabalho. Sua atividade artística tem um grande poder de sublimação, sendo este o seu maior aliado para transformar o sofrimento em prazer.

 

10h

Mesa 5:  A busca da possível brasilidade no diálogo entre as culturas plurais
Dr. Pedro Belchior (UFF/RJ)
“SOU O MAESTRO DO MUNDO”: HEITOR VILLA-LOBOS (1887-1959) E A DIPLOMACIA MUSICAL BRASILEIRA
A comunicação pretende discutir o papel do compositor Heitor Villa-Lobos (1887-1959) na diplomacia musical do Brasil entre as décadas de 1920 e 1950. O conceito de diplomacia musical busca definir as forças sociais – artísticas, intelectuais e políticas – envolvidas na estratégia de difusão da música brasileira no exterior, bem como os sucessos e as contradições dessa estratégia. Os objetivos de pesquisa articulam-se a um problema central: Villa-Lobos construiu para si a autoimagem de missionário, uma espécie de catequizador capaz de converter, por meio da música, uma massa inculta em um povo qualificado para uma nação civilizada e moderna. A linguagem musical serviria, nessa perspectiva, como instrumento para o progresso material e intelectual da nação. A instrumentalização da linguagem musical manifestou-se, na trajetória de Villa-Lobos, em duas vias: a pedagógica – por meio do programa de educação musical implementado ao longo do governo Vargas (1930-1945) – e a diplomática – especialmente a partir da década de 1930, quando Villa-Lobos atuou como missionário da música e emissário de Vargas em países da América e da Europa. Heitor Villa-Lobos ajudou a criar, no exterior, a imagem de um Brasil pujante, vigoroso, ao mesmo tempo primitivo e moderno. Trata-se, portanto, de uma dupla instrumentalização da música: educar a população no nível doméstico e construir no exterior a imagem de um Brasil novo. A comunicação discute o processo pelo qual Villa-Lobos se tornou o principal diplomata musical brasileiro e como essa atividade expressou interesses do Estado (em especial o Itamaraty) e dos músicos eruditos, além, é claro, dos interesses pessoais e profissionais do próprio compositor, cioso de conquistar novos mercados, para além do reduzido campo da música erudita no Brasil.

Spirito Santo (RJ)
ORGANOLOGIA AFRICANA E DECULTURAÇÃO MUSICOLÓGICA NO RIO DE JANEIRO
A progressiva perda do know how da produção de artefatos e utensílios diversos (inclusive instrumentos musicais) por parte de africanos na Corte e no interior da província do Rio de Janeiro, ocorrida, mais acentuadamente na virada do século 19 para o 20, pode ter sido um reflexo direto de um processo deliberado de deculturação, iniciado com o translado de milhões de africanos para o Sudeste do Brasil;

Este aspecto, apesar de ser dramático e muito relevante para a compreensão da cultura brasileira como um todo, já que formada também, em enorme medida por matrizes culturais africanas, tem sido pouco considerado pelos estudiosos em geral.

O fenômeno da proliferação inicial de uma inusitada e exuberante África sinfônica em plena Corte escravista, pode estar ligado, diretamente a alta rotatividade de escravos na Corte do Rio, ponto de concentração e baldeação – às vezes caótica – de escravos para as províncias vizinhas, situação que enseja a fixação de alguns desses escravos aqui mesmo, na Corte, utilizados em serviços típicos das grandes cidades da época, tarefas que permitiam algum lazer ou fruição artística para a prática de artesanatos e manufaturas, por parte de alguns artesãos ou músico-artesãos especialistas. 

A proposta da fala que proponho para o evento, ilustrada com alguns exemplos dessa organologia africana citada, é, portanto, expor, abordar esse tema de forma bem preliminar.

 

Dr. Pedro Mendonça (Colégio Pedro II e UFRJ/RJ) / Lucas Assis (UFRJ/RJ)
FUNK CARIOCA, RAP E SARAU: ATUAÇÕES ACÚSTICAS DA JUVENTUDE NEGRA URBANA
A proposta consiste em apresentar de maneira breve práticas sonoro-musicais contemporâneas protagonizadas pela juventude negra moradora de periferias das grandes cidades, em especial o Rio de Janeiro. Entendemos os bailes funk, as rodas de rima (Rap) e os Saraus negros como espaços de produção de saber, construídos sob bases de epistemológicas próprias e protagonizados por uma juventude, negra em sua maioria, cada vez mais ciente de seus direitos e das opressões que sofrem. Estas práticas possuem no nosso entender um lugar descolonizador, apresentando referências, práticas e teorias afroperspetivistas elaboradas em diáspora, e por isso são constantemente criminalizadas. Nossa ideia é abrir um debate sobre as potências performáticas, criativas, políticas e educacionais destes espaços.

Recital Conferência
Afrotelúricos
Afrotelúricos busca resgatar a essência de nossa Ancestralidade por meio do canto, da tradição oral, da dança e da percussão. Através de novos arranjos baseados em uma extensa pesquisa de obras musicais que fizeram parte da memória popular, o grupo leva ao palco um repertório alinhado às mais puras manifestações negras do país. Afro é tudo que nasce do ventre e da herança de África; Telúrico é o que vem da terra, somos filhos da terra. Por isso a necessidade de valorizar os saberes e fazenças dos nossos antepassados. Temos um repertório vasto que passeia pela cultura popular brasileira.
Nossas grandes referências são Clementina de Jesus, Djalma Correa, Os Afrosambas e o disco Canto dos Escravos. Percussão, violão e voz promovendo a tríade: canto, batuque e dança por meio da circularidade e das tradições orais. É o reencontro entre os Elementos da Natureza e das Esferas Místicas dos Orixás, do lúdico com os Brincantes e outros. Nossas pesquisas nascem do Canto dos Escravos universo lírico dos Vissungos, antigos mineradores africanos da região de Minas Gerais e se estende por toda cultura popular afro-brasileira.

FORMAÇÃO: Ana Rosa: Cantora, contadora de histórias e dançarina de ritmos da Cultura popular, Victor Hugo Rosa: Violonista, Nelci Pelé: Percussionista e Viny Fox: Percussionista, capoeirista e dançarino.
DIREÇÃO MUSICAL: Rodrigo Maré Souza  – PRODUÇÃO: Nathalia Grilo

Dia 27, Sábado

9h
PALESTRA: OSCAR GUANABARINO E AS POLÍTICAS CULTURAIS
Maria Aparecida dos Reis Valiatti Passamae (Orquestra Sinfônica do Espírito Santo-OSES/ES)
Oscar Guanabarino foi um ícone da crítica de arte, notadamente da crítica musical, desde as últimas décadas do séc. XIX até fins da Primeira República (1889 – 1930). Abordou diferentes assuntos ligados às artes em seus artigos críticos, inclusive as políticas culturais da sua época. Esta palestra propõe apresentar esses citados aspectos da produção crítica no contexto da obra Oscar Guanabarino e sua produção crítica de 1922. De sua perspectiva, a programação comemorativa do Centenário da Independência, em 1922, era o fato cultural mais relevante daquele ano. Nesse sentido, avaliou a infraestrutura montada para as comemorações do Centenário. O cenário artístico geral foi também objeto de análises de temas relacionados ora com a infraestrutura física da área artística ora com o desenvolvimento ou manutenção das estruturas dos recursos humanos para a produção da arte no mundo e no Brasil. Nessa linha, busca analisar também iniciativas de subvenção tanto estatais como privadas. Guanabarino observa que muitas óperas foram retiradas do repertório das temporadas por falta de cantores adequados. Quanto à infraestrutura, uma das principais questões, segundo o crítico, é de saúde pública: a febre amarela vitimou muitos artistas. Neste contexto, as dificuldades para a produção de eventos, como o do Centenário da Independência, eram enormes e tratava-se de avaliar a capacidade do Rio de Janeiro de manter uma estrutura autônoma para suas temporadas líricas. Nessa perspectiva, há, portanto, três linhas possíveis de reflexão: a primeira é uma análise da demanda; a segunda, a dos recursos humanos; e a terceira, a análise da infraestrutura física. Para implantar um programa autossuficiente, seria imprescindível adensar a demanda de tal forma que se obtivesse a massa crítica necessária para tornar o programa comercialmente rentável. Assim, apresenta um procedimento – ou modelo de gestão – que viabilizaria comercialmente o empreendimento. O contrato da prefeitura, contudo, era tão oneroso que precisaria de uma revisão sob pena de inviabilizar as temporadas musicais do Rio de Janeiro. Além disso, aborda a necessidade de uma orquestra profissional para a cidade. Tampouco se limitou ao Teatro Municipal. Analisa específica e oportunamente os locais dos grandes concertos no Rio de Janeiro numa avaliação geral da infraestrutura física dos equipamentos culturais da cidade. A formação de recursos humanos para a consolidação de um polo cultural permanente no Rio de Janeiro era questão fundamental. Guanabarino julgava absolutamente necessário o desenvolvimento técnico para o estabelecimento de, pelo menos, uma grande orquestra nacional no padrão das orquestras profissionais europeias. É nessa perspectiva que Guanabarino declara apoio à resolução da Câmara de Vereadores do Rio (o Conselho Municipal) que concede uma subvenção de 800 contos para a Sociedade de Concertos Sinfônicos. Seu apoio irrestrito à subvenção do governo municipal objetivava a profissionalização da Orquestra do Rio. Por fim, a infraestrutura física existente.

09h30

Mesa 6: A música e os aspectos sociais, abordagens, críticas  e o mercado de trabalho para a performance
Dra. Valéria Pilão (Uninter e UTP/PR)
A LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA E O PROCESSO DE ACUMULAÇÃO DO CAPITAL
Ao se debruçar sobre a produção artística no Brasil com o intuito de desvendar  o seu processo de fomento, necessariamente, o pesquisador se defrontará com as leis de incentivo à cultura que atualmente estão presente nos diferentes níveis do pacto federativo, ou seja, municipal, estadual e federal. Na presente apresentação destacar-se-á a lei de incentivo federal, a Lei nº 8.313/91, popularmente conhecida como Lei Rouanet. Esta lei ao ser executada medeia a relação entre as produções (produtores) artístico-culturais e as empresas. Estas últimas utilizam-se da renúncia fiscal oferecida pelo Estado para inicialmente promover sua marca. Mas se equivocam os que acreditam que o interesse na lei encerra-se na renúncia obtida. A pesquisa realizada sobre a Lei de incentivo durante os anos de 2003-2013 demonstrou que esta política pública de caráter neoliberal (crescentemente incrementada durante as gestões petistas) está alinhada ao momento de acumulação do capital com predominância financeira e que os setores com tendências à concentração de capital são os diretamente beneficiados com a intensificação da mercantilização da cultura. Reconhece-se, por meios dos dados analisados, que há um movimento de centralização na utilização da lei de incentivo em determinados setores da economia brasileira – 12 deles concentram 79,03% de todo o montante destinado pela lei ao fomento cultural – e nesses setores há novamente um movimento de centralização dos recursos em poucas empresas concorrentes. Assim, a lei de incentivo ao ser aplicada contribui de forma institucionalizada para os processos de produção e reprodução do capital tanto de setores nacionais como internacionais e especulativos.

Dra. Luciana Requião (IEAR/UFF e UNIRIO/ RJ)
“CANTANDO NO TORÓ”: UMA PERSPECTIVA CRÍTICA ACERCA DO PAPEL DA CULTURA NO CAPITALISMO TARDIO E A SUPEREXPLORAÇÃO DO TRABALHO NO MEIO MUSICAL
Nos últimos 15 anos venho buscando compreender as formas como a cultura – e o trabalho daqueles que atuam nesse setor – vem sendo apropriada por mecanismos de exploração próprios à atual fase do modo de produção capitalista. Como objeto específico de pesquisa, venho desenvolvendo estudos junto a músicos vinculados ao Sindicato dos Músicos do Estado do Rio de Janeiro (SindMusi) com o intuito de compreender a realidade em que vivem e trabalham. Através deste estudo busco subsídios para a compreensão da realidade do trabalho do músico – em geral informal e precarizado – frente aos números apresentados pelas estatísticas oficiais que apontam para “dados promissores” do setor para a economia brasileira.

Bernardo Fantini (Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro/RJ)
CAMINHOS DA PESQUISA ATUAL NA PERFOMANCE E ENSINO DE MÚSICA CONTEMPORÂNEA PARA VIOLA NO BRASIL: UMA PERSPECTIVA
A palestra a ser apresentada propõe-se a traçar um pequeno quadro da pesquisa em relação ao repertório contemporâneo para viola , ensino e aplicabilidade de literatura já existente abordando questões relativas a técnicas estendidas para o instrumento. Em relação à viola, apesar do escasso material apresentado em termos de escrita pós- tonal utilizado no Brasil, alguns pesquisadores já estão atentos às possibilidades que uma incipiente metodologia relacionada ao tema pode trazer em benefício para a técnica dos violistas brasileiros. É o caso do método Viola Spaces (2009), do compositor e violista Garth Knox (1956), objeto do artigo dos pesquisadores Martinêz Gelimberti Nunes e Carlos Aleixo dos Reis: “A performance de técnicas estendidas a partir dos estudos Viola Spaces de Garth Knox e sua aplicabilidade na Sequenza VI de Luciano Berio”. Pretendo apresentar minha contribuição para a pesquisa neste campo, aprofundando a formação dos intérpretes violistas ao longo da trajetória do curso de viola na UFRJ e a pesquisa sobre a introdução da escrita pós-tonal entre os músicos dedicados à viola hoje, em especial relativa ao método Viola Spaces de Knox como contribuição ao enriquecimento da performance em música contemporânea da viola.

11h

Mesa 7: Território, música e nacionalidade: uma articulação possível?
Raul D’oliveira (Orquestra Sinfônica Nacional UFF/RJ)
CATÁLOGO DE GRAVAÇÕES E PERIÓDICOS: A ORQUESTRA SINFÔNICA NACIONAL EM 1965
Defendida por este autor em 2013, a dissertação de mestrado intitulada A Orquestra Sinfônica Nacional e sua história: catálogo comentado das gravações realizadas pela Rádio MEC entre 1961 e 1963 é o ponto de partida para a presente palestra. Na primeira edição do SIMUPE apresentamos a sequência do catálogo de gravações da orquestra com foco em 1964. Desta vez a pesquisa avança para o ano de 1965, descrevendo as gravações realizadas, e revelando as ações institucionais desenvolvidas pela Rádio Ministério da Educação e Cultura – à qual a OSN era vinculada – no sentido da difusão da música brasileira de concerto. Os periódicos Correio da Manhã e Jornal do Brasil são as fontes primordiais da investigação, que também aponta um cenário de crise no campo da música sinfônica no então Estado da Guanabara.

Dra. Angelica Lovatto (UNESP – Marília/SP)
POLÍTICA E NACIONALISMO NA CULTURA BRASILEIRA: A EXPERIÊNCIA DOS CADERNOS DO POVO BRASILEIRO
O objetivo desta exposição é resgatar a importância que o nacionalismo teve para a cultura brasileira no auge dos anos 1960-64 e a necessidade de atualizar a discussão do nacional-popular hoje. Radicalmente interrompida com o golpe de 1964, uma Coleção muito importante foi esterilizada e suprimida da cultura brasileira nos anos que se seguiram à ditadura. Era um Brasil contado pelo Cadernistas do ISEB (Instituto Superior de Estudos Braisleiros), com conteúdo histórico-político que tratava de temas como as possibilidades e o programa da revolução brasileira e da riqueza econômica e cultural que isso geraria para as gerações vindouras. Tudo acabou com o golpe. Por que trazer de volta os Cadernos do Povo Brasileiro? Para reavivar nossa memória e nossa cultura e avançar numa direção superadora, que valorize a originalidade ainda pouco (re)conhecida em nosso país.

12h

Recital Conferência
Ana de Oliveira e Sérgio Ferraz (RJ)
MÚSICA INSTRUMENTAL BRASILEIRA E DO MUNDO PARA VIOLINOS, RABECAS, GUITARRAS E OUTROS SONS.
A violinista Ana de Oliveira e o compositor e multi-instrumentista Sérgio Ferraz se encontraram em 2018 durante o MIMO Festival em Olinda. A partir deste encontro casual, muitas ideias, experiências, anseios e histórias têm se transformado em música instrumental da melhor qualidade, unindo o violino contemporâneo da paulistana radicada no Rio de Janeiro Ana de Oliveira às múltiplas sonoridades do compositor, guitarrista e violinista pernambucano Sérgio Ferraz. O Duo aborda em sua estreia repertório de autores brasileiros com principal enfoque em obras pouco executadas de compositores que foram influências e são referências comuns aos dois artistas, como Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, Tom Jobim, Villa-Lobos, entre tantos outros.

24 a 27 de abril de 2019
9h às 13h
Cine Arte UFF
Rua Miguel de Frias,9 – Icaraí, Niterói – RJ
Inscrições gratuitas realizadas diariamente, no local do evento, a partir das 8h30
Os participantes receberão certificado de participação.

Categorias: Centro de Artes

RESULTADO FINAL – Programa de Estágio Interno no Centro de Artes UFF

qui, 28/03/2019 - 12:27
CINEMA

1 vaga pelo edital – Caique Oliveira Miranda
1 vaga Art. 27 (Portador de Deficiência) – Gabriel Soares Ninfa Figueiredo

 

Nome

Avaliação 1

Avaliação 2

Avaliação 3

TOTAL

Ação afirmativa

NOTA FINAL

1

Caique Oliveira Miranda

3

5

2

10

SIM

 12,7

2

Victor Pinheiro da Silva Moreira

3

5

1,9

9,9

SIM

 12,6

3

Izabele Caroline Leite Medeiros

3

4,8

1,9

9,7

SIM

 12,3

4

João Victor Gonzalez dos Santos

2,9 4,7 2 9,6 SIM 12,2

5

Gabriel Soares Ninfa Figueiredo 2,8 4,8 1,8 9,4 SIM – Art 27 11,9

6

Lucas Manoel Silva Cesário 3 4,5 1,8 9,3 SIM 11,8

7

Pablo Félix de Paiva 2,8 4,6 1,8 9,2 SIM  11,7

8

Rossandra de Souza Santos 2,5 4 2 8,5 SIM 10,8

9

Victória de Castro Nunes 2,8 4,5 1,8 9,1 SIM 11,6

10

Vinícius da Fonseca 2,7 4,5 1,9 9,1 SIM 11,6

11

Rogerio Cavalcante de Castro 2,5 4,6 2 9,1 SIM 11,6

12

Beatriz Leal de Araujo Marins 2,7 4,2 2 8,9 SIM 11,3

13

Camille de Sousa Miranda 2,9 4 1,9 8,8 SIM 11,2

14

Gabriel Matos Christino 2,7 4 2 8,7 SIM 11,1

15

Yago Romero P. Fernandes 2 4,8 1,9 8,7 SIM 11,1

16

Igor de Bezz e Magalhães 3 5 2 10  NÃO 10

17

Lara Cristina Alves de Queiroz 3 5 2 10  NÃO  10

18

Luiza Belém Silva Vitoi 3 5 2 10  NÃO  10

19

Gustavo S. de Almeida Oliveira 3 4,8 2 9,8  NÃO  9,8

20

Luiza Catalani de Alvarenga 3 4,8 2 9,8  NÃO  9,8

21

Diana Margarita Torres Jiménez 3 4,7 2 9,7  NÃO  9,7

22

Gabriel Marques de Souza 2,9 4,8 2 9,7  NÃO  9,7

23

Vitor Neves Martins 2,7 5 2 9,7  NÃO  9,7

24

Renato Tavares Mayr 3 4,8 1,8 9,6  NÃO  9,6

25

Victor Hugo Pancaldi  2,9 4,5 2 9,4  NÃO  9,4

26

Isabella Verran P.Guimarães 2,8 4,7 1,9 9,4  NÃO  9,4

27

Beatriz Diamico Praça 2,7 4,7 2 9,4  NÃO  9,4

28

Alice Ripper C. de A. Coe 2,5 4,3 2 8,8  NÃO  8,8

29

Kerllon Lucas Gomes Silva 2,8 – 2 4,8  NÃO  4,8

30

Valentina Costa Barros Caraffa 2,8 – 2 4,8  NÃO  4,8

31

Victoria Ribeiro Pereira 2,8 – 2 4,8  NÃO  4,8 MULTIMÍDIA  

Nome

Avaliação 1

Avaliação 2

Avaliação 3

TOTAL

Ação afirmativa

NOTA FINAL

1

Marcella Tonini Correa

3

2,45

4

9,45

NÃO

 9,45

2

Camille de Sousa Miranda  2,45 2,4 2,5 7,35 SIM 9,33

3

Igor de Bezz e Magalhães 3 2,7 3,4 9,1 NÃO 9,1

4

João Victor de Castro Barbosa Borges 2,2 2,8 3,9 8,9 NÃO 8,9

5

João Victor Gonzalez dos Santos 2 1,8 3 6,8 SIM 8,6

6

Vitor Neves Martins 2,3 2,45 3,2 7,95 NÃo 7,95

7

Gabriel Matos Christino 2,2 1,5 2,2 5,9 SIM 7,4

8

Victoria Ribeiro Pereira 1,7 2,1 – 3,8 SIM 4,8

9

Kerllon Lucas Gomes Silva 2,2 2,3 – 4,5 NÃO 4,5

10

Beatriz Diamico Praça 2 1,9 – 3,9 NÃO 3,9

11

Isabella Verran Pimentel Guimarães 1,9 1,9 – 3,8 NÃO 3,8

12

Gabriel Marques de Souza 1,7 1,7 – 3,4 NÃO 3,4

13

Pedro Pires Guarana 1,2 1,4 – 2,6 NÃO 2,6

14

Sofia Cardoso de Gouveia Couto 0,6 0,6 – 1,2 NÃO 1,2 COORD. MÚSICA – ARQUIVOLOGIA  

Nome

Avaliação 1

Avaliação 2

Avaliação 3

TOTAL

Ação afirmativa

NOTA FINAL 

1

Jessica Saldanha da Silva

2

2

3,8

7,8

NÃO

7,8

2

Kellen Augusta  2 2 3,6 7,6 NÃO 7,6

3

Vitor Siqueira Gonçalves 2,5 2 0 4,5 NÃO 4,5

4

Priscila Cesario dos Santos 2 2,5 0 4,5 NÃO 4,5 COORD. MÚSICA – PRODUÇÃO CULTURAL  

Nome

Avaliação 1

Avaliação 2

Avaliação 3

TOTAL

Ação afirmativa

NOTA FINAL 

1

Leticia Paixão Wermelinger

2,5 3 3,83 9,33 NÃO 9,33

2

Barbara Dias Modenese 3 1,5 3,16 7,66 NÃO 7,66

3

Luiz Fernando Rocha 2 2 2 6 SIM 7,62

4

Ester Miranda Lemos 2 2 1,6 5,6 SIM 7,11

5

Giovana Lidízia 2 2 3 7 NÃO 7

6

Arthur Coelho 2,5 1,5 1,3 5,3 NÃO 5,3

7

Amanda Menezes 2 2 1 5 NÃO 5

8

Luiza Lacerda 2 2 1 5 NÃO 5 COORD. MÚSICA – ESTUDOS DE MÍDIA

 

 

Nome

Avaliação 1

Avaliação 2

Avaliação 3

TOTAL

Ação afirmativa

NOTA FINAL 

1

Sarah Camilo Roque *

3 2,5 4 9,5 NÃO 9,5

2

Rafael Lopes Cesar * 3 2,5 2,5 8 NÃO 8

3

Mateus Oliveira Ataliba Cezar 1,5 1,5 1,6 4,6 SIM 5,84

4

Mariana Ferreira dos Santos 2,5 2 0 4,5 NÃO 4,5

5

Bianca Ojeda 2,5 2 0 4,5 NÃO 4,5

6

Mariana Campos Carvalho 1,5 2,5 0 4 NÃO 4

*Por não ter atingido um número mínimo de candidatos inscritos com nota adequada para seleção, foi realizado um remanejamento de candidatos inscritos para o mesmo cargo, porém do edital nº 02/2019 do Centro de Artes UFF

COMUNICAÇÃO  

Nome

Carta

Currículo

Entrevista

Primeira Etapa

TOTAL

Ação afirmativa

NOTA FINAL (média)

1

Lara Barsi Neves

8,5 9 10 8,75 9,37 NÃO 9,37

2

Julie Gabriel Machado 8,5 8 9,5 8,25 8,87 NÃO 8,87

3

Sarah Camilo Roque 9 9 8 9 8,5 NÃO 8,5

4

Cecília Pinto Pessoa da Silva 9 8,5 8 8,75 8,37 NÃO 8,37

5

Beatriz de Moraes Esteves 7 8,5 7,5 7,75 7,62 NÃO 7,62

6

Paulo Victor de Oliveira Costa 9 7,5 6,5 8,25 7,37 NÃO 7,37

7

Rafael Lopes Cesar 7 7 7 7 7 NÃO 7

Notas atribuídas conforme o item 6.4 do edital da GOPC

TEATRO  

Nome

Carta

Currículo

Entrevista

TOTAL

Ação afirmativa

NOTA FINAL (média)

1

Ester Miranda Lemos

7 7 8,2 9,40 NÃO 9,40

2

Marcelle Ferrete 9,5 10 8,5 9,33 NÃO 9,33

3

Letícia Paixão Wermelinger 9 10 8,4 9,13 NÃO 9,13

4

Nathália Fajardo 9 10 8,3 9,10 NÃO 9,10

5

Giulia D’Aiuto Barreto 8 9 8,1 8,37 NÃO 8,37

6

Renata Leal 8 8 8,1 8,03 NÃO 8,03

7

Camilla Cidad 8 8 7,6 7,87 NÃO 7,87

8

Letícia Santos Rocha 8 7 8,3 7,77 NÃO 7,77

9

Amanda Cristina Matoso Menezes 8 7 8,2 7,73 NÃO 7,73

10

Giovana Lidizia Soares 7 7 8,3 7,43 NÃO 7,43

11

Júlia Bonim 7 7 7,7 7,23 NÃO 7,23

12

Anna Clara de Melo Souza 6 7 8,2 7,07 NÃO 7,07

13

Luiza Lacerda 7 6 7,5 6,83 NÃO 6,83

14

Luis Fernando Rocha Souza 7 8 0 6,35 NÃO 6,35

15

Eva Tardin Distelfeld 6 6 0 4,00 NÃO 4,00

 

PROGRAMAÇÃO VISUAL  

Nome

Avaliação 1

Avaliação 2

Avaliação 3

TOTAL

Ação afirmativa

NOTA FINAL (média)

1

Vinicius da Silva Andrade

8,7 8,0 8,2 9,3 NÃO 9,3

2

Cecília Pinto Pessoa da Silva 9,3 8,6 7,3 8,4 NÃO 8,4

3

Sarah Roque 6 8,6 6 6,8 NÃO 6,8

4

Beatriz de Moraes Esteves 4,6 5,3 5,3 5 NÃO 5

5

Caio Henrique 4,6 3,3 4 3,9 NÃO 3,9

 

Categorias: Centro de Artes

FILMAMBIENTE 2019

qua, 27/03/2019 - 11:17
 5 de abril, sexta-feira

Amazonia, O despertar da Florestania
De Christiane Torloni e Miguel Przewodowski, 111 min, Brasil, 2018.  

O filme aborda como o meio ambiente vem sendo tratado, através do depoimento de históricos e representantes de diferentes segmentos. Exibição seguida de debate com os diretores.

 6 de abril, sábado

O Jabuti e a Anta
De Eliza Capai, 71 min, Brasil, 2016.

Uma viagem até as gigantescas represas construídas nos rios Xingu, Tapajós e Ene, na floresta Amazônica, para entender por que reservatórios no sudeste estão vazios.

 7 de abril, domingo  

Exibição de curtas em animação:

• Aquário (Aquarium) direção de Diego L Yánez Guzman, 4,3 min, Argentina ,2016. Os impactos das intervenções humanas na vida dos oceanos e como estes ecossistemas sobrevivem a tantos ataques.

• Água que Cai |(When it Rains) direção de Nick Iannaco, 2,5 min, EUA, 2016. Uma gotinha de chuva está determinada a fazer a água chegar numa flor protegida da chuva.

• Círculo Completo (Full Circle) direção de Tiffany Lin, 1,53 min, Canadá, 2015. O filme acompanha a jornada de uma sacola plástica, da beira da praia até o mar aberto.

• Copo D’ Água (Cup of Water) – direção de Manish Gupta, 2,47 min, Índia, 2017. No caminho para a escola, um menino aprende como às vezes é difícil ter acesso à água.

• KONAGXEKA – O Dilúvio Maxakali ( The Maxakali flood) – direção de Isael Maxakali e Charles Bicalho, 13 min, Brasil, 2016. Um filme indígena, feito pelos Maxakali, tribo localizada no município de Ladainha, em Minas Gerais. Falado em Maxakali, narra o mito do diluvio, com ilustrações feitas por eles.

• O caçador de Árvores Gigantes (The Hunter of Giant Trees) – direção de Antonio Pereira, 11 min, Brasil, 2016. Um menino brincando no quintal de casa descobre um baú enterrado revelando um segredo e, com a ajuda de seu amigo – raposa devoradora de insetos – vai caçar as árvores gigantes, que ele acredita estarem presas no céu.

• Primavera, verão, outono, inverno… e primavera (Spring, Summer, Autumn, Winter …. and Spring) – direção de Hamza Uysal, 7,04 min, Turquia, 2018. A árvore solitária está prestes a perder as esperanças na guerra do homem contra a natureza. 

• Segredos do Rio Grande – 5,41 min, Brasil, 2018. Brisa é aventureira, Dudu é medroso. Os dois peixinhos decidem buscar tesouros e descobrir os segredos do Rio Grande, numa jornada cheia de encontros inesperados.

• Socorro (Eau secours)direção de Herrygers Nagege, 3,12 min, França, 2017. A importância de economizar água.

• Tartaruguinha ( Small turtles / Chiripajas)  – direção de Jaume Quiles e Olga Poliektova, 1,55 min, Espanha, 2016. Uma tartaruguinha enfrenta perigos para chegar ao mar e reunir-se com a família.

• Viva a Água ( Save water)direção de Mustapha Benghernaout, 1 min, Algéria, 2016. A importância de usar água com sabedoria e sem desperdício.

• Offhand – direção de Nicolas de Oliveira, 1,36 min, França, 2017. As consequências das ações humanas sobre o meio ambiente e na vida dos outros animais que habitam o planeta.

 8 de abril, segunda-feira

Baía Urbana
De Ricardo Gomes, 70min, Brasil, 2017.

A vida marinha na baia de Guanabara, com imagens inéditas de golfinhos, tartarugas, corais, esponjas e mais de 50 espécies de peixes que sobrevivem nestas águas poluídas. Haverá debate com o diretor ao final da sessão.

 9 de abril, terça-feira  

Rio Sagrado (Des)sacralizado
De Peter McBride and Jake Norton, 60 min, USA, 2016.

Uma viagem por um dos rios mais venerados e aviltados do mundo, o Ganges, que é ao mesmo tempo fonte de vida e inspiração, bem como morte, poluição e tragédia.

 10 de abril, quarta-feira  

Exibição de curtas e médias:

• Exilia (Exile)– direção de Renata Claus, 23,36 min, Brasil, 2015. Duas senhores da ilha de Tatuoca se visitam e comentam como estão sendo deslocadas pela subida das marés e das mudanças climáticas.

• Esperas D’água(Waiting Water) – direção de Dêniston Diamantino, 1,35 min, Brasil, 2017. Uma poesia visual sobre a vital importância da água para os animais silvestres, os ciclos da água na natureza e como ela dá vida a tudo.

• Povo da Seca (People of Drought) – direção de Lior Sperandeo, 3,04 min, França, 2016. Estatísticas mostram que água poluída causa mais mortes que as guerras. Hoje em dia, mesmo com todo o conhecimento disponível, milhões de pessoas continuam sem nenhum acesso à água potável. Esse fardo recai, principalmente, sobre mulheres e crianças que passam os dias viajando longas horas em busca de sua única opção: água contaminada. Isso afeta não só sua saúde, como também suas oportunidades de ter educação e uma profissão, perpetuando um círculo vicioso de pobreza.

• Guerreiros da água (Water Warriors) – direção de Michael Premo, 21,31 min, Canadá e USA, 2016. Resistindo contra a indústria de gás natural. Quando uma companhia de energia começa a procurar por gás natural em New Brunswick, Canadá, indígenas e brancos se unem para expulsar a empresa numa campanha para proteger sua água e estilos de vida.

• O Complexo (The Complex) – direção de Thiago Foresti, 26 min, Brasil, 2016. Construído sobre solo sagrado indígena, o complexo hidroelétrico Teles Pires resulta em impactos ambientais na bacia do Alto Tapajós, localizada nos estados do Pará e Mato Grosso. O filme revela os vícios de licenciamento, estudos ambientais e compensação das obras mais caras do Brasil.

• Os fabricantes de chuva de Nganyi (The Rain makers of Nganyi) – direção de Steve McDonald, 8,33 min, África do Sul, 2017. Como os fazedores de chuva de Nganyi, no Quênia, estão enfrentando as mudanças climáticas? E como isto está afetando suas vidas e seu ganha-pão.

• Terraform (Terraform) – direção de Sil Van Der Woerd e Jorik Dozy, 5,06 min, Reino Unido, 2017. A verdade sobre os sacrifícios e dificuldades que os mineiros de enxofre do Kawahljen, na Indonésia passam para sustentar suas famílias.

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A FÁBRICA DE NADA

seg, 25/03/2019 - 17:41

Portugal, 2017, 177´, 14 anos
De Pedro Pinho

Uma noite, os trabalhadores de uma fábrica de elevadores em Portugal veem as máquinas serem colocadas em furgões e levadas. Sem conseguirem impedir a ação, eles questionam os patrões, e descobrem que os equipamentos estão sendo transportados para fábricas mais baratas. A intenção é fechar o local, deixando dezenas de trabalhadores desempregados. Começa a luta do grupo para manter seus empregos, sua dignidade e questionar o sistema que permite que essa situação aconteça. Prêmio da Crítica no Festival de Cannes 2017.

Categorias: Centro de Artes

EXCELENTÍSSIMOS

seg, 25/03/2019 - 17:39

Brasil, 2018, 152´, Livre
De Douglas Duarte

Um registro dos fatos, personagens e articulações por trás da maior crise política do país desde a redemocratização. Gravado dentro do Congresso ao longo dos meses em que corria o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o filme é um retrato da democracia brasileira em um momento frágil de polarização política.

Categorias: Centro de Artes

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