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Centro de Artes UFF

Conversa sobre Literatura no Teatro

Artes Cênicas - Centro de Artes UFF - ter, 20/04/2021 - 10:52

O Centro de Artes UFF promove a “Conversa sobre Literatura no Teatro”, com a participação dos dramaturgos Marcello Caridade, Pedro Kosovski e Ramon Botelho. Com a mediação de Robson Leitão, diretor do Teatro da UFF, o encontro acontecerá no dia 28 de abril de 2021, quarta-feira, a partir das 19h, e será transmitido pelo canal do Centro de Artes UFF, no Youtube.

Pensando nas muitas possibilidades oferecidas pela Literatura, em cruzamentos, adaptações e desdobramentos para a encenação teatral, o Centro de Artes UFF tem oferecido ao seu público a oportunidade de ampliar o seu olhar e reflexão sobre essas interdisciplinaridades entre o Teatro e a Literatura.

Recentemente, por exemplo, exibiu pelo Facebook e Youtube versões digitais adaptadas dos espetáculos Feio e Eu, Moby Dick, inspirados em textos literários, ou seja, não teatrais, tendo, por um acaso, o mesmo dramaturgo: Pedro Kosovski.

Feio, dirigido por Helena Marques e que teve sua estreia mundial em março deste ano, é inspirado livremente no conto infanto-juvenil O patinho feio, escrito pelo dinamarquês Hans Christian Andersen, publicado originalmente numa coletânea de contos seus, em 1835. Já o espetáculo Eu, Moby Dick, dirigido por Renato Rocha e que teve sua estreia no palco em 2019, antes do fechamento dos teatros por causa da pandemia, é baseado no romance clássico Moby Dick, escrito pelo americano Herman Melville e publicado originalmente em três volumes, no ano de 1851, com o título The whale (A baleia).

Mas, bem antes da pandemia, outros espetáculos, baseados e/ou inspirados em textos não teatrais, foram exibidos no Teatro da UFF, como a peça Visitando Camille Claudel, em 2018, depois de uma longa jornada desde sua estreia em 2006, no Rio de Janeiro. O monólogo, que conta parte da trágica e fascinante história da escultura francesa, aluna e amante de Auguste Rodin, teve sua adaptação e dramaturgia assinada por Ramon Botelho, a partir das cartas deixadas por Camille Claudel (1864-1943), que passou boa parte da sua vida adulta internada em asilos e hospitais psiquiátricos, obrigada a isso por sua família, que a mantinha internada, independente das altas dadas por diferentes médicos. Ramon Botelho dirigiu outra adaptação para o Teatro, também em forma de monólogo, do livro Diário de Bitita, escrito por Carolina Maria de Jesus e publicado, postumamente em 1982, na França, e somente depois lançado no Brasil, em português.

Outro dramaturgo e diretor que vem adaptando textos literários para o teatro, no gênero musical, é o também ator Marcello Caridade, que assina os espetáculos Capitães da areia, baseado no romance homônimo de Jorge Amado, publicado pela primeira vez em 1937, Tarzan – um musical, baseado nas aventuras do personagem criado pelo escritor americano Edgar Rice Borroughs em 1912, e João e Maria no sertão, adaptado do conto original Hänsel und Gretel (João e Maria), publicado pelos irmãos alemães Jacob e Wilhelm Grimm, em 1812, entre outras peças, extraídas da literatura não teatral. Essas três peças estiveram em cartaz no palco do Teatro da UFF, anos atrás.

Sobre os convidados para a Conversa sobre Literatura no Teatro:

Pedro Kosovski – Dramaturgo, diretor teatral e professor de artes cênicas na PUC-Rio. Suas obras já foram apresentadas nos principais festivais do Brasil, em Portugal e na Colômbia, entre outros. Vencedor de dois prêmios Shell, em 2015 e em 2017, com Caranguejo Overdrive e Tripas, respectivamente, recebeu também os prêmios Cesgranrio 2015 (Caranguejo Overdrive), prêmio Questão de Crítica 2012 (Cara de Cavalo) e 2014 e (Edypop), prêmio CBTIJ 2016 e Zilka Salaberry 2016, ambos com o espetáculo infanto-juvenil Tãotão. Três de suas peças que formam a “trilogia carioca” (Cara de Cavalo, Caranguejo Overdrive e Guanabara Canibal) estão publicadas pela editora Cobogó, na coleção Dramaturgias.

Já foram encenadas vinte peças de sua autoria, dentre as quais a ópera contemporânea Aquilo que mais eu temia desabou sobre minha cabeça (2017), em parceria com os artistas holandeses Sjaron Minailo e Anat Spiegel, que estreou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2018, o Sesc Ipiranga realizou no projeto “Dramaturgias”, o ciclo Pedro Kosovski, onde apresentou três peças de seu repertório. Em 2019, foi indicado aos prêmios APCA 2019 pela dramaturgia de Kintsugi, 100 memórias e ao Prêmio Shell 2019, com o texto  Eu, Moby Dick, baseado no clássico Moby Dick, de Hermann Melville, que fez temporada no Rio e em São Paulo. Recentemente, adaptou o conto infanto-juvenil O patinho feio, de Hans Christian Andersen, para o espetáculo Feio in loco, exibido pelas plataformas digitais do Centro de Artes UFF, assim como o espetáculo Eu, Moby Dick :: na rede, uma adaptação para a linguagem audiovisual da peça original.

Marcello Caridade – Atuou ao lado de Chico Anysio em programas como Chico Anysio Show, Estados Anysios de Chico City, Escolinha do Professor Raimundo e Chico Total. Atuou também na série Escolinha do Professor Raimundo (de 2001), integrou o elenco do programa Os caras de pau (Rede Globo), das novelas Verdades secretas  e Deus salve o rei (Rede Globo), e das séries Era uma vez na história (Band/Warner) e Filhos da pátria (Rede Globo) e do programa Os suburbanos, no canal Multishow.

Em teatro, atuou nos espetáculos A volta de Chico Mau (pelo qual recebeu os prêmios Mambembe e Coca-Cola, de Melhor Ator, em 1993), Viravez, O Cortês (pelo qual foi indicado como Melhor Ator para os prêmios Mambembe e SATED-RJ, em 1994), A lei e o rei (sendo indicado como Melhor Ator para o prêmio Mambembe e como Melhor Coreógrafo para o prêmio Coca-Cola, em 1995), Os impagáveis (recebendo o prêmio Mambembe de Melhor Ator, em 1996). Dirigiu o musical Uma professora muito maluquinha (indicado ao prêmio Mambembe de Melhor Espetáculo, em 1997) e, atualmente, está atuando na comédia solo Sem fadas, de Alessandro Marson, dirigida por Márcio Trigo.

À frente da Cia. de Repertório de Teatro Musical, desde 2000, com trabalhos direcionados à Infância e Juventude, adaptou e dirigiu espetáculos inspirados tanto na literatura infantil quanto na literatura adulta, tais como: Robin Hood, João e Maria – Uma história brasileira, Peter Pan, Cinderella, Fabulices e, atualmente em produção, Fabulices 2 e os clássicos  Capitães da areia, baseado na obra de Jorge Amado, e O cortiço, na obra de Aluísio Azevedo, ambos trabalhos desenvolvidos no gênero musical.

Em 2008, foi um dos homenageados pelo CBTIJ (Centro Brasileiro de Teatro para Infância e Juventude), pelo conjunto de suas obras (autor, diretor e ator) direcionadas ao público infanto-juvenil.

Ramon Botelho – Formado em Literaturas, na UFF, e em Teatro, na CAL (RJ), estudou também com Antunes Filho, Sergio Brito, Aderbal Freire-Filho, Moacyr Goes e Gabriel Villela. Foi co-criador do Grupo Muito Prazer, junto com Márcio Vianna, que marcou a cena carioca nos anos 1990, com a peça A farra de atores.

Botelho é dramaturgo e diretor da peça Carolina Maria de Jesus, Diário de Bitita, que circulou por vários teatros e espaços de cidades de diferentes estados, como: Teatro Municipal de Uberlândia (2015), CEU de Tiradentes, SP, Salão do Livro de Guarulhos, SP, Festival Midrash, RJ, Teatro Dulcina, RJ, Sala Baden Powell, RJ, em 2017. Na Sala de Cultura Laura Alvim (2018), FLIPELÔ, BA, SESI Itaperuna, RJ, Teatro A. Azevedo, SP, em 2018. Na FLINK SAMPA, na Universidade Zumbi dos Palmares, Feira LER, RJ, Green Nation, Ibirapuera, SP, Teatro Municipal de Niterói, em 2019. Em Augsburg/Frankfurt (Alemanha) e Teatro Prudential, RJ, em 2020.

É também dramaturgo e diretor do espetáculo Visitando Camille Claudel, que fez temporadas nos seguintes espaços: CCJF, RJ, em 2006, Estação Docas, Belém, onde abriu a exposição oficial de obras da escultora francesa; Festival de Campos (onde foi laureado com os prêmios de Melhor Cenário e Melhor Iluminação), Teatro UFF, em 2008, Cataguases/Muriaé (MG), em 2009, Circuito SESC RJ, em 2010, em Betim/BH, MG , em 2010. Também no Teatro Municipal de Niterói, em 2013, Armazém J. Botânico, RJ, em 2014, e novamente no Teatro UFF, em 2019. Atualmente, Ramon Botelho é coordenador de produção e diretor da peça As sete vidas de Alva, contemplada no Edital Retomada Cultural RJ, da Lei Aldir Blanc, internet, ano de 2021. 

O dramaturgo também participou do painel “A Trajetória da Mulher Negra no Brasil”, no Seminário Década Internacional de Afrodescendentes, organizado pela ONU Brasil, na Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, em 2015.

28 de abril de 2021
Quarta | 19h
Transmissão:
www.youtube.com/CentrodeArtesUFFOficial

Categorias: Centro de Artes UFF

Conversa sobre Literatura no Teatro

Centro de Artes UFF - ter, 20/04/2021 - 10:52

O Centro de Artes UFF promove a “Conversa sobre Literatura no Teatro”, com a participação dos dramaturgos Marcello Caridade, Pedro Kosovski e Ramon Botelho. Com a mediação de Robson Leitão, diretor do Teatro da UFF, o encontro acontecerá no dia 28 de abril de 2021, quarta-feira, a partir das 19h, e será transmitido pelo canal do Centro de Artes UFF, no Youtube.

Pensando nas muitas possibilidades oferecidas pela Literatura, em cruzamentos, adaptações e desdobramentos para a encenação teatral, o Centro de Artes UFF tem oferecido ao seu público a oportunidade de ampliar o seu olhar e reflexão sobre essas interdisciplinaridades entre o Teatro e a Literatura.

Recentemente, por exemplo, exibiu pelo Facebook e Youtube versões digitais adaptadas dos espetáculos Feio e Eu, Moby Dick, inspirados em textos literários, ou seja, não teatrais, tendo, por um acaso, o mesmo dramaturgo: Pedro Kosovski.

Feio, dirigido por Helena Marques e que teve sua estreia mundial em março deste ano, é inspirado livremente no conto infanto-juvenil O patinho feio, escrito pelo dinamarquês Hans Christian Andersen, publicado originalmente numa coletânea de contos seus, em 1835. Já o espetáculo Eu, Moby Dick, dirigido por Renato Rocha e que teve sua estreia no palco em 2019, antes do fechamento dos teatros por causa da pandemia, é baseado no romance clássico Moby Dick, escrito pelo americano Herman Melville e publicado originalmente em três volumes, no ano de 1851, com o título The whale (A baleia).

Mas, bem antes da pandemia, outros espetáculos, baseados e/ou inspirados em textos não teatrais, foram exibidos no Teatro da UFF, como a peça Visitando Camille Claudel, em 2018, depois de uma longa jornada desde sua estreia em 2006, no Rio de Janeiro. O monólogo, que conta parte da trágica e fascinante história da escultura francesa, aluna e amante de Auguste Rodin, teve sua adaptação e dramaturgia assinada por Ramon Botelho, a partir das cartas deixadas por Camille Claudel (1864-1943), que passou boa parte da sua vida adulta internada em asilos e hospitais psiquiátricos, obrigada a isso por sua família, que a mantinha internada, independente das altas dadas por diferentes médicos. Ramon Botelho dirigiu outra adaptação para o Teatro, também em forma de monólogo, do livro Diário de Bitita, escrito por Carolina Maria de Jesus e publicado, postumamente em 1982, na França, e somente depois lançado no Brasil, em português.

Outro dramaturgo e diretor que vem adaptando textos literários para o teatro, no gênero musical, é o também ator Marcello Caridade, que assina os espetáculos Capitães da areia, baseado no romance homônimo de Jorge Amado, publicado pela primeira vez em 1937, Tarzan – um musical, baseado nas aventuras do personagem criado pelo escritor americano Edgar Rice Borroughs em 1912, e João e Maria no sertão, adaptado do conto original Hänsel und Gretel (João e Maria), publicado pelos irmãos alemães Jacob e Wilhelm Grimm, em 1812, entre outras peças, extraídas da literatura não teatral. Essas três peças estiveram em cartaz no palco do Teatro da UFF, anos atrás.

Sobre os convidados para a Conversa sobre Literatura no Teatro:

Pedro Kosovski – Dramaturgo, diretor teatral e professor de artes cênicas na PUC-Rio. Suas obras já foram apresentadas nos principais festivais do Brasil, em Portugal e na Colômbia, entre outros. Vencedor de dois prêmios Shell, em 2015 e em 2017, com Caranguejo Overdrive e Tripas, respectivamente, recebeu também os prêmios Cesgranrio 2015 (Caranguejo Overdrive), prêmio Questão de Crítica 2012 (Cara de Cavalo) e 2014 e (Edypop), prêmio CBTIJ 2016 e Zilka Salaberry 2016, ambos com o espetáculo infanto-juvenil Tãotão. Três de suas peças que formam a “trilogia carioca” (Cara de Cavalo, Caranguejo Overdrive e Guanabara Canibal) estão publicadas pela editora Cobogó, na coleção Dramaturgias.

Já foram encenadas vinte peças de sua autoria, dentre as quais a ópera contemporânea Aquilo que mais eu temia desabou sobre minha cabeça (2017), em parceria com os artistas holandeses Sjaron Minailo e Anat Spiegel, que estreou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2018, o Sesc Ipiranga realizou no projeto “Dramaturgias”, o ciclo Pedro Kosovski, onde apresentou três peças de seu repertório. Em 2019, foi indicado aos prêmios APCA 2019 pela dramaturgia de Kintsugi, 100 memórias e ao Prêmio Shell 2019, com o texto  Eu, Moby Dick, baseado no clássico Moby Dick, de Hermann Melville, que fez temporada no Rio e em São Paulo. Recentemente, adaptou o conto infanto-juvenil O patinho feio, de Hans Christian Andersen, para o espetáculo Feio in loco, exibido pelas plataformas digitais do Centro de Artes UFF, assim como o espetáculo Eu, Moby Dick :: na rede, uma adaptação para a linguagem audiovisual da peça original.

Marcello Caridade – Atuou ao lado de Chico Anysio em programas como Chico Anysio Show, Estados Anysios de Chico City, Escolinha do Professor Raimundo e Chico Total. Atuou também na série Escolinha do Professor Raimundo (de 2001), integrou o elenco do programa Os caras de pau (Rede Globo), das novelas Verdades secretas  e Deus salve o rei (Rede Globo), e das séries Era uma vez na história (Band/Warner) e Filhos da pátria (Rede Globo) e do programa Os suburbanos, no canal Multishow.

Em teatro, atuou nos espetáculos A volta de Chico Mau (pelo qual recebeu os prêmios Mambembe e Coca-Cola, de Melhor Ator, em 1993), Viravez, O Cortês (pelo qual foi indicado como Melhor Ator para os prêmios Mambembe e SATED-RJ, em 1994), A lei e o rei (sendo indicado como Melhor Ator para o prêmio Mambembe e como Melhor Coreógrafo para o prêmio Coca-Cola, em 1995), Os impagáveis (recebendo o prêmio Mambembe de Melhor Ator, em 1996). Dirigiu o musical Uma professora muito maluquinha (indicado ao prêmio Mambembe de Melhor Espetáculo, em 1997) e, atualmente, está atuando na comédia solo Sem fadas, de Alessandro Marson, dirigida por Márcio Trigo.

À frente da Cia. de Repertório de Teatro Musical, desde 2000, com trabalhos direcionados à Infância e Juventude, adaptou e dirigiu espetáculos inspirados tanto na literatura infantil quanto na literatura adulta, tais como: Robin Hood, João e Maria – Uma história brasileira, Peter Pan, Cinderella, Fabulices e, atualmente em produção, Fabulices 2 e os clássicos  Capitães da areia, baseado na obra de Jorge Amado, e O cortiço, na obra de Aluísio Azevedo, ambos trabalhos desenvolvidos no gênero musical.

Em 2008, foi um dos homenageados pelo CBTIJ (Centro Brasileiro de Teatro para Infância e Juventude), pelo conjunto de suas obras (autor, diretor e ator) direcionadas ao público infanto-juvenil.

Ramon Botelho – Formado em Literaturas, na UFF, e em Teatro, na CAL (RJ), estudou também com Antunes Filho, Sergio Brito, Aderbal Freire-Filho, Moacyr Goes e Gabriel Villela. Foi co-criador do Grupo Muito Prazer, junto com Márcio Vianna, que marcou a cena carioca nos anos 1990, com a peça A farra de atores.

Botelho é dramaturgo e diretor da peça Carolina Maria de Jesus, Diário de Bitita, que circulou por vários teatros e espaços de cidades de diferentes estados, como: Teatro Municipal de Uberlândia (2015), CEU de Tiradentes, SP, Salão do Livro de Guarulhos, SP, Festival Midrash, RJ, Teatro Dulcina, RJ, Sala Baden Powell, RJ, em 2017. Na Sala de Cultura Laura Alvim (2018), FLIPELÔ, BA, SESI Itaperuna, RJ, Teatro A. Azevedo, SP, em 2018. Na FLINK SAMPA, na Universidade Zumbi dos Palmares, Feira LER, RJ, Green Nation, Ibirapuera, SP, Teatro Municipal de Niterói, em 2019. Em Augsburg/Frankfurt (Alemanha) e Teatro Prudential, RJ, em 2020.

É também dramaturgo e diretor do espetáculo Visitando Camille Claudel, que fez temporadas nos seguintes espaços: CCJF, RJ, em 2006, Estação Docas, Belém, onde abriu a exposição oficial de obras da escultora francesa; Festival de Campos (onde foi laureado com os prêmios de Melhor Cenário e Melhor Iluminação), Teatro UFF, em 2008, Cataguases/Muriaé (MG), em 2009, Circuito SESC RJ, em 2010, em Betim/BH, MG , em 2010. Também no Teatro Municipal de Niterói, em 2013, Armazém J. Botânico, RJ, em 2014, e novamente no Teatro UFF, em 2019. Atualmente, Ramon Botelho é coordenador de produção e diretor da peça As sete vidas de Alva, contemplada no Edital Retomada Cultural RJ, da Lei Aldir Blanc, internet, ano de 2021. 

O dramaturgo também participou do painel “A Trajetória da Mulher Negra no Brasil”, no Seminário Década Internacional de Afrodescendentes, organizado pela ONU Brasil, na Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, em 2015.

28 de abril de 2021
Quarta | 19h
Transmissão:
www.youtube.com/CentrodeArtesUFFOficial

Categorias: Centro de Artes UFF

Nativas Narrativas – o modo indígena de fazer cinema

Cinema na UFF - Centro de Artes UFF - qui, 08/04/2021 - 13:23

Ciclo Nativas Narrativas

No contexto atual  tem se ampliado o interesse em nos voltarmos para as perspectivas e saberes dos povos nativos, embora de maneira tardia e mais lenta que o necessário, como que em busca de traçar outros caminhos frente à crise na qual a chamada “civilização” se encontra imersa. O cinema realizado pelos povos indígenas, há pelo menos três décadas, segue transformando as telas em janelas para outros mundos possíveis.

Narrar a si, narrar o outro. A diversidade do cinema indígena, com seus próprios modos de fazer e construir coletivamente, nos coloca diante de potentes questões.

Que narrativas sobre si se dão a ver nessas produções? Quais as suas relações e (cosmo)visões sobre a roça, a alimentação tradicional, a cura, os cantos, as danças, a língua, sobre tudo que permeia o dia-a-dia dessas comunidades?

Que olhar lançam para a sociedade envolvente, o seu outro? E que novas visões poderão ser acessadas por essa sociedade ao ser por eles colocada em perspectiva?

O Ciclo Nativas Narrativas, fruto da parceria entre o coletivo Ascuri e a Rede CineFlecha, traz um abrangente panorama da mais recente produção audiovisual indígena. A maior parte dos filmes aqui apresentados foram exibidos também na I Mostra CineFlecha (2020), trazida agora para o Centro de Artes UFF de forma itinerante.

Nativas Narrativas – o modo  indígena de fazer cinema

  • Mokoi Kovoé
  • Nhaderu

Ao final da sessão ocorrerá um debate.

29 de abril de 2021
Quinta | 19h
Transmissão:
Facebook do Centro de Artes UFF
Youtube da Ascuri Brasil

Categorias: Centro de Artes UFF

Nativas Narrativas – o modo indígena de fazer cinema

Centro de Artes UFF - qui, 08/04/2021 - 13:23

Ciclo Nativas Narrativas

No contexto atual  tem se ampliado o interesse em nos voltarmos para as perspectivas e saberes dos povos nativos, embora de maneira tardia e mais lenta que o necessário, como que em busca de traçar outros caminhos frente à crise na qual a chamada “civilização” se encontra imersa. O cinema realizado pelos povos indígenas, há pelo menos três décadas, segue transformando as telas em janelas para outros mundos possíveis.

Narrar a si, narrar o outro. A diversidade do cinema indígena, com seus próprios modos de fazer e construir coletivamente, nos coloca diante de potentes questões.

Que narrativas sobre si se dão a ver nessas produções? Quais as suas relações e (cosmo)visões sobre a roça, a alimentação tradicional, a cura, os cantos, as danças, a língua, sobre tudo que permeia o dia-a-dia dessas comunidades?

Que olhar lançam para a sociedade envolvente, o seu outro? E que novas visões poderão ser acessadas por essa sociedade ao ser por eles colocada em perspectiva?

O Ciclo Nativas Narrativas, fruto da parceria entre o coletivo Ascuri e a Rede CineFlecha, traz um abrangente panorama da mais recente produção audiovisual indígena. A maior parte dos filmes aqui apresentados foram exibidos também na I Mostra CineFlecha (2020), trazida agora para o Centro de Artes UFF de forma itinerante.

Nativas Narrativas – o modo  indígena de fazer cinema

  • Mokoi Kovoé
  • Nhaderu

Ao final da sessão ocorrerá um debate.

29 de abril de 2021
Quinta | 19h
Transmissão:
Facebook do Centro de Artes UFF
Youtube da Ascuri Brasil

Categorias: Centro de Artes UFF

DITADURA, VIOLÊNCIA E MEMÓRIA – Ciclo Nativas Narrativas

Cinema na UFF - Centro de Artes UFF - qui, 08/04/2021 - 13:21

Ciclo Nativas Narrativas

No contexto atual  tem se ampliado o interesse em nos voltarmos para as perspectivas e saberes dos povos nativos, embora de maneira tardia e mais lenta que o necessário, como que em busca de traçar outros caminhos frente à crise na qual a chamada “civilização” se encontra imersa. O cinema realizado pelos povos indígenas, há pelo menos três décadas, segue transformando as telas em janelas para outros mundos possíveis.

Narrar a si, narrar o outro. A diversidade do cinema indígena, com seus próprios modos de fazer e construir coletivamente, nos coloca diante de potentes questões.

Que narrativas sobre si se dão a ver nessas produções? Quais as suas relações e (cosmo)visões sobre a roça, a alimentação tradicional, a cura, os cantos, as danças, a língua, sobre tudo que permeia o dia-a-dia dessas comunidades?

Que olhar lançam para a sociedade envolvente, o seu outro? E que novas visões poderão ser acessadas por essa sociedade ao ser por eles colocada em perspectiva?

O Ciclo Nativas Narrativas, fruto da parceria entre o coletivo Ascuri e a Rede CineFlecha, traz um abrangente panorama da mais recente produção audiovisual indígena. A maior parte dos filmes aqui apresentados foram exibidos também na I Mostra CineFlecha (2020), trazida agora para o Centro de Artes UFF de forma itinerante.

DITADURA, VIOLÊNCIA E MEMÓRIA

Sabemos e falamos pouco sobre a violência da ditadura militar no Brasil, e desse pouco, muito é dito sobre as cidades, mas e a ditadura no campo no interior? E o que sabemos sobre as práticas autoritárias e violentas da ditadura contra os povos indígenas? Recuperar e debater essas memórias é fundamental para o nosso presente e futuro.

GRIN – Guarda Rural Indígena
Duração: 40m
Ano: 2016

Sinopse: Um cineasta maxakali resgata memórias sobre a formação da Guarda Rural Indígena (Grin) durante a ditadura militar, com relatos das violências sofridas pelos seus parentes.

“Hãmxomã’ax hitap xop yãgmũg putox kopa pip apia xaxok putup’ah. Kutex ũgmũyõg nõ’õm apxaxok putup’ah.”
“​O passado ainda é. O passado insiste em ser. ​ ​Cantamos, e o que é nosso não é
esquecido​.​”

No processo de realização do filme, entrevistas coletadas pelos diretores​ foram repassadas ao Ministério Público de MG ​em pedido de indenização​ ​aos povos originários ​pelo sofrido durante a Ditadura Militar. ​Essa ação auxiliou em processo jun​t​o aos Krenak; seguimos agora​ ​tentando​ ​​reconhecimento​ ​junto aos Maxakali.

22 de abril de 2021
Quinta | 19h
Transmissão:
Facebook do Centro de Artes UFF
Youtube da Ascuri Brasil

Categorias: Centro de Artes UFF

DITADURA, VIOLÊNCIA E MEMÓRIA – Ciclo Nativas Narrativas

Centro de Artes UFF - qui, 08/04/2021 - 13:21

Ciclo Nativas Narrativas

No contexto atual  tem se ampliado o interesse em nos voltarmos para as perspectivas e saberes dos povos nativos, embora de maneira tardia e mais lenta que o necessário, como que em busca de traçar outros caminhos frente à crise na qual a chamada “civilização” se encontra imersa. O cinema realizado pelos povos indígenas, há pelo menos três décadas, segue transformando as telas em janelas para outros mundos possíveis.

Narrar a si, narrar o outro. A diversidade do cinema indígena, com seus próprios modos de fazer e construir coletivamente, nos coloca diante de potentes questões.

Que narrativas sobre si se dão a ver nessas produções? Quais as suas relações e (cosmo)visões sobre a roça, a alimentação tradicional, a cura, os cantos, as danças, a língua, sobre tudo que permeia o dia-a-dia dessas comunidades?

Que olhar lançam para a sociedade envolvente, o seu outro? E que novas visões poderão ser acessadas por essa sociedade ao ser por eles colocada em perspectiva?

O Ciclo Nativas Narrativas, fruto da parceria entre o coletivo Ascuri e a Rede CineFlecha, traz um abrangente panorama da mais recente produção audiovisual indígena. A maior parte dos filmes aqui apresentados foram exibidos também na I Mostra CineFlecha (2020), trazida agora para o Centro de Artes UFF de forma itinerante.

DITADURA, VIOLÊNCIA E MEMÓRIA

Sabemos e falamos pouco sobre a violência da ditadura militar no Brasil, e desse pouco, muito é dito sobre as cidades, mas e a ditadura no campo no interior? E o que sabemos sobre as práticas autoritárias e violentas da ditadura contra os povos indígenas? Recuperar e debater essas memórias é fundamental para o nosso presente e futuro.

GRIN – Guarda Rural Indígena
Duração: 40m
Ano: 2016

Sinopse: Um cineasta maxakali resgata memórias sobre a formação da Guarda Rural Indígena (Grin) durante a ditadura militar, com relatos das violências sofridas pelos seus parentes.

“Hãmxomã’ax hitap xop yãgmũg putox kopa pip apia xaxok putup’ah. Kutex ũgmũyõg nõ’õm apxaxok putup’ah.”
“​O passado ainda é. O passado insiste em ser. ​ ​Cantamos, e o que é nosso não é
esquecido​.​”

No processo de realização do filme, entrevistas coletadas pelos diretores​ foram repassadas ao Ministério Público de MG ​em pedido de indenização​ ​aos povos originários ​pelo sofrido durante a Ditadura Militar. ​Essa ação auxiliou em processo jun​t​o aos Krenak; seguimos agora​ ​tentando​ ​​reconhecimento​ ​junto aos Maxakali.

22 de abril de 2021
Quinta | 19h
Transmissão:
Facebook do Centro de Artes UFF
Youtube da Ascuri Brasil

Categorias: Centro de Artes UFF

OLHARES E ESCUTAS ENTRE MUNDOS – Ciclo Nativas Narrativas

Cinema na UFF - Centro de Artes UFF - qui, 08/04/2021 - 13:17

Ciclo Nativas Narrativas

No contexto atual  tem se ampliado o interesse em nos voltarmos para as perspectivas e saberes dos povos nativos, embora de maneira tardia e mais lenta que o necessário, como que em busca de traçar outros caminhos frente à crise na qual a chamada “civilização” se encontra imersa. O cinema realizado pelos povos indígenas, há pelo menos três décadas, segue transformando as telas em janelas para outros mundos possíveis.

Narrar a si, narrar o outro. A diversidade do cinema indígena, com seus próprios modos de fazer e construir coletivamente, nos coloca diante de potentes questões.

Que narrativas sobre si se dão a ver nessas produções? Quais as suas relações e (cosmo)visões sobre a roça, a alimentação tradicional, a cura, os cantos, as danças, a língua, sobre tudo que permeia o dia-a-dia dessas comunidades?

Que olhar lançam para a sociedade envolvente, o seu outro? E que novas visões poderão ser acessadas por essa sociedade ao ser por eles colocada em perspectiva?

O Ciclo Nativas Narrativas, fruto da parceria entre o coletivo Ascuri e a Rede CineFlecha, traz um abrangente panorama da mais recente produção audiovisual indígena. A maior parte dos filmes aqui apresentados foram exibidos também na I Mostra CineFlecha (2020), trazida agora para o Centro de Artes UFF de forma itinerante.

OLHARES E ESCUTAS ENTRE MUNDOS

O filme-ritual como produção de mundos, a produção de mundos como partilha do sensível. Através de olhares e escutas, experimentam-se relações que se propõem na própria atividade xamânica: vendo menos, não vendo, sendo vistos de modo ativo, vendo o que se escuta e o que está além, somos convidados à relação cinematográfica e xamânica que constituem o cinema.

FILMES

Jakaira, o Dono do Milho Branco
Duração: 15m47s
Ano: 2019

Sinopse: Na aldeia Guyra Kambi’y o povo Kaiowá (MS/Brasil) realiza a festa de batismo do milho branco, o Jerosy Puku. Os cantos e as danças conduzem a vinda de Jakaira, o dono do milho branco, entidade associada à fertilidade das roças. Misturando narrativa documental com elementos ficcionais, o filme fala da importância da manutenção dos costumes para a preservação do “jeito de ser” Kaiowá (ñandereko).

Edição: Ademilson Kiki Concianza, Gilmar Kiripuku Galache
Produção: Associação Cultural de Realizadores Indígenas (ASCURI)
Orientação: Eliel Benites
Câmera Ademilson Kiki Concianza, Gilmar Kiripuku Galache e Renan Braga

 

Kipaexoti
Duração: 15 min
Ano: 2020

Sinopse: Kipaexoti é um filme produzido pela Ascuri que mostra a força e resistência do Povo Terena da aldeia Cachoeirinha (mbokoti) no Pantanal Sul (Miranda – MS), em manter viva sua dança tradicional denominada kipaexoti, também conhecida como dança da Ema.

Direção: Associação Cultural de Realizadores Indígenas (ASCURI)
Imagens: Gilmar Kiripuku Galache e Sidivaldo Nguli Julio
Edição: Gilmar Kiripuku Galache
Produção: Associação Cultural de Realizadores Indígenas (ASCURI)
Tradução Zuleica Tiago

 

Festa do Porcão
Duração: 21 min
Ano: 2015

Sinopse: A festa do Mbebe Akaee, ou a Festa do Porcão, é a principal festa do Povo Cinta Larga. Os convidados de outras aldeias são convidados a dançar, cantar, beber a chicha de mandioca, se divertir e principalmente flechar de forma ritualizada o porco do mato. A Festa foi realizada na Aldeia Roosevelt (RO).

Direção: Nadja Marin e Justino Cinta Larga
Realização: Imagens e Produção: Coletivo Akubaaj Cinta Larga de Cinema
Apoio: LISA-USP e ASCURI

 

Tatakox Vila Nova
Duração: 28 min
Ano: 2008

Sinopse: Quando as mulheres sentem saudade das suas crianças que morreram pequenas, os Tatakox vão buscá-las e trazem-nas às aldeias para que as mães as vejam. Com a filmadora nós pudemos ver de onde os Tatakox tiram as crianças. Depois, no mesmo dia, os meninos vivos da aldeia são levados por de suas mães pelos espíritos para ficar na casa dos homens e aprender

Direção: Guigui Maxakali
Realização: Aldeia Maxakali Vila Nova
Produção: Aldeia Maxakali Vila Nova
Fotografia: João Duro Maxakali
Montagem: Mari Corrêa

15 de abril de 2021
Quinta | 19h
Transmissão:
Facebook do Centro de Artes UFF
Youtube da Ascuri Brasil

Categorias: Centro de Artes UFF

OLHARES E ESCUTAS ENTRE MUNDOS – Ciclo Nativas Narrativas

Centro de Artes UFF - qui, 08/04/2021 - 13:17

Ciclo Nativas Narrativas

No contexto atual  tem se ampliado o interesse em nos voltarmos para as perspectivas e saberes dos povos nativos, embora de maneira tardia e mais lenta que o necessário, como que em busca de traçar outros caminhos frente à crise na qual a chamada “civilização” se encontra imersa. O cinema realizado pelos povos indígenas, há pelo menos três décadas, segue transformando as telas em janelas para outros mundos possíveis.

Narrar a si, narrar o outro. A diversidade do cinema indígena, com seus próprios modos de fazer e construir coletivamente, nos coloca diante de potentes questões.

Que narrativas sobre si se dão a ver nessas produções? Quais as suas relações e (cosmo)visões sobre a roça, a alimentação tradicional, a cura, os cantos, as danças, a língua, sobre tudo que permeia o dia-a-dia dessas comunidades?

Que olhar lançam para a sociedade envolvente, o seu outro? E que novas visões poderão ser acessadas por essa sociedade ao ser por eles colocada em perspectiva?

O Ciclo Nativas Narrativas, fruto da parceria entre o coletivo Ascuri e a Rede CineFlecha, traz um abrangente panorama da mais recente produção audiovisual indígena. A maior parte dos filmes aqui apresentados foram exibidos também na I Mostra CineFlecha (2020), trazida agora para o Centro de Artes UFF de forma itinerante.

OLHARES E ESCUTAS ENTRE MUNDOS

O filme-ritual como produção de mundos, a produção de mundos como partilha do sensível. Através de olhares e escutas, experimentam-se relações que se propõem na própria atividade xamânica: vendo menos, não vendo, sendo vistos de modo ativo, vendo o que se escuta e o que está além, somos convidados à relação cinematográfica e xamânica que constituem o cinema.

FILMES

Jakaira, o Dono do Milho Branco
Duração: 15m47s
Ano: 2019

Sinopse: Na aldeia Guyra Kambi’y o povo Kaiowá (MS/Brasil) realiza a festa de batismo do milho branco, o Jerosy Puku. Os cantos e as danças conduzem a vinda de Jakaira, o dono do milho branco, entidade associada à fertilidade das roças. Misturando narrativa documental com elementos ficcionais, o filme fala da importância da manutenção dos costumes para a preservação do “jeito de ser” Kaiowá (ñandereko).

Edição: Ademilson Kiki Concianza, Gilmar Kiripuku Galache
Produção: Associação Cultural de Realizadores Indígenas (ASCURI)
Orientação: Eliel Benites
Câmera Ademilson Kiki Concianza, Gilmar Kiripuku Galache e Renan Braga

 

Kipaexoti
Duração: 15 min
Ano: 2020

Sinopse: Kipaexoti é um filme produzido pela Ascuri que mostra a força e resistência do Povo Terena da aldeia Cachoeirinha (mbokoti) no Pantanal Sul (Miranda – MS), em manter viva sua dança tradicional denominada kipaexoti, também conhecida como dança da Ema.

Direção: Associação Cultural de Realizadores Indígenas (ASCURI)
Imagens: Gilmar Kiripuku Galache e Sidivaldo Nguli Julio
Edição: Gilmar Kiripuku Galache
Produção: Associação Cultural de Realizadores Indígenas (ASCURI)
Tradução Zuleica Tiago

 

Festa do Porcão
Duração: 21 min
Ano: 2015

Sinopse: A festa do Mbebe Akaee, ou a Festa do Porcão, é a principal festa do Povo Cinta Larga. Os convidados de outras aldeias são convidados a dançar, cantar, beber a chicha de mandioca, se divertir e principalmente flechar de forma ritualizada o porco do mato. A Festa foi realizada na Aldeia Roosevelt (RO).

Direção: Nadja Marin e Justino Cinta Larga
Realização: Imagens e Produção: Coletivo Akubaaj Cinta Larga de Cinema
Apoio: LISA-USP e ASCURI

 

Tatakox Vila Nova
Duração: 28 min
Ano: 2008

Sinopse: Quando as mulheres sentem saudade das suas crianças que morreram pequenas, os Tatakox vão buscá-las e trazem-nas às aldeias para que as mães as vejam. Com a filmadora nós pudemos ver de onde os Tatakox tiram as crianças. Depois, no mesmo dia, os meninos vivos da aldeia são levados por de suas mães pelos espíritos para ficar na casa dos homens e aprender

Direção: Guigui Maxakali
Realização: Aldeia Maxakali Vila Nova
Produção: Aldeia Maxakali Vila Nova
Fotografia: João Duro Maxakali
Montagem: Mari Corrêa

15 de abril de 2021
Quinta | 19h
Transmissão:
Facebook do Centro de Artes UFF
Youtube da Ascuri Brasil

Categorias: Centro de Artes UFF

UFF Debate Brasil – A luta dos povos indígenas e a agenda de destruição da natureza

Centro de Artes UFF - qui, 01/04/2021 - 16:53

Atualmente, o acirramento dos conflitos em áreas indígenas com o avanço do agronegócio e as ações ostensivas de uma agenda de destruição do meio ambiente se somam ao momento dramático de pandemia que atinge também esses territórios. Cada vez mais vulneráveis, os povos originários enfrentam a situação dramática pela omissão ou negativa na demarcação das terras indígenas e pela acentuação da crise civilizatória de liquidação de seus territórios.

Debatedores:

Sônia Guajajara – Liderança indígena e coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib)

Carlos Walter Porto-Gonçalves – Professor Titular do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal Fluminense e Coordenador do LEMTO – Laboratório de Estudos de Movimentos Sociais e Territorialidades

Mediação:

Domingos Barros Nobre – Professor do IEAR – Instituto de Educação de Angra dos Reis – UFF. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação de Jovens e Adultos e Educação Escolar Indígena.

20 de abril de 2021
Terça | 17h
Transmissão:
https://www.facebook.com/centrodeartesuff/
https://www.youtube.com/centrodeartesuffoficial

Categorias: Centro de Artes UFF

ALIANÇAS E SABERES DE CURA

Cinema na UFF - Centro de Artes UFF - qui, 01/04/2021 - 15:57

Compartilhando e produzindo saberes e memórias, o cinema produz, atualiza e multiplica alianças. Com aliados encantados dos tempos antigos, ou mesmo aliados não-indígenas, práticas de cura se consolidam e se transformam.

FILMES

Yãy tu nũnãhã payexop: encontro de pajés

Em julho de 2020, em plena pandemia de Covid-19, cerca de 100 famílias tikmũ’ũn-maxakali deixaram a reserva de Aldeia Verde (Ladainha, MG) em busca de uma nova terra. A tensão causada pelo isolamento tornou mais urgente a necessidade de uma terra rica em matas e, sobretudo, água, na qual pudessem fortalecer as relações com os povos-espíritos yãmĩyxop, através dos cantos, rituais, festas e brincadeiras.

Direção e Fotografia: Suely Maxakali
Pesquisa e idealização: Isael Maxakali
Montagem: André Victor e Cris Araújo

 

Vende-se Pequi
Duração: 24 min
Ano: 2013

Sinopse: O povo indígena Manoki vive no noroeste de Mato Grosso e uma de suas atividades produtivas é a venda de pequi na estrada que passa por sua terra. Durante uma oficina de vídeo, jovens decidem mostrar para o mundo um pouco de suas aldeias e do processo de coleta e venda desse fruto. Instigados pela possibilidade de filmarem e serem os próprios protagonistas, eles saem à procura dos velhos numa tentativa de descobrir se existe alguma história sobre a origem do pequi. A elaboração desse filme foi um processo inteiramente compartilhado entre realizadores indígenas e não-indígena: desde a concepção e filmagem, até a edição e finalização. Todas as imagens do filme foram realizadas pelos próprios cinegrafistas Manoki.

Direção: João Paulo Kajoli e André Lopes
Realização: Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky / LISA-USP

 

Tecendo nossos caminhos
Duração: 6 min
Ano: 2019

Sinopse: Apenas seis anciões da população Manoki na Amazônia brasileira ainda falam o idioma indígena, um risco iminente de perderem essa importante dimensão de seus modos de existência. Decididos a retomarem seu idioma com os mais velhos, os mais jovens decidem narrar em imagens e palavras seus desafios e desejos. A partir da analogia com a fragilidade do algodão que vira fio forte para suportar o peso na rede, Marta Tipuici fala da resistência de seu povo, sua relação com a avó e a esperança de voltarem a falar sua língua nas novas gerações.

Direção: Cledson Kajoli, Jackson Xinunxi e Marta Tipuici
Realização: Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky / LISA-USP

 

Pawaat – os segredos da medicina tradicional Cinta Larga
Duração: 13 min
Ano: 2015

Sinopse: Na Aldeia Roosevelt (RO), jovens acompanham os conhecedores das plantas de cura na mata aprendendo sobre o rico conhecimentos que os Cinta Larga possuem sobre os remédios e venenos das plantas.

Direção: Tony Cinta Larga
Imagens e Produção: Coletivo Akubaaj Cinta Larga de Cinema
Apoio: LISA-USP e ASCURI

 

Pirakuá – Os Guardiões do Rio Ápa
Duração: 11m14s
Ano: 2014

Sinopse: Na fronteira do Brasil com o Paraguai, os Kaiowá da Aldeia Pirakuá, foram incumbidos por Pai Kuará para cuidar do bem mais importante para os seres humanos, a Água. Confinados em seu território, eles cumprem a missão a eles designada, com muita luta e força, mantendo a mata de pé e sua cultura ecoando pelos serros da Fronteira, orgulhando os Donos da Água.

Direção: Gilmar Galache
Imagens: Ademilson Kiki Concianza e Gilmar Galache
Edição: Gilmar Galache
Produção: Associação Cultural de Realizadores Indígenas (ASCURI)
Tradução: Ademilson Kiki Concianza

 

Panambizinho – o fogo que nunca apaga
Duração: 12min13s
Ano: 2014

Sinopse: Quando Pai Kuará foi embora com sua mãe morar no Céu, deixou para o Povo do Mato, o Fogo. Mas a dádiva teve seu preço, cuidar dos Rios e Matas para que todos possam ter acesso a esse recurso. Hoje, Panambizinho possui quase nada de sua mata original, devido ao plantio de soja e milho pelos Colonos não-indígenas, que roubaram as terras tradicionais em todo Mato grosso do Sul. Mas ainda sim o Povo do Mato Original cuida do que restou, e procura caminhos para recuperar a Mata Verdadeira.

Direção: Gilmar Galache
Imagens: Ademilson Kiki Concianza e Gilmar Galache
Edição: Gilmar Galache
Produção: Associação Cultural de Realizadores Indígenas (ASCURI)
Tradução: Ademilson Kiki Concianza

 

Mãtãnãg, a Encantada
Duração: 28 min
Ano: 2019

Sinopse: Mãtãnãg, a Encantada acompanha a trajetória da índia Mãtãnãg, que segue o espírito de seu marido, morto por uma picada de cobra, até a aldeia dos mortos. Juntos eles superam os obstáculos que separam o mundo terreno do mundo espiritual.

Direção: Shawara Maxakali e Charles Bicalho
Realização: Pajé Filmes
Pesquisa e Roteiro: Pajé Totó Maxakali Charles Bicalho
Produção: Charles Bicalho, Cláudia Alves, Marcos Henrique Coelho
Tradução: Charles Bicalho, Isael Maxakali, Sueli Maxakali
Consultoria Cultural: Isael Maxakali, Sueli Maxakali

08 de abril de 2021
Quinta | 19h
Transmissão:
Facebook do Centro de Artes UFF
Youtube da Ascuri Brasil

Categorias: Centro de Artes UFF

ALIANÇAS E SABERES DE CURA

Centro de Artes UFF - qui, 01/04/2021 - 15:57

Compartilhando e produzindo saberes e memórias, o cinema produz, atualiza e multiplica alianças. Com aliados encantados dos tempos antigos, ou mesmo aliados não-indígenas, práticas de cura se consolidam e se transformam.

FILMES

Yãy tu nũnãhã payexop: encontro de pajés

Em julho de 2020, em plena pandemia de Covid-19, cerca de 100 famílias tikmũ’ũn-maxakali deixaram a reserva de Aldeia Verde (Ladainha, MG) em busca de uma nova terra. A tensão causada pelo isolamento tornou mais urgente a necessidade de uma terra rica em matas e, sobretudo, água, na qual pudessem fortalecer as relações com os povos-espíritos yãmĩyxop, através dos cantos, rituais, festas e brincadeiras.

Direção e Fotografia: Suely Maxakali
Pesquisa e idealização: Isael Maxakali
Montagem: André Victor e Cris Araújo

 

Vende-se Pequi
Duração: 24 min
Ano: 2013

Sinopse: O povo indígena Manoki vive no noroeste de Mato Grosso e uma de suas atividades produtivas é a venda de pequi na estrada que passa por sua terra. Durante uma oficina de vídeo, jovens decidem mostrar para o mundo um pouco de suas aldeias e do processo de coleta e venda desse fruto. Instigados pela possibilidade de filmarem e serem os próprios protagonistas, eles saem à procura dos velhos numa tentativa de descobrir se existe alguma história sobre a origem do pequi. A elaboração desse filme foi um processo inteiramente compartilhado entre realizadores indígenas e não-indígena: desde a concepção e filmagem, até a edição e finalização. Todas as imagens do filme foram realizadas pelos próprios cinegrafistas Manoki.

Direção: João Paulo Kajoli e André Lopes
Realização: Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky / LISA-USP

 

Tecendo nossos caminhos
Duração: 6 min
Ano: 2019

Sinopse: Apenas seis anciões da população Manoki na Amazônia brasileira ainda falam o idioma indígena, um risco iminente de perderem essa importante dimensão de seus modos de existência. Decididos a retomarem seu idioma com os mais velhos, os mais jovens decidem narrar em imagens e palavras seus desafios e desejos. A partir da analogia com a fragilidade do algodão que vira fio forte para suportar o peso na rede, Marta Tipuici fala da resistência de seu povo, sua relação com a avó e a esperança de voltarem a falar sua língua nas novas gerações.

Direção: Cledson Kajoli, Jackson Xinunxi e Marta Tipuici
Realização: Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky / LISA-USP

 

Pawaat – os segredos da medicina tradicional Cinta Larga
Duração: 13 min
Ano: 2015

Sinopse: Na Aldeia Roosevelt (RO), jovens acompanham os conhecedores das plantas de cura na mata aprendendo sobre o rico conhecimentos que os Cinta Larga possuem sobre os remédios e venenos das plantas.

Direção: Tony Cinta Larga
Imagens e Produção: Coletivo Akubaaj Cinta Larga de Cinema
Apoio: LISA-USP e ASCURI

 

Pirakuá – Os Guardiões do Rio Ápa
Duração: 11m14s
Ano: 2014

Sinopse: Na fronteira do Brasil com o Paraguai, os Kaiowá da Aldeia Pirakuá, foram incumbidos por Pai Kuará para cuidar do bem mais importante para os seres humanos, a Água. Confinados em seu território, eles cumprem a missão a eles designada, com muita luta e força, mantendo a mata de pé e sua cultura ecoando pelos serros da Fronteira, orgulhando os Donos da Água.

Direção: Gilmar Galache
Imagens: Ademilson Kiki Concianza e Gilmar Galache
Edição: Gilmar Galache
Produção: Associação Cultural de Realizadores Indígenas (ASCURI)
Tradução: Ademilson Kiki Concianza

 

Panambizinho – o fogo que nunca apaga
Duração: 12min13s
Ano: 2014

Sinopse: Quando Pai Kuará foi embora com sua mãe morar no Céu, deixou para o Povo do Mato, o Fogo. Mas a dádiva teve seu preço, cuidar dos Rios e Matas para que todos possam ter acesso a esse recurso. Hoje, Panambizinho possui quase nada de sua mata original, devido ao plantio de soja e milho pelos Colonos não-indígenas, que roubaram as terras tradicionais em todo Mato grosso do Sul. Mas ainda sim o Povo do Mato Original cuida do que restou, e procura caminhos para recuperar a Mata Verdadeira.

Direção: Gilmar Galache
Imagens: Ademilson Kiki Concianza e Gilmar Galache
Edição: Gilmar Galache
Produção: Associação Cultural de Realizadores Indígenas (ASCURI)
Tradução: Ademilson Kiki Concianza

 

Mãtãnãg, a Encantada
Duração: 28 min
Ano: 2019

Sinopse: Mãtãnãg, a Encantada acompanha a trajetória da índia Mãtãnãg, que segue o espírito de seu marido, morto por uma picada de cobra, até a aldeia dos mortos. Juntos eles superam os obstáculos que separam o mundo terreno do mundo espiritual.

Direção: Shawara Maxakali e Charles Bicalho
Realização: Pajé Filmes
Pesquisa e Roteiro: Pajé Totó Maxakali Charles Bicalho
Produção: Charles Bicalho, Cláudia Alves, Marcos Henrique Coelho
Tradução: Charles Bicalho, Isael Maxakali, Sueli Maxakali
Consultoria Cultural: Isael Maxakali, Sueli Maxakali

08 de abril de 2021
Quinta | 19h
Transmissão:
Facebook do Centro de Artes UFF
Youtube da Ascuri Brasil

Categorias: Centro de Artes UFF

ENCONTROS E CAMINHOS DE (RE)EXISTÊNCIA – Ciclo Nativas Narrativas

Cinema na UFF - Centro de Artes UFF - sex, 26/03/2021 - 16:20

Viagens e encontros podem traçar também caminhos de resistência. Por cosmopistas ancestrais atualizadas em percursos e cantos, mantendo e transformando tradições de festas, jogos e visitas, ou ainda (re)ocupando cidades e lidando com aqueles que impõem o encontro como invasão, o cinema propõe formas possíveis de encontros e existências.

 

Filmes e sinopses

 

New York, just another city
Duração: 19 minutos
Ano: 2019

Sinopse: Jovem liderança e realizadora audiovisual, Patrícia Ferreira vem sendo reconhecida pelos documentários que realiza com o seu povo, os Guarani Mbya. Ao ser chamada para debater seus trabalhos em um dos maiores festivais de cinema etnográficos do mundo, o Margaret Mead Film Festival, realizado no Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque, Patrícia se depara com uma série de exposições, debates e atitudes que a fazem refletir sobre o mundo dos “juruá”, contrastando-o com os modos de existência guarani.

Direção: André Lopes e Joana Brandão
Realização: Center for Media, Culture and History – NYU / Laboratório de Imagem e Som em Antropologia – USP

 

Virgem dos Desejos (La Virgen de Los Deseos)
Duração: 7 minutos
Ano: 2016

Sinopse: Em La Paz, na Bolívia, o coletivo ativista anarco-feminista de grafiteiras “Mujeres Creando” cria a casa chamada “Virgen de Los Deseos”, onde as mulheres exercem diversas atividades para acolher, oferecer justiça, espalhar suas mensagens e fortalecer o coletivo. No local também opera a rádio Deseo, uma rádio com conteúdos feministas, indígenas, de direito das domésticas, direitos LGBTs e outros.

Direção: Gillearde Pedro, Nadja Marin, Cesar Tellez, Sebastian Castillo, Jesus Lucana
Realização: ECA – Escuela de Cine y Artes Audiovisual de La Paz, Bolívia

 

Ãjãí: o jogo de cabeça dos Myky e Manoki
Duração: 49 minutos
Ano: 2019

Sinopse: O Ãjãí é um divertido jogo em que somente a cabeça dos jogadores pode encostar na bola. Essa prática, compartilhada por poucos povos indígenas no mundo, está presente entre as populações Myky e Manoki de Mato Grosso, falantes de um idioma de família linguística isolada. Jovens indígenas do povo Myky decidem filmar e editar pela primeira vez o seu jogo, para divulgá-lo fora das aldeias. Mas para organizar essa grande festa, seus jovens chefes encontrarão alguns desafios pela frente.

Direção: Typju Myky e André Lopes
Realização: LISA-USP / Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky

 

Nativas Narrativas: Mirando Mundos Possíveis
Ep. 1: Teko Marangatu
Ep. 2: Ary Vaí 
Ep. 3: Yvyra’i Jeguá
Duração: Ep.1 – 5m57s, Ep.2 – 5m43s, Ep.3 – 6m51s
Ano: 2020

Sinopse: A websérie Nativas Narrativas: Mirando Mundos Possíveis é uma iniciativa autônoma da ASCURI (Associação Cultural de Realizadores Indígenas/MS) que visa mostrar as perspectivas dos povos indígenas diante da pandemia global do novo coronavírus em 2020.

 

Direção: Associação Cultural de Realizadores Indígenas (ASCURI)
Roteiro: Ivan Molina e Eliel Benites
Imagens: Ademilson Kiki Concianza; Fernanda da Silva; Gilearde Barbosa; Junior Joel lopes; Inair Lopes
Edição: Ademilson Kiki Concianza; Gilearde Barbosa; Fabio Concianza; Iulik de Farias; Junior Joel lopes; Inair Lopes; Gilmar Kiripuku Galache.

Yvy Reñoi, Semente da Terra
Duração: 15 minutos
Ano: 2018

Sinopse: À 279km de Campo Grande, fazendeiros da região formaram uma milícia armada e atacam as retomadas Kaiowá e Guarani de Tei’ykue encorajados 5 dias após a visita de Bolsonaro à capital. O resultado foi a morte do agente de saúde Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, uma criança atingida na barriga com munição letal e vários professores feridos com bala de borracha.

Orientação: Aty Guasu
Dirigido e produzido coletivamente pela Associação Cultural de Realizadores Indígenas (ASCURI)

 

 

Os espíritos só entendem nosso idioma
Duração: 6 minutos
Ano: 2019

Sinopse: Apenas seis anciões da população Manoki na Amazônia brasileira ainda falam o idioma indígena, um risco iminente de perderem o meio pelo qual se comunicam com seus espíritos. Apesar desse ser um assunto difícil, os mais jovens decidem narrar em imagens e palavras a sua versão dessa longa história de relações com os não indígenas, falando sobre as suas dores, desafios e desejos. Apesar de todas dificuldades do contexto atual, a luta e a esperança ecoam em várias dimensões do curta-metragem, indicando que “a língua manoki viverá!”

Direção: Cileuza Jemjusi, Robert Tamuxi e Valdeilson Jolasi
Realização: Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky / LISA-USP

01 de abril de 2021
Quinta | 19h
Transmissão:
https://www.facebook.com/centrodeartesuff/
https://www.youtube.com/CentrodeArtesUFFOficial/

Categorias: Centro de Artes UFF

ENCONTROS E CAMINHOS DE (RE)EXISTÊNCIA – Ciclo Nativas Narrativas

Centro de Artes UFF - sex, 26/03/2021 - 16:20

Viagens e encontros podem traçar também caminhos de resistência. Por cosmopistas ancestrais atualizadas em percursos e cantos, mantendo e transformando tradições de festas, jogos e visitas, ou ainda (re)ocupando cidades e lidando com aqueles que impõem o encontro como invasão, o cinema propõe formas possíveis de encontros e existências.

 

Filmes e sinopses

 

New York, just another city
Duração: 19 minutos
Ano: 2019

Sinopse: Jovem liderança e realizadora audiovisual, Patrícia Ferreira vem sendo reconhecida pelos documentários que realiza com o seu povo, os Guarani Mbya. Ao ser chamada para debater seus trabalhos em um dos maiores festivais de cinema etnográficos do mundo, o Margaret Mead Film Festival, realizado no Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque, Patrícia se depara com uma série de exposições, debates e atitudes que a fazem refletir sobre o mundo dos “juruá”, contrastando-o com os modos de existência guarani.

Direção: André Lopes e Joana Brandão
Realização: Center for Media, Culture and History – NYU / Laboratório de Imagem e Som em Antropologia – USP

 

Virgem dos Desejos (La Virgen de Los Deseos)
Duração: 7 minutos
Ano: 2016

Sinopse: Em La Paz, na Bolívia, o coletivo ativista anarco-feminista de grafiteiras “Mujeres Creando” cria a casa chamada “Virgen de Los Deseos”, onde as mulheres exercem diversas atividades para acolher, oferecer justiça, espalhar suas mensagens e fortalecer o coletivo. No local também opera a rádio Deseo, uma rádio com conteúdos feministas, indígenas, de direito das domésticas, direitos LGBTs e outros.

Direção: Gillearde Pedro, Nadja Marin, Cesar Tellez, Sebastian Castillo, Jesus Lucana
Realização: ECA – Escuela de Cine y Artes Audiovisual de La Paz, Bolívia

 

Ãjãí: o jogo de cabeça dos Myky e Manoki
Duração: 49 minutos
Ano: 2019

Sinopse: O Ãjãí é um divertido jogo em que somente a cabeça dos jogadores pode encostar na bola. Essa prática, compartilhada por poucos povos indígenas no mundo, está presente entre as populações Myky e Manoki de Mato Grosso, falantes de um idioma de família linguística isolada. Jovens indígenas do povo Myky decidem filmar e editar pela primeira vez o seu jogo, para divulgá-lo fora das aldeias. Mas para organizar essa grande festa, seus jovens chefes encontrarão alguns desafios pela frente.

Direção: Typju Myky e André Lopes
Realização: LISA-USP / Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky

 

Nativas Narrativas: Mirando Mundos Possíveis
Ep. 1: Teko Marangatu
Ep. 2: Ary Vaí 
Ep. 3: Yvyra’i Jeguá
Duração: Ep.1 – 5m57s, Ep.2 – 5m43s, Ep.3 – 6m51s
Ano: 2020

Sinopse: A websérie Nativas Narrativas: Mirando Mundos Possíveis é uma iniciativa autônoma da ASCURI (Associação Cultural de Realizadores Indígenas/MS) que visa mostrar as perspectivas dos povos indígenas diante da pandemia global do novo coronavírus em 2020.

 

Direção: Associação Cultural de Realizadores Indígenas (ASCURI)
Roteiro: Ivan Molina e Eliel Benites
Imagens: Ademilson Kiki Concianza; Fernanda da Silva; Gilearde Barbosa; Junior Joel lopes; Inair Lopes
Edição: Ademilson Kiki Concianza; Gilearde Barbosa; Fabio Concianza; Iulik de Farias; Junior Joel lopes; Inair Lopes; Gilmar Kiripuku Galache.

Yvy Reñoi, Semente da Terra
Duração: 15 minutos
Ano: 2018

Sinopse: À 279km de Campo Grande, fazendeiros da região formaram uma milícia armada e atacam as retomadas Kaiowá e Guarani de Tei’ykue encorajados 5 dias após a visita de Bolsonaro à capital. O resultado foi a morte do agente de saúde Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, uma criança atingida na barriga com munição letal e vários professores feridos com bala de borracha.

Orientação: Aty Guasu
Dirigido e produzido coletivamente pela Associação Cultural de Realizadores Indígenas (ASCURI)

 

 

Os espíritos só entendem nosso idioma
Duração: 6 minutos
Ano: 2019

Sinopse: Apenas seis anciões da população Manoki na Amazônia brasileira ainda falam o idioma indígena, um risco iminente de perderem o meio pelo qual se comunicam com seus espíritos. Apesar desse ser um assunto difícil, os mais jovens decidem narrar em imagens e palavras a sua versão dessa longa história de relações com os não indígenas, falando sobre as suas dores, desafios e desejos. Apesar de todas dificuldades do contexto atual, a luta e a esperança ecoam em várias dimensões do curta-metragem, indicando que “a língua manoki viverá!”

Direção: Cileuza Jemjusi, Robert Tamuxi e Valdeilson Jolasi
Realização: Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky / LISA-USP

01 de abril de 2021
Quinta | 19h
Transmissão:
https://www.facebook.com/centrodeartesuff/
https://www.youtube.com/CentrodeArtesUFFOficial/

Categorias: Centro de Artes UFF

Ciclo de Cinema – Nativas Narrativas

Cinema na UFF - Centro de Artes UFF - seg, 22/03/2021 - 13:16

Ciclo Nativas Narrativas

No contexto atual  tem se ampliado o interesse em nos voltarmos para as perspectivas e saberes dos povos nativos, embora de maneira tardia e mais lenta que o necessário, como que em busca de traçar outros caminhos frente à crise na qual a chamada “civilização” se encontra imersa. O cinema realizado pelos povos indígenas, há pelo menos três décadas, segue transformando as telas em janelas para outros mundos possíveis.

Narrar a si, narrar o outro. A diversidade do cinema indígena, com seus próprios modos de fazer e construir coletivamente, nos coloca diante de potentes questões.

Que narrativas sobre si se dão a ver nessas produções? Quais as suas relações e (cosmo)visões sobre a roça, a alimentação tradicional, a cura, os cantos, as danças, a língua, sobre tudo que permeia o dia-a-dia dessas comunidades?

Que olhar lançam para a sociedade envolvente, o seu outro? E que novas visões poderão ser acessadas por essa sociedade ao ser por eles colocada em perspectiva?

O Ciclo Nativas Narrativas, fruto da parceria entre o coletivo Ascuri e a Rede CineFlecha, traz um abrangente panorama da mais recente produção audiovisual indígena. A maior parte dos filmes aqui apresentados foram exibidos também na I Mostra CineFlecha (2020), trazida agora para o Centro de Artes UFF de forma itinerante.

Sobre os parceiros

ASCURI (Associação Cultural dos Realizadores Indígenas)  A Associação Cultural dos Realizadores Indígenas (ASCURI) é formada por jovens Guarani-Kaiowá e Terena, realizadores e produtores culturais indígenas do Mato Grosso do Sul, com o objetivo de discutir alternativas ao modelo predominante de se pensar e fazer cinema na América Latina, buscando o caminho de fortalecimento do jeito de ser tradicional utilizando ferramentas da linguagem cinematográfica e das tecnologias de comunicação. A ASCURI surge no âmbito da oficina Cine Sin Fronteras, realizada na aldeia Condor Iquiña, em 2008, e coordenada pelo documentarista quéchua Ivan Molina, diretor da então Escuela de Cine y Artes de La Paz (ECA, hoje IFAECA). Quatro anos mais tarde, a ASCURI passa a se configurar como uma associação sem fins lucrativos. Além de atuar na criação de filmes e documentários, o coletivo também se dedica à organização de mostras de cinema, à produção de filmes de jovens realizadores, à docência e à edição de livros, entre eles Mosarambihára, semeadores do bem viver, resultado de um programa formativo para jovens Guarani e Kaiowá em 2016.

Entre as principais mostras e festivais em que participam, estão a Mostra Vemeuxá – Territórios Audiovisuais Indígenas, durante o 51º Festival de Brasília, em 2018; Alakan, mostra realizada no âmbito do VII Colóquio de Cinema e Arte da América Latina (COCAAL), em São Paulo, em 2019.

Entre as mostras organizadas pela ASCURI estão o I Ciclo Cinematográfico de Temas Indígenas – Nhande Tape Porã, na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em Dourados (MS), em 2017, e as edições de continuidade do Cine Sin Fronteras de 2016 (La Paz – Bolivia) e de 2016 em Niterói (RJ).  E o lançamento recente durante a pandemia de Covid-19 da webserie Nativas Narrativas, em parceria com a Rede Cine Flecha, que visa contar as perspectivas indígenas com relação a pandemia, que esta disponível no site do coletivo.

A produção audiovisual ASCURI mantém proximidade com a atividade dos rezadores tradicionais, em Guarani – Nhanderu e em Terena –  Koixomuneti das comunidades em que atuam, estando estes sempre presentes nos filmes, oficinas e nos encontros que realizam. Esse intercâmbio de conhecimentos entre os mais novos e os mais velhos, segundo os realizadores, contribui para o estreitamento da relação entre gerações, estimulando a compreensão pelos jovens indígenas de seu lugar na constituição sociocultural e política dos povos aos quais pertencem. As novas mídias são entendidas pelo coletivo como ferramenta para a luta em prol dos direitos originários e da garantia da participação indígena ativa na discussão de temas como a gestão de seus territórios, sua conservação ambiental, o uso de seus recursos naturais, e o desenvolvimento de políticas de segurança alimentar, além do alinhamento espiritual com seres, constelações dessa e de outras dimensões.

A produção ASCURI, majoritariamente documental, é de livre acesso, sendo mantido um canal na plataforma Youtube para sua divulgação.

 

Rede CineFlecha A Rede CineFlecha é formada por coletivos indígenas e articuladores que trabalham com cinema, comunicação e antropologia. A Rede tem o objetivo de fomentar e divulgar as produções audiovisuais de coletivos indígenas e colaboradores e conectar pessoas e coletivos de diferentes povos e lugares em torno da manifestação e criação de mundos possíveis.

As atividades facilitadas e promovidas pela Rede CineFlecha visam articular membros das comunidades indígenas, artistas, acadêmicxs e sociedade em geral a fim de promover um intercâmbio de cosmologias e saberes entre diferentes povos, contribuindo assim para uma co-existência cosmopolítica (plantas, animais, rios e demais seres humanos e não-humanos) mais harmônica e plural.

Dentre os coletivos e povos que formam a rede estão: o Pēnãhã – Coletivo de Cinema Maxakali do Pradinho (Maxakali/Tikmũ´ũn/MG); o Coletivo Beya Xina Bena (Huni Kuin/AC); o Coletivo Akubaaj Cinta Larga de Cinema (Cinta Larga/RO); o Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky (Manoki e Myky/MT); a Associação Cultural de Realizadores Indígenas (Guarani, Kaiowá e Terena/MS); realizadores Guarani Mbya (SP/RS); entre outros.

 

01/04

Sessão 1 – Encontros e Caminhos de (Re)Existência

Viagens e encontros podem traçar também caminhos de resistência. Por cosmopistas ancestrais atualizadas em percursos e cantos, mantendo e transformando tradições de festas, jogos e visitas, ou ainda (re)ocupando cidades e lidando com aqueles que impõem o encontro como invasão, o cinema propõe formas possíveis de encontros e existências.

  • Virgem dos Desejos (La Virgen de Los Deseos)
  • New York: just another city
  • Ãjãí: o jogo de cabeça dos Myky e Manoki
  • Nativas Narrativas: Mirando Mundos Possíveis
  • Yvy Reñoi, Semente da Terra
  • Os espíritos só entendem nossa idioma

 

08/04 

Sessão 2 – Alianças e Saberes de Cura

Compartilhando e produzindo saberes e memórias, o cinema produz, atualiza e multiplica alianças. Com aliados encantados dos tempos antigos, ou mesmo aliados não-indígenas, práticas de cura se consolidam e se transformam.

  •  Mãtãnãg, a Encantada
  • Vende-se Pequi
  • Tecendo nossos caminhos
  • Pawaat – os segredos da medicina tradicional Cinta Larga
  • Pirakuá – Os Guardiões do Rio Ápa
  • Panambizinho – o fogo que nunca apaga

 

15/04

Sessão 3 – Olhares e Escutas entre Mundos

O filme-ritual como produção de mundos, a produção de mundos como partilha do sensível. Através de olhares e escutas, experimentam-se relações que se propõem na própria atividade xamânica: vendo menos, não vendo, sendo vistos de modo ativo, vendo o que se escuta e o que está além, somos convidados à relação cinematográfica e xamânica que constituem o cinema.

  • Jakaira, o dono do milho branco
  • Kipaexoti
  • Festa do Porcão
  • Tatakox Vila Nova

22/04

Sessão 4 – Ditadura, violência e memória

Sabemos e falamos pouco sobre a violência da ditadura militar no Brasil, e desse pouco, muito é dito sobre as cidades, mas e a ditadura no campo no interior? E o que sabemos sobre as práticas autoritárias e violentas da ditadura contra os povos indígenas? Recuperar e debater essas memórias é fundamental para o nosso presente e futuro.

GRIN – Guarda Rural Indígena, Brasil, 2016

Um cineasta maxakali resgata memórias sobre a formação da Guarda Rural Indígena (Grin) durante a ditadura militar, com relatos das violências sofridas pelos seus parentes.

No processo de realização do filme, entrevistas coletadas pelos diretores​ foram repassadas ao Ministério Público de MG ​em pedido de indenização​ ​aos povos originários ​pelo sofrido durante a Ditadura Militar. ​Essa ação auxiliou em processo jun​t​o aos Krenak; seguimos agora​ ​tentando​ ​​reconhecimento​ ​junto aos Maxakali.

“Hãmxomã’ax hitap xop yãgmũg putox kopa pip apia xaxok putup’ah. Kutex ũgmũyõg nõ’õm apxaxok putup’ah.”

“​O passado ainda é. O passado insiste em ser. ​ ​Cantamos e o que é nosso não é esquecido​.​”

 

29/04

Sessão 5 – Nativas Narrativas – o modo  indígena de fazer cinema

  • Mokoi Kovoé
  • Nhaderu

Ao final da sessão ocorrerá um debate.

01, 08, 15, 22 e 29 de abril de 2021
Quintas-feiras | 19h
Transmissão:
https://www.facebook.com/centrodeartesuff/
https://www.youtube.com/CentrodeArtesUFFOficial/

Categorias: Centro de Artes UFF

Ciclo de Cinema – Nativas Narrativas

Centro de Artes UFF - seg, 22/03/2021 - 13:16

Ciclo Nativas Narrativas

No contexto atual  tem se ampliado o interesse em nos voltarmos para as perspectivas e saberes dos povos nativos, embora de maneira tardia e mais lenta que o necessário, como que em busca de traçar outros caminhos frente à crise na qual a chamada “civilização” se encontra imersa. O cinema realizado pelos povos indígenas, há pelo menos três décadas, segue transformando as telas em janelas para outros mundos possíveis.

Narrar a si, narrar o outro. A diversidade do cinema indígena, com seus próprios modos de fazer e construir coletivamente, nos coloca diante de potentes questões.

Que narrativas sobre si se dão a ver nessas produções? Quais as suas relações e (cosmo)visões sobre a roça, a alimentação tradicional, a cura, os cantos, as danças, a língua, sobre tudo que permeia o dia-a-dia dessas comunidades?

Que olhar lançam para a sociedade envolvente, o seu outro? E que novas visões poderão ser acessadas por essa sociedade ao ser por eles colocada em perspectiva?

O Ciclo Nativas Narrativas, fruto da parceria entre o coletivo Ascuri e a Rede CineFlecha, traz um abrangente panorama da mais recente produção audiovisual indígena. A maior parte dos filmes aqui apresentados foram exibidos também na I Mostra CineFlecha (2020), trazida agora para o Centro de Artes UFF de forma itinerante.

Sobre os parceiros

ASCURI (Associação Cultural dos Realizadores Indígenas)  A Associação Cultural dos Realizadores Indígenas (ASCURI) é formada por jovens Guarani-Kaiowá e Terena, realizadores e produtores culturais indígenas do Mato Grosso do Sul, com o objetivo de discutir alternativas ao modelo predominante de se pensar e fazer cinema na América Latina, buscando o caminho de fortalecimento do jeito de ser tradicional utilizando ferramentas da linguagem cinematográfica e das tecnologias de comunicação. A ASCURI surge no âmbito da oficina Cine Sin Fronteras, realizada na aldeia Condor Iquiña, em 2008, e coordenada pelo documentarista quéchua Ivan Molina, diretor da então Escuela de Cine y Artes de La Paz (ECA, hoje IFAECA). Quatro anos mais tarde, a ASCURI passa a se configurar como uma associação sem fins lucrativos. Além de atuar na criação de filmes e documentários, o coletivo também se dedica à organização de mostras de cinema, à produção de filmes de jovens realizadores, à docência e à edição de livros, entre eles Mosarambihára, semeadores do bem viver, resultado de um programa formativo para jovens Guarani e Kaiowá em 2016.

Entre as principais mostras e festivais em que participam, estão a Mostra Vemeuxá – Territórios Audiovisuais Indígenas, durante o 51º Festival de Brasília, em 2018; Alakan, mostra realizada no âmbito do VII Colóquio de Cinema e Arte da América Latina (COCAAL), em São Paulo, em 2019.

Entre as mostras organizadas pela ASCURI estão o I Ciclo Cinematográfico de Temas Indígenas – Nhande Tape Porã, na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em Dourados (MS), em 2017, e as edições de continuidade do Cine Sin Fronteras de 2016 (La Paz – Bolivia) e de 2016 em Niterói (RJ).  E o lançamento recente durante a pandemia de Covid-19 da webserie Nativas Narrativas, em parceria com a Rede Cine Flecha, que visa contar as perspectivas indígenas com relação a pandemia, que esta disponível no site do coletivo.

A produção audiovisual ASCURI mantém proximidade com a atividade dos rezadores tradicionais, em Guarani – Nhanderu e em Terena –  Koixomuneti das comunidades em que atuam, estando estes sempre presentes nos filmes, oficinas e nos encontros que realizam. Esse intercâmbio de conhecimentos entre os mais novos e os mais velhos, segundo os realizadores, contribui para o estreitamento da relação entre gerações, estimulando a compreensão pelos jovens indígenas de seu lugar na constituição sociocultural e política dos povos aos quais pertencem. As novas mídias são entendidas pelo coletivo como ferramenta para a luta em prol dos direitos originários e da garantia da participação indígena ativa na discussão de temas como a gestão de seus territórios, sua conservação ambiental, o uso de seus recursos naturais, e o desenvolvimento de políticas de segurança alimentar, além do alinhamento espiritual com seres, constelações dessa e de outras dimensões.

A produção ASCURI, majoritariamente documental, é de livre acesso, sendo mantido um canal na plataforma Youtube para sua divulgação.

 

Rede CineFlecha A Rede CineFlecha é formada por coletivos indígenas e articuladores que trabalham com cinema, comunicação e antropologia. A Rede tem o objetivo de fomentar e divulgar as produções audiovisuais de coletivos indígenas e colaboradores e conectar pessoas e coletivos de diferentes povos e lugares em torno da manifestação e criação de mundos possíveis.

As atividades facilitadas e promovidas pela Rede CineFlecha visam articular membros das comunidades indígenas, artistas, acadêmicxs e sociedade em geral a fim de promover um intercâmbio de cosmologias e saberes entre diferentes povos, contribuindo assim para uma co-existência cosmopolítica (plantas, animais, rios e demais seres humanos e não-humanos) mais harmônica e plural.

Dentre os coletivos e povos que formam a rede estão: o Pēnãhã – Coletivo de Cinema Maxakali do Pradinho (Maxakali/Tikmũ´ũn/MG); o Coletivo Beya Xina Bena (Huni Kuin/AC); o Coletivo Akubaaj Cinta Larga de Cinema (Cinta Larga/RO); o Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky (Manoki e Myky/MT); a Associação Cultural de Realizadores Indígenas (Guarani, Kaiowá e Terena/MS); realizadores Guarani Mbya (SP/RS); entre outros.

 

01/04

Sessão 1 – Encontros e Caminhos de (Re)Existência

Viagens e encontros podem traçar também caminhos de resistência. Por cosmopistas ancestrais atualizadas em percursos e cantos, mantendo e transformando tradições de festas, jogos e visitas, ou ainda (re)ocupando cidades e lidando com aqueles que impõem o encontro como invasão, o cinema propõe formas possíveis de encontros e existências.

  • Virgem dos Desejos (La Virgen de Los Deseos)
  • New York: just another city
  • Ãjãí: o jogo de cabeça dos Myky e Manoki
  • Nativas Narrativas: Mirando Mundos Possíveis
  • Yvy Reñoi, Semente da Terra
  • Os espíritos só entendem nossa idioma

 

08/04 

Sessão 2 – Alianças e Saberes de Cura

Compartilhando e produzindo saberes e memórias, o cinema produz, atualiza e multiplica alianças. Com aliados encantados dos tempos antigos, ou mesmo aliados não-indígenas, práticas de cura se consolidam e se transformam.

  •  Mãtãnãg, a Encantada
  • Vende-se Pequi
  • Tecendo nossos caminhos
  • Pawaat – os segredos da medicina tradicional Cinta Larga
  • Pirakuá – Os Guardiões do Rio Ápa
  • Panambizinho – o fogo que nunca apaga

 

15/04

Sessão 3 – Olhares e Escutas entre Mundos

O filme-ritual como produção de mundos, a produção de mundos como partilha do sensível. Através de olhares e escutas, experimentam-se relações que se propõem na própria atividade xamânica: vendo menos, não vendo, sendo vistos de modo ativo, vendo o que se escuta e o que está além, somos convidados à relação cinematográfica e xamânica que constituem o cinema.

  • Jakaira, o dono do milho branco
  • Kipaexoti
  • Festa do Porcão
  • Tatakox Vila Nova

22/04

Sessão 4 – Ditadura, violência e memória

Sabemos e falamos pouco sobre a violência da ditadura militar no Brasil, e desse pouco, muito é dito sobre as cidades, mas e a ditadura no campo no interior? E o que sabemos sobre as práticas autoritárias e violentas da ditadura contra os povos indígenas? Recuperar e debater essas memórias é fundamental para o nosso presente e futuro.

GRIN – Guarda Rural Indígena, Brasil, 2016

Um cineasta maxakali resgata memórias sobre a formação da Guarda Rural Indígena (Grin) durante a ditadura militar, com relatos das violências sofridas pelos seus parentes.

No processo de realização do filme, entrevistas coletadas pelos diretores​ foram repassadas ao Ministério Público de MG ​em pedido de indenização​ ​aos povos originários ​pelo sofrido durante a Ditadura Militar. ​Essa ação auxiliou em processo jun​t​o aos Krenak; seguimos agora​ ​tentando​ ​​reconhecimento​ ​junto aos Maxakali.

“Hãmxomã’ax hitap xop yãgmũg putox kopa pip apia xaxok putup’ah. Kutex ũgmũyõg nõ’õm apxaxok putup’ah.”

“​O passado ainda é. O passado insiste em ser. ​ ​Cantamos e o que é nosso não é esquecido​.​”

 

29/04

Sessão 5 – Nativas Narrativas – o modo  indígena de fazer cinema

  • Mokoi Kovoé
  • Nhaderu

Ao final da sessão ocorrerá um debate.

01, 08, 15, 22 e 29 de abril de 2021
Quintas-feiras | 19h
Transmissão:
https://www.facebook.com/centrodeartesuff/
https://www.youtube.com/CentrodeArtesUFFOficial/

Categorias: Centro de Artes UFF

EU, MOBY DICK :: NA REDE

Artes Cênicas - Centro de Artes UFF - qui, 11/03/2021 - 17:17

Contemplado no edital de Retomada Cultural, do Edital de Chamada Emergencial Aldir Blanc da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro, o espetáculo Eu, Moby Dick se prepara para uma nova viagem. Sob direção de Renato Rocha, a montagem criada a partir da dramaturgia de Pedro Kosovski, sobre a obra-prima de Herman Melville, fica em cartaz gratuitamente de 19 de março a 04 de abril no canal do YouTube do Centro de Artes da UFF.      

Depois da temporada de sucesso no Rio, em meados de 2019, o espetáculo obteve 16 indicações em diversas categorias nas mais importantes premiações do país (Prêmios Cesgranrio, Shell, Botequim Cultural e CENYM), conquistando o prêmio de Melhor Cenário pela Cesgranrio e Melhor Programação Visual e cartaz pelo CENYM. Após duas temporadas de sucesso no Rio de Janeiro e uma curta temporada lotada na Caixa Cultural de Curitiba, a turnê nacional, que foi interrompida pela pandemia de Covid-19, volta em nova versão: digital.

A montagem/instalação concebida e dirigida por Renato Rocha é um espetáculo de extrema poesia visual que leva o público a uma experiência imersiva, multimídia e sensorial. Uma leitura performativa a partir de Moby Dick, um manifesto físico e poético, denso e provocativo. Um ato artístico/político, um espaço/encontro/experiência com a plateia, que transforma o palco numa plataforma multidisciplinar, inspirada no imaginário provocado pela obra de Herman Melville, convidando o público a um mergulho profundo nas metáforas contidas nessa obra prima da literatura universal.

Esta nova versão, chamada “Eu, Moby Dick :: na rede”, trata a obra como um vídeo-arte, uma experiência digital imagética-sonora-sensória, que se aproveita dos recursos cinematográficos e multimídias para conduzir os espectadores nas profundezas da psique humana retratados na obra de Melville pelo viés da tecnologia, nas impactantes imagens criadas pelos irmãos Rico e Renato Villarouca e criação polifônica de Daniel Castanheira e Felipe Habib.

“A estratégia dramatúrgica para a recriação do texto de Melville propõe o ato de leitura como ato performativo. Nesse sentido, o protagonismo é do ‘leitor’, ou melhor, no teatro-arte-coletiva, dos ‘leitores’, como modo de criar alguma mediação possível entre as palavras de Melville e aquilo que necessitamos dizer com urgência para os nossos tempos”, defende o autor Pedro Kosovski.

Falas como “Um barco desgovernado, comandado por um louco, rumo à destruição de sua própria tripulação. Quem aqui se identifica?” e “Seria Moby Dick essa espécie de vírus, que contamina toda sua tripulação como uma epidemia?” ganham novo sentido e amplificam a atualidade do texto de Kosovski, já tão destacado em sua temporada de estreia em 2019. Em resposta a este pensamento, o crítico Patrick Pessoa, do jornal O Globo, escreveu: “O princípio da dramaturgia de ‘Eu, Moby Dick’ é impecável”. E exatamente por ser um texto muito próximo da atualidade e que foi adaptado para o formato online, aos tripulantes que assistirão “Eu, Moby Dick :: na rede” será entregue um PDF com a dramaturgia do espetáculo na íntegra.

No elenco, Gabriel Salabert, Kelzy Ecard, Márcio Vito e Noemia Oliveira se lançam no desafio de viverem ao mesmo tempo o Capitão Ahab, Ismael, Moby Dick e o próprio navio Pequod, levando a questionamentos sobre os caminhos escolhidos e confrontados. Para esta versão online, foram pensados videografismos que nos fazem viajar pelos subconscientes das personagens, suas reflexões, medos, anseios e ambições.

Embarcar no navio Pequod é embarcar numa batalha entre a razão humana e o instinto animal, e confrontar-se com Moby Dick acaba sendo confrontar-se com os fantasmas que nós mesmos criamos, confrontar a si mesmo com a simples possibilidade de estar vivo ou ter que se deparar com a própria morte.

“O espetáculo navega nas mesmas metáforas que Melville traz em seu livro, e convida os espectadores para uma experiência artística não-linear, uma obra de dramaturgia aberta, onde o espectador não é refém de um entendimento intelectual, num processo criativo que se apropria das metáforas extraídas do romance para falar sobre temas relevantes da contemporaneidade e traçar um olhar profundo sobre o sujeito contemporâneo”, finaliza o diretor Renato Rocha.

FICHA TÉCNICA:

Direção: Renato Rocha
Dramaturgia: Pedro Kosovski, a partir da obra-prima de Herman Melville
Elenco: Gabriel Salabert, Kelzy Ecard, Márcio Vito e Noemia Oliveira
Figurinos: Tarsila Takahashi
Videografismo: Rico e Renato Vilarouca
Direção Musical: Felipe Habib e Daniel Castanheira
Assessoria de Imprensa: Marrom Glacê Assessoria
Programação Visual: Raquel Alvarenga
Coordenação de Projeto: MS Arte e Cultura
Produção: Aline Mohamad e Gabriel Salabert
Administração Financeira: Estufa de Ideias
Idealização e Realização: Aline Mohamad, Gabriel Salabert e Renato Rocha

19 de março a 04 de abril de 2021
Sexta-feira a domingo
19 a 21 de março – às 20h
26 a 28 de março – às 18h
02 a 04 de abril – às 20h
Gratuito
Transmissão: www.youtube.com/centrodeartesuffoficial

Categorias: Centro de Artes UFF

EU, MOBY DICK :: NA REDE

Centro de Artes UFF - qui, 11/03/2021 - 17:17

Contemplado no edital de Retomada Cultural, do Edital de Chamada Emergencial Aldir Blanc da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro, o espetáculo Eu, Moby Dick se prepara para uma nova viagem. Sob direção de Renato Rocha, a montagem criada a partir da dramaturgia de Pedro Kosovski, sobre a obra-prima de Herman Melville, fica em cartaz gratuitamente de 19 de março a 04 de abril no canal do YouTube do Centro de Artes da UFF.      

Depois da temporada de sucesso no Rio, em meados de 2019, o espetáculo obteve 16 indicações em diversas categorias nas mais importantes premiações do país (Prêmios Cesgranrio, Shell, Botequim Cultural e CENYM), conquistando o prêmio de Melhor Cenário pela Cesgranrio e Melhor Programação Visual e cartaz pelo CENYM. Após duas temporadas de sucesso no Rio de Janeiro e uma curta temporada lotada na Caixa Cultural de Curitiba, a turnê nacional, que foi interrompida pela pandemia de Covid-19, volta em nova versão: digital.

A montagem/instalação concebida e dirigida por Renato Rocha é um espetáculo de extrema poesia visual que leva o público a uma experiência imersiva, multimídia e sensorial. Uma leitura performativa a partir de Moby Dick, um manifesto físico e poético, denso e provocativo. Um ato artístico/político, um espaço/encontro/experiência com a plateia, que transforma o palco numa plataforma multidisciplinar, inspirada no imaginário provocado pela obra de Herman Melville, convidando o público a um mergulho profundo nas metáforas contidas nessa obra prima da literatura universal.

Esta nova versão, chamada “Eu, Moby Dick :: na rede”, trata a obra como um vídeo-arte, uma experiência digital imagética-sonora-sensória, que se aproveita dos recursos cinematográficos e multimídias para conduzir os espectadores nas profundezas da psique humana retratados na obra de Melville pelo viés da tecnologia, nas impactantes imagens criadas pelos irmãos Rico e Renato Villarouca e criação polifônica de Daniel Castanheira e Felipe Habib.

“A estratégia dramatúrgica para a recriação do texto de Melville propõe o ato de leitura como ato performativo. Nesse sentido, o protagonismo é do ‘leitor’, ou melhor, no teatro-arte-coletiva, dos ‘leitores’, como modo de criar alguma mediação possível entre as palavras de Melville e aquilo que necessitamos dizer com urgência para os nossos tempos”, defende o autor Pedro Kosovski.

Falas como “Um barco desgovernado, comandado por um louco, rumo à destruição de sua própria tripulação. Quem aqui se identifica?” e “Seria Moby Dick essa espécie de vírus, que contamina toda sua tripulação como uma epidemia?” ganham novo sentido e amplificam a atualidade do texto de Kosovski, já tão destacado em sua temporada de estreia em 2019. Em resposta a este pensamento, o crítico Patrick Pessoa, do jornal O Globo, escreveu: “O princípio da dramaturgia de ‘Eu, Moby Dick’ é impecável”. E exatamente por ser um texto muito próximo da atualidade e que foi adaptado para o formato online, aos tripulantes que assistirão “Eu, Moby Dick :: na rede” será entregue um PDF com a dramaturgia do espetáculo na íntegra.

No elenco, Gabriel Salabert, Kelzy Ecard, Márcio Vito e Noemia Oliveira se lançam no desafio de viverem ao mesmo tempo o Capitão Ahab, Ismael, Moby Dick e o próprio navio Pequod, levando a questionamentos sobre os caminhos escolhidos e confrontados. Para esta versão online, foram pensados videografismos que nos fazem viajar pelos subconscientes das personagens, suas reflexões, medos, anseios e ambições.

Embarcar no navio Pequod é embarcar numa batalha entre a razão humana e o instinto animal, e confrontar-se com Moby Dick acaba sendo confrontar-se com os fantasmas que nós mesmos criamos, confrontar a si mesmo com a simples possibilidade de estar vivo ou ter que se deparar com a própria morte.

“O espetáculo navega nas mesmas metáforas que Melville traz em seu livro, e convida os espectadores para uma experiência artística não-linear, uma obra de dramaturgia aberta, onde o espectador não é refém de um entendimento intelectual, num processo criativo que se apropria das metáforas extraídas do romance para falar sobre temas relevantes da contemporaneidade e traçar um olhar profundo sobre o sujeito contemporâneo”, finaliza o diretor Renato Rocha.

FICHA TÉCNICA:

Direção: Renato Rocha
Dramaturgia: Pedro Kosovski, a partir da obra-prima de Herman Melville
Elenco: Gabriel Salabert, Kelzy Ecard, Márcio Vito e Noemia Oliveira
Figurinos: Tarsila Takahashi
Videografismo: Rico e Renato Vilarouca
Direção Musical: Felipe Habib e Daniel Castanheira
Assessoria de Imprensa: Marrom Glacê Assessoria
Programação Visual: Raquel Alvarenga
Coordenação de Projeto: MS Arte e Cultura
Produção: Aline Mohamad e Gabriel Salabert
Administração Financeira: Estufa de Ideias
Idealização e Realização: Aline Mohamad, Gabriel Salabert e Renato Rocha

19 de março a 04 de abril de 2021
Sexta-feira a domingo
19 a 21 de março – às 20h
26 a 28 de março – às 18h
02 a 04 de abril – às 20h
Gratuito
Transmissão: www.youtube.com/centrodeartesuffoficial

Categorias: Centro de Artes UFF

Oficina – Por dentro da baleia – Renato Rocha

Centro de Artes UFF - qui, 04/03/2021 - 11:45
Oficina Por dentro da baleia
(Uma investigação sobre o processo criativo de “Eu, Moby Dick)

Release: O diretor Renato Rocha convida artistas de diferentes áreas e disciplinas para um mergulho em suas estruturas de processo criativos, seus dispositivos, ferramentas e fundamentos para pesquisas de dramaturgias, corporeidades, estados sensórios e afetivos e linguagens estéticas. Dessa forma o diretor compartilhará um pouco de seu processo criativo e de como foi criado o espetáculo “Eu, Moby Dick” e ainda provocará o grupo a criar atravessamentos íntimos e pessoais a partir de uma plataforma multidisciplinar.

O workshop terá foco no compartilhamento do processo artístico do diretor e na criação artística, a partir do diálogo entre a performance, a cena e as artes visuais, onde o espaço teatral servirá de plataforma de encontro entre as demais expressões artísticas, que se colocarão a serviço de cada ator e de como este se relaciona com o mundo hoje, tendo seu própria biografia como ponto de partida.

Os participantes terão a oportunidade de vivenciar um pouco do processo criativo colaborativo que o diretor Renato Rocha vem desenvolvendo em Londres.
A partir do temas escolhidos por cada artista, o diretor os levará a uma investigação sobre as diferentes formas de abordagens entre a performance e composição cênica. E a partir disso produzir material cênico/performático, criando partituras de movimento, textos, imagens, sons e instalações cênicas cruzando e associando o material levantado pelos atores.

Renato Rocha é um diretor brasileiro que desenvolve uma carreira internacional desde 2010. Em Londres criou espetáculos para a Royal Shakespeare Company, The Roundhouse, LIFT (London International Festival of Theatre) e Circolombia. Criou espetáculos também para a Bienal Internacional de Artes de Marselha, National Theatre of Scotland, o Festival Internacional de Dança de Leicester, União Européia e Unicef. Além de ter dirigido e colaborado em projetos na Índia, Berlim, Tanzânia, Quênia, Egito, Paris, Nova Iorque, Edimburgo, Estocolmo, Budapeste e Colômbia.

  Fundador do NAI – Núcleo de Artes Integradas, desenvolve ainda uma pesquisa artística multidisciplinar, que vem chamando de processo criativo antropofágico, e vem ministrando residências artísticas ao redor do mundo.
 
Público Alvo: artistas, pesquisadores, estudantes e pessoas interessadas em processos criativos
Classificação Etária: a partir de 18 anos
Número de Vagas: 20 vagas
Formato: 2 encontros de 2 horas 29 e 31 de Março de 14h as 16h – Plataforma Zoom   Inscrições  abertas a partir do dia 19/03, através do e-mail eumobydick@gmail.com. O interessado deve enviar um e-mail com o assunto “Oficina Por dentro da baleia” com currículo e breve intenção.
Categorias: Centro de Artes UFF

FEIO in loco

Artes Cênicas - Centro de Artes UFF - seg, 01/03/2021 - 16:18

“FEIO in loco” é uma experiência teatral online, baseada na fábula “O Patinho Feio”, de H. C. Andersen. Feio é um pato que vive em uma granja industrial onde a produção de vida é controlada antes mesmo do nascimento até o último estágio do abate. Eles são parte de um processo industrial, filhos da máquina e do capital. Mas, e quando a natureza surpreende o controle biotecnológico e os avanços da engenharia genética? Até onde a natureza pode ser modificada tendo como finalidade o aumento do desempenho e do lucro? Até onde o ser humano é capaz de controlar a natureza?

Ficha técnica  

Direção: Helena Marques
Dramaturgia: Pedro Kosovski
Adaptação dramatúrgica para versão digital: Helena Marques
Supervisão de cena: Matheus Lima
Colaboração Artística: Julio Adrião
Elenco: Breno Paraizo, Caio Passos, Fabio Lacerda e Reinaldo Dutra
Figurino: Tiago Ribeiro
Iluminação: Ana Luzia de Simoni
Direção Musical: Breno Paraizo
Coordenação de vídeo: Matheus Lima
Fotógrafo: Renato Mangolin
Assessoria de imprensa: Lyvia Rodrigues – Aquela que Divulga
Programação visual: Estúdio Cru
Coordenação de projeto: Dobra (Helena Marques e Matheus Lima)
Direção de produção: Pagu Produções Culturais (Bárbara Galvão e Fernanda Pascoal)
Produção executiva: Fernando Queiroz

Temporada: 12 a 29 de março de 2021
Sexta a Segunda
De 12 a 15/03 | 20h
De 19 a 22/03 | 18h
De 26 a 29/03 | 20h
Ingressos:  Gratuito
Transmissão:  www.youtube.com/centrodeartesuffoficial
Classificação: 12 anos

Categorias: Centro de Artes UFF

FEIO in loco

Centro de Artes UFF - seg, 01/03/2021 - 16:18

“FEIO in loco” é uma experiência teatral online, baseada na fábula “O Patinho Feio”, de H. C. Andersen. Feio é um pato que vive em uma granja industrial onde a produção de vida é controlada antes mesmo do nascimento até o último estágio do abate. Eles são parte de um processo industrial, filhos da máquina e do capital. Mas, e quando a natureza surpreende o controle biotecnológico e os avanços da engenharia genética? Até onde a natureza pode ser modificada tendo como finalidade o aumento do desempenho e do lucro? Até onde o ser humano é capaz de controlar a natureza?

Ficha técnica  

Direção: Helena Marques
Dramaturgia: Pedro Kosovski
Adaptação dramatúrgica para versão digital: Helena Marques
Supervisão de cena: Matheus Lima
Colaboração Artística: Julio Adrião
Elenco: Breno Paraizo, Caio Passos, Fabio Lacerda e Reinaldo Dutra
Figurino: Tiago Ribeiro
Iluminação: Ana Luzia de Simoni
Direção Musical: Breno Paraizo
Coordenação de vídeo: Matheus Lima
Fotógrafo: Renato Mangolin
Assessoria de imprensa: Lyvia Rodrigues – Aquela que Divulga
Programação visual: Estúdio Cru
Coordenação de projeto: Dobra (Helena Marques e Matheus Lima)
Direção de produção: Pagu Produções Culturais (Bárbara Galvão e Fernanda Pascoal)
Produção executiva: Fernando Queiroz

Temporada: 12 a 29 de março de 2021
Sexta a Segunda
De 12 a 15/03 | 20h
De 19 a 22/03 | 18h
De 26 a 29/03 | 20h
Ingressos:  Gratuito
Transmissão:  www.youtube.com/centrodeartesuffoficial
Classificação: 12 anos

Categorias: Centro de Artes UFF

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